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Arquivo : Zé Roberto

Zé Roberto chama nove jogadoras em sua 1ª convocação pós-Olimpíada
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Carolina Canossa

Zé Roberto terá quatro torneios com a seleção em 2017 (Foto: Divulgação/CBV)

Técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães anunciou nesta quarta-feira (26) os nomes das primeiras atletas convocadas para a temporada 2017 do vôlei. Ao todo, seis jogadoras foram convocadas para os torneios da temporada e outras três para um período de treinamentos.

De olho no Montreux Volley Masters, Grand Prix, Campeonato Sul-Americano e Copa dos Campeões, Zé Roberto chamou a líbero Léia, a levantadora Naiane, a ponteira Rosamaria e a central Mara, todas do Camponesa/Minas, além da central Adenízia, do Savino Del Bene Volley Scandicci (Itália), e da líbero Suelen, do Foppapedretti Bergamo (Itália).

Já a ponteira/oposta Edinara e sua companheira de São Cristóvão Saúde/São Caetano, Fernanda Tomé, foram convidadas para treinar com o restante do grupo. O mesmo aconteceu com a ponta Amanda, um dos destaques da última Superliga pelo Terracap/BRB/Brasília Vôlei.

Que times foram bem e que times decepcionaram na Superliga recém-encerrada?

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Essas nove jogadoras se apresentarão na próxima segunda-feira (1), no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema.

A convocação da seleção feminina deve ser completada ao longo das próximas semanas com as jogadoras que demandam um maior período de descanso ou que estão encerrando suas temporadas nos clubes mais tarde, caso das atletas do Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé.


Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


Bernardinho x Luizomar: respeito mútuo no 9º duelo numa final de Superliga
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Sidrônio Henrique

Os dois em 2015, última vez em que se enfrentaram na decisão do torneio (Alexandre Arruda/CBV)

A um dia da decisão da Superliga 2016/2017 entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, o Saída de Rede traz para você a opinião dos dois treinadores finalistas sobre suas equipes e ainda uma breve avaliação deles do que há de melhor no time oponente.

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Bernardo Rezende e Luizomar de Moura se enfrentarão pela nona vez numa final do torneio mais importante do País – vantagem de 6 a 2 para Bernardinho. Técnicos das duas principais equipes do vôlei feminino brasileiro na atualidade, clubes responsáveis por um dos maiores clássicos da modalidade no mundo, eles são velhos conhecidos do torcedor.

Vitoriosos
A trajetória de Bernardinho à frente do time começou no início do projeto, ainda em Curitiba, em 1997, e seguiu com a mudança para o Rio de Janeiro. São 11 títulos de Superliga. Já Luizomar assumiu o comando em Osasco em 2006. Desde então, levou a equipe a duas conquistas da maior competição nacional – além de vencer o Mundial de Clubes, em 2012. O atual treinador do Vôlei Nestlé ganhou ainda a Superliga 2000/2001, quando dirigia a equipe do Flamengo. Osasco soma cinco títulos do torneio – três deles com José Roberto Guimarães.

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Os rivais se enfrentaram duas vezes esta temporada: uma vitória para cada lado, com torcida a favor – Osasco 3-2 e Rio 3-1. O último confronto numa final foi na Superliga 2014/2015, no mesmo ginásio desta edição, e as cariocas triunfaram em sets diretos.

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A decisão entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé será neste domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

Entre um treino e outro dos finalistas, o SdR fez duas perguntas a Bernardinho e Luizomar. Veja o que eles disseram:

BERNARDO REZENDE

Com o Rexona, Bernardinho ganhou 11 vezes a Superliga (FIVB)

O que o seu time leva para esta final?
Embora desgastado física e emocionalmente, essa série semifinal contra o Minas fortaleceu a alma do time. Foi uma disputa muito dura e você levar isso como experiência é importante para a final. Com todas as dificuldades que passamos contra o Minas, espero que a gente leve essa força como um aprendizado importante.

O que adversário tem de melhor?
Acho que depois de ter ficado de fora da final no ano passado, Osasco volta sedento por um título. Elas chegam muito fortes, têm uma levantadora diferenciada (Dani Lins), com grande experiência internacional, o que os outros times da Superliga não têm. Algumas jogadoras ali estão jogando muito bem. A final será uma partida totalmente aberta, sem favoritos. É um clássico.

LUIZOMAR DE MOURA

Luizomar comanda a equipe desde 2006 (Bruno Lorenzo/Fotojump)

O que o seu time leva para esta final?
Nosso grupo é a nossa maior qualidade. A forma como encaramos a temporada fez com que o time chegasse muito forte nesta final. O espírito coletivo foi uma característica que conseguimos implantar este ano e o elenco mostrou que, com todo mundo se ajudando, a equipe toda se tornaria protagonista.

O que adversário tem de melhor?
A maior qualidade do Rexona-Sesc é ter mantido a base do time campeão na temporada passada. É uma equipe que mexeu pouco em relação à Superliga anterior.


Rosamaria renova com Minas e Macris é disputada no mercado
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Sidrônio Henrique

Rosamaria aparece como terceira maior pontuadora da Superliga (foto: Orlando Bento/MTC)

Uma das grandes promessas do voleibol brasileiro, a ponteira Rosamaria Montibeller, 23 anos, 1,85m, renovou com o Camponesa/Minas e vai defender o clube na próxima temporada. Quem também decidiu ficar onde estava é a levantadora Juma Fernandes, 24 anos, 1,83m, que permanecerá no Genter Bauru Vôlei. Já um dos nomes de maior destaque nesta e nas três edições anteriores da Superliga, a levantadora Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, é prioridade para sua atual equipe, Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e está no radar de outros três times: Hinode/Barueri, Fluminense e Vôlei Nestlé.

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Rosamaria
Encerrada a semifinal da Superliga 2016/2017, a ponteira do Minas, eliminado pelo Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, é a terceira maior pontuadora do torneio, com 403 pontos, somente atrás e bem próxima da líder Tandara, do Vôlei Nestlé, que soma 408, e da colega de equipe Destinee Hooker, 404. No início da competição, Rosamaria fazia saída de rede, mas com a chegada da oposta americana Hooker, ainda no primeiro turno, foi deslocada para a entrada, uma antiga recomendação do técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, endossada por seu técnico no Minas, Paulo Coco – assistente de Zé Roberto no selecionado nacional.

Juma seguirá no Bauru (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Juma
A levantadora Juma Fernandes jogou pelo Genter Vôlei Bauru na atual temporada, vinda do Pinheiros. Campeã mundial sub23 com a seleção brasileira em 2015, na Turquia, ela foi escolhida a melhor levantadora e também MVP do torneio. Embora tenha oscilado ao longo da Superliga 2016/2017, Juma é tida como uma das revelações na posição e recebeu elogios, além do seu próprio técnico, Marcos Kwiek, de nomes como Bernardinho e Paulo Coco.

Destaque no Brasília, Macris interessa a outros três clubes (CBV)

Macris
Melhor levantadora das três últimas edições do torneio e líder nas estatísticas do fundamento faltando apenas a final da temporada, Macris tem um jogo caracterizado pela ousadia. O leitor talvez se pergunte se a estatística reflete de fato o nível de um armador. Não, pois há limitações, inclusive um grande levantamento pode ser desconsiderado se o atacante não vira a bola, por exemplo. A estatística, da forma como é aplicada no campeonato, também não observa a distribuição. Porém Macris, apontada por Bernardinho como uma levantadora “que taticamente joga muito” e que “é diferente”, também já arrancou elogios de Zé Roberto.

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O Brasília Vôlei quer mantê-la, mas vivendo um dos melhores momentos de sua carreira, ela, que encerrou sua segunda temporada no time do Planalto Central, também interessa a outros três times. O Fluminense quer se reforçar para a Superliga 2017/2018 e pensa em Macris. O Hinode/Barueri, que sob o comando de Zé Roberto venceu a Superliga B, está de olho nela. Outro que sondou a levantadora foi o Vôlei Nestlé. Se Dani Lins decidir mesmo dar um tempo no voleibol para engravidar, Macris seria uma opção para a equipe de Osasco.


“É muito cedo para falar algo”, diz Kiraly sobre Hooker na seleção dos EUA
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Sidrônio Henrique

Karch Kiraly foi evasivo sobre a volta da oposta Destinee Hooker à seleção (fotos: FIVB)

A volta da oposta Destinee Hooker à seleção americana permanece uma incógnita. Numa entrevista exclusiva ao Saída de Rede, o técnico Karch Kiraly afirmou que “é muito cedo para falar algo”, quando questionado se as portas estariam abertas para a atleta. Ela foi um dos principais nomes da modalidade de 2010 a 2012 e atualmente vive grande fase na Superliga, jogando pelo Camponesa/Minas.

Hooker, medalha de prata na Olimpíada de Londres, foi chamada recentemente por Bernardinho de “uma das grandes opostas do mundo”. Em janeiro, a atacante disse ao SdR que ir a Tóquio 2020 está em seus planos. No entanto, aparentemente, as divergências com ela não foram superadas pelo treinador da seleção feminina dos Estados Unidos. “Ainda não temos todas as respostas, nem tudo está claro”.

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Hooker é um dos destaques da Superliga (Orlando Bento/MTC)

A opção por três ponteiras em vez de quatro na Rio 2016 ou a escolha de duas opostas com características semelhantes, nada disso incomoda Kiraly. Ele disse que não se arrepende de suas escolhas. “É muito fácil pensar em outras formas de montar a equipe depois que tudo passou”, ponderou.

O técnico admitiu que a derrota para a Sérvia na semifinal olímpica, após estar liderando o tie break por 11-8, foi dolorosa. E prosseguiu: “Assim como eu sei que foi para o torcedor brasileiro ver sua seleção eliminada pela China nas quartas de final”.

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Eleito pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) o melhor jogador do século XX, dono de três ouros olímpicos, único atleta a ganhar medalhas tanto no indoor (Los Angeles 1984 e Seul 1988) quanto na praia (Atlanta 1996), Karch Kiraly é um ícone da modalidade. Foi assistente técnico da seleção feminina de seu país no ciclo 2009-2012. A partir de 2013, assumiu o cargo de treinador, posição que ocupará pelo menos até Tóquio 2020, após ter seu contrato renovado no ano passado. Conduziu, pela primeira vez na história, as mulheres dos EUA ao título do Campeonato Mundial, no torneio disputado em 2014, na Itália. No entanto, apesar de favoritas ao ouro, as americanas ficaram com o bronze na Rio 2016.

Confira a entrevista que Kiraly concedeu, por telefone, ao SdR:

Saída de Rede – Começa um novo ciclo olímpico, espera-se que a seleção americana apresente caras novas, como ocorreu no início do período passado. É isso mesmo que vamos ver?
Karch Kiraly – Acho que todas as grandes seleções vão vir com caras novas. Certamente teremos muitas jogadoras jovens na disputa do Grand Prix, aquelas que vão ganhar experiência ao longo do ciclo. Há quatro anos eu tive a chance de descobrir o talento de atletas como Kim Hill, Kelly Murphy e Rachel Adams. Espero descobrir novas jogadoras agora e somar àquelas que temos.

Ele teve o contrato renovado na seleção até Tóquio 2020

Saída de Rede – Conversando com técnicos como Bernardinho e Paulo Coco, assistente de Zé Roberto na seleção feminina, eles apontaram uma carência mundial de ponteiras clássicas, aquelas completas, capazes de executar bem todos os fundamentos. Você concorda com essa avaliação?
Karch Kiraly – De fato, não há tantas pontas completas como a Jordan Larson, por exemplo, que é capaz de fazer tudo em alto nível. Algumas são muito fortes no ataque, mas não são boas passadoras. É uma boa observação, não há tantas jogadoras completas pelo mundo.

Saída de Rede – Você acha que essa menor oferta de jogadoras mais habilidosas está ligada ao fato do voleibol feminino ter se tornado cada vez mais físico, com muitas das ponteiras dando ênfase ao ataque em detrimento de outros fundamentos?
Karch Kiraly – É um ponto interessante a ser avaliado, as características das atletas, a composição das equipes. Talvez seja algo mais recente se observarmos os ciclos anteriores.

Para Kiraly, a central Akinradewo é a melhor do mundo na posição

Saída de Rede – O que você vê quando analisa os períodos 2005-2008 e 2009-2012, por exemplo?
Karch Kiraly – No ciclo 2005-2008 eu ainda não estava envolvido com o vôlei feminino. No seguinte, é verdade, havia um número maior de jogadoras com esse estilo mais completo, como Jaqueline, Jordan Larson, Logan Tom, Carolina Costagrande (ponta/oposta argentina naturalizada italiana, MVP da Copa do Mundo 2011), entre tantas outras.

Saída de Rede – Os Estados Unidos estiveram bem perto da decisão da medalha de ouro na Rio 2016, lideravam o tie break por 11-8 diante da Sérvia na semifinal e levaram a virada. Como você encarou aquela derrota? O que deu errado na reta final da partida?
Karch Kiraly – Aquela foi uma derrota dolorosa para a gente, assim como eu sei que foi para o torcedor brasileiro ver sua seleção eliminada pela China nas quartas de final. Perder a semifinal foi incrivelmente triste para nós. Mas fiquei orgulhoso pelo fato de as jogadoras terem sido capazes de levantar a cabeça, lutar e vencer a disputa pela medalha de bronze (3-1 sobre a Holanda).

Americanas choram após a derrota para a Sérvia na semifinal

Saída de Rede – Mas o que faltou naquele tie break contra a Sérvia?
Karch Kiraly – Não dá para olhar somente para o tie break sem falar da partida inteira, foi um jogo parelho. Tínhamos a melhor central do mundo, Foluke Akinradewo, mas ela não estava em plenas condições físicas, não pôde jogar o tempo todo (esteve nos dois primeiros sets), isso fez diferença. Veja que cada time marcou 101 pontos naquela semifinal, mas nós falhamos em fazer alguns a mais no final. Diria que a Sérvia foi um pouco melhor.

Saída de Rede – Você levou para a Olimpíada um time com três ponteiras e três levantadoras, ainda que uma dessas armadoras tenha ido como sacadora. Arrependeu-se por não ter levado mais uma ponta no lugar da levantadora Courtney Thompson?
Karch Kiraly – É muito fácil pensar em outras formas de montar a equipe depois que tudo passou. Eu não me arrependo. Tínhamos três grandes ponteiras, Jordan Larson, Kim Hill e Kelsey Robinson, e era com elas que vínhamos jogando na temporada. Um trio muito bom. Eu podia escolher qualquer combinação como dupla titular e continuaríamos fortes.

Thompson comandando a coreografia das colegas na Rio 2016

Saída de Rede – A seleção americana tinha duas opostas no Rio com características semelhantes, Karsta Lowe e Kelly Murphy, ambas canhotas, com jogo mais acelerado. Por que não optou pela Nicole Fawcett, que embora também jogasse em velocidade é destra, tinha golpes distintos das outras duas?
Karch Kiraly – Nunca mais vamos jogar aquele torneio, já passou. Tivemos nossas chances, tínhamos uma equipe com nível para ganhar o ouro, fomos ao Rio para isso, mas perdemos por pouco. Jogamos oito partidas e ganhamos sete. Todos os semifinalistas saíram da nossa chave, um grupo muito forte. Fomos capazes de derrotar a China, mas não no momento certo. Aliás, não tivemos a chance de jogar contra elas na final, mas ganhamos uma medalha. Lowe e Murphy cumpriram seu papel.

Hooker é a oposta titular do Camponesa/Minas (Orlando Bento/MTC)

Saída de Rede – Falando em opostas, Destinee Hooker, que não foi convocada no período 2013-2016, tem se destacado na Superliga. Recentemente, Bernardinho a definiu como “uma das grandes opostas do mundo”. Há espaço para ela na seleção americana neste ciclo?
Karch Kiraly – É muito, muito cedo para termos qualquer certeza. Ainda não temos todas as respostas, nem tudo está claro.

Saída de Rede – Mas, afinal, as portas estão abertas para a Hooker?
Karch Kiraly – É muito cedo para falar algo.

Saída de Rede – O novo diretor executivo da USA Volleyball (organização que administra a modalidade nos EUA), Jamie Davis, disse que uma de suas prioridades será a implantação de uma liga profissional no país até a próxima Olimpíada. Você acredita que isso é possível?
Karch Kiraly – Creio que qualquer pessoa que goste de voleibol ao redor do mundo torce para que os EUA tenham uma liga profissional de sucesso, pois seria bom para o esporte internacionalmente. Para os atletas americanos, seria a oportunidade de jogar no próprio país e não ter que depender de ligas estrangeiras, por melhores que sejam. Várias fórmulas foram tentadas, diversos modelos foram testados, vamos ver se agora finalmente dará certo.


Zé Roberto fala sobre lesão de Thaísa: “Acidente de trabalho”
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Carolina Canossa

Central brasileira é conhecida pela raça em quadra (Foto: Reprodução/Instagram)

Ao ver Thaisa desabar após a tentativa de um bloqueio no duelo contra o Fenerbahce, pela Liga dos Campeões de vôlei, o técnico José Roberto Guimarães uniu-se às centenas de torcedores que viam a transmissão da cena pela internet. O treinador da seleção brasileira foi mais um a ficar aflito com o choro da central, que após sair da quadra de maca teve constatada uma lesão nos ligamentos do tornozelo direito que a deixará três semanas com a perna imobilizada antes de partir para a fisioterapia.

Mas, ao contrário da maior parte dos fãs e da imprensa especializada (incluindo o Saída de Rede), Zé Roberto não vê irresponsabilidade na atitude da equipe de Thaisa, o Eczacibasi, que permitiu que a meio de rede seguisse jogando mesmo com a indicação médica de uma cirurgia no joelho esquerdo desde janeiro.

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“Aquilo é um acidente de trabalho que aconteceu porque ela estava querendo muito”, afirmou o treinador, ressaltando que Thaísa fazia uma ótima partida no dia em que se machucou. “A Thaisa já tinha conseguido três bloqueios no set e estava muito bem no jogo. Como o Eczacibasi tinha perdido a partida anterior por 3 a 2, esse era o jogo que definiria a vida deles e ela queria mostrar que estava colaborando. Infelizmente, acabou acontecendo”, complementou.

Zé Roberto, porém, admitiu que o zelo tomado com as atletas no exterior é menor do que o aplicado quando elas estão defendendo a seleção brasileira – vale lembrar que, durante a Olimpíada do Rio, a comissão técnica decidiu poupar a própria Thaisa de alguns duelos devido a um problema na panturrilha, o que fez com que a própria atleta reclamasse publicamente após os Jogos.

Jogadora ainda não sabe se permanecerá na seleção neste ciclo olímpico (Foto: Divulgação/FIVB)

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“O Eczacibasi é um grande time, com profissionais gabaritados, mas o cuidado que tomamos aqui não é o mesmo que muita gente toma. Sempre temos um cuidado maior com as jogadoras, pois conhecemos o histórico delas. A Thaisa operou os dois joelhos antes da Olimpíada e sabemos de tudo o que aconteceu em sua vida desde que ela entrou na seleção: os exercícios que precisa fazer, os reforços… É diferente de um time que contrata, mas foi mais um acidente que qualquer outra coisa”, ressaltou.

Por conta dos problemas no tornozelo e no joelho, Thaisa está fora do restante da temporada de clubes, incluindo o Mundial do Japão, para o qual o Eczacibasi foi convidado. O time turco é o atual campeão do torneio.


Para Zé Roberto, será difícil competir de cara com os grandes da Superliga
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Carolina Canossa

Antes em baixa, jogadoras do Barueri já despertam interesse de outros clubes (Fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

O nível de jogo claramente superior ao dos rivais e a comissão técnica formada por profissionais das seleções brasileiras adulta e de base, além da classificação tranquila para a primeira divisão da Superliga deixa a dúvida: até onde o Hinode/Barueri pode chegar na elite do voleibol no país? Só o tempo responderá ao questionamento, mas o técnico José Roberto Guimarães faz questão de frisar que, ao menos neste primeiro ano, é melhor que os torcedores não se empolguem muito.

“Não vamos querer começar a disputar com o Rexona-Sesc, o Camponesa/Minas, o Dentil/Praia ou o Vôlei Nestlé, pois ainda não dá”, admitiu o treinador, quando questionado sobre as perspectivas para a próxima Superliga A. De acordo com ele, a ideia é se inspirar em projetos que foram evoluindo pouco a pouco em termos de investimento até chegarem à disputa por títulos, caso do próprio Praia e da equipe masculina do Sada Cruzeiro. “Não tem jeito, acho que é por aí”, avaliou.

Enquanto Minas coloca a hegemonia do Rexona em xeque, Tandara sepulta o Praia

Dani Lins fala sobre briga com a CBV: “Só recebemos apoio até agora”

O acordo com as jogadoras que participaram desta primeira fase da existência da equipe se encerra nesta terça-feira (11). Hoje mesmo, inclusive, Zé já pretende começar a trabalhar nas bases do segundo passo do projeto, buscando um aporte financeiro maior com a própria Hinode – apesar de a empresa estar disposta a continuar com o patrocínio, novos apoiadores podem surgir através de leis de incentivo fiscal tanto do governo do estado de São Paulo como do governo federal.

Sem tempo pra muita festa: prioridade de Zé Roberto é não perder mais tempo no mercado do vôlei

Solucionada esta questão, será o momento de correr atrás de contratações, algo que não podia ser feito até a vaga na Superliga estar assegurada. “Temos que resolver isso pra ontem, pois o mercado do vôlei já está em ebulição. Mas é difícil: os outros times já possuem estrutura e temos que pensar em qual vai ser o aporte de verba que teremos para contratações”, observou Zé Roberto.

Moral alta e vontade de ficar

Entre as jogadoras de Barueri, é possível observar uma unanimidade: elas querem seguir na equipe. Mas, daí a assinar o contrato é outra história, como lembra a experiente ponta Érika Coimbra.

“Continuar aqui com o Zé é o meu sonho, mas eles ainda não fecharam com patrocinador e não sabem o que vai acontecer”, destacou a atleta, que promete nem descansar em busca da nova oportunidade. “Falei para o Zé Elias (de Proença, preparador físico) me mandar a preparação física que nesta terça eu já começo, pois não quero perder nada do que ganhei fisicamente. Sei que, jogando a Superliga A, em um nível maior, só tenho a evoluir”, afirmou.

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Destaque do time em termos ofensivos, a também ponteira Suelle foi outra que ressaltou que pretende seguir na equipe. Porém, por uma questão pessoal ela ainda não parou para pensar no próximo passo de sua carreira.

“É a partir de agora que vou ver isso. Nunca converso  e nem respondo nada durante a temporada porque você acaba saindo do foco. Ficar pensando pra onde eu vou ou se vou continuar traz muita ansiedade”, explicou.

Na avaliação da comissão técnica, a maior dificuldade de Barueri será justamente evitar o assédio dos rivais para cima de seus principais destaques, que até então ou não tinham conseguido entrar ou estavam em baixa nas negociações da elite do vôlei. Aliás, o desejo de permanência também é um fator comum entre os assistentes de Zé Roberto, dentre os quais estão profissionais gabaritados como o próprio Zé Elias, Wagner Coppini (Wagão) e Claudio Pinheiro.


Time de Zé Roberto cumpre seu papel e sobe à primeira divisão
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João Batista Junior

Com o Barueri, Zé Roberto volta à Superliga A (foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto/CBV)

Formado por José Roberto Guimarães para disputar e vencer a Superliga B feminina, o Hinode/Barueri cumpriu seu dever com louvor. O time dispunha no elenco de jogadoras com passagem por grandes clubes do país, como a levantadora Ana Cristina, as ponteiras Érika e Suelle, a central Fê Ísis, a líbero Dani Terra: sob o comando do técnico da seleção brasileira, a equipe venceu as nove partidas que disputou na competição, perdendo apenas dois sets em todo o campeonato, e levantou o título.

Apesar de contar com um elenco claramente superior aos adversários, técnico e jogadoras do Hinode fizeram questão de ressaltar que o bom resultado só veio depois de muito trabalho. “As pessoas acham que não, mas seis meses é pouco para fazer um projeto como esse, juntar jogadoras que não se conhecem. Mas tivemos um propósito, o seguimos à risca e, agora, a sensação é de dever cumprido”, destacou a ponteira Suelle, principal definidora da equipe de Zé Roberto na final.

Suelle investe contra bloqueio do Curitibano (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Questionado sobre tamanha cobrança, o treinador deixou claro o pensamento que o levou tão longe na carreira – Zé Roberto é o único treinador campeão olímpico nos dois naipes, masculino e feminino. “Temos que pensar que a régua sobe sempre e elas sabiam da responsabilidade”, afirmou o técnico, que lembrou que o Barueri, informalmente, encarou alguns times que estão na elite do voleibol brasileiro. “Conseguimos fazer alguns amistosos antes, como contra São Caetano, por exemplo, e jogamos de igual pra igual. Foi uma satisfação muito grande, pois jogamos em um nível legal e com seriedade”, observou.

Será a estreia do Barueri na Superliga e também o retorno do Zé Roberto à divisão de elite do voleibol nacional. O último trabalho do treinador no torneio foi na temporada 2013/2014, quando chegou às semifinais com o Vôlei Amil/Campinas.

CBV diz que desconhece relatório que aponta irregularidades na entidade

Na noite desta segunda-feira, o Barueri venceu em casa o BRH-Sulflex/Curitibano por 3 sets a 0 (25-10, 25-11, 25-20). No o jogo único da final da divisão de acesso, a diferença matemática das parciais (as duas primeiras, principalmente) estabeleceu a distância entre a primeira e a última colocadas da fase de classificação do torneio.

A equipe paranaense tem como maiores destaques a meio de rede Valeskinha, ouro em Pequim 2008, o técnico Jorge Edson, central reserva no time campeão olímpica em Barcelona 1992, e a diretora Cristina Pirv, ex-jogadora. Com várias atletas jovens no plantel, o time perdeu todos os jogos da primeira fase, passou na sétima posição, mas cresceu no playoffs e chegou à final – o limite para qualquer um dos seis rivais do Barueri.

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Público de gente grande intimida rivais
Mais do que o ocorrido dentro da quadra, chamou atenção o público presente no ginásio José Côrrea: cinco mil pessoas, número de fazer inveja à Superliga A e até mesmo a alguns times do Campeonato Paulista de futebol. “Eu sabia do potencial desta cidade. Vivo aqui e sei como o público recebe esse tipo de iniciativa. Era uma questão de começar”, destacou Zé Roberto.

Capitã e principal atleta do Curitibano, a central Valeskinha confessou que suas companheiras de equipe se sentiram intimidadas em tal cenário. “As jogadoras mais jovens sentiram a final, então não conseguimos jogar e nem mostrar o que sabemos fazer”, avaliou a campeã olímpica.

Valeskinha: “Precisamos ter orgulho de onde chegamos”

Apesar da contundente derrota, o clima na equipe paranaense era de comemoração após a partida, com muitos sorrisos e poses para fotos. “Não é porque perdemos que tínhamos que ficar chorando. Precisamos ter orgulho de onde chegamos, mas sempre querendo mais e mais”, comentou Valeskinha, lembrando que o time do Paraná teve seu elenco formado às pressas e só começou efetivamente a treinar para a Superliga B duas semanas antes do início da competição.

O Curitibano ainda tem uma chance para figurar na Superliga A da temporada que vem. Para isso, a equipe precisa disputar a Taça Ouro, seletiva promovida pela CBV, que contará com as duas últimas colocadas da Superliga 2016/2017, Sesi e Renata Valinhos/Country, e será aberto a todas as equipes que disputaram a Superliga B. A data e o local ainda serão divulgados, mas é provável que o torneio seja realizado em agosto.

Colaborou Carolina Canossa, em Barueri

*Atualizado às 10h15 de 11/04


Final da Superliga B terá embate de monstros do vôlei: Zé Roberto x Pirv
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Carolina Canossa

Consagrados, Pirv e Zé Roberto se envolveram em novos desafios no vôlei (Reprodução/Instagram)

De um lado, o Hinode/Barueri. Do outro, o BRH-Sulflex/Curitibano. No próximo dia 10 de abril, duas das mais novas equipes do voleibol brasileiro estarão frente a frente para decidir o campeão da Série B da Superliga feminina de vôlei. Mais do uma vaga na próxima edição do torneio de clubes mais importante do país, o duelo chama a atenção por colocar frente a frente dois nomes que marcaram a modalidade no Brasil ao longo dos últimos anos.

Único técnico campeão olímpico entre homens e mulheres da história e atual treinador da seleção feminina, José Roberto Guimarães dispensa maiores apresentações. Mesmo com uma carreira já consolidada, tirou dinheiro do próprio bolso para realizar o sonho de ter uma equipe na cidade em que escolheu para viver. Atraiu jogadoras com alguma fama no meio e foi recompensado no fim do ano passado, quando conseguiu apoio da empresa de cosméticos para o projeto que idealizou por amor ao vôlei.

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Pirv, por sua vez, é considerada a maior jogadora da história da Romênia. Atacante de muito talento, fez carreira na Europa e chegou ao Brasil na segunda metade dos anos 90. Vestindo a camisa do Minas, conquistou a Superliga em 2001/2002 e chegou a ter uma naturalização para defender o Brasil cogitada. Alternou-se entre o voleibol italiano e francês nos últimos anos como jogadora profissional até estabelecer-se definitivamente por aqui por conta do casamento com Giba, com quem tem dois filhos e se divorciou em 2012. No ano passado, decidiu também se arriscar como dirigente.

Érika, do Barueri, foi bronze em Sidney 2000 (Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Empolgado após a classificação obtida neste fim de semana com a segunda vitória sobre o São Bernardo, Zé Roberto falou sobre o fato de estar muito próximo de retornar à elite do vôlei brasileiro. “Não é diferente de nada que já construí na minha vida. Toda possibilidade de conquista é sempre importante, principalmente neste projeto que começamos do zero, com dificuldades que fortaleceram a todos, atletas e comissão técnica. É uma felicidade muito grande. Agora, falta o último passo. Vai ser difícil e ainda temos que treinar para corrigir alguns pontos. Mas poder viver esses momentos com a torcida, na cidade que escolhi para viver, é muito gratificante”, comentou.

A campanha entre as equipes não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à grande final. Pirv atribui o começo ruim da campanha à pouca quantidade de treinos feitos antes da Superliga B e, ciente dos números, admite que o favoritismo é do Barueri. Mas lembra que zebras sempre podem acontecer…

“Até falo pras meninas que a gente “engrossou o couro” na primeira fase do campeonato, mas não chegamos por aqui por acaso. Só estamos na final por conta de trabalho e dedicação. Vamos fazer um trabalho diferenciado na parte técnica, tática e, principalmente psicológica. (…) Eles são favoritos, mas o jogo vai começar zero a zero, a bola é redonda e espero que ganhe o melhor. Tudo será contra a gente: o jogo será na casa deles, o Barueri fez grande campanha e o Zé é um grande técnico com atletas experientes, mas acredito que meu time vai fazer o melhor. Estou super ansiosa para ver essa final”, destacou a ex-atleta.

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Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Outras estrelas em quadra

Zé Roberto e Pirv são os nomes de maior destaque nesta decisão, mas longe de serem os únicos a chamar a atenção: o Curitibano, por exemplo, é treinado por Jorge Edson, integrante da seleção brasileira masculina em Barcelona-1992 sob o comando do agora técnico adversário.

Entre as jogadoras, mais medalhas olímpicas: a ponteira Érika Coimbra, bronze em Sidney 2000, trouxe sua experiência para o Barueri, mesma função exercida por Valeskinha, campeã em Pequim 2008, na equipe do Paraná.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ainda não confirmou o horário da final do dia 10 de abril, que deve ser disputada no ginásio José Correa, em Barueri.

O campeão assegura um lugar direto na Superliga A 2017/2018, enquanto o vice vai para uma disputa que envolverá também os dois últimos colocados na primeira divisão (Sesi e Renata Valinhos/Country) e dará mais uma vaga na disputa.


Após confusão em 2015, Bia está pronta para servir à seleção: “Irei feliz”
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Carolina Canossa

Sozinha, Bia marcou mais pontos de bloqueio do que o Praia inteiro na primeira semi da Superliga (Foto: João Neto/Fotojump)

Quando entram em quadra para enfrentar o Vôlei Nestlé, as atacantes adversárias já sabem de uma dificuldade adicional: do outro lado da rede estará um obstáculo difícil de superar. “Bloqueadora nata”, nas palavras de Bernardinho, a central Ana Beatriz Correa vem se destacando ainda mais no fundamento ao longo desta Superliga – só na primeira semifinal contra o Dentil/Praia Clube, foram dez pontos desta maneira, um a mais do que todas as jogadoras rivais na partida.

As boas atuações, somada à lesão de Thaisa e ao desejo de Fabiana não defender mais a seleção brasileira, tornam Bia um nome bastante forte para a próxima convocação de José Roberto Guimarães. Resta saber se um episódio ocorrido em 2015 será superado por parte da comissão técnica.

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Naquele ano, pegou mal um pedido de dispensa feito pela atleta, que na temporada anterior já havia pedido para não defender o time nacional alegando necessidade de ficar com a família após problemas pessoais e lesões. Ao lado da líbero Suelen, Bia não assinou a “ficha de elegibilidade”, um documento requerido pela organização dos Jogos Pan-Americanos de 2015 na qual as atletas se declaravam aptas a participar da competição. “As duas não assinaram. Disseram não à seleção. Por opção, preferiram ficar fora. Prefiro falar isso agora para depois ninguém dizer que eu não convoquei”, declarou o treinador, em entrevista coletiva concedida à época.

Bia não foi mais chamada para a seleção desde que esqueceu documento em 2015 (Foto: Reprodução/Instagram)

O problema é que, segundo elas, a história não é bem assim. Bia e Suelen garantem que não deixaram a seleção de lado, mas simplesmente se esqueceram de assinar tal ficha. A desculpa, porém, não colou e desde então ambas jamais voltaram a ser chamadas.

Mas isso é passado. Ao menos, para a central do Vôlei Nestlé, que agora se mostra pronta para atender a um possível chamado de Zé Roberto. “Aquilo lá já passou. (A convocação) depende do Zé, mas estou à disposição. Se ele achar que eu mereço estar lá de novo, irei feliz”, comentou Bia, com exclusividade, ao Saída de Rede.

A meio de rede conta com mais uma vantagem: possui um ótimo entrosamento com Dani Lins, levantadora titular tanto do Vôlei Nestlé quanto da seleção brasileira. “Tenho uma sintonia boa tanto com ela quanto com a Carol (Albuquerque, reserva em Osasco e campeã olímpica em 2008). São duas levantadoras que eu admiro bastante e acertam muito bem a minha bola”, destacou.

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Alegria com elogio de Bernardinho

Bia também não escondeu a empolgação por conta dos elogios de Bernardinho, que ao SdR classificou a temporada dela como “de altíssimo nível”.

“Quando vi que ele tinha falado bem de mim, fiquei muito, muito feliz. Não tenho nem palavras: para mim, ele é o top dos técnicos e uma referência para todo mundo. Escutar um elogio de um cara como ele, que eu admiro muito, pode ser resumido através da palavra felicidade”, afirmou.

A central nega apenas que tenha tanta aptidão assim para o bloqueio. “É um fundamento que eu gosto muito de fazer desde novinha, mas também treino e me dedico muito para fazê-lo…”, brincou.