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Arquivo : Wallace

Taubaté capitaliza erros do Sesi e decide Superliga pela primeira vez
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João Batista Junior

Frustrado em duas semis, Taubaté é finalista desta Superliga (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Na primeira vez em que chegou às semifinais da Superliga, a Funvic/Taubaté foi eliminada pelo Sesi, na temporada 2014/2015, com duas partidas decididas em quatro sets. Na segunda vez, ano passado, o time do Vale do Paraíba caiu diante do Brasil Kirin num lance em que o central Deivid, no tie break do jogo desempate, tomou um cartão vermelho por pegar a placa errada para substituição. Mas, na noite de quinta-feira, em São Caetano do Sul, os tricampeões paulistas deram um passo adiante e conquistaram o bilhete para a decisão do campeonato nacional.

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A Funvic/Taubaté venceu o Sesi no jogo 4 por 3 sets a 1 (25-17, 25-19, 22-25, 25-22) e fechou o playoff em 3 a 1. Foi o terceiro grande triunfo do time do interior sobre a equipe da Vila Leopoldina nesta temporada: antes dessas semifinais, decidiram o Campeonato Paulista e a Copa Brasil, e os representantes do Vale do Paraíba levaram os dois troféus para casa.

Depois de duas partidas bem disputadas nesse mata-mata e definidas em cinco sets, o jogo que apontou o adversário do Sada Cruzeiro na decisão foi, tecnicamente falando, bem pobre, repleto de erros e pontuado pelo momento bisonho em que o central Riad, do Sesi, frustrado por ter tido seu bloqueio explorado por Lucarelli, rasgou a rede na reta final da segunda etapa.

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As duas equipes entraram em quadra dispostas a resolver seus problemas no saque, mas isso propiciou longas sequências de serviços errados. Nos dois primeiros sets, Taubaté, com uma virada de bola relativamente tranquila, conseguiu aproveitar as falhas dos anfitriões e ficou – a exemplo da partida anterior – a um set da classificação.

Distribuição de bolas de Raphael é um dos pontos altos do Taubaté

Nos dois sets seguintes, o sexteto sesista cresceu na força do bloqueio e também graças a um reforço que, há alguns dias, parecia improvável: Douglas Souza.

Retornando de uma lesão abdominal sofrida há pouco mais um mês, o ponteiro campeão olímpico foi acionado pelo técnico Marcos Pacheco e mostrou o quanto fez falta ao Sesi nessas semifinais.

Douglas entrou na partida no lugar de Murilo, durante o segundo set, e permaneceu em quadra nas parciais seguintes, em substituição a Fábio. Auxiliando a linha de passe e atacando com potência, ele terminou o jogo com 11 acertos e 55% de aproveitamento nas cortadas. Para comparar: Lucarelli, que jogou os quatro sets e foi eleito o melhor em quadra na votação pela internet, também obteve 11 anotações e pontuou em 45% das tentativas no ataque.

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O Sesi, na primeira metade do quarto set, abriu boa vantagem e fez crer que o duelo seguiria para o tie break. No entanto, o time paulistano esbarrou novamente nos erros (foram 38 ao todo contra 30 dos rivais) e a Funvic/Taubaté, com boa distribuição de bolas do levantador Raphael, virou a parcial definitiva, que valeu um lugar na final da Superliga.

A partida entre Sada Cruzeiro e Funvic/Taubaté será disputada no próximo dia 7, domingo, a partir das 10h, no Ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.


Fair play, Theo e Rafa dão sobrevida ao Sesi nas semifinais da Superliga
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João Batista Junior

Lucas Lóh (5): fair play em momento decisivo (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Numa semana em que um gesto de fair play do zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, levantou debates sobre ética no esporte, uma atitude semelhante marcou a vitória do Sesi, fora de casa, na noite desta sexta-feira, sobre a Funvic/Taubaté.

No jogo 3 das semifinais da Superliga, o placar do primeiro set apontava 34 a 33 para o time local, quando uma cortada dos visitantes caiu além da quadra adversária. Ao mesmo tempo em que a bola viajava, Lucas Lóh tocou na rede na descida do bloqueio. Os sesistas reclamaram, o árbitro ficou na dúvida, mas o ponteiro encerrou qualquer discussão acusando o toque.

O set prosseguiu e o Sesi venceu por 37 a 35, com 41 minutos de duração – o mais longo do campeonato. Taubaté, mais adiante, chegou a virar para 2 a 1, mas foi batido por 3 sets a 2 (37-35, 21-25, 19-25, 25-21, 15-10).

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É meramente matemático dizer que o ponto possivelmente evitado por Lóh fecharia o set e, pela marcha do placar, poderia ter levado o jogo a um 3-0 em favor da Funvic. Contudo, antes que culpem a honestidade do jogador pelo revés na parcial e que ponham em xeque uma atitude altamente desportiva num jogo de campeonato profissional, é preciso lembrar que (1) o erro dele não foi ter se acusado, mas, sim, ter tocado na rede e, sobretudo, (2) os anfitriões, muito antes desse lance, tinham a parcial completamente na mão.

O Sesi estava perdendo o primeiro set por 20 a 15 e, depois, por 24 a 21. Foi quando Raphael, tendo a opção de Lucarelli pela entrada de rede, acionou duas vezes Wallace pelo fundo de quadra, e o oposto não conseguiu pôr a bola no chão. Essa escolha equivocada do levantador no momento crucial explica melhor a derrota do time da casa num set praticamente ganho do que um lance em que a equipe poderia ter levado vantagem num momento de dúvida do árbitro.

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Já a virada do sexteto da Vila Leopoldina no jogo, essa, sim, tem muito mais a ver com os méritos da equipe vencedora do que com equívocos dos vencidos.

Destaque na vitória do Sesi, Theo encara o bloqueio duplo

Com a corda no pescoço e a um set da eliminação, o técnico Marcos Pacheco colocou o ponteiro Fábio e o levantador Rafael, respectivamente, no lugar de Vaccari e de Bruno. As mudanças surtiram efeito: a defesa do Sesi, que não estava conseguindo parar as cortadas dos rivais, melhorou e o ataque, com outro armador, ganhou novo ritmo.

Mas, sobretudo, se o Sesi conseguiu vencer no Ginásio do Abaeté pela primeira vez nesta temporada, o nome de Theo é o que deve ser gravado como o do melhor da partida (aliás, ele foi, mesmo, escolhido o melhor do jogo na votação pela internet).

Mais do que os 31 pontos que marcou, com direito a dois aces, três no bloqueio e pouco mais de 50% de aproveitamento no ataque, o oposto do Sesi participou até da linha de recepção do time. Quando Taubaté distribuía pancadas no saque e vencia os passadores sesistas, Theo virou o quarto homem no passe e, em determinado momento, chegou até a recepcionar o serviço e pontuar no ataque pela entrada de rede.

A série prossegue na próxima quinta-feira. O jogo 4 será em São Caetano do Sul. Já o jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será na noite deste sábado, em Contagem (MG), às 21h30.


No melhor jogo da semifinal, Taubaté amplia vantagem sobre Sesi
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João Batista Junior

Wallace supera bloqueio do Sesi na vitória do Taubaté (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

A segunda rodada das semifinais da Superliga masculina chega ao fim com as duas melhores campanhas da fase classificatória abrindo 2 a 0. Se o Sada Cruzeiro, na quinta-feira, precisou controlar os nervos para superar o Brasil Kirin, a Funvic/Taubaté, na noite do sábado, venceu o Sesi numa partida que teve intensidade e polêmica como ingredientes.

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Os tricampeões paulistas bateram a equipe da Vila Leopoldina por 3 sets a 2, em parciais de 25-23, 21-25, 18-25, 25-19, 15-13. O jogo foi disputado no Ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, porque a Vila Leopoldina tem capacidade de público inferior à mínima exigida pela CBV, que é de 2 mil pessoas.

O duelo não teve longos ralis, mas isso não significa que a partida não tenha sido de boa qualidade, tecnicamente falando. Se as defesas não tiveram vez, a culpa foi dos atacantes: eficientes, os dois times foram bem nas cortadas, com 56% de aproveitamento para o Sesi contra 51% do Taubaté nesse quesito. Pensando ainda que o saque, em vários momentos, foi uma arma eficaz para os dois sextetos, dá para avaliar que esse foi, até aqui, o melhor jogo das semifinais da Superliga masculina. Conquistou a vitória o lado que cometeu menos erros (33 para o time do interior contra 42 da equipe da capital) e que, sobretudo, teve maior repertório de jogadas nas extremidades da rede.

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Quando teve o passe na mão, Raphael, do Taubaté, fez uma distribuição bem generosa. Para driblar o sistema defensivo rival, o armador ora optava pela entrada, ora pela saída de rede: o ponta Lucarelli e o oposto Wallace foram acionados, respectivamente, em 27 e 26 ocasiões, perfazendo juntos 53 das 89 cortadas efetuadas por sua equipe.

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Por sua vez, Bruno, que deve ter sentido falta de Douglas Souza – fora de combate já há algumas semanas, como o SdR trouxe em primeira mão –, levantou 40% das bolas para o oposto Théo, e, quando o passe chegava redondo, procurava os centrais Lucão e Riad. A bola de primeiro tempo é uma das especialidades do levantador da seleção, mas foi uma delas, no quinto set, quando Lucão foi bloqueado por Otávio, que deixou o Sesi em maus lençóis, com desvantagem de 8 a 5 no placar.

Antes do tie break, porém, um erro da arbitragem gerou muita reclamação por parte dos anfitriões.

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No quarto set, com 8 a 6 para Taubaté, Wallace sacou para fora, mas o lance ganhou anotação de ace. Os sesistas reclamaram bastante – o técnico Marcos Pacheco e o líbero Serginho eram os mais exaltados. Vale ressaltar, contudo, que, no primeiro set, com 14 a 12 para os visitantes, a situação foi inversa, com um saque errado de Bruno sendo marcado como bola dentro. A drástica diferença é que o levantador não foi além do serviço seguinte, enquanto o oposto permaneceu distribuindo pancadas no saque até sua equipe chegar a 11 a 6 no placar.

Personificados no mesmo fiscal de linha em ambas as oportunidades, os dois erros mostram, mais uma vez, que o voleibol de alto nível precisa da revisão de vídeo. O fato de cada uma das equipes haver conquistado um ponto indevido mostra que não houve dolo ou má-fé dos árbitros, mas o auxílio eletrônico teria evitado a polêmica.

A próxima partida será disputada na sexta-feira que vem, em Taubaté. Nesta temporada, juntando Campeonato Paulista, Copa Brasil e Superliga, a Funvic/Taubaté venceu o Sesi nas quatro partidas que disputou em casa. Se mantiver a escrita, fecha a série. O jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será no sábado, em Contagem (MG).


Minas supera Taubaté em jogo de altos e baixos
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João Batista Junior

Bisset enfrenta bloqueio do Taubaté: bola mais forte do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Bisset enfrenta bloqueio do Taubaté: bola mais forte do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Depois dos jogos deste sábado, faltarão ainda sete rodadas para o fim da fase classificatória da Superliga masculina. A tábua de classificação do campeonato mostra o Sada Cruzeiro disparado na ponta, Sesi, Funvic/Taubaté e Brasil Kirin brigando pela segunda posição, e Montes Claros, colhendo os frutos da campanha do primeiro turno, numa confortável quinta posição. A disputa pelas três outras vagas aos playoffs, a essa altura, parece restrita a JF Vôlei, Minas Tênis Clube, Lebes/Gedore/Canoas e Bento Vôlei/Isabela.

Nesse panorama, a vitória do Minas sobre o Taubaté, em Belo Horizonte, por 3 sets a 2 (25-22, 15-25, 25-22, 22-25, 16-14) pode ter sido um passo decisivo par a equipe da casa chegar aos mata-matas, pois bateu um adversário da parte de cima da tabela, que, em todo o campeonato, só havia concedido um ponto a um dos rivais diretos dos mineiros (numa vitória por 3 a 2 sobre o Canoas, na longínqua terceira rodada).

Para a equipe do Vale do Paraíba, que vinha embalada pelo título na Copa Brasil e por quatro vitórias seguidas na Superliga, o resultado da tarde deste sábado pode até lhe custar a terceira posição, se o Brasil Kirin vencer o Canoas fora de casa.

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O JOGO
O saque foi o termômetro de uma partida bastante irregular. O Minas investiu na variação de saque, ora forçado, ora flutuante, e os paulistas passaram a errar na recepção e no ataque. Nem mesmo a entrada de Japa no lugar de Vinícius, no terceiro set, para melhorar a recepção do Taubaté, mudou o ritmo da partida.

Wallace teve muita dificuldade contra o sistema defensivo do Minas

Wallace teve muita dificuldade contra o sistema defensivo do Minas

Com Wallace numa jornada pouco inspirada (apesar dos 22 pontos anotados, o oposto errou bastante no ataque) e sem o passe na mão para acionar os centrais, Raphael sofreu com a ausência de Lucarelli – contundido já há duas semanas.

A Funvic/Taubaté também conseguiu tirar o passe do levantador Thiago Gelinski, especialmente com boas passagens dos centrais Éder e Otávio. A diferença é que, mesmo com o passe quebrado, o armador mineiro teve no cubano Yordan Bisset a melhor opção para o ataque e no oposto Felipe Roque, que cresceu no decorrer do confronto, uma boa alternativa. Bisset, inclusive, marcou 20 pontos, teve 60% de aproveitamento nas cortadas e ganhou o troféu VivaVôlei.

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Não fosse a falta de consistência em seu jogo, o time da casa, que cometia erros em momentos cruciais, talvez houvesse definido a partida em 3 a 1. Mas o retrato da inconstância mineira foi justamente a reta final do quarto set: o oposto Aboubacar entrou numa inversão e levou o sexteto local ao empate em 22 a 22, com um ace. Em seguida, o time concedeu três pontos em erros e teve de definir o confronto no tie break.

A vitória do Minas foi definida num set parelho, em que os dois sistemas defensivos cresceram de rendimento e no qual Wallace, já sobrecarregado, cometeu um erro na última bola.


Eficiência de Raphael e Wallace leva Taubaté ao título da Copa Brasil
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João Batista Junior

Funvic/Taubaté conquistou a Copa Brasil pela segunda vez (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Funvic/Taubaté conquistou a Copa Brasil pela segunda vez (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

A Copa Brasil conquistada pela Funvic/Taubaté, neste sábado, sobre o Sesi, que eliminou o Sada Cruzeiro nas semifinais, traz novas perspectivas para a temporada. Se os mineiros ainda são os principais candidatos ao troféu da Superliga, ficou demonstrado esta semana que seu favoritismo não é imune a um dia ruim ou que seus rivais podem frustrá-los numa jornada inspirada (não é demasiado lembrar que a decisão é em jogo único).

Ressalte-se ainda que a vitória do Taubaté por 3 sets a 0 (25-18, 25-21, 30-28) foi de um time desfalcado de um de seus principais jogadores, o ponteiro Lucarelli, lesionado nas semifinais. Foi o segundo título de Copa Brasil conquistada pela equipe do Vale do Paraíba (o primeiro foi em 2015), e o segundo troféu conquistado na temporada em cima do Sesi – também venceu a equipe da Vila Leopoldina na final do Paulista.

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Raphael foi eleito o melhor jogador da decisão da Copa Brasil

Raphael foi eleito o melhor jogador da decisão da Copa Brasil

O JOGO

A Copa Brasil teve os três principais levantadores da seleção brasileira no ciclo olímpico passado – Bruno, William e Raphael – e o título premiou o que teve a melhor atuação nas finais. Se William oscilou na derrota do Sada contra o Sesi, Bruno fez uma partida ruim no jogo decisivo. Embora tenha participado bastante no bloqueio e tenha contribuindo com um bom saque, o armador do Sesi teve dificuldade para trabalhar com o passe quebrado e, em muitas ocasiões, pareceu em descompasso com o central Lucão e o oposto Théo.

Raphael, por sua vez, conseguiu se virar bem, apesar da ausência de Lucarelli. Ele não teve muitas oportunidades para usar a bola de meio, mas compensou com uma boa distribuição e precisão nos levantamentos. O único senão de seu jogo foi quando, na última metade da terceira parcial, ele sobrecarregou Wallace, o que quase custou ao time ter de jogar mais um set. No entanto, nos pontos finais, sua qualidade na distribuição retornou. Não à toa, o jogador foi escolhido como o melhor em quadra pela comissão técnica campeã.

O saque das duas equipes foi um ponto alto da partida. Nenhuma das linhas de passe teve sossego, o que fez a balança pender para a Funvic/Taubaté e todo seu poderio ofensivo pela saída de rede.

Ataque do Sesi sofreu com bloqueio de Taubaté

Ataque do Sesi sofreu com bloqueio de Taubaté

Wallace, assim como diante do Brasil Kirin (nas semifinais), foi um atacante seguro, atuou como nas Olimpíadas do Rio. Só na reta final do terceiro set, quando Serginho pareceu multiplicar-se na defesa, foi que sua eficiência caiu. Do outro lado da rede, enquanto Douglas Souza sofria com o bloqueio adversário, Théo não teve seu trabalho facilitado pelos defensores do Taubaté.

A equipe campeã teve 51% de aproveitamento no ataque com 41% do Sesi, e obteve 11 a 6 nas anotações de bloqueio.

É bom recordar que, com a boa vantagem do Sada Cruzeiro na ponta da Superliga, é muito provável que Sesi e Funvic/Taubaté disputem entre si a segunda e terceira posições na tabela, o que indica um duelo em melhor de cinco entre os paulistas nas semifinais. Com as decisões recentes entre as duas equipes – tanto a do estadual, quanto esta da Copa Brasil –, dá até para dizer que o time do interior levaria alguma vantagem nesse pretenso duelo.


Em jogo dramático, Sesi encerra longa invencibilidade do Sada Cruzeiro
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João Batista Junior

Sesistas comemoram: virada sobre Sada Cruzeiro parecia improvável (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Sesistas comemoram: virada sobre Sada Cruzeiro parecia improvável (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

O Sada Cruzeiro não saía derrotado de quadra num jogo oficial há mais de dez meses, quando escalou uma equipe reserva e caiu para o Juiz de Fora, na rodada que fechou a fase classificatória da Superliga anterior. Campeão de tudo na temporada passada, a última vez em que o time mineiro não levou para a estante um troféu em disputa foi em fevereiro de 2015, quando perdeu a final do Sul-Americano, em San Juan (Argentina), para a UPCN Voley. Contudo, na noite da quinta-feira, pelas semifinais da Copa Brasil, o Sesi quebrou as duas escritas – a da invencibilidade e a da sequência de títulos do time celeste.

Numa partida nervosa e de tie break espetacular, no ginásio Taquaral, em Campinas, a equipe paulista venceu por 3 sets a 2, com parciais de 23-25, 23-25, 25-23, 25-20, 17-15. É claro que a Copa Brasil nem se aproxima da importância da Superliga, mas a reta final desse confronto foi o retrato vibrante de um jogo com ares de campeonato à parte.

Primeiro, Murilo esqueceu a cautela com o cotovelo que o tirou de quadra por um mês, soltou o braço numa cortada pela entrada de rede e fez, para Bruno, um gesto de quem pede mais bolas para atacar. Depois, Leal levou para o pós-jogo uma exacerbada reclamação com a arbitragem por uma anotação de toque na rede – lance que levou os rivais a terem o match point.

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O JOGO

A partida demorou a engrenar. Nas duas primeiras parciais, os times apostaram e erraram demais no saque. Nessa toada, o melhor momento foi quando o Sesi vencia por 21 a 14 e uma sequência do ponteiro Filipe no serviço pôs o Sada Cruzeiro no set e no jogo.

Theo encara o bloqueio de Simón

Theo encara o bloqueio de Simón

No duelo particular entre os levantadores campeões olímpicos, William tinha mais alternativas para o ataque do que Bruno: enquanto o cruzeirense contava com a eficiência de Leal e a força de Evandro, o sesista tinha de trabalhar com um passe menos redondo e contra um bloqueio pesado do outro lado da rede.

O panorama mudou quando, a partir do terceiro set, as duas equipes maneiraram no saque e se permitiram jogar mais. Se a mudança no ritmo da partida deixou o jogo mais atraente para o torcedor, em quadra, a nova dinâmica só poderia beneficiar a quem de fato beneficiou: quem estava atrás no placar.

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O sistema defensivo do Sesi apareceu, assim como o ataque de Theo pela saída de rede. A recepção do sexteto da Vila Leopoldina melhorou e Bruno pôde dispor de sua melhor jogada, a bola rápida de meio com Lucão.

O equilíbrio presente nos três primeiros sets dissipou-se na quarta etapa. O tie break, discutido até depois do último apito, chegou a estar 13 a 11 para o Sada, quando o Sesi encontrou fôlego e bloqueio para uma virada que, pelo retrospecto histórico e pelo 2 a 0, parecia improvável.

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FUNVIC/TAUBATÉ VS. BRASIL KIRIN

Wallace: melhor do Taubaté no ataque

Wallace: melhor do Taubaté no ataque

A Funvic/Taubaté não passou grande apuro para vencer o Brasil Kirin por 3 sets a 0 (25-22, 25-22, 25-19). O placar refletiu a superioridade do time visitante em quadra, uma diferença incompatível com a situação atual dos dois sextetos na Superliga – só um ponto separa o Taubaté, terceiro colocado, da equipe de Campinas, quarta.

As ações na partida só estiveram, de fato, equilibradas na primeira parcial, quando erros no passe e no ataque atrasaram a fuga dos tricampeões paulistas na dianteira. Quando o time visitante se ajustou, o jogo trilhou um caminho sem desvio.

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O oposto Wallace, em dia inspirado, foi a melhor opção para o levantador Raphael no ataque. Outro que se destacou, com boas passagens no saque e ótima presença no bloqueio, foi o meio de rede Éder. Lucarelli, que saiu no segundo set com uma lesão no calcanhar, teve uma atuação fraca.

Qualificado às semifinais sem passar pelas quartas, graças ao fato de Campinas hospedar a fase final da competição, o Brasil Kirin despediu-se do torneio sem vencer um set, sequer. Com problemas no passe, Rodriguinho pouco acionou os centrais e não encontrou consistência nos atacantes das pontas – nem com Rivaldo na saída e nem com Bruno Temponi e Diogo na entrada de rede.

A partida entre Sesi e Funvic/Taubaté será disputada no sábado, a partir das 15h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo SporTV e pela TV Brasil. O duelo reedita a final dos três últimos campeonatos paulistas, todos vencidos pelo time do interior.


No reencontro com Wallace, Sada reforça favoritismo ao título da Superliga
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Carolina Canossa

Wallace teve uma boa atuação contra os ex-companheiros, mas não evitou a derrota (Fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Wallace teve uma boa atuação contra os ex-companheiros, mas não evitou a derrota (Fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Quando o ranking da Superliga masculina de vôlei obrigou o oposto Wallace a sair do Sada Cruzeiro, houve a expectativa de um maior equilíbrio na temporada 2016/2017. Afinal, os vencedores de quatro das últimas cinco temporadas da competição perderiam seu principal atacante, cujo entrosamento com William era um dos pilares do sucesso obtido. Não bastasse isso, a mesma regra fez com que o central Éder também deixasse a equipe.

Ambos atletas tiveram o mesmo destino: a Funvic/Taubaté. A chegada de ambos, aliada à manutenção de Ricardo Lucarelli e do levantador Rapha, fez com que o time paulista automaticamente reforçasse seu status no voleibol brasileiro. Era o cenário ideal para quem ainda não teve um retorno proporcional ao investimento feito ao longo dos últimos anos.

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Os meses se passaram e nada disso se confirmou. O encontro da noite deste sábado (17), na verdade, serviu apenas para mostrar que a diferença entre os clubes continua muito grande. Resultado: 3 sets a 0 para o Sada, parciais de 25-17, 25-18 e 30-28.

Ainda que tenha chegado ao jogo como segundo colocado, atrás apenas do próprio Cruzeiro, Taubaté só se mostrou capaz de jogar de igual para igual com o time mineiro no terceiro set, quando forçou o saque. Errou bastante no fundamento (nove pontos apenas na parcial), é verdade, mas essa é a única maneira de machucar a bem azeitada máquina montada por Marcelo Mendez.

E Wallace? No primeiro encontro contra o time que o alçou ao estrelato, o oposto não esteve mal. Com 12 pontos, foi a principal opção de ataque de Rapha, mas falhou justamente nos momentos decisivos do terceiro set. A frustração dele, que foi vaiado pela antiga torcida nos primeiros saques do jogo, era evidente após a partida.

Substituto de Wallace no Sada, Evandro foi eleito o melhor do jogo

Substituto de Wallace no Sada, Evandro foi eleito o melhor do jogo

Contratado pelo Cruzeiro justamente para substituir Wallace, Evandro teve uma atuação sublime nos dois primeiros sets. Mostrou boa variação de golpes, bloqueou e ainda causou problemas no saque. Nem mesmo a queda de rendimento na reta final da partida foi suficiente para fazer a torcida do Sada sentir saudades do antigo dono da posição. Em um time no qual brilha o coletivo, a escolha de Evandro como o melhor do jogo foi bastante justa.

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Saudade também é uma palavra que anda distante das jogadas pelo meio do time mineiro. Apesar de se conhecerem há poucos meses, o levantador William e o central Simon parecem jogar juntos há séculos. O cubano ainda tem a vantagem de reforçar ainda mais o saque celeste, o único que no Brasil pode ser comparado com o das grandes equipes internacionais.

Sem derrotas na Superliga até o momento, o Sada Cruzeiro caminha para um primeiro turno perfeito: o último desafio que separa o clube desta meta inédita para si é o Brasil Kirin, na quarta (21), às 19h30 (horário de Brasília). Ainda é somente dezembro, mas está difícil imaginar que a atual Superliga não termine azul. Neste momento, só os percalços de uma final em jogo único parecem tornar tal alternativa uma realidade.


Concorrendo com futebol na TV, Canoas e Taubaté fazem jogo de cinco sets
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João Batista Junior

Canoas começou bem, mas não segurou reação de Taubaté (foto: Fernando Potrick/Gama)

Canoas começou bem, mas não segurou reação de Taubaté (foto: Fernando Potrick/Gama)

O primeiro tie break da Superliga (masculina ou feminina) desta temporada apareceu apenas na terceira rodada da competição. Na noite da quinta-feira, o Lebes/Gedore/Canoas perdeu em casa para a Funvic/Taubaté por 3 sets a 2, com parciais de 22-25, 25-23, 22-25, 25-17, 15-10. O duelo do bravo pentacampeão gaúcho contra o favorito tricampeão paulista teve transmissão ao vivo pela RedeTV!

Jogo bom, TV aberta e horário nobre são ingredientes capazes de colocar o vôlei em evidência. Mas aí veio o pecado: concorrer com um Brasil vs. Argentina.

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Vôlei na RedeTV! concorreu com baile brasileiro sobre Argentina (foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Vôlei na RedeTV! concorreu com baile brasileiro sobre Argentina (foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Se o “Superclássico”, por si só, já era atrativo o suficiente, imagine um jogo que vale três pontos, no qual a seleção de Tite, em franca recuperação do bom futebol, poderia afundar ainda mais o time de Messi (como, de fato, afundou)?

É claro que a CBV, quando monta a tabela da Superliga, não vai se incomodar com o calendário das Eliminatórias da Copa do Mundo de Futebol. Contudo, percebido o choque de horários, não teria sido melhor mudar a data da partida? Não era um confronto qualquer, mas um jogo de vôlei transmitido ao vivo para todo o país.

Pode ser que a confederação ou a RedeTV! ou mesmo algum dos clubes tivesse motivos para não querer mudar a programação da partida – se é que alguém chegou a cogitar essa possibilidade. Mas é preciso ressaltar que o jogo entre Rio do Sul e Terracap/BRB/Brasília, no feminino, marcado para essa mesma quinta-feira, foi antecipado em um dia para poder entrar na grade de programação do SporTV.

Este Canoas vs. Taubaté foi mais uma oportunidade de exposição que o voleibol desperdiçou. (A propósito, o blog comentou, na quinta-feira, outra ocasião em que isso também ocorreu – clique aqui.)

Wallace enfrenta bloqueio de Canoas (foto: Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Wallace enfrenta bloqueio de Canoas (foto: Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

O jogo
Além de mais uma atuação destacada do ponteiro Gabriel, que marcou 22 pontos, Canoas empreendeu uma boa estratégia no serviço para chegar à liderança do jogo. Com um saque flutuante que perturbou a linha de passe adversária, a equipe gaúcha fez 2 a 1 no placar e até poderia ter feito 3 a 0. Isso porque, no segundo set, quando o levantador Evandro optou por forçar o jogo com o central Iálisson, o sistema defensivo de Taubaté se estruturou e o time paulista venceu uma parcial bastante apertada.

Sem Lucarelli, poupado, os visitantes encontravam desafogo no ataque com o oposto Wallace, que marcou 26 pontos e foi eleito o melhor jogador da partida, e às vezes com o ponta Lucas Lóh, que obteve 15 anotações nas cortadas. Quando o passe permitia, o levantador Raphael usava a bola de primeiro tempo, especialmente quando o central cubano Isbel Mesa estava na rede. Com a corda no pescoço, o time reagiu forçando o saque nos dois últimos sets, e a virada veio até com certa facilidade – vide a folga no marcador das últimas parciais.

Corrida pelo cargo de técnico da Polônia tem ares de reality show

Pensando com otimismo nas pretensões das duas equipes na Superliga, o resultado satisfez ambos os lados: a Funvic/Taubaté, que mira desbancar o Sada Cruzeiro na luta pelo título, chegou à terceira vitória no campeonato e se manteve entre os líderes, enquanto o Lebes/Gedore/Canoas, que deve brigar por uma vaga nos playoffs, saiu do zero na pontuação, embora continue sem vencer.


Espetacular! O santo milagreiro do vôlei brasileiro reaparece em casa
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Carolina Canossa

Geração comandada por Bruno e Serginho volta ao topo depois de vários tropeços (Fotos: FIVB)

Geração comandada por Bruno e Serginho volta ao topo depois de vários tropeços (Fotos: FIVB)

Há uma semana, quando a seleção brasileira masculina de vôlei vivia situação complicadíssima na Olimpíada e com sério risco de eliminação ainda na primeira fase, escrevi aqui que nosso santo milagreiro precisaria reaparecer. À ocasião, o time de Bernardinho não estava apenas com resultados negativos, mas também jogava mal, longe do que vimos durante a Liga Mundial. Na base da raça, porém, o time sobreviveu e passou a jogar cada vez melhor para chegar ao terceiro ouro olímpico de sua história. Depois de Londres 2012 com as meninas, desta vez vivemos uma ressurreição espetacular entre os homens.

A decisão deste domingo (21) foi mais uma amostra da genialidade de Bernardinho. Ciente de que não dava para competir na potência com a Itália no saque, conseguiu destruir a recepção rival apostando no flutuante. Sem a bola na mão, o jovem levantador Giannelli não fez boas escolhas na armação, mas o talento de Zaytsev e Juantorena seguraram as ações ofensivas na final, equilibrando o duelo. Só que os erros também se acumularam e a Azzura segue sem o sonhado título olímpico.

China é campeã com viradas e semelhanças com Brasil de 2012

Quero chamar a atenção ainda para Lipe. Alçado à condição de titular no meio da Rio 2016, ele foi bem demais em uma função não rende tantos flashes, a recepção. O ponteiro, porém, fez aquela que talvez tenha sido a sua melhor partida nesse sentido, além de ter virado algumas no ataque e sacado muito bem. Errou uma defesa fácil que quase comprometeu a vitória no apertado segundo set, mas pelo conjunto da obra considero o melhor em quadra hoje.

Operário Lipe teve participação fundamental na final

Operário Lipe teve participação fundamental na final

E o que dizer de Wallace? Principal opção ofensiva desse time, foi crescendo ao longo da partida e no terceiro set colocou ataques fundamentais no chão. Ressalte-se também Serginho, um mito do esporte que faz uma final olímpica em alto nível às vésperas de completar 41 anos. Não é pra qualquer um.

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O ouro também servirá para calar de vez aqueles que insistem em dizer que Bruno só está na seleção por ser filho de Bernardinho. O levantador pode não ser tão genial quanto Ricardinho, mas faz seu trabalho direito e ainda contribui com o time no saque e com boas defesas. Neste domingo, conseguiu ainda uma distribuição espetacular, chamando os centrais nos momentos certos para desafogar Wallace. Ousado, ainda acertou um ataque de segunda lindíssimo na metade do terceiro set.

Fosse apenas pela força mental demonstrada no Maracanãzinho, esse título já seria maravilhoso. Mas não: depois de anos batendo na trave, essa geração finalmente chega ao topo. Foi difícil porque não estamos mais tão à frente dos rivais como na década passada. Justamente por isso, a grande lição do dia é que é possível chegar lá mesmo tendo limitações. Parabéns a Bernadinho, comissão técnica e jogadores. Murilo, que participou do ciclo inteiro, e a torcida também devem ser exaltados.


Cada vez mais no sacrifício, Brasil avança à semifinal olímpica
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Carolina Canossa

Serginho x Argentina

Serginho e Wallace estão sendo fundamentais na Olimpíada (Fotos: FIVB)

Um dia após a precoce eliminação da seleção brasileira feminina de vôlei na Olimpíada do Rio de Janeiro, foi a vez dos homens. O duelo não era tão perigoso quanto o das mulheres diante da China, mas do outro lado da rede havia uma Argentina disposta a repetir a história de Sidney 2000 no nosso quintal. Não foi dessa vez: em 1h45 de jogo, o time de Bernardinho saiu de quadra com 3 sets a 1 no placar, parciais de 25-22, 17-25, 25-19 e 25-23.

Depois de atingir Murilo e quase provocar o corte de Maurício Souza, o fantasma das lesões voltou a assombrar os donos da casa: primeiro, Ricardo Lucarelli sentiu a coxa. Depois, foi a vez de Lipe ter dores na lombar. Se com os dois em boa forma as dificuldades na recepção brasileira já eram evidentes, o drama dos torcedores ficou ainda maior nessas quartas. A Argentina bem que tentou explorar isso com um saque potente, mas também teve sua dose de má sorte, quando seu principal jogador, Facundo Conte, sofreu uma torção no tornozelo e foi mais um a jogar no sacrifício.

A derrota para a China e a necessidade de olhar adiante

A sorte do Brasil é que ainda pode contar com Serginho. É verdade que o líbero já viveu tecnicamente momentos melhores, mas ele tem exercido um papel fundamental na seleção nesta Olimpíada. Além de ser um líder, o veterano ainda conseguiu cobrir bem a linha de passe prejudicada pelas lesões dos companheiros. No ataque, Wallace voltou a chamar a responsabilidade, como já havia ocorrido contra a França. É ansioso e toma bloqueios desnecessários por isso, mas fez quase um set inteiro em pontos nesta quarta (17). Não fosse por ele, provavelmente a equipe não teria chegado entre as quatro melhores.

Lucarelli Argentina

Lucarelli precisou voltar no sacrifício após Lipe sentir dores

O público que compareceu a um Maracanãzinho que tinha clima de clássico de futebol no Maracanã viu ainda a seleção masculina ter força mental suficiente para sair do buraco que se colocou no tenebroso segundo set, quando errou tudo a que tinha direito e foi atropelada pelos rivais. No intervalo antes da terceira parcial, os jogadores se reuniram em uma rodinha e conversaram bastante. Não sei o que falaram, mas foi notório como a intensidade e a concentração dali em diante foram outras.

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Quanto a você, torcedor, prepare-se: tudo indica que as emoções estão longe de acabar. Tradicionalmente uma força no saque, a Rússia vai tentar explorar as dificuldades cada vez maiores do Brasil no passe. Também será necessário desafogar Wallace, que dificilmente dará conta de superar sozinho um time que conta com Artem Volvich e Maxim Mikhaylov, os dois melhores bloqueadores da competição até o momento. Complicado? Bastante, mas longe de ser impossível.

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