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Arquivo : Theo

Fair play, Theo e Rafa dão sobrevida ao Sesi nas semifinais da Superliga
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João Batista Junior

Lucas Lóh (5): fair play em momento decisivo (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Numa semana em que um gesto de fair play do zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, levantou debates sobre ética no esporte, uma atitude semelhante marcou a vitória do Sesi, fora de casa, na noite desta sexta-feira, sobre a Funvic/Taubaté.

No jogo 3 das semifinais da Superliga, o placar do primeiro set apontava 34 a 33 para o time local, quando uma cortada dos visitantes caiu além da quadra adversária. Ao mesmo tempo em que a bola viajava, Lucas Lóh tocou na rede na descida do bloqueio. Os sesistas reclamaram, o árbitro ficou na dúvida, mas o ponteiro encerrou qualquer discussão acusando o toque.

O set prosseguiu e o Sesi venceu por 37 a 35, com 41 minutos de duração – o mais longo do campeonato. Taubaté, mais adiante, chegou a virar para 2 a 1, mas foi batido por 3 sets a 2 (37-35, 21-25, 19-25, 25-21, 15-10).

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É meramente matemático dizer que o ponto possivelmente evitado por Lóh fecharia o set e, pela marcha do placar, poderia ter levado o jogo a um 3-0 em favor da Funvic. Contudo, antes que culpem a honestidade do jogador pelo revés na parcial e que ponham em xeque uma atitude altamente desportiva num jogo de campeonato profissional, é preciso lembrar que (1) o erro dele não foi ter se acusado, mas, sim, ter tocado na rede e, sobretudo, (2) os anfitriões, muito antes desse lance, tinham a parcial completamente na mão.

O Sesi estava perdendo o primeiro set por 20 a 15 e, depois, por 24 a 21. Foi quando Raphael, tendo a opção de Lucarelli pela entrada de rede, acionou duas vezes Wallace pelo fundo de quadra, e o oposto não conseguiu pôr a bola no chão. Essa escolha equivocada do levantador no momento crucial explica melhor a derrota do time da casa num set praticamente ganho do que um lance em que a equipe poderia ter levado vantagem num momento de dúvida do árbitro.

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Já a virada do sexteto da Vila Leopoldina no jogo, essa, sim, tem muito mais a ver com os méritos da equipe vencedora do que com equívocos dos vencidos.

Destaque na vitória do Sesi, Theo encara o bloqueio duplo

Com a corda no pescoço e a um set da eliminação, o técnico Marcos Pacheco colocou o ponteiro Fábio e o levantador Rafael, respectivamente, no lugar de Vaccari e de Bruno. As mudanças surtiram efeito: a defesa do Sesi, que não estava conseguindo parar as cortadas dos rivais, melhorou e o ataque, com outro armador, ganhou novo ritmo.

Mas, sobretudo, se o Sesi conseguiu vencer no Ginásio do Abaeté pela primeira vez nesta temporada, o nome de Theo é o que deve ser gravado como o do melhor da partida (aliás, ele foi, mesmo, escolhido o melhor do jogo na votação pela internet).

Mais do que os 31 pontos que marcou, com direito a dois aces, três no bloqueio e pouco mais de 50% de aproveitamento no ataque, o oposto do Sesi participou até da linha de recepção do time. Quando Taubaté distribuía pancadas no saque e vencia os passadores sesistas, Theo virou o quarto homem no passe e, em determinado momento, chegou até a recepcionar o serviço e pontuar no ataque pela entrada de rede.

A série prossegue na próxima quinta-feira. O jogo 4 será em São Caetano do Sul. Já o jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será na noite deste sábado, em Contagem (MG), às 21h30.


No melhor jogo da semifinal, Taubaté amplia vantagem sobre Sesi
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João Batista Junior

Wallace supera bloqueio do Sesi na vitória do Taubaté (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

A segunda rodada das semifinais da Superliga masculina chega ao fim com as duas melhores campanhas da fase classificatória abrindo 2 a 0. Se o Sada Cruzeiro, na quinta-feira, precisou controlar os nervos para superar o Brasil Kirin, a Funvic/Taubaté, na noite do sábado, venceu o Sesi numa partida que teve intensidade e polêmica como ingredientes.

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Os tricampeões paulistas bateram a equipe da Vila Leopoldina por 3 sets a 2, em parciais de 25-23, 21-25, 18-25, 25-19, 15-13. O jogo foi disputado no Ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, porque a Vila Leopoldina tem capacidade de público inferior à mínima exigida pela CBV, que é de 2 mil pessoas.

O duelo não teve longos ralis, mas isso não significa que a partida não tenha sido de boa qualidade, tecnicamente falando. Se as defesas não tiveram vez, a culpa foi dos atacantes: eficientes, os dois times foram bem nas cortadas, com 56% de aproveitamento para o Sesi contra 51% do Taubaté nesse quesito. Pensando ainda que o saque, em vários momentos, foi uma arma eficaz para os dois sextetos, dá para avaliar que esse foi, até aqui, o melhor jogo das semifinais da Superliga masculina. Conquistou a vitória o lado que cometeu menos erros (33 para o time do interior contra 42 da equipe da capital) e que, sobretudo, teve maior repertório de jogadas nas extremidades da rede.

Campeão mundial dá adeus às quadras

Quando teve o passe na mão, Raphael, do Taubaté, fez uma distribuição bem generosa. Para driblar o sistema defensivo rival, o armador ora optava pela entrada, ora pela saída de rede: o ponta Lucarelli e o oposto Wallace foram acionados, respectivamente, em 27 e 26 ocasiões, perfazendo juntos 53 das 89 cortadas efetuadas por sua equipe.

Sesi precisa quebrar escrita em Taubaté para seguir vivo nas semifinais

Por sua vez, Bruno, que deve ter sentido falta de Douglas Souza – fora de combate já há algumas semanas, como o SdR trouxe em primeira mão –, levantou 40% das bolas para o oposto Théo, e, quando o passe chegava redondo, procurava os centrais Lucão e Riad. A bola de primeiro tempo é uma das especialidades do levantador da seleção, mas foi uma delas, no quinto set, quando Lucão foi bloqueado por Otávio, que deixou o Sesi em maus lençóis, com desvantagem de 8 a 5 no placar.

Antes do tie break, porém, um erro da arbitragem gerou muita reclamação por parte dos anfitriões.

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No quarto set, com 8 a 6 para Taubaté, Wallace sacou para fora, mas o lance ganhou anotação de ace. Os sesistas reclamaram bastante – o técnico Marcos Pacheco e o líbero Serginho eram os mais exaltados. Vale ressaltar, contudo, que, no primeiro set, com 14 a 12 para os visitantes, a situação foi inversa, com um saque errado de Bruno sendo marcado como bola dentro. A drástica diferença é que o levantador não foi além do serviço seguinte, enquanto o oposto permaneceu distribuindo pancadas no saque até sua equipe chegar a 11 a 6 no placar.

Personificados no mesmo fiscal de linha em ambas as oportunidades, os dois erros mostram, mais uma vez, que o voleibol de alto nível precisa da revisão de vídeo. O fato de cada uma das equipes haver conquistado um ponto indevido mostra que não houve dolo ou má-fé dos árbitros, mas o auxílio eletrônico teria evitado a polêmica.

A próxima partida será disputada na sexta-feira que vem, em Taubaté. Nesta temporada, juntando Campeonato Paulista, Copa Brasil e Superliga, a Funvic/Taubaté venceu o Sesi nas quatro partidas que disputou em casa. Se mantiver a escrita, fecha a série. O jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será no sábado, em Contagem (MG).


Em jogo repleto de erros, arbitragem confusa ofusca vitória do Taubaté
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Sidrônio Henrique

Lucarelli voltou a jogar após se recuperar de uma fascite plantar (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Mais uma vez os erros de arbitragem roubaram a cena na Superliga 2016/2017. Na primeira partida da série semifinal entre Funvic Taubaté e Sesi, na noite desta quinta-feira (6), a vitória relativamente tranquila da equipe do oposto Wallace e do ponta Lucarelli ficou em segundo plano por causa das falhas dos juízes, algo recorrente no torneio. Jogando em casa, Taubaté ganhou em sets diretos (25-20, 25-22, 25-21), num confronto repleto de erros. Tanto das equipes, em um jogo de baixo nível técnico, quanto da dupla de arbitragem formada por Anderson Caçador (principal) e Luiz Coutinho de Oliveira (segundo juiz). As semifinais são decididas em melhor de cinco – Sada Cruzeiro e Brasil Kirin começam a outra série neste sábado (8), às 20h30, em Contagem (MG), com transmissão do SporTV.

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No final da primeira parcial, liderada com folga por Taubaté, o ponteiro Alan, do Sesi, foi para o saque e engatou uma boa sequência. No último lance, o ponteiro Murilo atacou, a bola bateu no braço do central adversário Otávio, depois na rede e o Sesi fez a cobertura. Porém, o árbitro Anderson Caçador achou que a bola não havia passado e o set terminou ali, em 25-20. Era pouco provável que o Sesi empatasse, afinal a vantagem era grande, mas o erro foi grosseiro.

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No terceiro set, quando o placar marcava 15-15, outra falha da arbitragem gerou uma forte discussão na rede, que resultou em dois cartões vermelhos: um para Lucarelli e outro para Murilo. Após um ataque do Sesi, o time da casa havia dado quatro toques, o que foi ignorado pela dupla de juízes. Mais adiante, Gérson Amorim, assistente técnico do Sesi, xingou um fiscal de linha e recebeu um cartão vermelho. O time da capital paulista, além de não conseguir engrenar seu jogo, estava visivelmente descontrolado, dentro e fora da quadra.

O Sesi parecia perdido em quadra diante do Taubaté

O último erro dos árbitros sequer foi notado. O oposto Theo atacou, a bola tocou no bloqueio e saiu, mas Caçador deu o ponto para Taubaté, que abriu 24-21. Veja bem, o anfitrião teria 23-22 se o juiz tivesse marcado corretamente.

É inaceitável que a Superliga, um dos campeonatos mais importantes do mundo, ainda não utilize o videocheck. Mesmo com o sistema, erros como a não marcação dos quatro toques não seriam evitados. Mas, de qualquer forma, os demais teriam sido corrigidos.

Lucas Lóh recebeu o troféu Viva Vôlei

Falhas em excesso
Outro aspecto que chamou a atenção foi a quantidade absurda de erros das duas equipes: 32 do Sesi e 28 do Taubaté. Em uma partida de 138 pontos, os erros, fossem de ataque, saque, passe ou alguma infração, resultaram em 43,5% do total. Outro exemplo, para efeito de comparação, é que Taubaté marcou no ataque o mesmo número de pontos em erros cometidos pelo Sesi.

Agora imagine qualquer uma dessas duas equipes, com um desempenho assim, tendo que enfrentar o Sada Cruzeiro jogando em alta rotação. Claro que o tetracampeão da Superliga e tri mundial ainda precisa confirmar seu favoritismo diante do aguerrido Brasil Kirin, mas o baixo nível técnico visto nesta quinta-feira em Taubaté serviu também para evidenciar o quanto o time de Leal, Simon e William é superior aos demais.

Destaques
Pela equipe do Funvic Taubaté, os destaques foram o oposto Wallace, o central Éder, os pontas Lucas Lóh e Lucarelli. Este último, embora pouco acionado pelo levantador Raphael, virou bolas importantes – sete em nove tentativas. Lucarelli volta à ativa depois de se recuperar de um estiramento na planta do pé (fascite plantar) direito. Lóh, que virou apenas seis em 31 no ataque (dados do SporTV, não disponíveis nas estatísticas da CBV), mas teve participação relevante no fundo de quadra, ficou com o troféu Viva Vôlei, inicialmente dado por engano a Lucarelli. O meio de rede Éder fez cinco dos oito pontos de bloqueio do Taubaté (o adversário marcou quatro). Coube a Wallace o melhor desempenho ofensivo na partida, com 13 pontos em 23 cortadas. A pontuação dele, toda em ataques, foi a maior do jogo.

Wallace foi o maior pontuador do jogo, marcou 13 vezes

Do lado do Sesi, vale menção ao ponta reserva Gabriel Vaccari, que começou no banco, substituiu Alan e, mesmo sendo bombardeado pelo saque do Taubaté, seguiu firme na recepção, além de ter sido o maior pontuador da sua equipe – marcou oito vezes. O levantador Bruno foi impreciso na armação várias vezes, fazendo uma partida abaixo da média.

No turno e no returno da Superliga 2016/2017, os duelos entre Taubaté e Sesi também haviam terminado em três sets. O primeiro com vitória para o time da capital e o outro para o do interior. O Funvic Taubaté tem a vantagem de disputar três dos possíveis cinco jogos da semifinal em casa por ter sido segundo colocado na fase de classificação, enquanto o Sesi foi terceiro.

As duas equipes se encontram novamente daqui a oito dias, sábado (15), às 21h30, desta vez no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano (SP). É que o espaço do Sesi na Vila Leopoldina, na capital paulista, com apenas 800 lugares, não atende a uma exigência da competição para partidas a partir das semifinais, que é ter no mínimo 2 mil assentos.


Sada Cruzeiro supera desfalques para manter invencibilidade na Superliga
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João Batista Junior

O Sada Cruzeiro chegou a 20 jogos invicto nesta Superliga (fotos: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Em qualquer circunstância, é difícil derrotar o Sada Cruzeiro. Na noite do sábado, em Contagem, o Sesi descobriu que essa prerrogativa se aplica também aos casos em que a equipe celeste resolva poupar titulares.

Com o primeiro lugar na fase classificatória já assegurado, o tricampeão mundial e tetracampeão da Superliga nem inscreveu o levantador William e o ponteiro Leal para a partida. Não são desfalques quaisquer: um foi campeão olímpico há seis meses e o outro é o melhor atacante em atividade no Brasil. E, mesmo assim, o time da casa aplicou um 3 a 0 (25-23, 26-24, 25-19) no único rival que o havia vencido nesta temporada (nas semifinais da Copa Brasil), na equipe que estava mais próxima na tabela. Estava!

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O jogo que fechou a nona rodada do returno da Superliga masculina manteve a invencibilidade cruzeirense no campeonato e, por outro lado, tirou o sexteto da Vila Leopoldina da vice-liderança: por causa da vitória da Funvic/Taubaté por 3 a 1 sobre o Brasil Kirin, também no sábado, em Campinas, o time comandado pelo técnico Marcos Pacheco chega à penúltima rodada do nacional em terceiro lugar, dois pontos atrás dos tricampeões paulistas.

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Cachopa aciona Isac: bola pouco utilizada contra o Sesi

O JOGO
Numa partida em que o árbitro apontou (sem ser contestado) três infrações de dois toques do levantador Bruno, o Sesi até começou sacando bem e ficou rapidamente em vantagem no marcador. Até metade do primeiro set, parecia que o time paulista ia conquistar uma vitória sem muita luta, mas o panorama mudou rápida e drasticamente.

Com nítido desentrosamento entre o levantador Fernando Cachopa e os centrais Simón e Isac, a equipe da casa se apoiou na relação bloqueio e defesa (uma marca registrada do time) para equilibrar as ações e irritar os atacantes rivais, que raramente conseguiam rodar de primeira. Com efeito, o aproveitamento sesista nas cortadas foi de 40%, percentual baixo para o vôlei masculino de alto nível.

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Entendendo que jogar com o meio de rede não seria regra, mas exceção, Cachopa encontrou em Evandro um desafogo para o ataque. O oposto cruzeirense anotou 13 pontos nesse fundamento (aproveitamento de 54,1%) e fez por merecer o troféu VivaVôlei que ganhou: no cômputo geral, ele marcou 14 pontos, o mesmo número que os pontas cruzeirenses Rodriguinho (8) e Filipe (6) obtiveram juntos na partida.

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Do lado do Sesi, além da noite apagada dos atacantes das pontas (o oposto Théo aproveitou apenas oito das 25 bolas que recebeu, enquanto o ponta Douglas Souza só anotou sete pontos), chamou a atenção também a jornada ruim de Bruno, que não conseguiu driblar a marcação dos bloqueadores rivais, bem como a profusão de erros do sexteto visitante: foram 30, perfazendo uma média de dez por set – muito, para quem luta pelo título e tinha pela frente um oponente com desfalques tão relevantes.


Eficiência de Raphael e Wallace leva Taubaté ao título da Copa Brasil
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João Batista Junior

Funvic/Taubaté conquistou a Copa Brasil pela segunda vez (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Funvic/Taubaté conquistou a Copa Brasil pela segunda vez (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

A Copa Brasil conquistada pela Funvic/Taubaté, neste sábado, sobre o Sesi, que eliminou o Sada Cruzeiro nas semifinais, traz novas perspectivas para a temporada. Se os mineiros ainda são os principais candidatos ao troféu da Superliga, ficou demonstrado esta semana que seu favoritismo não é imune a um dia ruim ou que seus rivais podem frustrá-los numa jornada inspirada (não é demasiado lembrar que a decisão é em jogo único).

Ressalte-se ainda que a vitória do Taubaté por 3 sets a 0 (25-18, 25-21, 30-28) foi de um time desfalcado de um de seus principais jogadores, o ponteiro Lucarelli, lesionado nas semifinais. Foi o segundo título de Copa Brasil conquistada pela equipe do Vale do Paraíba (o primeiro foi em 2015), e o segundo troféu conquistado na temporada em cima do Sesi – também venceu a equipe da Vila Leopoldina na final do Paulista.

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Raphael foi eleito o melhor jogador da decisão da Copa Brasil

Raphael foi eleito o melhor jogador da decisão da Copa Brasil

O JOGO

A Copa Brasil teve os três principais levantadores da seleção brasileira no ciclo olímpico passado – Bruno, William e Raphael – e o título premiou o que teve a melhor atuação nas finais. Se William oscilou na derrota do Sada contra o Sesi, Bruno fez uma partida ruim no jogo decisivo. Embora tenha participado bastante no bloqueio e tenha contribuindo com um bom saque, o armador do Sesi teve dificuldade para trabalhar com o passe quebrado e, em muitas ocasiões, pareceu em descompasso com o central Lucão e o oposto Théo.

Raphael, por sua vez, conseguiu se virar bem, apesar da ausência de Lucarelli. Ele não teve muitas oportunidades para usar a bola de meio, mas compensou com uma boa distribuição e precisão nos levantamentos. O único senão de seu jogo foi quando, na última metade da terceira parcial, ele sobrecarregou Wallace, o que quase custou ao time ter de jogar mais um set. No entanto, nos pontos finais, sua qualidade na distribuição retornou. Não à toa, o jogador foi escolhido como o melhor em quadra pela comissão técnica campeã.

O saque das duas equipes foi um ponto alto da partida. Nenhuma das linhas de passe teve sossego, o que fez a balança pender para a Funvic/Taubaté e todo seu poderio ofensivo pela saída de rede.

Ataque do Sesi sofreu com bloqueio de Taubaté

Ataque do Sesi sofreu com bloqueio de Taubaté

Wallace, assim como diante do Brasil Kirin (nas semifinais), foi um atacante seguro, atuou como nas Olimpíadas do Rio. Só na reta final do terceiro set, quando Serginho pareceu multiplicar-se na defesa, foi que sua eficiência caiu. Do outro lado da rede, enquanto Douglas Souza sofria com o bloqueio adversário, Théo não teve seu trabalho facilitado pelos defensores do Taubaté.

A equipe campeã teve 51% de aproveitamento no ataque com 41% do Sesi, e obteve 11 a 6 nas anotações de bloqueio.

É bom recordar que, com a boa vantagem do Sada Cruzeiro na ponta da Superliga, é muito provável que Sesi e Funvic/Taubaté disputem entre si a segunda e terceira posições na tabela, o que indica um duelo em melhor de cinco entre os paulistas nas semifinais. Com as decisões recentes entre as duas equipes – tanto a do estadual, quanto esta da Copa Brasil –, dá até para dizer que o time do interior levaria alguma vantagem nesse pretenso duelo.


Murilo de titular e grande atuação de Theo marcam vitória do Sesi em Canoas
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João Batista Junior

Lesão no cotovelo havia afastado Murilo (no ataque) das quadras (fotos: Fernando Potrick/Gama)

Lesão no cotovelo havia afastado Murilo (no ataque) das quadras (fotos: Fernando Potrick/Gama)

O duelo da tarde do sábado, em Canoas, entre Lebes/Gedore/Canoas e Sesi, até pode ser repetir nas quartas de final da Superliga masculina. As duas equipes estão na zona de classificação para os playoffs, os paulistas entre os quatro primeiros colocados, os gaúchos brigando por um lugar entre o sexto e o oitavo postos. Aliás, como a rodada terminou com o time comandado por Marcos Pacheco mantido na segunda posição e o sexteto dirigido por Marcelo Fronckowiack em sétimo lugar, este seria um dos confrontos da próxima fase da competição.

Contudo, a vitória sesista por 3 sets a 1, em parciais de 25-19, 18-25, 25-17, 25-22, deixou os rivais novamente numa situação delicada no campeonato. Vitórias do Minas Tênis Clube e do Bento Vôlei/Isabela na rodada legaram ao Canoas apenas dois pontos de folga para o time de Bento Gonçalves, nono colocado.

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Atacantes do Canoas tiveram baixo aproveitamento

Atacantes do Canoas tiveram baixo aproveitamento

O Lebes/Gedore/Canoas largou com seis derrotas seguidas nesta Superliga, mas teve poder de reação para vencer cinco dos seis jogos anteriores ao deste fim de semana. Frente à equipe da Vila Leopoldina, o time da casa sofreu bastante com o sistema defensivo adversário, o que se refletiu nas estatísticas de ataque. Enquanto o Sesi produziu 59 pontos em cortadas e obteve 60,8% de aproveitamento, os anfitriões marcaram em 41 das 94 oportunidades que tiveram (43,6%).

Esses números resultam da ótima performance do oposto Theo e da recuperação do ponteiro Murilo, duas peças vitais para a engrenagem da equipe paulista.

O que deve mudar na convocação da seleção masculina com Renan Dal Zotto?

Theo não ganhou o VivaVôlei, mas merecia (o prêmio foi para Bruno, que, com o passe na mão, conseguiu distribuir bem o jogo). Com uma atuação mais do que segura, o atacante anotou todos os seus 20 pontos em ações no ataque, o que lhe conferiu o altíssimo aproveitamento de 71,4% no quesito.

Murilo, por outro lado, contribuiu com nove acertos na pontuação de sua equipe e teve boa participação nas ações de fundo de quadra – passe e defesa. O jogo marcou seu retorno ao sexteto titular do Sesi, já que uma lesão no cotovelo o tirou da equipe nas últimas cinco rodadas do primeiro turno e, semana passada, participou apenas da quarta parcial na vitória sobre a Copel Telecom Maringá.

Se estiver fisicamente bem na reta final da Superliga, Murilo, ao lado de Serginho, pode ser fundamental na linha de recepção para deixar o ponteiro Douglas Souza, maior pontuador da equipe no certame, mais à vontade para atacar. É uma formação que impõe respeito e pode (por que não?) ameaçar o título do Sada Cruzeiro – não é demais lembrar que a apertada vitória cruzeirense por 3 a 2 em São Paulo, há um mês, foi diante de um Sesi que havia acabado de perder Murilo.

COPA BRASIL
Nesta semana, a Superliga dá vez à Copa Brasil. O Sesi, que passou pelo JF Vôlei no meio da semana, vai encarar o Sada Cruzeiro, quinta-feira, pelas semifinais do torneio. A outra semifinal, disputada no mesmo dia, será entre Brasil Kirin e Funvic/Taubaté. A final será no sábado, 21. O ginásio Taquaral, em Campinas, vai receber os jogos.

Como foi eliminado pelo Cruzeiro nas quartas de final dessa competição, o Lebes/Gedore/Canoas só volta à quadra no dia 28, sábado, em visita à Funvic/Taubaté, pela terceira rodada do returno da Superliga. Antes, na quinta-feira, 26, o Sesi recebe o Minas Tênis Clube. Estes dois jogos serão transmissão pela RedeTV!


O que esperar em termos de renovação na seleção masculina no próximo ciclo?
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Sidrônio Henrique

Alguns dos jogadores campeões olímpicos na Rio 2016 deverão ser substituídos (fotos: FIVB)

A seleção masculina de vôlei encara um novo ciclo a partir de maio do próximo ano, começando com a Liga Mundial 2017 e terminando nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Boa parte dos atletas que passaram pela equipe no período 2013-2016 deverá continuar servindo ao time, que foi renovado em algumas posições, mas há a clara necessidade de reposição de certas peças, em razão do fator idade. A incerteza da continuidade do trabalho de Bernardo Rezende como treinador também deve ser considerada quando se pensa em alterações na equipe, afinal uma eventual mudança no comando implica na possibilidade de novos rostos em posições nas quais já havia referências.

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Uma renovação certa é na posição de líbero após a despedida de Serginho. O líbero bicampeão olímpico e mundial, MVP da Rio 2016, disse adeus à seleção. A escolha óbvia recai sobre Tiago Brendle, 30 anos, que fez parte do time em 2015 e 2016, tem a maturidade necessária para uma função tão crítica, apresentou bom rendimento, tinha voleibol inclusive para estar na Olimpíada e arrancou elogios de Bernardinho. Um nome no qual a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) está de olho é Felipe, 26, que foi um dos dois líberos que foram ao Mundial 2014. Ex-atleta de Rubinho, assistente de Bernardinho, o jogador continua em alta na visão do atual comando. Outro em observação, mas que tem como entrave a uma ascensão imediata a pouca experiência, é Rogerinho, 21 anos. Destaque nas categorias de base, na qual acumulou vários prêmios, ele integra a seleção sub23.

Nas finais do circuito mundial, festa dos campeões olímpicos da praia

No meio de rede, Sidão e Éder, que frequentaram a seleção nos últimos dois ciclos, devem provavelmente abrir espaço para os mais novos. Por problemas físicos, Sidão, 34 anos, titular de 2011 a 2014, ficou fora da Rio 2016. Éder, que ascendeu no ciclo passado, completa 33 em outubro. Lucão esteve no sexteto inicial nas últimas oito temporadas, tem 30 anos e físico para continuar – é uma das referências de Bernardinho na equipe. Surpresa da temporada, melhor central da Liga Mundial 2016 e atualmente um dos melhores bloqueadores do mundo, Maurício Souza, que disputou a Olimpíada longe da sua melhor condição física por causa de uma contratura muscular, completa 28 anos daqui a uma semana e é uma das grandes armas da seleção brasileira. Outro destaque do ciclo passado foi Isac, 25 anos, que ficou fora do Mundial 2014 e da Rio 2016 por problemas físicos – em forma, é nome certo na seleção. Fique atento a Leandro Aracaju, 23 anos, que vem treinando com a seleção principal desde 2015 e que deve ser convocado.

Tiago Brendle despontou no ciclo passado como sucessor de Serginho

Na saída de rede, Wallace, 29 anos, segue firme, mas novamente surge a dúvida sobre o seu reserva. Vários jogadores foram testados, especialmente Evandro, 35, Leandro Vissotto, 33, e Théo, 33. Os três já não são exatamente jovens para encarar mais um ciclo. O gigante Renan, de 2,17m, 26 anos, convocado desde o final do ciclo 2009-2012, até agora não decolou. Este ano, o oposto Franco, também de 26 anos, treinou com a seleção em Saquarema. Resta saber se Bernardinho o vê com perfil para jogar pela seleção, caso o técnico permaneça na função.

Entre os levantadores, Bruno Rezende, na equipe desde meados da década passada, atualmente com 30 anos, ainda tem muita estrada pela frente e está disposto a continuar com a equipe. O segundo armador é que passa a ser um problema, uma vez que os dois substitutos imediatos, William Arjona e Raphael Oliveira, têm 37 anos. Será que continuarão sendo chamados? Ainda que, em tese, Bruno consiga jogar mais dois ciclos olímpicos, é necessário encontrar outros jogadores da posição com nível para jogar na seleção, até porque o provável titular não está imune a uma contusão, por exemplo. Na seleção sub23, citada pelo próprio Bruno como natural referência na renovação, o titular é Fernando Cachopa, 20 anos, reserva no Sada Cruzeiro. Habilidoso, já foi elogiado por Bernardinho, treinou com a seleção B, mas tem como obstáculos o pouco tempo de quadra, uma vez que é o substituto de Arjona no clube, e também a baixa estatura, 1,85m – fator que certamente impediu voos mais altos de William Arjona.

Bruno e Lucarelli devem ser nomes certos nas próximas convocações

Na entrada a situação é menos crítica, com ressalvas ao nível da recepção dos remanescentes. Depois que Murilo Endres, um dos principais passadores do voleibol mundial, despediu-se da seleção na sequência do seu corte dias antes da Rio 2016, Ricardo Lucarelli passou a ser a principal referência na ponta, mas carece de bom passe, apesar do talento incontestável no ataque. Na Olimpíada carioca, Maurício Borges começou como titular e ao longo do torneio deu lugar a Lipe, que chegaria a Tóquio 2020 com 36 anos, ou seja, é bom provável que não esteja no próximo ciclo. Já Borges, que alterna momentos brilhantes e erros em sequência, parece nome certo, principalmente se polir seu jogo. Uma das apostas para o futuro é Douglas Souza, campeão olímpico, que teve atuação discreta no Rio de Janeiro (entrou em apenas uma partida), mas que desponta como um dos grandes talentos brasileiros. Entre os mais novos, Gabriel Vaccari, que completa 20 anos em dezembro e joga pela seleção sub23, vinha treinando com a principal e pode ser testado a partir de 2017. Mas a grande expectativa do torcedor é para a provável convocação do cubano naturalizado brasileiro Yoandry Leal, que poderá integrar o time a partir de 2018. Maior estrela do multicampeão Sada Cruzeiro, Leal seria uma arma importante na estratégia de ataque e de saque da seleção.

A princípio, entre os titulares, a equipe certamente manterá caras conhecidas, com protagonismo de jogadores que cresceram ao longo do ciclo 2013-2016, como o ponta Lucarelli, o oposto Wallace ou o central Maurício Souza. Sem o líbero Serginho, os mais experientes passam a ser o levantador Bruno e o central Lucão, e é pouco provável que, na hipótese de haver um novo treinador, deixem de ser convocados. Para os possíveis novatos, será o início de uma escalada que pode ser compensadora, vestindo a camisa de uma seleção que está quase sempre no pódio e que acaba de se sagrar campeã olímpica pela terceira vez na história.


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