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Arquivo : Tandara

Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de grande duelo
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João Batista Junior

Hooker ataca contra bloqueio do Bauru: classificação às semis em dois jogos (foto: Vôlei Bauru)

Favoritos nas quartas de final – tanto pela colocação na fase classificatória quanto pelo elenco que têm –, Rexona-Sesc, Vôlei Nestlé e Camponesa/Minas só precisaram de dois jogos para chegar às semifinais da Superliga feminina. Se o time de Osasco ainda não sabe se vai ter pela frente o também favorito Dentil/Praia Clube ou o bravo Terracap/BRB/Brasília, cariocas e minastenistas já têm por certo que se enfrentarão por uma vaga na final. E aí as expectativas do fã do voleibol são as melhores.

Rexona e Minas fizeram a final da Copa Brasil 2017: vitória carioca (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O Rexona venceu o Minas nas duas partidas que disputaram nesta edição da Superliga, ambas por 3 a 1, e ainda venceu por 3-0 na final da Copa Brasil. Além disso, ressalte-se que o time do Rio só perdeu um jogo em 24 disputados na competição, ao passo que as mineiras sofreram sete reveses. Porém, o crescimento da equipe de Belo Horizonte no decorrer do campeonato, em muito devido às cortadas da oposta Destinee Hooker, leva a crer que as cariocas vão precisar de seu melhor voleibol para chegar a mais uma final.

(O próprio técnico Bernardinho, em entrevista ao Saída de Rede, chegou a dizer que o Minas era o adversário “mais perigoso” e que “se tornou favorito.”)

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A vaga do Camponesa/Minas à semifinal veio contra o Genter Bauru, numa série em que as mineiras abusaram do pragmatismo: tanto na vitória de virada no jogo 1, sábado, quanto no 3-0 da terça-feira, Hooker foi responsável por quase 45% dos ataques de sua equipe (respectivamente, 62/141 e 44/98). Para efeito de comparação: nas derrotas contra Praia e Rexona, no returno, pouco menos de 30% dos levantamentos do time foram para ela, e na vitória sobre o Vôlei Nestlé, esse número ficou em 36%.

A estratégia mineira deu certo contra Bauru e a norte-americana, nos dois compromissos das quartas de final, levou o Minas à vitória e foi a maior pontuadora em ambos os jogos (com, respectivamente, 32 e 20 anotações). As bauruenses até conseguiram equilibrar as duas primeiras parciais do jogo 2, mas erraram muito no passe e perderam consistência no set final.

A nota preocupante para a torcida minastenista é que, se foi o Bauru, quando abriu 2 a 0, quem deu um susto no primeiro jogo, no segundo, quem assustou foi Rosamaria: a ponteira torceu o joelho durante o terceiro set, saiu carregada de quadra e nesta quarta-feira, segundo o SporTV, deve ser examinada para saber do grau da lesão.

Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei

No outro jogo da terça-feira, no Distrito Federal, o Terracap/BRB/Brasília frustrou o Dentil/Praia Clube em grande estilo. Enquanto em Uberlândia as mineiras ganharam de virada por 3-1, no Planalto Central a história foi diferente.

Amanda foi um dos destaques do Brasília na vitória sobre o Praia (Ricco Botelho/Inovafoto/CBV)

Com um sólido sistema defensivo, que sempre obrigava o adversário a atacar mais vez, o Brasília venceu um equilibrado primeiro set e aproveitou-se da instabilidade praiana nas parciais seguintes.

O time mineiro, ainda desfalcado da central Fabiana, lesionada há dez dias, tentou mudar o ritmo do jogo acionando, por vezes, as reservas Ju Carrijo e Ellen. Mas, com Amanda indo bem no ataque pela entrada de rede e as centrais Vivian e Roberta dominantes no bloqueio, a equipe anfitriã conseguiu igualar a série e levar a decisão da vaga na semifinal para o jogo 3 – que, pela tabela da CBV, será neste sábado, em horário ainda não definido.

GIGANTES ATROPELAM
Se, na primeira rodada, o Pinheiros poderia ter ido mais longe na partida contra o Rexona-Sesc e o Fluminense deu trabalho ao Vôlei Nestlé em duas parciais, na segunda, dá para dizer que os gigantes do vôlei nacional foram pouco testados. Cariocas e osasquenses passaram com folga, quase não foram perturbadas na jornada que as classificou para mais uma semifinal.

Atropelado pelo Rexona-Sesc na reta final do primeiro set, quando uma pequena desvantagem de 12-11 culminou com uma derrota por 25-13, o Pinheiros errou bastante na recepção e, por conseguinte, teve problemas na virada de bola. O time do Rio soube tirar proveito disso, anotando 11 pontos no bloqueio – seis só de Juciely. Gabi obteve 57% de aproveitamento no ataque e foi eleita a melhor em quadra, assim como também o fora no jogo 1.

Companheiras na seleção, Thaisa e Natália se enfrentam na Liga dos Campeões

Bia comemora: só Osasco não perdeu nenhum set nas quartas de final (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Na outra partida da segunda-feira, o Vôlei Nestlé, com a ponteira Tandara e as centrais Bia e Nati Martins em noite inspirada, pontuou em mais da metade das bolas que atacou, um aproveitamento incomum para uma equipe de voleibol feminino, e aplicou o segundo 3-0 da série. O Fluminense foi fustigado pelo saque adversário e despediu da competição marcando apenas 47 pontos em todo o jogo – número insuficiente para vencer dois sets.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga feminina:

Fluminense 0 x 3 Vôlei Nestlé (20-25, 14-25, 13-25)
Rexona-Sesc 3 x 0 Pinheiros (25-13, 25-20, 25-22)
Terracap/BRB/Brasília 3 x 0 Dentil/Praia Clube (27-25, 25-18, 25-19)
Genter Vôlei Bauru 0 x 3 Camponesa/Minas (22-25, 23-25, 17-25)


Confirmado: Vôlei Nestlé estará no Mundial de clubes
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Carolina Canossa

Anúncio oficial foi feito em um restaurante japonês e contou com parte do elenco de Osasco (Foto: João Pires/Fotojump)

Se no fim de semana houve um “meio anúncio”, agora ele é completo: nesta quarta-feira (15), o Vôlei Nestlé confirmou que estará na disputa do Mundial de clubes femininos, programado para entre 8 a 14 de maio no Japão.

Campeão do torneio em 2012, o time brasileiro foi um dos quatro agraciados pelos convites distribuídos pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) – o nome dos demais contemplados ainda não foi divulgado.

“Estou honrado pelo reconhecimento. A nossa história na disputa do Mundial nos credencia a ter esse convite. São quatro participações, com três finais e um terceiro lugar com uma equipe que disputou a competição desfalcada das jogadoras da seleção brasileira. É uma enorme satisfação mais uma vez poder participar de uma competição tão importante como essa com as cores do Vôlei Nestlé e representando a cidade de Osasco”, afirmou o técnico Luizomar de Moura.

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Para a disputa do Mundial, o clube paulista contará com o aporte financeiro de um novo patrocinador, o Grupo Baumgart, através da Vedacit, cuja marca estará presente nas camisas usadas pela comissão técnica do Vôlei Nestlé, e através também do shopping Center Norte, que vai promover atividades relacionadas ao vôlei.

Presente em todas as participações de Osasco no Mundial, a líbero Camila Brait está empolgada. “Jogar o Mundial é sempre difícil porque lá estão os melhores times do mundo. Sabemos que precisamos seguir crescendo nesta fase final da Superliga pensando em executar um bom papel no Mundial. É muito importante ganhar uma medalha e não importa a cor. Claro que nosso objetivo será o ouro, mas além do título de 2012 já conseguimos duas pratas e um bronze”, afirmou a atleta.

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Destaque do time nesta temporada, a ponteira Tandara comemorou o desafio inédito na carreira. “Estou muito feliz porque nunca joguei um Mundial. É uma oportunidade única, pois não sei quando terei essa chance novamente. São os melhores times do mundo e o Vôlei Nestlé está entre eles. Será uma experiência singular e estou encarando de uma maneira positiva. O clube faz um trabalho de excelência, sempre mantendo o alto nível, e uma boa sequência na Superliga ajudará na preparação para o Mundial”, afirmou.

Além do Vôlei Nestlé, somente outros dois times brasileiros já foram campeões mundiais: o Sadia (1991) e o Leite Moça (1994). Na edição de 2017, o Brasil também será representado pelo Rexona-Sesc.


Bernardinho: “Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos”
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Sidrônio Henrique

“Foram 20 anos incríveis, quem vai tocar o processo agora é o Sesc” (foto: Divulgação)

O momento parecia de turbulência com a saída do patrocinador Unilever, parceiro desde 1997, mas Bernardo Rezende garante que a equipe de vôlei feminino sob seu comando segue firme. “O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado e quem vai tocar agora é o Sesc”, disse o técnico multicampeão ao Saída de Rede.

Esta é a primeira parte de uma entrevista que o treinador concedeu ao SdR. Nesta o foco é o voleibol feminino. Além da transição no Rexona-Sesc, equipe que conquistou a Superliga 11 vezes e que encerrou a fase classificatória da atual edição na liderança, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Bernardinho fala sobre a dificuldade de enfrentar “seleções” no Mundial de Clubes, relembra que o arquirrival Osasco (atual Vôlei Nestlé) venceu a competição tendo “uma verdadeira seleção” e que depois perdeu a final da Superliga para o Rexona.

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Ele aponta o Camponesa/Minas, liderado pela oposta americana Destinee Hooker e pela ponteira Jaqueline Carvalho, como favorito na Superliga e alega que vencê-lo três vezes numa eventual semifinal é uma tarefa complicada.

Fala de talentos do voleibol brasileiro, como a central Bia, as pontas Rosamaria, Gabi e Tandara, as opostas Lorenne e Paula Borgo, além das levantadoras Roberta, Naiane, Juma e Macris.

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Sobre a estrangeira de sua equipe, a ponta holandesa Anne Buijs, Bernardinho afirma que “aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível”.

Confira a primeira parte da entrevista que Bernardo Rezende nos concedeu:

Saída de Rede – Como fica a equipe com a saída da Unilever após 20 anos de parceria?
Bernardinho – O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Foram 20 anos incríveis e não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado, combinado, de prosseguimento e quem vai tocar o processo agora é o Sesc. Esse processo foi conduzido por nós, junto com o Sesc, nessa transição. A Unilever jamais nos abandonou, muito pelo contrário, sempre foi uma parceira orientadora, muito preocupada com a consistência do projeto, tanto na parte competitiva quanto nas frentes sociais.

O técnico durante Mundial de Clubes 2016, nas Filipinas (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona vai para o Mundial de Clubes em maio, no Japão. Diante dessa situação, de transição, o time já havia se programado para contratar algum reforço?
Bernardinho – Nós não temos nenhuma verba neste momento para poder buscar alguém. E também não seria justo chegar num momento como esse e sacar uma jogadora para, de repente, colocar outra. Seria muito bacana poder reforçar, tentar trazer alguém que nos desse uma condição a mais. Osasco, quando foi ao Mundial, tinha uma verdadeira seleção.

Sobre o arquirrival Osasco e seu título mundial: “Tinha uma verdadeira seleção” (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você fala da edição de 2012, quando Osasco ganhou?
Bernardinho – Exatamente… E depois nós ganhamos delas na final aqui (na Superliga). (Osasco) Era uma seleção com das quatro titulares: Garay, Jaqueline, Thaisa e Sheilla. Tinha ainda duas reservas imediatas da seleção: Fabíola e Adenízia. O time chegou ao Mundial em condições de brigar. Hoje, as equipes turcas são verdadeiras seleções do mundo. Eczacibasi, por exemplo, o VakifBank, o Fenerbahce… Esses times são all-star, com jogadoras de várias seleções do mundo, se torna mais difícil vencê-los. No último Mundial a gente estava meio despreparado e perdeu duas vezes por 3-2, pro Eczacibasi e pro Casalmaggiore, campeão europeu. Esses dois foram os finalistas. Então faltou pouco. Quem sabe a gente não consiga depois da Superliga, mais preparado, um pouco mais? (Nota do SdR: o Rexona-Sesc terminou o Mundial 2016 na quinta colocação.)

Saída de Rede – O fato de o torneio agora ser no fim da temporada de clubes, pouco depois do encerramento da Superliga, ajuda o time? Embora esses adversários também estejam com bom ritmo.
Bernardinho – Para nós, que não temos a quantidade de talentos individuais a nível mundial que esses times têm, a questão do sistema funcionar é a única chance que a gente tem. Não dá para brigar na individualidade. Sob esse ponto de vista, a consistência de uma temporada talvez nos dê uma possibilidade a mais. Claro que esses grandes times continuam sendo os favoritos, mas talvez a gente tenha uma pequena condição a mais.

Bernardinho orienta o time durante partida da Superliga (foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

Saída de Rede – Falando agora de Superliga, as outras equipes no top 4, Minas cresceu no segundo turno, Praia Clube caiu um pouco ao longo da competição e Osasco está se ajustando. Desses três adversários, qual seria o mais perigoso?
Bernardinho – O Minas com certeza é o mais perigoso. Na minha opinião, o Minas se tornou o favorito.

Saída de Rede – Por quê?
Bernardinho – Uma coisa é ter o Minas sem uma Hooker e sem uma Jaqueline. A Hooker é uma das grandes opostas do mundo. Veja bem, não falo só da Superliga, falo do mundo, e ela ataca como poucas. A Jaqueline é completa, arma o time de uma maneira… Que jogadora tem condições de passar como ela passa, arrumar o time, defender, fazer o jogo como ela faz? Aí você tem Rosamaria, Carol Gattaz fazendo excelente temporada, a Naiane… Pelas jogadoras que tem hoje, o Minas se tornou favorito na Superliga.

Saída de Rede – Enfrentá-las numa melhor de cinco jogos em uma possível semifinal facilita para vocês, não? Afinal, ganhar três vezes do Rexona…
Bernardinho – (Interrompendo) É, mas ganhar três vezes desse Minas aí é tão complicado quanto ganhar três vezes do Rexona.

Saída de Rede – Se você diz… E quanto ao Praia e ao Osasco?
Bernardinho – Acho que o Praia vive um momento de insegurança emocional, mas é um time com muito potencial. Na final, no ano passado, por muito pouco a coisa não fugiu da gente. Foi uma final muito dura. E Osasco é sempre Osasco, uma equipe de tradição, que vai chegar, mudou um pouco a forma de jogar: no último ano tinha mais força no meio, a cubana na ponta, agora tem a Tandara, duas estrangeiras, com muita força ali. A Bia tem jogado em altíssimo nível.

A central Bia, do Vôlei Nestlé, foi bastante elogiada por Bernardinho (foto: João Pires/Fotojump)

Saída de Rede – Você acha que a Bia subiu muito de produção em relação ao ano anterior?
Bernardinho – Ela já tinha jogado muito bem no Sesi com a Dani Lins. O fato de ter uma grande levantadora do lado dela, e ela sempre foi uma grande bloqueadora, deu uma condição… Me lembro que ganhamos grandes competições com a Dani e as centrais eram a Valeskinha e a Juciely, que são mais baixas, e a Dani as fazia jogar, mesmo sendo jogadoras fisicamente menos capazes de jogar com atletas grandes. A Dani faz isso muito bem e a Bia está se beneficiando disso. Para o voleibol é muito importante ter uma jogadora como ela, que naturalmente já é uma grande bloqueadora. É um belo trabalho feito lá e ter a Dani por perto dá uma condição ainda melhor.

“Natália foi uma jogadora fundamental” (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona sempre teve muito volume de jogo e você procura fazer o time jogar de forma acelerada na virada de bola e no contra-ataque. No ano passado, quando o passe não saía, era bola para a Natália, que descia o braço. Como está isso hoje? Conversando outro dia com o Anderson Rodrigues (técnico do Brasília Vôlei), ele dizia que o Rexona está bem, porém errando mais do que no ano passado. Você também acha isso? O que está faltando para o time?
Bernardinho – É exatamente isso. O Anderson enxerga um pouco com os meus olhos, até por termos convivido tanto tempo. Nós ainda não temos a consistência… Olha, a Natália foi uma jogadora fundamental nos últimos dois anos, dava um equilíbrio muito grande, pra gente se permitir ter um passe pior às vezes. Era uma jogadora que resolvia, ela foi excepcional. Não tê-la este ano requer um time que cometa menos erros, que desperdice menos, mas ainda estamos em busca disso, dessa consistência maior. Nos momentos importantes estamos tendo boas atuações, mas o time ainda oscila. A Anne (Buijs) tem altos e baixos, mas teve momentos muito bons, como na Copa Brasil, a final do Sul-Americano, mas não posso atribuir a ela a responsabilidade que a Natália já tinha condições de assumir. Eu tenho que ter também a calma de fazer com que ela tenha a tranquilidade de jogar sem um excesso de peso sobre ela. Quem está assumindo uma responsabilidade maior é a Gabi, o que é muito bom para ela, para o amadurecimento.

Saída de Rede – Mas ela não tem característica de força, tem outro perfil, não dá para comparar com a Natália.
Bernardinho – Não, mas você pode jogar de outra maneira. A ideia é um pouco essa, que ela jogue de uma forma com mais velocidade, para que ela consiga criar situações de dificuldades para o outro time.

O treinador orienta Anne Buijs: “Está começando a mostrar mais consistência” (foto: Marcelo Piu/Divulgação)

Saída de Rede – Quando a Brankica Mihajlovic (ponta sérvia, vice-campeã na Rio 2016), que tem um perfil parecido com o da Anne, com deficiências no passe e no fundo de quadra, jogou aqui, ela deslanchou a partir das quartas de final. Você está preparando a Anne para crescer na reta final?
Bernardinho – Aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível. É o que a gente espera dela: crescer fisicamente e conseguir lidar com uma situação de pressão que a Superliga exige o tempo todo.

Saída de Rede – Atualmente, no cenário internacional, temos a impressão de que existe uma carência de ponteiras passadoras. Você diria que o vôlei no Brasil reflete isso também?
Bernardinho – A Gabi é uma jovem ponteira excepcional. A Natália tem pouco tempo nessa função… Então, nós temos duas ponteiras. São pontas que às vezes não são tão boas passadoras, como a Tandara também não é, mas que você pode compor. Veja, a Sérvia jogou a Olimpíada com a Brankica na ponta, a Tandara não é pior passadora do que ela. Você tem como compor e o Zé Roberto vai saber montar isso. No Brasil há um pouco dessa carência, não só no feminino também há no masculino, mas eu diria que não estamos tão mal posicionados neste sentido. Temos algumas jogadoras interessantes para surgir, como a Rosamaria.

Saída de Rede – Nós conversamos com ela, que admitiu que não dava para ser oposta em nível internacional, até por sua altura (1,85m), mas sim ponteira. Ela pensou exatamente nisso.
Bernardinho – Ela pensou e os treinadores dela também. Na minha opinião é uma solução excepcional, ela tem plenas condições de jogar nessa posição.

Ele diz que Macris “taticamente joga muito” (foto: CBV)

Saída de Rede – Que outros destaques você vê entre as jogadoras mais jovens aqui no Brasil?
Bernardinho – Levantadoras você tem a Roberta, a Naiane, a Juma, que são jovens e boas jogadoras. A Macris é uma atleta que taticamente joga muito, ela é diferente e entra nesse rol. A Dani Lins continua sendo a principal e melhor jogadora da posição. Mas temos um leque de jogadoras interessantes para trabalhar, com boa estatura. Olhando pro futuro, eu vejo boas levantadoras. Sobre opostas, não sei se a ideia é a Tandara jogar um pouco ali, a Natália jogar eventualmente, mas eu tinha uma crença muito grande em uma menina que é a Paula Borgo, que fez duas boas temporadas e este ano está jogando menos. Claro que isso é momentâneo e é uma jogadora que tem potencial. Não temos uma quantidade grande, talvez seja o caso de pensarmos em uma estrutura um pouco híbrida.

Saída de Rede – E a Lorenne, sua jogadora até a temporada passada, foi ideia sua ela ir para o Sesi, sob o comando do Juba, que tinha sido seu assistente, para ela jogar mais?
Bernardinho – Sim, ela tinha que sair pra jogar.

“Lorenne talvez necessite mais tempo” (foto: Sesi)

Saída de Rede – Está muito verde ainda para se pensar em seleção principal?
Bernardinho – Ela está galgando, agora já joga a Superliga, tem potencial. Lorenne talvez necessite um pouco mais de tempo, assim como a Paula Borgo. Elas precisam passar por um processo de amadurecimento internacional para poder jogar.

Saída de Rede – A Lorenne joga de uma forma diferente do que historicamente as nossas opostas fazem, mais lenta, porém com mais alcance e com mais potência. Como você vê isso?
Bernardinho – É, ela vai mais alto, pega uma bola mais lenta. Temos que ver, pois a forma de jogar do Brasil não é muito esta e, lá fora, jogar com uma bola tão lenta talvez não seja o mais recomendável. Mas é uma jogadora de potencial, tem que ser trabalhada para ter condição de jogar internacionalmente. É preciso testá-la lá fora. Já jogou Mundial sub23, ou seja, está começando a ganhar essa experiência.


Atropelamento na última rodada embala Vôlei Nestlé para clássico no Rio
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Carolina Canossa

No Rio, Tandara espera um novo jogo de cinco sets (Foto: João Pires/Fotojump)

Até o momento, apenas um time foi capaz de derrotar o Rexona-Sesc na Superliga feminina de vôlei: o Vôlei Nestlé, em partida realizada no dia 13 de dezembro em Osasco. Mas não é exatamente naquele duelo que a equipe do técnico Luizomar de Moura se baseia para conseguir um novo resultado positivo contra as cariocas nesta sexta-feira (3), a partir das 21h30, na Jeunesse Arena (antiga HSBC Arena/Arena da Barra)…

A empolgação com que o time paulista chega ao Rio de Janeiro se deve mesmo ao atropelamento contra o Dentil/Praia Clube na última rodada. A despeito da expectativa por um confronto equilibrado, o Vôlei Nestlé mal tomou conhecimento do adversário e não precisou nem de 1h30 de jogo para fazer 3 sets a 0 sobre as atuais vice-campeãs brasileiras.

Demora nas contratações complica Camponesa/Minas na reta final da Superliga

Técnico nega problema psicológico no Praia Clube

“Temos que aproveitar o que construímos aí e levar para o Rio”, comentou a atacante Tandara, destaque de Osasco na atual temporada. “Vamos para o próximo jogo com essa mesma coragem. Se mantivermos esse espírito, o jogo será bom, acirrado e que vença quem conseguir aproveitar melhor as oportunidades”, destacou.

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra contra o Praia, reforçou o discurso. “A gente chega para o jogo com o Rio com mais autoestima. Está todo mundo bem, os treinos têm sido muito bons e queremos manter essa crescente”, avisou a atleta, que deixou claro: o 0 a 3 sofrido em Belo Horizonte diante do Camponesa/Minas na rodada anterior já é coisa do passado. “Acho que meio que curamos a nossa raiva do jogo péssimo que fizemos em Minas. O time jogando unido é outra coisa, todo mundo dando o seu melhor”, complementou.

Dani Lins: “A gente chega pra esse jogo com mais autoestima”

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Mas Tandara ressalta que o discurso confiante não deve ser visto como um otimismo excessivo. Para ela, o clássico tem altas possibilidades de ser novamente encerrado em um 3 a 2. “Fizemos um jogo muito difícil contra elas aqui e vencemos, mas o time de lá não deu brecha pra ser fácil. Então, essa nova partida também vai ser muito difícil, quem sabe com cinco sets novamente. Espero que a consequência seja a nossa vitória. Estamos trabalhando muito”, afirmou.

A jogadora, inclusive, reconhece que provavelmente será bombardeada pelas adversárias no saque. “Eu tenho a consciência de que sempre serei o alvo no passe, pois não sou uma ponteira passadora. A minha preocupação é colocar a bola para cima e definir no ataque, que é o meu melhor fundamento. Tenho que me manter calma, pois, se eu sair do passe, não consigo rodar a bola. Sei que vou errar no passe, mas tenho que ter tranquilidade para aceitar quando isso acontecer”, analisou.


Vôlei Nestlé “castiga” Ramirez e recupera moral na Superliga
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Carolina Canossa

Bia e Tandara foram os destaques individuais do Vôlei Nestlé (Foto: Marcello Zambrana / Fotojump)

As achapantes derrotas sofridas na semana passada respectivamente contra Camponesa/Minas e Rexona-Sesc colocavam o Vôlei Nestlé e o Dentil/Praia Clube em uma situação bastante peculiar no duelo disputado na noite desta quinta (23), em Osasco: ao vencedor, um respiro e a segunda colocação na tabela da Superliga feminina de vôlei. Ao perdedor, uma nova queda no ânimo e mais motivos de preocupação nesta reta final de fase classificatória.

O que poucos esperavam é que a partida durasse três sets: com um saque consistente e a dupla Tandara e Bia inspirada, o Vôlei Nestlé passou pelo rival com autoridade e parciais de 25-15, 25-22 e 25-22.

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Se não teve nenhuma inovação, a principal arma utilizada pelo time paulista primou pela eficiência: pressionar Daymi Ramirez no saque. Sofrendo até mesmo com o flutuante, a cubana teve uma noite para esquecer e dificultou bastante a vida da levantadora Claudinha. Sem o passe na mão, a armadora usou pouco uma de suas principais armas, as jogadas rápidas com as centrais Fabiana e Walewska.

Ao longo da partida, o técnico Ricardo Picinin até tentou minimizar os erros, colocando a ponta Alix Klineman na linha de passe – geralmente ela fica fora, com a oposta Ramirez compondo a recepção do time ao lado da ponteira Michelle e da líbero Tássia. A estratégia de utilizar quatro passadoras se mostrou relativamente eficiente na segunda parcial, na qual o time se manteve à frente no placar até Tandara brilhar. A atacante brasileira, aliás, fez justamente o que se esperava de Ramirez quando foi o alvo do saque rival: colocou a bola pra cima e virou ataques importantes, mesmo quando precisou encarar um bloqueio montado pela frente.

Ramirez teve noite pra esquecer em Osasco (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Cada vez mais à vontade em Osasco, Tandara ainda foi a responsável por quatro dos dez bloqueios do time e, a cada vez que parava uma atacante rival, saia pulando e gesticulando como se dissesse: “Aqui não!”. É preciso ainda registrar que o time inteiro do Praia fez somente três pontos neste fundamento, exemplificando a queda de nível pela qual a equipe de Uberlândia passa na atualidade.

No terceiro set, muito da sobrevivência do Praia pode ser creditada a Alix Klineman. Foi, aliás, nesta parcial que Ramirez deixou definitivamente a quadra – substituída por Carla, a cubana transpareceu a insatisfação com o próprio desempenho fora de quadra: ao sair do ginásio José Liberatti em direção ao ônibus da equipe, ignorou os pedidos dos torcedores para uma foto e acabou tomando uma sonora vaia.

Por outro lado, era olhar a expressão das jogadoras de Osasco para visualizar o alívio sentido após o bom resultado. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para a equipe sonhar em repetir tal vitória diante de um Rexona ou Minas: os erros individuais se acumulam em uma quantidade maior que a aceitável e falta uma oposta mais consistente – nem Ana Bjelica, que vem jogando, nem a reserva Paula Borgo conseguiram convencer até o momento. De qualquer maneira, o 3 a 0 desta quinta dá um gás daqueles em uma equipe que corre por fora em busca de um título que não vem desde 2012.

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Transmissão online atraiu um bom público (Foto: Reprodução)

Transmissões online

O duelo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube foi o primeiro da atual temporada a contar com transmissão online através do Facebook da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). A novidade foi uma iniciativa de última hora tomada pela entidade em resposta a diversos protestos feitos por torcedores, dirigentes e atletas, todos insatisfeitos com o número de jogos que eram disponibilizados pela TV.

Ainda sem narração, a tentativa teve boa qualidade. Os torcedores, que puderam contar com três câmeras para acompanhar a partida e placar em tempo real, também responderam positivamente: durante o terceiro set, mais de 5500 pessoas estiveram online ao mesmo tempo.

Quem estava ligado ainda pôde acompanhar o jogo entre Camponesa/Minas e Fluminense, mostrado ao vivo através do YouTube. Com uma estrutura menor, o jogo contou com apenas uma câmera, teve problemas de atualização no placar e sofreu com uma queda no link, rapidamente corrigida. No momento em que atraiu mais interesse, cerca de 4 mil torcedores acompanhavam o que rolava em quadra. Nada mal para uma primeira experiência, que, esperamos, tem tudo para se repetir e ficar cada vez mais popular.


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João Batista Junior

Ataque brasiliense parou no bloqueio de Osasco (fotos: João Pires/Fotojump)

Ataque brasiliense parou no bloqueio de Osasco (fotos: João Pires/Fotojump)

A partida entre Vôlei Nestlé e Terracap/BRB/Brasília, disputada na noite da sexta-feira, em Osasco, deixou as paulistas em vantagem na luta contra o Dentil/Praia Clube pelo segundo lugar na classificação do nacional, enquanto complicou a vida das brasilienses, que lutam para permanecer no G4. Com o Rexona-Sesc disparado na ponta e sete pontos separando Pinheiros, oitavo, e São Cristóvão Saúde/São Caetano, nono colocado, as disputas pela vice-liderança e pelo quarto lugar devem ser as mais interessantes nessa reta final da fase classificatória da Superliga feminina.

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O Vôlei Nestlé venceu por 3 sets a 1 (25-23, 20-25, 25-18, 30-28), pela quinta rodada do returno da competição e foi a 40 pontos na classificação. O Praia, segundo colocado, com 43, já disputou 18 jogos, dois a mais que as osasquenses – que, na semana que vem, enquanto o time de Uberlândia disputa o Sul-Americano, encaram o Fluminense, em casa, na terça-feira, e visitam o Camponesa/Minas, na sexta.

Vencidas pela terceira vez no returno (já haviam perdido para o Pinheiros, em casa, e para o Praia, em jogo antecipado da sétima rodada), as representantes do Planalto Central ainda figuram no quarto lugar, com 32 pontos, mas já se veem seriamente ameaçadas pelo Minas. O time de Belo Horizonte está dois pontos atrás, mas com um jogo a menos, o que faz o duelo entre as duas equipes – terça-feira, no Distrito Federal – ganhar ainda mais relevância. Perto das duas equipes, em sexto, está o Genter Vôlei Bauru, com 28 pontos ganhos, com a mesma quantidade de jogos já disputados que o Minas e com o São Caetano pela frente na rodada que vem.

(Ainda há um terceiro duelo em vista, entre Fluminense e Pinheiros, pelo sétimo posto no campeonato.)

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O JOGO
O confronto entre Vôlei Nestlé e Terracap/BRB/Brasília acabou sendo mais emocionante do que técnico. Se, por um lado, o final do quarto set foi de prender a respiração, por outro, as duas equipes cometeram erros que foram além dos 27 do time da casa e dos 17 das visitantes: erros de passe e na armação das jogadas de ataque – que não necessariamente se convertem em ponto para o adversário – foram uma constante.

O jogo valeu, de fato, por alguns bons ralis, pelo bom público de 2,6 mil espectadores no ginásio José Liberatti, que empurrou as anfitriãs para cima das rivais, e pela alta pontuação de Tandara.

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Tandara: maior pontuadora e melhor jogadora da partida

Tandara: maior pontuadora e melhor jogadora da partida

A ponteira ganhou o troféu VivaVôlei, obteve 29 acertos, teve aproveitamento de 43% no ataque e foi o que tem sido na temporada: o destaque da equipe de Osasco, a bola de segurança do time. Nas estatísticas utilizadas pela CBV (as mesmas que a Confederação Europeia de Vôlei considera), Tandara é a melhor atacante da Superliga, com 29,6% de eficiência nas cortadas.

Outra que jogadora que teve boa atuação contra o Brasília foi a sérvia Tijana Malesevic. Mesmo sendo mais passadora do que atacante, a ponteira foi a segunda anotadora do time anfitrião na partida, com 16 pontos, e teve 54% de aproveitamento nas cortadas. Ressalte-se ainda a manutenção de sua compatriota na equipe titular, a oposta Ana Bjelica, que, desde as finais da Copa Brasil, está no lugar antes ocupado por Paula Borgo.

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No Terracap/BRB/Brasília, quatro jogadoras assinalaram 14 pontos: a ponteira Amanda, a oposta Andréia e as centrais Vivian e Roberta. Não é incomum no sexteto brasiliense alguma das centrais figurar como maior pontuadora do time nas partidas. Se, por um lado, isso revela a boa temporada da dupla do meio de rede, por outro, demonstra que a levantadora Macris depende bastante da qualidade da recepção para fazer o ataque de sua equipe fluir, o que não aconteceu nessa noite.

As duas equipes tiveram problemas com o passe, mas o prejuízo maior foi das visitantes: se Brasília não conseguia parar as atacantes rivais pela entrada de rede, o Vôlei Nestlé, por outro lado, levou larga vantagem no bloqueio, com 16 a 7 em anotações nesse quesito.


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Carolina Canossa

Tandara é a atacante mais eficiente da atual Superliga feminina de vôlei (Foto: João Pires/Fotojump)

Tandara é a atacante mais eficiente da atual Superliga feminina de vôlei (Foto: João Pires/Fotojump)

Se a situação está difícil, a bola vai pra ela. Ainda que machucada, como na partida contra o Dentil/Praia Clube, Tandara tem sido a bola de segurança do Vôlei Nestlé na atual Superliga feminina de vôlei. Com 30,61% de aproveitamento nas cortadas, ela é a atacante mais eficiente da competição até o momento e acredita que pode ir além, firmando-se como uma das líderes da seleção brasileira no ciclo olímpico rumo a Tóquio 2020.

A seleção, aliás, é um dos fatores que impulsionam Tandara nesta excelente fase. Mas não somente de uma maneira positiva: a atacante foi uma das jogadoras cortadas na reta final da preparação para a Olimpíada do Rio. Insatisfeito com o desempenho dela, o técnico José Roberto Guimarães optou por jogar a competição sem uma reserva imediata para a oposta Sheilla, posição que seria naturalmente ocupada pela polivalente atleta, que joga como ponteira no clube. “A gente apanha para entender e crescer. Acredito que isso tenha acontecido comigo”, comentou Tandara, ao refletir sobre o segundo semestre de 2016 em entrevista exclusiva para o Saída de Rede. “Levo meu corte da Olimpíada como crescimento e entendimento”, destacou.

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Mas não foi só o baque profissional que mexeu com Tandara. Com um ano e quatro meses, a pequena Maria Clara, fruto do relacionamento dela com o também jogador Cleber de Oliveira, também mudou a maneira de pensar da atleta. “Ela é sensacional. Dorme a noite inteira, mas quando eu acordo e estou de mau humor, me acalma, assim como quando eu chego estressada do treino. Minha filha está tendo um papel fundamental na minha carreira neste momento”, afirmou.

Isso tudo se reflete em quadra. Mesmo com um investimento menor nesta temporada, o Vôlei Nestlé vem conseguindo manter os bons resultados e ocupa atualmente a segunda colocação na tabela da Superliga feminina de vôlei. “A cada dia estamos nos juntando mais e acredito que isso seja o resultado de todo o nosso trabalho diário, de nosso sofrimento, de nossas derrotas…”, analisou a jogadora.

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Jogadora é mãe de Maria Clara, de um ano e quatro meses (Foto: Instagram)

Tandara e o também jogador Cleber são os pais de Maria Clara, de um ano e quatro meses (Foto: Instagram)

Esforçando-se para perder os 2 kg que ganhou na pausa de fim de ano, Tandara manda um recado otimista para a torcida osasquense. “Acredito que ainda há muito mais para crescimento. Mesmo a cada derrota, a gente cresce. Estamos entendendo que hoje o Vôlei Nestlé não é mais um time imbatível como antes. Reformulou-se, mudou a cara do time… Não somos mais o clube “obrigado” a ganhar todos os jogos, mas estamos tentando fazer o melhor. Estamos determinadas e cada vez mais raçudas”, garantiu.

Segundo filho?

Se Dani Lins e Camila Brait não devem dar ouvidos ao pedido de José Roberto Guimarães para que as jogadoras selecionáveis não engravidem neste início de ciclo olímpico, Tandara é exceção. É que, ao menos a médio prazo, a jogadora não pretende dar um irmão ou irmã para Maria Clara.

“Calma, isso ainda vai levar um tempinho!”, brincou a jogadora, ao ser questionada sobre o tema. “A Maria Clara veio antes do esperado, mas o próximo vou planejar direitinho para que venha no melhor período, em minha melhor situação financeira. Aprendi com a Maria Clara que não é simplesmente ter um filho, é ter uma base. No próximo, quero ter uma base muito maior”, explicou.

O foco, agora, é justamente usar a Superliga como trampolim para voltar à seleção. “Estou buscando o meu melhor física e psicologicamente, a cada dia estou crescendo. Meu pensamento no momento é o Vôlei Nestlé, pois, para eu estar lá na seleção, preciso estar bem aqui também”, encerrou.


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João Batista Junior

 

Osasco aproveitou os erros de Bauru para comemorar mais uma vitória (fotos: Luiz Pires/Fotojump)

Osasco aproveitou os erros de Bauru para comemorar mais uma vitória (fotos: Luiz Pires/Fotojump)

Antes de subir a bola no ginásio José Liberatti, na noite da quinta-feira, apenas um ponto separava o Vôlei Nestlé, segundo colocado na Superliga feminina, e o Genter Vôlei Bauru, que ocupava a terceira posição. O duelo que valia terminar o ano e o turno na vice-liderança da competição previa, inclusive, uma disputa em pontos average, caso as visitantes, que vinham de sete vitórias consecutivas, ganhassem no tie break. No entanto, a realidade aterrou a expectativa de quem esperava um confronto parelho.

O Vôlei Nestlé venceu por 3 sets a 0 (25-22, 25-18, 25-13) e só encontrou dificuldade, realmente, na primeira parcial, quando o Genter Bauru desperdiçou uma vantagem de 14 a 9 no marcador. O placar dilatado nos dois últimos sets refletiu o número de pontos concedidos em erros pelas duas equipes: enquanto o time da casa errou apenas nove vezes em toda a partida, as visitantes, 20.

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Rexona sobra e atropela Praia Clube

Os melhores momentos de Bauru na partida ocorreram nas poucas ocasiões em que o saque do time – em especial, da ponteira Thaisinha e da oposta Mari – dificultava o trabalho da linha de passe osasquense. Mas, quando pôde jogar o passe na mão, a levantadora Dani Lins teve boas opções no ataque e para conseguir superar o sistema defensivo rival.

Nati Martins no ataque, Angélica no bloqueio: 14 pontos para cada lado

Nati Martins no ataque, Angélica no bloqueio: 14 pontos para cada lado

Tandara, com 41% de aproveitamento no ataque e 11 pontos na conta, acabou eleita a melhor jogadora da partida. Teria sido mais justo, porém, que o troféu VivaVôlei fosse para a meio de rede Nati Martins, que fez cinco pontos de bloqueio e acabou com 14 anotações no total – maior pontuadora da partida empatada com a também meio de rede Angélica, do Bauru.

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Quem se destacou, também, foi a oposta Ana Bjelica. Já há alguns jogos sem repetir as boas atuações do início da Superliga, Paula Borgo, com apenas um ponto na conta, deu lugar à atacante sérvia – saiu no meio do primeiro set e não voltou mais à quadra. A jogadora estrangeira teve 50% de eficiência no ataque e terminou o jogo com dez pontos anotados.

O resultado manteve o Vôlei Nestlé na segunda posição do campeonato, com 27 pontos, a quatro do líder Rexona-Sesc. Por outro lado, a briga pelo terceiro lugar tem um tríplice empate resolvido apenas no set average: com 23 pontos, o Terracap/BRB/Brasília, apesar de oscilar nas últimas rodadas, figura na terceira posição, seguido do Genter Vôlei Bauru, quarto colocado, e pelo Dentil/Praia Clube, quinto.

O returno da Superliga feminina começa dia 6 de janeiro, com um duelo entre Praia Clube e Renata Valinhos/Country, em Uberlândia, e uma partida com transmissão pelo SporTV em que o Rio do Sul recebe o Sesi.


Embalado por Tandara, Vôlei Nestlé tira invencibilidade de Rexona-Sesc
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João Batista Junior

Vitória do Osasco evitou disparada do Rexona na ponta (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vitória do Osasco evitou disparada do Rexona na ponta (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O termo “clássico” é bastante desgastado no esporte de um modo geral. Basta que uma equipe em ascensão enfrente um adversário com algum renome para que logo tachem o duelo como tal. No entanto, quando o time de Osasco e o do Rio de Janeiro estão em quadra, a tradição, a rivalidade e as salas de troféus fazem por merecer a denominação. Não importa que posição ocupem na tabela, seu confronto é um campeonato apartado. Pois o jogo da noite de terça-feira, entre Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc, pela nona rodada da Superliga feminina, além dos ingredientes de sempre, foi em quadra o Clássico do Voleibol Brasileiro.

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Se a partida não foi tecnicamente primorosa, valeu pela emoção, pelas reviravoltas no placar e, até, pela graça que trouxe ao campeonato nacional. Com a vitória osasquense por 3 sets a 2 (23-25, 26-24, 20-25, 25-23, 15-13), o Rexona, último a perder a invencibilidade na competição feminina, viu diminuir sua distância em relação à concorrência.

As cariocas lideram com 25 pontos, quatro acima do segundo colocado – o Terracap/BRB/Brasília. Contudo, a diferença para o quinto colocado, o Genter Vôlei Bauru, caiu para apenas cinco pontos. O Vôlei Nestlé empata na pontuação com as brasilienses (21), mas perdem no set average e são as terceiras colocadas. Note-se, ainda, que só um ponto separa vice-líderes e quintas colocadas. Convenhamos, era difícil acreditar que a Superliga feminina parecesse tão embolada, a duas rodadas do encerramento dos jogos de ida da fase classificatória, ainda mais pelo fato de o Rexona-Sesc quase ter aberto seis pontos de vantagem.

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Antes de falar propriamente do jogo, é necessário fazer uma ressalva quanto à transmissão do SporTV na partida. É claro que a comoção com o acidente aéreo da Chapecoense, há duas semanas, é imensa, alcançou escala planetária, rompeu, inclusive, as barreiras do futebol, do esporte. É claro, também, que o sentimento universal de solidariedade – o qual nós, do Saída de Rede, compartilhamos – é extensivo aos 71 mortos no voo e também aos seis sobreviventes. O Vôlei, mesmo, também prestou homenagens à Chape. Mas questão é: em termos jornalísticos, era realmente relevante mostrar ao vivo a chegada do avião que conduzia dois dos feridos para Santa Catarina?

A transmissão da partida foi várias vezes interrompida nos dois primeiros sets para mostrar o avião chegando à pista e a porta aberta da aeronave à espera da saída do radialista Rafael Renzel e do lateral Alan Ruschel.

Anne Buijs foi substituída no terceiro set

Anne Buijs foi substituída no terceiro set

Uma dessas interrupções chegou a ser abreviada para mostrar um incêndio que, embora rapidamente controlado, deixou esfumaçada parte da arquibancada José Liberatti – segundo o SporTV, o susto foi causado papelões que pegaram fogo do lado de fora do ginásio. Noutra ocasião, na reta final do segundo set, o time de Osasco vencia por 22 a 18, quando a emissora mostrou a chegada da ambulância para transportá-los ao hospital da cidade. Quando ao vôlei voltou à cena, porém, eis que o time da casa estava salvando um set point.

O JOGO

O nervosismo das equipes e uma certa irregularidade no padrão do vôlei apresentado ficaram evidentes em erros na armação de contra-ataques e na profusão de sequências de pontos para um lado ou para outro. Redes encalharam com certa frequência e esse aspecto, se é negativo de um modo geral, trouxe imprevisibilidade ao clássico.

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O primeiro set parecia tranquilamente encaminhado para a equipe comandada pelo técnico Bernardinho, quando uma reação do time da casa, que perdia por 24 a 19, deu ares de thriller à parcial – que terminou 25 a 23. No segundo set, como já mencionado, o Rexona-Sesc fez seis pontos seguidos para virar de 22 a 18 para 24 a 22, mas aí sofreu quatro pontos em sequência. Já na terceira parcial, o Vôlei Nestlé abriu 9 a 3 para levar o empate e perder as rivais de vista.

O time do Rio, já no decorrer desse terceiro set, tinha em quadra a levantadora Camila Adão, a oposta Helô e a ponteira Drussyla, que estavam, respectivamente, no lugar de Roberta, Monique e Anne Buijs – esta, com cinco pontos anotados.

A princípio, as mudanças no Rexona surtiram efeito. Com 50% de eficiência nas cortadas, Helô foi um bom desafogo para o ataque de sua equipe, que pôde diminuir a sobrecarga dos ombros de Gabi – que marcou 19 pontos e foi a principal anotadora entre as visitantes, mesmo com obrigações na linha de passe.

As cariocas chegaram perto da vitória ainda na quarta parcial, quando lideraram o marcador por 21 a 18. No tie break, quando igualaram o placar logo após estarem perdendo por 9 a 5, elas mostraram que estavam aptas a seguir na luta. Contudo, não conseguiram parar um time empurrado pela torcida e embalado por Tandara.

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Tandara enfrenta bloqueio do Rexona-Sesc

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Entre iluminada e endiabrada, Tandara foi decisiva. Sem aliviar nas cortadas pelo meio fundo ou pela entrada de rede, a ponteira colocava a bola no chão da quadra contrária e anotou 32 pontos. Com 29 acertos no ataque, ela chegou a 53,7% de aproveitamento nesse quesito. O troféu VivaVôlei que levou para casa premiou uma das grandes atuações individuais até aqui na Superliga feminina.

Muito por conta dela foi que o Vôlei Nestlé, mesmo concedendo 29 pontos em erros contra 19 do Rexona, dominou no ataque (70 a 61) e chegou à virada. Ressalte-se também a boa partida da meio de rede Bia, que fez 17 pontos, sendo a maior bloqueadora do duelo, com cinco acertos no fundamento.

As duas equipes já voltam à quadra nesta sexta-feira. Em Osasco, o Vôlei Nestlé recebe o lanterna Renata Valinhos/Country, às 19h30, pelo horário de Brasília. Já o Rexona-Sesc, às 20h, tem pela frente o Camponesa/Minas, em Belo Horizonte.

Na vitória sobre o Praia, Jaqueline se apresentou à torcida do Minas (Orlando Bento/MTC)

Na vitória sobre o Praia, Jaqueline se apresentou à torcida do Minas (Orlando Bento/MTC)

OUTROS JOGOS

Noutra partida que despertava bastante interesse na rodada, nesta terça-feira, o Camponesa/Minas venceu o Dentil/Praia Clube por 3 sets a 1 (18-25, 25-17, 25-22, 25-21). No intervalo entre o segundo e o terceiro sets, a recém-contratada Jaqueline foi apresentada à torcida da casa. A oposta norte-americana Destinee Hooker, do Minas, anotou 17 pontos e empatou com a ponteira Pri Daroit como segunda pontuadora de sua equipe. Rosamaria, com 22 acertos, foi a maior anotadora do jogo empatada com a cubana Daymi Ramirez, do Praia – ainda desfalcado de Alix Klineman.

Fora de casa, diante do Rio do Sul, o Genter Vôlei Bauru emplacou a sexta vitória consecutiva – atualmente, por conta do revés sofrido pelo Rexona, a maior sequência da Superliga feminina. A equipe paulista venceu por 3 sets a 0 (25-19, 25-21, 28-26) e é quinta colocada, atrás do Praia Clube apenas pelos pontos average.

No Distrito Federal, o Terracap/BRB/Brasília recuperou a vice-liderança da Superliga batendo o Renata Valinhos/Country por 3 a 0 (25-15, 25-20, 25-23), com 15 pontos da central Larissa, eleita a melhor em quadra.

Nas duas outras partidas da noite, que não interferiram na posição das equipes dianteiras, o Fluminense venceu o Pinheiros, em São Paulo, por 3 a 1 (25-21, 16-25, 25-22, 25-21), e, em Santo André, o São Cristóvão Saúde/São Caetano passou pelo Sesi em cinco sets (25-22, 25-14, 21-25, 21-25, 15-12).