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Arquivo : Superliga masculina

Líbero busca nova chance após doença que o levou ao esporte paraolímpico
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Carolina Canossa

Depois de sofrer uma paralisia em 2011, Pará perdeu temporariamente a sensibilidade de parte do corpo em janeiro de 2016 (Foto: Divulgação)

Há pouco menos de um ano, em 10 de abril de 2016, o líbero Pará entrava na quadra do ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF), para viver seu auge como jogador de vôlei: a final de uma Superliga. Reserva do Brasil Kirin, ele passou aquele campeonato auxiliando Thiago Brendle (posteriormente convocado para a seleção brasileira) a montar um sistema defensivo que só não parou o multicampeão Sada Cruzeiro.

Naquela partida, Pará já sabia de um grave problema de saúde que colocaria sua carreira em risco, a esclerose múltipla. A doença, que é crônica e ainda sem cura, ataca o sistema nervoso central e pode limitar os movimentos corporais de suas vítimas. No caso do jogador, foram dois momentos nos quais os sintomas ficaram evidentes.

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“Em 2011, perdi quase tudo do lado esquerdo do corpo, como força e controle dos movimentos (…) Acordei em um sábado de manhã com tudo formigando, não tinha força e nem equilíbrio”, conta o jogador em entrevista exclusiva ao Saída de Rede. Como não houve qualquer outra manifestação da doença, continuou a jogar normalmente até janeiro de 2016, quando percebeu que havia perdido uma parte da sensibilidade corporal. “Fui tomar banho e notei que a água era quente de um lado e no outro eu não sentia a superfície da pele, nem ao toque. Era como se tivesse um plástico em cima”, descreve.

Por conta das particularidades da posição (“Se eu saltasse, possivelmente faria diferença”), Pará, cujo nome de batismo é Danyel Conceição, ainda conseguiu terminar a disputa da Superliga. Encerrado o campeonato, porém, conversou com a família e optou pelo afastamento até que soubesse como iria reagir aos medicamentos para esclerose. “O sonho ficou meio de lado pra cuidar da saúde, afinal sem a saúde não tenho sonho”, destaca.

Neste período, o líbero chegou a se dedicar ao atletismo paraolímpico, mas a falta de patrocinadores e a melhora das condições físicas fizeram com que ele voltasse a sonhar com o vôlei. “Agora que conheço o tratamento, decidi voltar a treinar e me preparar caso tenha alguma oportunidade de time (…) Tenho um empresário e, com a liga chegando no finalzinho, agora começam as conversas”, explica.

Ciente que sua condição pode despertar dúvidas, Pará afirma que possui apenas uma limitação, que, na prática, é irrelevante para o voleibol: “Meu tendão esquerdo não sustenta o peso do meu corpo, não tenho força suficiente para aguentar o peso na ponta do pé esquerdo”.

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Pará chegou a competir no salto em distância paraolímpico, mas luta para voltar ao vôlei (Foto: Comitê Paraolímpico Brasileiro)

Os treinamentos estão sendo realizados nas categorias de base do Brasil Kirin, clube do qual ele garante ter recebido o suporte necessário nos últimos meses. “Todos os meus amigos atletas e comissão, dirigentes, mandaram mensagens, deram apoio, então tenho uma excelente relação com todos os funcionários”, contou. No restante do tempo, ele se dedica a treinos de vôlei sentado e à faculdade de educação física, além de ajudar nos treinos de uma equipe amadora

Em meio a esse turbilhão, Pará deixa um recado para o público. “O que posso dizer é que a saúde vem em primeiro lugar. Sem a saúde, não podemos fazer aquilo que amamos e, se não puder voltar às quadras, existem milhares de coisas fora dela que podem ser feitas. Uma porta pode se fechar, mas existem diversas janelas abertas. Só seremos bons na quadra se aprendermos a ser melhores fora dela, como pais, maridos, filhos e irmãos. Nesse tempo parado me liguei ainda mais com as pessoas que amo e não existe coisa melhor no mundo”, finaliza.


Sesi mostra força em momento decisivo da temporada
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Carolina Canossa

Murilo (camisa 8) permitiu que o ponteiro improvisado Alan ficasse à vontade no ataque (Foto: Divulgação/Sesi)

Foi mais tranquilo que o esperado. Muito mais, na verdade. Depois de duas partidas só encerradas no tie-break durante a fase classificatória e um primeiro duelo que exigiu uma virada daquelas, o Sesi garantiu seu lugar na semifinal da Superliga masculina de vôlei ao fechar a série das quartas de final contra o Minas em três partidas.

A vitória em parciais diretas neste domingo (26), na Vila Leopoldina, marcou uma das melhores atuações dos comandados de Marcos Pacheco na temporada. E isso, curiosamente, aconteceu logo após o time perder um de seus melhores jogadores, o ponteiro Douglas Souza, que sofreu uma ruptura no abdômen.

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A ausência de Douglas Souza obrigou a comissão técnica a improvisar o oposto Alan na entrada de rede. Mesmo não sendo um especialista na posição, o jovem cumpriu bem sua missão: evitar que Theo ficasse sobrecarregado no ataque, já que a volta de Murilo (outro que sofreu com problemas físicos recentemente) até aumentou o equilíbrio no passe. Vantagens de ter um jogador deste porte, ao lado do líbero Serginho, em seu elenco…

Sada fechou sua série com tranquilidade, apesar dos esforços do Canoas (Foto: Renato Araújo/Divulgação Sada Cruzeiro)

Com a bola na mão, o levantador Bruno fez o jogo fluir – não por acaso, foi um central, Lucão, o melhor jogador da partida. Contribuíram, é claro, o saque ruim do Minas e a falta de efetividade de seus principais atacantes, Bisset e Felipe, mas não dá pra negar que o time paulistano chega às semifinais com o ânimo lá no alto.

Resta saber se a equipe conseguirá manter tal consistência diante de um adversário mais forte – possivelmente, a Funvic Taubaté, que nesta segunda-feira (27) pode fechar a série contra o JF Vôlei. O Minas, por sua vez, sai da competição um pouco aquém das expectativas, visto que tinha potencial para levar a série mais longe, especialmente diante dos problemas de lesão que afetaram o elenco do Sesi.

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Sada Cruzeiro

O Sesi é a segunda equipe a se garantir entre as quatro melhores da Superliga, já que na noite de sábado (25), o Sada Cruzeiro havia confirmado seu lugar ao bater o Lebes/Gedore/Canoas por 3 sets a 1. Na série mais previsível de todas, o time mineiro encarou um adversário esforçado, mas de um nível inferior e só foi ameaçado quando relaxou demais. Segue favoritíssimo ao título e agora espera o vencedor do confronto entre Vôlei Brasil Kirin e Montes Claros (2 a 0 para a equipe paulista).

Resultados da 3ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Sesi 3 x 0 Minas (25-22, 25-20 e 25-22)
Sada Cruzeiro 3 x 1 Lebes/Gedore/Canoas (25-16, 25-18, 21-25 e 25-19)
Funvic/Taubaté x JF Vôlei – segunda, às 18h30
Brasil Kirin x Montes Claros – quinta, às 21h55


Lesionado, Douglas Souza é desfalque do Sesi até o fim da Superliga
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Carolina Canossa

Campeão olímpico, Douglas Souza é ponteiro titular da equipe do Sesi (foto: Divulgação)

A luta do Sesi pelo título da atual edição da Superliga masculina de vôlei ganhou um enorme obstáculo. Um dos principais jogadores da equipe na competição, o ponteiro Douglas Souza está fora da disputa devido a uma lesão.

Douglas sofreu uma ruptura no abdômen em um treino que deve deixá-lo fora das quadras por cerca de três meses. Ou seja, ainda que o Sesi chegue à decisão do campeonato, no dia 7 de maio, não haverá tempo hábil para ele defender a camisa vermelha da equipe paulistana.

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Campeão olímpico na Rio 2016, Douglas era, junto do oposto Theo, a principal opção ofensiva do Sesi na Superliga. Até o momento, por exemplo, o ponteiro é o quarto atacante mais eficiente da Superliga, além de ter uma função tática importante na recepção, principalmente após um problema no cotovelo de Murilo Endres, especialista em passe.

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Douglas, aliás, também teve uma lesão no tornozelo logo no início da temporada de clubes, mas havia se recuperado e estava em ótima forma desde então. Agora, o Sesi terá que jogar os momentos decisivos da disputa com seus ponteiros reservas, mas um retorno antecipado de Murilo para o jogo inteiro não está descartado.

ATUALIZADO ÀS 16h47 – Procurado, o Sesi afirma que o afastamento de Douglas será menor, de três a quatro semanas.


Sada favorito e promessa de emoção: os playoffs da Superliga masculina
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Carolina Canossa

Cruzeiro: somente uma derrota, que veio quando titulares descansaram (Foto: Divulgação)

Se ontem já falamos do equilíbrio de forças dos playoffs da Superliga feminina de vôlei, agora é a vez dos homens. Apesar do imenso favoritismo do Sada Cruzeiro, que só perdeu um jogo até agora (no qual atuou com reservas), não dá pra dizer que é barbada apontar os quatro semifinalistas da competição. Exceto justamente a disputa do time mineiro contra o Lebes Gedore Canoas, os demais confrontos prometem jogos equilibrados e interessantes disputas individuais.

Inclusive, não se surpreenda se algum time badalado for eliminado logo nesta primeira rodada de mata-mata, que será disputada em cinco partidas. Os duelos começam na noite desta sexta, às 19 horas, com Sada x Canoas, seguem com dois jogos na tarde de sábado (14h10 e 15h30) e se encerram no domingo às 15 h. O SporTV transmite todos, exceto Sesi x Minas, que ficará por conta da RedeTV!.

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Abaixo, você confere o que esperar das quartas de final do principal torneio de clubes do Brasil:

Assistente da seleção, Fronckowiak tem missão quase impossível nos playoffs (Foto: Matheus Beck/Canoas)

Sada Cruzeiro (1º) x Lebes Gedore Canoas (8º)

Olhando individualmente, é possível encontrar alguns bons valores na equipe gaúcha: o ponteiro Gabriel, por exemplo, fez um primeiro turno formidável, enquanto o central o central Ialisson chamou a atenção durante o returno. Os grandes craques do time, porém, estão fora da quadra: campeão olímpico e bi mundial com a seleção
brasileira, Gustavo Endres é o supervisor, enquanto Marcelo Fronckowiak se sagrou campeão da Superliga com o RJX em 2012/2013 e recentemente assumiu o posto de assistente técnico de Renan Dal Zotto na seleção brasileira.

Mas, se há quatro anos Fronckowiak conseguiu o feito de bater justamente o Sada Cruzeiro na decisão, a missão agora será bem mais dura. Além do elenco inferior, Canoas não tem um sistema defensivo consistente, algo essencial para enfrentar um time com o poder de saque e ataque que os mineiros possuem. Para complicar, o Sada passou por poucas modificações em seu elenco nos últimos anos e provou sua força ganhando seus três títulos mundiais desde então. Sendo o único time que entra nos playoffs com mais derrotas que vitórias (14 a 8), Canoas já terá feito bem o seu papel se vencer um dos cinco duelos programados pras quartas.

Funvic Taubaté (2º) x JF Vôlei (7º)

Taí um confronto que vai ser interessante de assistir: apesar de contar com um elenco experiente, com três campeões olímpicos e jogadores que passaram pela seleção brasileira, Taubaté só adquiriu mais consistência após a virada do ano, quando passou a se adaptar melhor aos problemas físicos de Ricardo Lucarelli, que provocaram muitas ausências. Juiz de Fora, por sua vez, encarna o perfeito penetra que só está esperando uma oportunidade para aprontar uma ainda maior. Potencial ali existe e os paulistas puderam aprender isso com um 3 a 2 sofrido na última rodada da fase classificatória.

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Minas precisa melhorar o saque para passar pelo Sesi (Foto: Divulgação)

Olho vivo em um confronto particular entre opostos: de um lado, Wallace, que se consagrou perante o público em geral como “macho-alfa”, a bola de segurança, da vitoriosa campanha brasileira na Rio 2016. Somente um jogador fez mais pontos que ele nesta Superliga e é justamente Renan Buiatti. Com 2,17 m, o atacante de saída de rede do JF Vôlei vive a melhor fase de sua carreira após um passagem de altos e baixos, além de lesões, pelo voleibol italiano.

Sesi (3º) x Minas (6º)

Mais um confronto no qual não devemos nos enganar pelos nomes que vemos no papel: nos dois jogos realizados até agora, a badalada equipe paulista e o tradicional time mineiro jogaram os dez sets possíveis, com uma vitória para cada lado. Ou seja: a possibilidade de novos duelos longos é bastante alta.

Diria hoje que há um leve favoritismo para o Sesi, uma vez que o Minas tem apresentado claras dificuldades no saque ao longo da competição. A equipe de Belo Horizonte aumentará bastante suas chances se seus bons atacantes forem mais consistentes e deixarem tantos altos e baixos para trás. Nesta série, o aspecto físico certamente será um fator com mais importância que o normal.

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Brasil Kirin fez um bom time após correr o risco de acabar (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vôlei Brasil Kirin (4º) x Montes Claros (5º)

Depois de sofrer uma ameaça de sequer participar desta Superliga devido a um corte de verbas causado pela crise econômica, os atuais vice-campeões do torneio montaram um elenco razoável para a atual temporada. Perderam Lucas Loh, Piá e Wallace Martins, é verdade, mas conseguiram manter o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, dois dos destaques da campanha anterior. Ainda que o Brasil Kirin não tenha conseguido bater de frente com o trio de favoritos (Sada, Taubaté e Sesi) em número de pontos, chegou a derrotar a equipe paulistana em uma oportunidade e fez uma boa campanha com times de investimento igual ou inferior, sem grandes sustos.

Peraí, eu escrevi “sem grandes sustos”? Neste caso, exclua da lista justamente o Montes Claros. Isso porque o time mineiro bateu o de Campinas por 3 a 1 no primeiro turno e vendeu caro a derrota na volta, no tie-break. Montes Claros conta com Luan Weber como destaque, além de um saque capaz de fazer estragos em muitas recepções por aí – alguns deles são feitos pelo levantador Murilo Radke, que também tem cumprido sua função principal com competência. Aos 28 anos, o armador gaúcho será essencial para escapar do bem postado bloqueio paulista.

E na sua opinião, quem passa para a próxima fase? Deixe seus palpites na caixa de comentários abaixo.


Qual time leva mais público aos ginásios da Superliga? Descubra
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Carolina Canossa

Duelo entre Brasil Kirin e Sesi em Belém (PA) foi o maior público da Superliga 2016/2017 (Foto: Divulgação/CBV)

Medalhistas olímpicos (incluindo 21 campeões), estrangeiros de alto nível, técnicos gabaritados e jogos emocionantes. Motivos não faltam para o torcedor assistir pessoalmente a partidas da atual edição das Superligas masculina e feminina de vôlei. Mas quem será que consegue atrair a maior quantidade de pessoas?

O Saída de Rede foi atrás desta resposta e chegou a conclusões surpreendentes. Após analisarmos o público de todos os jogos da competição disputados até a última sexta-feira (17), descobrimos que o time que mais recebe apoio quando tem o mando do jogo é o Copel/Telecom/Maringá, que provavelmente nem vai disputar os playoffs. Atualmente 10º colocado na tabela, o time presidido pelo levantador Ricardinho (que também continua atuando) costuma atrair 2933 pessoas cada vez que joga no ginásio Chico Neto.

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Em seguida aparece outro time sem grandes estrelas, o Montes Claros Vôlei. Com uma média de 2813 presentes a cada duelo em casa, a torcida do norte de Minas mostra que a fama de “fanática” é real. Em terceiro lugar, está o Vôlei Brasil Kirin, cuja média acabou impulsionada pelas 7450 pessoas que compareceram ao ginásio Mangueirinho, em Belém (PA), para ver o duelo contra o Sesi, maior público da disputa até o momento.

Norte também impulsiona o campeão de público feminino

Programar partidas para cidades que dificilmente recebem jogos de vôlei também se revelou uma estratégia eficaz na Superliga feminina. Já sem chances de ir ao mata-mata, o São Cristóvão Saúde/São Caetano lidera a média de pessoas por jogo na competição graças à iniciativa de levar os confrontos contra Dentil/Praia Clube, Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc para Manaus. Ao todo, são 1854 torcedores por jogo da equipe, média que desaba para 388 se consideramos apenas os confrontos que foram realizados na cidade do ABC Paulista.

Após eventos com o ginasta Arthur Zanetti em Manaus, time do ABC Paulista mandou três jogos com excelente público na capital do Amazonas (Foto: Divulgação)

Técnico de São Caetano, Hairton Cabral é só elogios para a iniciativa que foi liderada pelo vice-presidente do clube, Marcel Ferraz Camilo, após eventos com o ginasta Arthur Zanetti na região. “Pra gente foi muito bom. Percebemos um público carente de voleibol, mas que gosta muito do esporte. Me surpreendeu como as pessoas lá acompanham, conheciam todos nós. Fomos muito bem recebidos lá e esperamos ter outras parcerias como esta nas próximas temporadas”, destacou o experiente treinador. “A gente só tem uma ideia da grande dimensão da Superliga quando saímos de São Paulo”, complementou.

Se levarmos em conta somente as partidas realizadas nas proximidades em que o clube está sediado,  Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé aparecem praticamente empatados na primeira posição, com respectivamente 1641 e 1640 pessoas por jogo – o time de Belo Horizonte, aliás, viu o interesse do público aumentar gradativamente após a contratação de duas estrelas de porte mundial, a oposta americana Destinee Hooker e a ponteira brasileira Jaqueline Carvalho.

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Outras conclusões interessantes:

– Vencedor das últimas quatro temporadas, o Rexona-Sesc tem uma média de público baixa quando joga em casa, no Tijuca Tênis Clube: 828 pessoas em um espaço em que oficialmente cabem 2300. Curiosamente, porém, o time atrai muito público quando é visitante: esteve em quadra no maior público registrado por Renata Valinhos/ Country, Genter Vôlei Bauru, Rio do Sul e Dentil/Praia Clube, por exemplo.

Chegada de Hooker e Jaque impulsionou média de público do Camponesa/Minas (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

– Ciente do interesse que desperta, a diretoria do Rexona já anunciou que jogará as três últimas partidas da fase classificatória e as quartas de final em um espaço maior, a Arena da Barra. Para estas partidas, serão abertos dois níveis do ginásio, disponibilizando uma capacidade para 4700 pessoas

– Fenômeno parecido com o do Rexona ocorre com o Sesi, no masculino. O quarteto formado por Bruno, Murilo, Lucão e Serginho atrai muita gente para as partidas em que a equipe paulistana joga fora de casa, mas em seus próprios domínios a média é baixa: 692 pessoas por jogo. A explicação aqui, porém, tem a ver com o espaço: o ginásio da Vila Leopoldina abriga somente 800 pessoas

– Os jogos do masculino, em geral, tem atraído mais público que os do feminino: reflexo do fato de mais jogadoras badaladas estarem atuando fora do Brasil que entre os homens?

– Os excelentes públicos nas partidas realizadas na região Norte do país mostram que a iniciativa deveria ser repetida mais vezes. Aliás, boa parte dos Estados brasileiros sequer contam com times na competição. Público para prestigiar o vôlei há, basta trabalhar para levar a modalidade até as pessoas.

Confira as médias de público de cada um dos times da Superliga:

Masculino
2933 pessoas por jogo –  Copel/Telecom/Maringá
2813 – Montes Claros
2548 – Vôlei Brasil Kirin (sem a partida realizada no Pará, o número cai para 1847)
1907 – Funvic Taubaté
1641 – Sada Cruzeiro
1325 – Bento Vôlei/Isabela
937 – Minas
760 – Caramuru/Vôlei Castro
692 – Sesi-SP
642 – São Bernardo
460 – Lebes Gedore Canoas
388 – JF Vôlei

Feminino
1854 pessoas por jogo – São Cristóvão Saúde/São Caetano (sem os duelos de Manaus, a média vai para 388)
1641 – Camponesa/Minas
1640 – Vôlei Nestlé
1439 – Dentil/Praia Clube
1136 – Rio do Sul (sem o jogo contra o Rexona, que teve 4278 torcedores, a média cai para 743)
1246 – Genter Vôlei Bauru
1121 – Terracap/BRB/Brasília
982 – Renata Valinhos/Country
828 – Rexona-Ades
595 – Sesi
529 – Pinheiros
488 – Fluminense


Sada Cruzeiro transmite partida da Superliga e recebe advertência da CBV
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Sidrônio Henrique

Cruzeiro transmitiu em sua página no Facebook o jogo contra Canoas (Fotos: Fernando Potrick/Gama)

Um dos times de maior torcida do país, o Sada Cruzeiro bem que tentou… O clube mineiro transmitiu uma partida da Superliga 2016/2017, via Facebook Live, sem aviso prévio. No dia seguinte recebeu uma advertência da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). O Saída de Rede segue mostrando as tentativas dos clubes para garantir exposição aos patrocinadores e atender às demandas dos profissionais da modalidade e dos torcedores. O jogo em questão, vencido pelo Cruzeiro por 3-0, foi no dia 23 de novembro, contra o Lebes Gedore Canoas, na casa do adversário.

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“Tivemos um retorno extremamente positivo, com muita gente acompanhando e elogiando o clube por essa tentativa. A imagem não era a ideal, não tinha praticamente nenhuma estrutura, mas foi uma tentativa quase que desesperada de mostrar a partida para o torcedor. Temos um apelo muito grande nas redes sociais, de torcedores indignados por não conseguirem ver os jogos. Somos cobrados diariamente por isso”, disse ao SdR o diretor esportivo do Sada Cruzeiro, Flávio Pereira.

Flávio Pereira, diretor esportivo do Sada Cruzeiro (Divulgação/Sada Cruzeiro)

O vídeo teve mais de 33 mil visualizações. “Não houve nenhuma divulgação, somente quem estava online no momento”, ressaltou Pereira.

CBV não proíbe, mas…
Na quinta-feira (9), o blog fez uma entrevista exclusiva com o CEO da CBV, Ricardo Trade, o Baka, em que ele explicou o contrato da entidade com a Globo e prometeu transmissões online. A Confederação divulgou ainda uma nota na qual rebatia: “A CBV não proíbe as transmissões por internet, apenas, por motivos contratuais, somente pode autorizar transmissões pelos clubes em nossa página do Facebook ou em nosso site”.

Flávio Pereira contou que, antes mesmo dessa nota, o Sada Cruzeiro questionou a viabilidade das normas impostas pela CBV, que exigem que a transmissão seja feita dentro das plataformas da entidade, em HD, com o uso de três câmeras, placar na tela, logomarca Vôlei Brasil, sem narração, entre outros pontos. “Para os clubes é totalmente inviável, pois terão que arcar com os altíssimos custos e não podem mostrar a marca de nenhum patrocinador ou apoiador e vão gerar tráfego apenas para as plataformas da CBV. As exigências são tão absurdas que nenhuma equipe, até o momento, conseguiu fazer a transmissão no padrão exigido pela Confederação”, afirmou.

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Na Superliga 2012/2013 a própria CBV chegou a exibir algumas partidas na internet, em seu próprio site. Mas acabou cancelando as transmissões devido a uma série de problemas, entre os quais a baixa qualidade da imagem e constantes interrupções.

Transmissão no Facebook teve mais de 33 mil visualizações

Tentativa de diálogo
O diretor cruzeirense enfatizou que o clube tem tentado, “como em todas as questões que acreditamos serem importantes para o vôlei brasileiro”, dialogar com a Confederação. “A TV abriu mão destas partidas ao não transmiti-las. E também não tem interesse comercial nessa transmissão via internet”, completou Flávio Pereira.

Algumas entidades se valem de seus canais no YouTube para exibir torneios da modalidade. A própria Federação Internacional de Vôlei (FIVB) utiliza o recurso desde o ano passado – foi assim com os pré-olímpicos mundiais masculino e feminino, com a Liga Mundial e o Grand Prix. Por aqui na América do Sul, a Associação de Clubes Liga Argentina de Voleibol (Aclav) já o faz há alguns anos. Quase todas as partidas do campeonato argentino que não são transmitidas pela TV migram para o canal da emissora TyC Sports no YouTube, contando com narradores e algumas até com comentaristas. Na Itália e na Polônia há a opção de ver os jogos das ligas locais pela internet em sites autorizados pelas federações. Exceto pelos exemplos mostrados aqui no SdR, a Superliga segue dependendo da TV, com a maioria das partidas exibida em um canal por assinatura.


Cruzeiro encerra ano perfeito com marca inédita na Superliga
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Carolina Canossa

Brasil Kirin foi inconstante demais contra o Sada (Foto: Divulgação/CBV)

Brasil Kirin foi inconstante demais contra o Sada (Foto: Divulgação/CBV)

Já está ficando repetitivo: o Sada Cruzeiro entra em quadra, domina o adversário com saques potentes, mostra efetividade no ataque e conquista mais uma vitória. O roteiro foi visto mais uma vez esta noite, na reedição da final da Superliga 2015/2016: contra o Vôlei Brasil Kirin, o placar foi de 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-22 e 25-20.

O resultado não só encerrou um 2016 praticamente perfeito para os mineiros como garantiu a eles uma marca inédita: até esta edição, nunca o Sada havia terminado o primeiro turno da Superliga sem ao menos uma derrota. Há cerca de dez dias, o Sesi por muito pouco não impediu o feito, mas o bloqueio mineiro brilhou no tie-break e assegurou mais um resultado positivo.

Pupilo de Bernardinho, Anderson mira semifinal com o Brasília

Cortes do SporTV causam polêmica entre os fãs de vôlei

Desta vez, no interior paulista, o bloqueio nem foi tão necessário assim: castigando a linha de passe com os saques do trio Simón, Leal e Evandro, o Sada abriu uma boa vantagem logo no começo das duas primeiras parciais e não pôde ser alcançado. No primeiro set, a reação veio através da inversão 5-1, com Jotinha e Baiano em quadra, enquanto na segunda etapa um certo relaxamento dos visitantes impediu uma enorme diferença no placar.

Somente no terceiro set o Brasil Kirin conseguiu equilibrar as ações desde o primeiro saque, mas o arsenal ofensivo cruzeirense pouco a pouco foi minando as forças dos paulistas, que ficaram completamente entregues nos últimos pontos. Com o resultado, a equipe de Campinas perdeu a terceira posição para o surpreendente time de Montes Claros e ainda pode ser ultrapassado para a Funvic/Taubaté.

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Considerando-se que o Brasil Kirin quase fechou as portas mesmo após a histórica campanha da última temporada, os resultados desse ano não estão ruins. Foram apenas três derrotas em 11 jogos. O time é bom, mas pareceu intimidado contra o Sada Cruzeiro, um adversário que não permite inconstâncias. Ainda que repetir a campanha passada seja difícil, é uma equipe com potencial para fazer um bom estrago em 2017.

Quanto ao Cruzeiro, a pergunta que ficará na cabeça de todos os técnicos da Superliga masculina neste fim de ano é: como pará-los?


Após tragédia, Chapecó brilha com destaque individual na Superliga
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Carolina Canossa

Luan Weber conhecia duas das vítimas do acidente de avião (Foto: Divulgação/Montes Claros)

Luan Weber conhecia duas das vítimas do acidente de avião (Foto: Divulgação/Montes Claros)

Se o futuro da Chapecoense nos gramados é desafiador por conta da queda do avião que matou 71 pessoas no dia 29 de novembro, a cidade catarinense tem no vôlei um motivo de alegria enquanto tenta se reerguer. Apesar de o Estado não contar com nenhuma equipe na Superliga masculina, um jogador que cresceu ali tem chamado a atenção pelas excelentes atuações mostradas na disputa: Luan Weber, oposto do Montes Claros Vôlei.

Nascido em Seara, a 42 km de Chapecó, Luan se mudou ainda bebê para o município que recentemente ficou mundialmente conhecido por conta da tragédia envolvendo a equipe de futebol. Começou lá sua carreira no vôlei, onde conseguiu suas primeiras convocações para as seleções de base, e conhecia dois dos jornalistas que estavam no avião, Rafael Henzel, que sobreviveu e voltou ao Brasil nesta terça (13), e Cleberson Fernando da Silva, assessor de imprensa da Chapecoense, que não resistiu aos ferimentos causados pelo acidente.

“São fatalidades em que nós não acreditamos ainda. A cidade que abraçava o futebol hoje lamenta profundamente. Que Deus conforte as famílias”, comentou o atleta em entrevista exclusiva ao Saída de Rede.

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Ainda que involuntariamente e em menor proporção, a história de Luan pode inspirar os sobreviventes da tragédia a se reerguerem. O jogador, de 25 anos, perdeu boa parte das temporadas 2013/2014 e 2015/2016 devido a sérios problemas no joelho que o afastaram durante meses das quadras.

“A vida de atleta está relacionada a momentos como esse. Tive a infelicidade de me lesionar, mas me recuperei bem e graças a Deus estou dando sequência ao meu trabalho. Sempre fui persistente e dedicado quanto à recuperação e nunca me deixei abalar. Hoje, sigo firme nos meus objetivos e o principal é ajudar a minha equipe a fazer uma boa campanha. O resto é consequência desse trabalho”, destacou.

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E que trabalho: decorridas nove rodadas da competição, Luan é o terceiro maior pontuador da Superliga, com 150 pontos. É uma média de 16,6 pontos por jogo, mas, se considerarmos somente o desempenho dele nos jogos contra os principais favoritos ao título (Sada Cruzeiro, Brasil Kirin, Funvic/Taubaté e Sesi), a média sobe para excelentes 22,25 pontos por partida.

Oposto teve excelentes pontuações quando enfrentou os favoritos ao título

Oposto teve excelentes pontuações quando enfrentou os favoritos ao título

Ao ser questionado sobre sua performance, Luan adota uma postura modesta e prefere ressaltar o aspecto coletivo. “Montes Claros tem mostrado o seu valor desde que começou a Superliga. É um time mais homogêneo e em evolução. Vim para mostrar trabalho e estou fazendo isso”, comentou o atacante, que não está preocupado com o reforço de marcação que deve esperá-lo nas próximas partidas da competição. “É normal, estou ciente disso. Meu papel é esse: pontuar e ajudar a equipe da melhor forma. Tenho total liberdade para arriscar e ajudar o Montes Claros a dar sequência. O momento agora é treinar forte para dar sequência (ao trabalho) no segundo turno e mostrar a força do nosso time”, afirmou.

Perguntado se possui algum parentesco com Javier Weber, medalhista olímpico e técnico com passagem pelo comando da seleção argentina, Luan mostrou sua faceta bem-humorada. “Acabo sempre falando que ele é algum tio distante”, brinca o jogador, antes de esclarecer que a semelhança dos sobrenomes é apenas uma coincidência. Mas não há como negar: o sonho dele é se tornar o segundo Weber conhecido mundialmente graças ao vôlei. “Sonhava em jogar contra grandes atletas e hoje tenho esse privilégio. Amo o que eu faço e almejo um dia jogar pela seleção, ao lado desses jogadores para poder mostrar meu trabalho”, comentou.

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O próximo desafio de Luan e do Montes Claros é no sábado (17), contra o lanterna Caramuru Vôlei/Castro, às 20 horas (horário de Brasília) em Castro (PR). Vice-campeão da Superliga em 2009/2010, o time é o atual quinto colocado na tabela de classificação.


Funvic Taubaté joga água fria na ascensão do Minas na Superliga
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Carolina Canossa

O central Otávio foi um dos destaques da partida (Foto: Divulgação/CBV)

O central Otávio foi um dos destaques da partida (Foto: Divulgação/CBV)

A tradição do Minas não tem se traduzido em investimento nas últimas temporadas da Superliga masculina de vôlei. Ainda assim, o time do técnico Nery Tambeiro é capaz de surpreender. Foi o que aconteceu na rodada passada, quando o favorito Sesi perdeu a invencibilidade na Superliga ao ser superado em um emocionante tie-break em Belo Horizonte. A inesperada vitória empolgou os torcedores minastenistas, mas…

… O time ainda é instável demais. Novamente diante de um duro desafio, contra a Funvic Taubaté na noite deste sábado (19), o Minas acabou derrotado em sets diretos, parciais de 25-21, 25-21 e 25-18. Atuando ao lado de sua torcida, a equipe do interior paulista nem precisou contar com uma de seus principais estrelas, Ricardo Lucarelli, que, voltando de lesão, só atuou nos lances finais da derradeira parcial, quando o jogo já estava praticamente definido.

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Filho de imigrantes do Mali, o oposto Abouba tem um bom potencial a ser explorado pela frente. O problema é que o substituto do cubano Bisset, com problemas físicos, ainda não aguenta a pressão quando as ações ofensivas do time ficam muito concentradas. Prata em Pequim 2008, Samuel poderia ser esse desafogo, mas ainda não conseguiu se encaixar e alterna sets em quadra e no banco. Thiago Vanole, por sua vez, acumulou altas pontuações nos três primeiros jogos, mas ficou sumido diante do Taubaté.

Taubaté que, aliás, voltou a fazer um jogo sem maiores sustos, após perder um set para o Copel/Maringá e só derrotar o Lebes/Gedore/Canoas no tie-break nas duas últimas rodadas. Em que pese a boa temporada que fez pelo RJX há três anos, Vini não conseguiu aproveitar bem a chance de substituir Lucarelli e sofreu com a recepção no período.

A equipe ainda força jogadas em excesso, mas o excelente momento de Wallace e a efetividade da dupla de centrais Éder e Otávio garantiram a quarta vitória da equipe de Cezar Douglas em quatro jogos realizados até agora.

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Na próxima rodada, Taubaté terá um jogo teoricamente mais tranquilo, diante do Bento Vôlei fora de casa (quarta (23), às 20 horas (de Brasília)). Já o Minas encara outra pedreira, o também invicto Vôlei Brasil Kirin na quinta (24), às 21h55, com transmissão ao vivo da RedeTV!


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