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Arquivo : Superliga feminina

Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


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Carolina Canossa

Rexona se reinventou para levar o título de novo (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Ao mesmo tempo em que já começam a fazer projeções com os patrocinadores e propostas para as jogadoras que desejam manter ou contratar, as 12 equipes que participaram da recém-encerrada Superliga feminina de vôlei analisam o que funcionou e o que deixou a desejar na temporada. Quem cumpriu o que queria? Quem decepcionou? Quem foi além do imaginado?

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Nós, do Saída de Rede, também fizemos um balanço do desempenho dos clubes na competição levando em conta o que eles desejavam e aquilo que, de fato, conseguiram. Vejam abaixo nossas conclusões:

Terminam a Superliga em alta

Rexona-Sesc
O título este ano veio com mais dificuldades que em temporadas anteriores. Por outro lado, ao contrário da edição 2015/2016, não havia uma matadora como Natália para ser a bola de segurança da equipe. A solução foi se reinventar mais uma vez para conquistar a 12ª taça de sua história, a última ao lado do patrocinador que bancou o projeto 20 anos atrás.

Vôlei Nestlé
A queda no investimento que teve como consequência as saídas de Thaísa e Adenízia preocupou os torcedores de Osasco antes do início da Superliga. Cerca de 70% do elenco foi reformulado, mas a aposta em um misto de veteranas com atletas em busca de consolidação se revelou positiva para a equipe comandada por Luizomar de Moura. O próprio técnico admite que o grupo não estava entre os favoritos, mas ainda assim o time chegou perto da taça. Mais especificamente, a um set dela.

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Camponesa/Minas
Não se deixe enganar pela tabela de classificação: se por um lado a campanha do tradicional clube de Belo Horizonte foi pior que a da Superliga anterior (quarto contra terceiro lugar), por outro o time empolgou a torcida como há muito não acontecia e quase eliminou o papa-títulos Rexona na semifinal. O pecado foi só ter fechado o elenco com a competição em andamento (alô, Hooker! alô, Jaque!) , o que fez a equipe cair para o quarto lugar na tabela de classificação e antecipou um confronto na semifinal que poderia muito bem ter sido a decisão, contra as cariocas. Que fique a lição para a próxima temporada.

Genter Vôlei Bauru
Taí um projeto que tem tudo para dar frutos cada vez melhores nos próximos anos: depois de uma primeira temporada humilde na Superliga A, deu novo passo e, com mais investimento, alcançou os playoffs com facilidade. A quinta colocação reflete um trabalho bem feito, dadas as atuais possibilidades econômicas do projeto. Se continuar assim, não vai demorar muito para fazer parte do seleto grupo de candidatos ao pódio.

Campeão olímpico em 2004, Anderson foi uma grata surpresa como treinador (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Terracap/BRB/Brasília
Mais um projeto que soube gerir bem os recursos que tinha à disposição. Não por acaso, derrubou alguns favoritos ao longo da fase classificatória e ameaçou o Praia Clube nas quartas de final. A aposta no ex-jogador Anderson Rodrigues como técnico se revelou acertada e o trabalho dele à frente da equipe foi uma grata surpresa para os fãs de vôlei.

Permanecem no mesmo patamar

Fluminense
A iniciativa do clube carioca em voltar a investir no vôlei feminino após 25 anos é louvável por si só. A despeito de limitações orçamentárias, o Flu conseguiu pinçar boas peças no mercado, caso da ponteira Sassá, da oposta Renatinha e da central Letícia Hage – e a força do elenco apareceu na final do Campeonato Carioca, com uma vitória no tie-break e o fim da hegemonia do Rexona. Não foi ruim, mas os motivos citados acima deixam a sensação de que o time poderia ter ido mais longe…

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Pinheiros
A turbulência causada com a troca de técnico em dezembro de 2015 continuou com a saída de sua principal contratação, Suelle, antes mesmo do início da Superliga. Não ofereceu grande resistência aos principais candidatos ao título, exceto o Vôlei Nestlé, mas cumpriu o “feijão com arroz” contra os times mais fracos e ficou longe de qualquer possibilidade de rebaixamento.

São Cristóvão Saúde/São Caetano
Não é de hoje que está acomodado na elite do voleibol brasileiro, sem subir ou descer de patamar. É uma situação parecida com a do Pinheiros, outra fonte de talentos, com a diferença que a equipe do ABC Paulista não tem alcançado os playoffs recentemente. Uma pena, pois trata-se de um trabalho sério e que poderia aparecer mais na principal competição do Brasil.

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Praia investiu alto, mas resultados estiveram longe de aparecer (Foto: Divulgação/CBV)

Gostinho de frustração

Dentil/Praia Clube
Sem dúvida, a grande decepção da temporada 2016/2017 do voleibol brasileiro. Depois de ser vice-campeão no ano passado, investiu alto para reforçar o elenco, com destaque para a chegada de Fabiana, ex-capitã da seleção brasileira feminina. Lesões à parte, o que se viu em quadra, porém, foi um time perdido, com raríssimos momentos de brilho e que psicologicamente desabava com facilidade. Fez uma Superliga que deve ficar como lição para que os erros não se repitam no futuro.

Rio do Sul/Equibrasil
Sensação do campeonato de 2015/2016, onde foi quase imbatível em casa sofreu uma forte queda com a saída do competente técnico Spencer Lee, que foi ser assistente do Vôlei Nestlé. Com apenas cinco vitórias em 22 partidas, sequer pôde sonhar em estar nos playoffs. Para piorar, sofreu com atrasos no pagamento das atletas.

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Sesi
A decepção por não ter passado pelas quartas com um elenco com Fabiana e Jaqueline na Superliga anterior fez a diretoria do Sesi promover um corte radical na verba destinada ao vôlei feminino nesta temporada. A aposta era em um time barato e jovem, tendo em vista a formação de talentos para os próximos anos. Objetivo nobre, sem dúvida, mas nem tal opção nem os gastos menores são justificativas para uma campanha tão fraca, com apenas sete pontos conquistados em 66 possíveis.

Renata Valinhos/Country
É um projeto esforçado, mas que precisa de ajustes para deixar de ser saco de pancadas e permanecer na elite do voleibol brasileiro. Caso contrário, uma hora os patrocinadores vão cansar de investir. Infelizmente, as performances nesta Superliga não ajudaram e o time do interior paulista voltou a ocupar a última posição da tabela. Trata-se de um resultado semelhante ao da temporada passada, com a diferença que em 2015/2016 houve uma vitória a mais.


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Carolina Canossa

Com um jogo muito coletivo, Rexona se sagrou campeão de novo (Foto: Inovafoto/CBV)

Um dia após o final da Superliga feminina, é hora de começar as avaliações de tudo o que aconteceu no torneio. E, claro, eleger quem foram as melhores atletas em quadra. Enquanto a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) prefere basear suas escolhas nas estatísticas, optamos por não dar toda esta importância aos números, já que eles muitas vezes não refletem fatos que ocorreram em quadra, além de ignorarem o poder decisivo de uma atleta.

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Dito isto, vamos à seleção do Saída de Rede:

(Fotos: CBV)

Levantadora: Macris (Terracap/BRB/Brasília)

Começamos por aquela que foi a posição mais difícil de ter uma vencedora nesta Superliga. Isso porque não houve uma levantadora que tenha sido uma unanimidade ao longo da competição: todas, sem exceção, alteraram bons momentos com erros táticos e/ou técnicos. De uma maneira em geral, porém, chamou a atenção Macris, que ajudou o Brasília a fazer uma ótima campanha mesmo com uma oposta em má fase e com Paula Pequeno não sendo mais a mesma de antes. Às vezes, seu estilo acelerado compromete, mas consegue aliar bem essa velocidade com inteligência na hora de distribuir as jogadas

Oposta: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Mandou um recado para quem tinha dúvidas se poderia repetir as atuações de sua primeira passagem no Brasil, o que inclui a equipe do SdR: sim, a americana ainda tem muita lenha para queimar. Potente e com boa técnica, ajudou o Minas a subir de patamar e, mesmo tendo estreado apenas na oitava rodada, foi a segunda maior pontuadora da competição, 26 pontos atrás de Tandara

Ponteira 1: Tandara (Vôlei Nestlé)

Falando em Tandara, ela não poderia deixar de aparecer nesta lista. Em excelente forma física, também aprendeu a encarar menos bloqueios montados e se destacou no saque. Manteve ainda um nível razoável na recepção e foi a maior responsável pela equipe de Osasco ter ficado a apenas um set do título da Superliga

Ponteira 2: Drussyla (Rexona-Sesc)

Há 20 dias, seria inimaginável pensar que a jovem atleta do Rio figuraria nesta lista. Mas não há como deixar de reconhecer o excelente trabalho feito por ela na reta final da competição, quando foi alçada ao time titular no lugar da holandesa Anne Buijs. Ajudou a reestabilizar o passe do time em um momento difícil na semifinal contra o Minas, virou bolas importante no ataque e teve emocional para não se deixar levar depois de erros no primeiro set da final. Foi uma gigante em quadra.

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Central 1: Juciely (Rexona-Sesc)

Outra que jogou uma enormidade quando o Rexona mais esteve ameaçado, seja no bloqueio ou no ataque. Aos 36 anos, ainda consegue se manter entre as melhores atletas do Brasil na posição (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Central 2: Bia (Vôlei Nestlé)

Foi um problemaço para os rivais quando esteve na rede, já que tem uma ótima noção de tempo para bloquear e leitura das atacantes rivais. Se conseguir atacar com a mesma eficiência, algo que ainda não acontece mesmo com uma levantadora com a qual está acostumada (Dani Lins), será presença certa na seleção nos próximos anos

Líbero: Brenda Castillo (Genter Vôlei Bauru)

Talentosíssima, a dominicana conseguiu o feito de estar entre as melhores da competição mesmo tendo parado nas quartas de final. Foi a dona do fundo de quadra de um time cujas ponteiras apresentaram problemas para receber as bolas, além de fazer defesas de encher os olhos

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Técnico: Bernardinho (Rexona-Sesc)

Chega ao seu 12º título em 20 anos de competição. Precisa dizer mais? Precisa: na maioria destas conquistas, incluindo a deste ano, contou com um investimento menor que o dos principais adversários. Seus times, porém, se destacam pela coletividade e linearidade de jogo – mesmo quando as coisas não dão certo, o Rexona é capaz de esquecer um set ruim e apresentar um novo ritmo na etapa seguinte, como se nada tivesse acontecido. Tem ainda um talento especial para apostar em jovens talentos na hora certa, como ocorreu com Drussyla desta vez

MVP: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Esse posto poderia muito bem ficar com Tandara, mas optamos por Hooker pela superação apresentada depois de alguns anos em baixa no exterior. Voltou a ser uma estrela de primeiro nível no vôlei internacional, está mais madura psicologicamente e seguramente é um dos nomes mais disputados por times do mundo inteiro no mercado pra próxima temporada. Pena que já avisou que não permanece no Brasil…

Menções honrosas (ou “quem poderia estar na seleção da Superliga, mas faltou espaço”): Amanda (Terracap/BRB/Brasília), Edinara (São Cristóvão Saúde/São Caetano), Fabi (Rexona-Sesc), Gabi (Rexona-Sesc), Lorenne (Sesi), Mara (Camponesa/Minas) e Roberta (Rexona-Sesc).

Concorda? Discorda? Qual é a sua seleção da Superliga feminina 2016/2017?


Drussyla agradece chance e diz: “Sempre sonhei com essa oportunidade”
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Carolina Canossa

Drussyla, que quase foi para o vôlei de praia, acabou eleita a melhor da final (Foto: foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Aos 20 anos, ela alcançou um outro patamar na carreira. Peça fundamental na virada da série semifinal contra o Camponesa/Minas, a ponteira Drussyla provou na decisão da Superliga, neste domingo (23), que é uma aposta segura entre os nomes que lutam para se consolidar na nova geração do voleibol brasileiro.

Depois de um primeiro set instável na recepção, a jovem teve o mérito de retomar o equilíbrio e voltar para o jogo. Fez o “feijão com arroz” quando foi alvo do saque do Vôlei Nestlé e virou bolas importantes no ataque, assumindo o lugar de Gabi, que foi sumindo no decorrer da partida. Acabou eleita a melhor do jogo.

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Drussyla: pronta para ser protagonista da decisão contra o Vôlei Nestlé

“Foi um ano de muita entrega, muita vontade. Sempre sonhei com essa oportunidade e graças a Deus ela apareceu”, comemorou a atleta, que destacou o apoio da comissão técnica e das companheiras na reta final da Superliga. “Foi difícil conquistar a confiança do Bernardo. No início da temporada a gente conversou, ele disse que as oportunidades poderiam surgir, mas que eu tinha que ter calma, paciência e consciência do meu papel em quadra. Que eu não tinha que carregar o peso sozinha, mas sim ajudar ao time. Consegui crescer durante a temporada, ir ganhando confiança, com todo mundo me ajudando muito”, afirmou.

Campeã mundial sub-23 em 2005, Drussyla chegou ao Rexona dois anos antes. É mais uma das apostas do técnico Bernardinho, que a viu no Fluminense e lhe convenceu a deixar o vôlei de praia, modalidade que praticou e cogitou seriamente em seguir.

Tímida, ela estava um tanto quanto “perdida” durante a festa do título. “Ainda não caiu a ficha. É o meu primeiro título jogando. Ano passado, eu entrava de vez em quando, fazia um saque, uma defesa e saia e agora é muito importante para a minha carreira ir assumindo essa responsabilidade aos poucos e esse time tem me passado muita confiança”, relatou.

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E como não sentir tamanha responsabilidade? Drussyla responde com uma simplicidade inocente a esta questão. “Por tudo que todas as minhas companheiras e a comissão técnica falam comigo, eu não sinto essa responsabilidade toda que imaginam que eu tenho. Eu entro em quadra, me divirto, e vou com a minha vontade e a minha coragem. Faço de tudo para ir adquirindo a confiança necessária ao longo do jogo e tem dado certo”, comentou a atleta.

Apesar da felicidade pelo título, Drussyla e suas companheiras de equipe terão pouco tempo de descanso: dois dias. Isso porque o time ainda tem um compromisso nesta temporada, o Mundial de clubes, que será disputado de 8 a 14 de maio no Japão.

Melhores da disputa

Apesar do título, o Rexona não contou com nenhuma jogadora entre os destaques individuais da Superliga. A lista, baseada nas estatísticas colhidas ao longo da competição, ficou assim:

Maior pontuadora – Tandara (Vôlei Nestlé)
Saque – Tandara (Vôlei Nestlé)
Ataque – Hooker (Camponesa/Minas)
Bloqueio – Mara (Camponesa/Minas)
Recepção – Tássia (Dentil/Praia Clube)
Defesa – Castillo (Genter/Vôlei Bauru)
Levantadora – Macris (Terracap/BRB/Brasília)
Craque da Galera – Tandara (Vôlei Nestlé)


Rexona x Vôlei Nestlé: o que pode decidir a “final de sempre” da Superliga?
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Carolina Canossa

Rexona e Vôlei Nestlé se encontram na final pela 11ª vez (Fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV e João Pires/Fotojump)

Rio e Osasco, Osasco e Rio. Sob o nome de Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, dois dos projetos mais longevos e vitoriosos da história do voleibol brasileiro estarão frente a frente neste domingo (23), às 10 horas, para decidir o título da Superliga pela 11ª vez. Líder da fase classificatória, a equipe carioca quer aumentar seu recorde de taças da disputa para 12 na despedida de seu patrocinador de 20 anos, a Unilever, enquanto as paulistas pretendem dar um fim a um histórico recente de derrotas em decisão para as maiores rivais.

Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar um ponto: por mais que a final deste domingo seja “repetida”, neste caso específico não dá para culpar o polêmico ranking de atletas. Isso porque os dois eliminados da semi, Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas, conseguiram investir tanto ou até mais que ambos os finalistas. Frise-se, portanto, a competência dos técnicos Bernardinho e Luizomar de Moura nesta temporada.

Dito isto, quais serão os pontos-chave que determinarão se a taça permanece no Rio ou volta a Osasco após quatro temporadas? Jogadora a jogadora, ambos os elencos praticamente se equivalem, mas considero dois fatores fundamentais nesta decisão:

1) Tandara – Candidata a MVP (melhor jogadora da competição), a ponteira do Vôlei Nestlé mostrou ao longo da temporada um altíssimo nível técnico. Em excelente forma física, soube transformar a frustração por não ter ido à Rio 2016 em motivação e se transformou na bola de segurança de Dani Lins, ao mesmo tempo em que alcançou um nível de recepção razoável – apesar de a função ser majoritariamente dividida entre a segunda ponteira (a sérvia Tijana Malesevic ou Gabi) e a líbero Camila Brait, é Tandara quem os adversários miram na hora de sacar. Certamente o Rexona preparou uma marcação especial para cima de brasiliense, mas, se ela mantiver a eficiência na virada de bola, a equipe paulista terá dado um passo razoável rumo ao título contra um rival que se destaca pelo volume de jogo.

Tandara é a principal opção ofensiva de Dani Lins (Foto: João Pires/Fotojump)

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2) Saque – Nem Rexona e nem Vôlei Nestlé se mostraram especialmente confiáveis no primeiro toque nesta Superliga. Justamente por isso, sacar bem será uma arma importantíssima na Jeunesse Arena não só para fazer pontos diretos, mas também para aproveitar a efetividade as centrais, em especial Bia e Juciely, no bloqueio. Teoricamente, a equipe de Luizomar de Moura leva vantagem neste aspecto, sendo esta a melhor forma de impedir que a levantadora Roberta use o maior número de opções ofensivas disponível no time carioca.

Como sempre, o discurso de ambos os lados é de cautela.

“Osasco chega com muita confiança, passou pela semifinal jogando muito bem. É difícil dizer quem estará melhor. Nós estamos com mais ritmo, mas elas estão mais descansadas, então vai ser jogo duro e de muito equilíbrio. Não vejo vantagem para nenhum lado. É um time que cresceu muito durante a temporada, em vários aspectos. Mas é uma final, que se tornou um clássico do vôlei brasileiro. Claro que gera uma tensão pela importância da partida, mas nós estamos focados em jogar bem e fazer o nosso melhor”, comentou o técnico Bernardinho.

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A levantadora Dani Lins acredita que controlar o aspecto emocional terá enorme importância. “Sabemos que em uma final tem ansiedade e nervosismo. Logicamente que temos que entrar com vontade de ganhar, mas é importante também saber que em etapas do jogo, dependendo de como estiver o placar, é fundamental ter lucidez, paciência e tranquilidade de fazer nosso melhor, evitando os erros. O excesso de vontade pode atrapalhar e às vezes é difícil encontrar esse equilíbrio. Sinto o Vôlei Nestlé bem consciente quanto a isso”, comentou a atleta, que cogita tirar um período sabático após a final para tentar ter o primeiro filho.

Drussyla foi essencial pra virada do Rexona na semifinal (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Olho nela – Alçada à posição de titular no quarto jogo da intensa série semifinal contra o Minas, a ponteira Drussyla, 20 anos, reequilibrou o Rexona e terá a chance de brilhar novamente ao longo da final. Vale a pena ver se ela conseguirá suportar a pressão no jogo que pode dar o 12º título de Superliga ao Rio e colocá-la em um novo patamar na carreira. No banco, a holandesa Anne Buijs, quarta colocada na Rio 2016, estará de olho na vaga para deixar uma boa impressão no último jogo da temporada nacional.

A grande final da Superliga feminina será disputada em jogo único às 10 horas deste domingo (23), na Jeunesse Arena (Rio de Janeiro), com transmissão ao vivo de TV Globo, site da RedeTV! e SporTv. Nós aqui do Saída de Rede estaremos de olho em tudo para trazermos análises e informações para vocês, inclusive com uma live no Facebook no início da noite.

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Curiosidades em números:

– Enquanto o Rexona possui 11 títulos, o Vôlei Nestlé tem cinco – se o time paulista, porém, contar as conquistas do patrocinador atual nos anos 90 como Leite Moça, este número sobe para oito;
– Como até a temporada 2007/2008 a final da Superliga era disputada em cinco partidas, Rio e Osasco já se enfrentaram 24 vezes em partidas válidas pela decisão do torneio. O retrospecto é favorável ao Rexona: 14 a 10;
– Ao todo, as duas equipes já se enfrentaram 82 vezes pela Superliga, com 47 vitórias das comandadas pelo técnico Bernardinho e 35 das paulistas.
– Na atual temporada, os clubes se encontraram apenas duas vezes, com uma vitória para cada lado. No José Liberatti, a equipe comandada por Luizomar venceu por 3 sets a 2 (23-25, 26-24, 20-25, 25-23 e 15-13), enquanto no returno, na mesma Jeunesse Arena da final, o Rio deu o troco com um 3 a 1 (25-20, 21-25, 25-21 e 25-15);
– O Rexona terminou a fase classificatória em primeiro lugar, com apenas uma derrota em 22 jogos. Nos playoffs, porém, o time caiu duas vezes em sete partidas
– Já o Vôlei Nestlé ficou em segundo (17 vitórias e cinco derrotas) antes da definição dos playoffs, mas passou invicto pelas cinco partidas que fez pelo mata-mata

Para você, quem será o campeão? Deixe seu palpite na caixa de comentários!


Bernardinho x Luizomar: respeito mútuo no 9º duelo numa final de Superliga
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Sidrônio Henrique

Os dois em 2015, última vez em que se enfrentaram na decisão do torneio (Alexandre Arruda/CBV)

A um dia da decisão da Superliga 2016/2017 entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, o Saída de Rede traz para você a opinião dos dois treinadores finalistas sobre suas equipes e ainda uma breve avaliação deles do que há de melhor no time oponente.

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Bernardo Rezende e Luizomar de Moura se enfrentarão pela nona vez numa final do torneio mais importante do País – vantagem de 6 a 2 para Bernardinho. Técnicos das duas principais equipes do vôlei feminino brasileiro na atualidade, clubes responsáveis por um dos maiores clássicos da modalidade no mundo, eles são velhos conhecidos do torcedor.

Vitoriosos
A trajetória de Bernardinho à frente do time começou no início do projeto, ainda em Curitiba, em 1997, e seguiu com a mudança para o Rio de Janeiro. São 11 títulos de Superliga. Já Luizomar assumiu o comando em Osasco em 2006. Desde então, levou a equipe a duas conquistas da maior competição nacional – além de vencer o Mundial de Clubes, em 2012. O atual treinador do Vôlei Nestlé ganhou ainda a Superliga 2000/2001, quando dirigia a equipe do Flamengo. Osasco soma cinco títulos do torneio – três deles com José Roberto Guimarães.

Gabi e Drussyla: prontas para serem protagonistas na final da Superliga
Gabi e Nati Martins: superação a serviço de Osasco na decisão

Os rivais se enfrentaram duas vezes esta temporada: uma vitória para cada lado, com torcida a favor – Osasco 3-2 e Rio 3-1. O último confronto numa final foi na Superliga 2014/2015, no mesmo ginásio desta edição, e as cariocas triunfaram em sets diretos.

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A decisão entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé será neste domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

Entre um treino e outro dos finalistas, o SdR fez duas perguntas a Bernardinho e Luizomar. Veja o que eles disseram:

BERNARDO REZENDE

Com o Rexona, Bernardinho ganhou 11 vezes a Superliga (FIVB)

O que o seu time leva para esta final?
Embora desgastado física e emocionalmente, essa série semifinal contra o Minas fortaleceu a alma do time. Foi uma disputa muito dura e você levar isso como experiência é importante para a final. Com todas as dificuldades que passamos contra o Minas, espero que a gente leve essa força como um aprendizado importante.

O que adversário tem de melhor?
Acho que depois de ter ficado de fora da final no ano passado, Osasco volta sedento por um título. Elas chegam muito fortes, têm uma levantadora diferenciada (Dani Lins), com grande experiência internacional, o que os outros times da Superliga não têm. Algumas jogadoras ali estão jogando muito bem. A final será uma partida totalmente aberta, sem favoritos. É um clássico.

LUIZOMAR DE MOURA

Luizomar comanda a equipe desde 2006 (Bruno Lorenzo/Fotojump)

O que o seu time leva para esta final?
Nosso grupo é a nossa maior qualidade. A forma como encaramos a temporada fez com que o time chegasse muito forte nesta final. O espírito coletivo foi uma característica que conseguimos implantar este ano e o elenco mostrou que, com todo mundo se ajudando, a equipe toda se tornaria protagonista.

O que adversário tem de melhor?
A maior qualidade do Rexona-Sesc é ter mantido a base do time campeão na temporada passada. É uma equipe que mexeu pouco em relação à Superliga anterior.


Gabi e Nati Martins: superação a serviço de Osasco na decisão
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Carolina Canossa

Gabi tem apenas 1,73 m, altura baixa para quem não é líbero (Fotos: João Pires/Fotojump)

Quem vê um treino do Vôlei Nestlé, não deixa de reparar nela: após um ataque bem sucedido ou um bloqueio, a ponta Gabi sai comemorando efusivamente, como se estivesse em uma final olímpica. Como o clima é descontraído, ela se permite até mesmo uns gritos estando virada para o lado adversário, algo que seria passível de punição durante uma partida. É com esta garra que a jogadora de apenas 1,73 m se tornou a sétima titular da equipe paulista, que neste domingo (23) disputa a final da Superliga feminina contra o Rexona-Sesc.

“Eu grito mesmo, mas as meninas também”, sorri a atleta, que passou a temporada se revezando a sérvia Malesevic no posto de ponteira de preparação. “É competitividade. O jogo é um desafio, então tentamos ficar o mais próximo possível, deixar o treino  um pouco mais real”, complementa.

Aos 23 anos, a carioca está terminando sua quinta temporada no Vôlei Nestlé. Trata-se de um feito raro para um jogadora com altura abaixo da média e que, inclusive, chegou a cogitar ir para o vôlei de praia na tentativa de conseguir mais chances na carreira. “Por ser menor, tive que me adequar arrumar alguns recursos extras no ataque, ter um fundo de quadra bom e não dar tanto prejuízo na rede”, conta Gabi.

Integrante das seleções brasileiras de base, chegou a jogar como líbero no infanto-juvenil, posição que não descarta ocupar no futuro. “Mas enquanto tiver time me querendo na ponta, eu vou levando”, brinca. A jogadora é elogiada pelo técnico Luizomar de Moura pelo espírito de equipe, já que raramente começa um jogo como titular. “Na verdade, eu já me importei com a reserva (risos). Mas a gente vai crescendo, amadurecendo e sabendo qual é o nosso papel. Sei que vou entrar em momentos de dificuldade, quando a equipe precisa, então preparo a minha cabeça desta maneira”, afirma.

O apelido de Gabiru, recebido de um técnico aos 12 anos, também não a incomoda. “Como era um time com muitas Gabrielas e eu era pequenininha, ficou Gabiru. Todo mundo passou a me chamar assim  e ficou. Não me importo de maneira alguma”, assegura.

Nati Martins foi diagnosticada com um grave problema auditivo aos quatro anos

Nati Martins

Outra jogadora do Vôlei Nestlé que só conseguiu se firmar no vôlei profissional graças à superação é Nati Martins. Diagnosticada com um grave problema  auditivo aos quatro anos, a central é a primeira atleta nesta condição a competir no voleibol de alto nível no Brasil. No domingo (23), celebrará a primeira final de Superliga da carreira.

“Estou muito feliz, mas com os pés no chão. Tenho certeza que nosso time vai fazer o melhor para sermos campeãs”, destacou a jogadora, que usa aparelho e consegue entender o que lhe falam desde que esteja frente a frente com o interlocutor. Sem poder recorrer à audição, ela passou a se comunicar com a levantadora Dani Lins na base dos olhares e de sinais. “A Dani até brinca que eu entendo mais rápido que as outras meninas, pois não preciso de som e já peguei tudo o que ela quis dizer”, revela.

Na hora dos jogos, ela até consegue ouvir o barulho da torcida, mas não distingue o que está sendo falado. “São muitas vozes ao mesmo tempo. Mas isso vem de anos, não me atrapalha, ainda mais aqui em Osasco: é difícil outra torcida fazer mais barulho que a nossa. Consigo transferir meu problema para uma coisa boa”, afirma.


Jogadora a jogadora, quem leva a melhor no Rexona x Vôlei Nestlé?
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Carolina Canossa

Bernardinho e Luizomar de Moura chegam à final com elencos equivalentes (Fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Faltam apenas três dias para que Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé entrem em quadra para a decisão da Superliga feminina de vôlei. Respectivamente líder e vice-líder na fase classificatória, os dois times fazem o maior clássico do voleibol brasileiro, com 82 confrontos apenas pela Superliga: ao todo, são 47 vitórias para as cariocas contra 35 do time de Osasco.

O duelo deste domingo (23), às 10 horas, na Jeunesse Arena será o terceiro entre as equipes nesta temporada: enquanto no primeiro turno o Vôlei Nestlé fez 3 a 2 nas rivais, no returno o Rexona deu o troco no returno com uma vitória por 3 a 1. Com um volume de jogo e um sistema defensivo cinco estrelas, a equipe do técnico Bernardinho foi mais regular ao longo da temporada, tendo vencido a Copa Brasil e o Sul-Americano, ao passo que as paulistas se encontram em ascensão e contam com um bom saque e a inspiração de Tandara para levantar a taça.

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As apostas sobre quem vai se sair melhor ficam com vocês, mas damos nossa ajuda com o comparativo abaixo:

Roberta também se destaca em outros fundamentos que não o levantamento

Levantadora: Roberta x Dani Lins
Já começamos em um item polêmico, uma vez que nenhuma levantadora se destacou para valer ao longo da competição. De um lado temos a titular da seleção brasileira, que preza por enorme rodagem em diversas situações de jogo. Do outro, uma jovem em busca de consolidação e que, apesar da irregularidade maior que a adversária em sua função principal, também vem se destacando no fundamento saque. Considerando o que vimos neste Superliga, o resultado deste primeiro item é empate

Oposta: Monique x Bjelica
Monique pode não ser aquela oposta de encher os olhos, mas não é de hoje que vem apresentando um bom nível em âmbito nacional: à sua maneira, discreta e usando mais a técnica que a força, chega à decisão como a maior pontuadora do time ao lado de Gabi. A sérvia Bjelica, por sua vez, passou a temporada inteira se alternando com Ana Paula Borgo na saída por conta das dificuldades na virada de bola e recentemente vem chamando a atenção mesmo pelo ótimo saque, fundamento no qual a brasileira também não faz feio. Resultado: Monique

Ponteira 1: Gabi x Tandara
O corte às vésperas da disputa da Rio 2016, quando o técnico José Roberto Guimarães abdicou de uma oposta reserva para Sheilla, parece ter mexido com Tandara: a atual temporada é uma das melhores, senão a melhor, da carreira dela, que tem sido a bola de segurança do Vôlei Nestlé ao alternar ataques poderosos com outros em que demonstra excelente técnica. Tudo é ainda mais impressionante quando lembramos que Tandara tem jogado como ponteira e, por isso, costuma ser perseguida no saque. A brasiliense às vezes quina, é verdade, mas no geral tem dado conta da recepção. Do outro lado da quadra e com função semelhante, Gabi prova a cada dia que a baixa estatura não a impede de ser uma jogadora de alto nível, tanto no ataque quanto na recepção. A jogadora, porém, sofreu além do esperado quando foi pressionada pelo Camponesa/Minas na semifinal, de maneira que nosso voto aqui fica com Tandara

Tandara vem fazendo uma das melhores temporadas de sua carreira (João Pires/Fotojump)

Ponteira 2: Drussyla x Malesevic
Se a disputa fosse com a antiga titular da posição no Rexona, Anne Buijs, nosso opinião seria empate, já que as duas gringas falharam demais na recepção e não compensaram o suficiente no ataque. Mas a entrada de Drussyla ao longo da semifinal é um dos pontos que explica a sobrevivência da equipe carioca na disputa: segura para entregar a bola para Roberta, a jovem também tirou um pouco o peso da responsabilidade nas ações ofensivas com Gabi. Destaque-se também que Malesevic tem feito defesas muito boas nesta reta final de Superliga, mas Drussyla merece um voto de confiança para a grande final e leva esta

Central 1: Bia x Juciely
Outra disputa difícil, pois envolve jogadoras com características diferentes: enquanto Bia é uma exímia bloqueadora, a veterana Jucy tem um ótimo entrosamento com Roberta para atacar bolas muito rápidas. As duas possuem importância fundamental na campanha de suas equipes nesta Superliga e, não por acaso, figuram no top 10 de maiores pontuadoras. Por isso, nossa opção aqui é pelo empate.

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Central 2: Carol x Nati Martins
Vamos aos fatos: Carol tem uma carreira de maior destaque que a adversária, mas caiu muito este ano em relação a temporadas anteriores. Nati Martins, por sua vez, continuou no cantinho fazendo o seu “feijão com arroz”, especialmente no ataque. Não brilhou, é verdade, mas leva o voto por ter variado menos em relação ao que se espera dela, apesar de, como dissemos, Carol ser mais jogadora e poder despertar logo na grande decisão

Líbero: Fabi x Camila Brait
Professora e aluna aplicada. Assim podemos definir as duas líberos que estarão na quadra da Jeunesse Arena no próximo domingo. Ambas jogam em alto nível, mas a verdade é que Camila ainda precisa de um pouco mais para chegar no status da rival, a grande responsável em quadra pelo volume de jogo apresentado pelo Rexona. Aliás, como é que Fabi ainda joga tudo isso aos 37 anos? Voto para ela

Fim de jogo e, no comparativo, deu Rexona 3, Vôlei Nestlé 2 e empate 2. Evidentemente, essa lista não é definitiva e nem leva em consideração outros aspectos importantes do vôlei, como o jogo coletivo, os técnicos e as opções no banco de reservas. Fiquem à vontade para discordar de nossas escolhas. Aliás, a caixa de comentários está aí justamente para receber sua opinião!


Gabi e Drussyla: prontas para serem protagonistas na final da Superliga
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Sidrônio Henrique

As duas ponteiras abraçadas após a classificação para a final (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Quando chegou ao Rexona na temporada 2012/2013, vinda do Mackenzie, a ponta Gabriela Guimarães era uma juvenil promissora. Ao longo daquela Superliga, com a contusão da americana Logan Tom, a jovem Gabi se viu alçada ao time titular e segue nessa condição até hoje, agora como uma das principais atletas do País. A um mês de completar 23 anos, ela vai para sua quinta final consecutiva do torneio de clubes mais importante do Brasil. Nas quatro anteriores, ficou com o título.

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Contratada pelo clube carioca no período 2013/2014, a também ponteira Drussyla Costa foi se desenvolvendo sob as ordens do técnico Bernardinho, mas acumulava pouco tempo em quadra, sendo utilizada na maioria das partidas como especialista no saque. No entanto, recebeu uma chance rara, e por que não ousada, nos dois últimos jogos da intensa série melhor de cinco da semifinal contra o Camponesa/Minas. Aos 20 anos, virou titular, no lugar da holandesa Anne Buijs. Destacou-se tanto no quarto confronto quanto no quinto, marcando 38 pontos no total, ajudando a garantir a virada no duelo que o Rexona-Sesc perdia por dois jogos a um.

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Gabi e Drussyla são peças-chave em um time que busca o 12º título da Superliga. Elas rejeitam o rótulo de favoritas, mas estão prontas para assumir protagonismo na decisão, marcada para este domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

A atacante Gabi assumiu o papel que era de Natália na equipe

Substituta de Natália
Gabi se viu em um novo papel, o de definidora, nas palavras de seu treinador, nesta temporada em que o clube não pôde contar com a ponta Natália, que foi para o Fenerbahçe, da Turquia. “Essa mudança foi muito importante pra mim. Claro que eu tive alguns momentos de dificuldade tendo que assimilar isso, sabendo que eu teria que ser mais eficiente, mas foi ótimo, até pensando no meu futuro. Afinal, sou uma jogadora baixa, preciso ter regularidade, preciso treinar muito para estar bem. Eu tenho o objetivo de me manter na seleção brasileira, então substituir a Natália no clube foi muito importante para o meu amadurecimento”, disse ao Saída de Rede a ponteira de 1,80m.

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Questionada se ter disputado uma série mais longa, mas mantendo-se em atividade enquanto o Vôlei Nestlé teve mais tempo para descansar, era vantagem ou desvantagem, Gabi apontou os prós e os contras. “O lado negativo é que foi muito longa, desgastante, então ficou cansativo, tanto física quanto psicologicamente. O lado bom é que a gente chega mais preparada, com um ritmo de jogo muito grande”.

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Focada na final, ela contou que o time tem treinado bastante recepção para neutralizar o eficiente saque da equipe de Osasco, uma das principais armas do time paulista. “A gente tem trabalhado muito nisso. O saque delas nos preocupa. A gente sabe que a Tandara tem um bom saque, a Dani Lins, várias jogadoras ali sacam muito bem e a gente vai precisar ser regular no passe”.

Drussyla diz que evoluiu no passe ao longo desta temporada

Confiança
Para Drussyla, encarar o serviço das rivais não será problema, contando com a ajuda de Gabi e da experiente Fabi, líbero bicampeã olímpica. “Nosso passe tem funcionado”, resumiu a atacante de 1,86m.

Ao avaliar seu desempenho, Drussyla disse ao SdR que viu evolução em todos os fundamentos. “Melhorei meu passe nos treinos esta temporada. Na verdade, melhorei também na defesa e no ataque. No saque estou mais regular, não erro tanto quanto eu errava quando entrava para sacar em temporadas passadas. Tem também a questão da confiança, de querer participar mais, isso me ajuda bastante”.

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Será que entrar em quadra no sexteto titular do Rexona pela primeira vez numa decisão a deixa apreensiva? “É um clássico, né. Muita gente aqui está acostumada a jogar (contra Osasco). Poxa, é uma final. Então acho que vai ser um jogo difícil, mas nós estamos preparadas. Eu espero corresponder mostrando o que a comissão técnica e as demais jogadoras têm me ensinado”.


“Pedradas” de sérvia no saque viram arma do Vôlei Nestlé para a final
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Carolina Canossa

Bjelica: pedidos de Luizomar para “respirar” e não sacar tão forte (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Se no ataque a oposta Ana Bjelica não tem conseguido ser a bola de segurança do Vôlei Nestlé, a sérvia deu outro jeito de se destacar na reta final da Superliga feminina de vôlei: graças um saque classificado como “pedrada” pela comissão técnica da equipe, a atacante aparece uma importante arma a ser utilizada na final da disputa contra o Rexona-Sesc neste domingo (23) às 10 horas.

“Ela é uma jogadora que lança muito bem a bola, em projeção, com uma batida já quase dentro da quadra. Além disso, é grande, tem quase 1,90 m de altura, e pega a bola com o braço estendido no ponto mais alto”, analisou o técnico Luizomar de Moura, lembrando que a atleta também erra pouco no fundamento. “Essa regularidade lhe dá confiança para continuar forçando”, complementou.

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Minas perdoa e empurra o “operário” Rexona para mais uma final

Por ter alternado a titularidade ao longo da Superliga com Ana Paula Borgo, Bjelica acumulou menos tentativas de saque que outras atletas e, por isso, não aparece no top 10 do fundamento como a companheira Tandara. Mas os 23 aces e as diversas linhas de passe quebradas em 184 saques realizados acendem um sinal de alerta no Rexona. “Me preocupa muito o saque da Bjelica, que tem mostrado o poder de complicar os ataques adversários, associado a uma capacidade de bloqueio muito grande”, afirmou o técnico Bernardinho.

Um exemplo recente de tal capacidade ocorreu no terceiro set do terceiro jogo da semifinal contra o Dentil/Praia Clube. Graças a três bons saques de Bjelica, o Vôlei Nestlé conseguiu reverter um 23-24 para um 26-24, acabando de vez que o ânimo do time mineiro, que pouco ofereceu resistência na parcial seguinte e acabou eliminado da disputa.

Bloqueio da sérvia também chama a atenção de Bernardinho (Foto: João Pires/Fotojump)

“Eu já tinha um bom saque antes e essa melhora é apenas fruto de treino. Treinamos muito aqui e focamos muito neste fundamento, pois sabemos que no vôlei o saque é uma das coisas mais importantes do jogo”, comenta a simpática estrangeira.

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Os treinos aos quais se refere Bjelica tiveram um propósito em especial: fazer com que ela não se empolgasse tanto com os acertos. Luizomar explica: “No começo, ela era meio “doidinha”. A cada ponto, colocava mais força na bola, que ia quase na placa de publicidade. Hoje, eu falo ‘Calma, respira’, para ela dar uma segurada”. A oposta admite que realmente precisava deste conselho: “Eu realmente tenho um saque muito forte (risos) e às vezes perco o controle da força. Mas tenho um ótimo relacionamento com o Luizomar, então ele pode falar o que for necessário que eu farei”.

Questionada se pode sacar ainda melhor, Bjelica deu uma resposta sucinta: “Claro: na final!”. Resta saber se a sérvia conseguirá cumprir a promessa.