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Arquivo : Superliga B

Giovane: “No primeiro ano do Sesc, nosso objetivo não é lutar pelo título”
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Carolina Canossa

Giovane está de volta à elite do voleibol brasileiro (Fotos: Divulgação/CBV)

Como jogador, o nome dele já está história. Mas Giovane Gávio quer ir além e repetir os feitos da juventude na função de treinador. Comandante do Sesi na campanha do título na Superliga 2010/2011, ele agora está à frente de um novo projeto, o Sesc-RJ, que no sábado de Aleluia garantiu um lugar na elite do voleibol brasileiro ao vencer a Série B do campeonato nacional.

Em entrevista exclusiva ao Saída de Rede, Giovane contou que a conquista teve um gostinho especial, já que entre 2013 e 2016 não esteve em nenhuma função à beira da quadra no dia a dia – apesar de ter comandado a seleção brasileira masculina sub-21 em parte deste período, o trabalho não exigiu uma dedicação tão longa como acontece no clube. “Foi uma retomada de ritmo, mas um caminho muito feliz, pois é isso o que eu gosto de fazer e me proponho na vida”, comentou o ídolo.

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O nome do Sesc tem sido alvo de várias especulações na atual abertura do mercado do vôlei, com expectativa de grande investimento. Giovane, porém, tratou de deixar claro que sua perspectiva para a temporada 2017/2018 é outra.

“Claro que não vamos trabalhar para perder, mas neste primeiro ano nosso objetivo não é lutar pelo título. Se formos analisar friamente, nome por nome, o Sada Cruzeiro, a Funvic Taubaté e o Sesi devem ficar na nossa frente se conseguirem manter o nível dos elencos atuais. Nossa zona de briga talvez seja com o Minas, o Montes Claros, o Brasil Kirin…”, afirmou.

Treinador comandou a seleção sub-21 e em 2017 estará à frente da sub-23

Giovane preferiu não confirmar a chegada de nenhum jogador, mas confirmou a permanência de três peças importantes na campanha da Superliga B, o levantador Everaldo, o oposto Paulo Victor e o central Thiago Barth. “Traçamos um perfil de time com jogadores mais jovens, que podem ser convocados pra seleção agora ou futuramente, mas que dentro de três ou quatro anos serão protagonistas do voleibol brasileiro. É em cima disso que a gente vai montar o time”, destacou.

Seleção de base

Antes do início da próxima Superliga, porém, Giovane tem um outro desafio importante: comandar a seleção sub-23 no Mundial da categoria, programado para agosto, no Egito. Para ele, o torneio será uma grande oportunidade de dar rodagem internacional a novos talentos.

“Esse é o nosso desafio, colocá-los para jogar, pois esses jovens estão muito bem treinados e precisam aprender a tomar decisões”, afirmou o técnico. Para ele, alguns nomes de potencial nesta nova geração são os do levantador Fernando Cachopa, os pontas Douglas Souza, Vaccari e Fabio, o ponteiro/oposto Kaio e o central Rômulo. “É uma geração muito bacana, com jogadores que, de uma certa forma, já estão assumindo responsabilidades em seus clubes. Isso é bom pra gente. Na seleção, eles terão espaço para aparecer mais ainda”, garantiu.


Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc
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Sidrônio Henrique

Lucão e Bruno na apresentação do central no Modena em outubro de 2015 (foto: Modena Volley)

Campeões olímpicos e mundiais, juntos eles têm mostrado algumas das combinações de ataque mais eficientes do voleibol – na seleção ou em clubes. Após uma temporada no Sesi, a dupla formada pelo levantador Bruno Rezende e o central Lucas Saatkamp pode desembarcar novamente no Modena, da Itália. Caso as negociações com o clube europeu não deem certo, o destino do duo deve ser o Sesc, que acaba de vencer a Superliga B e, na temporada 2017/2018, disputará a primeira divisão do voleibol brasileiro, apoiado em um dos maiores investimentos da modalidade.

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Os dois são velhos conhecidos do Modena. Ganharam o título italiano pelo clube na temporada 2015/2016. Uma crise que culminou na perda do principal patrocinador forçou a volta de Bruno e Lucão ao Brasil. A decisão foi tomada levando em conta tanto o lado financeiro quanto o pessoal – o levantador estava há duas temporadas fora do Brasil e o central aguardava o nascimento do primeiro filho. Bruno jogou o final do período 2011/2012 no clube europeu e depois retornou para duas temporadas, de 2014 a 2016. Lucão disputou a última. Além do Modena e do Sesi, os dois jogaram juntos nas extintas equipes Cimed e RJX.

Ponta João Rafael reforçará o Sesc (foto: CBV)

O interesse do Modena na dupla já havia sido abordado pela imprensa italiana, mas as negociações só começaram recentemente. O Sesc, do técnico Giovane Gavio, entra como plano B.

Segundo o Saída de Rede apurou, na próxima Superliga o time carioca terá um orçamento inferior apenas ao do Sada Cruzeiro, equipe tricampeã mundial e que busca o pentacampeonato nacional. O clube mineiro investe aproximadamente R$ 13 milhões por temporada.

Alternativa
Caso Bruno e Lucão voltem ao voleibol italiano, o Sesc teria interesse no levantador Thiaguinho, atualmente no Molfetta, da Itália, e no central campeão olímpico Maurício Souza, do Brasil Kirin. Essa seria a alternativa da equipe carioca se não puder contar com os dois que estão no Sesi.

Ponteiro Maurício Borges interessa ao clube carioca (foto: FIVB)

Quem já acertou com o Sesc, faltando apenas assinar o contrato, é o ponteiro João Rafael, também do Molfetta. Ao lado de Thiaguinho e de Maurício Souza, o ponta fez parte da seleção brasileira B que conquistou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos 2015, em Toronto, Canadá. Tanto o levantador, na sua primeira temporada na Itália, quanto João Rafael, em seu segundo ano como um dos destaques do Molfetta, estão na lista inicial de 12 atletas convocados pelo técnico Renan Dal Zotto.

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Outro ponteiro que despertou o interesse do time do Rio de Janeiro foi mais um integrante daquela seleção B do Pan 2015. É o campeão olímpico Maurício Borges, que está há duas temporadas no Arkas Izmir, da Turquia, sob o comando do técnico canadense Glenn Hoag. Como o treinador quer manter Borges na equipe, ainda não há definição se o ponta fica na Europa ou se volta ao Brasil para o período 2017/2018.

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O Sesc renovou com três atletas que conquistaram a Superliga B: o central Tiago Barth, o oposto Paulo Victor e o levantador Everaldo.


Para Zé Roberto, será difícil competir de cara com os grandes da Superliga
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Carolina Canossa

Antes em baixa, jogadoras do Barueri já despertam interesse de outros clubes (Fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

O nível de jogo claramente superior ao dos rivais e a comissão técnica formada por profissionais das seleções brasileiras adulta e de base, além da classificação tranquila para a primeira divisão da Superliga deixa a dúvida: até onde o Hinode/Barueri pode chegar na elite do voleibol no país? Só o tempo responderá ao questionamento, mas o técnico José Roberto Guimarães faz questão de frisar que, ao menos neste primeiro ano, é melhor que os torcedores não se empolguem muito.

“Não vamos querer começar a disputar com o Rexona-Sesc, o Camponesa/Minas, o Dentil/Praia ou o Vôlei Nestlé, pois ainda não dá”, admitiu o treinador, quando questionado sobre as perspectivas para a próxima Superliga A. De acordo com ele, a ideia é se inspirar em projetos que foram evoluindo pouco a pouco em termos de investimento até chegarem à disputa por títulos, caso do próprio Praia e da equipe masculina do Sada Cruzeiro. “Não tem jeito, acho que é por aí”, avaliou.

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O acordo com as jogadoras que participaram desta primeira fase da existência da equipe se encerra nesta terça-feira (11). Hoje mesmo, inclusive, Zé já pretende começar a trabalhar nas bases do segundo passo do projeto, buscando um aporte financeiro maior com a própria Hinode – apesar de a empresa estar disposta a continuar com o patrocínio, novos apoiadores podem surgir através de leis de incentivo fiscal tanto do governo do estado de São Paulo como do governo federal.

Sem tempo pra muita festa: prioridade de Zé Roberto é não perder mais tempo no mercado do vôlei

Solucionada esta questão, será o momento de correr atrás de contratações, algo que não podia ser feito até a vaga na Superliga estar assegurada. “Temos que resolver isso pra ontem, pois o mercado do vôlei já está em ebulição. Mas é difícil: os outros times já possuem estrutura e temos que pensar em qual vai ser o aporte de verba que teremos para contratações”, observou Zé Roberto.

Moral alta e vontade de ficar

Entre as jogadoras de Barueri, é possível observar uma unanimidade: elas querem seguir na equipe. Mas, daí a assinar o contrato é outra história, como lembra a experiente ponta Érika Coimbra.

“Continuar aqui com o Zé é o meu sonho, mas eles ainda não fecharam com patrocinador e não sabem o que vai acontecer”, destacou a atleta, que promete nem descansar em busca da nova oportunidade. “Falei para o Zé Elias (de Proença, preparador físico) me mandar a preparação física que nesta terça eu já começo, pois não quero perder nada do que ganhei fisicamente. Sei que, jogando a Superliga A, em um nível maior, só tenho a evoluir”, afirmou.

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Destaque do time em termos ofensivos, a também ponteira Suelle foi outra que ressaltou que pretende seguir na equipe. Porém, por uma questão pessoal ela ainda não parou para pensar no próximo passo de sua carreira.

“É a partir de agora que vou ver isso. Nunca converso  e nem respondo nada durante a temporada porque você acaba saindo do foco. Ficar pensando pra onde eu vou ou se vou continuar traz muita ansiedade”, explicou.

Na avaliação da comissão técnica, a maior dificuldade de Barueri será justamente evitar o assédio dos rivais para cima de seus principais destaques, que até então ou não tinham conseguido entrar ou estavam em baixa nas negociações da elite do vôlei. Aliás, o desejo de permanência também é um fator comum entre os assistentes de Zé Roberto, dentre os quais estão profissionais gabaritados como o próprio Zé Elias, Wagner Coppini (Wagão) e Claudio Pinheiro.


Brasil Kirin resiste, mas Sada Cruzeiro faz a lógica prevalecer
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Sidrônio Henrique

Sada Cruzeiro venceu a primeira partida da semifinal por 3-1 (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

O Brasil Kirin fez o que estava ao seu alcance, resistiu o quanto pôde, jogou uma de suas melhores partidas esta temporada, mas do outro lado da quadra estava simplesmente o time tetracampeão nacional e tri mundial, Sada Cruzeiro, uma máquina de jogar voleibol comandada pelo argentino Marcelo Mendez. Vitória mineira por 3-1 (25-20, 18-25, 25-22, 25-21) na primeira partida de uma das séries semifinais da Superliga 2016/2017, em Contagem (MG), na noite deste sábado (8). Foi apenas o 12º set perdido pelo Sada em 26 jogos disputados nesta edição.

Em jogo repleto de erros, arbitragem confusa ofusca vitória do Taubaté
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Reedição da final da última Superliga, a partida no ginásio do Riacho teve quase duas horas de duração e o grande número de erros pode ser creditado a agressividade das equipes no saque. As falhas, embora muitas, não ocorreram em uma proporção tão elevada quanto a de quinta-feira (6), pela outra série, em que o Taubaté venceu o Sesi por 3-0 no primeiro confronto.

Leal marcou 17 pontos diante do Brasil Kirin neste sábado (foto: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O serviço foi arma essencial para o Brasil Kirin tentar equilibrar o duelo diante de um adversário do porte do Sada. O time comandado pelo também argentino Horacio Dileo sabia que teria de forçar o erro da recepção cruzeirense para que a bola ficasse longe das mãos do habilidoso levantador William Arjona. Conseguiu ótimas passagens no saque, principalmente com o veterano ponta Diogo e com o central campeão olímpico Maurício Souza – este fechou o segundo set com uma sequência de três aces.

O problema para a equipe de Campinas (SP) é que manter o saque em um nível tão alto por um período longo é missão quase impossível e, além disso, teria de contar com o relaxamento do oponente. É que o Sada havia vencido a primeira parcial com relativa facilidade, apesar de ter cometido 11 erros – foram 35 no jogo. Escaldado após a derrota no segundo set, o time multicampeão tratou de acelerar a partir do terceiro. Não que o Brasil Kirin tenha desistido da partida, pelo contrário, continuou lutando, mas a superioridade cruzeirense era nítida.

Ponta Filipe cresceu na quarta e última parcial (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Destaques
O oposto Evandro e o ponta cubano naturalizado brasileiro Leal, que recebeu o troféu Viva Vôlei, foram os maiores pontuadores do Sada Cruzeiro e do jogo, tendo marcado 21 e 17 vezes, respectivamente. Evandro virou 18 de 27 tentativas no ataque (66,6%). Pelo adversário, o oposto Rivaldo foi quem mais pontos fez, somando 14. Segundo a assessoria de imprensa do Sada, o ponteiro Filipe teve 71% de aproveitamento no ataque, fundamento no qual marcou 10 pontos – fez ainda dois de bloqueio e um de saque. A estatística na página da competição, fornecida pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), infelizmente não traz informações mais detalhadas.

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É difícil imaginar que o time de Dileo possa tirar o Sada Cruzeiro de mais uma final, mas está de parabéns, mesmo se deixar a competição uma etapa antes da edição anterior. Para quem não se lembra, o Brasil Kirin esteve ameaçado de desmanche e perdeu atletas importantes, que ajudaram o time a chegar ao vice-campeonato no ano passado, como o ponta Lucas Lóh e o levantador argentino Demián González. O patrocinador segurou Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, entre outros, e apesar das oscilações a equipe terminou a fase de classificação em quarto lugar.

Favoritismo
O fato de a final ser em jogo único – marcado para o ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, no dia 7 de maio – parece ser o maior problema para o pentacampeonato do Sada. É que em um dia ruim o time poderia (veja bem, “poderia”) cair diante de Sesi ou Taubaté, que duelam na outra semifinal. Em condições normais de temperatura e pressão, o título vai para o Cruzeiro de Evandro, William, Leal, Filipe, Simon, Isac e Serginho. Esta temporada, a equipe sofreu apenas duas derrotas – 2-3 para o Sesi na semifinal da Copa Brasil e 0-3, com os reservas em quadra, para o Taubaté na décima rodada do returno da Superliga.

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Brasil Kirin e Sada Cruzeiro fazem a segunda partida da melhor de cinco nesta quinta-feira (13), às 22h, no ginásio Taquaral, em Campinas, com transmissão da RedeTV e do SporTV. No sábado (15), às 21h30, no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano (SP), com SporTV, Sesi e Taubaté se enfrentam pela segunda vez na série – o jogo não será na quadra do time da capital paulista, na Vila Leopoldina, porque o local conta apenas com 800 assentos, quando a competição exige número mínimo de 2 mil lugares a partir das semifinais.

SUPERLIGA FEMININA B

Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O SporTV confirmou a transmissão da final da Superliga B feminina nesta segunda-feira (10), às 20h. A decisão será entre Hinode/Barueri, equipe treinada pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, e o BRH-Sulflex/Curitibano, que tem como técnico Jorge Edson, ex-central campeão olímpico em Barcelona 1992 sob o comando daquele que agora é seu adversário. O time de Zé Roberto, que teve a melhor campanha na fase de classificação, jogará em casa, no ginásio José Corrêa. A equipe paranaense tem como dirigente a ex-ponta romena naturalizada brasileira Cristina Pirv.

A campanha dos finalistas não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à final.


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Carolina Canossa

Consagrados, Pirv e Zé Roberto se envolveram em novos desafios no vôlei (Reprodução/Instagram)

De um lado, o Hinode/Barueri. Do outro, o BRH-Sulflex/Curitibano. No próximo dia 10 de abril, duas das mais novas equipes do voleibol brasileiro estarão frente a frente para decidir o campeão da Série B da Superliga feminina de vôlei. Mais do uma vaga na próxima edição do torneio de clubes mais importante do país, o duelo chama a atenção por colocar frente a frente dois nomes que marcaram a modalidade no Brasil ao longo dos últimos anos.

Único técnico campeão olímpico entre homens e mulheres da história e atual treinador da seleção feminina, José Roberto Guimarães dispensa maiores apresentações. Mesmo com uma carreira já consolidada, tirou dinheiro do próprio bolso para realizar o sonho de ter uma equipe na cidade em que escolheu para viver. Atraiu jogadoras com alguma fama no meio e foi recompensado no fim do ano passado, quando conseguiu apoio da empresa de cosméticos para o projeto que idealizou por amor ao vôlei.

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Pirv, por sua vez, é considerada a maior jogadora da história da Romênia. Atacante de muito talento, fez carreira na Europa e chegou ao Brasil na segunda metade dos anos 90. Vestindo a camisa do Minas, conquistou a Superliga em 2001/2002 e chegou a ter uma naturalização para defender o Brasil cogitada. Alternou-se entre o voleibol italiano e francês nos últimos anos como jogadora profissional até estabelecer-se definitivamente por aqui por conta do casamento com Giba, com quem tem dois filhos e se divorciou em 2012. No ano passado, decidiu também se arriscar como dirigente.

Érika, do Barueri, foi bronze em Sidney 2000 (Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Empolgado após a classificação obtida neste fim de semana com a segunda vitória sobre o São Bernardo, Zé Roberto falou sobre o fato de estar muito próximo de retornar à elite do vôlei brasileiro. “Não é diferente de nada que já construí na minha vida. Toda possibilidade de conquista é sempre importante, principalmente neste projeto que começamos do zero, com dificuldades que fortaleceram a todos, atletas e comissão técnica. É uma felicidade muito grande. Agora, falta o último passo. Vai ser difícil e ainda temos que treinar para corrigir alguns pontos. Mas poder viver esses momentos com a torcida, na cidade que escolhi para viver, é muito gratificante”, comentou.

A campanha entre as equipes não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à grande final. Pirv atribui o começo ruim da campanha à pouca quantidade de treinos feitos antes da Superliga B e, ciente dos números, admite que o favoritismo é do Barueri. Mas lembra que zebras sempre podem acontecer…

“Até falo pras meninas que a gente “engrossou o couro” na primeira fase do campeonato, mas não chegamos por aqui por acaso. Só estamos na final por conta de trabalho e dedicação. Vamos fazer um trabalho diferenciado na parte técnica, tática e, principalmente psicológica. (…) Eles são favoritos, mas o jogo vai começar zero a zero, a bola é redonda e espero que ganhe o melhor. Tudo será contra a gente: o jogo será na casa deles, o Barueri fez grande campanha e o Zé é um grande técnico com atletas experientes, mas acredito que meu time vai fazer o melhor. Estou super ansiosa para ver essa final”, destacou a ex-atleta.

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Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Outras estrelas em quadra

Zé Roberto e Pirv são os nomes de maior destaque nesta decisão, mas longe de serem os únicos a chamar a atenção: o Curitibano, por exemplo, é treinado por Jorge Edson, integrante da seleção brasileira masculina em Barcelona-1992 sob o comando do agora técnico adversário.

Entre as jogadoras, mais medalhas olímpicas: a ponteira Érika Coimbra, bronze em Sidney 2000, trouxe sua experiência para o Barueri, mesma função exercida por Valeskinha, campeã em Pequim 2008, na equipe do Paraná.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ainda não confirmou o horário da final do dia 10 de abril, que deve ser disputada no ginásio José Correa, em Barueri.

O campeão assegura um lugar direto na Superliga A 2017/2018, enquanto o vice vai para uma disputa que envolverá também os dois últimos colocados na primeira divisão (Sesi e Renata Valinhos/Country) e dará mais uma vaga na disputa.


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João Batista Junior

Casa cheia foi a tônica no Taquaral, nas finais da Copa Brasil (foto: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Casa cheia foi a tônica no Taquaral, nas finais da Copa Brasil (foto: William Lucas/Inovafoto/CBV)

A vitória do Rexona-Sesc sobre o Camponesa/Minas, sábado, em Campinas, fechou a edição 2017 da Copa Brasil. Se o torneio tem pontos a melhorar, também é preciso ressaltar aspectos positivos de uma competição que, a rigor, é um apêndice da Superliga, mas que deu sinais de que pode, de fato, crescer.

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PONTOS POSITIVOS

Público
Não dá para não começar a falar da Copa Brasil sem mencionar a ótima presença de público nos dois Final Four. A rigor, a torcida em Campinas só teve um jogo do time de casa para ver (derrota do Brasil Kirin para Taubaté por 3 a 0), mas lotou o ginásio Taquaral nas semifinais e decisão masculina, repetindo a dose no naipe feminino. Esse talvez tenha sido o ponto mais alto de todo o torneio.

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Titulares em quadra
A ideia de que o torneio não vale nada ficou à margem do Taquaral. Os jogos semifinais e finais não serviram de mero laboratório às melhores equipes do país, que preferiram escalar seus atletas titulares em vez de argumentar que o calendário é massacrante.

Um bom exemplo disso é que o Sada Cruzeiro, mesmo com toda a coleção de troféus que possui, encarou o Sesi com seu sexteto titular – o que, diga-se de passagem, tem se visto bem pouco na Superliga, já que a comissão técnica mineira tem usado a fase classificatória da competição para dar rodagem ao elenco.

Outro exemplo é que a Funvic/Taubaté, nas semifinais, escalou Lucarelli diante do Brasil Kirin, ainda que as condições físicas do ponteiro não fossem as melhores. (O reverso da medalha é que o jogador agravou uma lesão no pé e, por conta dela, até desfalcou a equipe no último sábado, contra o Lebes/Gedore/Canoas, pela Superliga).

As verdadeiras mudanças foram as promovidas pelo Vôlei Nestlé diante do Camponesa/Minas: Tandara, com indisposição gástrica, foi poupada, enquanto Paula Borgo ficou na reserva da sérvia Ana Bjelica.

Sada Cruzeiro e Sesi disputaram uma semifinal emocionante (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Sada Cruzeiro e Sesi disputaram uma semifinal emocionante (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Competitividade
A Copa Brasil não deixou a desejar em termos de emoção e de competitividade.

Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé, no feminino, assim como Sesi e Sada Cruzeiro, entre os homens, disputaram semifinais em que os erros, se cometidos em excesso, foram compensados ralis vibrantes e finais surpreendentes. A Funvic/Taubaté, que fazia uma temporada mediana na Superliga, mostrou que, assim como foi no Campeonato Paulista, é um time que pode se agigantar na hora de decidir. E o Rexona-Sesc, com variações táticas e a eficiência de sempre, atestou outra vez que tem o melhor jogo coletivo do país.

PARA MELHORAR

Estatísticas
É lamentável que a CBV não dê à Copa Brasil a mesma atenção dispensada à Superliga. Num torneio que chamou a atenção do público e que teve transmissão para todo o Brasil pelo SporTV e também na TV aberta, com a TV Brasil, a entidade máxima do voleibol nacional não disponibilizou informações estatísticas que subsidiassem análise das equipes nem dos atletas nos fundamentos.

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Estrutura
Essa não deveria entrar na conta da Copa Brasil, mas, como foi numa partida válida pelo torneio, a queixa deve aparecer aqui mesmo: mais uma vez ficou evidente a precariedade das praças esportivas do país – nsse caso específico, do Rio de Janeiro.

Goteira no Tijuca atrapalhou partida entre Rexona-Sesc e Fluminense (Mailson Santana/Fluminense F.C.)

Goteira no Tijuca atrapalhou partida entre Rexona-Sesc e Fluminense (Mailson Santana/Fluminense F.C.)

Se, na Superliga, a umidade no ginásio Hebraica fez um jogo entre Fluminense e Dentil/Praia Clube mudar de horário e de local, na Copa Brasil, foi a vez de uma goteira no Tijuca roubar a cena.

Rexona-Sesc e Fluminense já haviam disputado o primeiro set, pelas quartas de final da Copa Brasil, quando o teto do ginásio apresentou uma goteira inestancável. O jogo foi interrompido e só prosseguiu no dia seguinte, o que soa bizarro para uma cidade que há seis meses sediou uma Olimpíada e tem vários ginásios de primeira linha sem utilização.

Participantes
Se um torneio de partidas eliminatórias agrada ao público, não seria uma boa ideia expandir a Copa Brasil na temporada que vem? Que tal desatrelá-la da Superliga, já que atualmente a classificação do turno é que indica os participantes do torneio, e ampliar o número de equipes?

Além das 12 equipes de cada naipe da Superliga, há nove clubes na Superliga B masculina e sete na feminina. Uma Copa Brasil mais abrangente, com todos os participantes das divisões nacionais, daria a equipes de orçamento mais baixo a oportunidade de enfrentar um time de peso, o que poderia, até, atrair mais investimento para esses clubes.

Imagine, por exemplo, um Alfa/Montecristo/Teuto ou um Jaó/Universo, ambos de Goiás, com a expectativa de receber um time como o Sada Cruzeiro? Qual seria a expectativa e o retorno de público, se Campo Grande, com o Rádio Clube/AVP, recebesse uma equipe com campeões olímpicos, como Wallace e Lucarelli? E como se sairia o Hinode/Barueri, da B, se encarasse uma equipe intermediária da competição principal?

Indo além, se Manaus e Belém têm recebido jogos do campeonato nacional, não seria uma boa também levar jogos da Copa Brasil para cidades onde não há times disputando a Superliga?

A Copa Brasil nunca vai ter a mesma estatura e importância da Superliga, isso é óbvio, mas pode ser mais um vetor para popularizar e desenvolver o voleibol no país.


Com patrocínio forte, Pirv entra na Superliga B para desafiar Zé Roberto
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Carolina Canossa

Pirv e Rafael Delibo selam acordo entre o Curitibano e a BRH-Sulflex (Fotos: Divulgação)

Pirv e Rafael Delibo selam acordo entre o Curitibano e a BRH-Sulflex (Foto: Divulgação)

Jogadoras com passagem pela seleção, finanças asseguradas por uma grande empresa e técnico de qualidade inquestionável no banco. Comandado por José Roberto Guimarães, o Hinode/GRB Barueri tinha todos os elementos para fazer uma participação tranquila na próxima Superliga B e assegurar um lugar na elite do voleibol nacional na temporada 2017/2018. Mas a equipe paulista ganhou um desafiante de peso nesta jornada: o BRH-Sulflex/Curitibano.

Contando com outro grande nome do vôlei em sua gestão, a ex-jogadora Cristina Pirv, o Curitibano já estava confirmado na disputa, mas faltava um parceiro que proporcionasse um maior fôlego na briga pela vaga. Pois o impulso foi dado: o acordo com a empresa de importação e distribuição de componentes hidráulicos está confirmado e pode ser considerado um “presente de Natal” para os fãs do voleibol paranaense, esperançosos em rever uma equipe feminina de alto nível na região desde que o Rexona trocou o estado pelo Rio de Janeiro, em 2004.

Assessora técnica do Curitibano, Pirv trabalhou ao lado da ex-tenista Gisele Miró na captação de recursos para o projeto – em boa forma física aos 44 anos, ela chegou a ser convidada para jogar, mas preferiu se dedicar apenas a treinos eventuais. “Eu estou no dia a dia do time e com o técnico Jorge Edson (campeão olímpico em Barcelona 1992) e também ajudando no planejamento e contratações das meninas. Voltar ao vôlei é espetacular para mim”, destacou a romena.

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Diretor de marketing da BRH-Sulflex, Rafael Delibo ressaltou que a presença de Pirv foi fundamental para que o acordo se concretizasse.

“Ficamos muito felizes com o anúncio de um novo time de vôlei em 2017 para a cidade de Curitiba. Isso vira mais um pouco os holofotes para a cidade, que já é referência em muitas coisas, principalmente no esporte e qualidade de vida com os parques que a contemplam. Quando descobrimos que por traz do novo time teríamos o Clube Curitibano dando todo o suporte e estrutura e a Cris Priv coordenando o restante do projeto, não pensamos duas vezes em apoiar. Mais do que isso: seremos o patrocinador master do time nesta temporada”, afirmou o executivo. “Associar a BRH-Sulflex ao Clube Curitibano e à Cris Pirv é um orgulho para nós, que atuamos há quase 15 anos em todo território nacional levando produtos de alta qualidade, profissionalismo, respeito aos nossos clientes e parceiros”, complementou.

Apesar das dificuldades econômicas e política do Brasil, Pirv se mostrou otimista com o projeto. “Realmente não é uma situação fácil, mas acredito que o esporte pode trazer muitas alegrias para as pessoas e dar oportunidades para que crianças e jovens não se envolvam com drogas e outras coisas do tipo. No esporte, você aprende a lidar com vitória, com derrotas, o seu caráter pode se formar… Seria uma pena deixar isso acabar. Estou super feliz e quero lutar  com a experiência dos vários países onde joguei. Tudo pode ser somado ao desenvolvimento”, comentou.

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Campeã em Pequim 2008, Valeskinha já fechou com a nova equipe (Foto: Reuters)

Campeã em Pequim 2008, Valeskinha já fechou com a nova equipe (Foto: Reuters)

CAMPEÃ OLÍMPICA NO ELENCO

O grupo do Curitibano para a Superliga B ainda está em formação, mas já é certo que também contará com uma atleta de renome no cenário internacional: Valeskinha, campeã olímpica com a seleção brasileira em Pequim 2008. Outros nomes já confirmados no projeto são Caroline Mattos, Marieta Brito, Mariana Leite, Raquele Lenartowicz, Ana Moreira, Verena Bortolanza e Nina Romano.

Pirv reconhece que o Curitibano não é o principal candidato ao título. “Realmente o time de Barueri é o favorito. Todo mundo sabe e isso será grande desafio pra gente, mas eu gosto de desafios”, avisou a romena. “Estamos trabalhando duro e o tempo é curto para apresentarmos o melhor trabalho, mas faremos tudo para ter essa vaga na Superliga A”, encerrou.

Com sete participantes, a Superliga B feminina tem início previsto para 21 de janeiro, dia em que o Curitibano vai enfrentar em casa o Abel Havan Brusque em casa. Os times se enfrentam no sistema “todos contra todos”, com o primeiro colocado avançado direto às semis e os times que ficarem entre segundo e sexta disputando as quartas de final em melhor-de-três partidas. Somente o campeão assegura um lugar na elite nacional, com o vice e o medalhista de bronze disputando um torneio contra os dois últimos colocados da atual Superliga A para a definição das vagas restantes.


Com 30 mil na plateia, Zé Roberto apresenta patrocinador do Barueri
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Carolina Canossa

Elenco de Barueri para a Superliga B será o mesmo da Taça de Prata (Fotos: Thiago Andrade/Divulgação)

Parceria do Barueri com a Hinode aconteceu durante convenção da empresa (Fotos: Thiago Andrade/Divulgação)

Foram semanas arcando os custos do próprio bolso, mas o técnico José Roberto Guimarães conseguiu colocar em prática o sonho de criar um time de alto nível no voleibol brasileiro. Com o apoio da empresa de cosméticos Hinode, o GRB Barueri conseguiu os recursos financeiros necessários para jogar a segunda divisão nacional no início do ano que vem e, assim, tentar uma vaga na temporada 2017/2018 da Superliga feminina de vôlei.

O anúncio oficial da criação do novo time, que se chamará Hinode/GRB Barueri, aconteceu neste sábado (10), durante a convenção nacional de funcionários e consultores do patrocinador. Por isso, a plateia que acompanhou o evento foi grande: cerca de 30 mil pessoas, que ainda puderam desfrutar de uma palestra sobre trabalho em grupo ministrada por Zé Roberto, único tricampeão olímpico do esporte brasileiro.

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“Estou muito orgulhoso por esse momento, por estar realizando um sonho antigo que é representar o vôlei da cidade de Barueri, que agora se torna possível por meio da Hinode e do Grêmio Recreativo Barueri”, comentou Zé Roberto, que fez questão de lembrar atletas que se dispuseram a trabalhar de graça na primeira fase do projeto, caso de Érika Coimbra, medalhista de bronze em Sidney 2000. “Algumas jogadoras abraçaram o time antes mesmo de conseguirmos um patrocínio, trabalharam conosco sem receber nada até que apareceu um anjo em nossas vidas, e esse anjo é a Hinode. Temos muito trabalho pela frente, pois esse projeto nos reserva ainda muita coisa para o futuro, tanto para o crescimento do voleibol brasileiro como no desenvolvimento de pessoas”, afirmou.

Érika será a capitã da equipe, que continuará com o mesmo elenco da Taça de Prata

Érika será a capitã da equipe, que continuará com o mesmo elenco da Taça de Prata

Érika, aliás, será a capitã do Barueri. “O que o vôlei mostra é que podemos sonhar sim, todos temos uma história de trabalho, de luta, de ficar longe da família. Criamos cicatrizes em busca do nosso sonho, mas no final cada cicatriz valeu muito a pena”, destacou a jogadora, que entre o fim de outubro e começo de novembro deixou parentes e namorado em Minas Gerais para se dedicar ao projeto, mesmo sem saber se daria certo.

Em seu elenco, Barueri contará com as mesmas atletas que já vestiram a camisa do time durante a Taça de Prata, classificatória para a Superliga B. Isso significa uma oportunidade para nomes importantes que, até então, estavam sem time, como a ponteira Suelle, a levantadora Ana Cristina, a central Fernanda Ísis e a líbero Michele Daldegan. Não há previsão de novas contratações para a disputa da Superliga B – a estreia de Barueri está marcada para o dia 24 de janeiro, em casa, contra o São José dos Pinhais.

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Oportunidade para a base

A parceria com a Hinode também permitiu a Zé Roberto viabilizar um outro projeto: dar chance a garotas que sonham em se tornar jogadoras de vôlei. Os primeiros testes para identificar novos talentos para a categoria de base, inclusive, já estão marcados: serão nos dias 16 e 17 de dezembro, no Ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri.

“Sabemos da capacidade do José Roberto, um campeão olímpico, e acreditamos que essas jogadoras estarão nos representando de forma impecável. O esporte é uma ferramenta de transformação e uma forma de embelezar o espírito, o corpo e a mente, assim como a nossa empresa. Juntos podemos muito mais”, resumiu Arthur Luloian, vice-presidente administrativo e financeiro da Hinode.


Suelle fala sobre desentendimento no Pinheiros e futuro da carreira
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Carolina Canossa

Suelle tem passagens pelos principais times do Brasil, como Dentil/Praia, Rexona e Vôlei Netslé (Foto: Vitor Ricci/Ford Sports)

Suelle tem passagens pelos principais times do Brasil, como Dentil/Praia, Rexona e Vôlei Netslé (Foto: Vitor Ricci/Ford Sports)

Ao formar o elenco que defendeu Barueri na Taça Prata, o técnico José Roberto Guimarães recorreu a jogadoras que não conseguiram espaço no competitivo mercado do voleibol brasileiro em um momento de crise econômica. Uma delas, porém, tinha uma história diferente para contar. Aos 29 anos, Suelle começou a temporada no Pinheiros e, inclusive, estava inscrita pelo tradicional time paulistano para a disputa da Superliga 2016/2017.

Mas problemas pessoais mudaram os planos da ponteira, que até já defendeu a seleção brasileira adulta. “Me desentendi com o Paulinho de Tarso (técnico) e achei melhor sair”, comentou Suelle, sem mencionar o motivo da briga. “Quando você se desentende, espera que tudo se resolva, mas eu sou muito assim, gosto de trabalhar em um clima gostoso, sou muito tranquila. Então, optei por explorar outras oportunidades”, complementou.

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Discórdias à parte, a jogadora garante que o problema faz parte do passado. “Não ficou um clima estranho. Eu e o Paulo conversamos, ficou tudo bem, mas preferi sair do clube”, afirmou.

Suelle defendeu a seleção no Grand Prix 2015 (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Suelle defendeu a seleção no Grand Prix 2015 (Foto: Alexandre Arruda/CBV)

Um dos motivadores para a decisão foi justamente o projeto encabeçado por Zé Roberto, ainda que, em um primeiro momento, Barueri não tenha pagado salários para as atletas. “Tive até propostas de algumas equipes para estar na Superliga, mas jogar com o Zé Roberto é a minha prioridade no Brasil. Com certeza vai levar muito em consideração quem o apoiou e abraçou o projeto no início, que é tão difícil. Já estou feliz de fazer parte deste começo, sem criar expectativa nenhuma. Tenho certeza que todo mundo vai crescer muito só de trabalhar com ele”, acredita.

As jogadoras do Barueri voltam a treinar na próxima quarta-feira (9), no Sportsville, centro de treinamento que o técnico mantém na cidade da Grande São Paulo. A princípio, Suelle pretende estar lá, a despeito da possibilidade de se transferir para algum time do exterior ainda nesta temporada. “Até queria jogar fora do Brasil, mas é muito difícil falar não para o Zé Roberto. Gosto e tenho muito a crescer com ele. Espero que esse projeto crie raízes e dê certo no futuro”, destacou a atleta, esperançosa.


Ainda sem patrocínio, equipe de Zé Roberto já tem volta aos treinos marcada
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Carolina Canossa

Jogadoras agradecem ao público que compareceu em bom número ao ginásio em Barueri (Foto: Vitor Ricci/Ford Sports)

Jogadoras agradecem ao público que compareceu em bom número ao ginásio em Barueri (Fotos: Vitor Ricci/Ford Sports)

O primeiro passo foi concluído com sucesso: depois de apenas 18 dias de treinamentos, o Barueri conseguiu vencer seus dois jogos da Taça Prata e assegurou um lugar na Superliga B, a segunda divisão do voleibol nacional. A continuidade do projeto encabeçado pelo técnico José Roberto Guimarães, porém, depende de um aporte financeiro que não está garantido.

Ainda negociando a captação de recursos com empresários, Zé Roberto convidou as atletas que participaram desta fase inicial para retornar aos treinos na próxima quarta-feira, dia 9 de novembro. As jogadoras não só prometem comparecer como estão animadas, caso da central Fernanda Ísis: “Tenho algumas outras possibilidades para minha carreira, mas quero continuar em Barueri treinando com o Zé Roberto, o Zé Elias (preparador físico, que também trabalha na seleção feminina), o Wagão (auxiliar e técnico da seleção sub-23)… Quero acreditar que tudo vai dar certo aqui”.

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Como nenhuma atleta recebeu salário para atuar até o momento, pagá-las para continuar ali é a prioridade do momento.

“Espero que, nos próximos dias, nós possamos resolver pelo menos a parte das jogadoras, que é a mais importante. Elas podem ficar tranquilas que vamos correr atrás”, comentou o treinador ao Saída de Rede. “Eu sempre sou otimista. Esse processo é lento mesmo, pois é fim de ano, os orçamentos das empresas já foram consumidos e estão esperando virar o ano para uma nova expectativa”, destacou.

Comissão técnica é um dos pontos positivos do projeto

Comissão técnica é um dos pontos positivos do projeto

Paralelamente à busca por recursos diretamente com a iniciativa privada, o técnico também inscreveu o projeto do time de Barueri na Lei de Incentivo ao Esporte do governo federal (que permite a empresas interessadas deduzir até 1% do imposto de renda) e na Lei de Incentivo ao Esporte do Estado de São Paulo – neste último caso, o maior objetivo é viabilizar categorias de base.

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Zé Roberto bancou os custos relacionados a treinamentos do próprio bolso, enquanto a prefeitura de Barueri cedeu o ginásio local para as partidas da Taça Prata. Já o Grupo CBX Brasil, com atuação no mercado imobiliário, se dispôs a arcar com as despesas da realização do evento, como animador de torcida, seguranças, etc. Ainda não há uma data definida para a Superliga B começar, mas o campeonato deve ter seu início em dezembro ou janeiro, com jogos em turno único, oitavas, quartas, semi e final.

Quem se dispor a investir, não terá arrependimentos, garante a líbero Michele Daldegan. “Tenho certeza que a gente vai forte para a Superliga B e conquistar essa vaga na Superliga A, que é o nosso objetivo”, afirmou a atleta, que já teve passagens pelo Minas, Vôlei Amil e Sesi. Medalhista olímpica em Sidney 2000, a ponteira Érika chegou a se emocionar com os jogos em Barueri. “Todo mundo tem contas pra pagar e eu que ajudo minha família, então as coisas são pesadas. Quero muito continuar jogando, estou correndo atrás e aceitei vir pra cá por isso”, comentou.