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Juciely desafia o tempo e segue como referência no esporte
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Sidrônio Henrique

Juciely conquistou mais uma Superliga este ano (foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Com velocidade e tempo de bloqueio impressionantes, eficiente no ataque, Juciely Barreto é, aos 36 anos, referência entre as meios de rede brasileiras. Não se surpreenda se o técnico José Roberto Guimarães convocá-la para a seleção neste ciclo. Juciely desafia o tempo. Terá 39 anos em Tóquio 2020. Mesma idade que a também central americana Danielle Scott tinha em Londres 2012. “Eu penso nela, viu”, diz ao Saída de Rede a mineira da cidade de João Monlevade, admitindo que a estrangeira duas vezes vice-campeã olímpica é um exemplo. “Quando reflito sobre quanto chão teremos até lá, pergunto a mim mesma: ‘será que dá?’ Hoje em dia a resposta é ‘não sei’, mas até bem pouco tempo era ‘não’. Se o Zé Roberto me chamar, vamos conversar”.

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Quem acompanhou a decisão da Superliga 2016/2017, domingo passado, com a vitória do Rexona-Sesc por 3-2 sobre o Vôlei Nestlé, a viu fazer a diferença na reta final da partida. Só no tie break foram seis pontos, o último deles marcado quando sua equipe chegou a nove no placar e ela foi para o saque. Ao longo do torneio, a veterana esbanjou regularidade e muitas vezes foi o desafogo da levantadora Roberta Ratzke. “Eu peço bola mesmo, quero ajudar. Ali no tie break era a nossa temporada resumida em 15 pontos”, relembra.

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Jucy sabe que a renovação deve ser a tônica na seleção, mas sem deixar de lado a experiência de algumas peças, numa mescla que possa garantir sucesso. Contra si, além do tempo que ela insiste em desafiar, a exigência constante de esforço extra diante dos ataques e bloqueios mais altos no cenário internacional. Se a convocação não vier, segue a vida no clube. Já são sete temporadas no atual Rexona-Sesc – venceu seis Superligas com o time carioca (já havia ganhado uma com o Minas Tênis Clube) e deve permanecer. Parar não está em seus planos.

Vôlei entrou tarde em sua vida
Ser apontada como uma das principais centrais do País parece estranho para alguém com um minguado 1,84m e que descobriu o voleibol tão tarde. Tinha 18 anos quando, em 1999, começou no Usipa, clube de Ipatinga (MG), a pouco mais de 100 quilômetros de João Monlevade, onde vivia com os pais, que moram lá até hoje. “Eu brincava de vôlei na escola, gostava, mas não pensava em ser jogadora. Até que alguém me viu e fui parar no Usipa, achavam que eu tinha que ser central”, conta a atleta.

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Em 2000 foi para o Macaé. Chamou a atenção do Minas Tênis Clube e no ano seguinte seguiu para a tradicional equipe de Belo Horizonte – um timaço onde jogavam, entre outras, Fofão, Cristina Pirv, Ângela Moraes, Érika, Elisângela e Ana Maria Volponi, além das juvenis Fabiana e Sheilla, sob o comando do treinador Antônio Rizola. Ganharam a Superliga derrotando o BCN Osasco de José Roberto Guimarães na final.

Ângela Moraes lidera volta olímpica em 2002 no Mineirinho: ídolo de Juciely (foto: CBV)

Pouco experiente, estando apenas na sua terceira temporada na modalidade, treinava mais do que jogava. Encontrou naquele time, na época MRV Minas, seu grande ídolo no vôlei: a central Ângela Moraes, de 1,81m. “Eu parava só para ficar olhando ela treinar. A Ângela me influenciou de todas as formas, eu ficava tentando fazer tudo igualzinho a ela, que atacava uma china linda, incrível na velocidade de perna e de braço. Ela tinha também uma bola de dois tempos que era única: ela quicava no tempo frente e atacava uma chutada. Essa eu tentei fazer muitas vezes e nunca consegui”, conta Juciely.

Oposta?
No segundo ano no MRV Minas não jogou, apenas treinava. “Queriam me transformar em oposta, diziam que eu era baixa demais para ser meio de rede, mas eu não levava jeito para atacar na saída. Tenho todos os cacoetes de atacante de meio, tinha que ser central, apesar de pequena”. A baixa estatura é compensada com velocidade e impulsão. Aliás, a jogadora do Rexona-Sesc diz que não sabe o quanto salta. “Não sei qual é a minha impulsão ou o meu alcance, mas sei que salto bastante”. Os dados no site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) estão longe da realidade.

Fique por dentro do mercado do vôlei

Passou uma temporada em Osasco, depois foram duas no Brasil Telecom, de Brasília. Voltou ao Minas para mais um ano. Então, no período seguinte, 2008/2009, novamente no Brasil Telecom, desta vez em Brusque (SC), ela acredita que explodiu de vez. “A partir daquela temporada em Brusque, comecei a jogar bem mesmo”. A equipe contava com jogadoras como Fabíola e Elisângela. Ao lado de Nati Martins, atualmente no Vôlei Nestlé, Juciely formava a dupla de centrais titulares.

Com o troféu da Superliga 2016/2017 (foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Despertando o interesse de Bernardinho
O Brasil Telecom quase foi responsável por uma das maiores zebras da história da Superliga. Após eliminar o Pinheiros nas quartas de final, o time de Brusque encarou simplesmente na série melhor de três partidas da semifinal a equipe de Bernardinho, na época Rexona-Ades. O primeiro jogo, em Santa Catarina, foi vencido pelo Brasil Telecom por 3-2. No seguinte, em pleno Tijuca Tênis Clube, no Rio, a equipe visitante abriu 2-0, para desespero do técnico multicampeão. O Rexona viraria a partida e venceria o jogo seguinte, mas o adversário impôs respeito. Jucy chamou tanto a atenção que recebeu um convite de Bernardinho para jogar no Rio de Janeiro.

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“Minha pontuação no ranking das atletas não me ajudou e eu não me encaixava no Rexona. Fui jogar na temporada seguinte no São Caetano/Blausiegel, que tinha também a Fofão, a Sheilla, a Mari”, recorda a central.

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Porém, no período 2010/2011, finalmente pôde jogar no Rexona. “Aquele time patrocinado pela Blausiegel acabou e fomos Sheilla, Mari e eu jogar no Rio, treinadas pelo Bernardinho”. Começava para Juciely uma história que segue até hoje. Várias atletas entraram e saíram da equipe, mas a meio de rede mineira segue firme.

Recebendo prêmio de melhor central no GP 2015 (foto: FIVB)

Primeira convocação e cortes
Após sua temporada inicial no Rexona, veio também sua primeira convocação para a seleção adulta – jamais havia sido chamada nas categorias de base. “Com o Bernardo cresci a ponto de me tornar uma atleta da seleção brasileira. O Zé Roberto apontou muitos caminhos, me deu soluções quando comecei a disputar jogos internacionais, onde a realidade é completamente diferente. São grandes técnicos”, elogia Jucy, sem esquecer de afagar os dois.

Dos cortes sofridos na seleção, ela fala com resignação. “É algo doloroso, é um sonho que fica para trás, mas é um risco com o qual o atleta convive”.

Ficar fora da Olimpíada de Londres, em 2012, “doeu demais”, admite a atleta, que no entanto ressalta: “Apesar de ter sofrido, tinha consciência que a Adenízia estava melhor, ela vinha jogando muito bem”. O corte da lista de jogadoras que foi ao Mundial 2014 era esperado, pois Juciely sofria com uma lesão no joelho esquerdo.

Alegria e tristeza na Rio 2016
A participação na Rio 2016, apesar do desfecho triste, com a queda diante da China nas quartas de final, é lembrada com carinho por ser a única em Jogos Olímpicos. “Quando você entra na vila olímpica, percebe que aquele sonho se realizou”. A presença dos pais e dos amigos no Maracanãzinho foi extremamente importante para ela.

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Questionada se a chave muito tranquila da primeira fase na Olimpíada havia preparado suficientemente o time para o duelo nas quartas, ela rebate: “Tínhamos consciência de que o mata-mata seria muito difícil. A (ponteira) Ting Zhu saiu do passe no segundo set, a (técnica) Lang Ping fez umas mudanças e a gente não conseguiu mais acompanhar o ritmo delas”.

Juciely comemora um ponto durante a Rio 2016 (foto: FIVB)

Saque perdido
A central fica com a voz embargada quando relembra o saque desperdiçado no final do tie break diante da China. O Brasil perdia por 11-12 das orientais e Juciely, no serviço, buscou uma paralela, mas a bola foi para fora – a oposta Sheilla Castro erraria outro no rodízio seguinte.

“O meu erro ainda me revolta. Como pude errar aquele saque? Não dormi aquela noite, chorei muito. Nos dias seguintes, sempre que alguém me abordava, falando do jogo, eu caía no choro. Fui pro interior do Rio, um lugar onde ninguém me conhecia, depois fui pra Minas, ficar com meus pais. Nós todas (jogadoras) procuramos respostas para aquela derrota contra a China e não temos. As chinesas jogaram demais”, afirma Jucy.

Mundial de Clubes
O foco agora é o Mundial de Clubes, de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. A chave, com o VakifBank da Turquia e o Dínamo Moscou, é complicada, mas ela se mantém otimista, mesmo sabendo o quanto é difícil enfrentar bloqueios mais elevados ou tentar conter atacantes mais altas. “É outro nível, muito puxado, tenho que me desdobrar. No Grand Prix 2015 ganhei o prêmio de melhor central e fiquei me perguntando como poderia ter sido a melhor no meio de tanta mulher alta”. Às vezes não é preciso ser alta para ser grande.


Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


William pede dispensa da seleção, mas quer voltar ainda este ano
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Sidrônio Henrique

Levantador do Sada Cruzeiro, William Arjona foi campeão olímpico na Rio 2016 (fotos: CBV)

William Arjona pediu dispensa da seleção. O levantador do Sada Cruzeiro, campeão olímpico na Rio 2016, contou ao Saída de Rede que pediu ao técnico da seleção, Renan Dal Zotto, para ficar com a família após o encerramento da Superliga 2016/2017. A final do torneio, para a qual o time mineiro está classificado, aguardando a definição do adversário, será no dia 7 de maio, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.

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“O Renan falou comigo, disse que queria contar com os campeões olímpicos, mas expliquei a ele que estou há quatro anos sem tirar férias, que preciso de um tempo para ficar com minha família. Eu havia dito a minha mulher (Bruna) que se eles (a família) segurassem a barra de ficar todo aquele período de preparação para a Rio 2016 sem mim, eu compensaria no ano seguinte”, comentou William. O atleta tem dois filhos pequenos: Nina, 3 anos, e Cauã, 2.

Arena da Baixada, em Curitiba, receberá as finais da Liga Mundial 2017

À disposição no segundo semestre
O levantador ressaltou que seu pedido de dispensa foi somente para a convocação para a Liga Mundial. A competição será disputada de 2 de junho a 8 de julho, com as finais na Arena da Baixada (de 4/7 a 8/7), estádio de futebol localizado em Curitiba. “No segundo semestre teremos a Copa dos Campeões e o Sul-Americano, e eu estarei à disposição”, completou.

A ausência do nome do armador do Sada Cruzeiro chamou a atenção numa lista que veio a público na sexta-feira (21), no hotsite da Liga Mundial 2017. Naquela mesma data, o SdR divulgou a informação. Os levantadores na relação de jogadores são Bruno Rezende, do Sesi, Raphael Oliveira, do Funvic Taubaté, e Murilo Radke, do Montes Claros.

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Bruno, na seleção desde meados da década passada, foi campeão mundial em 2010 e olímpico em 2016. Rapha fez seu nome nos tempos áureos do Trentino, da Itália, e foi reserva de Bruno na campanha que culminou com a prata no Mundial 2014. Radke, o menos experiente dos três, vinha sendo chamado pelo ex-treinador Bernardinho e foi titular na seleção B que ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos 2015, sob o comando de Rubinho.

Renan Dal Zotto foi anunciado como novo técnico da seleção pela CBV em janeiro

“Nem todos serão convocados”
O Saída de Rede questionou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se a lista no site da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) corresponde aos convocados para a temporada ou se são apenas inscritos – já houve divergência entre a lista apresentada no site em anos anteriores e a convocação anunciada posteriormente. O supervisor da seleção masculina, Fernando Maroni, informou que a relação “é de pré-inscritos” e que “nem todos serão convocados”. Na noite desta segunda-feira (24), o técnico Renan Dal Zotto confirmou os nomes do central Maurício Souza e do líbero Tiago Brendle, ambos do Brasil Kirin, equipe eliminada na semifinal da Superliga no sábado passado.

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Há poucas caras novas na lista do site da Liga Mundial. Dos 21 relacionados, apenas quatro nunca passaram pela seleção A: o ponta Rodriguinho, do Sada Cruzeiro, o líbero Thales, do Lebes/Gedore/Canoas, o central Otávio, do Funvic Taubaté, e o oposto Rafael Araújo, destaque da liga polonesa pelo MKS Bedzin – os dois últimos foram da seleção B do Pan 2015. Entre os veteranos, um velho conhecido que esteve ausente em convocações recentes, o líbero Mário Júnior, do Taubaté, campeão mundial em 2010 e vice em 2014, que segundo o SdR apurou foi bem avaliado pela comissão técnica. No entanto, o preferido é Tiago Brendle, que desde o final do ciclo passado despontava como sucessor de Serginho, decano da posição que se retirou da seleção após o ouro na Rio 2016, quando foi escolhido MVP.

O nome do líbero Mário Júnior está na lista da Liga Mundial

Quase todos os campeões na Rio 2016 mantidos
Dez dos 12 campeões olímpicos no Rio de Janeiro estão na lista dos 21 pré-inscritos para a Liga Mundial. Somente Serginho e William Arjona não aparecem. Como sede das finais do torneio, o Brasil já está assegurado entre os seis finalistas, ou seja, poderia utilizar a fase de classificação para dar experiência aos mais novos. A cada etapa da Liga Mundial, 14 jogadores podem ser inscritos. Se os dez da Rio 2016 confirmarem presença e forem sempre relacionados, sobra pouco espaço para eventuais novidades.

Os doze atletas convidados por Renan Dal Zotto no dia 10 de abril para treinar em Saquarema (RJ), no centro de treinamento da CBV, estão lá desde domingo (23). Desses, quatro estão na relação do hotsite da Liga Mundial 2017: o levantador Murilo Radke, o líbero Thales e os opostos Rafael Araújo e Renan Buiatti – este último do JF Vôlei.


Destruidor no saque, Sada está na 7ª final consecutiva de Superliga
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Sidrônio Henrique

As duas equipes se cumprimentam na rede antes da partida (foto: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O Sada Cruzeiro mostrou, na noite deste sábado (22), porque é o favorito ao título da Superliga 2016/2017. Depois de duas partidas razoavelmente equilibradas diante do Brasil Kirin nos dois primeiros confrontos da série melhor de cinco da semifinal, o time mineiro desmantelou o adversário de Campinas (SP) em sets diretos (25-12, 25-18, 26-24), diante de 2,1 mil torcedores, no ginásio do Riacho, em Contagem (MG). Com isso, a equipe tricampeã mundial e que busca o penta na Superliga alcança sua sétima final consecutiva no torneio mais importante do País, tendo vencido as três últimas.

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Foi um massacre nos dois primeiros sets. Demolidor no saque – foram sete pontos diretos na partida e vários outros em decorrência do passe quebrado do adversário –, o time comandado pelo argentino Marcelo Mendez não deixou o Brasil Kirin jogar. O serviço cruzeirense facilitou, consequentemente, as ações do seu bloqueio e de sua defesa. Já o saque campineiro, eficiente nas duas primeiras partidas, quase não surtiu efeito e a equipe de Leal, Simon e William foi imparável na virada de bola. O Brasil Kirin até ensaiou uma reação na terceira parcial, após relaxamento dos anfitriões, mas o Sada retomou o controle da partida. O time de Campinas ainda empatou o set depois de estar perdendo por 21-24, mas aí o Cruzeiro acabou com o jogo.

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O veterano ponteiro Filipe, presente em todas as finais de Superliga pela equipe, ficou com o troféu Viva Vôlei. Destaque também para o levantador William, outro que esteve em todas as decisões do torneio pelo Cruzeiro, que fez uma excelente distribuição. O ponta cubano naturalizado brasileiro Leal foi o maior pontuador da partida, com 15, seguido pelo oposto Evandro, que marcou 14. Pelo Brasil Kirin, o experiente ponteiro Diogo foi quem mais fez pontos, somando 11.

Erros infantis
A diferença técnica entre os dois times neste sábado foi tão grande que sequer parecia um duelo entre o primeiro e o quarto colocado da fase de classificação. O Brasil Kirin estava perdido em quadra, até mesmo o competente líbero Tiago Brendle cometeu erros infantis. Já o Sada chegou a sua 27ª vitória em 28 jogos na competição, com apenas 13 sets perdidos – a única derrota foi com os reservas em quadra, no final da fase classificatória, com a liderança assegurada, diante do Taubaté.

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O Sada Cruzeiro aguarda a definição da outra série semifinal, entre Sesi e Taubaté, liderada por este último por dois jogos a um. A final será no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, no dia 7 de maio, às 10h, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

Bernardinho x Luizomar: respeito mútuo no 9º duelo na final

Embora o Brasil Kirin tenha deixado a competição uma etapa antes da edição anterior, quando foi finalista, está de parabéns. Para quem não se lembra, a equipe atualmente dirigida pelo também argentino Horacio Dileo esteve ameaçado de desmanche antes do início da temporada e perdeu atletas importantes, que ajudaram o time a chegar ao vice-campeonato no ano passado, como o ponta Lucas Lóh e o levantador argentino Demián González. O patrocinador segurou o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, entre outros, e apesar das oscilações a equipe terminou a fase de classificação em quarto lugar.


Bernardinho x Luizomar: respeito mútuo no 9º duelo numa final de Superliga
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Sidrônio Henrique

Os dois em 2015, última vez em que se enfrentaram na decisão do torneio (Alexandre Arruda/CBV)

A um dia da decisão da Superliga 2016/2017 entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, o Saída de Rede traz para você a opinião dos dois treinadores finalistas sobre suas equipes e ainda uma breve avaliação deles do que há de melhor no time oponente.

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Bernardo Rezende e Luizomar de Moura se enfrentarão pela nona vez numa final do torneio mais importante do País – vantagem de 6 a 2 para Bernardinho. Técnicos das duas principais equipes do vôlei feminino brasileiro na atualidade, clubes responsáveis por um dos maiores clássicos da modalidade no mundo, eles são velhos conhecidos do torcedor.

Vitoriosos
A trajetória de Bernardinho à frente do time começou no início do projeto, ainda em Curitiba, em 1997, e seguiu com a mudança para o Rio de Janeiro. São 11 títulos de Superliga. Já Luizomar assumiu o comando em Osasco em 2006. Desde então, levou a equipe a duas conquistas da maior competição nacional – além de vencer o Mundial de Clubes, em 2012. O atual treinador do Vôlei Nestlé ganhou ainda a Superliga 2000/2001, quando dirigia a equipe do Flamengo. Osasco soma cinco títulos do torneio – três deles com José Roberto Guimarães.

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Os rivais se enfrentaram duas vezes esta temporada: uma vitória para cada lado, com torcida a favor – Osasco 3-2 e Rio 3-1. O último confronto numa final foi na Superliga 2014/2015, no mesmo ginásio desta edição, e as cariocas triunfaram em sets diretos.

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A decisão entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé será neste domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

Entre um treino e outro dos finalistas, o SdR fez duas perguntas a Bernardinho e Luizomar. Veja o que eles disseram:

BERNARDO REZENDE

Com o Rexona, Bernardinho ganhou 11 vezes a Superliga (FIVB)

O que o seu time leva para esta final?
Embora desgastado física e emocionalmente, essa série semifinal contra o Minas fortaleceu a alma do time. Foi uma disputa muito dura e você levar isso como experiência é importante para a final. Com todas as dificuldades que passamos contra o Minas, espero que a gente leve essa força como um aprendizado importante.

O que adversário tem de melhor?
Acho que depois de ter ficado de fora da final no ano passado, Osasco volta sedento por um título. Elas chegam muito fortes, têm uma levantadora diferenciada (Dani Lins), com grande experiência internacional, o que os outros times da Superliga não têm. Algumas jogadoras ali estão jogando muito bem. A final será uma partida totalmente aberta, sem favoritos. É um clássico.

LUIZOMAR DE MOURA

Luizomar comanda a equipe desde 2006 (Bruno Lorenzo/Fotojump)

O que o seu time leva para esta final?
Nosso grupo é a nossa maior qualidade. A forma como encaramos a temporada fez com que o time chegasse muito forte nesta final. O espírito coletivo foi uma característica que conseguimos implantar este ano e o elenco mostrou que, com todo mundo se ajudando, a equipe toda se tornaria protagonista.

O que adversário tem de melhor?
A maior qualidade do Rexona-Sesc é ter mantido a base do time campeão na temporada passada. É uma equipe que mexeu pouco em relação à Superliga anterior.


Gabi e Drussyla: prontas para serem protagonistas na final da Superliga
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Sidrônio Henrique

As duas ponteiras abraçadas após a classificação para a final (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Quando chegou ao Rexona na temporada 2012/2013, vinda do Mackenzie, a ponta Gabriela Guimarães era uma juvenil promissora. Ao longo daquela Superliga, com a contusão da americana Logan Tom, a jovem Gabi se viu alçada ao time titular e segue nessa condição até hoje, agora como uma das principais atletas do País. A um mês de completar 23 anos, ela vai para sua quinta final consecutiva do torneio de clubes mais importante do Brasil. Nas quatro anteriores, ficou com o título.

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Contratada pelo clube carioca no período 2013/2014, a também ponteira Drussyla Costa foi se desenvolvendo sob as ordens do técnico Bernardinho, mas acumulava pouco tempo em quadra, sendo utilizada na maioria das partidas como especialista no saque. No entanto, recebeu uma chance rara, e por que não ousada, nos dois últimos jogos da intensa série melhor de cinco da semifinal contra o Camponesa/Minas. Aos 20 anos, virou titular, no lugar da holandesa Anne Buijs. Destacou-se tanto no quarto confronto quanto no quinto, marcando 38 pontos no total, ajudando a garantir a virada no duelo que o Rexona-Sesc perdia por dois jogos a um.

Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc
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Gabi e Drussyla são peças-chave em um time que busca o 12º título da Superliga. Elas rejeitam o rótulo de favoritas, mas estão prontas para assumir protagonismo na decisão, marcada para este domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

A atacante Gabi assumiu o papel que era de Natália na equipe

Substituta de Natália
Gabi se viu em um novo papel, o de definidora, nas palavras de seu treinador, nesta temporada em que o clube não pôde contar com a ponta Natália, que foi para o Fenerbahçe, da Turquia. “Essa mudança foi muito importante pra mim. Claro que eu tive alguns momentos de dificuldade tendo que assimilar isso, sabendo que eu teria que ser mais eficiente, mas foi ótimo, até pensando no meu futuro. Afinal, sou uma jogadora baixa, preciso ter regularidade, preciso treinar muito para estar bem. Eu tenho o objetivo de me manter na seleção brasileira, então substituir a Natália no clube foi muito importante para o meu amadurecimento”, disse ao Saída de Rede a ponteira de 1,80m.

“Pedradas” de sérvia no saque viram arma do Vôlei Nestlé para a final

Questionada se ter disputado uma série mais longa, mas mantendo-se em atividade enquanto o Vôlei Nestlé teve mais tempo para descansar, era vantagem ou desvantagem, Gabi apontou os prós e os contras. “O lado negativo é que foi muito longa, desgastante, então ficou cansativo, tanto física quanto psicologicamente. O lado bom é que a gente chega mais preparada, com um ritmo de jogo muito grande”.

Vídeo mostra que mago do vôlei dá show também no futebol

Focada na final, ela contou que o time tem treinado bastante recepção para neutralizar o eficiente saque da equipe de Osasco, uma das principais armas do time paulista. “A gente tem trabalhado muito nisso. O saque delas nos preocupa. A gente sabe que a Tandara tem um bom saque, a Dani Lins, várias jogadoras ali sacam muito bem e a gente vai precisar ser regular no passe”.

Drussyla diz que evoluiu no passe ao longo desta temporada

Confiança
Para Drussyla, encarar o serviço das rivais não será problema, contando com a ajuda de Gabi e da experiente Fabi, líbero bicampeã olímpica. “Nosso passe tem funcionado”, resumiu a atacante de 1,86m.

Ao avaliar seu desempenho, Drussyla disse ao SdR que viu evolução em todos os fundamentos. “Melhorei meu passe nos treinos esta temporada. Na verdade, melhorei também na defesa e no ataque. No saque estou mais regular, não erro tanto quanto eu errava quando entrava para sacar em temporadas passadas. Tem também a questão da confiança, de querer participar mais, isso me ajuda bastante”.

Erros de arbitragem mancham Superliga. O que pode mudar?

Será que entrar em quadra no sexteto titular do Rexona pela primeira vez numa decisão a deixa apreensiva? “É um clássico, né. Muita gente aqui está acostumada a jogar (contra Osasco). Poxa, é uma final. Então acho que vai ser um jogo difícil, mas nós estamos preparadas. Eu espero corresponder mostrando o que a comissão técnica e as demais jogadoras têm me ensinado”.


Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc
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Sidrônio Henrique

Lucão e Bruno na apresentação do central no Modena em outubro de 2015 (foto: Modena Volley)

Campeões olímpicos e mundiais, juntos eles têm mostrado algumas das combinações de ataque mais eficientes do voleibol – na seleção ou em clubes. Após uma temporada no Sesi, a dupla formada pelo levantador Bruno Rezende e o central Lucas Saatkamp pode desembarcar novamente no Modena, da Itália. Caso as negociações com o clube europeu não deem certo, o destino do duo deve ser o Sesc, que acaba de vencer a Superliga B e, na temporada 2017/2018, disputará a primeira divisão do voleibol brasileiro, apoiado em um dos maiores investimentos da modalidade.

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Os dois são velhos conhecidos do Modena. Ganharam o título italiano pelo clube na temporada 2015/2016. Uma crise que culminou na perda do principal patrocinador forçou a volta de Bruno e Lucão ao Brasil. A decisão foi tomada levando em conta tanto o lado financeiro quanto o pessoal – o levantador estava há duas temporadas fora do Brasil e o central aguardava o nascimento do primeiro filho. Bruno jogou o final do período 2011/2012 no clube europeu e depois retornou para duas temporadas, de 2014 a 2016. Lucão disputou a última. Além do Modena e do Sesi, os dois jogaram juntos nas extintas equipes Cimed e RJX.

Ponta João Rafael reforçará o Sesc (foto: CBV)

O interesse do Modena na dupla já havia sido abordado pela imprensa italiana, mas as negociações só começaram recentemente. O Sesc, do técnico Giovane Gavio, entra como plano B.

Segundo o Saída de Rede apurou, na próxima Superliga o time carioca terá um orçamento inferior apenas ao do Sada Cruzeiro, equipe tricampeã mundial e que busca o pentacampeonato nacional. O clube mineiro investe aproximadamente R$ 13 milhões por temporada.

Alternativa
Caso Bruno e Lucão voltem ao voleibol italiano, o Sesc teria interesse no levantador Thiaguinho, atualmente no Molfetta, da Itália, e no central campeão olímpico Maurício Souza, do Brasil Kirin. Essa seria a alternativa da equipe carioca se não puder contar com os dois que estão no Sesi.

Ponteiro Maurício Borges interessa ao clube carioca (foto: FIVB)

Quem já acertou com o Sesc, faltando apenas assinar o contrato, é o ponteiro João Rafael, também do Molfetta. Ao lado de Thiaguinho e de Maurício Souza, o ponta fez parte da seleção brasileira B que conquistou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos 2015, em Toronto, Canadá. Tanto o levantador, na sua primeira temporada na Itália, quanto João Rafael, em seu segundo ano como um dos destaques do Molfetta, estão na lista inicial de 12 atletas convocados pelo técnico Renan Dal Zotto.

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Outro ponteiro que despertou o interesse do time do Rio de Janeiro foi mais um integrante daquela seleção B do Pan 2015. É o campeão olímpico Maurício Borges, que está há duas temporadas no Arkas Izmir, da Turquia, sob o comando do técnico canadense Glenn Hoag. Como o treinador quer manter Borges na equipe, ainda não há definição se o ponta fica na Europa ou se volta ao Brasil para o período 2017/2018.

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O Sesc renovou com três atletas que conquistaram a Superliga B: o central Tiago Barth, o oposto Paulo Victor e o levantador Everaldo.


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Sidrônio Henrique

Rosamaria aparece como terceira maior pontuadora da Superliga (foto: Orlando Bento/MTC)

Uma das grandes promessas do voleibol brasileiro, a ponteira Rosamaria Montibeller, 23 anos, 1,85m, renovou com o Camponesa/Minas e vai defender o clube na próxima temporada. Quem também decidiu ficar onde estava é a levantadora Juma Fernandes, 24 anos, 1,83m, que permanecerá no Genter Bauru Vôlei. Já um dos nomes de maior destaque nesta e nas três edições anteriores da Superliga, a levantadora Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, é prioridade para sua atual equipe, Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e está no radar de outros três times: Hinode/Barueri, Fluminense e Vôlei Nestlé.

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Rosamaria
Encerrada a semifinal da Superliga 2016/2017, a ponteira do Minas, eliminado pelo Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, é a terceira maior pontuadora do torneio, com 403 pontos, somente atrás e bem próxima da líder Tandara, do Vôlei Nestlé, que soma 408, e da colega de equipe Destinee Hooker, 404. No início da competição, Rosamaria fazia saída de rede, mas com a chegada da oposta americana Hooker, ainda no primeiro turno, foi deslocada para a entrada, uma antiga recomendação do técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, endossada por seu técnico no Minas, Paulo Coco – assistente de Zé Roberto no selecionado nacional.

Juma seguirá no Bauru (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Juma
A levantadora Juma Fernandes jogou pelo Genter Vôlei Bauru na atual temporada, vinda do Pinheiros. Campeã mundial sub23 com a seleção brasileira em 2015, na Turquia, ela foi escolhida a melhor levantadora e também MVP do torneio. Embora tenha oscilado ao longo da Superliga 2016/2017, Juma é tida como uma das revelações na posição e recebeu elogios, além do seu próprio técnico, Marcos Kwiek, de nomes como Bernardinho e Paulo Coco.

Destaque no Brasília, Macris interessa a outros três clubes (CBV)

Macris
Melhor levantadora das três últimas edições do torneio e líder nas estatísticas do fundamento faltando apenas a final da temporada, Macris tem um jogo caracterizado pela ousadia. O leitor talvez se pergunte se a estatística reflete de fato o nível de um armador. Não, pois há limitações, inclusive um grande levantamento pode ser desconsiderado se o atacante não vira a bola, por exemplo. A estatística, da forma como é aplicada no campeonato, também não observa a distribuição. Porém Macris, apontada por Bernardinho como uma levantadora “que taticamente joga muito” e que “é diferente”, também já arrancou elogios de Zé Roberto.

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O Brasília Vôlei quer mantê-la, mas vivendo um dos melhores momentos de sua carreira, ela, que encerrou sua segunda temporada no time do Planalto Central, também interessa a outros três times. O Fluminense quer se reforçar para a Superliga 2017/2018 e pensa em Macris. O Hinode/Barueri, que sob o comando de Zé Roberto venceu a Superliga B, está de olho nela. Outro que sondou a levantadora foi o Vôlei Nestlé. Se Dani Lins decidir mesmo dar um tempo no voleibol para engravidar, Macris seria uma opção para a equipe de Osasco.


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Sidrônio Henrique

William Arjona (segundo em pé, à direita): confraternização na Argentina (fotos e vídeo: Somos Vóley)

O craque recebe no meio de campo, mata no peito, avança, vê o goleiro adiantado e marca por cobertura. É gol! Golaço!

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Espera aí, o blog não é de vôlei? É sim, mas o artilheiro em questão é um dos maiores talentos em atividade no voleibol mundial. Dá uma olhada no vídeo abaixo. Sim, é o levantador William Arjona, nos seus tempos de Argentina. Apelidado pelos hermanos de El Mago, a ponto de o então técnico da Albiceleste, Javier Weber, ter sugerido que ele se naturalizasse argentino, William esbanjava categoria também no futebol.

O clipe em questão é de uma pelada disputada em 2009, num campinho de aluguel em Buenos Aires, entre 11 atletas do Bolívar, clube de William à época, e seis jornalistas especializados em vôlei, do site Somos Vóley (SV) e do programa semanal de rádio Morgan Lo Hizo. Jogavam cinco de cada lado. As imagens voltaram à tona recentemente no SV porque um clube de futebol, Belgrano de Córdoba, de passagem pela cidade, decidiu treinar no mesmo espaço que a turma do voleibol utilizava com frequência. Foi a deixa para relembrar a habilidade do brasileiro.

Modesto
“Aquilo foi uma brincadeira que fizemos no final da temporada (2008/2009). Eu costumava dizer que era bom jogador. A gente enfrentava os jornalistas, que formavam um grupo bem bacana. Nós sempre íamos ao programa (de rádio) deles. Aquele jogo foi uma comemoração e daí rolaram aqueles lances bem legais”, relembrou, com modéstia, o levantador do Sada Cruzeiro e da seleção brasileira. Observe no vídeo que, antes do gol, William dá uma caneta num desavisado.

Ninguém se machucou durante o jogo entre atletas e jornalistas

“Nós (atletas) acabamos ganhando o jogo, depois fomos para a rádio, eles tinham que terminar de gravar o programa. Eu gosto muito de futebol. Voltei ao Brasil e tenho acompanhado o futebol, como fazia na Argentina. Lá eu gostava do Vélez Sarsfield, por causa de um amigo que jogava comigo (o central Gabriel Arroyo), ele era fanático, me levava aos jogos. Aqui eu torço pelo Cruzeiro, que é o time em que eu jogo, além do Corinthians, que é o meu time de coração”, disse ao SdR o campeão olímpico.

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Os tempos de jogador de futebol, no entanto, ficaram na Argentina. Por lá, quando não estava marcando gols espetaculares, El Mago colecionava títulos no voleibol. Disputou pelo Bolívar quatro ligas argentinas, de 2006 a 2010, e ganhou todas.

Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada

Ah, o placar da pelada? Ninguém sabe ao certo, apenas que os atletas ganharam. As opções variam entre 1-0, 2-0 e 2-1. Mas isso não tem a menor importância. O que vale mesmo é ver que William Arjona batia um bolão também no futebol.


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Sidrônio Henrique

Após quase um ano parada, Hooker foi o principal destaque do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Principal destaque do Camponesa/Minas na Superliga 2016/2017, considerada por Bernardinho uma das melhores opostas do mundo, a americana Destinee Hooker, 29 anos, 1,93m, está na mira do Dentil/Praia Clube.

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A equipe de Uberlândia, que dispensou a oposta cubana Daymi Ramirez e também a ponta americana Alix Klineman, procura uma atacante definidora. Na temporada 2015/2016, quando o Praia surpreendeu e chegou à final da Superliga, perdendo para o Rexona, tanto Alix quanto Ramirez estavam em grande forma – a primeira terminou como maior pontuadora do torneio e a cubana foi terceira. Desta vez, no entanto, ambas conviveram com contusões e renderam abaixo do esperado, em uma equipe que não engrenou. O técnico Ricardo Picinin foi liberado.

A oposta no dia da sua apresentação à torcida do Camponesa/Minas

Eficiência
Por ter ficado quase um ano parada, desde o nascimento do seu segundo filho, a forma física de Destinee Hooker era uma preocupação para o Minas, mas a atleta, que começou a jogar pelo clube de Belo Horizonte no final do primeiro turno, rapidamente mostrou serviço.

O Camponesa/Minas chegou às semifinais, caiu diante do favorito Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, tendo vencido o rival duas vezes em pleno Rio de Janeiro, e terminou a Superliga 2016/2017 em um honroso terceiro lugar. Hooker foi a maior responsável pelo bom desempenho do Minas e valorizou seu passe, além de ter surpreendido a todos com um comportamento que uma fonte do clube chamou de “exemplar”.

Questionado sobre convocação de Hooker, técnico dos EUA desconversa
Erros de arbitragem mancham Superliga. O que pode mudar?

Ela, que já havia atuado no Brasil na temporada 2011/2012, sendo campeã por Osasco (na época Sollys/Nestlé, atual Vôlei Nestlé), era conhecida tanto pela potência do seu ataque quanto pela indisciplina. Numa entrevista concedida ao Saída de Rede em janeiro, a oposta enfatizou que a maternidade mudou o seu jeito de ser.