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Giovane: “No primeiro ano do Sesc, nosso objetivo não é lutar pelo título”
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Carolina Canossa

Giovane está de volta à elite do voleibol brasileiro (Fotos: Divulgação/CBV)

Como jogador, o nome dele já está história. Mas Giovane Gávio quer ir além e repetir os feitos da juventude na função de treinador. Comandante do Sesi na campanha do título na Superliga 2010/2011, ele agora está à frente de um novo projeto, o Sesc-RJ, que no sábado de Aleluia garantiu um lugar na elite do voleibol brasileiro ao vencer a Série B do campeonato nacional.

Em entrevista exclusiva ao Saída de Rede, Giovane contou que a conquista teve um gostinho especial, já que entre 2013 e 2016 não esteve em nenhuma função à beira da quadra no dia a dia – apesar de ter comandado a seleção brasileira masculina sub-21 em parte deste período, o trabalho não exigiu uma dedicação tão longa como acontece no clube. “Foi uma retomada de ritmo, mas um caminho muito feliz, pois é isso o que eu gosto de fazer e me proponho na vida”, comentou o ídolo.

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O nome do Sesc tem sido alvo de várias especulações na atual abertura do mercado do vôlei, com expectativa de grande investimento. Giovane, porém, tratou de deixar claro que sua perspectiva para a temporada 2017/2018 é outra.

“Claro que não vamos trabalhar para perder, mas neste primeiro ano nosso objetivo não é lutar pelo título. Se formos analisar friamente, nome por nome, o Sada Cruzeiro, a Funvic Taubaté e o Sesi devem ficar na nossa frente se conseguirem manter o nível dos elencos atuais. Nossa zona de briga talvez seja com o Minas, o Montes Claros, o Brasil Kirin…”, afirmou.

Treinador comandou a seleção sub-21 e em 2017 estará à frente da sub-23

Giovane preferiu não confirmar a chegada de nenhum jogador, mas confirmou a permanência de três peças importantes na campanha da Superliga B, o levantador Everaldo, o oposto Paulo Victor e o central Thiago Barth. “Traçamos um perfil de time com jogadores mais jovens, que podem ser convocados pra seleção agora ou futuramente, mas que dentro de três ou quatro anos serão protagonistas do voleibol brasileiro. É em cima disso que a gente vai montar o time”, destacou.

Seleção de base

Antes do início da próxima Superliga, porém, Giovane tem um outro desafio importante: comandar a seleção sub-23 no Mundial da categoria, programado para agosto, no Egito. Para ele, o torneio será uma grande oportunidade de dar rodagem internacional a novos talentos.

“Esse é o nosso desafio, colocá-los para jogar, pois esses jovens estão muito bem treinados e precisam aprender a tomar decisões”, afirmou o técnico. Para ele, alguns nomes de potencial nesta nova geração são os do levantador Fernando Cachopa, os pontas Douglas Souza, Vaccari e Fabio, o ponteiro/oposto Kaio e o central Rômulo. “É uma geração muito bacana, com jogadores que, de uma certa forma, já estão assumindo responsabilidades em seus clubes. Isso é bom pra gente. Na seleção, eles terão espaço para aparecer mais ainda”, garantiu.


Zé Roberto chama nove jogadoras em sua 1ª convocação pós-Olimpíada
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Carolina Canossa

Zé Roberto terá quatro torneios com a seleção em 2017 (Foto: Divulgação/CBV)

Técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães anunciou nesta quarta-feira (26) os nomes das primeiras atletas convocadas para a temporada 2017 do vôlei. Ao todo, seis jogadoras foram convocadas para os torneios da temporada e outras três para um período de treinamentos.

De olho no Montreux Volley Masters, Grand Prix, Campeonato Sul-Americano e Copa dos Campeões, Zé Roberto chamou a líbero Léia, a levantadora Naiane, a ponteira Rosamaria e a central Mara, todas do Camponesa/Minas, além da central Adenízia, do Savino Del Bene Volley Scandicci (Itália), e da líbero Suelen, do Foppapedretti Bergamo (Itália).

Já a ponteira/oposta Edinara e sua companheira de São Cristóvão Saúde/São Caetano, Fernanda Tomé, foram convidadas para treinar com o restante do grupo. O mesmo aconteceu com a ponta Amanda, um dos destaques da última Superliga pelo Terracap/BRB/Brasília Vôlei.

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Essas nove jogadoras se apresentarão na próxima segunda-feira (1), no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema.

A convocação da seleção feminina deve ser completada ao longo das próximas semanas com as jogadoras que demandam um maior período de descanso ou que estão encerrando suas temporadas nos clubes mais tarde, caso das atletas do Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé.


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Carolina Canossa

Rexona se reinventou para levar o título de novo (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Ao mesmo tempo em que já começam a fazer projeções com os patrocinadores e propostas para as jogadoras que desejam manter ou contratar, as 12 equipes que participaram da recém-encerrada Superliga feminina de vôlei analisam o que funcionou e o que deixou a desejar na temporada. Quem cumpriu o que queria? Quem decepcionou? Quem foi além do imaginado?

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Nós, do Saída de Rede, também fizemos um balanço do desempenho dos clubes na competição levando em conta o que eles desejavam e aquilo que, de fato, conseguiram. Vejam abaixo nossas conclusões:

Terminam a Superliga em alta

Rexona-Sesc
O título este ano veio com mais dificuldades que em temporadas anteriores. Por outro lado, ao contrário da edição 2015/2016, não havia uma matadora como Natália para ser a bola de segurança da equipe. A solução foi se reinventar mais uma vez para conquistar a 12ª taça de sua história, a última ao lado do patrocinador que bancou o projeto 20 anos atrás.

Vôlei Nestlé
A queda no investimento que teve como consequência as saídas de Thaísa e Adenízia preocupou os torcedores de Osasco antes do início da Superliga. Cerca de 70% do elenco foi reformulado, mas a aposta em um misto de veteranas com atletas em busca de consolidação se revelou positiva para a equipe comandada por Luizomar de Moura. O próprio técnico admite que o grupo não estava entre os favoritos, mas ainda assim o time chegou perto da taça. Mais especificamente, a um set dela.

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Camponesa/Minas
Não se deixe enganar pela tabela de classificação: se por um lado a campanha do tradicional clube de Belo Horizonte foi pior que a da Superliga anterior (quarto contra terceiro lugar), por outro o time empolgou a torcida como há muito não acontecia e quase eliminou o papa-títulos Rexona na semifinal. O pecado foi só ter fechado o elenco com a competição em andamento (alô, Hooker! alô, Jaque!) , o que fez a equipe cair para o quarto lugar na tabela de classificação e antecipou um confronto na semifinal que poderia muito bem ter sido a decisão, contra as cariocas. Que fique a lição para a próxima temporada.

Genter Vôlei Bauru
Taí um projeto que tem tudo para dar frutos cada vez melhores nos próximos anos: depois de uma primeira temporada humilde na Superliga A, deu novo passo e, com mais investimento, alcançou os playoffs com facilidade. A quinta colocação reflete um trabalho bem feito, dadas as atuais possibilidades econômicas do projeto. Se continuar assim, não vai demorar muito para fazer parte do seleto grupo de candidatos ao pódio.

Campeão olímpico em 2004, Anderson foi uma grata surpresa como treinador (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Terracap/BRB/Brasília
Mais um projeto que soube gerir bem os recursos que tinha à disposição. Não por acaso, derrubou alguns favoritos ao longo da fase classificatória e ameaçou o Praia Clube nas quartas de final. A aposta no ex-jogador Anderson Rodrigues como técnico se revelou acertada e o trabalho dele à frente da equipe foi uma grata surpresa para os fãs de vôlei.

Permanecem no mesmo patamar

Fluminense
A iniciativa do clube carioca em voltar a investir no vôlei feminino após 25 anos é louvável por si só. A despeito de limitações orçamentárias, o Flu conseguiu pinçar boas peças no mercado, caso da ponteira Sassá, da oposta Renatinha e da central Letícia Hage – e a força do elenco apareceu na final do Campeonato Carioca, com uma vitória no tie-break e o fim da hegemonia do Rexona. Não foi ruim, mas os motivos citados acima deixam a sensação de que o time poderia ter ido mais longe…

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Pinheiros
A turbulência causada com a troca de técnico em dezembro de 2015 continuou com a saída de sua principal contratação, Suelle, antes mesmo do início da Superliga. Não ofereceu grande resistência aos principais candidatos ao título, exceto o Vôlei Nestlé, mas cumpriu o “feijão com arroz” contra os times mais fracos e ficou longe de qualquer possibilidade de rebaixamento.

São Cristóvão Saúde/São Caetano
Não é de hoje que está acomodado na elite do voleibol brasileiro, sem subir ou descer de patamar. É uma situação parecida com a do Pinheiros, outra fonte de talentos, com a diferença que a equipe do ABC Paulista não tem alcançado os playoffs recentemente. Uma pena, pois trata-se de um trabalho sério e que poderia aparecer mais na principal competição do Brasil.

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Praia investiu alto, mas resultados estiveram longe de aparecer (Foto: Divulgação/CBV)

Gostinho de frustração

Dentil/Praia Clube
Sem dúvida, a grande decepção da temporada 2016/2017 do voleibol brasileiro. Depois de ser vice-campeão no ano passado, investiu alto para reforçar o elenco, com destaque para a chegada de Fabiana, ex-capitã da seleção brasileira feminina. Lesões à parte, o que se viu em quadra, porém, foi um time perdido, com raríssimos momentos de brilho e que psicologicamente desabava com facilidade. Fez uma Superliga que deve ficar como lição para que os erros não se repitam no futuro.

Rio do Sul/Equibrasil
Sensação do campeonato de 2015/2016, onde foi quase imbatível em casa sofreu uma forte queda com a saída do competente técnico Spencer Lee, que foi ser assistente do Vôlei Nestlé. Com apenas cinco vitórias em 22 partidas, sequer pôde sonhar em estar nos playoffs. Para piorar, sofreu com atrasos no pagamento das atletas.

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Sesi
A decepção por não ter passado pelas quartas com um elenco com Fabiana e Jaqueline na Superliga anterior fez a diretoria do Sesi promover um corte radical na verba destinada ao vôlei feminino nesta temporada. A aposta era em um time barato e jovem, tendo em vista a formação de talentos para os próximos anos. Objetivo nobre, sem dúvida, mas nem tal opção nem os gastos menores são justificativas para uma campanha tão fraca, com apenas sete pontos conquistados em 66 possíveis.

Renata Valinhos/Country
É um projeto esforçado, mas que precisa de ajustes para deixar de ser saco de pancadas e permanecer na elite do voleibol brasileiro. Caso contrário, uma hora os patrocinadores vão cansar de investir. Infelizmente, as performances nesta Superliga não ajudaram e o time do interior paulista voltou a ocupar a última posição da tabela. Trata-se de um resultado semelhante ao da temporada passada, com a diferença que em 2015/2016 houve uma vitória a mais.


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Carolina Canossa

Com um jogo muito coletivo, Rexona se sagrou campeão de novo (Foto: Inovafoto/CBV)

Um dia após o final da Superliga feminina, é hora de começar as avaliações de tudo o que aconteceu no torneio. E, claro, eleger quem foram as melhores atletas em quadra. Enquanto a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) prefere basear suas escolhas nas estatísticas, optamos por não dar toda esta importância aos números, já que eles muitas vezes não refletem fatos que ocorreram em quadra, além de ignorarem o poder decisivo de uma atleta.

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Dito isto, vamos à seleção do Saída de Rede:

(Fotos: CBV)

Levantadora: Macris (Terracap/BRB/Brasília)

Começamos por aquela que foi a posição mais difícil de ter uma vencedora nesta Superliga. Isso porque não houve uma levantadora que tenha sido uma unanimidade ao longo da competição: todas, sem exceção, alteraram bons momentos com erros táticos e/ou técnicos. De uma maneira em geral, porém, chamou a atenção Macris, que ajudou o Brasília a fazer uma ótima campanha mesmo com uma oposta em má fase e com Paula Pequeno não sendo mais a mesma de antes. Às vezes, seu estilo acelerado compromete, mas consegue aliar bem essa velocidade com inteligência na hora de distribuir as jogadas

Oposta: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Mandou um recado para quem tinha dúvidas se poderia repetir as atuações de sua primeira passagem no Brasil, o que inclui a equipe do SdR: sim, a americana ainda tem muita lenha para queimar. Potente e com boa técnica, ajudou o Minas a subir de patamar e, mesmo tendo estreado apenas na oitava rodada, foi a segunda maior pontuadora da competição, 26 pontos atrás de Tandara

Ponteira 1: Tandara (Vôlei Nestlé)

Falando em Tandara, ela não poderia deixar de aparecer nesta lista. Em excelente forma física, também aprendeu a encarar menos bloqueios montados e se destacou no saque. Manteve ainda um nível razoável na recepção e foi a maior responsável pela equipe de Osasco ter ficado a apenas um set do título da Superliga

Ponteira 2: Drussyla (Rexona-Sesc)

Há 20 dias, seria inimaginável pensar que a jovem atleta do Rio figuraria nesta lista. Mas não há como deixar de reconhecer o excelente trabalho feito por ela na reta final da competição, quando foi alçada ao time titular no lugar da holandesa Anne Buijs. Ajudou a reestabilizar o passe do time em um momento difícil na semifinal contra o Minas, virou bolas importante no ataque e teve emocional para não se deixar levar depois de erros no primeiro set da final. Foi uma gigante em quadra.

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Central 1: Juciely (Rexona-Sesc)

Outra que jogou uma enormidade quando o Rexona mais esteve ameaçado, seja no bloqueio ou no ataque. Aos 36 anos, ainda consegue se manter entre as melhores atletas do Brasil na posição (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Central 2: Bia (Vôlei Nestlé)

Foi um problemaço para os rivais quando esteve na rede, já que tem uma ótima noção de tempo para bloquear e leitura das atacantes rivais. Se conseguir atacar com a mesma eficiência, algo que ainda não acontece mesmo com uma levantadora com a qual está acostumada (Dani Lins), será presença certa na seleção nos próximos anos

Líbero: Brenda Castillo (Genter Vôlei Bauru)

Talentosíssima, a dominicana conseguiu o feito de estar entre as melhores da competição mesmo tendo parado nas quartas de final. Foi a dona do fundo de quadra de um time cujas ponteiras apresentaram problemas para receber as bolas, além de fazer defesas de encher os olhos

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Técnico: Bernardinho (Rexona-Sesc)

Chega ao seu 12º título em 20 anos de competição. Precisa dizer mais? Precisa: na maioria destas conquistas, incluindo a deste ano, contou com um investimento menor que o dos principais adversários. Seus times, porém, se destacam pela coletividade e linearidade de jogo – mesmo quando as coisas não dão certo, o Rexona é capaz de esquecer um set ruim e apresentar um novo ritmo na etapa seguinte, como se nada tivesse acontecido. Tem ainda um talento especial para apostar em jovens talentos na hora certa, como ocorreu com Drussyla desta vez

MVP: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Esse posto poderia muito bem ficar com Tandara, mas optamos por Hooker pela superação apresentada depois de alguns anos em baixa no exterior. Voltou a ser uma estrela de primeiro nível no vôlei internacional, está mais madura psicologicamente e seguramente é um dos nomes mais disputados por times do mundo inteiro no mercado pra próxima temporada. Pena que já avisou que não permanece no Brasil…

Menções honrosas (ou “quem poderia estar na seleção da Superliga, mas faltou espaço”): Amanda (Terracap/BRB/Brasília), Edinara (São Cristóvão Saúde/São Caetano), Fabi (Rexona-Sesc), Gabi (Rexona-Sesc), Lorenne (Sesi), Mara (Camponesa/Minas) e Roberta (Rexona-Sesc).

Concorda? Discorda? Qual é a sua seleção da Superliga feminina 2016/2017?


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Carolina Canossa

Drussyla, que quase foi para o vôlei de praia, acabou eleita a melhor da final (Foto: foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Aos 20 anos, ela alcançou um outro patamar na carreira. Peça fundamental na virada da série semifinal contra o Camponesa/Minas, a ponteira Drussyla provou na decisão da Superliga, neste domingo (23), que é uma aposta segura entre os nomes que lutam para se consolidar na nova geração do voleibol brasileiro.

Depois de um primeiro set instável na recepção, a jovem teve o mérito de retomar o equilíbrio e voltar para o jogo. Fez o “feijão com arroz” quando foi alvo do saque do Vôlei Nestlé e virou bolas importantes no ataque, assumindo o lugar de Gabi, que foi sumindo no decorrer da partida. Acabou eleita a melhor do jogo.

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Drussyla: pronta para ser protagonista da decisão contra o Vôlei Nestlé

“Foi um ano de muita entrega, muita vontade. Sempre sonhei com essa oportunidade e graças a Deus ela apareceu”, comemorou a atleta, que destacou o apoio da comissão técnica e das companheiras na reta final da Superliga. “Foi difícil conquistar a confiança do Bernardo. No início da temporada a gente conversou, ele disse que as oportunidades poderiam surgir, mas que eu tinha que ter calma, paciência e consciência do meu papel em quadra. Que eu não tinha que carregar o peso sozinha, mas sim ajudar ao time. Consegui crescer durante a temporada, ir ganhando confiança, com todo mundo me ajudando muito”, afirmou.

Campeã mundial sub-23 em 2005, Drussyla chegou ao Rexona dois anos antes. É mais uma das apostas do técnico Bernardinho, que a viu no Fluminense e lhe convenceu a deixar o vôlei de praia, modalidade que praticou e cogitou seriamente em seguir.

Tímida, ela estava um tanto quanto “perdida” durante a festa do título. “Ainda não caiu a ficha. É o meu primeiro título jogando. Ano passado, eu entrava de vez em quando, fazia um saque, uma defesa e saia e agora é muito importante para a minha carreira ir assumindo essa responsabilidade aos poucos e esse time tem me passado muita confiança”, relatou.

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E como não sentir tamanha responsabilidade? Drussyla responde com uma simplicidade inocente a esta questão. “Por tudo que todas as minhas companheiras e a comissão técnica falam comigo, eu não sinto essa responsabilidade toda que imaginam que eu tenho. Eu entro em quadra, me divirto, e vou com a minha vontade e a minha coragem. Faço de tudo para ir adquirindo a confiança necessária ao longo do jogo e tem dado certo”, comentou a atleta.

Apesar da felicidade pelo título, Drussyla e suas companheiras de equipe terão pouco tempo de descanso: dois dias. Isso porque o time ainda tem um compromisso nesta temporada, o Mundial de clubes, que será disputado de 8 a 14 de maio no Japão.

Melhores da disputa

Apesar do título, o Rexona não contou com nenhuma jogadora entre os destaques individuais da Superliga. A lista, baseada nas estatísticas colhidas ao longo da competição, ficou assim:

Maior pontuadora – Tandara (Vôlei Nestlé)
Saque – Tandara (Vôlei Nestlé)
Ataque – Hooker (Camponesa/Minas)
Bloqueio – Mara (Camponesa/Minas)
Recepção – Tássia (Dentil/Praia Clube)
Defesa – Castillo (Genter/Vôlei Bauru)
Levantadora – Macris (Terracap/BRB/Brasília)
Craque da Galera – Tandara (Vôlei Nestlé)


Rexona x Vôlei Nestlé: o que pode decidir a “final de sempre” da Superliga?
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Carolina Canossa

Rexona e Vôlei Nestlé se encontram na final pela 11ª vez (Fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV e João Pires/Fotojump)

Rio e Osasco, Osasco e Rio. Sob o nome de Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, dois dos projetos mais longevos e vitoriosos da história do voleibol brasileiro estarão frente a frente neste domingo (23), às 10 horas, para decidir o título da Superliga pela 11ª vez. Líder da fase classificatória, a equipe carioca quer aumentar seu recorde de taças da disputa para 12 na despedida de seu patrocinador de 20 anos, a Unilever, enquanto as paulistas pretendem dar um fim a um histórico recente de derrotas em decisão para as maiores rivais.

Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar um ponto: por mais que a final deste domingo seja “repetida”, neste caso específico não dá para culpar o polêmico ranking de atletas. Isso porque os dois eliminados da semi, Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas, conseguiram investir tanto ou até mais que ambos os finalistas. Frise-se, portanto, a competência dos técnicos Bernardinho e Luizomar de Moura nesta temporada.

Dito isto, quais serão os pontos-chave que determinarão se a taça permanece no Rio ou volta a Osasco após quatro temporadas? Jogadora a jogadora, ambos os elencos praticamente se equivalem, mas considero dois fatores fundamentais nesta decisão:

1) Tandara – Candidata a MVP (melhor jogadora da competição), a ponteira do Vôlei Nestlé mostrou ao longo da temporada um altíssimo nível técnico. Em excelente forma física, soube transformar a frustração por não ter ido à Rio 2016 em motivação e se transformou na bola de segurança de Dani Lins, ao mesmo tempo em que alcançou um nível de recepção razoável – apesar de a função ser majoritariamente dividida entre a segunda ponteira (a sérvia Tijana Malesevic ou Gabi) e a líbero Camila Brait, é Tandara quem os adversários miram na hora de sacar. Certamente o Rexona preparou uma marcação especial para cima de brasiliense, mas, se ela mantiver a eficiência na virada de bola, a equipe paulista terá dado um passo razoável rumo ao título contra um rival que se destaca pelo volume de jogo.

Tandara é a principal opção ofensiva de Dani Lins (Foto: João Pires/Fotojump)

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2) Saque – Nem Rexona e nem Vôlei Nestlé se mostraram especialmente confiáveis no primeiro toque nesta Superliga. Justamente por isso, sacar bem será uma arma importantíssima na Jeunesse Arena não só para fazer pontos diretos, mas também para aproveitar a efetividade as centrais, em especial Bia e Juciely, no bloqueio. Teoricamente, a equipe de Luizomar de Moura leva vantagem neste aspecto, sendo esta a melhor forma de impedir que a levantadora Roberta use o maior número de opções ofensivas disponível no time carioca.

Como sempre, o discurso de ambos os lados é de cautela.

“Osasco chega com muita confiança, passou pela semifinal jogando muito bem. É difícil dizer quem estará melhor. Nós estamos com mais ritmo, mas elas estão mais descansadas, então vai ser jogo duro e de muito equilíbrio. Não vejo vantagem para nenhum lado. É um time que cresceu muito durante a temporada, em vários aspectos. Mas é uma final, que se tornou um clássico do vôlei brasileiro. Claro que gera uma tensão pela importância da partida, mas nós estamos focados em jogar bem e fazer o nosso melhor”, comentou o técnico Bernardinho.

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A levantadora Dani Lins acredita que controlar o aspecto emocional terá enorme importância. “Sabemos que em uma final tem ansiedade e nervosismo. Logicamente que temos que entrar com vontade de ganhar, mas é importante também saber que em etapas do jogo, dependendo de como estiver o placar, é fundamental ter lucidez, paciência e tranquilidade de fazer nosso melhor, evitando os erros. O excesso de vontade pode atrapalhar e às vezes é difícil encontrar esse equilíbrio. Sinto o Vôlei Nestlé bem consciente quanto a isso”, comentou a atleta, que cogita tirar um período sabático após a final para tentar ter o primeiro filho.

Drussyla foi essencial pra virada do Rexona na semifinal (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Olho nela – Alçada à posição de titular no quarto jogo da intensa série semifinal contra o Minas, a ponteira Drussyla, 20 anos, reequilibrou o Rexona e terá a chance de brilhar novamente ao longo da final. Vale a pena ver se ela conseguirá suportar a pressão no jogo que pode dar o 12º título de Superliga ao Rio e colocá-la em um novo patamar na carreira. No banco, a holandesa Anne Buijs, quarta colocada na Rio 2016, estará de olho na vaga para deixar uma boa impressão no último jogo da temporada nacional.

A grande final da Superliga feminina será disputada em jogo único às 10 horas deste domingo (23), na Jeunesse Arena (Rio de Janeiro), com transmissão ao vivo de TV Globo, site da RedeTV! e SporTv. Nós aqui do Saída de Rede estaremos de olho em tudo para trazermos análises e informações para vocês, inclusive com uma live no Facebook no início da noite.

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Curiosidades em números:

– Enquanto o Rexona possui 11 títulos, o Vôlei Nestlé tem cinco – se o time paulista, porém, contar as conquistas do patrocinador atual nos anos 90 como Leite Moça, este número sobe para oito;
– Como até a temporada 2007/2008 a final da Superliga era disputada em cinco partidas, Rio e Osasco já se enfrentaram 24 vezes em partidas válidas pela decisão do torneio. O retrospecto é favorável ao Rexona: 14 a 10;
– Ao todo, as duas equipes já se enfrentaram 82 vezes pela Superliga, com 47 vitórias das comandadas pelo técnico Bernardinho e 35 das paulistas.
– Na atual temporada, os clubes se encontraram apenas duas vezes, com uma vitória para cada lado. No José Liberatti, a equipe comandada por Luizomar venceu por 3 sets a 2 (23-25, 26-24, 20-25, 25-23 e 15-13), enquanto no returno, na mesma Jeunesse Arena da final, o Rio deu o troco com um 3 a 1 (25-20, 21-25, 25-21 e 25-15);
– O Rexona terminou a fase classificatória em primeiro lugar, com apenas uma derrota em 22 jogos. Nos playoffs, porém, o time caiu duas vezes em sete partidas
– Já o Vôlei Nestlé ficou em segundo (17 vitórias e cinco derrotas) antes da definição dos playoffs, mas passou invicto pelas cinco partidas que fez pelo mata-mata

Para você, quem será o campeão? Deixe seu palpite na caixa de comentários!


De volta ao vôlei, Cimed faz investimento de R$ 10 mi e parceria com a CBV
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Carolina Canossa

Hoje técnico da seleção masculina, Renan comandou o projeto da Cimed em Florianópolis (Foto: Luiz Pires/Vipcomm/Divulgação)

Numa época em que as vacas emagreceram bastante no esporte olímpico brasileiro, e que atletas e entidades se queixam da queda brusca de investimentos, o voleibol nacional encontrou um parceiro de peso na iniciativa privada. Ou melhor, reencontrou.

Trata-se do Grupo Cimed, que até as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, pretende investir R$ 10 milhões na modalidade. O montante inclui também o valor que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) receberá da empresa do ramo farmacêutico em uma parceria que substitui a recém-encerrada união com a Nivea.

Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc

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“A Cimed é um parceiro que vai fornecer toda a parte de suplementos e remédios para todas as seleções em Saquarema, da base ao adulto”, afirma o diretor comercial e de marketing da CBV, Douglas Jorge. “A gente está fechado com eles para todos os eventos de quadra e acertando para a praia. Assim, eles vão pegar o guarda-chuva completo”, explicou o dirigente.

Entre as temporadas 2005/2006 e 2011/2012, a Cimed patrocinou a equipe mais premiada do vôlei masculino do Brasil naquele período. O time de Florianópolis, que na primeira metade do projeto teve como técnico e dirigente Renan Dal Zotto (treinador da seleção masculina desde janeiro), conquistou quatro Superligas e o Sul-Americano de Clubes de 2009. Dentre os atletas que passaram por aquela equipe estão os campeões olímpicos Bruno e Lucão, além dos medalhistas de prata Sidão e Thiago Alves.

Afastada da modalidade desde então, a empresa já havia dado sinais de que estaria novamente interessada no vôlei em fevereiro, quando fechou um acordo para estampar sua marca nas camisas de líbero, backdrops e placas de quadra do Sada Cruzeiro, atual campeão brasileiro e tricampeão mundial. Para a CBV, o retorno ajuda a minimizar parte da perda do aporte financeiro oriundo de seu maior patrocinador, o Banco do Brasil.

Levantador Bruno engrenou na carreira jogando pela Cimed (Foto: Divulgação/CBV)

“Com relação aos nossos patrocínios, apesar de sofrermos uma redução de valores com nosso principal apoiador (o Banco do Brasil), conseguimos manter um plano até Tóquio 2020. Não diria que estamos em uma posição confortável, mas realmente vamos conseguir ter um projeto para brigar por medalhas”, garantiu Douglas Jorge, obedecendo à política da CBV, não diz o valor injetado na confederação pelos patrocinadores.

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Além da Cimed, a CBV terá como parceiros, até 2020, Gatorade, Mikasa, Asics e, apesar da redução dos valores, o Banco do Brasil. A Gol tem contrato com a entidade até 2018. Já a Delta e a Sky, cujos contratos vencem neste ano, podem renová-los com a confederação até 2019. E o rol dos patrocinadores não deve parar por aí.

“Ainda temos uma cota livre, que são os ‘naming rights’ da Superliga, algo que conseguimos retomar agora e que antes não podíamos usar devido a contratos com TV”, afirmou Douglas Jorge. “Assim que vendermos, vamos fazer várias benfeitorias na Superliga”, prometeu o dirigente.

* Colaborou João Batista Jr.


Gabi e Nati Martins: superação a serviço de Osasco na decisão
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Carolina Canossa

Gabi tem apenas 1,73 m, altura baixa para quem não é líbero (Fotos: João Pires/Fotojump)

Quem vê um treino do Vôlei Nestlé, não deixa de reparar nela: após um ataque bem sucedido ou um bloqueio, a ponta Gabi sai comemorando efusivamente, como se estivesse em uma final olímpica. Como o clima é descontraído, ela se permite até mesmo uns gritos estando virada para o lado adversário, algo que seria passível de punição durante uma partida. É com esta garra que a jogadora de apenas 1,73 m se tornou a sétima titular da equipe paulista, que neste domingo (23) disputa a final da Superliga feminina contra o Rexona-Sesc.

“Eu grito mesmo, mas as meninas também”, sorri a atleta, que passou a temporada se revezando a sérvia Malesevic no posto de ponteira de preparação. “É competitividade. O jogo é um desafio, então tentamos ficar o mais próximo possível, deixar o treino  um pouco mais real”, complementa.

Aos 23 anos, a carioca está terminando sua quinta temporada no Vôlei Nestlé. Trata-se de um feito raro para um jogadora com altura abaixo da média e que, inclusive, chegou a cogitar ir para o vôlei de praia na tentativa de conseguir mais chances na carreira. “Por ser menor, tive que me adequar arrumar alguns recursos extras no ataque, ter um fundo de quadra bom e não dar tanto prejuízo na rede”, conta Gabi.

Integrante das seleções brasileiras de base, chegou a jogar como líbero no infanto-juvenil, posição que não descarta ocupar no futuro. “Mas enquanto tiver time me querendo na ponta, eu vou levando”, brinca. A jogadora é elogiada pelo técnico Luizomar de Moura pelo espírito de equipe, já que raramente começa um jogo como titular. “Na verdade, eu já me importei com a reserva (risos). Mas a gente vai crescendo, amadurecendo e sabendo qual é o nosso papel. Sei que vou entrar em momentos de dificuldade, quando a equipe precisa, então preparo a minha cabeça desta maneira”, afirma.

O apelido de Gabiru, recebido de um técnico aos 12 anos, também não a incomoda. “Como era um time com muitas Gabrielas e eu era pequenininha, ficou Gabiru. Todo mundo passou a me chamar assim  e ficou. Não me importo de maneira alguma”, assegura.

Nati Martins foi diagnosticada com um grave problema auditivo aos quatro anos

Nati Martins

Outra jogadora do Vôlei Nestlé que só conseguiu se firmar no vôlei profissional graças à superação é Nati Martins. Diagnosticada com um grave problema  auditivo aos quatro anos, a central é a primeira atleta nesta condição a competir no voleibol de alto nível no Brasil. No domingo (23), celebrará a primeira final de Superliga da carreira.

“Estou muito feliz, mas com os pés no chão. Tenho certeza que nosso time vai fazer o melhor para sermos campeãs”, destacou a jogadora, que usa aparelho e consegue entender o que lhe falam desde que esteja frente a frente com o interlocutor. Sem poder recorrer à audição, ela passou a se comunicar com a levantadora Dani Lins na base dos olhares e de sinais. “A Dani até brinca que eu entendo mais rápido que as outras meninas, pois não preciso de som e já peguei tudo o que ela quis dizer”, revela.

Na hora dos jogos, ela até consegue ouvir o barulho da torcida, mas não distingue o que está sendo falado. “São muitas vozes ao mesmo tempo. Mas isso vem de anos, não me atrapalha, ainda mais aqui em Osasco: é difícil outra torcida fazer mais barulho que a nossa. Consigo transferir meu problema para uma coisa boa”, afirma.


Minas perdoa demais e empurra o “operário” Rexona para mais uma final
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Carolina Canossa

Rexona se aproveitou dos erros do Minas para chegar a outra final (Fotos: Divulgação/CBV)

Elenco por elenco, o Camponesa/Minas é superior ao Rexona-Sesc. Mas, ainda assim, ficou no quase. Depois de ser surpreendido por uma excelente atuação dos rivais cariocas em sua primeira chance de voltar à final da Superliga feminina, o time de Belo Horizonte sucumbiu mais uma vez na noite desta sexta (14) e está eliminado da competição. Desta vez, porém, dá pra dizer que o placar de 3 sets a 1 (25-15, 26-24, 21-25 e 25-20) foi reflexo do maior problema apresentado pela equipe ao longo da temporada: o excesso de altos e baixos.

Basta ver os números do jogo: na Jeunesse Arena, o Minas cedeu ao rival nada menos que 30 pontos, quase 31% do total, o maior número em toda a série. Em alguns erros, não houve sequer a necessidade de um esforço maior por parte do Rexona, caso de falhas na combinação de ataque e toques na rede. Exceção feita a Destinee Hooker, com um cruzado dificílimo de recepcionar, o saque primou pela falta de consistência em três das quatro parciais do duelo decisivo.  Com a bola na mão a maior parte do tempo, a levantadora Roberta usou e abusou da central Juciely, eleita com justiça a melhor em quadra.

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Faltou ainda alguém que pudesse dividir o tempo todo a responsabilidade com a americana no ataque: se a bola não ia para a oposta, crescia demais a possibilidade de um bloqueio (outro fundamento no qual Juciely brilhou) ou uma defesa do outro lado da quadra. Parecem detalhes, mas foram o suficiente para deixar o Minas no quase. Ainda assim, nossas palmas para as comandadas do técnico Paulo Coco, afinal não é qualquer um que vence o Rexona duas vezes fora de casa, como elas fizeram nesta série melhor de cinco. Se o trabalho e o nível de investimento forem mantidos, é questão de tempo até o tradicional clube voltar à tão sonhada decisão.

Juciely: com justiça, a melhor em quadra

Decisão, aliás, é uma palavra constante na história do Rexona, classificado para a 13ª final seguida de sua história. “Operário”, sem uma grande estrela e apostando no coletivo, o time carioca tem justamente no volume de jogo sua grande qualidade na temporada. Mesmo quando perde, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho dificulta demais o ataque do adversário: no terceiro set, por exemplo, foram seis pontos em bloqueio, mesmo com os quatro pontos de desvantagem no placar.  E o que dizer de Drussyla? Aos 21 anos, a jovem ponteira chamou a responsabilidade no ataque e seguramente merece começar a final no time titular.

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Na grande decisão em jogo único, programada para a mesmo Jeunesse Arena no dia 23 de abril, o Rexona vai encarar um ascendente Vôlei Nestlé. A despeito do desgaste provocado pela série, chega como favorito ao duelo (ao longo da próxima semana, falaremos mais sobre isso). É a volta do maior clássico brasileiro à final da Superliga, mas, quem acompanhou essa temporada completa, sabe que, desta vez, não podemos “culpar” o ranking por isso. Se ambos chegaram até aqui, foi porque aliaram seus próprios méritos a falhas cruciais dos rivais mineiros ao longo da semi.

E aí, o que você acha: quem será o campeão da temporada 2016/2017 da competição? Deixe seu comentário abaixo!


Luizomar: “Nunca fiquei tão feliz com uma final em jogo único”
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Carolina Canossa

Luizomar tem histórico negativo em jogo único, mas vê formato como vantajoso este ano (Fotos: João Pires/Fotojump)

O adversário só será definido na noite desta sexta-feira (14), mas para Luizomar de Moura não importa: tenha que encarar o Rexona-Sesc ou o Camponesa/Minas na final da Superliga feminina, o técnico do Vôlei Nestlé acredita que sua equipe será o “azarão”.  Tanto é que ele confessou ao Saída de Rede estar agradecido pela existência de uma regra que indiretamente já o prejudicou em edições anteriores.

“Nunca fiquei tão feliz com um jogo único”, admitiu o treinador, que perdeu cinco finais e ganhou duas desde que o título passou a ser decidido desta forma, na temporada 2007/2008. “Com todas as mudanças que foram feitas, a gente não era uma aposta certa de estar brigando pelo título. Algumas vezes eu saí da final falando ‘Puxa, podia ser um playoff de três ou de cinco partidas para termos uma chance de reverter esse jogo em que estivemos mal’. No caso específico deste ano, porém, o jogo único é uma vantagem pra gente contra qualquer um dos dois rivais que vier”, afirmou.

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As mudanças às quais Luizomar se refere no Vôlei Nestlé são uma reformulação no elenco que manteve em Osasco apenas quatro atletas que estiveram no elenco da Superliga anterior. Enquanto isso, o Rexona sofreu apenas uma grande perda, Natália, ao passo que o Minas investiu alto para trazer Jaqueline e a americana Destinee Hooker – curiosamente, Hooker foi o grande destaque na última vez que a equipe paulista foi campeã brasileira.

“O Minas cresceu demais e o Rexona, mesmo perdendo esses dois jogos da semi e na fase classificatória pra gente, é a equipe mais regular da competição, com um conjunto muito forte”, avaliou o técnico.

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Quem não concorda com a definição de “azarão”, dada pelo próprio Luizomar, é a levantadora Dani Lins. “Azarão, não: temos que jogar pra ganhar e ponto”, afirmou a atleta, que também afirma preferir uma série mais longa para a definição de quem fica com a taça. “Eu, particularmente, gostaria de uma melhor de três em uma final porque você tem que estar muito no dia em um jogo único. E se você não tiver? Se minha jogadora de segurança não está no dia, eu perdi minha opção de força”, justificou.

Esperar até a final: bom ou ruim?

O Vôlei Nestlé vive uma situação curiosa nesta Superliga: por ter fechado a semifinal contra o Dentil/Praia Clube em apenas três jogos, o time está há uma semana esperando a definição do adversário, que sairá da desgastante série entre Rexona e Minas, atualmente empatada em 2 a 2. Mas seria isto uma vantagem?

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Depende do aspecto analisado, comenta Luizomar. “Neste final de temporada, a equipe está no ápice físico, então acabamos tendo a tranquilidade de dosar um pouco mais nos treinos com aquelas que estão mais desgastadas, aquelas que jogaram mais na semi final… Mas, ao mesmo tempo, é preciso estar atento para não perder o foco. E tem a ansiedade, já está todo mundo perguntando pro nosso supervisor que dia vamos pro Rio, quando poderemos treinar lá”, contou.

Na parte tática, a solução tem sido ficar de olho no que os dois possíveis adversários tem feito na semifinal, além de estudar todo o material já produzido sobre eles ao longo da Superliga. E, claro, se atentar para os próprios defeitos. “Estamos treinando muito o nosso, só que no meio do treino também tentamos imaginar a Hooker, a Monique, a Gabi, a Rosamaria… estamos trabalhando os dois times, mas temos pensado mais na gente”, afirmou Dani Lins.

Com mais de duas semanas de preparação para a final, Luizomar ressalta que surpresas também podem vir. “Não tem como mudar muito as características do que está dando certo, mas de repente dá pra preparar alguma coisa, afinal será um jogo único…”, comentou, misterioso.

O título da Superliga feminina será definido no dia 23 de abril, às 10 horas, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro.