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Arquivo : Sada Cruzeiro

William pede dispensa da seleção, mas quer voltar ainda este ano
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Sidrônio Henrique

Levantador do Sada Cruzeiro, William Arjona foi campeão olímpico na Rio 2016 (fotos: CBV)

William Arjona pediu dispensa da seleção. O levantador do Sada Cruzeiro, campeão olímpico na Rio 2016, contou ao Saída de Rede que pediu ao técnico da seleção, Renan Dal Zotto, para ficar com a família após o encerramento da Superliga 2016/2017. A final do torneio, para a qual o time mineiro está classificado, aguardando a definição do adversário, será no dia 7 de maio, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.

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“O Renan falou comigo, disse que queria contar com os campeões olímpicos, mas expliquei a ele que estou há quatro anos sem tirar férias, que preciso de um tempo para ficar com minha família. Eu havia dito a minha mulher (Bruna) que se eles (a família) segurassem a barra de ficar todo aquele período de preparação para a Rio 2016 sem mim, eu compensaria no ano seguinte”, comentou William. O atleta tem dois filhos pequenos: Nina, 3 anos, e Cauã, 2.

Arena da Baixada, em Curitiba, receberá as finais da Liga Mundial 2017

À disposição no segundo semestre
O levantador ressaltou que seu pedido de dispensa foi somente para a convocação para a Liga Mundial. A competição será disputada de 2 de junho a 8 de julho, com as finais na Arena da Baixada (de 4/7 a 8/7), estádio de futebol localizado em Curitiba. “No segundo semestre teremos a Copa dos Campeões e o Sul-Americano, e eu estarei à disposição”, completou.

A ausência do nome do armador do Sada Cruzeiro chamou a atenção numa lista que veio a público na sexta-feira (21), no hotsite da Liga Mundial 2017. Naquela mesma data, o SdR divulgou a informação. Os levantadores na relação de jogadores são Bruno Rezende, do Sesi, Raphael Oliveira, do Funvic Taubaté, e Murilo Radke, do Montes Claros.

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Bruno, na seleção desde meados da década passada, foi campeão mundial em 2010 e olímpico em 2016. Rapha fez seu nome nos tempos áureos do Trentino, da Itália, e foi reserva de Bruno na campanha que culminou com a prata no Mundial 2014. Radke, o menos experiente dos três, vinha sendo chamado pelo ex-treinador Bernardinho e foi titular na seleção B que ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos 2015, sob o comando de Rubinho.

Renan Dal Zotto foi anunciado como novo técnico da seleção pela CBV em janeiro

“Nem todos serão convocados”
O Saída de Rede questionou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se a lista no site da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) corresponde aos convocados para a temporada ou se são apenas inscritos – já houve divergência entre a lista apresentada no site em anos anteriores e a convocação anunciada posteriormente. O supervisor da seleção masculina, Fernando Maroni, informou que a relação “é de pré-inscritos” e que “nem todos serão convocados”. Na noite desta segunda-feira (24), o técnico Renan Dal Zotto confirmou os nomes do central Maurício Souza e do líbero Tiago Brendle, ambos do Brasil Kirin, equipe eliminada na semifinal da Superliga no sábado passado.

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Há poucas caras novas na lista do site da Liga Mundial. Dos 21 relacionados, apenas quatro nunca passaram pela seleção A: o ponta Rodriguinho, do Sada Cruzeiro, o líbero Thales, do Lebes/Gedore/Canoas, o central Otávio, do Funvic Taubaté, e o oposto Rafael Araújo, destaque da liga polonesa pelo MKS Bedzin – os dois últimos foram da seleção B do Pan 2015. Entre os veteranos, um velho conhecido que esteve ausente em convocações recentes, o líbero Mário Júnior, do Taubaté, campeão mundial em 2010 e vice em 2014, que segundo o SdR apurou foi bem avaliado pela comissão técnica. No entanto, o preferido é Tiago Brendle, que desde o final do ciclo passado despontava como sucessor de Serginho, decano da posição que se retirou da seleção após o ouro na Rio 2016, quando foi escolhido MVP.

O nome do líbero Mário Júnior está na lista da Liga Mundial

Quase todos os campeões na Rio 2016 mantidos
Dez dos 12 campeões olímpicos no Rio de Janeiro estão na lista dos 21 pré-inscritos para a Liga Mundial. Somente Serginho e William Arjona não aparecem. Como sede das finais do torneio, o Brasil já está assegurado entre os seis finalistas, ou seja, poderia utilizar a fase de classificação para dar experiência aos mais novos. A cada etapa da Liga Mundial, 14 jogadores podem ser inscritos. Se os dez da Rio 2016 confirmarem presença e forem sempre relacionados, sobra pouco espaço para eventuais novidades.

Os doze atletas convidados por Renan Dal Zotto no dia 10 de abril para treinar em Saquarema (RJ), no centro de treinamento da CBV, estão lá desde domingo (23). Desses, quatro estão na relação do hotsite da Liga Mundial 2017: o levantador Murilo Radke, o líbero Thales e os opostos Rafael Araújo e Renan Buiatti – este último do JF Vôlei.


Destruidor no saque, Sada está na 7ª final consecutiva de Superliga
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Sidrônio Henrique

As duas equipes se cumprimentam na rede antes da partida (foto: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O Sada Cruzeiro mostrou, na noite deste sábado (22), porque é o favorito ao título da Superliga 2016/2017. Depois de duas partidas razoavelmente equilibradas diante do Brasil Kirin nos dois primeiros confrontos da série melhor de cinco da semifinal, o time mineiro desmantelou o adversário de Campinas (SP) em sets diretos (25-12, 25-18, 26-24), diante de 2,1 mil torcedores, no ginásio do Riacho, em Contagem (MG). Com isso, a equipe tricampeã mundial e que busca o penta na Superliga alcança sua sétima final consecutiva no torneio mais importante do País, tendo vencido as três últimas.

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Foi um massacre nos dois primeiros sets. Demolidor no saque – foram sete pontos diretos na partida e vários outros em decorrência do passe quebrado do adversário –, o time comandado pelo argentino Marcelo Mendez não deixou o Brasil Kirin jogar. O serviço cruzeirense facilitou, consequentemente, as ações do seu bloqueio e de sua defesa. Já o saque campineiro, eficiente nas duas primeiras partidas, quase não surtiu efeito e a equipe de Leal, Simon e William foi imparável na virada de bola. O Brasil Kirin até ensaiou uma reação na terceira parcial, após relaxamento dos anfitriões, mas o Sada retomou o controle da partida. O time de Campinas ainda empatou o set depois de estar perdendo por 21-24, mas aí o Cruzeiro acabou com o jogo.

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O veterano ponteiro Filipe, presente em todas as finais de Superliga pela equipe, ficou com o troféu Viva Vôlei. Destaque também para o levantador William, outro que esteve em todas as decisões do torneio pelo Cruzeiro, que fez uma excelente distribuição. O ponta cubano naturalizado brasileiro Leal foi o maior pontuador da partida, com 15, seguido pelo oposto Evandro, que marcou 14. Pelo Brasil Kirin, o experiente ponteiro Diogo foi quem mais fez pontos, somando 11.

Erros infantis
A diferença técnica entre os dois times neste sábado foi tão grande que sequer parecia um duelo entre o primeiro e o quarto colocado da fase de classificação. O Brasil Kirin estava perdido em quadra, até mesmo o competente líbero Tiago Brendle cometeu erros infantis. Já o Sada chegou a sua 27ª vitória em 28 jogos na competição, com apenas 13 sets perdidos – a única derrota foi com os reservas em quadra, no final da fase classificatória, com a liderança assegurada, diante do Taubaté.

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O Sada Cruzeiro aguarda a definição da outra série semifinal, entre Sesi e Taubaté, liderada por este último por dois jogos a um. A final será no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, no dia 7 de maio, às 10h, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

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Embora o Brasil Kirin tenha deixado a competição uma etapa antes da edição anterior, quando foi finalista, está de parabéns. Para quem não se lembra, a equipe atualmente dirigida pelo também argentino Horacio Dileo esteve ameaçado de desmanche antes do início da temporada e perdeu atletas importantes, que ajudaram o time a chegar ao vice-campeonato no ano passado, como o ponta Lucas Lóh e o levantador argentino Demián González. O patrocinador segurou o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, entre outros, e apesar das oscilações a equipe terminou a fase de classificação em quarto lugar.


Vídeo mostra que “mago do vôlei” dá show também no futebol
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Sidrônio Henrique

William Arjona (segundo em pé, à direita): confraternização na Argentina (fotos e vídeo: Somos Vóley)

O craque recebe no meio de campo, mata no peito, avança, vê o goleiro adiantado e marca por cobertura. É gol! Golaço!

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Espera aí, o blog não é de vôlei? É sim, mas o artilheiro em questão é um dos maiores talentos em atividade no voleibol mundial. Dá uma olhada no vídeo abaixo. Sim, é o levantador William Arjona, nos seus tempos de Argentina. Apelidado pelos hermanos de El Mago, a ponto de o então técnico da Albiceleste, Javier Weber, ter sugerido que ele se naturalizasse argentino, William esbanjava categoria também no futebol.

O clipe em questão é de uma pelada disputada em 2009, num campinho de aluguel em Buenos Aires, entre 11 atletas do Bolívar, clube de William à época, e seis jornalistas especializados em vôlei, do site Somos Vóley (SV) e do programa semanal de rádio Morgan Lo Hizo. Jogavam cinco de cada lado. As imagens voltaram à tona recentemente no SV porque um clube de futebol, Belgrano de Córdoba, de passagem pela cidade, decidiu treinar no mesmo espaço que a turma do voleibol utilizava com frequência. Foi a deixa para relembrar a habilidade do brasileiro.

Modesto
“Aquilo foi uma brincadeira que fizemos no final da temporada (2008/2009). Eu costumava dizer que era bom jogador. A gente enfrentava os jornalistas, que formavam um grupo bem bacana. Nós sempre íamos ao programa (de rádio) deles. Aquele jogo foi uma comemoração e daí rolaram aqueles lances bem legais”, relembrou, com modéstia, o levantador do Sada Cruzeiro e da seleção brasileira. Observe no vídeo que, antes do gol, William dá uma caneta num desavisado.

Ninguém se machucou durante o jogo entre atletas e jornalistas

“Nós (atletas) acabamos ganhando o jogo, depois fomos para a rádio, eles tinham que terminar de gravar o programa. Eu gosto muito de futebol. Voltei ao Brasil e tenho acompanhado o futebol, como fazia na Argentina. Lá eu gostava do Vélez Sarsfield, por causa de um amigo que jogava comigo (o central Gabriel Arroyo), ele era fanático, me levava aos jogos. Aqui eu torço pelo Cruzeiro, que é o time em que eu jogo, além do Corinthians, que é o meu time de coração”, disse ao SdR o campeão olímpico.

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Os tempos de jogador de futebol, no entanto, ficaram na Argentina. Por lá, quando não estava marcando gols espetaculares, El Mago colecionava títulos no voleibol. Disputou pelo Bolívar quatro ligas argentinas, de 2006 a 2010, e ganhou todas.

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Ah, o placar da pelada? Ninguém sabe ao certo, apenas que os atletas ganharam. As opções variam entre 1-0, 2-0 e 2-1. Mas isso não tem a menor importância. O que vale mesmo é ver que William Arjona batia um bolão também no futebol.


Brasil Kirin tira sossego do rival, mas Sada Cruzeiro segue firme
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João Batista Junior

Cruzeiro venceu Brasil Kirin e está a uma vitória da final (fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Poucas vezes, nesta temporada da Superliga, o Sada Cruzeiro foi realmente testado ou fustigado. A única derrota da equipe ocorreu em Taubaté, quando o primeiro lugar da fase classificatória já estava assegurado e o sexteto que entrou em quadra mesclava reservas e atletas ainda das categorias de base. No mais, foram 25 vitórias, 18 delas em sets direitos, com flagrante superioridade técnica sobre a concorrência e raras partidas decididas com algum suspense.

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Dentro desse panorama, a recompensa ao esforço do Brasil Kirin, no segundo jogo da série semifinal, foi levar o confronto até o quarto set e, ao menos, tirar os multicampeões do sossego. É pouco para quem precisa vencer três vezes para chegar à final do campeonato, mas é o que o time, que perdeu titulares da temporada passada (Wallace Martins, Demián González e Lucas Lóh), pode fazer.

O Cruzeiro venceu o duelo da noite de quinta-feira, em Campinas, por 3 sets a 1, em parciais de 25-21, 25-19, 21-25, 25-22. A série agora está 2 jogos a 0 e basta uma vitória para que os mineiros cheguem à sétima final consecutiva na competição.

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A partida parecia cumprir um roteiro já bem conhecido: graças a uma virada de bola eficiente e a uma relação bloqueio e defesa que irrita qualquer adversário, o Sada Cruzeiro abriu 2 sets a 0 no placar. Para variar, Leal, que terminou o jogo com 18 pontos no total e aproveitamento de 57% no ataque, comandava a equipe. O ponteiro, no entanto, não brilhava sozinho, já que os centrais Isac e, principalmente, Simón também se destacavam nas cortadas.

Era uma vitória que parecia bem encaminhada, mas o jogo tomou novo rumo quando o Brasil Kirin ganhou o terceiro set.

Bruno Temponi deu trabalho ao bloqueio do Cruzeiro

Se o oposto Rivaldo não estava numa de suas melhores jornadas, os ponteiros Diogo e Bruno Temponi estavam. Com boa atuação no ataque, os titulares da entrada de rede assinalaram 32 pontos para o Brasil Kirin. O saque campineiro passou a perturbar a recepção adversária e William precisou se acostumar rapidamente a jogar sem o passe na mão.

Incomodado com a reação da equipe dirigida pelo técnico Horácio Dileo e vendo a possibilidade de jogar um tie break diante de um rival embalado pela torcida, o Sada Cruzeiro demonstrou nervosismo incomum na quarta parcial, refletido em dois momentos.

Primeiro, logo no início do set, Evandro foi substituído por Alan e discutiu com o técnico Marcelo Mendez, que lhe cobrava por um erro no lance anterior. Depois, na reta final do set, os suplentes mineiros correram para a quadra (!), apontando ao árbitro que a marca da bola no piso indicava um ataque para fora de Diogo.

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O Brasil Kirin, que chegou a estar quatro pontos atrás no marcador da parcial, igualou o placar em 22 a 22, mas sucumbiu. As esperanças da equipe de Campinas no jogo (e talvez na série) acabaram em 50 segundos, que foi o tempo suficiente para Rivaldo errar um saque e o bloqueio do time celeste pontuar duas vezes.

A terceira partida será disputada no próximo sábado, 22, em Contagem (MG), a partir das 21h30. O jogo 2 da outra semifinal, entre Sesi e Funvic/Taubaté, será às 21h30 deste sábado.


Brasil Kirin resiste, mas Sada Cruzeiro faz a lógica prevalecer
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Sidrônio Henrique

Sada Cruzeiro venceu a primeira partida da semifinal por 3-1 (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

O Brasil Kirin fez o que estava ao seu alcance, resistiu o quanto pôde, jogou uma de suas melhores partidas esta temporada, mas do outro lado da quadra estava simplesmente o time tetracampeão nacional e tri mundial, Sada Cruzeiro, uma máquina de jogar voleibol comandada pelo argentino Marcelo Mendez. Vitória mineira por 3-1 (25-20, 18-25, 25-22, 25-21) na primeira partida de uma das séries semifinais da Superliga 2016/2017, em Contagem (MG), na noite deste sábado (8). Foi apenas o 12º set perdido pelo Sada em 26 jogos disputados nesta edição.

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Reedição da final da última Superliga, a partida no ginásio do Riacho teve quase duas horas de duração e o grande número de erros pode ser creditado a agressividade das equipes no saque. As falhas, embora muitas, não ocorreram em uma proporção tão elevada quanto a de quinta-feira (6), pela outra série, em que o Taubaté venceu o Sesi por 3-0 no primeiro confronto.

Leal marcou 17 pontos diante do Brasil Kirin neste sábado (foto: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O serviço foi arma essencial para o Brasil Kirin tentar equilibrar o duelo diante de um adversário do porte do Sada. O time comandado pelo também argentino Horacio Dileo sabia que teria de forçar o erro da recepção cruzeirense para que a bola ficasse longe das mãos do habilidoso levantador William Arjona. Conseguiu ótimas passagens no saque, principalmente com o veterano ponta Diogo e com o central campeão olímpico Maurício Souza – este fechou o segundo set com uma sequência de três aces.

O problema para a equipe de Campinas (SP) é que manter o saque em um nível tão alto por um período longo é missão quase impossível e, além disso, teria de contar com o relaxamento do oponente. É que o Sada havia vencido a primeira parcial com relativa facilidade, apesar de ter cometido 11 erros – foram 35 no jogo. Escaldado após a derrota no segundo set, o time multicampeão tratou de acelerar a partir do terceiro. Não que o Brasil Kirin tenha desistido da partida, pelo contrário, continuou lutando, mas a superioridade cruzeirense era nítida.

Ponta Filipe cresceu na quarta e última parcial (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Destaques
O oposto Evandro e o ponta cubano naturalizado brasileiro Leal, que recebeu o troféu Viva Vôlei, foram os maiores pontuadores do Sada Cruzeiro e do jogo, tendo marcado 21 e 17 vezes, respectivamente. Evandro virou 18 de 27 tentativas no ataque (66,6%). Pelo adversário, o oposto Rivaldo foi quem mais pontos fez, somando 14. Segundo a assessoria de imprensa do Sada, o ponteiro Filipe teve 71% de aproveitamento no ataque, fundamento no qual marcou 10 pontos – fez ainda dois de bloqueio e um de saque. A estatística na página da competição, fornecida pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), infelizmente não traz informações mais detalhadas.

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É difícil imaginar que o time de Dileo possa tirar o Sada Cruzeiro de mais uma final, mas está de parabéns, mesmo se deixar a competição uma etapa antes da edição anterior. Para quem não se lembra, o Brasil Kirin esteve ameaçado de desmanche e perdeu atletas importantes, que ajudaram o time a chegar ao vice-campeonato no ano passado, como o ponta Lucas Lóh e o levantador argentino Demián González. O patrocinador segurou Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, entre outros, e apesar das oscilações a equipe terminou a fase de classificação em quarto lugar.

Favoritismo
O fato de a final ser em jogo único – marcado para o ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, no dia 7 de maio – parece ser o maior problema para o pentacampeonato do Sada. É que em um dia ruim o time poderia (veja bem, “poderia”) cair diante de Sesi ou Taubaté, que duelam na outra semifinal. Em condições normais de temperatura e pressão, o título vai para o Cruzeiro de Evandro, William, Leal, Filipe, Simon, Isac e Serginho. Esta temporada, a equipe sofreu apenas duas derrotas – 2-3 para o Sesi na semifinal da Copa Brasil e 0-3, com os reservas em quadra, para o Taubaté na décima rodada do returno da Superliga.

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Brasil Kirin e Sada Cruzeiro fazem a segunda partida da melhor de cinco nesta quinta-feira (13), às 22h, no ginásio Taquaral, em Campinas, com transmissão da RedeTV e do SporTV. No sábado (15), às 21h30, no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano (SP), com SporTV, Sesi e Taubaté se enfrentam pela segunda vez na série – o jogo não será na quadra do time da capital paulista, na Vila Leopoldina, porque o local conta apenas com 800 assentos, quando a competição exige número mínimo de 2 mil lugares a partir das semifinais.

SUPERLIGA FEMININA B

Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O SporTV confirmou a transmissão da final da Superliga B feminina nesta segunda-feira (10), às 20h. A decisão será entre Hinode/Barueri, equipe treinada pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, e o BRH-Sulflex/Curitibano, que tem como técnico Jorge Edson, ex-central campeão olímpico em Barcelona 1992 sob o comando daquele que agora é seu adversário. O time de Zé Roberto, que teve a melhor campanha na fase de classificação, jogará em casa, no ginásio José Corrêa. A equipe paranaense tem como dirigente a ex-ponta romena naturalizada brasileira Cristina Pirv.

A campanha dos finalistas não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à final.


Em jogo repleto de erros, arbitragem confusa ofusca vitória do Taubaté
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Sidrônio Henrique

Lucarelli voltou a jogar após se recuperar de uma fascite plantar (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Mais uma vez os erros de arbitragem roubaram a cena na Superliga 2016/2017. Na primeira partida da série semifinal entre Funvic Taubaté e Sesi, na noite desta quinta-feira (6), a vitória relativamente tranquila da equipe do oposto Wallace e do ponta Lucarelli ficou em segundo plano por causa das falhas dos juízes, algo recorrente no torneio. Jogando em casa, Taubaté ganhou em sets diretos (25-20, 25-22, 25-21), num confronto repleto de erros. Tanto das equipes, em um jogo de baixo nível técnico, quanto da dupla de arbitragem formada por Anderson Caçador (principal) e Luiz Coutinho de Oliveira (segundo juiz). As semifinais são decididas em melhor de cinco – Sada Cruzeiro e Brasil Kirin começam a outra série neste sábado (8), às 20h30, em Contagem (MG), com transmissão do SporTV.

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No final da primeira parcial, liderada com folga por Taubaté, o ponteiro Alan, do Sesi, foi para o saque e engatou uma boa sequência. No último lance, o ponteiro Murilo atacou, a bola bateu no braço do central adversário Otávio, depois na rede e o Sesi fez a cobertura. Porém, o árbitro Anderson Caçador achou que a bola não havia passado e o set terminou ali, em 25-20. Era pouco provável que o Sesi empatasse, afinal a vantagem era grande, mas o erro foi grosseiro.

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No terceiro set, quando o placar marcava 15-15, outra falha da arbitragem gerou uma forte discussão na rede, que resultou em dois cartões vermelhos: um para Lucarelli e outro para Murilo. Após um ataque do Sesi, o time da casa havia dado quatro toques, o que foi ignorado pela dupla de juízes. Mais adiante, Gérson Amorim, assistente técnico do Sesi, xingou um fiscal de linha e recebeu um cartão vermelho. O time da capital paulista, além de não conseguir engrenar seu jogo, estava visivelmente descontrolado, dentro e fora da quadra.

O Sesi parecia perdido em quadra diante do Taubaté

O último erro dos árbitros sequer foi notado. O oposto Theo atacou, a bola tocou no bloqueio e saiu, mas Caçador deu o ponto para Taubaté, que abriu 24-21. Veja bem, o anfitrião teria 23-22 se o juiz tivesse marcado corretamente.

É inaceitável que a Superliga, um dos campeonatos mais importantes do mundo, ainda não utilize o videocheck. Mesmo com o sistema, erros como a não marcação dos quatro toques não seriam evitados. Mas, de qualquer forma, os demais teriam sido corrigidos.

Lucas Lóh recebeu o troféu Viva Vôlei

Falhas em excesso
Outro aspecto que chamou a atenção foi a quantidade absurda de erros das duas equipes: 32 do Sesi e 28 do Taubaté. Em uma partida de 138 pontos, os erros, fossem de ataque, saque, passe ou alguma infração, resultaram em 43,5% do total. Outro exemplo, para efeito de comparação, é que Taubaté marcou no ataque o mesmo número de pontos em erros cometidos pelo Sesi.

Agora imagine qualquer uma dessas duas equipes, com um desempenho assim, tendo que enfrentar o Sada Cruzeiro jogando em alta rotação. Claro que o tetracampeão da Superliga e tri mundial ainda precisa confirmar seu favoritismo diante do aguerrido Brasil Kirin, mas o baixo nível técnico visto nesta quinta-feira em Taubaté serviu também para evidenciar o quanto o time de Leal, Simon e William é superior aos demais.

Destaques
Pela equipe do Funvic Taubaté, os destaques foram o oposto Wallace, o central Éder, os pontas Lucas Lóh e Lucarelli. Este último, embora pouco acionado pelo levantador Raphael, virou bolas importantes – sete em nove tentativas. Lucarelli volta à ativa depois de se recuperar de um estiramento na planta do pé (fascite plantar) direito. Lóh, que virou apenas seis em 31 no ataque (dados do SporTV, não disponíveis nas estatísticas da CBV), mas teve participação relevante no fundo de quadra, ficou com o troféu Viva Vôlei, inicialmente dado por engano a Lucarelli. O meio de rede Éder fez cinco dos oito pontos de bloqueio do Taubaté (o adversário marcou quatro). Coube a Wallace o melhor desempenho ofensivo na partida, com 13 pontos em 23 cortadas. A pontuação dele, toda em ataques, foi a maior do jogo.

Wallace foi o maior pontuador do jogo, marcou 13 vezes

Do lado do Sesi, vale menção ao ponta reserva Gabriel Vaccari, que começou no banco, substituiu Alan e, mesmo sendo bombardeado pelo saque do Taubaté, seguiu firme na recepção, além de ter sido o maior pontuador da sua equipe – marcou oito vezes. O levantador Bruno foi impreciso na armação várias vezes, fazendo uma partida abaixo da média.

No turno e no returno da Superliga 2016/2017, os duelos entre Taubaté e Sesi também haviam terminado em três sets. O primeiro com vitória para o time da capital e o outro para o do interior. O Funvic Taubaté tem a vantagem de disputar três dos possíveis cinco jogos da semifinal em casa por ter sido segundo colocado na fase de classificação, enquanto o Sesi foi terceiro.

As duas equipes se encontram novamente daqui a oito dias, sábado (15), às 21h30, desta vez no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano (SP). É que o espaço do Sesi na Vila Leopoldina, na capital paulista, com apenas 800 lugares, não atende a uma exigência da competição para partidas a partir das semifinais, que é ter no mínimo 2 mil assentos.


Brasil Kirin garante vaga nas semifinais em jogo polêmico
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João Batista Junior

Brasil Kirin superou Montes Claros em três jogos (foto: João Neto/Vôlei Brasil Kirin)

Pelas quartas de final da Superliga, o Brasil Kirin eliminou o Montes Claros, na noite desta quinta-feira, pela via mais rápida. Assim como Sada Cruzeiro, Funvic/Taubaté e Sesi, o time de Campinas só precisou de três jogos fechar sua série e chegar às semifinais, importando dizer que estes são os mesmos clubes semifinalistas do campeonato passado.

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Por um lugar na final, o Brasil Kirin encara o Sada Cruzeiro. A disputa, que é um duelo de técnicos argentinos (Horacio Dileo pelo time paulista, e Marcelo Mendez pelo lado mineiro), reedita a final da Superliga 2015/2016 e também a Supercopa desta temporada. A vantagem no retrospecto é toda cruzeirense: os tricampeões mundiais venceram os dois confrontos na fase classificatória por 3 a 0, ressaltando que na última rodada do returno, os vice-campeões do ano passado só anotaram 43 pontos (25-20, 25-12, 25-11).

Também vale a lembrança de que o Sada Cruzeiro não teve vida fácil na decisão do ano passado (vitória por 3 a 1 – 23-25, 25-23, 25-18, 30-28), porém, é preciso dizer que titulares daquele time do Brasil Kirin, como o oposto Wallace Martins, o levantador Demian González e o ponteiro Lucas Lóh, não estão mais na equipe.

Thaisa decide jogar com joelho machucado e piora lesão: “Bomba-relógio”

A outra semifinal será disputada entre Funvic/Taubaté e Sesi. Os dois decidiram os três últimos campeonatos paulistas e a Copa Brasil deste ano, e o time do interior levou a melhor em todas essas ocasiões. O blog apurou que a tabela das semifinais será divulgada pela CBV nesta sexta-feira.

Classificação
Quarto colocado na classificação da primeira fase, o Brasil Kirin conquistou o direito de enfrentar o Cruzeiro num jogo polêmico, com um erro crucial da arbitragem ainda no primeiro set.

O time de Campinas começou melhor a partida, aproveitando-se de uma boa passagem do oposto Rivaldo no saque contra uma confusa linha de passe visitante. Quando ajustou o bloqueio, Montes Claros chegou à igualdade no placar, mas, num set point do time da casa, a arbitragem marcou erradamente como fora uma bola atacada pelo meio de rede Thiago Salsa.

Contra o ranking, atletas do masculino também cogitam ir à Justiça

A partir daí, as falhas do Montes Claros se avolumaram e o time se perdeu. A equipe marcou 46 pontos contra 38 no ataque, mas cometeu 27 erros contra apenas 15 dos anfitriões, e isso fez a diferença – ainda mais se levar em conta que o terceiro set, bastante equilibrado, contou vários erros do time mineiro no serviço. No final, vitória do Brasil Kirin por 3 sets a 0, com parciais de 26-24, 25-21, 26-24.


Novo astro do vôlei alcança mais de 80cm acima do aro de basquete
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Sidrônio Henrique

Oposto polonês Maciej Muzaj, 22 anos, 2,08m de altura e alcance de 3,86m no ataque (foto: PlusLiga)

Ele já alcançou impressionantes 3,86m quando ataca. Para que você tenha ideia do quanto isso representa, o aro da tabela de basquete fica suspenso a 3,05m e a altura da rede de voleibol masculino é de 2,43m. O oposto polonês Maciej Muzaj, 22 anos, 2,08m, salta com facilidade e coloca a cintura na borda superior da rede de vôlei. Destaque no Jastrzebski Wegiel (JSW), quarto colocado na liga da Polônia a dois jogos do final do returno, ele tem chamado a atenção e é a maior promessa de um país apaixonado pela modalidade.

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Não bastasse a impulsão extraordinária, o canhoto Muzaj é um atacante habilidoso, daqueles que se viram com bolas altas ou em combinações em velocidade. Está na pré-lista de convocados do novo técnico da seleção polonesa, Ferdinando De Giorgi, para a primeira competição da temporada, a Liga Mundial, que começa no dia 2 de junho.

Muzaj: “Foi um choque ver o meu alcance no ataque” (PlusLiga)

“Foi um choque para mim ver o meu alcance no ataque. Eu sempre tive facilidade para saltar e sabia que ia bem alto, mas 3,86m foi uma loucura, até porque eu nunca havia verificado a marca exata”, disse Muzaj, que chega a 3,50m no bloqueio, ao Saída de Rede. A medição foi feita no final de fevereiro, utilizando o acessório Vert, bastante popular entre times americanos de voleibol e basquete, e que tem ganhado espaço entre os europeus. “Tomei um susto quando vi o alcance de 3,86m. Ele chega a 3,75m sem muito esforço, o que já é um absurdo. Sai 1,16m do chão”, comentou o australiano Mark Lebedew, técnico do JSW e da seleção de seu país.

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É raro um jogador ultrapassar os 3,70m. Em situações de jogo, o alcance varia de acordo com as condições de ataque e obviamente é menor no bloqueio. Há também a possibilidade do desempenho cair ao longo da partida por causa do desgaste físico.

Wallace tem o maior salto e um dos maiores alcances da seleção brasileira (FIVB)

Brasil, Simon e Kaziyski
Entre os atletas da equipe brasileira na Rio 2016, os maiores alcances são, segundo uma fonte da antiga comissão técnica, do oposto Wallace Souza (1,98m) e do central Éder Carbonera (2,05m), ambos com 3,65m no ataque – os números no site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) estão, na maioria das vezes, defasados. Quem mais salta na seleção é Wallace, com 1,05m de impulsão.

Quando estava no Piacenza, da Itália, o central cubano Robertlandy Simon, 2,08m de altura, atualmente no Sada Cruzeiro, cravou 3,89m no ataque em março de 2014 durante um teste. Em julho de 2008, treinando pela seleção da Bulgária semanas antes da Olimpíada de Pequim, o ponteiro Matey Kaziyski, 2,02m, chegou a 3,79m. Como nem todas as equipes fazem registro sistemático ou mesmo divulgam o alcance dos seus atletas, acredita-se que os 3,89m obtidos por Simon há três anos sejam o recorde mundial. A assessoria de imprensa do Sada Cruzeiro informou ao SdR que, desde sua chegada ao clube no ano passado, a marca mais alta obtida por ele foi de 3,80m.

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No mês passado, o canadense Daenan Gyimah, central de apenas 19 anos e 2m de altura, que joga pela prestigiada Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), treinado por John Speraw, o mesmo técnico da seleção masculina dos EUA, foi destaque nas redes sociais americanas. O motivo para que ele fosse tema de posts de veículos como Sports Illustrated e Bleacher Report foi o seu alcance de 3,72m no ataque. Teve vídeo de Gyimah compartilhado mais de 40 mil vezes, tamanha admiração que ele provocou.

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Impulsão e alcance não resultam em talento, é claro, embora tanto Simon quanto Kaziyski sejam craques. Maciej Muzaj parece disposto a entrar para esse clube. No ano passado foi convocado para a seleção e chegou a disputar o primeiro fim de semana da Liga Mundial, tendo entrado nas três partidas.

Kurek foi o oposto titular da Polônia na Rio 2016 (FIVB)

Confiança
A presença dos veteranos Bartosz Kurek e Dawid Konarski na saída de rede da seleção em 2016 não deixou espaço para o inexperiente Muzaj, que somente na temporada passada começou a jogar como titular no JSW. Antes, era reserva de Mariusz Wlazly no Skra Belchatow. “Agora me sinto confiante para brigar por um lugar na seleção, se o técnico me der uma oportunidade”, afirmou o oposto, que completa 23 anos em maio.

Esguio, Muzaj lidou com várias lesões antes de se firmar no JSW, clube que já foi um dos mais ricos da Polônia do final da década passada ao início desta, mas que hoje em dia tem um orçamento modesto, que representa menos da metade do valor gasto por qualquer uma das três grandes equipes do país: Skra Belchatow, Zaksa Kedzierzyn-Kozle e Resovia Rzeszow.

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Num time modesto, cabe a Maciej Muzaj e ao veterano ponta cubano Salvador Hidalgo Oliva o crédito em quadra pelo sucesso do JSW. Esta temporada, o clube bateu uma vez o Skra e duas o Resovia, perdendo duas vezes para o líder Zaksa apenas no tie break. O JSW deve garantir um lugar nas semifinais da PlusLiga (não há quartas de final na liga polonesa), disputada atualmente por 16 clubes.

Os pais queriam que Muzaj fosse tenista, mas ele acabou jogando voleibol (PlusLiga)

Tênis
Os pais de Muzaj foram jogadores de voleibol, chegaram a atuar na primeira divisão polonesa, mas a modalidade entrou na vida dele como segunda opção. “Eles queriam que eu fosse tenista, mas o tênis é um esporte muito caro, então acabei indo para o vôlei”, contou ele, que nasceu na cidade de Breslávia (Wroclaw), no sul do país.

Começou a jogar na escola, no início do ensino médio, e em um clube da sua cidade chamado Gwardia Wroclaw. Foi descoberto por um olheiro e de lá foi para o centro de treinamento da seleção, em Spala, região central da Polônia, para treinar na categoria infantojuvenil. Concluído o ensino médio, foi contratado pelo Skra Belchatow, que estava de olho no potencial de Muzaj, então com 18 anos.

Cirurgia e recuperação
Aos 19, teve que se submeter a uma cirurgia no ombro esquerdo, ficou um ano se recuperando e acabou fora do mundial juvenil. Aos poucos, foi desenvolvendo seus golpes, ganhando maturidade. Na temporada 2015/2016, terminou como o segundo maior pontuador da PlusLiga. Na atual, poupado contra as equipes mais fracas com o intuito de se preservar para os confrontos-chave, Muzaj caiu na tabela de pontuadores, mas mantém seu aproveitamento no ataque próximo dos 50%, mesmo jogando sobrecarregado e enfrentando os bloqueios mais bem estruturados do campeonato.

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“Ele está mais forte esta temporada, nossa comissão técnica tem trabalhado nisso. Muzaj é aquele tipo de atleta que não tem muita facilidade em aumentar a massa muscular, mas conseguimos fazer com que ganhasse um quilo de massa magra desde setembro do ano passado. Esse é um processo que vai levar alguns anos”, explicou ao SdR o técnico Lebedew. “O importante é que atualmente ele suporta a carga de treinos e musculação sem restrições, sem comprometer seu físico”, completou.

Lesionado, Douglas Souza é desfalque do Sesi até o fim da Superliga

O que falta no jogo do jovem canhoto? “Eu diria que o saque dele, embora seja bom, ainda precisa de mais consistência, regularidade. Outro ponto importante é que, para alguém que vai tão alto, ele às vezes respeita demais o bloqueio adversário e não precisa ser assim”, ponderou Mark Lebedew.

Técnico Mark Lebedew diz que o saque de Muzaj precisa de mais consistência (PlusLiga)

Europeu 2017
Uma das metas do oposto é disputar o Campeonato Europeu 2017, que será realizado na Polônia, com abertura marcada para o dia 24 de agosto, no Estádio Nacional de Varsóvia, repetindo a grandiosidade do jogo inicial do Mundial 2014. “É um sonho. Se eu trabalhar duro, talvez consiga estar na equipe, mas ainda falta muito. As expectativas aqui na Polônia para esse torneio são altas. Eu vou fazer o possível para estar lá”, disse Muzaj.

Se a falta de experiência na seleção adulta pesa contra ele, o talento e a explosão são aspectos favoráveis (veja vídeo acima). Ajuda também o fato de o país estar carente de opostos. O grande ídolo polonês na posição, Wlazly, não joga pela seleção desde a conquista do Mundial 2014, e antes disso, por problemas de convivência, estava ausente desde 2010. O mais recente titular na saída de rede foi Kurek, que era ponteiro e esta temporada voltou à antiga função. Embora esbanjasse potência, Kurek decaía nos finais de set, como ficou evidente na Copa do Mundo 2015 e na Rio 2016. Seu reserva, Konarski, não consegue sustentar um desempenho em alto nível por períodos longos.

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É nesse cenário que as atenções se voltam para Maciej Muzaj, uma aposta para este ciclo. No ano que vem, no Mundial, que será disputado na Itália e na Bulgária, a seleção polonesa defenderá o título conquistado em casa em 2014. Porém, o grande objetivo é voltar a brilhar nos Jogos Olímpicos. Após ser eliminada nas quartas de final das últimas quatro edições, a Polônia quer, em Tóquio 2020, voltar ao pódio, algo que não consegue desde o ouro em Montreal 1976.

(Se quiser ver mais variações de ataque de Muzaj e alguns dos melhores momentos dele nesta temporada no bloqueio e no saque, confira aqui.)


Sesi mostra força em momento decisivo da temporada
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Carolina Canossa

Murilo (camisa 8) permitiu que o ponteiro improvisado Alan ficasse à vontade no ataque (Foto: Divulgação/Sesi)

Foi mais tranquilo que o esperado. Muito mais, na verdade. Depois de duas partidas só encerradas no tie-break durante a fase classificatória e um primeiro duelo que exigiu uma virada daquelas, o Sesi garantiu seu lugar na semifinal da Superliga masculina de vôlei ao fechar a série das quartas de final contra o Minas em três partidas.

A vitória em parciais diretas neste domingo (26), na Vila Leopoldina, marcou uma das melhores atuações dos comandados de Marcos Pacheco na temporada. E isso, curiosamente, aconteceu logo após o time perder um de seus melhores jogadores, o ponteiro Douglas Souza, que sofreu uma ruptura no abdômen.

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A ausência de Douglas Souza obrigou a comissão técnica a improvisar o oposto Alan na entrada de rede. Mesmo não sendo um especialista na posição, o jovem cumpriu bem sua missão: evitar que Theo ficasse sobrecarregado no ataque, já que a volta de Murilo (outro que sofreu com problemas físicos recentemente) até aumentou o equilíbrio no passe. Vantagens de ter um jogador deste porte, ao lado do líbero Serginho, em seu elenco…

Sada fechou sua série com tranquilidade, apesar dos esforços do Canoas (Foto: Renato Araújo/Divulgação Sada Cruzeiro)

Com a bola na mão, o levantador Bruno fez o jogo fluir – não por acaso, foi um central, Lucão, o melhor jogador da partida. Contribuíram, é claro, o saque ruim do Minas e a falta de efetividade de seus principais atacantes, Bisset e Felipe, mas não dá pra negar que o time paulistano chega às semifinais com o ânimo lá no alto.

Resta saber se a equipe conseguirá manter tal consistência diante de um adversário mais forte – possivelmente, a Funvic Taubaté, que nesta segunda-feira (27) pode fechar a série contra o JF Vôlei. O Minas, por sua vez, sai da competição um pouco aquém das expectativas, visto que tinha potencial para levar a série mais longe, especialmente diante dos problemas de lesão que afetaram o elenco do Sesi.

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Sada Cruzeiro

O Sesi é a segunda equipe a se garantir entre as quatro melhores da Superliga, já que na noite de sábado (25), o Sada Cruzeiro havia confirmado seu lugar ao bater o Lebes/Gedore/Canoas por 3 sets a 1. Na série mais previsível de todas, o time mineiro encarou um adversário esforçado, mas de um nível inferior e só foi ameaçado quando relaxou demais. Segue favoritíssimo ao título e agora espera o vencedor do confronto entre Vôlei Brasil Kirin e Montes Claros (2 a 0 para a equipe paulista).

Resultados da 3ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Sesi 3 x 0 Minas (25-22, 25-20 e 25-22)
Sada Cruzeiro 3 x 1 Lebes/Gedore/Canoas (25-16, 25-18, 21-25 e 25-19)
Funvic/Taubaté x JF Vôlei – segunda, às 18h30
Brasil Kirin x Montes Claros – quinta, às 21h55


Em plena discussão sobre ranking, grandes escancaram superioridade
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João Batista Junior

Lucarelli, Wallace e Éder juntos: ranking não trouxe equilíbrio (foto: Rafinha Oliveira/Taubaté)

Numa semana em que o debate em torno do ranking de jogadores voltou à tona, o fã do vôlei viu Sada Cruzeiro, Sesi e Funvic/Taubaté chegarem a um passo das semifinais da Superliga masculina. E, para que a faca e o queijo pareçam estar ainda mais ao alcance dos grandes, o trio jogará em casa na próxima rodada dos playoffs, o que diminui drasticamente as expectativas de quem sonha (ou sonhava) com séries extensas nessas quartas de final – isso talvez caiba apenas ao duelo entre Brasil Kirin e Montes Claros, que, pelo jogo 1, tende a ir além da terceira partida.

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A CBV alega que o ranking dos jogadores serve para trazer equilíbrio ao certame, diminui a ação do poder econômico na disputa. Na teoria, isso deveria tornar a Superliga – um campeonato de apenas 12 clubes em cada naipe – uma competição de difícil prognóstico, já que os principais atletas do país estariam espalhados por diversos clubes.

Os atletas alegam que o sistema não atende ao fim pretendido, prejudica quem quer jogar no país e não emparelha os pratos da balança do voleibol nacional: os maiores orçamentos, com ou sem as limitações de ranking, seguem numa dianteira que os médios e os pequenos não alcançam.

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Entre as mulheres, as jogadoras de pontuação máxima se queixaram publicamente nesta semana, ao passo que os homens, nesta sexta-feira, vão decidir/saber como funcionará seu campeonato na temporada que vem.

Se precisassem encontrar um argumento contrário às intenções do ranking e, portanto, alinhado à premissa de que os mandatários do vôlei nacional falham em insistir nessa trilha, os jogadores poderiam citar os playoffs da Superliga masculina atual. Os principais elencos do país, recheados de campeões olímpicos e/ou mundiais pela seleção, dão pouca esperança de sucesso a equipes de patamar de investimento inferior: a prática depõe contra o ideal do equilíbrio.

Théo acionado na saída de rede: 21 pontos contra o Minas

OS JOGOS
O Minas Tênis Clube recebeu, em Belo Horizonte, um rival contra quem já havia disputado três partidas na temporada e decidido todas em cinco sets, um adversário combalido, sem seu principal atacante da entrada de rede – Douglas Souza, lesionado no abdômen. Era a ocasião propícia para os minastenistas colocarem o Sesi em dificuldades, talvez pensando num playoff discutido em quatro, cinco partidas, ou, até, temendo a eliminação, já que o ponteiro campeão na Rio 2016 talvez nem volte às quadras antes do final da Superliga. Mas não foi o que aconteceu.

O bloqueio mineiro funcionou bem, anotou 18 pontos (seis de cada um dos centrais, Flávio e Pétrus). Ocorre, no entanto, que o time não foi além disso, não conseguiu explorar a presença de Alan, oposto improvisado como ponteiro, nem a baixa pontuação de Murilo, que voltou ao time titular e, longe ainda da melhor forma física, assinalou somente quatro pontos.

Depois de alguma instabilidade nos dois primeiros sets (vitória apertada na primeira parcial, derrota dilatada na segunda), o time paulista aproveitou-se do saque ineficaz do time da casa. Com uma virada de bola segura e Théo assinalando 21 pontos, o Sesi dobrou a vantagem que tinha no duelo e vai jogar na Vila Leopoldina pensando em encerrar a série pela via mais curta.

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Canoas lutou, mas não passou pelo Cruzeiro (Fernando Potrick/Gama)

Por sua vez, o Lebes/Gedore/Canoas tem bons valores, como o ponteiro Gabriel, que foi repatriado do voleibol austríaco e começou o campeonato muito bem, o central Iálisson, de passagem recente pelo Taubaté, e o jovem ponta Alisson Melo, sétimo atacante mais eficiente da Superliga. Mas, dentro do esperado, a equipe não tem sido páreo para o Sada Cruzeiro nos playoffs.

Jogando em casa na segunda partida da série, o time gaúcho até abriu o marcador, teve Alisson Melo assinalando 17 pontos, sendo três em aces, quesito em que empatou com o central Giovanni. A questão é que, do outro lado da rede, havia um time experiente o bastante para esperar e provocar os erros do rival (e foram 35 ao todo). Leal e os centrais Isac e Simón marcaram, respectivamente, 16, 13 e 12 pontos, e a virada foi inevitável.

A série volta para Contagem, no sábado, às 21h30, e só vai novamente ao Rio Grande do Sul em caso de vitória do Canoas.

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Renan no ataque contra Taubaté: a bola de segurança do JF (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

A outra partida já realizada na segunda rodada foi entre Funvic/Taubaté e JF Vôlei. Se, em Juiz de Fora, os sétimos colocados da fase classificatória chegaram perto de vencer um set, em Taubaté, não ficaram só no quase. Renan, que defendeu a seleção brasileira no ciclo olímpico passado, marcou 26 dos 48 pontos de ataque de sua equipe, teve aproveitamento de 63% nas cortadas.

Pela boa atuação de seu oposto, os visitantes (ajudados pelos erros que Taubaté cometia – 25 ao todo) ganharam um set. Mas, como só tinham Renan em jornada inspirada, não puderam levar o jogo para o tie break.

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Taubaté teve um inusitado problema com o líbero Mário Jr., que jogou socorrendo-se com um colírio, de palmo em palmo, para aliviar uma irritação nos olhos, mas cumpriu o roteiro e venceu: Wallace, com 20 pontos, e Lucas Lóh, com 60% de aproveitamento no ataque, comandaram o time. Lucarelli, que perdeu boa parte do returno, anotou 12 pontos e parece estar aproveitando os jogos contra a equipe de Juiz de Fora para adquirir ritmo de jogo.

A terceira partida, que será na segunda-feira, mais uma vez em Taubaté, pode ser também a última da série.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Minas 1 x 3 Sesi (25-27, 25-19, 21-25, 18-25)
Lebes/Gedore/Canoas 1 x 3 Sada Cruzeiro (25-23, 18-25, 15-25, 14-25)
Funvic/Taubaté 3 x 1 JF Vôlei (25-15, 14-25, 25-18, 26-24)
Brasil Kirin x Montes Claros – sábado, às 14h10