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Rexona x Vôlei Nestlé: o que pode decidir a “final de sempre” da Superliga?
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Carolina Canossa

Rexona e Vôlei Nestlé se encontram na final pela 11ª vez (Fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV e João Pires/Fotojump)

Rio e Osasco, Osasco e Rio. Sob o nome de Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, dois dos projetos mais longevos e vitoriosos da história do voleibol brasileiro estarão frente a frente neste domingo (23), às 10 horas, para decidir o título da Superliga pela 11ª vez. Líder da fase classificatória, a equipe carioca quer aumentar seu recorde de taças da disputa para 12 na despedida de seu patrocinador de 20 anos, a Unilever, enquanto as paulistas pretendem dar um fim a um histórico recente de derrotas em decisão para as maiores rivais.

Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar um ponto: por mais que a final deste domingo seja “repetida”, neste caso específico não dá para culpar o polêmico ranking de atletas. Isso porque os dois eliminados da semi, Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas, conseguiram investir tanto ou até mais que ambos os finalistas. Frise-se, portanto, a competência dos técnicos Bernardinho e Luizomar de Moura nesta temporada.

Dito isto, quais serão os pontos-chave que determinarão se a taça permanece no Rio ou volta a Osasco após quatro temporadas? Jogadora a jogadora, ambos os elencos praticamente se equivalem, mas considero dois fatores fundamentais nesta decisão:

1) Tandara – Candidata a MVP (melhor jogadora da competição), a ponteira do Vôlei Nestlé mostrou ao longo da temporada um altíssimo nível técnico. Em excelente forma física, soube transformar a frustração por não ter ido à Rio 2016 em motivação e se transformou na bola de segurança de Dani Lins, ao mesmo tempo em que alcançou um nível de recepção razoável – apesar de a função ser majoritariamente dividida entre a segunda ponteira (a sérvia Tijana Malesevic ou Gabi) e a líbero Camila Brait, é Tandara quem os adversários miram na hora de sacar. Certamente o Rexona preparou uma marcação especial para cima de brasiliense, mas, se ela mantiver a eficiência na virada de bola, a equipe paulista terá dado um passo razoável rumo ao título contra um rival que se destaca pelo volume de jogo.

Tandara é a principal opção ofensiva de Dani Lins (Foto: João Pires/Fotojump)

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2) Saque – Nem Rexona e nem Vôlei Nestlé se mostraram especialmente confiáveis no primeiro toque nesta Superliga. Justamente por isso, sacar bem será uma arma importantíssima na Jeunesse Arena não só para fazer pontos diretos, mas também para aproveitar a efetividade as centrais, em especial Bia e Juciely, no bloqueio. Teoricamente, a equipe de Luizomar de Moura leva vantagem neste aspecto, sendo esta a melhor forma de impedir que a levantadora Roberta use o maior número de opções ofensivas disponível no time carioca.

Como sempre, o discurso de ambos os lados é de cautela.

“Osasco chega com muita confiança, passou pela semifinal jogando muito bem. É difícil dizer quem estará melhor. Nós estamos com mais ritmo, mas elas estão mais descansadas, então vai ser jogo duro e de muito equilíbrio. Não vejo vantagem para nenhum lado. É um time que cresceu muito durante a temporada, em vários aspectos. Mas é uma final, que se tornou um clássico do vôlei brasileiro. Claro que gera uma tensão pela importância da partida, mas nós estamos focados em jogar bem e fazer o nosso melhor”, comentou o técnico Bernardinho.

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A levantadora Dani Lins acredita que controlar o aspecto emocional terá enorme importância. “Sabemos que em uma final tem ansiedade e nervosismo. Logicamente que temos que entrar com vontade de ganhar, mas é importante também saber que em etapas do jogo, dependendo de como estiver o placar, é fundamental ter lucidez, paciência e tranquilidade de fazer nosso melhor, evitando os erros. O excesso de vontade pode atrapalhar e às vezes é difícil encontrar esse equilíbrio. Sinto o Vôlei Nestlé bem consciente quanto a isso”, comentou a atleta, que cogita tirar um período sabático após a final para tentar ter o primeiro filho.

Drussyla foi essencial pra virada do Rexona na semifinal (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Olho nela – Alçada à posição de titular no quarto jogo da intensa série semifinal contra o Minas, a ponteira Drussyla, 20 anos, reequilibrou o Rexona e terá a chance de brilhar novamente ao longo da final. Vale a pena ver se ela conseguirá suportar a pressão no jogo que pode dar o 12º título de Superliga ao Rio e colocá-la em um novo patamar na carreira. No banco, a holandesa Anne Buijs, quarta colocada na Rio 2016, estará de olho na vaga para deixar uma boa impressão no último jogo da temporada nacional.

A grande final da Superliga feminina será disputada em jogo único às 10 horas deste domingo (23), na Jeunesse Arena (Rio de Janeiro), com transmissão ao vivo de TV Globo, site da RedeTV! e SporTv. Nós aqui do Saída de Rede estaremos de olho em tudo para trazermos análises e informações para vocês, inclusive com uma live no Facebook no início da noite.

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Curiosidades em números:

– Enquanto o Rexona possui 11 títulos, o Vôlei Nestlé tem cinco – se o time paulista, porém, contar as conquistas do patrocinador atual nos anos 90 como Leite Moça, este número sobe para oito;
– Como até a temporada 2007/2008 a final da Superliga era disputada em cinco partidas, Rio e Osasco já se enfrentaram 24 vezes em partidas válidas pela decisão do torneio. O retrospecto é favorável ao Rexona: 14 a 10;
– Ao todo, as duas equipes já se enfrentaram 82 vezes pela Superliga, com 47 vitórias das comandadas pelo técnico Bernardinho e 35 das paulistas.
– Na atual temporada, os clubes se encontraram apenas duas vezes, com uma vitória para cada lado. No José Liberatti, a equipe comandada por Luizomar venceu por 3 sets a 2 (23-25, 26-24, 20-25, 25-23 e 15-13), enquanto no returno, na mesma Jeunesse Arena da final, o Rio deu o troco com um 3 a 1 (25-20, 21-25, 25-21 e 25-15);
– O Rexona terminou a fase classificatória em primeiro lugar, com apenas uma derrota em 22 jogos. Nos playoffs, porém, o time caiu duas vezes em sete partidas
– Já o Vôlei Nestlé ficou em segundo (17 vitórias e cinco derrotas) antes da definição dos playoffs, mas passou invicto pelas cinco partidas que fez pelo mata-mata

Para você, quem será o campeão? Deixe seu palpite na caixa de comentários!


Jogadora a jogadora, quem leva a melhor no Rexona x Vôlei Nestlé?
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Carolina Canossa

Bernardinho e Luizomar de Moura chegam à final com elencos equivalentes (Fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Faltam apenas três dias para que Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé entrem em quadra para a decisão da Superliga feminina de vôlei. Respectivamente líder e vice-líder na fase classificatória, os dois times fazem o maior clássico do voleibol brasileiro, com 82 confrontos apenas pela Superliga: ao todo, são 47 vitórias para as cariocas contra 35 do time de Osasco.

O duelo deste domingo (23), às 10 horas, na Jeunesse Arena será o terceiro entre as equipes nesta temporada: enquanto no primeiro turno o Vôlei Nestlé fez 3 a 2 nas rivais, no returno o Rexona deu o troco no returno com uma vitória por 3 a 1. Com um volume de jogo e um sistema defensivo cinco estrelas, a equipe do técnico Bernardinho foi mais regular ao longo da temporada, tendo vencido a Copa Brasil e o Sul-Americano, ao passo que as paulistas se encontram em ascensão e contam com um bom saque e a inspiração de Tandara para levantar a taça.

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As apostas sobre quem vai se sair melhor ficam com vocês, mas damos nossa ajuda com o comparativo abaixo:

Roberta também se destaca em outros fundamentos que não o levantamento

Levantadora: Roberta x Dani Lins
Já começamos em um item polêmico, uma vez que nenhuma levantadora se destacou para valer ao longo da competição. De um lado temos a titular da seleção brasileira, que preza por enorme rodagem em diversas situações de jogo. Do outro, uma jovem em busca de consolidação e que, apesar da irregularidade maior que a adversária em sua função principal, também vem se destacando no fundamento saque. Considerando o que vimos neste Superliga, o resultado deste primeiro item é empate

Oposta: Monique x Bjelica
Monique pode não ser aquela oposta de encher os olhos, mas não é de hoje que vem apresentando um bom nível em âmbito nacional: à sua maneira, discreta e usando mais a técnica que a força, chega à decisão como a maior pontuadora do time ao lado de Gabi. A sérvia Bjelica, por sua vez, passou a temporada inteira se alternando com Ana Paula Borgo na saída por conta das dificuldades na virada de bola e recentemente vem chamando a atenção mesmo pelo ótimo saque, fundamento no qual a brasileira também não faz feio. Resultado: Monique

Ponteira 1: Gabi x Tandara
O corte às vésperas da disputa da Rio 2016, quando o técnico José Roberto Guimarães abdicou de uma oposta reserva para Sheilla, parece ter mexido com Tandara: a atual temporada é uma das melhores, senão a melhor, da carreira dela, que tem sido a bola de segurança do Vôlei Nestlé ao alternar ataques poderosos com outros em que demonstra excelente técnica. Tudo é ainda mais impressionante quando lembramos que Tandara tem jogado como ponteira e, por isso, costuma ser perseguida no saque. A brasiliense às vezes quina, é verdade, mas no geral tem dado conta da recepção. Do outro lado da quadra e com função semelhante, Gabi prova a cada dia que a baixa estatura não a impede de ser uma jogadora de alto nível, tanto no ataque quanto na recepção. A jogadora, porém, sofreu além do esperado quando foi pressionada pelo Camponesa/Minas na semifinal, de maneira que nosso voto aqui fica com Tandara

Tandara vem fazendo uma das melhores temporadas de sua carreira (João Pires/Fotojump)

Ponteira 2: Drussyla x Malesevic
Se a disputa fosse com a antiga titular da posição no Rexona, Anne Buijs, nosso opinião seria empate, já que as duas gringas falharam demais na recepção e não compensaram o suficiente no ataque. Mas a entrada de Drussyla ao longo da semifinal é um dos pontos que explica a sobrevivência da equipe carioca na disputa: segura para entregar a bola para Roberta, a jovem também tirou um pouco o peso da responsabilidade nas ações ofensivas com Gabi. Destaque-se também que Malesevic tem feito defesas muito boas nesta reta final de Superliga, mas Drussyla merece um voto de confiança para a grande final e leva esta

Central 1: Bia x Juciely
Outra disputa difícil, pois envolve jogadoras com características diferentes: enquanto Bia é uma exímia bloqueadora, a veterana Jucy tem um ótimo entrosamento com Roberta para atacar bolas muito rápidas. As duas possuem importância fundamental na campanha de suas equipes nesta Superliga e, não por acaso, figuram no top 10 de maiores pontuadoras. Por isso, nossa opção aqui é pelo empate.

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Central 2: Carol x Nati Martins
Vamos aos fatos: Carol tem uma carreira de maior destaque que a adversária, mas caiu muito este ano em relação a temporadas anteriores. Nati Martins, por sua vez, continuou no cantinho fazendo o seu “feijão com arroz”, especialmente no ataque. Não brilhou, é verdade, mas leva o voto por ter variado menos em relação ao que se espera dela, apesar de, como dissemos, Carol ser mais jogadora e poder despertar logo na grande decisão

Líbero: Fabi x Camila Brait
Professora e aluna aplicada. Assim podemos definir as duas líberos que estarão na quadra da Jeunesse Arena no próximo domingo. Ambas jogam em alto nível, mas a verdade é que Camila ainda precisa de um pouco mais para chegar no status da rival, a grande responsável em quadra pelo volume de jogo apresentado pelo Rexona. Aliás, como é que Fabi ainda joga tudo isso aos 37 anos? Voto para ela

Fim de jogo e, no comparativo, deu Rexona 3, Vôlei Nestlé 2 e empate 2. Evidentemente, essa lista não é definitiva e nem leva em consideração outros aspectos importantes do vôlei, como o jogo coletivo, os técnicos e as opções no banco de reservas. Fiquem à vontade para discordar de nossas escolhas. Aliás, a caixa de comentários está aí justamente para receber sua opinião!


“Pedradas” de sérvia no saque viram arma do Vôlei Nestlé para a final
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Carolina Canossa

Bjelica: pedidos de Luizomar para “respirar” e não sacar tão forte (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Se no ataque a oposta Ana Bjelica não tem conseguido ser a bola de segurança do Vôlei Nestlé, a sérvia deu outro jeito de se destacar na reta final da Superliga feminina de vôlei: graças um saque classificado como “pedrada” pela comissão técnica da equipe, a atacante aparece uma importante arma a ser utilizada na final da disputa contra o Rexona-Sesc neste domingo (23) às 10 horas.

“Ela é uma jogadora que lança muito bem a bola, em projeção, com uma batida já quase dentro da quadra. Além disso, é grande, tem quase 1,90 m de altura, e pega a bola com o braço estendido no ponto mais alto”, analisou o técnico Luizomar de Moura, lembrando que a atleta também erra pouco no fundamento. “Essa regularidade lhe dá confiança para continuar forçando”, complementou.

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Por ter alternado a titularidade ao longo da Superliga com Ana Paula Borgo, Bjelica acumulou menos tentativas de saque que outras atletas e, por isso, não aparece no top 10 do fundamento como a companheira Tandara. Mas os 23 aces e as diversas linhas de passe quebradas em 184 saques realizados acendem um sinal de alerta no Rexona. “Me preocupa muito o saque da Bjelica, que tem mostrado o poder de complicar os ataques adversários, associado a uma capacidade de bloqueio muito grande”, afirmou o técnico Bernardinho.

Um exemplo recente de tal capacidade ocorreu no terceiro set do terceiro jogo da semifinal contra o Dentil/Praia Clube. Graças a três bons saques de Bjelica, o Vôlei Nestlé conseguiu reverter um 23-24 para um 26-24, acabando de vez que o ânimo do time mineiro, que pouco ofereceu resistência na parcial seguinte e acabou eliminado da disputa.

Bloqueio da sérvia também chama a atenção de Bernardinho (Foto: João Pires/Fotojump)

“Eu já tinha um bom saque antes e essa melhora é apenas fruto de treino. Treinamos muito aqui e focamos muito neste fundamento, pois sabemos que no vôlei o saque é uma das coisas mais importantes do jogo”, comenta a simpática estrangeira.

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Os treinos aos quais se refere Bjelica tiveram um propósito em especial: fazer com que ela não se empolgasse tanto com os acertos. Luizomar explica: “No começo, ela era meio “doidinha”. A cada ponto, colocava mais força na bola, que ia quase na placa de publicidade. Hoje, eu falo ‘Calma, respira’, para ela dar uma segurada”. A oposta admite que realmente precisava deste conselho: “Eu realmente tenho um saque muito forte (risos) e às vezes perco o controle da força. Mas tenho um ótimo relacionamento com o Luizomar, então ele pode falar o que for necessário que eu farei”.

Questionada se pode sacar ainda melhor, Bjelica deu uma resposta sucinta: “Claro: na final!”. Resta saber se a sérvia conseguirá cumprir a promessa.


Consistência do Rexona é decisiva novamente, mas Borgo anima o Vôlei Nestlé
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Carolina Canossa

Bloqueio rendeu 20 pontos ao Rexona (Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

No reencontro com o único time que o superou na atual edição da Superliga feminina de vôlei, o Rexona-Sesc mostrou uma de suas principais qualidades para superar o Vôlei Nestlé na noite desta sexta-feira (3): a consistência. Sem grandes oscilações ao longo da partida, o time carioca garantiu a liderança na fase de classificação com duas rodadas de antecedência ao fazer 3 sets a 1 (25-20, 21-25, 25-21 e 25-15) sobre seus maiores rivais.

Depois de três sets equilibrados, o Rexona simplesmente passeou na etapa decisiva. A diferença de rendimento entre os dois lados da quadra era evidente no sistema defensivo, que anulou Paula Borgo e Tandara, as duas principais opções de ataque à disposição de Dani Lins. No fundo de quadra, a sérvia Malesevic passou a errar passes que até então vinha entregando na mão da levantadora e, se não fosse por uma boa passagem de Nati Martins com um flutuante no saque, o placar seria ainda mais elástico.

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Descobrir como o Rexona consegue se manter tão fiel ao plano de jogo é o grande segredo para quem quer que deseje desbancar as favoritas ao título da Superliga. A sensação é que, enquanto o time de Bernardinho entra em quadra para jogar cinco sets, os rivais estão preparados apenas para três. Quanto mais um jogo se alonga, melhor para as representantes do Rio de Janeiro. E olha que o time joga basicamente o tempo inteiro com as mesmas sete jogadoras, com pouquíssimas alterações.

Paula entrou no meio do 1º set e foi a maior pontuadora da partida (Foto: João Pires/Fotojump)

Apesar da derrota, o Vôlei Nestlé volta pra casa com um grande ponto positivo: a boa atuação de Paula Borgo, que substituiu Ana Bjelica ainda na metade do primeiro set. Considerada um dos grandes nomes da nova geração do voleibol brasileiro, a oposta mostrou variedade de golpes para superar um bloqueio quase sempre bem postado e foi o destaque individual da partida.

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Como ponto negativo, a precisão de ambas as levantadoras: em todos os sets, vimos um festival de bolas coladas à rede que, na melhor das hipóteses, exigia um malabarismo das atacantes em quadra. Dani, inclusive, cometeu um dois toques em um momento crucial do terceiro set, fazendo com que um contra-ataque que poderia colocar o placar em 22-23 virasse o set point das donas da casa, posteriormente convertido.

Agora, cabe ao Vôlei Nestlé confirmar o favoritismo diante do Renata Valinhos / Country e Genter Vôlei Bauru para assegurar a segunda posição na tabela, fazendo com que um novo encontro com o Rexona só ocorra em uma eventual final. Já o Rexona deve aproveitar os jogos contra Camponesa/Minas e Dentil/Praia Clube para testar algumas variações táticas e observar os rivais, já visando o mata-mata que se aproxima.


Atropelamento na última rodada embala Vôlei Nestlé para clássico no Rio
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Carolina Canossa

No Rio, Tandara espera um novo jogo de cinco sets (Foto: João Pires/Fotojump)

Até o momento, apenas um time foi capaz de derrotar o Rexona-Sesc na Superliga feminina de vôlei: o Vôlei Nestlé, em partida realizada no dia 13 de dezembro em Osasco. Mas não é exatamente naquele duelo que a equipe do técnico Luizomar de Moura se baseia para conseguir um novo resultado positivo contra as cariocas nesta sexta-feira (3), a partir das 21h30, na Jeunesse Arena (antiga HSBC Arena/Arena da Barra)…

A empolgação com que o time paulista chega ao Rio de Janeiro se deve mesmo ao atropelamento contra o Dentil/Praia Clube na última rodada. A despeito da expectativa por um confronto equilibrado, o Vôlei Nestlé mal tomou conhecimento do adversário e não precisou nem de 1h30 de jogo para fazer 3 sets a 0 sobre as atuais vice-campeãs brasileiras.

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“Temos que aproveitar o que construímos aí e levar para o Rio”, comentou a atacante Tandara, destaque de Osasco na atual temporada. “Vamos para o próximo jogo com essa mesma coragem. Se mantivermos esse espírito, o jogo será bom, acirrado e que vença quem conseguir aproveitar melhor as oportunidades”, destacou.

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra contra o Praia, reforçou o discurso. “A gente chega para o jogo com o Rio com mais autoestima. Está todo mundo bem, os treinos têm sido muito bons e queremos manter essa crescente”, avisou a atleta, que deixou claro: o 0 a 3 sofrido em Belo Horizonte diante do Camponesa/Minas na rodada anterior já é coisa do passado. “Acho que meio que curamos a nossa raiva do jogo péssimo que fizemos em Minas. O time jogando unido é outra coisa, todo mundo dando o seu melhor”, complementou.

Dani Lins: “A gente chega pra esse jogo com mais autoestima”

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Mas Tandara ressalta que o discurso confiante não deve ser visto como um otimismo excessivo. Para ela, o clássico tem altas possibilidades de ser novamente encerrado em um 3 a 2. “Fizemos um jogo muito difícil contra elas aqui e vencemos, mas o time de lá não deu brecha pra ser fácil. Então, essa nova partida também vai ser muito difícil, quem sabe com cinco sets novamente. Espero que a consequência seja a nossa vitória. Estamos trabalhando muito”, afirmou.

A jogadora, inclusive, reconhece que provavelmente será bombardeada pelas adversárias no saque. “Eu tenho a consciência de que sempre serei o alvo no passe, pois não sou uma ponteira passadora. A minha preocupação é colocar a bola para cima e definir no ataque, que é o meu melhor fundamento. Tenho que me manter calma, pois, se eu sair do passe, não consigo rodar a bola. Sei que vou errar no passe, mas tenho que ter tranquilidade para aceitar quando isso acontecer”, analisou.


Holandesa no Rexona e Fabiana no Dentil: mercado do vôlei bomba nesta terça
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Carolina Canossa

Fabiana e Buijs só se apresentam depois da temporada de seleções (Fotos: Reprodução e FIVB)

Fabiana e Buijs só se apresentam depois da temporada de seleções (Fotos: Reprodução e FIVB)

Para quem gosta de novidades no mercado de transferências do voleibol mundial, o dia está especialmente saboroso: Rexona Ades e Dentil/Praia Clube, os dois finalistas da última Superliga feminina, confirmaram contratações de peso para a próxima temporada.

Os cariocas aproveitaram o interesse público de Anne Buijs, mostrado pelo Saída de Rede, em trabalhar com Bernadinho para fechar com a ponteira. Ex-jogadora do Vakifbank, da Turquia, a holandesa chega para substituir Natália, que irá defender o Fenerbahce na próxima temporada.

Carol Albuquerque aceita reserva de Dani e revela plano abortado de voltar à seleção

As atuais campeãs brasileiras cogitaram a possibilidade de trazer outra holandesa, Celeste Plak, mas as negociações não foram adiante. A ponta, que permanece na liga italiana (trocou o Bergamo pelo Novara), também estava disposta a jogar no Rio, mas foi preterida em favor da sua colega de seleção.

O Praia, por sua vez, reforça seu plantel com ninguém menos que a capitã da seleção feminina de vôlei, Fabiana, que deixou o Sesi após um intenso corte na verba disponibilizada pelo time paulista. “Estou muito feliz já fazendo parte desta grande equipe. Estou indo para somar e conto com o apoio da torcida”, comentou a meio-de-rede, que fará uma dupla de respeito ao lado de Walewska.

Tanto Buijs quanto Fabiana só devem se apresentar aos seus clubes na metade do segundo semestre, visto que até lá estão comprometidas com suas respectivas seleções na busca por uma medalha na Rio 2016.

* Colaborou Sidrônio Henrique
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