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Taubaté capitaliza erros do Sesi e decide Superliga pela primeira vez
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João Batista Junior

Frustrado em duas semis, Taubaté é finalista desta Superliga (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Na primeira vez em que chegou às semifinais da Superliga, a Funvic/Taubaté foi eliminada pelo Sesi, na temporada 2014/2015, com duas partidas decididas em quatro sets. Na segunda vez, ano passado, o time do Vale do Paraíba caiu diante do Brasil Kirin num lance em que o central Deivid, no tie break do jogo desempate, tomou um cartão vermelho por pegar a placa errada para substituição. Mas, na noite de quinta-feira, em São Caetano do Sul, os tricampeões paulistas deram um passo adiante e conquistaram o bilhete para a decisão do campeonato nacional.

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A Funvic/Taubaté venceu o Sesi no jogo 4 por 3 sets a 1 (25-17, 25-19, 22-25, 25-22) e fechou o playoff em 3 a 1. Foi o terceiro grande triunfo do time do interior sobre a equipe da Vila Leopoldina nesta temporada: antes dessas semifinais, decidiram o Campeonato Paulista e a Copa Brasil, e os representantes do Vale do Paraíba levaram os dois troféus para casa.

Depois de duas partidas bem disputadas nesse mata-mata e definidas em cinco sets, o jogo que apontou o adversário do Sada Cruzeiro na decisão foi, tecnicamente falando, bem pobre, repleto de erros e pontuado pelo momento bisonho em que o central Riad, do Sesi, frustrado por ter tido seu bloqueio explorado por Lucarelli, rasgou a rede na reta final da segunda etapa.

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As duas equipes entraram em quadra dispostas a resolver seus problemas no saque, mas isso propiciou longas sequências de serviços errados. Nos dois primeiros sets, Taubaté, com uma virada de bola relativamente tranquila, conseguiu aproveitar as falhas dos anfitriões e ficou – a exemplo da partida anterior – a um set da classificação.

Distribuição de bolas de Raphael é um dos pontos altos do Taubaté

Nos dois sets seguintes, o sexteto sesista cresceu na força do bloqueio e também graças a um reforço que, há alguns dias, parecia improvável: Douglas Souza.

Retornando de uma lesão abdominal sofrida há pouco mais um mês, o ponteiro campeão olímpico foi acionado pelo técnico Marcos Pacheco e mostrou o quanto fez falta ao Sesi nessas semifinais.

Douglas entrou na partida no lugar de Murilo, durante o segundo set, e permaneceu em quadra nas parciais seguintes, em substituição a Fábio. Auxiliando a linha de passe e atacando com potência, ele terminou o jogo com 11 acertos e 55% de aproveitamento nas cortadas. Para comparar: Lucarelli, que jogou os quatro sets e foi eleito o melhor em quadra na votação pela internet, também obteve 11 anotações e pontuou em 45% das tentativas no ataque.

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O Sesi, na primeira metade do quarto set, abriu boa vantagem e fez crer que o duelo seguiria para o tie break. No entanto, o time paulistano esbarrou novamente nos erros (foram 38 ao todo contra 30 dos rivais) e a Funvic/Taubaté, com boa distribuição de bolas do levantador Raphael, virou a parcial definitiva, que valeu um lugar na final da Superliga.

A partida entre Sada Cruzeiro e Funvic/Taubaté será disputada no próximo dia 7, domingo, a partir das 10h, no Ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.


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João Batista Junior

Wallace supera bloqueio do Sesi na vitória do Taubaté (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

A segunda rodada das semifinais da Superliga masculina chega ao fim com as duas melhores campanhas da fase classificatória abrindo 2 a 0. Se o Sada Cruzeiro, na quinta-feira, precisou controlar os nervos para superar o Brasil Kirin, a Funvic/Taubaté, na noite do sábado, venceu o Sesi numa partida que teve intensidade e polêmica como ingredientes.

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Os tricampeões paulistas bateram a equipe da Vila Leopoldina por 3 sets a 2, em parciais de 25-23, 21-25, 18-25, 25-19, 15-13. O jogo foi disputado no Ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, porque a Vila Leopoldina tem capacidade de público inferior à mínima exigida pela CBV, que é de 2 mil pessoas.

O duelo não teve longos ralis, mas isso não significa que a partida não tenha sido de boa qualidade, tecnicamente falando. Se as defesas não tiveram vez, a culpa foi dos atacantes: eficientes, os dois times foram bem nas cortadas, com 56% de aproveitamento para o Sesi contra 51% do Taubaté nesse quesito. Pensando ainda que o saque, em vários momentos, foi uma arma eficaz para os dois sextetos, dá para avaliar que esse foi, até aqui, o melhor jogo das semifinais da Superliga masculina. Conquistou a vitória o lado que cometeu menos erros (33 para o time do interior contra 42 da equipe da capital) e que, sobretudo, teve maior repertório de jogadas nas extremidades da rede.

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Quando teve o passe na mão, Raphael, do Taubaté, fez uma distribuição bem generosa. Para driblar o sistema defensivo rival, o armador ora optava pela entrada, ora pela saída de rede: o ponta Lucarelli e o oposto Wallace foram acionados, respectivamente, em 27 e 26 ocasiões, perfazendo juntos 53 das 89 cortadas efetuadas por sua equipe.

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Por sua vez, Bruno, que deve ter sentido falta de Douglas Souza – fora de combate já há algumas semanas, como o SdR trouxe em primeira mão –, levantou 40% das bolas para o oposto Théo, e, quando o passe chegava redondo, procurava os centrais Lucão e Riad. A bola de primeiro tempo é uma das especialidades do levantador da seleção, mas foi uma delas, no quinto set, quando Lucão foi bloqueado por Otávio, que deixou o Sesi em maus lençóis, com desvantagem de 8 a 5 no placar.

Antes do tie break, porém, um erro da arbitragem gerou muita reclamação por parte dos anfitriões.

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No quarto set, com 8 a 6 para Taubaté, Wallace sacou para fora, mas o lance ganhou anotação de ace. Os sesistas reclamaram bastante – o técnico Marcos Pacheco e o líbero Serginho eram os mais exaltados. Vale ressaltar, contudo, que, no primeiro set, com 14 a 12 para os visitantes, a situação foi inversa, com um saque errado de Bruno sendo marcado como bola dentro. A drástica diferença é que o levantador não foi além do serviço seguinte, enquanto o oposto permaneceu distribuindo pancadas no saque até sua equipe chegar a 11 a 6 no placar.

Personificados no mesmo fiscal de linha em ambas as oportunidades, os dois erros mostram, mais uma vez, que o voleibol de alto nível precisa da revisão de vídeo. O fato de cada uma das equipes haver conquistado um ponto indevido mostra que não houve dolo ou má-fé dos árbitros, mas o auxílio eletrônico teria evitado a polêmica.

A próxima partida será disputada na sexta-feira que vem, em Taubaté. Nesta temporada, juntando Campeonato Paulista, Copa Brasil e Superliga, a Funvic/Taubaté venceu o Sesi nas quatro partidas que disputou em casa. Se mantiver a escrita, fecha a série. O jogo 3 da outra semifinal, entre Sada Cruzeiro e Brasil Kirin, será no sábado, em Contagem (MG).


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