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Arquivo : Pinheiros

Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de grande duelo
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João Batista Junior

Hooker ataca contra bloqueio do Bauru: classificação às semis em dois jogos (foto: Vôlei Bauru)

Favoritos nas quartas de final – tanto pela colocação na fase classificatória quanto pelo elenco que têm –, Rexona-Sesc, Vôlei Nestlé e Camponesa/Minas só precisaram de dois jogos para chegar às semifinais da Superliga feminina. Se o time de Osasco ainda não sabe se vai ter pela frente o também favorito Dentil/Praia Clube ou o bravo Terracap/BRB/Brasília, cariocas e minastenistas já têm por certo que se enfrentarão por uma vaga na final. E aí as expectativas do fã do voleibol são as melhores.

Rexona e Minas fizeram a final da Copa Brasil 2017: vitória carioca (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O Rexona venceu o Minas nas duas partidas que disputaram nesta edição da Superliga, ambas por 3 a 1, e ainda venceu por 3-0 na final da Copa Brasil. Além disso, ressalte-se que o time do Rio só perdeu um jogo em 24 disputados na competição, ao passo que as mineiras sofreram sete reveses. Porém, o crescimento da equipe de Belo Horizonte no decorrer do campeonato, em muito devido às cortadas da oposta Destinee Hooker, leva a crer que as cariocas vão precisar de seu melhor voleibol para chegar a mais uma final.

(O próprio técnico Bernardinho, em entrevista ao Saída de Rede, chegou a dizer que o Minas era o adversário “mais perigoso” e que “se tornou favorito.”)

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A vaga do Camponesa/Minas à semifinal veio contra o Genter Bauru, numa série em que as mineiras abusaram do pragmatismo: tanto na vitória de virada no jogo 1, sábado, quanto no 3-0 da terça-feira, Hooker foi responsável por quase 45% dos ataques de sua equipe (respectivamente, 62/141 e 44/98). Para efeito de comparação: nas derrotas contra Praia e Rexona, no returno, pouco menos de 30% dos levantamentos do time foram para ela, e na vitória sobre o Vôlei Nestlé, esse número ficou em 36%.

A estratégia mineira deu certo contra Bauru e a norte-americana, nos dois compromissos das quartas de final, levou o Minas à vitória e foi a maior pontuadora em ambos os jogos (com, respectivamente, 32 e 20 anotações). As bauruenses até conseguiram equilibrar as duas primeiras parciais do jogo 2, mas erraram muito no passe e perderam consistência no set final.

A nota preocupante para a torcida minastenista é que, se foi o Bauru, quando abriu 2 a 0, quem deu um susto no primeiro jogo, no segundo, quem assustou foi Rosamaria: a ponteira torceu o joelho durante o terceiro set, saiu carregada de quadra e nesta quarta-feira, segundo o SporTV, deve ser examinada para saber do grau da lesão.

Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei

No outro jogo da terça-feira, no Distrito Federal, o Terracap/BRB/Brasília frustrou o Dentil/Praia Clube em grande estilo. Enquanto em Uberlândia as mineiras ganharam de virada por 3-1, no Planalto Central a história foi diferente.

Amanda foi um dos destaques do Brasília na vitória sobre o Praia (Ricco Botelho/Inovafoto/CBV)

Com um sólido sistema defensivo, que sempre obrigava o adversário a atacar mais vez, o Brasília venceu um equilibrado primeiro set e aproveitou-se da instabilidade praiana nas parciais seguintes.

O time mineiro, ainda desfalcado da central Fabiana, lesionada há dez dias, tentou mudar o ritmo do jogo acionando, por vezes, as reservas Ju Carrijo e Ellen. Mas, com Amanda indo bem no ataque pela entrada de rede e as centrais Vivian e Roberta dominantes no bloqueio, a equipe anfitriã conseguiu igualar a série e levar a decisão da vaga na semifinal para o jogo 3 – que, pela tabela da CBV, será neste sábado, em horário ainda não definido.

GIGANTES ATROPELAM
Se, na primeira rodada, o Pinheiros poderia ter ido mais longe na partida contra o Rexona-Sesc e o Fluminense deu trabalho ao Vôlei Nestlé em duas parciais, na segunda, dá para dizer que os gigantes do vôlei nacional foram pouco testados. Cariocas e osasquenses passaram com folga, quase não foram perturbadas na jornada que as classificou para mais uma semifinal.

Atropelado pelo Rexona-Sesc na reta final do primeiro set, quando uma pequena desvantagem de 12-11 culminou com uma derrota por 25-13, o Pinheiros errou bastante na recepção e, por conseguinte, teve problemas na virada de bola. O time do Rio soube tirar proveito disso, anotando 11 pontos no bloqueio – seis só de Juciely. Gabi obteve 57% de aproveitamento no ataque e foi eleita a melhor em quadra, assim como também o fora no jogo 1.

Companheiras na seleção, Thaisa e Natália se enfrentam na Liga dos Campeões

Bia comemora: só Osasco não perdeu nenhum set nas quartas de final (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Na outra partida da segunda-feira, o Vôlei Nestlé, com a ponteira Tandara e as centrais Bia e Nati Martins em noite inspirada, pontuou em mais da metade das bolas que atacou, um aproveitamento incomum para uma equipe de voleibol feminino, e aplicou o segundo 3-0 da série. O Fluminense foi fustigado pelo saque adversário e despediu da competição marcando apenas 47 pontos em todo o jogo – número insuficiente para vencer dois sets.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga feminina:

Fluminense 0 x 3 Vôlei Nestlé (20-25, 14-25, 13-25)
Rexona-Sesc 3 x 0 Pinheiros (25-13, 25-20, 25-22)
Terracap/BRB/Brasília 3 x 0 Dentil/Praia Clube (27-25, 25-18, 25-19)
Genter Vôlei Bauru 0 x 3 Camponesa/Minas (22-25, 23-25, 17-25)


Mesmo derrotados, Pinheiros e Bauru se destacam na abertura dos playoffs
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Carolina Canossa

Bárbara deu muito trabalho para as jogadoras do Rexona (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Atual campeão, o Rexona-Sesc é favoritíssimo para conquistar um lugar na semifinal da Superliga feminina de vôlei. O mesmo acontece com o Camponesa/Minas, que investiu alto nesta temporada para voltar a uma decisão que não disputa desde 2004. Ambos os times, porém, por pouco não foram surpreendidos respectivamente por Pinheiros e Genter Vôlei Bauru na primeira rodada dos playoffs das quartas de final da disputa.

Mas por que não tivemos duas zebras logo no primeiro mata-mata do torneio? Em poucas palavras, faltou tranquilidade e resistência à pressão por parte das atletas dos times paulistas. Pinheiros e Bauru viveram noites inspiradas, de suas melhores na competição diante de adversários que jogaram abaixo do que sabem, mas cometeram erros individuais em excesso e/ou quando não podiam. Pagaram caro por isso.

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Técnico de Bauru, Marcos Kwiek reage a jogada em BH (Foto: Orlando Bento/MTC)

O caso do Bauru é o mais emblemático: foram 35 pontos cedidos ao Minas, cujas ponteiras estiveram mal tanto no ataque quanto no passe – sendo assim, as centrais Carol Gattaz e Mara foram pouco acionadas em ações ofensivas e o Minas perdeu uma de suas principais armas. A virada e o placar de 3 a 2 tiveram que ser construídos em cima do talento de Destinee Hooker. A americana atacou de todas as posições e terminou o duelo com incríveis 32 pontos, beirando os 50% de eficiência no ataque em um jogo no qual foi muito marcada. A oposta foi a maior beneficiada pela saída de Naiane e a entrada da levantadora reserva Karine, com quem joga muito melhor. Reflexo dos tempos em que ambas estiveram juntas em Osasco?

E, quando Hooker está inspirada, não se pode vacilar. Apesar do bom sistema defensivo comandado pela dominicana Brenda Castillo, Bauru ainda peca demais com falhas individuais, o que minou as pretensões da equipe em Belo Horizonte e ajudou a consagrar Mara, um monstro nos bloqueios. Será dura a tarefa de esquecer a enorme chance desperdiçada e focar em melhorar até terça (21) à noite, quando o ginásio Panela de Pressão, no interior paulista, recebe o segundo jogo da série melhor-de-três.

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Hooker jogou muito após a entrada de Karine em quadra (Foto: Orlando Vento/MTC)

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O Pinheiros, por sua vez, não esteve tanto perto da vitória quanto Bauru. Ainda assim, dentro das limitações que possui, fez uma de suas melhores partidas nos últimos meses. Apostando em uma estratégia agressiva de saque viagem, colocou até mesmo a experiente líbero Fabi em apuros. O problema, no caso, nem foram os erros individuais em si, mas quando eles ocorreram: na reta final de três das quatro parciais disputadas, algo fatal diante de um time tão consistente como o Rexona. Não se engane pelo 3 a 1: se fosse contra algum outro adversário, é muito possível que o time paulistano tivesse vencido o jogo.

Resta saber se as paulistanas conseguirão manter o nível de atuação no primeiro jogo fora de casa, na segunda-feira (20), nem que seja para sair da Superliga deixando uma boa impressão. O primeiro passo para isso é manter a levantadora Bruninha e a ponteira Lana entre as titulares ao lado de Barbara e Vanessa.

E os demais duelos?

Playoffs: desafio dos favoritos é manter o foco na Superliga

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Protagonistas de diversos altos e baixos ao longo da fase classificatória, Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube superaram com relativa tranquilidade os desafios que tiveram nesta primeira rodada. Com a dupla formada por Dani Lins e Tandara afinada, o time de Osasco fez do ataque sua principal arma contra o Fluminense, que é um time perigoso, mas extremamente dependente de Renatinha. Nati Martins e Bjelica foram outras boas opções para a levantadora. As equipes voltam a se encontrar já nesta segunda (20).

Fluminense depende demais de Renatinha no ataque (Foto: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Já o Praia brincou com o fogo diante do Terracap/Brasília, que fez um excelente primeiro set e mandou 25-20 logo de cara. Acontece que é difícil ir longe sem uma jogadora de definição: a oposta Andreia, por exemplo, marcou apenas dois pontos em três sets. Apesar de ainda se virar bem no ataque, Paula Pequeno não é mais aquela “matadora” de outros tempos, e Amanda faz o que está ao seu alcance. É uma situação bem diferente da equipe de Uberlândia, que tem nomes como Alix Klineman, Ramirez, Michelle e Walewska, apesar de muitas vezes não jogar como um conjunto. Agora, o time mineiro terá a chance de matar a série já na terça-feira (21).

Resultados da 1ª rodada dos playoffs da Superliga feminina:

Vôlei Nestlé 3 x 0 Fluminense (25-23, 25-23 e 25-14)
Pinheiros 1 x 3 Rexona-Sesc (25-21, 25-20, 16-25 e 25-23)
Dentil/Praia Clube 3 x 1 Terracap/BRB/Brasília (20-25, 25-19, 25-20 e 25-15)
Camponesa/Minas 3 x 2 Genter Vôlei Bauru (23-25, 21-25, 25-16, 25-22 e 15-10)


Chegaram os playoffs e desafio dos favoritos é manter o foco na Superliga
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João Batista Junior

Semana dos dois maiores clubes de vôlei feminino do país foi bem agitada (foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se os holofotes do vôlei feminino nacional, normalmente, já estão sobre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, imagine num semana em que há o anúncio de que as cariocas vão perder o principal patrocinador ao final da temporada e na qual as osasquenses recebem um convite para participar do Mundial de Clubes? É nessa toada que a Superliga chega à fase de playoffs e é por isso que o cuidado das favoritas de sempre deve ser redobrado.

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Vôlei Nestlé e Fluminense inauguram os mata-matas da Superliga feminina nesta quinta-feira, a partir das 21h55, em Osasco. Vai ser diante de um elencos dos mais experientes que o time de Osasco vai ter de mostrar se está com a cabeça no campeonato nacional ou se já está em contagem regressiva para o mundial, em maio, na cidade de Kobe (Japão).

No primeiro turno, Tandara enfrenta bloqueio do Fluminense (Bruno Lorenzo/Fotojump)

Osasco venceu um duelo particular com o Praia Clube e terminou com a segunda melhor campanha da fase classificatória, com 17 vitórias em 22 partidas. A equipe tem o ataque mais eficiente da competição, de acordo com os números da CBV, não perdeu nenhuma vez em casa e venceu o rival desta noite duas vezes – 3-1, no Rio, no primeiro turno, 3-2 em Osasco, no returno.

O Fluminense subiu da Superliga B e teve uma trajetória sem grandes riscos: venceu metade dos jogos que disputou e conquistou a vaga nos playoffs com algumas rodadas de antecedência. Trata-se de um time que tem jogadoras com passagem por grandes clubes do país e pela seleção brasileira, como Sassá, Jú Costa, Renatinha, e que tem a quarta melhor defesa do campeonato – de acordo com as estatísticas oficiais.

É claro que os predicados do tricolor carioca não diminuem o favoritismo osasquense na partida nem na série, mas lembram que, em setembro passado, o Fluminense surpreendeu o Rexona, que se preparava para jogar o Mundial das Filipinas, e levantou o título carioca.

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Já as atuais campeãs nacionais estreiam nos mata-matas na sexta-feira, às 21h30, contra o Pinheiros. Não bastasse a expectativa pela proximidade do Mundial ser um empecilho natural para manter as vistas sobre o adversário das quartas de final da Superliga, o clube também teve de se esforçar para tranquilizar a torcida e explicar que a parceria com o Sesc vai prosseguir e, dessa forma, o projeto se mantém ativo na temporada que vem, como o próprio Bernardinho disse em entrevista ao Saída de Rede.

Como costuma fazer nos playoffs, o Rexona-Sesc escolheu jogar a primeira partida fora de casa, o que pressiona o rival a largar com um bom resultado, se pretende algum êxito na série. Curioso é que nos duelos entre as duas equipes na fase classificatória, o time do Rio venceu por 3-0 em São Paulo e precisou do tie break, no returno, para manter a invencibilidade em casa. O Pinheiros, por sua vez, bateu o Vôlei Nestlé e o Camponesa/Minas no ginásio Henrique Villaboin, mas em seu reduto acabou superado pelo Renata Valinhos/Country, que terminou na lanterna da competição e não havia vencido ainda.

Ressalte-se que é um confronto entre o primeiro colocado e a equipe oitava colocada na classificação: enquanto o Rexona só perdeu uma partida em todo o campeonato, o Pinheiros tem dez vitórias e 12 reveses. Mesmo com a semana conturbada que teve, é difícil pensar que as cariocas não cheguem às semifinais.

EQUILÍBRIO POSSÍVEL
Se, nesta primeira rodada dos playoffs, o risco maior para duas primeiras colocadas da Superliga está em fatores externos, as representantes mineiras encaram adversárias que, pelo retrospecto da fase classificatória, têm bons motivos para sonhar com as semifinais.

Minas vs. Bauru: fator casa para mineiras, vantagem na temporada para paulistas (Orlando Bento/MTC)

Sábado, o Dentil/Praia Clube recebe o Terracap/BRB/Brasília em Uberlândia, às 18h. Nos dois jogos entre as equipes na fase de classificação, venceu quem jogou fora de casa: 3-0 para as brasilienses no primeiro turno, 3-1 para as praianas no returno.

O detalhe é que houve quem atribuísse a fácil vitória do Brasília em Minas à ausência da ponteira norte-americana Alix Klineman, contundida à época. Agora, mais uma vez, o Praia se vê diante da possibilidade de ter um desfalque importante: a meio de rede Fabiana sofreu uma lesão no pé esquerdo, sexta-feira passada, na derrota para o time do Rio, e é dúvida para o jogo.

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A partida que fecha a rodada de abertura dos mata-matas é entre Camponesa/Minas e Genter Vôlei Bauru, às 20h30 do sábado, em Belo Horizonte – quarto e quinto colocados, respectivamente, na fase classificatória. O jogo figurou na tabela da primeira rodada de cada turno e o vencedor foi quem jogou em casa: as bauruenses aplicaram um 3-1 no interior paulista, e, já com Hooker em quadra e Jaqueline estreando na competição, as mineiras fizeram 3-2 na capital mineira. Noutras palavras: Minas tem a vantagem de jogar em casa numa hipotética terceira partida, mas Bauru foi melhor no confronto direto.

O encontro entre Vôlei Nestlé e Fluminense, nesta quinta-feira, será transmitido pela RedeTV! Os demais jogos da rodada feminina serão exibidos pelo SporTV.


Minas sobra diante de um limitado Brasília
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Sidrônio Henrique

Minas venceu três sets por dez ou mais pontos de diferença (Fotos: Felipe Costa/Ponto MKT Esportivo)

Não parecia a disputa direta pelo quarto lugar na classificação da Superliga 2016/2017, na noite desta terça-feira (14), em Taguatinga (DF). De um lado, uma equipe coesa, com saque variado, linha de passe segura e ataque eficiente. Do outro, um time que sacava mal, tinha falhas constantes na recepção, problemas na distribuição e não contava com atacantes definidoras. Resultado: Camponesa/Minas 3-1 Terracap/BRB/Brasília Vôlei (25-15, 24-26, 25-15, 25-13). A tradicional equipe de Belo Horizonte agora está em quarto na tabela com 33 pontos – um a mais, apesar de ter um jogo a menos, em relação ao clube do Planalto Central, que caiu para quinto.

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Hooker brilha
Foi uma noite em que a oposta americana Destinee Hooker, do Camponesa/Minas, brilhou. A atacante terminou a partida com 27 pontos, a marca mais alta do jogo, e ficou com o troféu Viva Vôlei. No ataque, virou 23 das 37 bolas que recebeu, um aproveitamento de 62%, conforme as estatísticas do seu clube. Hooker atacou apenas uma vez para fora e foi bloqueada também somente em uma ocasião.

A ponteira Jaqueline Carvalho Endres disputou sua segunda partida como titular na competição – a primeira foi na semana passada, na vitória por 3-0 diante do Rio do Sul. Embora tenha contribuído pouco no ataque – virou sete em 24 tentativas (29%) –, foi decisiva no passe. Ao lado da líbero Léia, cobriu a outra ponteira, Rosamaria Montibeller, praticamente a partida inteira na linha de recepção. Graças ao duo Jaqueline e Léia, a levantadora Naiane pôde trabalhar com o passe na mão a maior parte do tempo.

Brasília Vôlei reagiu apenas no segundo set

Andreia lesionada
No Brasília Vôlei quase nada funcionou. A oposta Andreia Sforzin, que vem tendo dificuldade para pontuar no ataque, ficou no banco. Segundo o técnico Anderson Rodrigues, ela teve uma lesão leve no ombro direito e por isso foi poupada. Entrou apenas uma vez, no final do segundo set, para reforçar o bloqueio e saiu em seguida. Sabrina, originalmente ponteira, foi titular na saída, sendo substituída às vezes por Letícia Bonardi.

Entre as atacantes de bolas altas do time da capital federal, a ponta Amanda foi a mais eficiente, porém com apenas 30% de aproveitamento no fundamento – virou nove vezes em 30. A outra ponteira, Paula Pequeno, marcou oito vezes em 32 tentativas (25%).

“Vergonhoso”
Anderson Rodrigues classificou como “vergonhoso” perder três sets por uma diferença de dez pontos ou mais. O Brasília Vôlei, que fechou o primeiro turno na terceira posição, vai queimando lenha na segunda etapa da Superliga, sem esboçar reação diante das equipes mais fortes. No jogo de ida, disputado no dia 25 de novembro, em Belo Horizonte, o Brasília venceu por 3-0 o Minas, que ainda não contava com Hooker e Jaqueline.

O ginásio do Sesi, em Taguatinga (DF), recebeu 1.200 pessoas

O técnico do Minas, Paulo Coco, destacou o entrosamento cada vez maior de sua equipe, que passou a contar com a americana na metade do primeiro turno e com a ponteira bicampeã olímpica no início do returno. Coco ressaltou ainda a evolução de Rosamaria na função de ponta – ela era oposta e migrou para a entrada de rede com a chegada de Hooker.

A derrota no segundo set, de acordo com o treinador da equipe mineira, deveu-se ao excesso de erros de seu time na reta final da parcial. “Tivemos um problema de distribuição, houve alguns equívocos”, comentou Coco. De fato, pareceu mais desatenção do Minas do que um ajuste do Brasília, como as duas parciais seguintes evidenciaram.

Parada indigesta
Se os confrontos das quartas de final fossem definidos com base na atual classificação, o Camponesa/Minas enfrentaria o próprio Brasília Vôlei. Se avançasse, teria pela frente provavelmente o Rexona-Sesc, que entraria como favorito nos playoffs contra o irregular Pinheiros. Uma parada indigesta para Hooker, Jaqueline e cia.

Faltando cinco rodadas para o final do returno, Paulo Coco ainda sonha com o terceiro lugar na tabela, mas o Minas está nove pontos atrás do Vôlei Nestlé, que ocupa essa posição.

Já o Brasília se vê ameaçado pelo Genter Vôlei Bauru, que acumula 31 pontos e tem uma partida a menos.


Por futuro no vôlei e na seleção, Rosamaria encara mudança de rumo
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Sidrônio Henrique

Rosamaria lidera o ranking de pontuadoras da Superliga (fotos: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

Com 1,85m e disposta a aprender cada vez mais o ofício de ponteira, Rosamaria Montibeller deixou para trás a função de oposta. O técnico da seleção feminina, José Roberto Guimarães, tem participação direta na decisão, reforçada por seu assistente Paulo Coco, treinador dessa catarinense de 22 anos na equipe do Camponesa/Minas. “Eu havia jogado sob a orientação dele (Zé Roberto) no Vôlei Amil. Ele me falava: ‘Rosa, você tem potencial pra jogar na ponta. Treina, trabalha isso. Pro futuro da seleção brasileira e pro seu futuro no voleibol, vai ser melhor você se deslocar para a entrada. Você não é tão alta, não tem 1,90m pra jogar na saída’”, contou ao Saída de Rede.

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Ser a maior pontuadora da Superliga 2016/2017, com 254 pontos após 15 rodadas, lhe causa alguma surpresa. “Eu achava que, quando fosse deslocada pra ponta, meu rendimento no ataque ia cair um pouco pelo fato de eu ter que passar e atacar. Mas eu atribuo isso à Pri (Daroit) e à Léia porque elas me dão toda a cobertura na linha de passe. Eu fico com pouca área na recepção, então acabo mais livre para atacar”, comentou Rosamaria, que migrou da saída para a entrada na metade do primeiro turno, após a chegada da oposta americana Destinee Hooker.

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É claro que a seleção brasileira principal está nos planos dela, que foi campeã mundial sub23 em 2015. Mas Rosamaria está tranquila quanto a isso. “Eu tô fazendo o meu papel… Se der certo, deu. Se não der, paciência”.

Confira a entrevista que um dos destaques da Superliga concedeu ao SdR:

Saída de Rede – Como foi encarar a mudança de oposta para ponteira com a Superliga em andamento, tendo muita responsabilidade na equipe, uma vez que a Jaqueline ainda não recuperou a forma?
Rosamaria – Eu havia jogado como ponta nas categorias de base, mas na Superliga é a primeira vez. Eu avalio a mudança da melhor maneira possível, tenho conseguido ajudar o time. É tudo uma fase de adaptação, né. Ainda estou me adaptando, ainda sofro com algumas coisas, mas o importante é que o time está andando. A partir do momento em que eu tenha a possibilidade de ajudar o time, isso é o que conta.

Em ação no Mundial sub23, disputado em 2015, quando foi capitã e conquistou o título (foto: FIVB)

Saída de Rede – Na temporada 2013/2014, no Vôlei Amil, sem tanta cobrança, você fazia ponta e saída, embora ficasse a maior parte do tempo como oposta mesmo. Isso de alguma forma ajudou?
Rosamaria – Sim, às vezes eu ia pra entrada, isso valeu. Quando joguei no Pinheiros depois também, um jogo ou outro eu ficava na ponta. Mas efetivamente, como agora, é a primeira vez.

Saída de Rede – Quais as dificuldades nessa mudança? Passe, posicionamento, referências na quadra?
Rosamaria – Desde o ataque, uma posição diferente, ali na quatro. Tem a puxada de fundo meio também… Mas principalmente o passe. Até treinava um pouco esse fundamento. Porém, treinar é uma coisa, jogar é outra. Mesmo como oposta treinava recepção junto com as ponteiras, mas agora ainda estou me adaptando, me situando nessa relação com a líbero, com a outra ponta. De qualquer forma, acho que tenho melhorado.

Saída de Rede – Te surpreende ser a maior pontuadora da Superliga?
Rosamaria – De alguma forma, sim. Eu achava que, quando fosse deslocada pra ponta, meu rendimento no ataque ia cair um pouco pelo fato de eu ter que passar e atacar. Mas eu atribuo isso à Pri (Daroit) e à Léia porque elas me dão toda a cobertura na linha de passe. Eu fico com pouca área na recepção, então acabo mais livre para atacar. Elas me ajudam muito nisso. Estou muito feliz, espero que eu só melhore, que eu não pare de evoluir nesse segundo turno.

Celebrando um ponto com a líbero Léia, que lhe dá cobertura na linha de passe

Saída de Rede – Até onde o Camponesa/Minas pode chegar nesta Superliga?
Rosamaria – Até a final. O objetivo é esse e a gente sabe que tem que evoluir muito, nós não fizemos um bom primeiro turno, mas já vemos outra cara no time. Temos que evoluir demais, mas sonhamos com a final.

Saída de Rede – Olha, vou te provocar: só a final já é suficiente? E o título?
Rosamaria – Com certeza eu quero esse. (Risos)

Saída de Rede – O Minas tem time para ganhar a Superliga independentemente do adversário?
Rosamaria – Sim. Seja lá com quem a gente cruzar na semifinal ou na final… Bom, temos que nos classificar, claro. Porque tem isso, né, a gente tem que avançar, a briga tá boa, mas não tem nada garantido. A gente vai pra cima.

Saída de Rede – Novo ciclo olímpico começando, você se vê na seleção?
Rosamaria – Não há como não pensar, mas estou indo com muita calma, muita tranquilidade. O Paulo (Coco) tá me vendo aqui no dia a dia, então ele vai poder avaliar se eu mereço estar lá ou não, junto com o Zé Roberto, que eu sei que está acompanhando a Superliga. Eu tô fazendo o meu papel… Se der certo, deu. Se não der, paciência.

Saída de Rede – Na seleção, onde você se encaixaria melhor: entrada ou saída?
Rosamaria – É difícil dizer. Este ano vamos ter uma renovação, mas a gente não sabe quem sai, quem fica, e o que o Zé (Roberto) acha. Ele sempre conversou comigo pra eu mudar pra ponta. Então, se eu continuar tendo um bom rendimento, gostaria de seguir na entrada de rede, estou gostando. Mas eu também adoro ficar na saída, o importante é jogar. Eu brincava logo no início, quando mudei de posição no Minas, eu dizia, “gente, quero jogar: de líbero, levantadora, o que o técnico achar que eu posso fazer, faço”.

Rosamaria: “Gostaria de seguir na entrada de rede”

Saída de Rede – Como foi essa conversa com o Zé Roberto, ele te dizendo que você deveria ser ponteira?
Rosamaria – Eu havia jogado sob a orientação dele no Vôlei Amil, em Campinas, eu tinha 19 anos. Ele me falava: “Rosa, você tem potencial pra jogar na ponta. Treina, trabalha isso. Pro futuro da seleção brasileira e pro seu futuro no voleibol, vai ser melhor você se deslocar para a entrada. Você não é tão alta, não tem 1,90m pra jogar na saída”. Então como tenho um pouco de recurso, ele dizia: “Ô, Rosa, trabalha isso”. Eu tenho trabalhado e agora estou tentando seguir esse caminho.

Saída de Rede – O que você achou daquela experiência com a equipe que representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, em 2015?
Rosamaria – Foi maravilhosa, fazendo saída. Foi a primeira vez que joguei ao lado da Jaqueline, da Fernanda Garay, da Camila Brait. Eu senti muita evolução da minha parte e elas me ajudaram muito. Eu começava no banco, entrava em momentos difíceis, fui bem, então acho que cresci bastante como atleta.


Desfalcado de Alix, ataque do Praia vai bem com Ellen
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João Batista Junior

Ellen (à direita) tem sido uma boa opção para Claudinha no ataque (foto: Praia Clube)

Ellen (à direita) tem sido uma boa opção para Claudinha no ataque (foto: Praia Clube)

Às portas do Campeonato Sul-Americano (que será disputado entre os dias 14 e 18 deste mês, em Uberaba e Uberlândia), o Dentil/Praia Clube segue em busca de seu melhor voleibol na temporada. O time parece ter ainda mais problemas com o passe nesta Superliga do que na anterior e ainda vê suas principais atacantes das pontas sofrerem com lesões – dores nas costas tiraram Ramirez da partida de terça-feira, contra o Rio do Sul, e uma luxação no dedo mínimo da mão direita impediu Alix Klineman de entrar em quadra nesta semana (ela já havia perdido boa parte do primeiro turno por uma contusão no dedo anelar da mesma mão).

Contudo, na noite da sexta-feira, no ginásio Henrique Villaboin, em São Paulo, o sexteto de Uberlândia – com Ramirez e sem Alix – bateu o Pinheiros por 3 sets a 0 (25-23, 25-18, 25-23). Se por acaso, em algum momento da partida, o time visitante chegou a sentir falta da ponteira norte-americana, não foi por causa atuação de Ellen, sua substituta.

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Antes de qualquer dado estatístico, é preciso ressalvar que os dois compromissos do Praia nesta semana não foram contra equipes do primeiro escalão do voleibol nacional. Dito isso, registre-se que tanto contra o Rio do Sul quanto diante do Pinheiros, Ellen foi a maior anotadora do time e, mais importante, sempre com alto aproveitamento no ataque – 57% em Santa Catarina, 54% em São Paulo. No duelo dessa sexta, ela ganhou o VivaVôlei, prêmio já havia ganho no primeiro turno, na vitória mais importante da equipe até aqui na competição – 3 a 2 sobre o Vôlei Nestlé.

Alix: segunda lesão na temporada (Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Alix: segunda lesão na temporada (Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Aí, quando Klineman se recuperar da nova lesão e puder voltar ao time, Ellen deve sair, é a substituição natural. E é quando eu pergunto: como se comportaria o Dentil/Praia Clube, se as duas jogassem juntas?

Já em condições normais, a linha de passe da equipe, que muitas vezes conta até com a oposta Ramirez, costuma sofrer bastante com o saque adversário. Assim, num teste ou numa emergência, admitindo que Claudinha nem sempre vá conseguir trabalhar com a primeira bola, não seria interessante observar ou pôr em prática um esquema tático que priorize o ataque pelas extremidades da rede?

É claro que a equipe não vai desprezar o poderio ofensivo das centrais Fabiana e Walewska, nem falo necessariamente numa mudança no time titular do Praia. Contudo, faria mal testar (TESTAR) um esquema diferente?

PINHEIROS
Por outro lado, ficou claro que o Pinheiros sentiu o peso do adversário que enfrentou: muitas vezes, na afobação para quebrar o passe mineiro, a equipe cometeu erros de saque em momentos cruciais, o que facilitou o trabalho do Praia.

Na primeira parcial, nas vezes em que teve o passe na mão, a levantadora Ananda conseguiu algumas boas combinações com a central Milka, mas sua tônica na partida foi acionar a oposta Bárbara e a ponteira Vanessa Janke – juntas, elas cortaram 58 das 109 bolas atacadas pela equipe, mas só fizeram 15 dos 35 pontos do time nesse fundamento.

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No segundo set, o time disputou e perdeu um jogo de gato e rato: sempre que o Praia abria boa diferença (e começou a parcial com 7 a 1), o Pinheiros se aproximava, encostava, mas cometia algum erro no saque ou no ataque e acabava tendo de correr atrás novamente.

Mesmo vencido, Pinheiros tem situação cômoda para chegar aos playoffs (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Mesmo vencido, Pinheiros tem situação cômoda para chegar aos playoffs (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O terceiro set estava encaminhado para equipe anfitriã, que fez muitas modificações na escalação e abriu 11 a 4 no marcador, mas seu jogo voltou a ficar previsível e esbarrou no bloqueio rival – quesito em que as mineiras obtiveram em toda a partida 15 pontos contra 9.

A esta altura da competição, com margem de sete pontos contra o Rio do Sul, nono colocado, e ainda com um jogo a mais do que as catarinenses para disputar, as paulistanas têm motivo para ficar tranquilas em relação à classificação para os playoffs – mérito de quem, no returno, já venceu tie breaks contra Terracap/BRB/Brasília e Vôlei Nestlé.

Contudo, a oitava posição que ocupam atualmente as deixa em rota de colisão com o líder Rexona-Sesc nas quartas de final. Tirar o sétimo lugar do Fluminense, que está apenas dois pontos adiante, para fugir de um complicado duelo na próxima fase deve ser a maior motivação do Pinheiros nesta reta final de fase classificatória.

Rexona: vitória em cinco sets em Manaus (Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

Rexona: vitória em cinco sets em Manaus (Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

OUTROS JOGOS
Em Manaus, o Rexona-Sesc sofreu, mas venceu o São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3 sets a 2 (25-14, 18-25, 23-25, 25-18, 15-9). Com quase 6 mil espectadores, a partida teve o maior público desta Superliga feminina. As cariocas ganharam dois dos três pontos em disputa e mantêm boa vantagem sobre as segundas colocadas – 45 pontos contra 40 do Praia, que jogou uma partida a mais. A ponteira Gabi ganhou o VivaVôlei e, numa atitude inusitada, deu o troféu à oposta rival Edinara, que assinalou nada menos que 28 pontos no confronto – alguém repassar o prêmio a um companheiro de equipe não é novidade, mas a um adversário, talvez tenha sido o primeiro caso.

O Vôlei Nestlé, em Santa Catarina, bateu o Rio do Sul por 3 a 0 (25-21, 25-17, 25-18) e continua em terceiro. O detalhe é que tem dois jogos e três pontos a menos que o representante de Uberlândia, o indica que o time de Osasco, em breve, poderá voltar à vice-liderança.

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Completando a noite de sexta-feira, o Camponesa/Minas venceu pela quinta vez seguida na Superliga, impondo ao Sesi, em Santo André, um 3 a 0 (25-15, 25-16, 25-19). E o Genter Vôlei Bauru, em casa, depois de quatro derrotas consecutivas, reencontrou a vitória num 3 a 1 sobre o Renata Valinhos/Country, lanterna do campeonato, em parciais de 25-17, 23-25, 25-19, 25-16.


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Carolina Canossa

Se entre os homens está cada vez mais difícil encontrar um jogador “baixinho” que se destaque fora das funções de líbero ou levantador, na Superliga feminina de vôlei a altura ainda não é um fator tão preponderante assim. Na atual edição do torneio, por exemplo, algumas jogadoras com 1,80 m ou menos de altura estão dando um trabalho danado aos sistemas defensivos dos adversários.

Abaixo, listamos cinco delas por ordem alfabética. Todas são um incentivo para quem ainda está começando a carreira, mas pensa em desistir porque não cresceu  suficiente:

Gabi: técnica compensa baixa estatura (Foto: Divulgação/CBV)

Gabi: técnica compensa baixa estatura (Foto: Divulgação/CBV)

Gabi (Rexona-Sesc)

Uma atacante de baixa estatura certamente enfrentará maiores dificuldades para estabelecer carreira no vôlei, mas isso não significa que ela possa não brilhar e chegar até mesmo à seleção brasileira. Com 1,80 m, por exemplo, Gabi é um nome constantemente chamado pelo técnico José Roberto Guimarães e até esteve na Olimpíada do Rio. Dona de uma ótima visão de jogo e técnica apurada, ela também agrada  Bernardinho e é titular absoluta do Rexona-Sesc.

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Gabi (Vôlei Nestlé)

Homônima da rival do Rexona (as duas se chamam Gabriela Guimarães), Gabi possui somente 1,73 m, mas isso não a impediu de ser presença constante nas seleções de base, com direito a título mundial infanto-juvenil e sub-23. Contratada pelo Vôlei Nestlé desde 2012, a atleta de 23 anos atualmente tem se revezado com Tandara e a sérvia Malesevic na posição. Na semifinal da Copa Brasil, precisou substituir a brasileira, que sofreu com um problema gastrointestinal, e virou bolas importantes. Apesar de não ter sido o suficiente para evitar a derrota por 3 a 2, a

Na Copa Brasil, Gabi substituiu bem a estrela Tandara (Foto: João Pires/Divulgação)

Na Copa Brasil, Gabi substituiu bem a estrela Tandara (Foto: João Pires/Divulgação)

atuação serviu para animar a exigente torcida de Osasco.

Mimi Sosa (Pinheiros)

A missão de uma baixinha no alto nível do vôlei é especialmente inglória se ela ainda quiser ser central. Mas até a função geralmente destinada aos atletas com maior altura tem espaço para quem não cresceu tanto. Que o diga a argentina Mimi Sosa, do Pinheiros, cujos 1,76 m não a impedem de barrar os ataques rivais e ainda fazer uns pontos em jogadas rápidas pelo meio – ela teve o melhor aproveitamento de ataque na primeira metade da Superliga. Líder nata, ela foi uma das principais responsáveis por fazer a seleção feminina da Argentina disputar, no Rio, uma Olimpíada pela primeira vez.

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Thaisinha (Genter Vôlei Bauru)

Se é momento de decisão para o Genter Vôlei Bauru, fique de olho na ponteira de apenas 1,74m: é bem provável que a bola seja levantada para ela. Apesar da baixa estatura, a excelente impulsão, o braço rápido e a força no ataque possibilitam que Thaisinha seja nada menos que a sexta maior pontuadora da competição, com 192 pontos até o momento, número maior que várias colegas de trabalho bem mais altas. Não por acaso, ficou entre as melhores da competição no primeiro turno, em lista divulgada pela própria CBV. Com passagens por equipes tradicionais como Pinheiros, Minas, São Bernardo e São Caetano, ela poderia ganhar uma chance na seleção principal se explorasse

Thaisinha é a sexta maior pontuadora da Superliga (Foto: Divulgação/Genter Vôlei Bauru)

Thaisinha é a sexta maior pontuadora da Superliga (Foto: Divulgação/Genter Vôlei Bauru)

melhor o bloqueio e melhorasse o passe.

Sassá (Fluminense)

Sassá é outro exemplo: campeã olímpica em Pequim 2008, a ponteira de 1,78 m é a nona atacante mais eficiente da competição, um feito ainda mais respeitável quando lembramos que ela tem 34 anos. Tendo a recepção como ponto forte, a mineira chegou a ser líbero na última temporada, mas o bom nível ainda apresentado nas cortadas a fez desistir da mudança de posição na reta final da carreira.

E você, diga lá: Quais são as melhores baixinhas do vôlei, na sua opinião?


Após decepção no 1º turno, Bárbara quer levar o Pinheiros à semifinal
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Sidrônio Henrique

Bárbara Bruch assume a responsabilidade de ser a principal referência do time (foto: Guilherme Zilse)

Depois de um primeiro turno irregular, encerrado na sétima posição, o Pinheiros quer recuperar seu melhor jogo, fechar o returno da Superliga 2016/2017 na quinta colocação e avançar à semifinal. “Sabemos da nossa condição e até onde podemos ir. Olha o que o time fez no Paulista, estava bem, a gente tem que recuperar a confiança pra chegar nas quartas de final como quinto colocado e dali seguir adiante”, disse ao Saída de Rede a principal jogadora da equipe, a oposta Bárbara Bruch, 29 anos, 1,88m, terceira maior pontuadora do torneio até aqui, com 190 pontos – ela é a oitava mais eficiente no ataque e a quarta no bloqueio.

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Camponesa/Minas em alta na volta de Jaqueline às quadras

A referência ao Campeonato Paulista não foi à toa. Na ocasião, o Pinheiros surpreendeu o Bauru na semifinal e chegou à decisão diante do Vôlei Nestlé. Para surpresa do adversário, o clube da capital paulista venceu a primeira partida. O time de Osasco ganhou a segunda e levou a decisão para o golden set, quando confirmou seu favoritismo.

Expectativa
Diante das boas exibições do Pinheiros no Estadual, esperava-se mais da equipe na Superliga. “Foi um baque. Começamos perdendo em casa de 3-0 para o Brasília Vôlei. Antes da metade do primeiro turno, a gente teve que encarar Osasco, Rio (Rexona-Sesc) e Praia (Dentil/Praia Clube). Foi pedreira atrás de pedreira, só pancada. Até colocar as coisas nos eixos, a gente demorou um pouco, começou a se perguntar se tínhamos essa bola toda pra jogar”, comentou.

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O primeiro passo foi dado. O Pinheiros foi até Brasília no início do returno e, numa partida decidida pela diferença mínima no tie break, bateu as anfitriãs por 3-2, recuperando dois dos três pontos perdidos na abertura da Superliga. “Precisamos melhorar, aumentar o nosso ritmo e há tempo para isso”, afirmou Bárbara. Nesta sexta-feira (13), às 19h30 (horário de Brasília), em seu ginásio, o Pinheiros enfrentará o Vôlei Nestlé – no primeiro turno, a equipe de Osasco venceu por 3-1.

Terceira maior pontuadora da Superliga, Bárbara marcou 18 vezes contra o Brasília na abertura do returno (foto: Felipe Costa / Ponto MKT Esportivo)

Volta à semifinal
A meta de terminar o segundo turno em quinto e encarar o quarto colocado nos playoffs dá ao clube paulistano a esperança de chegar à semifinal, fase que não alcança desde a Superliga 2010/2011, quando foi eliminado pela Unilever (hoje Rexona-Sesc). “Não é só chegar às quartas de final e basta. Quem disse que não podemos ir mais longe?”, indagou a atacante, que na temporada passada jogou pelo Brasília Vôlei e já passou por Sesi, Minas, o próprio Pinheiros, Osasco e São Caetano.

Para ela, que assume a responsabilidade de ser a principal referência da equipe baseada em sua experiência, falta outra jogadora para ajudar naquela hora em que a recepção não funciona. “Nossa linha de passe é muito boa, jogamos com velocidade, nossas centrais são bastante acionadas, nossas ponteiras atacam bola acelerada, eu também. Mas se o passe quebra, a gente precisa de mais uma atacante para dividir essa responsabilidade, sabe, nos pontos decisivos”.

De central a oposta
Após jogar a maior parte da carreira como central, há dois anos Bárbara voltou a ser oposta, algo que não fazia desde os tempos de infantojuvenil. O retorno à saída de rede foi uma solução emergencial, diante da contusão de uma colega quando jogava no Sesi, sob o comando do técnico Talmo de Oliveira.

“A Monique, que era a oposta titular, tinha torcido o tornozelo. Pensaram em colocar a Bia na saída, mas como o ritmo dela estava muito forte no meio, então eu fui. Aquilo foi uma loucura. Tínhamos um jogo em Osasco, partida com televisão, e eu numa nova posição com um treino de oposta. Eu dizia pra mim mesma, ‘Deus, me ajuda, só não quero dar badá, o resto eu me viro’. Foi assim, eu não tinha nem bola do fundo, mas a gente vai melhorando, acabei me tornando uma oposta”, contou Bárbara, que hoje em dia ri do ocorrido e curte a função.


Praia é a decepção do 1º turno da Superliga; veja quem está em alta
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Carolina Canossa

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os triunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os trunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Depois de um 2016 tão intenso, chega a ser surpreender a constatação de que o primeiro turno de ambas as Superligas de vôlei acabou. Não parece, mas metade da fase classificatória da competição já foi disputada. Aproveitando o fim do ano e a pausa nos jogos – o tradicional Top Volley, na Suíça, não é disputado desde 2014 -, o Saída de Rede faz uma análise do desempenho de cada um dos participantes da Superliga feminina levando em conta o quesito expectativa vs realidade.

(Nesta quinta (29), será a vez da disputa masculina ser analisada pela equipe do blog)

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Foi impossível escapar das primeiras colocações da tabela ao analisar os times que mais empolgaram na competição até agora. Como deixar ignorar a equipe que, mesmo perdendo sua principal jogadora na temporada anterior (Natália), ainda consegue permanecer na liderança com relativa tranquilidade? Por mais que a substituta Anne Buijs viva altos e baixos, o entrosamento adquirido nos anos anteriores e a capacidade tática do técnico Bernardinho mantêm o Rexona-Sesc à frente dos rivais, com apenas uma derrota – e por 3 a 2 – nos 11 jogos já realizados.

O Vôlei Nestlé, por sua vez, começou a temporada com uma mudança no padrão de investimento. Segundo a própria comissão técnica e os dirigentes do clube, era hora de deixar as “grandes estrelas” um pouco de lado e apostar em jogadoras que podem integrar a geração Tóquio 2020. Está dando certo: depois de um início com algumas derrapadas, o tradicional time paulista foi se acertando e, em que pese o vacilo contra o Dentil/Praia Clube, mostrou sua força ao impor o único resultado negativo ao Rexona até agora.

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Derrapadas também deram o tom do começo de Superliga do Genter Vôlei Bauru. Beneficiado pelo excelente relacionamento e pela expertise do técnico Marcos Kwiek na República Dominicana, o time do interior de São Paulo conseguiu trazer a excelente líbero Brenda Castillo e ainda apostou em Prisilla Rivera e Mari Steinbrecher, duas jogadoras de talento, mas que não viviam a melhor fase. Por enquanto, quem está brilhando mesmo é “baixinha” Thaisinha, de 1,74m, mas Bauru já mostrou que pode fazer estragos na hora do mata-mata.

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Não podemos nos esquecer, claro, do terceiro colocado Terracap/BRB/Brasília. Primeira experiência do ex-oposto da seleção Anderson Rodrigues como técnico, a equipe do Planalto Central fez um primeiro turno consistente, com sete vitórias por sets diretos, resultado que poucos poderiam imaginar no início da competição. Se continuar nesse ritmo, certamente vai se consolidar como aquele rival “encardido” e indesejado na hora dos playoffs.

sinais analise superliga amareloSinal amarelo

Nesse categoria entram os times que, se por um lado não empolgaram, tampouco podem ser classificados como uma decepção até o momento. A lista é encabeçada pelo Camponesa/Minas, que apresentou uma clara melhora após a estreia da oposta Destinee Hooker, em dezembro, e possui perspectivas ainda melhores quando a contratação Jaqueline tiver condições de jogo (logo no início de 2017, espera-se). No papel, é um elenco para incomodar bastante e beliscar um lugar no pódio.

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Vice-campeão paulista, o Pinheiros possui uma campanha igual (cinco vitórias e seis derrotas) ao do Fluminense, time que espantou o mundo do vôlei ao tirar o título carioca do Rexona em setembro. Tratam-se de elencos montados para conseguirem uma vaga entre os oito melhores da competição e nada além disso – mesmo positivos, os resultados dos Estaduais devem ser encarados mais como uma exceção do que como regra.

sinais analise superliga vermelhoSinal vermelho

Depois de chegar pela primeira vez à final da Superliga, o Dentil/Praia Clube não só manteve sua principais atletas como também se reforçou com a central Fabiana. Virou favorito ao título, mas o que estamos vendo em quadra é uma equipe desorganizada e que deixou 2016 com uma péssima impressão, frustrando a torcida. É verdade que os problemas físicos da própria Fabiana e da americana Alix Klineman atrapalharam, mas ainda assim não são justificativas para a quinta posição na tabela. Olhando pelo aspecto positivo, a equipe de Uberlândia é, junto do Minas, a que mais tem espaço para crescer no restante da competição.

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir muito além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Já no Sesi, o intenso corte de investimento está sendo sentido em quadra, com apenas uma vitória até o momento: exceção feita a Lorenne, o elenco desta temporada simplesmente não está funcionando, o que começa a alimentar boatos colocando em dúvida a continuidade do projeto após a Superliga. Quem também está batendo cabeça é Rio do Sul: sem o técnico Spencer Lee, agora assistente em Osasco, o simpático time catarinense perdeu sua principal referência e é outro que está fora da zona de classificação para os playoffs – na última temporada, com uma forte campanha em casa, o time atingiu esse objetivo com facilidade.

Por fim, São Cristóvão Saúde/São Caetano e Renata Valinhos/Country, respectivamente nono e 12º colocados na Superliga, parecem apenas cumprir tabela até o fim da disputa. O simples fato de continuarem investindo em esporte olímpico em momento de crise econômica deve ser louvado, claro, mas outras equipes de orçamento semelhante já mostraram que é possível ir além. Com uma forte Superliga B se desenhando, estes projetos precisam ficar atentos para não serem ainda mais ofuscados no cenário nacional.

E você, o que achou da Superliga até o momento? Deixe sua opinião na caixa de comentários!


Gangorra da Superliga tem favoritos em alta e público pequeno no Rio
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João Batista Junior

Wallace: 23 pontos contra Maringá (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Wallace: 23 pontos contra Maringá (foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Se não apresentou grandes novidades, a segunda rodada da Superliga trouxe algumas constatações: os favoritos aos troféus em disputa ainda não correram nenhum sério risco de derrota no campeonato, o vôlei masculino do Paraná e o feminino de São Paulo precisam melhorar na competição e o torcedor carioca ainda não se animou com a temporada.

Veja os principais destaques da segunda rodada do nacional:

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SOBE

FAVORITAS E FAVORITOS
Nes
te início de Superliga, os principais candidatos ao título nos dois naipes passaram incólumes pelas duas primeiras rodadas. No feminino, Rexona-Sesc, Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé (já com três partidas disputadas), não perderam ponto para ninguém. O mesmo vale para Taubaté Funvic, Sesi e Sada Cruzeiro, que só estreou no último sábado, no masculino.

GABRIEL E RENAN
Embora seus times ainda não tenham vencido nenhuma vez, o ponteiro Gabriel, do Lebes/Gedore/Canoas, e o oposto Renan, do JF Vôlei, começaram bem a competição – pelo menos, em termos individuais – e deixaram boa impressão nesta rodada.

Contra o Sesi, Gabriel teve 69% de aproveitamento nas cortadas e acabou complicando a vida do time da Vila Leopoldina no terceiro set.

Já Renan liderou o time de Juiz de Fora contra o Sada Cruzeiro, que estava desfalcado do ponteiro Leal e do central Simón. Apesar do placar de 3-0 para os cruzeirenses, foi graças em muito à eficiência do oposto, vice-campeão mundial em 2014 com a seleção brasileira, que o JF Vôlei só perdeu as duas primeiras parciais por contagem mínima.

Suelle fala sobre desentendimento no Pinheiros e futuro na carreira

Paula Borgo comemora contra o Pinheiros (João Neto/Fotojump)

Paula Borgo comemora contra o Pinheiros (João Neto/Fotojump)

PAULA BORGO E TANDARA
A dupla do Vôlei Nestlé foi arrasadora contra o Pinheiros. Perdendo por 1 set a 0 a reedição da decisão estadual, as duas conduziram o time de Osasco à virada: Paula, com 25 pontos, foi a maior anotadora do jogo e Tandara, com 19, ganhou o troféu VivaVôlei. As duas tiveram mais de 60% de aproveitamento no ataque.

BRASÍLIA
Vindo de São Paulo com uma importante vitória sobre o Pinheiros na bagagem, o Terracap/BRB/Brasília não aliviou a barra do jovem time do Sesi e emplacou,
no sábado, mais um 3 a 0 na Superliga. Comandada pela ponteira campeã olímpica Paula, a equipe brasiliense não permitiu que as visitantes ultrapassassem os 18 pontos em nenhuma das parciais. Aliás, só a oposta Lorenne, com 15 acertos, obteve mais do que cinco pontos pelo lado sesista.

MONTES CLAROS
Se Brasília larga bem no feminino, Montes Claros faz o mesmo no campeonato masculino. A equipe do norte de Minas jogou duas partidas em casa e tem 100% de aproveitamento. Nesta segunda rodada, a vítima foi o Minas Tênis Clube
: com direito a oito pontos de bloqueio do central Robinho, o time da casa bateu a equipe da capital por 3 sets a 1.

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DESCE

PÚBLICO NO RIO
Mesmo com o Rexona-Sesc defendendo o título nacional e o Fluminense voltando à divisão principal do voleibol brasileiro, o torcedor carioca não parece muito empolgado. Pelo menos, não o bastante para ir ao ginásio.

Na quinta-feira, no Tijuca Tênis Clube, 416 espectadores assistiram à fácil vitória do time comandado pelo técnico Bernardinho sobre o Renata Valinhos/Country. Na sexta, 390 torcedores foram ao Clube Hebraica para ver o Fluminense bater o Rio do Sul em sets diretos. Foram os dois menores públicos registrados até aqui na Superliga feminina 2016/17.

(Na competição masculina, o menor público é do jogo entre Juiz de Fora e Brasil Kirin, na abertura da competição, que teve presença de 358 pessoas na arquibancada.)

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Minas não teve dificuldade para superar São Caetano (Orlando Bento)

Minas não teve dificuldade para superar São Caetano (Orlando Bento)

PAULISTAS
A rodada da Superliga feminina foi especialmente complicada para as equipes do estado com maior número de representantes na competição. Dos sete times paulistas no campeonato das mulheres, só o Vôlei Nestlé venceu – ainda assim, contra o Pinheiros, que é de São Paulo e entra também na conta dos vencidos.

O Renata Valinhos/Country caiu para o Rexona-Sesc, no Rio, sem marcar mais do que 15 pontos em nenhum set. Em Belo Horizonte, o Camponesa/Minas bateu o São Cristóvão Saúde/São Caetano em sets diretos, assim como o Dentil/Praia Clube, em Uberlândia, encontrou pouca resistência no Genter Vôlei Bauru. E o Sesi, em Brasília, não teve melhor sorte nem muita chance diante do time da casa.

PARANAENSES
Derrotados na primeira rodada, os times do Paraná voltaram a perder no último sábado.

No interior paulista, o Copel Telecom Maringá até conseguiu equilibrar as parciais, mas perdeu por 3 sets a 1 para o Taubaté Funvic. Aos 21 pontos marcados pelo oposto Marcílio, o time da casa respondeu com 23 anotações de Wallace e um placar de 8 a 2 em aces.

Já em Campinas, o novato Caramuru Vôlei/Castro enfrentou o Brasil Kirin. Numa jornada inspirada do ponteiro Diogo, com 20 pontos no total e 70% de aproveitamento no ataque, o time campineiro venceu em sets diretos.

Ressalte-se, no entanto, que a tabela não deu refresco aos paranaenses nesse início de campeonato: na terceira rodada, Maringá vai receber o Brasil Kirin, enquanto Caramuru/Castro terá a visita do Sada Cruzeiro.