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Arquivo : Paula Pequeno

Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Mari: “Acho difícil surgirem tantas jogadoras boas como na minha geração”
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Sidrônio Henrique

A oposta do Bauru diz que está super tranquila (foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

A silhueta esguia surge no corredor que dá acesso à quadra e os fãs que aguardam a loira de 1,90m se agitam ao vê-la de longe, chegando para o treino. Quase cinco anos depois de ter vestido a camisa da seleção brasileira pela última vez, a ponta/oposta Marianne Steinbrecher, 33 anos, ainda causa frisson entre os aficionados por voleibol. É quase impossível ignorá-la, seja por sua simples presença, seja por sua história representando o Brasil.

Foi do céu ao inferno mais de uma vez. Muito jovem, 21 anos recém-completados, marcou 37 pontos na tragédia de Atenas, em 2004, a semifinal olímpica em que o Brasil desperdiçou sete match points e viu a Rússia avançar à final. Começava ali um calvário que acabaria quatro anos depois, na sua maior conquista, o ouro olímpico em Pequim. Calou seus detratores como titular absoluta em uma equipe esférica, beirando à perfeição. Contusões, cirurgias, o corte antes de Londres 2012… Uma carreira atribulada, mas Mari sempre ressurge.

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A forma atual, ela admite, não é a ideal, mas segue se esforçando, lutando contra as limitações físicas. “Eu tive lesões sérias que afetaram minha forma de jogar. Hoje em dia eu tenho que me arrumar muito mais para atacar uma bola, pensar muito mais para saltar, para cair. Em alto nível, qualquer diferença é muito grande”, disse ao Saída de Rede.

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O modo como o voleibol feminino é jogado atualmente não a agrada muito. “Eu acho o vôlei um esporte muito bonito, muito técnico. O vôlei feminino era pra ser muito mais assim e não está sendo”. Sobre a renovação na seleção, Mari torce pelo sucesso do time, mas foi taxativa: “Acho difícil surgirem tantas jogadoras boas como na minha geração”.

Atualmente revezando-se com Bruna Honório na saída de rede, ela tenta ajudar o Genter Vôlei Bauru, clube que passou a integrar em novembro do ano passado, a chegar à semifinal da Superliga, na segunda temporada da equipe na primeira divisão. Logo mais, às 20h30, em Belo Horizonte, o Bauru entra em quadra como visitante contra o Camponesa/Minas para a primeira partida da série melhor de três das quartas de final.

Veja a entrevista que Marianne Steinbrecher concedeu ao SdR:

Saída de Rede – Os fãs ficam muito agitados quando te veem. Faz tempo que você não joga pela seleção, mas segue sendo assunto nas redes sociais e chama muita atenção nos ginásios. A que você atribui isso?
Mari – Acho que simpatizam comigo porque sou uma jogadora diferente. Mas sou mais séria na quadra, fora dela sou completamente diferente do que quando estou jogando. As pessoas não sabem, acham que sou assim o tempo todo e não é verdade, sou brincalhona. Quem me conhece, sabe. Então eu acho que esse jeito diferente, aparentemente mais frio, causa essa curiosidade, né. Também o fato de eu não ser uma brasileira típica. Essas coisas me deixam bem diferente da maioria das jogadoras.

Mari na semifinal de Atenas 2004: bloqueando Gamova e no chão após a derrota (fotos: FIVB)

Saída de Rede – Como avalia seu atual momento na carreira? Está jogando do jeito que gostaria? Como vê sua participação no Bauru?
Mari – Tô voltando numa situação atípica, fiquei muito tempo parada depois da morte do meu pai (1º de abril de 2016). Eu vim num esquema diferente delas (aponta para as colegas de time, na quadra). Eu tenho alguns, não digo privilégios, mas algumas coisas que eu resolvo com o Marcos (Kwiek, treinador do Bauru). Eu tenho que ver minha mãe, que agora é uma senhora paraplégica que mora sozinha (vive em Rolândia-PR, cidade onde a paulistana Mari foi criada), eu tenho todo um esquema um pouco diferente. Mas eu não deixo de treinar, eu treino igual a todo mundo. Eu vim depois, né. Cheguei ao time em novembro, então até eu entrar em ritmo de novo… Até hoje eu não peguei ritmo de jogo. Eu vinha jogando, mas aí eu machuquei o abdome, fiquei um bom tempo parada. Agora tô voltando a treinar. Ainda não estou como eu gostaria, por não ter ritmo de jogo e ter tido também essa lesão no abdome, que me deixou um tempo afastada.

Redenção em Pequim 2008: ouro (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você teve muitas lesões ao longo da carreira. O quanto elas te atrapalharam? Te fizeram mudar a forma de jogar?
Mari – Eu tive lesões sérias que afetaram minha forma de jogar. Eu tive uma lesão na perna esquerda (joelho esquerdo, em 2013) que eu nunca mais pude cair me apoiando nela como fazia antes, isso me deixou muito travada. Hoje em dia eu tenho que me arrumar muito mais para atacar uma bola, pensar muito mais para saltar, pensar muito mais para cair. Em alto nível, qualquer diferença é muito grande. Então foi toda uma adaptação, levou pelo menos dois anos para hoje estar um movimento mais natural. Eu tive vários problemas que a maioria das jogadoras não teve. Tive uma cirurgia no ombro direito ainda muito nova, depois demorou a recuperar. Em 2008 eu já estava OK, mas você tem que ficar sempre cuidando. Teve a cirurgia no joelho direito em 2010, que me tirou do Mundial. Leva sempre um ano (de recuperação) para você estar bem. E nunca mais você fica 100%, você volta bem, mas nunca mais é o joelho como a gente nasceu. Foram várias coisas… Eu aprendi muito a ter superação diante desses problemas. Isso me fez crescer muito como atleta, como pessoa.

Saída de Rede – A temporada anterior, parte na Itália, depois na Indonésia, onde o nível é mais baixo, te atrapalhou de alguma forma?
Mari – Não, foi ótima. O nível delas (jogadoras indonésias) não é o nosso nível, mas o das estrangeiras que vão para lá é muito bom. Tinha as chinesas, jogadoras da seleção delas, que disputaram duas Olimpíadas, e jogaram lá também. A Logan Tom (ponta americana), que estava no meu time, ela estava muito bem. As estrangeiras são diferenciadas, a cobrança em cima da gente na Indonésia era muito grande. Lá a gente atacava 80, 90 bolas por jogo. Se fizéssemos menos de 30 pontos, eles achavam que a gente jogou mal. É um outro tipo de pressão, então fisicamente você tem que estar o tempo inteiro bem. Treinava e jogava sexta, sábado e domingo, não tinha folga… Eles são assim, um pouco fora do normal. (Risos)

No ataque: lesões mudaram sua forma de jogar (fotos: Neide Carlos/Genter Vôlei Bauru)

Saída de Rede – Você ficou decepcionada por não ter sido lembrada na convocação da seleção no ano passado?
Mari – Não chegou a ser decepção porque não esperava nada, não espero nada, mas eu acho que poderia ter sido lembrada pela fase em que eu estava. Eu vinha bem, fisicamente muito bem. Fui pra Indonésia por falta de pagamento (na Itália), não por opção minha. Naquele período não tinha um time pra eu poder me encaixar. Até havia outros times, mas financeiramente não estava valendo a pena em comparação com o que a Indonésia me ofereceu. E eu estava vindo de uma situação sem receber, então não podia pensar só onde jogar, mas na parte financeira também. Eu fiquei mais de cinco meses sem salário na Itália, tendo despesas em euro, e o euro estava quatro e pouco em relação ao real… Tive que optar pela situação financeira que a Indonésia estava oferecendo.

Saída de Rede – O Bolzano (clube italiano pelo qual ela jogou metade da temporada passada) pagou tudo o que te devia?
Mari – Não, não…

Saída de Rede – Eles propuseram algum acordo?
Mari – Eles tão pagando muito picado, sabe. Já tem mais de um ano e até hoje eles me ligam e falam “vamos pagar um pouquinho aqui”. Eu já entendi que eu nunca vou ver a cor do dinheiro realmente.

(Nesse momento, Paula Pequeno, do Terracap/BRB/Brasília Vôlei, que havia treinado e se alongava noutro canto do ginásio do Sesi, em Taguatinga (DF), chega e dá um abraço e um beijo na ex-colega de seleção. As duas foram as ponteiras titulares em Pequim 2008, quando o Brasil conquistou seu primeiro ouro olímpico no vôlei feminino, numa campanha invicta, com oito vitórias e apenas um set perdido.)

Batendo papo com as colegas de time durante intervalo do treino

Saída de Rede – Você já pensou em parar ou faz planos de jogar até uma determinada idade?
Mari – Hoje em dia não tô mais pensando muito nisso, não. Eu acho que fisicamente, apesar dos contratempos, ainda tô super tranquila pra jogar. Tudo depende mais da cabeça hoje em dia, né… Eu vou fazer 34 anos e o que pesa mais não é a parte física, mas sim a cabeça. Sabe, você estar querendo fazer outras coisas, estar descobrindo outras coisas e o vôlei passa a não ser mais o principal foco… Mas eu ainda não cheguei nesse ponto. Quando chegar nesse ponto, vai ser o momento em que vou falar “não quero mais”.

Saída de Rede – Seu contrato com o Bauru vai até o final desta temporada. Onde você se vê na próxima? Pensa em renovação com o clube?
Mari – Eu espero continuar.

Saída de Rede – O que acha da renovação na seleção feminina, das novas jogadoras que substituirão a sua geração?
Mari – Eu acho que o vôlei, comparando a nossa geração com essa de hoje, virou um voleibol masculino: só força, porrada, você não vê mais jogada, você não vê mais jogadoras habilidosas, não vê levantadoras como Fofão e Fernanda Venturini. Pra mim, o vôlei feminino virou um vôlei, digamos, um pouco mais feio. Mais forte, porém mais feio. Modo de dizer, não que seja um vôlei feio. (Risos)

Durante aquecimento na Superliga, ela aguarda sua vez de atacar

Saída de Rede – Com mais potência, com ênfase na parte física?
Mari – Exatamente. Eu acho o vôlei um esporte muito bonito, muito técnico. O vôlei feminino era pra ser muito mais assim e não está sendo. Então nossa renovação está… No mundo, né, no geral tá sendo muito isso.

Saída de Rede – Você acha que as jogadoras jovens cotadas para a seleção podem ajudar a manter o Brasil em alta?
Mari – Ai, prefiro não opinar porque a gente não sabe o que pode acontecer… Assim como minha geração foi um pouco desacreditada, de 2005 até ganhar o ouro olímpico em 2008… Depois na Olimpíada seguinte elas ganharam outro ouro, sabe, esse grupo em que ninguém acreditava, que era chamado de geração amarelona e tal. Isso pode acontecer com essa geração nova. Eu torço pra que isso aconteça, que vençam. Porém, acho difícil surgirem tantas jogadoras boas como na minha geração. É pouco provável ter tantas atletas naquele nível nessa geração que está chegando.


Minas sobra diante de um limitado Brasília
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Sidrônio Henrique

Minas venceu três sets por dez ou mais pontos de diferença (Fotos: Felipe Costa/Ponto MKT Esportivo)

Não parecia a disputa direta pelo quarto lugar na classificação da Superliga 2016/2017, na noite desta terça-feira (14), em Taguatinga (DF). De um lado, uma equipe coesa, com saque variado, linha de passe segura e ataque eficiente. Do outro, um time que sacava mal, tinha falhas constantes na recepção, problemas na distribuição e não contava com atacantes definidoras. Resultado: Camponesa/Minas 3-1 Terracap/BRB/Brasília Vôlei (25-15, 24-26, 25-15, 25-13). A tradicional equipe de Belo Horizonte agora está em quarto na tabela com 33 pontos – um a mais, apesar de ter um jogo a menos, em relação ao clube do Planalto Central, que caiu para quinto.

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Hooker brilha
Foi uma noite em que a oposta americana Destinee Hooker, do Camponesa/Minas, brilhou. A atacante terminou a partida com 27 pontos, a marca mais alta do jogo, e ficou com o troféu Viva Vôlei. No ataque, virou 23 das 37 bolas que recebeu, um aproveitamento de 62%, conforme as estatísticas do seu clube. Hooker atacou apenas uma vez para fora e foi bloqueada também somente em uma ocasião.

A ponteira Jaqueline Carvalho Endres disputou sua segunda partida como titular na competição – a primeira foi na semana passada, na vitória por 3-0 diante do Rio do Sul. Embora tenha contribuído pouco no ataque – virou sete em 24 tentativas (29%) –, foi decisiva no passe. Ao lado da líbero Léia, cobriu a outra ponteira, Rosamaria Montibeller, praticamente a partida inteira na linha de recepção. Graças ao duo Jaqueline e Léia, a levantadora Naiane pôde trabalhar com o passe na mão a maior parte do tempo.

Brasília Vôlei reagiu apenas no segundo set

Andreia lesionada
No Brasília Vôlei quase nada funcionou. A oposta Andreia Sforzin, que vem tendo dificuldade para pontuar no ataque, ficou no banco. Segundo o técnico Anderson Rodrigues, ela teve uma lesão leve no ombro direito e por isso foi poupada. Entrou apenas uma vez, no final do segundo set, para reforçar o bloqueio e saiu em seguida. Sabrina, originalmente ponteira, foi titular na saída, sendo substituída às vezes por Letícia Bonardi.

Entre as atacantes de bolas altas do time da capital federal, a ponta Amanda foi a mais eficiente, porém com apenas 30% de aproveitamento no fundamento – virou nove vezes em 30. A outra ponteira, Paula Pequeno, marcou oito vezes em 32 tentativas (25%).

“Vergonhoso”
Anderson Rodrigues classificou como “vergonhoso” perder três sets por uma diferença de dez pontos ou mais. O Brasília Vôlei, que fechou o primeiro turno na terceira posição, vai queimando lenha na segunda etapa da Superliga, sem esboçar reação diante das equipes mais fortes. No jogo de ida, disputado no dia 25 de novembro, em Belo Horizonte, o Brasília venceu por 3-0 o Minas, que ainda não contava com Hooker e Jaqueline.

O ginásio do Sesi, em Taguatinga (DF), recebeu 1.200 pessoas

O técnico do Minas, Paulo Coco, destacou o entrosamento cada vez maior de sua equipe, que passou a contar com a americana na metade do primeiro turno e com a ponteira bicampeã olímpica no início do returno. Coco ressaltou ainda a evolução de Rosamaria na função de ponta – ela era oposta e migrou para a entrada de rede com a chegada de Hooker.

A derrota no segundo set, de acordo com o treinador da equipe mineira, deveu-se ao excesso de erros de seu time na reta final da parcial. “Tivemos um problema de distribuição, houve alguns equívocos”, comentou Coco. De fato, pareceu mais desatenção do Minas do que um ajuste do Brasília, como as duas parciais seguintes evidenciaram.

Parada indigesta
Se os confrontos das quartas de final fossem definidos com base na atual classificação, o Camponesa/Minas enfrentaria o próprio Brasília Vôlei. Se avançasse, teria pela frente provavelmente o Rexona-Sesc, que entraria como favorito nos playoffs contra o irregular Pinheiros. Uma parada indigesta para Hooker, Jaqueline e cia.

Faltando cinco rodadas para o final do returno, Paulo Coco ainda sonha com o terceiro lugar na tabela, mas o Minas está nove pontos atrás do Vôlei Nestlé, que ocupa essa posição.

Já o Brasília se vê ameaçado pelo Genter Vôlei Bauru, que acumula 31 pontos e tem uma partida a menos.


Osasco bate Brasília em jornada de erros e emoção
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João Batista Junior

Ataque brasiliense parou no bloqueio de Osasco (fotos: João Pires/Fotojump)

Ataque brasiliense parou no bloqueio de Osasco (fotos: João Pires/Fotojump)

A partida entre Vôlei Nestlé e Terracap/BRB/Brasília, disputada na noite da sexta-feira, em Osasco, deixou as paulistas em vantagem na luta contra o Dentil/Praia Clube pelo segundo lugar na classificação do nacional, enquanto complicou a vida das brasilienses, que lutam para permanecer no G4. Com o Rexona-Sesc disparado na ponta e sete pontos separando Pinheiros, oitavo, e São Cristóvão Saúde/São Caetano, nono colocado, as disputas pela vice-liderança e pelo quarto lugar devem ser as mais interessantes nessa reta final da fase classificatória da Superliga feminina.

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O Vôlei Nestlé venceu por 3 sets a 1 (25-23, 20-25, 25-18, 30-28), pela quinta rodada do returno da competição e foi a 40 pontos na classificação. O Praia, segundo colocado, com 43, já disputou 18 jogos, dois a mais que as osasquenses – que, na semana que vem, enquanto o time de Uberlândia disputa o Sul-Americano, encaram o Fluminense, em casa, na terça-feira, e visitam o Camponesa/Minas, na sexta.

Vencidas pela terceira vez no returno (já haviam perdido para o Pinheiros, em casa, e para o Praia, em jogo antecipado da sétima rodada), as representantes do Planalto Central ainda figuram no quarto lugar, com 32 pontos, mas já se veem seriamente ameaçadas pelo Minas. O time de Belo Horizonte está dois pontos atrás, mas com um jogo a menos, o que faz o duelo entre as duas equipes – terça-feira, no Distrito Federal – ganhar ainda mais relevância. Perto das duas equipes, em sexto, está o Genter Vôlei Bauru, com 28 pontos ganhos, com a mesma quantidade de jogos já disputados que o Minas e com o São Caetano pela frente na rodada que vem.

(Ainda há um terceiro duelo em vista, entre Fluminense e Pinheiros, pelo sétimo posto no campeonato.)

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O JOGO
O confronto entre Vôlei Nestlé e Terracap/BRB/Brasília acabou sendo mais emocionante do que técnico. Se, por um lado, o final do quarto set foi de prender a respiração, por outro, as duas equipes cometeram erros que foram além dos 27 do time da casa e dos 17 das visitantes: erros de passe e na armação das jogadas de ataque – que não necessariamente se convertem em ponto para o adversário – foram uma constante.

O jogo valeu, de fato, por alguns bons ralis, pelo bom público de 2,6 mil espectadores no ginásio José Liberatti, que empurrou as anfitriãs para cima das rivais, e pela alta pontuação de Tandara.

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Tandara: maior pontuadora e melhor jogadora da partida

Tandara: maior pontuadora e melhor jogadora da partida

A ponteira ganhou o troféu VivaVôlei, obteve 29 acertos, teve aproveitamento de 43% no ataque e foi o que tem sido na temporada: o destaque da equipe de Osasco, a bola de segurança do time. Nas estatísticas utilizadas pela CBV (as mesmas que a Confederação Europeia de Vôlei considera), Tandara é a melhor atacante da Superliga, com 29,6% de eficiência nas cortadas.

Outra que jogadora que teve boa atuação contra o Brasília foi a sérvia Tijana Malesevic. Mesmo sendo mais passadora do que atacante, a ponteira foi a segunda anotadora do time anfitrião na partida, com 16 pontos, e teve 54% de aproveitamento nas cortadas. Ressalte-se ainda a manutenção de sua compatriota na equipe titular, a oposta Ana Bjelica, que, desde as finais da Copa Brasil, está no lugar antes ocupado por Paula Borgo.

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No Terracap/BRB/Brasília, quatro jogadoras assinalaram 14 pontos: a ponteira Amanda, a oposta Andréia e as centrais Vivian e Roberta. Não é incomum no sexteto brasiliense alguma das centrais figurar como maior pontuadora do time nas partidas. Se, por um lado, isso revela a boa temporada da dupla do meio de rede, por outro, demonstra que a levantadora Macris depende bastante da qualidade da recepção para fazer o ataque de sua equipe fluir, o que não aconteceu nessa noite.

As duas equipes tiveram problemas com o passe, mas o prejuízo maior foi das visitantes: se Brasília não conseguia parar as atacantes rivais pela entrada de rede, o Vôlei Nestlé, por outro lado, levou larga vantagem no bloqueio, com 16 a 7 em anotações nesse quesito.


“Vão sofrer até ganhar maturidade”, diz Paula sobre renovação na seleção
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Sidrônio Henrique

PP4 em ação na Superliga: “Amo muito o que faço” (fotos: Shizuo Alves/Ponto MKT Esportivo)

Bicampeã olímpica, ela completa 35 anos no dia 22 de janeiro e ainda é referência em um time que está entre os quatro primeiros colocados da Superliga. Paula Renata Marques Pequeno, a PP4, mantém o corpo torneado como nos tempos em que fazia parte da seleção brasileira. O que perdeu em velocidade e potência, compensa com experiência.

“Amo muito o que faço. Sinto dores todos os dias, mas procuro superar. A motivação está dentro disso, de fazer o que se gosta”, disse ao Saída de Rede essa brasiliense que a partir dos 15 anos passou a integrar grandes equipes do país, tendo atuado também nas ligas da Rússia e da Turquia. Sua carreira atingiu o ápice quando foi escolhida a melhor jogadora da Olimpíada de Pequim. Foi da seleção até Londres 2012 e seguiu firme nos clubes. Parar não está em seus planos. “Enquanto meu físico aguentar e eu amar o voleibol do jeito que amo, vou estar aqui dentro”, comentou a veterana, que desde 2013 joga pelo Terracap/BRB/Brasília Vôlei, do qual é capitã.

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Como era o mundo na última vez que Bernardinho não foi técnico de seleção?

Paula Pequeno prevê tempos difíceis para a seleção feminina diante da inevitável renovação que a equipe deve encarar. “Espero que se renove o quanto antes. De alguma maneira essa renovação já deveria ter começado, para que as meninas ganhassem experiência internacional. Acredito que por um bom tempo vão sofrer, até ganhar maturidade”, avaliou.

Para PP4, a ponteira Gabi, do Rexona-Sesc, que vem servindo à seleção desde o ciclo passado, é o principal nome da nova geração. “Acho que é a única que se destaca realmente, uma atleta muito jovem e já jogando num nível elevado há alguns anos. Ela tem alta probabilidade de se dar muito bem e ajudar a seleção”.

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A derrota para a China nas quartas de final da Rio 2016 refletiu, segundo Paula, além do jogo coeso apresentado pelas orientais, uma primeira fase que pouco exigiu do Brasil. “Talvez o time achasse que estava jogando o suficiente, só que não estava, não tinha um bom parâmetro pelas equipes que enfrentou, mesmo a Rússia não estava bem”. A ponteira que defendeu a seleção brasileira em duas edições dos Jogos Olímpicos foi só elogios às atuais campeãs. “Vi a China como uma equipe sem estrelas, atuando como um conjunto, mesmo a Ting Zhu sendo um espetáculo”, afirmou.

Confira a entrevista que PP4 concedeu ao SdR:

Saída de Rede – Qual a sua expectativa com o Brasília Vôlei para a Superliga 2016/2017 depois de terminar o primeiro turno em terceiro lugar e se manter entre os quatro primeiros no início do returno?
Paula Pequeno – O ano passado nós terminamos o segundo turno em quinto. Toda temporada que a gente começa é com expectativa de melhora, evolução. Em alguns jogos tivemos resultados muito positivos, conquistamos essa confiança, essa tranquilidade para as partidas mais duras. Vamos ver como terminamos.

A veterana ponteira destaca o momento do Brasília Vôlei

Saída de Rede – Você que está na equipe desde o início, em 2013, diria que esse é o melhor momento? Não só pela colocação na tabela, mas pelo nível de jogo apresentado.
Paula Pequeno – Sem dúvida, é o melhor momento que o time já teve, mas mantemos os pés no chão, o campeonato é longo, há equilíbrio.

Saída de Rede – O que pode ser melhorado? Onde estão as maiores deficiências?
Paula Pequeno – Temos capacidade de ser mais eficientes em todos os fundamentos. Individualmente o time é muito bom, mas como conjunto a gente ainda falha bastante no contra-ataque, a quantidade de erros ainda está muito alta. Não podemos deixar de arriscar, de ir pra cima do adversário, mas ao mesmo tempo precisamos ter uma eficiência maior.

Saída de Rede – Como tem sido trabalhar com o técnico Anderson Rodrigues?
Paula Pequeno – Tem sido uma delícia, somos amigos há mais de 15 anos. Primeiro, começa bem com uma relação de amizade, de confiança, que é muito importante. Tem a relação capitã e técnico que é bacana, a gente consegue levar isso com leveza. Existe cobrança dos dois lados e há também a humildade de um ouvir o outro. No trabalho coletivo, vejo uma resposta muito boa do time.

MVP nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 (fotos: FIVB)

Saída de Rede – Você tem quase 35 anos, onde encontra motivação para treinar intensamente e seguir jogando?
Paula Pequeno – É o amor mesmo, eu amo muito o que faço. As pessoas me perguntam, “Paula, quando você vai parar?”, e eu digo: enquanto meu físico aguentar e eu amar o voleibol do jeito que amo, vou estar aqui dentro. Gosto muito de treinar, sinto falta, sou fominha até hoje, me preocupo, me importo, me doo. Sinto dores todos os dias, mas procuro superar. A motivação está dentro disso, de fazer o que se gosta. Eu ainda gosto muito e é isso o que me motiva.

Saída de Rede – Como avalia a eliminação da seleção brasileira feminina nas quartas de final da Rio 2016 pela China?
Paula Pequeno – Foi arriscada a primeira fase porque os nossos adversários (Camarões, Argentina, Japão, Coreia do Sul e Rússia) estavam muito aquém daqueles que a gente encontraria depois. Como foi insuficiente o nível de pressão, o de dificuldade, o nosso time não estava preparado para o que viria pela frente. A primeira fase nos desfavoreceu. Talvez a equipe achasse que estava jogando o suficiente, só que não estava, não tinha um bom parâmetro pelos times que enfrentou, mesmo a Rússia não estava bem. Desta vez os adversários mais fortes seriam China, Sérvia, Estados Unidos e até a Holanda, com algumas surpresas. A seleção brasileira pode ter cometido aquela grande falha que é achar que está preparada. De repente, quando aparece uma dificuldade, toma um susto bem grande. Enquanto a gente se assustava, o outro time jogava.

Paula: “Vi a China como uma equipe sem estrelas, atuando como um conjunto, mesmo a Ting Zhu sendo um espetáculo”

Saída de Rede – O que achou da seleção chinesa?
Paula Pequeno – É extremamente jovem, mas se mostrou muito madura. Uma equipe coesa, com todo mundo jogando coletivamente, se voltando para o time. Eu vi a China como uma equipe sem estrelas, atuando como um conjunto, mesmo a Ting Zhu sendo um espetáculo. E é isso, tiramos a chance de ouro delas em Pequim 2008, aí elas vieram aqui e nos deram o troco. (risos)

Saída de Rede – Há um ano você afirmava que a renovação na seleção feminina te preocupava. Terminado mais um ciclo, o que você diria a respeito do tema?
Paula Pequeno – Olha, eu espero que se renove o quanto antes. Algumas peças vão fazer falta, claro. De alguma maneira essa renovação já deveria ter começado, para que as meninas ganhassem experiência internacional. A partir de agora as mais novas terão que segurar o rojão. Acredito que por um bom tempo vão sofrer, até ganhar maturidade, pois o voleibol internacional é muito diferente da realidade da Superliga. Por mais que joguemos aqui em alto nível, é incomparável com os grandes campeonatos entre seleções.

Sobre Gabi: “É a única que se destaca realmente”

Saída de Rede – Velocidade, alcance, potência…
Paula Pequeno – Isso. É incrível, é muito diferente. Esse início vai ser difícil até a seleção engrenar, mas acredito que com novos talentos a gente consiga renovar legal.

Saída de Rede – Quem você destacaria entre os talentos da nova geração?
Paula Pequeno – Eu apontaria uma grande jogadora entre as mais novas, que é a Gabizinha, do Rio de Janeiro (Rexona-Sesc). Acho que é a única que se destaca realmente, uma atleta muito jovem e já jogando num nível elevado há alguns anos. Ela tem alta probabilidade de se dar muito bem e ajudar a seleção.


Destaque na Superliga, Macris espera uma nova chance na seleção
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Sidrônio Henrique

Macris: líder nas nem sempre confiáveis estatísticas, mas elogiada por técnicos de peso (fotos: CBV)

Ignorada na convocação da seleção brasileira em 2016, ano olímpico, a levantadora titular do Terracap/BRB/Brasília Vôlei, Macris Carneiro, destaque na Superliga, espera por uma oportunidade neste novo ciclo. “Tudo é uma colheita daquilo que você vai semeando. Sempre faço meu trabalho, vou me aperfeiçoando para ser o melhor que eu puder. Se eu tiver a chance novamente de ser chamada, será uma honra. O importante é que eu possa somar”, disse ao Saída de Rede.

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Pupilo de Bernardinho, Anderson mira semifinal com o Brasília Vôlei

Logo mais, às 18h deste sábado (7), Macris entrará em quadra na primeira rodada do returno da Superliga 2016/2017, em casa, contra o Pinheiros. Melhor levantadora das três últimas edições do torneio e líder nas estatísticas do fundamento ao final do primeiro turno desta temporada, ela tem um jogo caracterizado pela ousadia. O leitor talvez se pergunte se a estatística reflete de fato o nível de um armador. Não, pois há limitações, inclusive um grande levantamento pode ser desconsiderado se o atacante não vira a bola, por exemplo. A estatística, da forma como é aplicada no campeonato, também não observa a distribuição. Mas Macris, que desde a Superliga passada defende o Brasília Vôlei, chama a atenção independentemente de prêmios.

Em ação durante amistoso contra as japonesas em 2015

Elogios
O treinador da seleção feminina, José Roberto Guimarães, afirmou certa vez que ela “é extremamente veloz, com bom posicionamento e chega em bolas que muitas vezes você não acredita que vá chegar”. O técnico do Rexona-Sesc e da seleção masculina, Bernardo Rezende, também já elogiou a agressividade de Macris. Seu treinador no clube da capital federal, Anderson Rodrigues, brinca e diz que a levantadora “arrisca bastante, em certos momentos até demais”.

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Em 2015, sem jamais haver sido convocada nas categorias de base, ela teve sua primeira chance na seleção adulta. Titular da equipe B que foi aos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, Canadá, parecia ter agradado à comissão técnica, mas no ano seguinte, o da Rio 2016, sequer foi chamada para treinar com a seleção.

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“Acredito que eles (comissão técnica) fizeram o que era melhor para aquele time, compreendo as escolhas. Muitas vezes as necessidades de um grupo não são o que eu posso suprir. Talvez pelo meu estilo ou minhas limitações”, comentou resignada.

Macris comemora um ponto com a oposta Andréia

Jogo rápido
Macris, que tem contrato até maio com o Brasília, ressaltou que a equipe de Anderson Rodrigues foi montada para se adaptar ao jogo rápido. “As peças que compõem o time trabalham para isso, que é o meu estilo. Nesta temporada estamos ainda mais velozes”.

O clube do Planalto Central é o seu único fora do estado de São Paulo – ela havia jogado por São Bernardo, São Caetano e Pinheiros. “Gosto muito daqui, do ambiente, da comissão. Mudou o técnico (Manu Arnaut dirigia o time antes), cada um com a sua linha de trabalho. A vivência do Anderson, o que ele tem agregado, tem sido importante para nós. A equipe está mais madura. A (ponteira) Amanda, por exemplo, que no ano passado era coadjuvante, agora é protagonista”, afirmou a paulista de Santo André, 1,78m, que completará 28 anos no dia 3 de março.

Esforço
O terceiro lugar na classificação ao final do primeiro turno, o melhor desempenho na curta história de uma equipe que está apenas na sua quarta temporada, não surpreende Macris. “A princípio pensamos no G8, depois em melhorar a colocação do ano passado, quando ficamos em quinto ao final do returno. Nossa posição na tabela é resultado do nosso esforço. Temos limitações, precisamos treinar bastante, aperfeiçoar nosso jogo, ainda temos muitos altos e baixos. Somos capazes de vencer favoritos, mas ao mesmo tempo de complicar o jogo com adversários tidos como diretos”, analisou.

Na fase inicial da Superliga, o Brasília Vôlei, que conta com veteranas como a ponteira bicampeã olímpica Paula Pequeno e a oposta Andréia Sforzin, acumulou oito vitórias e três derrotas. Venceu equipes de maior orçamento como Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube, mas caiu diante do modesto Rio do Sul.


Pupilo de Bernardinho, Anderson mira semifinal com o Brasília Vôlei
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Sidrônio Henrique

Anderson encara primeira temporada como técnico na Superliga (foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

O time, diz ele, foi montado para ficar ali pelo quinto ou sexto lugar. Porém, dependendo dos resultados da última rodada do primeiro turno da Superliga 2016/2017, pode terminar esta fase até em terceiro – já esteve na vice-liderança. Anderson Rodrigues, 42 anos, encara sua primeira temporada como técnico na competição mais importante do vôlei brasileiro à frente do Terracap/BRB/Brasília Vôlei. Depois de quatro anos como assistente no Camponesa/Minas, revezando-se como treinador da seleção brasileira militar feminina, o ex-oposto diz que está “quebrando a cabeça”, mas sente que está preparado.

O bom desempenho da equipe, mesmo com algumas oscilações, o leva a pensar no voo mais alto da história de um clube novo, com orçamento bem abaixo dos favoritos, que fez sua estreia na Superliga há quatro anos e que ainda não passou das quartas de final. “Queremos ir o mais longe possível, chegar à semifinal seria muito importante”, afirma. O próximo desafio, fechando o primeiro turno, será nesta quarta-feira (21), em casa, às 20 horas (horário de Brasília), diante do São Cristóvão Saúde/São Caetano, décimo colocado entre os doze participantes.

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Consta também no currículo de Anderson a participação na comissão técnica da seleção masculina nas duas últimas temporadas, sob o comando de Bernardinho – o que inclui, claro, o ouro na Rio 2016. “Ele (Bernardo) acompanhava meu trabalho com a seleção militar feminina. Eu quis fazer um estágio com ele, depois ele me convidou para continuar. Trabalhar com o melhor é muito bom. Queria ter ao menos metade da competência dele”, comenta sobre o técnico bicampeão olímpico e tri mundial, a quem trata como um mentor. “Fico pensando no quê ele não me influenciou”.

O treinador do Brasília Vôlei ficou conhecido na década passada por ter feito parte da geração mais vitoriosa do Brasil – entre suas conquistas como jogador estão um ouro e uma prata olímpicas, dois títulos do Campeonato Mundial e dois da Copa do Mundo. A transição para a função de técnico representou um desafio. “A maior dificuldade que se enfrenta quando se deixa de ser atleta para virar treinador é fazer com que os atletas passem a te enxergar de outra forma, não te vejam como um ex-jogador. Hoje eu acredito que elas me veem como o Anderson técnico, não o jogador”.

Confira a entrevista que Anderson Rodrigues concedeu ao SdR:

Saída de Rede – Como avalia sua primeira experiência como técnico na Superliga, depois de ter treinado a seleção militar feminina e de ter sido assistente no Camponesa/Minas?
Anderson Rodrigues – Acho que tive uma boa base como assistente por quatro anos no Minas e também como técnico da seleção militar feminina. Cara, está sendo show… Tô quebrando a cabeça, mas faz parte. Me preparei para isso durante quatro anos.

Saída de Rede – Qual o maior desafio nessa transição da função de assistente para técnico, passando a ter o controle sobre uma equipe?
Anderson Rodrigues – A maior dificuldade que se enfrenta quando se deixa de ser atleta para virar treinador é fazer com que os atletas passem a te enxergar de outra forma, não te vejam como um ex-jogador. Esse é o maior desafio. Hoje eu acredito que elas me veem como o Anderson técnico, não o jogador. O meu trabalho com a seleção militar, como assistente no Minas ajudou nisso.

Brasília pode terminar o turno em terceiro lugar (foto: Ricardo Botelho/Inovafoto/CBV)

Saída de Rede – Qual o seu objetivo com a equipe do Brasília Vôlei?
Anderson Rodrigues – Queremos ir o mais longe possível, chegar à semifinal seria muito importante. Se você for olhar no papel, esse time foi montado para ser quinto ou sexto colocado, mas podemos ficar entre os quatro primeiros. Gostaria muito de manter essa campanha no returno, para, se chegarmos à semifinal, termos um adversário mais acessível.

Saída de Rede – Você pensa em ir além do quarto lugar para não ter, talvez, que cruzar com o Rexona-Sesc numa eventual semifinal?
Anderson Rodrigues – Isso. Mas a semifinal já seria muito difícil, seja lá quem for o adversário. Aliás, acho a tensão que envolve a semifinal, por ser em melhor de cinco jogos, maior do que a final, que é disputada em jogo único, onde entraríamos como franco-atiradores. Se numa final o saque entra bem, temos uma chance… A semifinal é bem mais complicada, temos que manter o nível em alta por mais tempo.

Saída de Rede – O Brasília Vôlei teve uma boa sequência de vitórias, inclusive sobre o Vôlei Nestlé e o Dentil/Praia Clube, mas perdeu para o Rio do Sul no início do torneio e mais recentemente para o Genter Vôlei Bauru. Ainda que o Bauru tenha uma equipe forte e em ascensão, vocês foram mal na partida. O time ainda está oscilando. Qual a maior limitação do Brasília Vôlei?
Anderson Rodrigues – Temos que melhorar na parte física, pois mexemos muito pouco no time, utilizamos quase sempre as mesmas jogadoras. Estamos chegando agora ao final do primeiro turno, mesmo esta Superliga sendo mais espaçada, com intervalos maiores entre as partidas, e estamos sofrendo um pouco na parte física.

Saída de Rede – Você está falando do desgaste das titulares. Mas e as reservas, falta experiência a elas?
Anderson Rodrigues – A maioria é inexperiente. Temos a Mari Helen (ponta), que tem experiência, mas está contundida. A Sabrina (ponta) está se recuperando do ombro, está voltando agora. Essas são jogadoras que vão compor ali, pois as outras são muito jovens.

Anderson orienta o time durante pedido de tempo (foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Saída de Rede – Na saída de rede, a Andreia poderia render mais, na sua avaliação? Qual era a sua expectativa em relação a ela quando montou o time?
Anderson Rodrigues – As pessoas falam muito da Andreia, mas meio que lembrando apenas dos dois últimos jogos. Nos primeiros, lá atrás, que ela pontuou, o que ela fez ficou esquecido. É lógico que hoje em dia num time uma oposta faz muita falta, mas ela está suprindo essa necessidade de outra maneira, com maturidade, ela é uma líder dentro de quadra. A Andreia é uma menina que nos dá muito volume, bloqueio, saca muito bem. Não tem pontuado tanto no ataque, mas tem feito a diferença em outros aspectos.

Saída de Rede – Ela compensaria a pontuação baixa também com poucos erros? Há casos de atacantes com pouca visão de jogo que marcam muito, mas erram bastante também, às vezes deixando a quadra com saldo negativo. Você vê a Andreia como uma jogadora equilibrada?
Anderson Rodrigues – Sim, ela joga numa linha tênue que pra gente é interessante, mas teria que pontuar um pouco mais. Vamos crescer dentro da competição, é uma coisa que vai acontecer.

Saída de Rede – Você considera a Macris uma levantadora arrojada, que arrisca bastante?
Anderson Rodrigues – Arrisca bastante, em certos momentos até demais. (risos)

Saída de Rede – Você é conservador nesse sentido?
Anderson Rodrigues – Em algumas coisas, sim. Não posso ser voltado o tempo todo para o risco. Olha, mesmo em outras situações precisamos ter cuidado.

Saída de Rede – Por exemplo?
Anderson Rodrigues – Bolas altas. Não tenho alguém que defina o tempo todo com bolas altas. Eu tenho a Paula, mas ela não é essa jogadora que define o tempo todo. Se deu algum problema, joga a bola na ponta que ela vai se virar, não é assim… O Rexona fazia isso no ano passado. O Bernardinho colocava o time para arriscar. Acelerava, acelerava… Não deu? Era bolão pra Natália na ponta, ela vinha com tudo. Nós temos que jogar acelerado, mas um jogo bem coeso, fazendo as centrais jogarem mais. Trabalhar a bola com a Andreia na saída. Bola acelerada na ponta com a Amanda e a Paula.

Ao lado de Bernardinho, na seleção (foto: Alexandre Arruda/CBV)

Saída de Rede – A Superliga chegou à última rodada do primeiro turno e só falta vocês enfrentarem o São Caetano. O que você está achando do nível do torneio?
Anderson Rodrigues – Eu acho que os times que, no papel, são candidatos ao título ainda estão errando muito.

Saída de Rede – Você quer dizer os três favoritos: Rexona, Vôlei Nestlé e Praia Clube?
Anderson Rodrigues – Sim, nessa etapa do campeonato eu acreditava que eles estariam um pouco mais distantes na tabela. Pode ser que seja por causa de lesões, não vou entrar nesse mérito porque não vivo o dia a dia deles, mas pelo número de erros que vemos nas sessões de vídeo, ainda erram muito.

Saída de Rede – No caso do Rexona, a equipe chegou a 28 pontos de 30 possíveis. Isso não é muito?
Anderson Rodrigues – Mas ainda continua errando demais. É um time que errava menos.

Saída de Rede – Como é que tem sido trabalhar como um dos assistentes do Bernardinho nesses últimos dois anos? Como foi que ele te chamou para integrar a comissão técnica?
Anderson Rodrigues – Ele acompanhava meu trabalho com a seleção militar feminina. Eu quis fazer um estágio com ele, fiquei lá um tempo, depois ele me convidou para continuar. Cara, trabalhar com o melhor é muito bom, né. Na minha opinião, ele é o melhor.

Saída de Rede – O quanto ele te influenciou na carreira de técnico?
Anderson Rodrigues – Fico pensando no quê ele não me influenciou… Só não quero ser é extremamente nervoso como ele. (risos) Queria ter ao menos metade da competência dele.


Saque e bloqueio do Brasília equilibram jogo, mas Rexona segue invicto
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Sidrônio Henrique

A ponteira Gabi recebeu o troféu Viva Vôlei (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

O Terracap/BRB/Brasília Vôlei resistiu, foi o adversário mais difícil para o invicto Rexona-Sesc até aqui, mas no final vitória carioca sobre a equipe brasiliense por 3-1 (25-22, 14-25, 25-21, 25-23), na melhor partida da Superliga 2016/2017, com quase duas horas de duração. O jogo, realizado no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, abriu a oitava rodada do primeiro turno, que será concluída nesta sexta-feira (9) com cinco confrontos.

O Rexona segue líder isolado, agora com 24 pontos, enquanto o Brasília, com 18, pode terminar a rodada como terceiro ou quarto, dependendo do resultado de Dentil/Praia Clube vs. Vôlei Nestlé, que se enfrentam logo mais, às 21h30, em Uberlândia, com transmissão do SporTV. Foi a segunda derrota no torneio do time brasiliense, que era o vice-líder e vinha de uma sequência de quatro vitórias por 3-0, inclusive sobre Praia Clube (desfalcado de duas titulares, diga-se) e Vôlei Nestlé. O Rexona-Sesc perdeu apenas dois sets nesta edição (o outro foi para o Genter Vôlei Bauru).

A eficiência na relação saque-bloqueio permitiu que o Brasília Vôlei, mesmo jogando como visitante, equilibrasse o duelo desta quinta-feira (8) diante de um oponente tecnicamente superior, undecacampeão da Superliga.

O serviço do Brasília dificultou a vida da levantadora do Rexona, Roberta Ratzke, que jogou a maior parte do tempo sem o passe na mão. Foram 14 pontos de bloqueio do time da veterana Paula Pequeno contra oito do Rexona – a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não disponibiliza informações sobre ataques amortecidos nas suas estatísticas.

A ponta Amanda marcou 18 pontos e destacou-se contra seu ex-clube

Já o saque das cariocas teve pouco efeito sobre a linha de recepção do time da capital federal, com exceção de Paula, que sempre teve dificuldade no fundamento ao longo de sua carreira. Mas mesmo quando não havia passe A, impedindo que a levantadora Macris Carneiro pudesse imprimir velocidade, as atacantes evitavam enfrentar o bloqueio do Rexona. Destaque ainda para a defesa brasiliense, que atuou bem tanto na cobertura do seu ataque quanto no posicionamento diante das atacantes rivais.

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Alvo preferencial do saque das visitantes e sem corresponder na recepção, a ponta holandesa Anne Buijs foi substituída pelo técnico Bernardinho por Drussyla nos dois primeiros sets, sequer jogou no terceiro e voltou somente no quarto, quando o adversário liderava por 9-5. Uma das principais atacantes europeias, Buijs tem oscilado até mesmo no seu principal fundamento, tentando se adaptar ao ritmo do vôlei brasileiro.

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A única parcial em que não houve equilíbrio foi a segunda, justamente aquela vencida pelo Brasília Vôlei, quando o desempenho da linha de passe carioca caiu ainda mais, para desespero do seu treinador.

No final do quarto set, quando o placar marcava 23-23, dois erros cometidos pela equipe comandada por Anderson Rodrigues deram a vitória ao Rexona – primeiro, dois toques cometidos pela líbero Silvana, depois foi a vez de um levantamento baixo de Macris, que a central Roberta não conseguiu corrigir e atacou para fora.

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As ponteiras Gabi (Rexona-Sesc), que recebeu o troféu Viva Vôlei, e Amanda (Brasília Vôlei) foram as maiores pontuadoras, ambas com 18. No entanto, a ponta do time brasiliense teve melhor rendimento no ataque, com 46,9% (15/32), ante 39,5% (17/43) da atacante da seleção brasileira. Transferida para o Brasília na temporada passada, Amanda havia jogado desde adolescente na equipe carioca, permanecendo por 10 temporadas, entrando quase sempre apenas para sacar. Na noite passada, ela destacou-se contra seu ex-clube no serviço, no bloqueio e no passe, além do ataque.

Rexona-Sesc e Terracap/BRB/Brasília Vôlei voltam à quadra na terça-feira (13), quando será disputada a nona rodada. As cariocas enfrentam o arquirrival Vôlei Nestlé, às 21h30, em Osasco, com transmissão pelo SporTV, enquanto o Brasília joga em casa, às 20h, contra o lanterna Renata Valinhos/Country, que ainda não marcou ponto na tabela de classificação da Superliga 2016/2017.


Brasília, Bauru, Juiz de Fora e Montes Claros em alta na Superliga
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Sidrônio Henrique

Brasília em alta: time de Paula, Macris e Andreia vem de duas vitórias em sets diretos (fotos: CBV)

 

Times de porte médio estão em ascensão; deslize dos mesários, decepção carioca e briga no Paraná entre o que não vai bem na Superliga. Confira o sobe e desce da competição:

SOBE

Interior de Minas Gerais
Depois de começar a Superliga Masculina 2016/2017 com duas derrotas, o time de Juiz de Fora, que quase foi rebaixado para a Superliga B ao final da temporada passada, engrenou e venceu suas últimas quatro partidas. O destaque do JF Vôlei é o oposto Renan Buiatti, 26 anos, 2,17m, disparado o maior pontuador do torneio após seis rodadas, com 128 pontos. A equipe está em sexto na classificação.

O outro time do interior mineiro, o Montes Claros Vôlei, aprontou nesta segunda-feira (28): quebrou a invencibilidade do Funvic Taubaté na casa do adversário. De nada adiantou o elenco estelar do Taubaté, que conta com os campeões olímpicos Wallace, Lucarelli e Éder, além de selecionáveis como Raphael, Lucas Loh e Mário Jr. O Montes Claros, liderado pelo eficiente oposto Luan, venceu por 3-1, chegou aos 12 pontos e agora é o quinto na tabela, com quatro vitórias.

Brasília Vôlei
“Brasília Vôlei, eu acredito” é o verso que ecoa no pequeno ginásio do Sesi, em Taguatinga, no Distrito Federal, quando o time da MVP olímpica Paula Pequeno joga diante da sua torcida. Tem valido a pena acreditar. PP4 tem motivo de sobra para abrir aquele sorrisão famoso. Aliás, as meninas do Terracap/BRB/Brasília Vôlei podem sorrir bastante. O time está em terceiro lugar, atrás apenas do undecacampeão Rexona-Sesc e do estrelado Dentil/Praia Clube, deixando para trás, ao menos momentaneamente, o Vôlei Nestlé e seu orçamento parrudo. Nas duas últimas rodadas, a equipe treinada pelo campeão olímpico Anderson Rodrigues não perdeu sets. Primeiro, em casa, despachou exatamente o Vôlei Nestlé. Depois, foi a Belo Horizonte e passou pelo Camponesa/Minas.

Com 1,74m, Thaisinha é uma das maiores pontuadoras da Superliga

Genter Vôlei Bauru
Três vitórias seguidas e o quinto lugar na Superliga deixam leve a atmosfera no clube do interior paulista. A última vítima foi o modesto São Cristóvão Saúde/São Caetano, mas mesmo nesse esperado triunfo o time do técnico Marcos Kwiek mostrou consistência, não deu chance ao adversário. Conhecido por seu competente trabalho à frente da seleção feminina da República Dominicana, na qual se mantém como técnico, Kwiek assumiu o Bauru no meio da temporada passada, para apagar um incêndio. Nesta, tendo a chance de fazer suas contratações, ele repatriou a veterana ponta/oposta Mari Steinbrecher e trouxe duas dominicanas, a ponteira Prisilla Rivera e a líbero Brenda Castillo. Esta última, por sinal, é um dos destaques da Superliga. Aos poucos, o Bauru vai mostrando a cara e promete incomodar os grandes. Olho também na ponta Thaisinha, que mesmo com apenas 1,74m é a quarta maior pontuadora da competição, somando 89 pontos em seis rodadas.

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DESCE

Mesários na Hebraica
Neste sábado (26), mais um erro envolvendo a mesa e outra vez em um jogo em que o mando de quadra era do Fluminense, no ginásio da Hebraica, no Rio de Janeiro. No terceiro set da partida entre o time da casa e o Vôlei Nestlé, a mesa deu um ponto a mais para a equipe de Osasco. O erro foi corrigido, mas provocou certo tumulto. A falha lembra algo ocorrido na primeira rodada, quando o Rexona-Sesc encarou o Flu. No primeiro set, a mesa deu um ponto a mais para o tricolor, enlouquecendo o técnico adversário, Bernardinho, que com o punho crispado berrava impropérios. Ficou por aquilo mesmo. Erro bisonho!

Fluminense pressiona, mas ainda não decolou no torneio

Fluminense
Não que a equipe carioca, que voltou à elite do vôlei feminino brasileiro após mais de 30 anos, estivesse entre os favoritos. Longe disso. O time é “jogueiro”, como se diz na gíria do esporte, pressiona os adversários, a exemplo do que se viu diante do favorito Vôlei Nestlé, mas até agora não fez nada demais. Inclusive deixou escapar sets que poderia ter ganhado, como as duas últimas parciais contra a equipe de Osasco – depois de um bom momento na partida, no final do terceiro set a levantadora Pri Heldes desperdiçou uma bola de xeque concedendo match point ao adversário e em seguida encaixotou a central Letícia Hage diante do bloqueio paulista. O Fluminense, que surpreendeu ao vencer o Rexona no estadual, ainda está devendo na Superliga. Um time que tem potencial para chegar aos playoffs, mas que por enquanto amarga o nono lugar na tabela, com somente duas vitórias em seis jogos.

Briga no Paraná
A partida entre São Bernardo Vôlei e Caramuru Vôlei/Castro teria passado despercebida não fosse pelo clima belicoso que quase culminou numa troca de sopapos, como o SdR mostrou na semana passada, depois de ouvir os dois lados. A rivalidade vem desde a Superliga B. São Bernardo, do ABC paulista, e Caramuru, da cidade de Castro, no interior do Paraná, lutam para evitar o rebaixamento. Os paulistas estão em décimo lugar, com apenas uma vitória, justamente nessa partida, por 3-2. O estreante Caramuru segura a lanterna, com apenas aqueles dois sets vencidos em vinte disputados.


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