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Arquivo : Mundial de clubes

Zé Roberto fala sobre lesão de Thaísa: “Acidente de trabalho”
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Carolina Canossa

Central brasileira é conhecida pela raça em quadra (Foto: Reprodução/Instagram)

Ao ver Thaisa desabar após a tentativa de um bloqueio no duelo contra o Fenerbahce, pela Liga dos Campeões de vôlei, o técnico José Roberto Guimarães uniu-se às centenas de torcedores que viam a transmissão da cena pela internet. O treinador da seleção brasileira foi mais um a ficar aflito com o choro da central, que após sair da quadra de maca teve constatada uma lesão nos ligamentos do tornozelo direito que a deixará três semanas com a perna imobilizada antes de partir para a fisioterapia.

Mas, ao contrário da maior parte dos fãs e da imprensa especializada (incluindo o Saída de Rede), Zé Roberto não vê irresponsabilidade na atitude da equipe de Thaisa, o Eczacibasi, que permitiu que a meio de rede seguisse jogando mesmo com a indicação médica de uma cirurgia no joelho esquerdo desde janeiro.

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“Aquilo é um acidente de trabalho que aconteceu porque ela estava querendo muito”, afirmou o treinador, ressaltando que Thaísa fazia uma ótima partida no dia em que se machucou. “A Thaisa já tinha conseguido três bloqueios no set e estava muito bem no jogo. Como o Eczacibasi tinha perdido a partida anterior por 3 a 2, esse era o jogo que definiria a vida deles e ela queria mostrar que estava colaborando. Infelizmente, acabou acontecendo”, complementou.

Zé Roberto, porém, admitiu que o zelo tomado com as atletas no exterior é menor do que o aplicado quando elas estão defendendo a seleção brasileira – vale lembrar que, durante a Olimpíada do Rio, a comissão técnica decidiu poupar a própria Thaisa de alguns duelos devido a um problema na panturrilha, o que fez com que a própria atleta reclamasse publicamente após os Jogos.

Jogadora ainda não sabe se permanecerá na seleção neste ciclo olímpico (Foto: Divulgação/FIVB)

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“O Eczacibasi é um grande time, com profissionais gabaritados, mas o cuidado que tomamos aqui não é o mesmo que muita gente toma. Sempre temos um cuidado maior com as jogadoras, pois conhecemos o histórico delas. A Thaisa operou os dois joelhos antes da Olimpíada e sabemos de tudo o que aconteceu em sua vida desde que ela entrou na seleção: os exercícios que precisa fazer, os reforços… É diferente de um time que contrata, mas foi mais um acidente que qualquer outra coisa”, ressaltou.

Por conta dos problemas no tornozelo e no joelho, Thaisa está fora do restante da temporada de clubes, incluindo o Mundial do Japão, para o qual o Eczacibasi foi convidado. O time turco é o atual campeão do torneio.


Confirmado: Vôlei Nestlé estará no Mundial de clubes
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Carolina Canossa

Anúncio oficial foi feito em um restaurante japonês e contou com parte do elenco de Osasco (Foto: João Pires/Fotojump)

Se no fim de semana houve um “meio anúncio”, agora ele é completo: nesta quarta-feira (15), o Vôlei Nestlé confirmou que estará na disputa do Mundial de clubes femininos, programado para entre 8 a 14 de maio no Japão.

Campeão do torneio em 2012, o time brasileiro foi um dos quatro agraciados pelos convites distribuídos pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) – o nome dos demais contemplados ainda não foi divulgado.

“Estou honrado pelo reconhecimento. A nossa história na disputa do Mundial nos credencia a ter esse convite. São quatro participações, com três finais e um terceiro lugar com uma equipe que disputou a competição desfalcada das jogadoras da seleção brasileira. É uma enorme satisfação mais uma vez poder participar de uma competição tão importante como essa com as cores do Vôlei Nestlé e representando a cidade de Osasco”, afirmou o técnico Luizomar de Moura.

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Para a disputa do Mundial, o clube paulista contará com o aporte financeiro de um novo patrocinador, o Grupo Baumgart, através da Vedacit, cuja marca estará presente nas camisas usadas pela comissão técnica do Vôlei Nestlé, e através também do shopping Center Norte, que vai promover atividades relacionadas ao vôlei.

Presente em todas as participações de Osasco no Mundial, a líbero Camila Brait está empolgada. “Jogar o Mundial é sempre difícil porque lá estão os melhores times do mundo. Sabemos que precisamos seguir crescendo nesta fase final da Superliga pensando em executar um bom papel no Mundial. É muito importante ganhar uma medalha e não importa a cor. Claro que nosso objetivo será o ouro, mas além do título de 2012 já conseguimos duas pratas e um bronze”, afirmou a atleta.

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Destaque do time nesta temporada, a ponteira Tandara comemorou o desafio inédito na carreira. “Estou muito feliz porque nunca joguei um Mundial. É uma oportunidade única, pois não sei quando terei essa chance novamente. São os melhores times do mundo e o Vôlei Nestlé está entre eles. Será uma experiência singular e estou encarando de uma maneira positiva. O clube faz um trabalho de excelência, sempre mantendo o alto nível, e uma boa sequência na Superliga ajudará na preparação para o Mundial”, afirmou.

Além do Vôlei Nestlé, somente outros dois times brasileiros já foram campeões mundiais: o Sadia (1991) e o Leite Moça (1994). Na edição de 2017, o Brasil também será representado pelo Rexona-Sesc.


Vídeo que sugere ida ao Mundial alvoroça torcida do Vôlei Nestlé
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Carolina Canossa

Osasco ganhou o Mundial de clubes em 2012 (Foto: Reprodução/Facebook)

“Para bom entendedor, meio anúncio vale”. Basta uma pequena modificação no popular ditado para resumir o alvoroço causado entre os torcedores do Vôlei Nestlé causado por um vídeo de 21 segundos postado na página do time neste domingo (12).

Nas imagens, é possível ver a frase “Nós somos Osasco” seguido de vários caracteres em japonês – vale lembrar que o próximo Mundial de clubes feminino será realizado justamente no Japão, mais precisamente na cidade de Kobe. O torneio ocorre entre 9 e 14 de maio.

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Como se não bastasse, a trilha sonora do vídeo é um canto da torcida bastante comum nas partidas realizadas no ginásio José Liberatti: “Nós somos Osasco/ Campeão mundial/ Nada mais interessa / Nós fazemos a festa”. Quer mais? O título da postagem é “Esse rolê vai longe…”, uma clara referência à distância do país asiático e à mais recente campanha de marketing do time.

Desta forma, não se pode presumir outra coisa senão o fato de que a negociação para um dos convites distribuídos pela FIVB para a disputa tenha sido concedido à equipe paulista, que já estava em tratativas com a entidade há algumas semanas. Aliás, o aparecimento de um novo patrocinador (Vedacit) no fim do vídeo é mais um sinal do que deve ser anunciado em breve.

O Brasil já tem confirmado um participante no Mundial de clubes: trata-se do Rexona-Sesc, que garantiu sua vaga ao vencer o Sul-Americano de clubes no último mês de fevereiro.


Vôlei Nestlé trabalha por convite no Mundial feminino de clubes
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Carolina Canossa

Vôlei Nestlé se sagrou campeão mundial em 2012 (Foto: João Pires/Fotojump)

Vôlei Nestlé se sagrou campeão mundial em 2012 (Foto: João Pires/Fotojump)

O Mundial feminino de clubes femininos de vôlei será disputado apenas em maio, mas a movimentação nos bastidores para participar da competição já está a toda. E tem clube brasileiro de olho em um dos quatro convites que serão dados pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei)…

Trata-se do Vôlei Nestlé. Enquanto as quadras estavam vazias por conta das festividades de fim de ano, a direção do time sediado em Osasco trabalhou intensamente para conseguir levar o clube à competição na cidade de Kobe (Japão). Porém, procurada pela reportagem do SdR, a equipe ainda não respondeu ao nosso questionamento sobre o tema. O mesmo aconteceu com a FIVB.

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A força de um patrocinador de renome internacional é um trunfo para o Vôlei Nestlé, que nesta temporada preferiu apostar em um elenco formado por jogadoras com potencial para estarem na Olimpíada de 2020 lideradas por três atletas consagradas: a levantadora Dani Lins, a líbero Camila Brait e a ponteira/oposta Tandara. O time encerrou o primeiro turno da Superliga na segunda posição, atrás apenas do arquirrival Rexona-Sesc.

Dos oito participantes do Mundial feminino de clubes 2017, quatro serão definidos por convites. A outra metade das vagas será dada ao campeão asiático (NEC Red Rockets (Japão)), ao “clube-sede” (Hisamitsu Springs (Japão)), ao campeão europeu (ainda a ser definido) e ao campeão sul-americano (ainda a ser definido). Vale destacar que a disputa continental entre os times latinos vai acontecer de 12 a 19 de fevereiro nas cidades mineiras de Uberlândia e Uberaba, com participação do Dentil/Praia Clube (sede) e do Rexona (atual campeão da disputa e da Superliga).

Em 2016, o Mundial de clubes femininos de vôlei aconteceu nas Filipinas: único representante verde-amarelo na disputa, o Rexona lutou bastante contra times de maior orçamento, mas acabou eliminado ainda na primeira fase – o título ficou com o Eczacibasi, da Turquia, onde atua a central brasileira Thaisa, que foi convidado pela organização justamente por ter levado o Mundial de 2015.

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Três times brasileiros já se sagraram campeões mundiais de vôlei feminino: o próprio Vôlei Nestlé (2012), o Leite Moça/Sorocaba (1994) e o Sadia (1991).


Por mundial de clubes, CBV antecipa final da Superliga feminina
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João Batista Junior

Na final do campeonato da temporada passada, o Rexona conquistou seu décimo primeiro título (foto: CBV)

Na final do campeonato da temporada passada, o Rexona conquistou seu décimo primeiro título (foto: CBV)

Como se podia prever, a Confederação Brasileira de Vôlei mudou a data da final da Superliga feminina 2016/2017. Para “ter a participação de uma equipe brasileira no Mundial Feminino de Clubes, que será disputado no Japão”, de acordo com nota divulgada pela própria entidade, o jogo decisivo foi antecipado do dia 14/5 para 23/4.

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Além da final, mudam também as datas das outras fases dos playoffs: as quartas de final serão disputadas nos dias 24, 28 e 31/3, e as semifinais em 04, 08, 11, 15 e 18/4. A final, mais uma vez em jogo único, ainda não tem local definido.

O Mundial feminino de Clubes 2017 será disputado em Kobe, entre os dias 8 e 14 de maio.


Ele era o sucessor do Giba, mas ombro o impediu de chegar lá
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Carolina Canossa

Samuel está de volta ao Minas nesta temporada (Foto: Orlando Bento/Divulgação)

Samuel está de volta ao Minas nesta temporada (Foto: Orlando Bento/Divulgação)

“No dia em que o Samuel souber o potencial que tem, eu penduro a joelheira”. Foi assim que, certa vez, Giba se referiu a um atacante de 2 metros de altura, golpes potentes e versatilidade para passar. Melhor jogador da Superliga 2006/2007, quando vestiu a camisa do campeão Minas, Samuel Fuchs foi apontado à época como o sucessor de um dos maiores jogadores da história do voleibol brasileiro. O tempo passou, porém, e ele não conseguiu chegar lá.

Aos 32 anos, Samuel se aproxima da reta final de sua carreira lutando para se despedir das quadras lembrando pelo menos um pouco daquele jovem talento que tanto potencial tinha. Reserva da seleção brasileira no título mundial de 2006 e na campanha da prata na Olimpíada de Pequim, o jogador foi extremamente prejudicado por uma grave lesão no ombro direito, diagnosticada em 2008. Até hoje, as dores são constantes.

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“Eu já trabalhei isso na minha cabeça. Nesses anos todos, fiz tudo o que pude para voltar, todos os tipos de tratamento: os tradicionais e os não convencionais também. Fui, inclusive, para os Estados Unidos algumas vezes. Acontece. A vida de um atleta é assim”, comentou o resignado jogador ao Saída de Rede. “A gente lamenta o fato,
né? Onde eu poderia ter chegado e tal… mas, enfim: até onde eu joguei 100%, fiquei satisfeito com a minha carreira”, destacou.

O problema em questão – rompimento do tendão supraespinhal – surgiu quando Samuel foi jogar na Rússia, pelo Lokomotiv Belgorod. No exterior, não foi tratado adequadamente e logo após os Jogos chineses passou por uma cirurgia de reconstrução no local. Mesmo com a alta médica demorou a se recuperar e só foi atuar bem de novo em 2015, quando, inclusive, voltou a ser convocado pelo técnico Bernardinho para a Liga Mundial.

Prata olímpica em 2008, Samuel recusou convocação de Bernardinho em 2015 por achar que não teria condições físicas (Foto: Divulgação/FIVB)

Prata olímpica em 2008, Samuel recusou convocação de Bernardinho em 2015 por achar que não teria condições físicas (Foto: Divulgação/FIVB)

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Mas, ciente das próprias limitações, Samuel disse não ao chamado. “Recusei por saber que meu ombro não iria aguentar a demanda de treinamentos”, explicou o jogador, que cita outros compatriotas para lembrar que não é o único nessa situação. “O Sidão machucou novamente agora, o Murilo não conseguiu mais ter a mesma performance no ataque de quando foi o melhor do mundo… Paciência. São coisas que acontecem”, afirmou.

De volta ao Minas, Samuel não conseguiu evitar que a tradicional equipe de Belo Horizonte fosse eliminada no Mundial de clubes com apenas um set vencido em 10 disputados. Com o time já eliminado, pediu ao técnico Nery Tambeiro para não ser titular no terceiro jogo, contra o Bolivar (Argentina), de forma a preservar o ombro. “Sempre tenho a esperança de fazer uma boa temporada. Ombro operado é delicado, então preciso dosar treino para a fadiga e as dores não aparecerem. Vamos ver como as coisas vão sair”, comentou.

A repórter Carolina Canossa viajou a Betim para a cobertura do Mundial de clubes a convite de Federação Internacional de Vôlei (FIVB)


Giannelli: “A medalha olímpica foi um sonho que virou realidade”
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Carolina Canossa

Gianelli é um dos destaques da seleção italiana (Foto: Divulgação/FIVB)

Giannelli é um dos destaques da seleção italiana (Foto: Divulgação/FIVB)

Quando entrou na quadra do Maracanãzinho para disputar a final olímpica contra o Brasil em 21 de agosto, fazia apenas 11 dias que Simone Giannelli comemorara seu aniversário de 20 anos. No meio da competição mais importante do voleibol mundial, o jovem levantador celebrou a data da maneira que mais gosta, em quadra, ajudando a seleção da Itália a bater os Estados Unidos por 3 sets a 1.

“Não esperava já ter alcançado tudo isso tão jovem, mas o vôlei é minha vida”, comentou o jogador, que voltou ao Brasil agora em outubro com seu clube, o Trentino, para a disputa do Mundial de clubes. “Já ter uma medalha olímpica é fantástico, um sonho que virou realidade”, complementou.

A festa de Giannelli no Rio só não foi maior porque a Itália acabou derrotada pelo Brasil na grande decisão por 3 sets a 0. “Ainda me sinto um pouco triste porque perdi o ouro, mas tenho consciência de que ganhar uma medalha é algo muito, muito importante”, destacou.

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Questionado se acredita que o Brasil veio para a final ainda mais motivado porque os italianos não se esforçaram para derrotar o Canadá na última rodada da primeira fase, quase eliminando os donos da casa, Giannelli ressaltou que não. “Foi uma pena que perdemos aquela final, mas tinha que ser assim. Quando eu penso na Olimpíada, lembro que fizemos um torneio muito bom. Estou orgulhoso do que conseguimos”, afirmou.

No Mundial de Clubes, Giannelli e o Trentino ficaram com a terceira colocação, atrás do campeão Sada Cruzeiro e do vice Zenit Kazan (Rússia).

A repórter Carolina Canossa viajou a Betim para a cobertura do Mundial de clubes a convite de Federação Internacional de Vôlei (FIVB)


MVP do Mundial, William diz: “No Sada Cruzeiro, eu me superei”
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Carolina Canossa

William foi campeão olímpico e mundial de clubes em 2016 (Foto: FIVB)

William foi campeão olímpico e mundial de clubes em 2016 (Foto: FIVB)

Ao ser contrato pelo Sada Cruzeiro em 2010, o levantador William Arjona vinha de uma bem sucedida carreira no voleibol argentino. Durante quatro temporadas no Bolivar, conquistou quatro títulos nacionais e se tornou ídolo local. O apelido de “Mago” veio como consequência de sua habilidade e lhe corou um momento mágico da carreira.

Foi um período tão bom que o próprio jogador duvidava que pudesse repeti-lo no time mineiro. Não poderia estar mais enganado: seis anos depois, William acumula quatro títulos de Superliga, três Sul-americanos e três Mundiais. As boas atuações o levaram à seleção brasileira, sonho que anteriormente parecia tão distante que William chegou a considerar a possibilidade de se naturalizar argentino.

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Ainda no calor da conquista do tri mundial de clubes, William admite que não esperava ter tamanho sucesso no Sada. “Eu achava que nunca mais iria viver o que tinha vivido lá em termos de conquistas. E aqui eu me superei”, refletiu o atleta de 37 anos, eleito o melhor jogador da competição. “Vivi uma fase muito boa na Argentina, aprendi muito e dei um salto de qualidade para o jogo e na minha vida profissional. Mas aqui é incrível”, descreveu.

No meio de tantas taças, o ano de 2016 se revelou especial para William: é que, além do Mundial de clubes, o levantador esteve na campanha que garantiu à seleção brasileira a medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro. Diante de tais fatos, o próprio jogador teve que deixar de lado o hábito de dizer que o melhor ano de sua vida é sempre o que está vivendo. “Com uma Olimpíada no meio, acho que vai ser difícil algum ano ser melhor que este”, brincou.

Isac

Outro jogador para o qual a conquista do Mundial de clubes 2016 teve um sabor especial é o central Isac. Cortado da seleção brasileira às vésperas da Olimpíada do Rio, ele superou não só o abalo psicológico com a oportunidade perdida como também deixou para trás uma lesão nas costas que já vinha lhe incomodando desde a Liga Mundial.

“Qualquer jogador gostaria de estar em uma Olimpíada, mas passou. Sabia da importância que eu tinha para conseguir a vaga, mas não era pra estar lá. O momento era outro, eu não estava bem. E agora o foco é o só o Cruzeiro”, destacou.

A repórter Carolina Canossa viajou a Betim para a cobertura do Mundial de clubes a convite de Federação Internacional de Vôlei (FIVB)


Como um time mineiro dominou o mundo do vôlei em dez anos?
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Carolina Canossa

Sada (Fotos: Divulgação/FIVB)

Desde 2010, Sada ganhou 23 de 29 títulos disputados (Fotos: Divulgação/FIVB)

Betim (MG) – Quando o empresário italiano radicado no Brasil Vittorio Medioli decidiu investir parte de sua fortuna no vôlei, em 2006, a maior intenção era usar o esporte como ferramenta de transformação social para jovens carentes de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. A opção pelo vôlei remeteu à infância dele e do irmão, Alberto, que acompanharam de perto a criação e ascensão do Parma, time que soma oito títulos italianos e um Mundial, o de 1989.

Torcida do futebol abraçou a equipe de vôlei

Torcida do futebol abraçou a equipe de vôlei

Passados dez anos, o projeto chegou a um patamar nunca antes alcançado no voleibol brasileiro: o tricampeonato mundial (2013, 2015 e 2016). Em que pese as inúmeras conquistas das seleções masculina e feminina, o país sempre teve dificuldades em repetir o sucesso entre os clubes. A questão econômica, que dificulta a contratação dos principais astros do vôlei, é o maior entrave. Como, então, o Sada conseguiu mudar essa história e se tornar o clube mais vitorioso do mundo na atualidade, com participação em quatro das últimas cinco finais do Campeonato Mundial? Os fatores abaixo ajudam a explicar:

Investimento alto e bem aproveitado

Apesar de nunca ter apostado na tática de contratar jogadores de elite a peso de ouro para ganhar campeonatos e chamar a atenção da mídia, não dá para dizer que o Sada investe pouco no vôlei: segundo o que o Saída de Rede apurou, os gastos do time mineiro giram em torno de R$ 10 a 13 milhões por temporada. Trata-se de um investimento equivalente ao do tradicional Trentino, da Itália, terceiro colocado no Mundial e maior vencedor da história do torneio. Por outro lado, é a metade dos cerca de R$ 27 milhões gastos pelos russos do Zenit Kazan, arrasados na final deste domingo (23), uma prova da boa administração dos recursos disponíveis.

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Marcelo Mendez

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Associação com o futebol

Depois de passar as duas primeiras temporadas de sua existência na zona intermediária do vôlei nacional, o Sada ganhou um impulso com a parceira com o Cruzeiro, em 2009. Ainda que a associação entre futebol e esporte olímpico às vezes resulte em episódios deploráveis, no caso mineiro serviu para trazer um público desacostumado de vôlei para o lado do time, o que se reflete em ginásios cheios e grande apoio do lado azul do Estado. Atualmente, a equipe comandada pelo técnico Marcelo Mendez usa a estrutura do CT do Barro Preto, em Belo Horizonte, mas as duas partes existem de forma independente. Ou seja: se por algum acaso o Cruzeiro quiser deixar a parceria, o time de vôlei continuará existindo. Ao menos por enquanto, porém, a união tem trazido benefícios para ambos os lados.

Marcelo Mendez

A associação com o Cruzeiro também culminou com a chegada do argentino Marcelo Mendez. Com passagens por times de sua terra-natal e da Itália, além da seleção espanhola, o treinador chegou à equipe de Betim em 2009 depois de uma temporada em Montes Claros. Estudioso, o treinador pôde se desenvolver no time e foi fundamental para a ascensão do Sada. Construiu as bases do projeto apostando em bons nomes, mas pouco badalados até então, caso do levantador William, do líbero Serginho e do ponteiro Filipe. Possui também a capacidade para desenvolver jovens talentos e foi o maior responsável por sacramentar ídolos como Wallace e o cubano Yoandry Leal na elite do vôlei. Tem ainda um bom olho para captar jogadores nas categorias de base do Sada, caso do ponteiro Rodriguinho, que virou titular durante o Mundial devido a lesão na panturrilha de Filipe e correspondeu em quadra. Resultado: desde 2010, são 29 torneios disputados, com 23 títulos.

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Estabilidade

Dinheiro é importante, mas não é tudo no caso do Sada. Apesar do investimento que garante ao projeto uma situação financeiramente confortável, o sucesso do time faz com quem suas principais estrelas sejam constantemente assediadas por rivais do Brasil e do exterior. Ainda assim, a maioria dos contratados opta por permanecer em Minas Gerais graças à estabilidade da iniciativa – nem mesmo a comissão técnica e o staff interno da equipe passaram por grandes mudanças nos últimos anos. A pressão existe, é claro, mas não significa uma cobrança desenfreada em fases ruins, ao contrário do que ocorre com times que injetam uma grana muito alta no vôlei por uma ou duas temporadas. Dos principais jogadores no título mundial em 2013, saíram apenas o oposto Wallace e o central Éder, obrigados a deixar o clube devido ao ranking da CBV, e Douglas Cordeiro, aposentado.

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Contratações pontuais

Bem sucedido e com dinheiro em caixa, o Sada conseguiu trazer excelentes nomes quando precisou ir ao mercado. Na última janela de contratações, por exemplo, fechou com o oposto Evandro, reserva da seleção campeã olímpica na Rio 2016, e com o central cubano Simón – este último, tinha propostas até mais vantajosas financeiramente, mas aceitou o convite do Cruzeiro convencido pelo amigo e compatriota Leal. Ambos tiveram participação fundamental na campanha do tri.

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Linha de passe

Surpreendido na final do Mundial do ano passado pelo saque flutuante dos brasileiros, o Zenit apostou na mesma fórmula este ano em Betim. A tática, porém, não deu certo, já que a recepção formada por Serginho, Rodriguinho e Leal conseguiu constantemente entregar passes “A” para o levantador William, que, assim, pôde usar todo o potencial de ataque à sua disposição. Nem quando os russos voltaram a apostar no viagem, seu ponto forte, o trio sucumbiu.

Saque

O saque, aliás, foi um grande aliado do Sada neste Mundial. Apesar de ter conquistado o mesmo número de aces que o Zenit na final (cinco para cada), o time mineiro conseguiu impedir que os levantadores Butko e Kobzar jogassem com os centrais e complicaram os ataques do astro americano Matthew Anderson, quase sempre perseguido pelo bloqueio. Dos seis sacadores constantes do Cruzeiro, quatro tiverem excelente desempenho no quesito: Leal, Evandro, Rodriguinho e Simón. É muita coisa.

A repórter Carolina Canossa viajou a Betim para a cobertura do Mundial de clubes a convite de Federação Internacional de Vôlei (FIVB)


Time de Thaisa, Eczacibasi é bicampeão mundial
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João Batista Junior

O Eczacibasi montou um timaço e se tornou bicampeão mundial (fotos: FIVB)

O Eczacibasi montou um timaço e se tornou bicampeão mundial (fotos: FIVB)

Convidado para jogar o Mundial feminino de Clubes, o Eczacibasi VitrA se sagrou bicampeão. O clube turco montou uma verdadeira seleção para esta temporada e bateu o Pomì Casalmaggiore, da Itália, por 3 sets a 2 (25-19, 20-25, 25-19, 22-25, 15-11), na manhã deste domingo, em Manila, nas Filipinas. Diferentemente do duelo na primeira fase, quando as italianas perderam sem oferecer resistência, o Eczacibasi suou o uniforme para conquistar a vitória, e ainda teve de virar um placar de 10-8 no tie break.

Foi também o segundo título mundial da central brasileira Thaisa, uma das recém-contratadas pelo Eczacibasi. Campeã em 2012 com o Osasco, a jogadora de meio de rede assinalou dez pontos neste domingo, sendo cinco no ataque, três no bloqueio e dois no saque.

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O jogo
Sem uma ponteira definidora por excelência, o Casalmaggiore conseguiu equilibrar as ações graças à oposta Samanta Fabris, que obteve 22 pontos e à eficiência do bloqueio, que anotou 14 vezes no placar (cinco pontos para Jovana Stevanovic neste fundamento e quatro para Lauren Gibbemeyer).

Também merece destaque a atuação da ponteira titular Lucia Bosetti: ela foi para o banco depois de um primeiro set muito ruim e voltou à quadra na quarta parcial para infernizar a vida das adversárias pela entrada de rede e não sair mais. Contudo, acabou sobrecarregada pela levantadora Carli Lloyd na reta final do tie-break e, numa passagem em que Fabris estava no fundo de quadra, virou presa fácil para o sistema defensivo rival.

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Boskovic teve muita dificuldade quando atacou pela entrada de rede

Boskovic teve muita dificuldade quando atacou pela entrada de rede

O Eczacibasi teve dificuldade no passe e, com isso, a levantadora Maja Ognjenovic pouco utilizou as centrais – somadas, Thaísa e a Rachael Adams atacaram apenas 20 bolas em toda a partida. Esse problema se agravava nas passagens em que a oposta Boskovic atacava pela entrada de rede e a ponteira Larson, pela saída. Foi numa posição dessas no rodízio que uma sequência de Gibbemeyer no saque, no início do segundo set, deixou o placar em 7 a 0 para o Casalmaggiore.

A equipe turca, contudo, tinha um desafogo. Quando mais precisou, o Eczaciibasi VitrA teve Tatiana Kosheleva em jornada inspirada. Contratada há poucos meses e ainda em fase de entrosamento com Ognjenovic, a ponteira russa cresceu no decorrer da competição e fez, neste domingo, sua melhor partida no torneio. Com 23 pontos assinalados (quatro de saque, um de bloqueio, 18 de ataque, sendo um de cabeça), ela foi a maior pontuadora do jogo. A atacante teve aproveitamento de 58% nas cortadas e ainda marcou dois pontos cruciais no tie break: um ataque que raspou no bloqueio e só o video check viu e o ace que fechou o jogo.

Juciely foi destaque do Rexona contra Hisamitsu Kobe

Juciely foi destaque do Rexona contra Hisamitsu Kobe

Quinto lugar
Com uma vitória por 3 sets a 2 sobre o Hisamitsu Springs Kobe (20-25, 25-22, 25-15, 30-32, 15-7), o Rexona-Sesc terminou o Mundial na quinta colocação. Destaque para o bloqueio carioca, que obteve 21 pontos, sendo 16 com as centrais – nove de Juciey, sete de Gabi.

Mesmo com a tradição do voleibol brasileiro e com os títulos que a equipe já conquistou no cenário nacional e continental, não dá para falar em decepção, já que as cariocas jogaram perderam para as equipes que decidiram o título apenas no quinto set.

A medalha de bronze do torneio ficou com o VakifBank, da Turquia, que superou o Volero Zürich, na madrugada deste domingo, com o placar de 3 a 1 (25-14, 21-25, 25-22, 25-11).