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Arquivo : Mundial de clubes feminino

Chegaram os playoffs e desafio dos favoritos é manter o foco na Superliga
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João Batista Junior

Semana dos dois maiores clubes de vôlei feminino do país foi bem agitada (foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se os holofotes do vôlei feminino nacional, normalmente, já estão sobre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, imagine num semana em que há o anúncio de que as cariocas vão perder o principal patrocinador ao final da temporada e na qual as osasquenses recebem um convite para participar do Mundial de Clubes? É nessa toada que a Superliga chega à fase de playoffs e é por isso que o cuidado das favoritas de sempre deve ser redobrado.

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Vôlei Nestlé e Fluminense inauguram os mata-matas da Superliga feminina nesta quinta-feira, a partir das 21h55, em Osasco. Vai ser diante de um elencos dos mais experientes que o time de Osasco vai ter de mostrar se está com a cabeça no campeonato nacional ou se já está em contagem regressiva para o mundial, em maio, na cidade de Kobe (Japão).

No primeiro turno, Tandara enfrenta bloqueio do Fluminense (Bruno Lorenzo/Fotojump)

Osasco venceu um duelo particular com o Praia Clube e terminou com a segunda melhor campanha da fase classificatória, com 17 vitórias em 22 partidas. A equipe tem o ataque mais eficiente da competição, de acordo com os números da CBV, não perdeu nenhuma vez em casa e venceu o rival desta noite duas vezes – 3-1, no Rio, no primeiro turno, 3-2 em Osasco, no returno.

O Fluminense subiu da Superliga B e teve uma trajetória sem grandes riscos: venceu metade dos jogos que disputou e conquistou a vaga nos playoffs com algumas rodadas de antecedência. Trata-se de um time que tem jogadoras com passagem por grandes clubes do país e pela seleção brasileira, como Sassá, Jú Costa, Renatinha, e que tem a quarta melhor defesa do campeonato – de acordo com as estatísticas oficiais.

É claro que os predicados do tricolor carioca não diminuem o favoritismo osasquense na partida nem na série, mas lembram que, em setembro passado, o Fluminense surpreendeu o Rexona, que se preparava para jogar o Mundial das Filipinas, e levantou o título carioca.

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Já as atuais campeãs nacionais estreiam nos mata-matas na sexta-feira, às 21h30, contra o Pinheiros. Não bastasse a expectativa pela proximidade do Mundial ser um empecilho natural para manter as vistas sobre o adversário das quartas de final da Superliga, o clube também teve de se esforçar para tranquilizar a torcida e explicar que a parceria com o Sesc vai prosseguir e, dessa forma, o projeto se mantém ativo na temporada que vem, como o próprio Bernardinho disse em entrevista ao Saída de Rede.

Como costuma fazer nos playoffs, o Rexona-Sesc escolheu jogar a primeira partida fora de casa, o que pressiona o rival a largar com um bom resultado, se pretende algum êxito na série. Curioso é que nos duelos entre as duas equipes na fase classificatória, o time do Rio venceu por 3-0 em São Paulo e precisou do tie break, no returno, para manter a invencibilidade em casa. O Pinheiros, por sua vez, bateu o Vôlei Nestlé e o Camponesa/Minas no ginásio Henrique Villaboin, mas em seu reduto acabou superado pelo Renata Valinhos/Country, que terminou na lanterna da competição e não havia vencido ainda.

Ressalte-se que é um confronto entre o primeiro colocado e a equipe oitava colocada na classificação: enquanto o Rexona só perdeu uma partida em todo o campeonato, o Pinheiros tem dez vitórias e 12 reveses. Mesmo com a semana conturbada que teve, é difícil pensar que as cariocas não cheguem às semifinais.

EQUILÍBRIO POSSÍVEL
Se, nesta primeira rodada dos playoffs, o risco maior para duas primeiras colocadas da Superliga está em fatores externos, as representantes mineiras encaram adversárias que, pelo retrospecto da fase classificatória, têm bons motivos para sonhar com as semifinais.

Minas vs. Bauru: fator casa para mineiras, vantagem na temporada para paulistas (Orlando Bento/MTC)

Sábado, o Dentil/Praia Clube recebe o Terracap/BRB/Brasília em Uberlândia, às 18h. Nos dois jogos entre as equipes na fase de classificação, venceu quem jogou fora de casa: 3-0 para as brasilienses no primeiro turno, 3-1 para as praianas no returno.

O detalhe é que houve quem atribuísse a fácil vitória do Brasília em Minas à ausência da ponteira norte-americana Alix Klineman, contundida à época. Agora, mais uma vez, o Praia se vê diante da possibilidade de ter um desfalque importante: a meio de rede Fabiana sofreu uma lesão no pé esquerdo, sexta-feira passada, na derrota para o time do Rio, e é dúvida para o jogo.

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A partida que fecha a rodada de abertura dos mata-matas é entre Camponesa/Minas e Genter Vôlei Bauru, às 20h30 do sábado, em Belo Horizonte – quarto e quinto colocados, respectivamente, na fase classificatória. O jogo figurou na tabela da primeira rodada de cada turno e o vencedor foi quem jogou em casa: as bauruenses aplicaram um 3-1 no interior paulista, e, já com Hooker em quadra e Jaqueline estreando na competição, as mineiras fizeram 3-2 na capital mineira. Noutras palavras: Minas tem a vantagem de jogar em casa numa hipotética terceira partida, mas Bauru foi melhor no confronto direto.

O encontro entre Vôlei Nestlé e Fluminense, nesta quinta-feira, será transmitido pela RedeTV! Os demais jogos da rodada feminina serão exibidos pelo SporTV.


Rexona falha na hora da decisão e se complica no Mundial
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Carolina Canossa

Monique terá que jogar bem melhor para o Rexona bater o Eczacibasi (Fotos: Divulgação/FIVB)

Monique terá que jogar bem melhor para o Rexona bater o Eczacibasi (Fotos: Divulgação/FIVB)

No jogo chave para suas pretensões no Mundial de clubes, o Rexona-Sesc falhou: diante do campeão europeu Pomi Casalmaggiore, da Itália, o time brasileiro acabou derrotado por 3 sets a 2 e viu sua situação no torneio se complicar bastante. As parciais foram de 17-25, 25-20, 25-20, 19-25 e 18-16.

Para avançar às semifinais e seguir na luta pelo inédito título, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho terá que bater o fortíssimo Eczacibasi, da Turquia, nesta quinta-feira (20), às 3 horas da manhã (horário de Brasília) – em teoria, é até possível avançar com um resultado negativo, mas essa possibilidade depende de uma improvável derrota do Casalmaggiore para o time local, o PSL – F2 Logistics Manila no duelo das 9h30.

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Mundial de clubes é dura missão para o Rexona-Sesc

Pode-se dizer que o Rexona perdeu para si mesmo nesta quarta-feira (19): quando conseguiram jogar o seu máximo, caso do primeiro set, as brasileiras foram amplamente superiores. Arriscando um saque viagem, as jogadoras do time carioca quebraram a recepção adversária e ainda contaram com Roberta inspirada na distribuição das jogadas. Mas, pouco a pouco, tanto o bom serviço quanto a levantadora foram saindo do jogo.

O Casalmaggiore aproveitou para reagir principalmente através da croata Samanta Fabris. Com o time acuado, até a consagrada Fabi passou a errar na recepção e a vitória da equipe italiana virou questão de tempo. Foi então que, com 3-8 no quarto set, a ponteira Gabi chamou a responsabilidade e, após uma sequência de ótimos saques, conseguiu ressuscitar o time. A vantagem no placar foi mantida após a ousada de inversão de Bernardinho, que promoveu Camila Adão e Helô ao time titular.

Gabi chamou a responsabilidade a partir do quarto set, mas não foi suficiente

Gabi chamou a responsabilidade a partir do quarto set, mas não foi suficiente

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Gabi seguiu brilhando no tie-break, mas faltou alguém para dividir a responsabilidade da decisão com ela. Depois de desperdiçar três match points, o Rexona viu o Casalmaggiore fechar o jogo na primeira oportunidade. “Perdemos a confiança, começamos a errar e a sacar muito mal”, lamentou o técnico Bernardinho, que viu sua oposta titular, Monique, fazer uma partida fraca: apenas oito pontos em cinco sets.

Diante de um time que conta com nomes como Thaísa, Kosheleva e Boskovic, entre outras estrelas, será preciso que a oposta faça bem mais que isso – caso contrário, as chances de vitória ficam ainda mais reduzidas. “Vamos fazer nosso melhor contra o Eczacibasi, temos que tentar”, complementou o treinador, que certamente não gostaria de estar fazendo seu segundo duelo de vida ou morte ainda na primeira fase do Mundial de clubes.

Nas outra partida do dia nas Filipinas, o Volero Zurich, das brasileiras Fabíola e Mari Paraíba, assegurou um lugar na próxima fase ao bater o Hisamitsu Springs Kobe, do Japão, por 25-19, 25-15 e 25-17. Titular, a levantadora conseguiu um ponto e acionou bastante a ucraniana Olesia Rykhliuk, maior pontuadora do duelo com 19 bolas no chão. Já a ponteira atuou apenas em parte do terceiro set e também fez um ponto na única bola que recebeu.


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