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Arquivo : Minas

Sesi mostra força em momento decisivo da temporada
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Carolina Canossa

Murilo (camisa 8) permitiu que o ponteiro improvisado Alan ficasse à vontade no ataque (Foto: Divulgação/Sesi)

Foi mais tranquilo que o esperado. Muito mais, na verdade. Depois de duas partidas só encerradas no tie-break durante a fase classificatória e um primeiro duelo que exigiu uma virada daquelas, o Sesi garantiu seu lugar na semifinal da Superliga masculina de vôlei ao fechar a série das quartas de final contra o Minas em três partidas.

A vitória em parciais diretas neste domingo (26), na Vila Leopoldina, marcou uma das melhores atuações dos comandados de Marcos Pacheco na temporada. E isso, curiosamente, aconteceu logo após o time perder um de seus melhores jogadores, o ponteiro Douglas Souza, que sofreu uma ruptura no abdômen.

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A ausência de Douglas Souza obrigou a comissão técnica a improvisar o oposto Alan na entrada de rede. Mesmo não sendo um especialista na posição, o jovem cumpriu bem sua missão: evitar que Theo ficasse sobrecarregado no ataque, já que a volta de Murilo (outro que sofreu com problemas físicos recentemente) até aumentou o equilíbrio no passe. Vantagens de ter um jogador deste porte, ao lado do líbero Serginho, em seu elenco…

Sada fechou sua série com tranquilidade, apesar dos esforços do Canoas (Foto: Renato Araújo/Divulgação Sada Cruzeiro)

Com a bola na mão, o levantador Bruno fez o jogo fluir – não por acaso, foi um central, Lucão, o melhor jogador da partida. Contribuíram, é claro, o saque ruim do Minas e a falta de efetividade de seus principais atacantes, Bisset e Felipe, mas não dá pra negar que o time paulistano chega às semifinais com o ânimo lá no alto.

Resta saber se a equipe conseguirá manter tal consistência diante de um adversário mais forte – possivelmente, a Funvic Taubaté, que nesta segunda-feira (27) pode fechar a série contra o JF Vôlei. O Minas, por sua vez, sai da competição um pouco aquém das expectativas, visto que tinha potencial para levar a série mais longe, especialmente diante dos problemas de lesão que afetaram o elenco do Sesi.

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Sada Cruzeiro

O Sesi é a segunda equipe a se garantir entre as quatro melhores da Superliga, já que na noite de sábado (25), o Sada Cruzeiro havia confirmado seu lugar ao bater o Lebes/Gedore/Canoas por 3 sets a 1. Na série mais previsível de todas, o time mineiro encarou um adversário esforçado, mas de um nível inferior e só foi ameaçado quando relaxou demais. Segue favoritíssimo ao título e agora espera o vencedor do confronto entre Vôlei Brasil Kirin e Montes Claros (2 a 0 para a equipe paulista).

Resultados da 3ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Sesi 3 x 0 Minas (25-22, 25-20 e 25-22)
Sada Cruzeiro 3 x 1 Lebes/Gedore/Canoas (25-16, 25-18, 21-25 e 25-19)
Funvic/Taubaté x JF Vôlei – segunda, às 18h30
Brasil Kirin x Montes Claros – quinta, às 21h55


Sada favorito e promessa de emoção: os playoffs da Superliga masculina
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Carolina Canossa

Cruzeiro: somente uma derrota, que veio quando titulares descansaram (Foto: Divulgação)

Se ontem já falamos do equilíbrio de forças dos playoffs da Superliga feminina de vôlei, agora é a vez dos homens. Apesar do imenso favoritismo do Sada Cruzeiro, que só perdeu um jogo até agora (no qual atuou com reservas), não dá pra dizer que é barbada apontar os quatro semifinalistas da competição. Exceto justamente a disputa do time mineiro contra o Lebes Gedore Canoas, os demais confrontos prometem jogos equilibrados e interessantes disputas individuais.

Inclusive, não se surpreenda se algum time badalado for eliminado logo nesta primeira rodada de mata-mata, que será disputada em cinco partidas. Os duelos começam na noite desta sexta, às 19 horas, com Sada x Canoas, seguem com dois jogos na tarde de sábado (14h10 e 15h30) e se encerram no domingo às 15 h. O SporTV transmite todos, exceto Sesi x Minas, que ficará por conta da RedeTV!.

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Abaixo, você confere o que esperar das quartas de final do principal torneio de clubes do Brasil:

Assistente da seleção, Fronckowiak tem missão quase impossível nos playoffs (Foto: Matheus Beck/Canoas)

Sada Cruzeiro (1º) x Lebes Gedore Canoas (8º)

Olhando individualmente, é possível encontrar alguns bons valores na equipe gaúcha: o ponteiro Gabriel, por exemplo, fez um primeiro turno formidável, enquanto o central o central Ialisson chamou a atenção durante o returno. Os grandes craques do time, porém, estão fora da quadra: campeão olímpico e bi mundial com a seleção
brasileira, Gustavo Endres é o supervisor, enquanto Marcelo Fronckowiak se sagrou campeão da Superliga com o RJX em 2012/2013 e recentemente assumiu o posto de assistente técnico de Renan Dal Zotto na seleção brasileira.

Mas, se há quatro anos Fronckowiak conseguiu o feito de bater justamente o Sada Cruzeiro na decisão, a missão agora será bem mais dura. Além do elenco inferior, Canoas não tem um sistema defensivo consistente, algo essencial para enfrentar um time com o poder de saque e ataque que os mineiros possuem. Para complicar, o Sada passou por poucas modificações em seu elenco nos últimos anos e provou sua força ganhando seus três títulos mundiais desde então. Sendo o único time que entra nos playoffs com mais derrotas que vitórias (14 a 8), Canoas já terá feito bem o seu papel se vencer um dos cinco duelos programados pras quartas.

Funvic Taubaté (2º) x JF Vôlei (7º)

Taí um confronto que vai ser interessante de assistir: apesar de contar com um elenco experiente, com três campeões olímpicos e jogadores que passaram pela seleção brasileira, Taubaté só adquiriu mais consistência após a virada do ano, quando passou a se adaptar melhor aos problemas físicos de Ricardo Lucarelli, que provocaram muitas ausências. Juiz de Fora, por sua vez, encarna o perfeito penetra que só está esperando uma oportunidade para aprontar uma ainda maior. Potencial ali existe e os paulistas puderam aprender isso com um 3 a 2 sofrido na última rodada da fase classificatória.

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Minas precisa melhorar o saque para passar pelo Sesi (Foto: Divulgação)

Olho vivo em um confronto particular entre opostos: de um lado, Wallace, que se consagrou perante o público em geral como “macho-alfa”, a bola de segurança, da vitoriosa campanha brasileira na Rio 2016. Somente um jogador fez mais pontos que ele nesta Superliga e é justamente Renan Buiatti. Com 2,17 m, o atacante de saída de rede do JF Vôlei vive a melhor fase de sua carreira após um passagem de altos e baixos, além de lesões, pelo voleibol italiano.

Sesi (3º) x Minas (6º)

Mais um confronto no qual não devemos nos enganar pelos nomes que vemos no papel: nos dois jogos realizados até agora, a badalada equipe paulista e o tradicional time mineiro jogaram os dez sets possíveis, com uma vitória para cada lado. Ou seja: a possibilidade de novos duelos longos é bastante alta.

Diria hoje que há um leve favoritismo para o Sesi, uma vez que o Minas tem apresentado claras dificuldades no saque ao longo da competição. A equipe de Belo Horizonte aumentará bastante suas chances se seus bons atacantes forem mais consistentes e deixarem tantos altos e baixos para trás. Nesta série, o aspecto físico certamente será um fator com mais importância que o normal.

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Brasil Kirin fez um bom time após correr o risco de acabar (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vôlei Brasil Kirin (4º) x Montes Claros (5º)

Depois de sofrer uma ameaça de sequer participar desta Superliga devido a um corte de verbas causado pela crise econômica, os atuais vice-campeões do torneio montaram um elenco razoável para a atual temporada. Perderam Lucas Loh, Piá e Wallace Martins, é verdade, mas conseguiram manter o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, dois dos destaques da campanha anterior. Ainda que o Brasil Kirin não tenha conseguido bater de frente com o trio de favoritos (Sada, Taubaté e Sesi) em número de pontos, chegou a derrotar a equipe paulistana em uma oportunidade e fez uma boa campanha com times de investimento igual ou inferior, sem grandes sustos.

Peraí, eu escrevi “sem grandes sustos”? Neste caso, exclua da lista justamente o Montes Claros. Isso porque o time mineiro bateu o de Campinas por 3 a 1 no primeiro turno e vendeu caro a derrota na volta, no tie-break. Montes Claros conta com Luan Weber como destaque, além de um saque capaz de fazer estragos em muitas recepções por aí – alguns deles são feitos pelo levantador Murilo Radke, que também tem cumprido sua função principal com competência. Aos 28 anos, o armador gaúcho será essencial para escapar do bem postado bloqueio paulista.

E na sua opinião, quem passa para a próxima fase? Deixe seus palpites na caixa de comentários abaixo.


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Carolina Canossa

Duelo entre Brasil Kirin e Sesi em Belém (PA) foi o maior público da Superliga 2016/2017 (Foto: Divulgação/CBV)

Medalhistas olímpicos (incluindo 21 campeões), estrangeiros de alto nível, técnicos gabaritados e jogos emocionantes. Motivos não faltam para o torcedor assistir pessoalmente a partidas da atual edição das Superligas masculina e feminina de vôlei. Mas quem será que consegue atrair a maior quantidade de pessoas?

O Saída de Rede foi atrás desta resposta e chegou a conclusões surpreendentes. Após analisarmos o público de todos os jogos da competição disputados até a última sexta-feira (17), descobrimos que o time que mais recebe apoio quando tem o mando do jogo é o Copel/Telecom/Maringá, que provavelmente nem vai disputar os playoffs. Atualmente 10º colocado na tabela, o time presidido pelo levantador Ricardinho (que também continua atuando) costuma atrair 2933 pessoas cada vez que joga no ginásio Chico Neto.

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Em seguida aparece outro time sem grandes estrelas, o Montes Claros Vôlei. Com uma média de 2813 presentes a cada duelo em casa, a torcida do norte de Minas mostra que a fama de “fanática” é real. Em terceiro lugar, está o Vôlei Brasil Kirin, cuja média acabou impulsionada pelas 7450 pessoas que compareceram ao ginásio Mangueirinho, em Belém (PA), para ver o duelo contra o Sesi, maior público da disputa até o momento.

Norte também impulsiona o campeão de público feminino

Programar partidas para cidades que dificilmente recebem jogos de vôlei também se revelou uma estratégia eficaz na Superliga feminina. Já sem chances de ir ao mata-mata, o São Cristóvão Saúde/São Caetano lidera a média de pessoas por jogo na competição graças à iniciativa de levar os confrontos contra Dentil/Praia Clube, Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc para Manaus. Ao todo, são 1854 torcedores por jogo da equipe, média que desaba para 388 se consideramos apenas os confrontos que foram realizados na cidade do ABC Paulista.

Após eventos com o ginasta Arthur Zanetti em Manaus, time do ABC Paulista mandou três jogos com excelente público na capital do Amazonas (Foto: Divulgação)

Técnico de São Caetano, Hairton Cabral é só elogios para a iniciativa que foi liderada pelo vice-presidente do clube, Marcel Ferraz Camilo, após eventos com o ginasta Arthur Zanetti na região. “Pra gente foi muito bom. Percebemos um público carente de voleibol, mas que gosta muito do esporte. Me surpreendeu como as pessoas lá acompanham, conheciam todos nós. Fomos muito bem recebidos lá e esperamos ter outras parcerias como esta nas próximas temporadas”, destacou o experiente treinador. “A gente só tem uma ideia da grande dimensão da Superliga quando saímos de São Paulo”, complementou.

Se levarmos em conta somente as partidas realizadas nas proximidades em que o clube está sediado,  Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé aparecem praticamente empatados na primeira posição, com respectivamente 1641 e 1640 pessoas por jogo – o time de Belo Horizonte, aliás, viu o interesse do público aumentar gradativamente após a contratação de duas estrelas de porte mundial, a oposta americana Destinee Hooker e a ponteira brasileira Jaqueline Carvalho.

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Outras conclusões interessantes:

– Vencedor das últimas quatro temporadas, o Rexona-Sesc tem uma média de público baixa quando joga em casa, no Tijuca Tênis Clube: 828 pessoas em um espaço em que oficialmente cabem 2300. Curiosamente, porém, o time atrai muito público quando é visitante: esteve em quadra no maior público registrado por Renata Valinhos/ Country, Genter Vôlei Bauru, Rio do Sul e Dentil/Praia Clube, por exemplo.

Chegada de Hooker e Jaque impulsionou média de público do Camponesa/Minas (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

– Ciente do interesse que desperta, a diretoria do Rexona já anunciou que jogará as três últimas partidas da fase classificatória e as quartas de final em um espaço maior, a Arena da Barra. Para estas partidas, serão abertos dois níveis do ginásio, disponibilizando uma capacidade para 4700 pessoas

– Fenômeno parecido com o do Rexona ocorre com o Sesi, no masculino. O quarteto formado por Bruno, Murilo, Lucão e Serginho atrai muita gente para as partidas em que a equipe paulistana joga fora de casa, mas em seus próprios domínios a média é baixa: 692 pessoas por jogo. A explicação aqui, porém, tem a ver com o espaço: o ginásio da Vila Leopoldina abriga somente 800 pessoas

– Os jogos do masculino, em geral, tem atraído mais público que os do feminino: reflexo do fato de mais jogadoras badaladas estarem atuando fora do Brasil que entre os homens?

– Os excelentes públicos nas partidas realizadas na região Norte do país mostram que a iniciativa deveria ser repetida mais vezes. Aliás, boa parte dos Estados brasileiros sequer contam com times na competição. Público para prestigiar o vôlei há, basta trabalhar para levar a modalidade até as pessoas.

Confira as médias de público de cada um dos times da Superliga:

Masculino
2933 pessoas por jogo –  Copel/Telecom/Maringá
2813 – Montes Claros
2548 – Vôlei Brasil Kirin (sem a partida realizada no Pará, o número cai para 1847)
1907 – Funvic Taubaté
1641 – Sada Cruzeiro
1325 – Bento Vôlei/Isabela
937 – Minas
760 – Caramuru/Vôlei Castro
692 – Sesi-SP
642 – São Bernardo
460 – Lebes Gedore Canoas
388 – JF Vôlei

Feminino
1854 pessoas por jogo – São Cristóvão Saúde/São Caetano (sem os duelos de Manaus, a média vai para 388)
1641 – Camponesa/Minas
1640 – Vôlei Nestlé
1439 – Dentil/Praia Clube
1136 – Rio do Sul (sem o jogo contra o Rexona, que teve 4278 torcedores, a média cai para 743)
1246 – Genter Vôlei Bauru
1121 – Terracap/BRB/Brasília
982 – Renata Valinhos/Country
828 – Rexona-Ades
595 – Sesi
529 – Pinheiros
488 – Fluminense


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Carolina Canossa

Selfie da líbero Fabi já virou tradição no Rexona (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Selfie coletiva comandada pela líbero Fabi já virou tradição no Rexona (Fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Sinônimo de tradição no voleibol brasileiro, o Minas tem investido alto para voltar a ocupar uma posição de protagonista no esporte. A parceria com o Leites Camponesa, por exemplo, levou a Belo Horizonte duas grandes jogadoras do cenário internacional: a oposta americana Destinee Hooker e a ponteira brasileira Jaqueline Carvalho, que recentemente se uniram a um elenco promissor, que conta com Carol Gattaz, Léia, Rosamaria, Naiane e Pri Daroit. No comando está Paulo Coco, profissional experiente que foi duas vezes campeão olímpico como assistente de José Roberto Guimarães na seleção brasileira.

Os resultados não tardaram a acontecer: na noite deste sábado (28), o Minas voltou a disputar um título de relevância nacional, a Copa Brasil. A empolgante vitória sobre o Vôlei Nestlé animou os fãs de esporte a ponto de alguns torcedores do Rexona-Sesc, adversário da final, dizerem no Facebook do Saída de Rede que nem ficariam tristes em caso de derrota…

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Só que contra um papa-títulos como a equipe carioca é preciso ter muito mais que vontade: tem que jogar próximo do 100% o tempo inteiro. E não foi desta vez que o Minas conseguiu. Na verdade, quem fez uma apresentação de excelente nível foi justamente o Rexona, com poucos erros, linearidade nas ações e eficiência na virada de bolas de todas as atacantes. Uma performance com o selo Bernardinho de qualidade, coroada por um 3 a 0 (25-15, 25-21 e 25-20) no placar.

Sem conseguir incomodar as rivais no saque, o Minas permitiu que a levantadora Roberta acionasse à vontade a oposta Monique e as ponteiras Anne Buijs e Gabi – exceto no começo do terceiro set, as três ignoraram o bloqueio mineiro, que é o melhor da Superliga e foi decisivo na vitória contra Osasco. O serviço do Rexona, por outro lado, fez estragos na linha de passe do Minas, infernizando Pri Daroit. Nem a líbero Léia escapou do sofrimento, especialmente com os rasantes direcionados para o seu lado direito.

Bloqueio do Minas, que é o melhor da Superliga, foi praticamente ignorado pelas atacantes do time carioca

Bloqueio do Minas, que é o melhor da Superliga, foi praticamente ignorado pelas atacantes do time carioca

Paulo Coco apelou ao banco para tentar mudar os rumos da partida, substituindo a levantadora Naiane pela experiente Karine e Rosamaria por Jaqueline. Com elas em quadra, o Minas melhorou, mas não o suficiente para anular outra característica do Rexona: é raro que as jogadoras da equipe carioca sofram uma queda brusca na performance, ainda que  errem, sejam pressionadas pelo adversário ou se envolvam em alguma polêmica com a arbitragem. É como se elas se esquecessem rapidamente o que passou e voltassem a se concentrar no que está dando certo, uma característica que foge ao padrão do voleibol feminino.

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Apesar da decepção da derrota em sets diretos, os torcedores do Minas não devem desanimar: a Copa Brasil provou que o time pode sim ir longe na Superliga. Só para ficar nas contratações mais badaladas, Hooker tem mostrado que talento não se esquece e Jaqueline que pode contribuir demais no volume de jogo – aliás, não entendi o porquê de Coco praticamente ter ignorado a formação com ela e Rosamaria em quadra ao mesmo tempo. Desde que as estrelas chegaram, o Minas só perdeu duas vezes, ambas justamente para o Rexona, que, por atuações como a deste sábado, segue como o time a ser batido no Brasil.

O espaço abaixo é para você, leitor: o que achou da final em Campinas?


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Carolina Canossa

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os triunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Manutenção do elenco e técnico Bernardinho são os trunfos do Rexona (Foto: Divulgação)

Depois de um 2016 tão intenso, chega a ser surpreender a constatação de que o primeiro turno de ambas as Superligas de vôlei acabou. Não parece, mas metade da fase classificatória da competição já foi disputada. Aproveitando o fim do ano e a pausa nos jogos – o tradicional Top Volley, na Suíça, não é disputado desde 2014 -, o Saída de Rede faz uma análise do desempenho de cada um dos participantes da Superliga feminina levando em conta o quesito expectativa vs realidade.

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Foi impossível escapar das primeiras colocações da tabela ao analisar os times que mais empolgaram na competição até agora. Como deixar ignorar a equipe que, mesmo perdendo sua principal jogadora na temporada anterior (Natália), ainda consegue permanecer na liderança com relativa tranquilidade? Por mais que a substituta Anne Buijs viva altos e baixos, o entrosamento adquirido nos anos anteriores e a capacidade tática do técnico Bernardinho mantêm o Rexona-Sesc à frente dos rivais, com apenas uma derrota – e por 3 a 2 – nos 11 jogos já realizados.

O Vôlei Nestlé, por sua vez, começou a temporada com uma mudança no padrão de investimento. Segundo a própria comissão técnica e os dirigentes do clube, era hora de deixar as “grandes estrelas” um pouco de lado e apostar em jogadoras que podem integrar a geração Tóquio 2020. Está dando certo: depois de um início com algumas derrapadas, o tradicional time paulista foi se acertando e, em que pese o vacilo contra o Dentil/Praia Clube, mostrou sua força ao impor o único resultado negativo ao Rexona até agora.

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Tandara foi o destaque do Vôlei Nestlé na reta final do turno (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Derrapadas também deram o tom do começo de Superliga do Genter Vôlei Bauru. Beneficiado pelo excelente relacionamento e pela expertise do técnico Marcos Kwiek na República Dominicana, o time do interior de São Paulo conseguiu trazer a excelente líbero Brenda Castillo e ainda apostou em Prisilla Rivera e Mari Steinbrecher, duas jogadoras de talento, mas que não viviam a melhor fase. Por enquanto, quem está brilhando mesmo é “baixinha” Thaisinha, de 1,74m, mas Bauru já mostrou que pode fazer estragos na hora do mata-mata.

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Não podemos nos esquecer, claro, do terceiro colocado Terracap/BRB/Brasília. Primeira experiência do ex-oposto da seleção Anderson Rodrigues como técnico, a equipe do Planalto Central fez um primeiro turno consistente, com sete vitórias por sets diretos, resultado que poucos poderiam imaginar no início da competição. Se continuar nesse ritmo, certamente vai se consolidar como aquele rival “encardido” e indesejado na hora dos playoffs.

sinais analise superliga amareloSinal amarelo

Nesse categoria entram os times que, se por um lado não empolgaram, tampouco podem ser classificados como uma decepção até o momento. A lista é encabeçada pelo Camponesa/Minas, que apresentou uma clara melhora após a estreia da oposta Destinee Hooker, em dezembro, e possui perspectivas ainda melhores quando a contratação Jaqueline tiver condições de jogo (logo no início de 2017, espera-se). No papel, é um elenco para incomodar bastante e beliscar um lugar no pódio.

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Vice-campeão paulista, o Pinheiros possui uma campanha igual (cinco vitórias e seis derrotas) ao do Fluminense, time que espantou o mundo do vôlei ao tirar o título carioca do Rexona em setembro. Tratam-se de elencos montados para conseguirem uma vaga entre os oito melhores da competição e nada além disso – mesmo positivos, os resultados dos Estaduais devem ser encarados mais como uma exceção do que como regra.

sinais analise superliga vermelhoSinal vermelho

Depois de chegar pela primeira vez à final da Superliga, o Dentil/Praia Clube não só manteve sua principais atletas como também se reforçou com a central Fabiana. Virou favorito ao título, mas o que estamos vendo em quadra é uma equipe desorganizada e que deixou 2016 com uma péssima impressão, frustrando a torcida. É verdade que os problemas físicos da própria Fabiana e da americana Alix Klineman atrapalharam, mas ainda assim não são justificativas para a quinta posição na tabela. Olhando pelo aspecto positivo, a equipe de Uberlândia é, junto do Minas, a que mais tem espaço para crescer no restante da competição.

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Picinin: lesões atrapalharam, mas Praia tem elenco para ir muito além do quinto lugar (Foto: Divulgação/CBV)

Já no Sesi, o intenso corte de investimento está sendo sentido em quadra, com apenas uma vitória até o momento: exceção feita a Lorenne, o elenco desta temporada simplesmente não está funcionando, o que começa a alimentar boatos colocando em dúvida a continuidade do projeto após a Superliga. Quem também está batendo cabeça é Rio do Sul: sem o técnico Spencer Lee, agora assistente em Osasco, o simpático time catarinense perdeu sua principal referência e é outro que está fora da zona de classificação para os playoffs – na última temporada, com uma forte campanha em casa, o time atingiu esse objetivo com facilidade.

Por fim, São Cristóvão Saúde/São Caetano e Renata Valinhos/Country, respectivamente nono e 12º colocados na Superliga, parecem apenas cumprir tabela até o fim da disputa. O simples fato de continuarem investindo em esporte olímpico em momento de crise econômica deve ser louvado, claro, mas outras equipes de orçamento semelhante já mostraram que é possível ir além. Com uma forte Superliga B se desenhando, estes projetos precisam ficar atentos para não serem ainda mais ofuscados no cenário nacional.

E você, o que achou da Superliga até o momento? Deixe sua opinião na caixa de comentários!


Rodada 7 da Superliga tem jovens opostos em alta e Taubaté em baixa
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Carolina Canossa

Luan Weber somou 50 pontos pelo Montes Claros nas duas últimas rodadas (Fotos: Divulgação)

Luan Weber somou 50 pontos pelo Montes Claros nas duas últimas rodadas (Foto: Divulgação)

Com mais da metade do primeiro turno das Superligas feminina e masculina de vôlei já jogados, as desculpas de falta de ritmo e pouco entrosamento não colam mais. Os pontos fortes e as deficiências de cada uma das 24 equipes da disputa estão escancarados, assim como os destaques individuais da competição.

Realizada entre quinta-feira (30) e o sábado (3), a sétima rodada da competição serviu para confirmar a ascensão de duas equipes de porte médio, uma de cada naipe: o Terracap/BRB/Brasília entre as mulheres e o Montes Claros Vôlei na disputa de homens. Já Dentil/Praia Clube e a Funvic/Taubaté vivem momento preocupante para seus torcedores. Baseado nos últimos resultados, fizemos o retrato do momento na principal competição de clubes do país:

#ForçaChape: Superliga mostra solidariedade após tragédia com time catarinense

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SOBE

Luan
Em teoria, o Montes Claros Vôlei viveria um momento complicado na tabela ao encarar dois dos favoritos ao pódio na sequência. Na prática, o que aconteceu foi o fim das invencibilidades de Funvic/Taubaté e do Vôlei Brasil Kirin. E o “culpado” disso atende pelo nome de Luan Weber. Figurinha frequente nas categorias de base da seleção brasileira, o oposto dá sinais de ter se encontrado na equipe do norte de Minas, o sétimo clube de sua carreira. Somente nas partidas contra os rivais do interior paulista, foram 50 pontos (26 contra o time do Vale do Paraíba e 24 contra Campinas), número que o fez subir meteoricamente na lista dos maiores pontuadores da competição, onde atualmente é o terceiro colocado. Resta saber como ele reagirá ao reforço na marcação individual que certamente virá nas próximas rodadas.

Lorenne
Se a jovem atacante já vinha se destacando nos resultados negativos da equipe feminina do Sesi, a história não poderia ser diferente quando a equipe do técnico Juba finalmente conseguiu sua primeira vitória na competição. Foram 32 bolas no chão, todas em ataques, na virada por 3 a 1 sobre o Renata Valinhos/Country. É verdade que o fraco rival não pode servir como único parâmetro, mas a mineira é um diamante a ser lapidado e, levando o time nas costas agora, vai ganhar experiência suficiente para encarar a responsabilidade de defender equipes com grandes investimentos na próxima temporada.

Cezar Douglas precisa melhorar urgentemente a linha de passe (Foto: Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Cezar Douglas precisa melhorar urgentemente a linha de passe (Foto: Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Campeões
É verdade que Rexona-Sesc e Sada Cruzeiro ainda não encararam seus grandes rivais na Superliga, mas os atuais campeões da Superliga não têm dado espaço para zebra: nos sete jogos que cada um realizou até agora, foram sete vitórias e apenas uma parcial perdida. Curiosamente, o próximo desafio de ambos será contra as duas forças ascendentes desta edição, o Brasília e o Montes Claros. Taí dois bons jogos pra ficar de olho nesta semana.

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DESCE

Dentil/Praia Clube
Apesar das importantes ausências de Alix Klineman (luxação no dedo anelar da mão direita) e Fabiana (desconforto na coxa), a derrota por 3 a 0 para o Brasília não deixa de ser um baque numa equipe que investiu alto para acabar com a hegemonia do Rexona na Superliga. Sim, o time candango tem seus méritos (e nós já falamos deles), mas lesões acontecem e é preciso ter alternativas caso a má sorte volte a acontecer nas fases decisivas da disputa.

Vôlei Nestlé caprichou na marcação sobre Rosamaria (Foto: João Pires/Fotojump)

Vôlei Nestlé caprichou na marcação sobre Rosamaria (Foto: João Pires/Fotojump)

Ataque do Camponesa/Minas
No reencontro entre as líberos Camila Brait e Léia, que disputaram até os últimos momentos uma vaga na Olimpíada do Rio, a líbero do Camponesa/Minas esteve muito bem em quadra, mas não foi acompanhada pelas companheiras. Bastou ao Vôlei Nestlé anular a ponteira Rosamaria que o time de Belo Horizonte virou presa fácil, sendo derrotado por contundentes 3 a 0 em Osasco. Em tarde medonha, nenhuma jogadora da equipe visitante fez mais que seis pontos nos três sets realizados. Pior: as recém-contratadas Destinee Hooker e Jaqueline sequer possuem previsão de estreia.

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Linha de passe da Funvic/Taubaté
Mario Junior, Ricardo Lucarelli e Lucas Loh. A linha de passe da Funvic/Taubaté tem qualidade para ser apontada como uma das melhores da Superliga, mas viveu um apagão contra o Sesi no último sábado: dez aces tomados em 74 saques recebidos. Em muitos deles, houve claras falhas de comunicação entre os recebedores. Sem somar nenhum dos seis possíveis nas duas últimas rodadas, Taubaté ao menos tem a “sorte” de, na próxima rodada, encarar o São Bernardo Vôlei, time com o pior aproveitamento em saques até o momento.


Palmeirense por conta do bisavô, Camila Brait celebra título do Brasileirão
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Carolina Canossa

Líbero do Vôlei Nestlé usou o Instagram para homenagear o Palmeiras (Foto: Reprodução)

Líbero do Vôlei Nestlé usou o Instagram para homenagear o Palmeiras (Fotos: Reprodução/Instagram)

Na elite do voleibol no país, o novo campeão brasileiro de futebol não é dos times mais populares. Entre os 12 campeões olímpicos na Rio 2016, por exemplo, nenhum é palmeirense. Cabe então a uma mulher o posto de representar o Verdão nas quadras pelo mundo: Camila Brait, líbero do Vôlei Nestlé e, até o primeiro semestre deste ano, da seleção brasileira.

A influência do bisavô, um imigrante italiano, definiu as preferências futebolísticas da defensora. “Eu sempre passava férias na casa dele, que falava muito no Palestra Itália e era muito fanático. Então, eu e meu irmão viramos torcedores”, contou Camila, em entrevista ao Saída de Rede.

Após corte, Brait diz que não volta à seleção brasileira

Reencontro entre Minas e Jaqueline gera ótimas perspectivas

Apesar de não ser tão intensa na paixão quanto o bisavô, Camila eventualmente vai ao Allianz Parque. Foi lá, inclusive, que viveu a melhor lembrança que tem do clube. “Eu fui ao estádio na final da Copa do Brasil 2015 (quando o Palmeiras derrotou o Santos nos pênaltis) e achei sensacional a alegria da torcida. Foi uma final emocionante”, afirmou a jogadora. Difícil mesmo é só convencer o marido, Caio Conca, a acompanhá-la. “Ele é Corinthians, então não gosta muito (risos)“, comentou.

Jaqueline foi homenageada pelo Palmeiras em 2011

Jaqueline foi homenageada pelo Palmeiras em 2011

Após a conquista do título brasileiro que não vinha há 22 anos, Brait lamenta apenas a despedida de um dos craques do Verdão, já vendido para o Manchester City (Inglaterra): “Pena que o Gabriel Jesus vai embora. Ele é, sem dúvidas, o melhor jogador hoje do Palmeiras”.

Quem também tem o coração parcialmente verde no voleibol brasileiro é Jaqueline. Recifense de nascimento, a ponteira costuma dizer que o Sport é o time de futebol que conta com seu apoio, mas não esconde a simpatia pelo Palestra Itália. Tudo começou por uma coincidência: o time do colégio de Boa Viagem, onde começou a jogar, tinha um uniforme com listras verde e brancas e, por isso, ganhou o apelido de “equipe palmeirense”. Em 2011, quando ainda se recuperava de uma grave lesão sofrida no Pan de Guadalajara, Jaque recebeu uma camisa personalizada do Palmeiras e ainda tirou fotos com o goleiro Marcos e o então técnico da equipe, Luiz Felipe Scolari.

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Enquanto o elenco palmeirense se prepara para curtir merecidas férias a partir da semana que vem, tanto Brait quanto Jaqueline terão muito trabalho pela frente. No Vôlei Nestlé, a líbero ocupa a quarta posição na Superliga, com cinco vitórias em seis jogos. A atacante, por sua vez, anunciou a assinatura na semana passada que irá defender o Camponesa/Minas (sexto, com três vitórias e três derrotas), mas ainda não tem data de estreia.


Funvic Taubaté joga água fria na ascensão do Minas na Superliga
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Carolina Canossa

O central Otávio foi um dos destaques da partida (Foto: Divulgação/CBV)

O central Otávio foi um dos destaques da partida (Foto: Divulgação/CBV)

A tradição do Minas não tem se traduzido em investimento nas últimas temporadas da Superliga masculina de vôlei. Ainda assim, o time do técnico Nery Tambeiro é capaz de surpreender. Foi o que aconteceu na rodada passada, quando o favorito Sesi perdeu a invencibilidade na Superliga ao ser superado em um emocionante tie-break em Belo Horizonte. A inesperada vitória empolgou os torcedores minastenistas, mas…

… O time ainda é instável demais. Novamente diante de um duro desafio, contra a Funvic Taubaté na noite deste sábado (19), o Minas acabou derrotado em sets diretos, parciais de 25-21, 25-21 e 25-18. Atuando ao lado de sua torcida, a equipe do interior paulista nem precisou contar com uma de seus principais estrelas, Ricardo Lucarelli, que, voltando de lesão, só atuou nos lances finais da derradeira parcial, quando o jogo já estava praticamente definido.

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Filho de imigrantes do Mali, o oposto Abouba tem um bom potencial a ser explorado pela frente. O problema é que o substituto do cubano Bisset, com problemas físicos, ainda não aguenta a pressão quando as ações ofensivas do time ficam muito concentradas. Prata em Pequim 2008, Samuel poderia ser esse desafogo, mas ainda não conseguiu se encaixar e alterna sets em quadra e no banco. Thiago Vanole, por sua vez, acumulou altas pontuações nos três primeiros jogos, mas ficou sumido diante do Taubaté.

Taubaté que, aliás, voltou a fazer um jogo sem maiores sustos, após perder um set para o Copel/Maringá e só derrotar o Lebes/Gedore/Canoas no tie-break nas duas últimas rodadas. Em que pese a boa temporada que fez pelo RJX há três anos, Vini não conseguiu aproveitar bem a chance de substituir Lucarelli e sofreu com a recepção no período.

A equipe ainda força jogadas em excesso, mas o excelente momento de Wallace e a efetividade da dupla de centrais Éder e Otávio garantiram a quarta vitória da equipe de Cezar Douglas em quatro jogos realizados até agora.

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Na próxima rodada, Taubaté terá um jogo teoricamente mais tranquilo, diante do Bento Vôlei fora de casa (quarta (23), às 20 horas (de Brasília)). Já o Minas encara outra pedreira, o também invicto Vôlei Brasil Kirin na quinta (24), às 21h55, com transmissão ao vivo da RedeTV!


Ele era o sucessor do Giba, mas ombro o impediu de chegar lá
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Carolina Canossa

Samuel está de volta ao Minas nesta temporada (Foto: Orlando Bento/Divulgação)

Samuel está de volta ao Minas nesta temporada (Foto: Orlando Bento/Divulgação)

“No dia em que o Samuel souber o potencial que tem, eu penduro a joelheira”. Foi assim que, certa vez, Giba se referiu a um atacante de 2 metros de altura, golpes potentes e versatilidade para passar. Melhor jogador da Superliga 2006/2007, quando vestiu a camisa do campeão Minas, Samuel Fuchs foi apontado à época como o sucessor de um dos maiores jogadores da história do voleibol brasileiro. O tempo passou, porém, e ele não conseguiu chegar lá.

Aos 32 anos, Samuel se aproxima da reta final de sua carreira lutando para se despedir das quadras lembrando pelo menos um pouco daquele jovem talento que tanto potencial tinha. Reserva da seleção brasileira no título mundial de 2006 e na campanha da prata na Olimpíada de Pequim, o jogador foi extremamente prejudicado por uma grave lesão no ombro direito, diagnosticada em 2008. Até hoje, as dores são constantes.

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“Eu já trabalhei isso na minha cabeça. Nesses anos todos, fiz tudo o que pude para voltar, todos os tipos de tratamento: os tradicionais e os não convencionais também. Fui, inclusive, para os Estados Unidos algumas vezes. Acontece. A vida de um atleta é assim”, comentou o resignado jogador ao Saída de Rede. “A gente lamenta o fato,
né? Onde eu poderia ter chegado e tal… mas, enfim: até onde eu joguei 100%, fiquei satisfeito com a minha carreira”, destacou.

O problema em questão – rompimento do tendão supraespinhal – surgiu quando Samuel foi jogar na Rússia, pelo Lokomotiv Belgorod. No exterior, não foi tratado adequadamente e logo após os Jogos chineses passou por uma cirurgia de reconstrução no local. Mesmo com a alta médica demorou a se recuperar e só foi atuar bem de novo em 2015, quando, inclusive, voltou a ser convocado pelo técnico Bernardinho para a Liga Mundial.

Prata olímpica em 2008, Samuel recusou convocação de Bernardinho em 2015 por achar que não teria condições físicas (Foto: Divulgação/FIVB)

Prata olímpica em 2008, Samuel recusou convocação de Bernardinho em 2015 por achar que não teria condições físicas (Foto: Divulgação/FIVB)

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Mas, ciente das próprias limitações, Samuel disse não ao chamado. “Recusei por saber que meu ombro não iria aguentar a demanda de treinamentos”, explicou o jogador, que cita outros compatriotas para lembrar que não é o único nessa situação. “O Sidão machucou novamente agora, o Murilo não conseguiu mais ter a mesma performance no ataque de quando foi o melhor do mundo… Paciência. São coisas que acontecem”, afirmou.

De volta ao Minas, Samuel não conseguiu evitar que a tradicional equipe de Belo Horizonte fosse eliminada no Mundial de clubes com apenas um set vencido em 10 disputados. Com o time já eliminado, pediu ao técnico Nery Tambeiro para não ser titular no terceiro jogo, contra o Bolivar (Argentina), de forma a preservar o ombro. “Sempre tenho a esperança de fazer uma boa temporada. Ombro operado é delicado, então preciso dosar treino para a fadiga e as dores não aparecerem. Vamos ver como as coisas vão sair”, comentou.

A repórter Carolina Canossa viajou a Betim para a cobertura do Mundial de clubes a convite de Federação Internacional de Vôlei (FIVB)


Sada Cruzeiro confirma favoritismo e Minas decepciona no Mundial
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Carolina Canossa

Sada Cruzeiro, de Isac, não encontrou resistência no Taichung Bank (fotos: FIVB)

Sada Cruzeiro, de Isac, não encontrou resistência no Taichung Bank (fotos: FIVB)

Betim (MG) – Parecia uma equipe de juvenis diante de um dos melhores equipes adultas do mundo. Ainda que tenha vindo ao Brasil graças à conquista do Campeonato Asiático do ano passado, o Taichung Bank foi arrasado pelo Sada Cruzeiro na estreia de ambas as equipes no Mundial masculino de clubes, nesta terça-feira (18), em Betim.

Com força máxima em quadra, o time da casa não teve maiores problemas para encerrar a partida em 3 a 0, parciais de 25-10, 25-16 e 25-13. Base da seleção de Taiwan, integrante da terceira divisão da Liga Mundial, o Taichung Bank foi presa fácil dos mineiros, que não hesitarem em jogar com velocidade e “descer o braço” no saque (11 pontos a 1 para o time mineiro neste fundamento). Foi um daqueles típicos jogos em que ainda é possível ver a enorme diferença de nível técnico entre o voleibol praticado em diferentes partes do mundo.

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Não dá nem para dizer que a partida serve como parâmetro, já que os asiáticos reconhecidamente vieram ao Brasil para ganhar experiência. Com o voleibol organizado, para os padrões nos quais se encontram, talvez consigam um bom resultado diante dos egípcios do Tala’Ea El-Geish. Mais que isso, só por milagre.

Com Filipe poupado a partir da metade do segundo set, o Sada ainda teve cabeça para não perder a concentração durante um jogo tranquilo. Em nenhum momento foi, de fato, ameaçado e a mesma situação deve se repetir no duelo desta quarta (19) contra os campeões africanos. O ponteiro Leal, com 16 pontos e aproveitamento de 80% no ataque (12 acertos em 15 tentativas), foi o maior anotador da equipe mineira e da partida.

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O restante da rodada

Búlgaro Uchikov foi o destaque da UPCN na vitória sobre o Minas

Uchikov foi o destaque do UPCN na vitória sobre o Minas

Quanto ao Minas, o time decepcionou em sua primeira partida na competição. Mesmo sem qualquer favoritismo diante do UPCN, da Argentina, era difícil imaginar uma derrota tão arrebatadora, com parciais de 25-22, 25-18 e 25-18. Enquanto a equipe da casa sofreu com o passe, o experiente levantador italiano Valerio Vermiglio pôde trabalhar como quis com suas opções de ataque, com destaque para o oposto búlgaro Nikolay Uchikov.

Agora, se quiser manter as chances de avançar às semifinais, o time do técnico Nery Tambeiro terá a difícil missão de bater o tradicional Trentino nesta quarta-feira (8), às 16h30 (horário de Brasília).  Será a estreia dos italianos, que acumulam quatro títulos mundiais em sua história.

No outro jogo da rodada, o Zenit Kazan também não teve problemas para confirmar sua força diante do Tala’Ea El-Geish: em pouco mais de uma hora, vitória por 3 a 0, parciais de 25-14, 25-19 e 25-19. Destaque para o bloqueio russo, que colocou dez bolas na quadra adversária, contra nenhuma dos rivais.

A repórter Carolina Canossa viajou a Betim para a cobertura do Mundial de clubes a convite de Federação Internacional de Vôlei (FIVB)