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Arquivo : mata-mata

Mesmo derrotados, Pinheiros e Bauru se destacam na abertura dos playoffs
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Carolina Canossa

Bárbara deu muito trabalho para as jogadoras do Rexona (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Atual campeão, o Rexona-Sesc é favoritíssimo para conquistar um lugar na semifinal da Superliga feminina de vôlei. O mesmo acontece com o Camponesa/Minas, que investiu alto nesta temporada para voltar a uma decisão que não disputa desde 2004. Ambos os times, porém, por pouco não foram surpreendidos respectivamente por Pinheiros e Genter Vôlei Bauru na primeira rodada dos playoffs das quartas de final da disputa.

Mas por que não tivemos duas zebras logo no primeiro mata-mata do torneio? Em poucas palavras, faltou tranquilidade e resistência à pressão por parte das atletas dos times paulistas. Pinheiros e Bauru viveram noites inspiradas, de suas melhores na competição diante de adversários que jogaram abaixo do que sabem, mas cometeram erros individuais em excesso e/ou quando não podiam. Pagaram caro por isso.

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Técnico de Bauru, Marcos Kwiek reage a jogada em BH (Foto: Orlando Bento/MTC)

O caso do Bauru é o mais emblemático: foram 35 pontos cedidos ao Minas, cujas ponteiras estiveram mal tanto no ataque quanto no passe – sendo assim, as centrais Carol Gattaz e Mara foram pouco acionadas em ações ofensivas e o Minas perdeu uma de suas principais armas. A virada e o placar de 3 a 2 tiveram que ser construídos em cima do talento de Destinee Hooker. A americana atacou de todas as posições e terminou o duelo com incríveis 32 pontos, beirando os 50% de eficiência no ataque em um jogo no qual foi muito marcada. A oposta foi a maior beneficiada pela saída de Naiane e a entrada da levantadora reserva Karine, com quem joga muito melhor. Reflexo dos tempos em que ambas estiveram juntas em Osasco?

E, quando Hooker está inspirada, não se pode vacilar. Apesar do bom sistema defensivo comandado pela dominicana Brenda Castillo, Bauru ainda peca demais com falhas individuais, o que minou as pretensões da equipe em Belo Horizonte e ajudou a consagrar Mara, um monstro nos bloqueios. Será dura a tarefa de esquecer a enorme chance desperdiçada e focar em melhorar até terça (21) à noite, quando o ginásio Panela de Pressão, no interior paulista, recebe o segundo jogo da série melhor-de-três.

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Hooker jogou muito após a entrada de Karine em quadra (Foto: Orlando Vento/MTC)

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O Pinheiros, por sua vez, não esteve tanto perto da vitória quanto Bauru. Ainda assim, dentro das limitações que possui, fez uma de suas melhores partidas nos últimos meses. Apostando em uma estratégia agressiva de saque viagem, colocou até mesmo a experiente líbero Fabi em apuros. O problema, no caso, nem foram os erros individuais em si, mas quando eles ocorreram: na reta final de três das quatro parciais disputadas, algo fatal diante de um time tão consistente como o Rexona. Não se engane pelo 3 a 1: se fosse contra algum outro adversário, é muito possível que o time paulistano tivesse vencido o jogo.

Resta saber se as paulistanas conseguirão manter o nível de atuação no primeiro jogo fora de casa, na segunda-feira (20), nem que seja para sair da Superliga deixando uma boa impressão. O primeiro passo para isso é manter a levantadora Bruninha e a ponteira Lana entre as titulares ao lado de Barbara e Vanessa.

E os demais duelos?

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Protagonistas de diversos altos e baixos ao longo da fase classificatória, Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube superaram com relativa tranquilidade os desafios que tiveram nesta primeira rodada. Com a dupla formada por Dani Lins e Tandara afinada, o time de Osasco fez do ataque sua principal arma contra o Fluminense, que é um time perigoso, mas extremamente dependente de Renatinha. Nati Martins e Bjelica foram outras boas opções para a levantadora. As equipes voltam a se encontrar já nesta segunda (20).

Fluminense depende demais de Renatinha no ataque (Foto: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Já o Praia brincou com o fogo diante do Terracap/Brasília, que fez um excelente primeiro set e mandou 25-20 logo de cara. Acontece que é difícil ir longe sem uma jogadora de definição: a oposta Andreia, por exemplo, marcou apenas dois pontos em três sets. Apesar de ainda se virar bem no ataque, Paula Pequeno não é mais aquela “matadora” de outros tempos, e Amanda faz o que está ao seu alcance. É uma situação bem diferente da equipe de Uberlândia, que tem nomes como Alix Klineman, Ramirez, Michelle e Walewska, apesar de muitas vezes não jogar como um conjunto. Agora, o time mineiro terá a chance de matar a série já na terça-feira (21).

Resultados da 1ª rodada dos playoffs da Superliga feminina:

Vôlei Nestlé 3 x 0 Fluminense (25-23, 25-23 e 25-14)
Pinheiros 1 x 3 Rexona-Sesc (25-21, 25-20, 16-25 e 25-23)
Dentil/Praia Clube 3 x 1 Terracap/BRB/Brasília (20-25, 25-19, 25-20 e 25-15)
Camponesa/Minas 3 x 2 Genter Vôlei Bauru (23-25, 21-25, 25-16, 25-22 e 15-10)


Se jogar como franco-atiradora, boa geração argentina pode vencer o Brasil
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Carolina Canossa

Argentina já bateu a Rússia na Rio 2016 (Fotos: FIVB)

Argentina já bateu a Rússia, já semifinalista, na Rio 2016 (Fotos: FIVB)

Brasil x Argentina nas quartas era um confronto que muita gente imaginou quando foram confirmados os grupos da primeira fase da Rio 2016. De fato, é esse o jogo que teremos na noite desta quarta (17), às 22h15 (horário de Brasília), mas curiosamente ele aconteceu “por linhas tortas”: quem passou em primeiro na chave foram os hermanos, enquanto os donos da casa ficaram com a última vaga de seu grupo, com direito a vitória dramática diante da França para conseguir a classificação.

Isso, por si só, é motivo mais que suficiente para termos cuidado com os argentinos, apesar de eles atualmente ainda lutarem para se estabelecer na elite do voleibol masculino mundial. As quedas e dificuldades de vários favoritos nessa Rio 2016, como a própria seleção brasileira feminina, é outro fator que seguramente preocupa Bernardinho. Mas não sejamos hipócritas: depois de tudo o que passou, a Argentina é o adversário “menos pior” que os brasileiros poderiam encarar nessas quartas.

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A sorte parece ter virado, mas de forma alguma isso significa que a vaga na semi esteja quase garantida. Será preciso fazer um bom jogo contra o melhor time argentino desde a saída do excepcional Marcos Milinkovic do time – Milinkovic, aliás, foi um dos destaques e o responsável pelo ponto final na última vez que o Brasil ficou pelas quartas na Olimpíada, em Sidney 2000. Não há remanescentes do time brasileiro na ocasião (nem mesmo Bernardinho era o técnico e sim Radamés Lattari), mas a base que se consagraria com o ouro em Atenas 2004 estava lá, com Maurício, Giba, Dante, Gustavo, Giovane e Nalbert.

Julio Velasco foi eleito o melhor treinador do século XX

Julio Velasco foi eleito o melhor treinador do século XX

Ponto forte
O grande nome da Argentina está fora da quadra: o técnico Julio Velasco. Não é exagero falar que ele é uma das pessoas que mais entende de voleibol no mundo, com excelentes trabalhos no voleibol italiano (foi bicampeão mundial e prata nos anos 90), além de Espanha e Irã. Eleito pela FIVB o melhor treinador do século XX, assumiu a seleção de seu país em 2014 após até a então presidenta Cristina Kirchner participar das negociações. É um gênio que tem em mãos uma mescla de jogadores bem estabelecidos na Europa (como o ponteiro Facundo Conte, o central Sebastian Solé e o levantador Luciano De Cecco) com jovens promissores (caso do oposto Bruno Lima).

Ponto fraco
Falta experiência aos argentinos em jogos tão importantes como este e isso pode pesar. Além disso, a recepção costuma falhar com constância maior que a aceitável. É verdade que o líbero Alexis González está fazendo uma grande Olimpíada, mas ele nunca foi uma unanimidade na posição. Por fim, o time também sofre no bloqueio contra adversários que atacam bolas rápidas.

Qual a chance de ganhar do Brasil?
Apesar de os números da Rio 2016 dizerem o contrário, o Brasil é favorito: no último confronto entre os times, durante a Liga Mundial, a equipe de Bernardinho foi superior e conseguiu um 3 a 0. Porém, a Argentina não teve Conte e, se assumir a condição de franco-atiradora sabendo jogar com a pressão de resultados em cima da seleção brasileira, pode sair do Maracanãzinho com a vitória.

Conte está fazendo uma grande Olimpíada após sofrer lesão no ombro

Conte está fazendo uma grande Olimpíada após sofrer lesão no ombro

Fique de olho
O ponteiro Facundo Conte tem apenas 26 anos, mas já é um veterano com pasagens por clubes do gabarito de Macerata, Dínamo Krasnodar e PGE Skra Belchatów. Sofreu com uma lesão no ombro recentemente, mas voltou muito bem e está entre os melhores atacantes e sacadores da Liga Mundial. É perigosíssimo.

Elenco (em negrito, o provável time titular)
Levantadores: Luciano de Cecco (camisa 15) e Demian Gonzalez (8)
Opostos: Bruno Lima (12) e Jose Luis Gonzalez (10)
Centrais: Pablo Crer (14), Sebastian Sole (11) e Martin Ramos (4)
Ponteiros: Facundo Conte (7), Cristian Poglajen (6), Nicolas Bruno (1) e Ezequiel Palacios (13)
Líbero: Alexis Gonzalez (16)

Desempenho no ciclo olímpico
Os últimos quatro anos da Argentina podem ser divididos em duas partes: antes e depois do Mundial 2014, justamente a época em que Velasco assumiu o time após uma crise entre os jogadores e o antigo técnico, Javier Weber. Sem ter muito o que fazer por falta de tempo, Velasco não conseguiu levar os argentinos além da 11ª posição, mas depois chegou a um interessante quinto lugar na Copa do Mundo, engrossando jogos com equipes mais fortes. Também levou o ouro no Pan de 2015 (ocasião em que enfrentou o time C do Brasil na final).

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