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Rexona x Vôlei Nestlé: o que pode decidir a “final de sempre” da Superliga?
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Carolina Canossa

Rexona e Vôlei Nestlé se encontram na final pela 11ª vez (Fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV e João Pires/Fotojump)

Rio e Osasco, Osasco e Rio. Sob o nome de Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, dois dos projetos mais longevos e vitoriosos da história do voleibol brasileiro estarão frente a frente neste domingo (23), às 10 horas, para decidir o título da Superliga pela 11ª vez. Líder da fase classificatória, a equipe carioca quer aumentar seu recorde de taças da disputa para 12 na despedida de seu patrocinador de 20 anos, a Unilever, enquanto as paulistas pretendem dar um fim a um histórico recente de derrotas em decisão para as maiores rivais.

Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar um ponto: por mais que a final deste domingo seja “repetida”, neste caso específico não dá para culpar o polêmico ranking de atletas. Isso porque os dois eliminados da semi, Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas, conseguiram investir tanto ou até mais que ambos os finalistas. Frise-se, portanto, a competência dos técnicos Bernardinho e Luizomar de Moura nesta temporada.

Dito isto, quais serão os pontos-chave que determinarão se a taça permanece no Rio ou volta a Osasco após quatro temporadas? Jogadora a jogadora, ambos os elencos praticamente se equivalem, mas considero dois fatores fundamentais nesta decisão:

1) Tandara – Candidata a MVP (melhor jogadora da competição), a ponteira do Vôlei Nestlé mostrou ao longo da temporada um altíssimo nível técnico. Em excelente forma física, soube transformar a frustração por não ter ido à Rio 2016 em motivação e se transformou na bola de segurança de Dani Lins, ao mesmo tempo em que alcançou um nível de recepção razoável – apesar de a função ser majoritariamente dividida entre a segunda ponteira (a sérvia Tijana Malesevic ou Gabi) e a líbero Camila Brait, é Tandara quem os adversários miram na hora de sacar. Certamente o Rexona preparou uma marcação especial para cima de brasiliense, mas, se ela mantiver a eficiência na virada de bola, a equipe paulista terá dado um passo razoável rumo ao título contra um rival que se destaca pelo volume de jogo.

Tandara é a principal opção ofensiva de Dani Lins (Foto: João Pires/Fotojump)

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2) Saque – Nem Rexona e nem Vôlei Nestlé se mostraram especialmente confiáveis no primeiro toque nesta Superliga. Justamente por isso, sacar bem será uma arma importantíssima na Jeunesse Arena não só para fazer pontos diretos, mas também para aproveitar a efetividade as centrais, em especial Bia e Juciely, no bloqueio. Teoricamente, a equipe de Luizomar de Moura leva vantagem neste aspecto, sendo esta a melhor forma de impedir que a levantadora Roberta use o maior número de opções ofensivas disponível no time carioca.

Como sempre, o discurso de ambos os lados é de cautela.

“Osasco chega com muita confiança, passou pela semifinal jogando muito bem. É difícil dizer quem estará melhor. Nós estamos com mais ritmo, mas elas estão mais descansadas, então vai ser jogo duro e de muito equilíbrio. Não vejo vantagem para nenhum lado. É um time que cresceu muito durante a temporada, em vários aspectos. Mas é uma final, que se tornou um clássico do vôlei brasileiro. Claro que gera uma tensão pela importância da partida, mas nós estamos focados em jogar bem e fazer o nosso melhor”, comentou o técnico Bernardinho.

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A levantadora Dani Lins acredita que controlar o aspecto emocional terá enorme importância. “Sabemos que em uma final tem ansiedade e nervosismo. Logicamente que temos que entrar com vontade de ganhar, mas é importante também saber que em etapas do jogo, dependendo de como estiver o placar, é fundamental ter lucidez, paciência e tranquilidade de fazer nosso melhor, evitando os erros. O excesso de vontade pode atrapalhar e às vezes é difícil encontrar esse equilíbrio. Sinto o Vôlei Nestlé bem consciente quanto a isso”, comentou a atleta, que cogita tirar um período sabático após a final para tentar ter o primeiro filho.

Drussyla foi essencial pra virada do Rexona na semifinal (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Olho nela – Alçada à posição de titular no quarto jogo da intensa série semifinal contra o Minas, a ponteira Drussyla, 20 anos, reequilibrou o Rexona e terá a chance de brilhar novamente ao longo da final. Vale a pena ver se ela conseguirá suportar a pressão no jogo que pode dar o 12º título de Superliga ao Rio e colocá-la em um novo patamar na carreira. No banco, a holandesa Anne Buijs, quarta colocada na Rio 2016, estará de olho na vaga para deixar uma boa impressão no último jogo da temporada nacional.

A grande final da Superliga feminina será disputada em jogo único às 10 horas deste domingo (23), na Jeunesse Arena (Rio de Janeiro), com transmissão ao vivo de TV Globo, site da RedeTV! e SporTv. Nós aqui do Saída de Rede estaremos de olho em tudo para trazermos análises e informações para vocês, inclusive com uma live no Facebook no início da noite.

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Curiosidades em números:

– Enquanto o Rexona possui 11 títulos, o Vôlei Nestlé tem cinco – se o time paulista, porém, contar as conquistas do patrocinador atual nos anos 90 como Leite Moça, este número sobe para oito;
– Como até a temporada 2007/2008 a final da Superliga era disputada em cinco partidas, Rio e Osasco já se enfrentaram 24 vezes em partidas válidas pela decisão do torneio. O retrospecto é favorável ao Rexona: 14 a 10;
– Ao todo, as duas equipes já se enfrentaram 82 vezes pela Superliga, com 47 vitórias das comandadas pelo técnico Bernardinho e 35 das paulistas.
– Na atual temporada, os clubes se encontraram apenas duas vezes, com uma vitória para cada lado. No José Liberatti, a equipe comandada por Luizomar venceu por 3 sets a 2 (23-25, 26-24, 20-25, 25-23 e 15-13), enquanto no returno, na mesma Jeunesse Arena da final, o Rio deu o troco com um 3 a 1 (25-20, 21-25, 25-21 e 25-15);
– O Rexona terminou a fase classificatória em primeiro lugar, com apenas uma derrota em 22 jogos. Nos playoffs, porém, o time caiu duas vezes em sete partidas
– Já o Vôlei Nestlé ficou em segundo (17 vitórias e cinco derrotas) antes da definição dos playoffs, mas passou invicto pelas cinco partidas que fez pelo mata-mata

Para você, quem será o campeão? Deixe seu palpite na caixa de comentários!


Bernardinho x Luizomar: respeito mútuo no 9º duelo numa final de Superliga
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Sidrônio Henrique

Os dois em 2015, última vez em que se enfrentaram na decisão do torneio (Alexandre Arruda/CBV)

A um dia da decisão da Superliga 2016/2017 entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, o Saída de Rede traz para você a opinião dos dois treinadores finalistas sobre suas equipes e ainda uma breve avaliação deles do que há de melhor no time oponente.

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Bernardo Rezende e Luizomar de Moura se enfrentarão pela nona vez numa final do torneio mais importante do País – vantagem de 6 a 2 para Bernardinho. Técnicos das duas principais equipes do vôlei feminino brasileiro na atualidade, clubes responsáveis por um dos maiores clássicos da modalidade no mundo, eles são velhos conhecidos do torcedor.

Vitoriosos
A trajetória de Bernardinho à frente do time começou no início do projeto, ainda em Curitiba, em 1997, e seguiu com a mudança para o Rio de Janeiro. São 11 títulos de Superliga. Já Luizomar assumiu o comando em Osasco em 2006. Desde então, levou a equipe a duas conquistas da maior competição nacional – além de vencer o Mundial de Clubes, em 2012. O atual treinador do Vôlei Nestlé ganhou ainda a Superliga 2000/2001, quando dirigia a equipe do Flamengo. Osasco soma cinco títulos do torneio – três deles com José Roberto Guimarães.

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Os rivais se enfrentaram duas vezes esta temporada: uma vitória para cada lado, com torcida a favor – Osasco 3-2 e Rio 3-1. O último confronto numa final foi na Superliga 2014/2015, no mesmo ginásio desta edição, e as cariocas triunfaram em sets diretos.

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A decisão entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé será neste domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

Entre um treino e outro dos finalistas, o SdR fez duas perguntas a Bernardinho e Luizomar. Veja o que eles disseram:

BERNARDO REZENDE

Com o Rexona, Bernardinho ganhou 11 vezes a Superliga (FIVB)

O que o seu time leva para esta final?
Embora desgastado física e emocionalmente, essa série semifinal contra o Minas fortaleceu a alma do time. Foi uma disputa muito dura e você levar isso como experiência é importante para a final. Com todas as dificuldades que passamos contra o Minas, espero que a gente leve essa força como um aprendizado importante.

O que adversário tem de melhor?
Acho que depois de ter ficado de fora da final no ano passado, Osasco volta sedento por um título. Elas chegam muito fortes, têm uma levantadora diferenciada (Dani Lins), com grande experiência internacional, o que os outros times da Superliga não têm. Algumas jogadoras ali estão jogando muito bem. A final será uma partida totalmente aberta, sem favoritos. É um clássico.

LUIZOMAR DE MOURA

Luizomar comanda a equipe desde 2006 (Bruno Lorenzo/Fotojump)

O que o seu time leva para esta final?
Nosso grupo é a nossa maior qualidade. A forma como encaramos a temporada fez com que o time chegasse muito forte nesta final. O espírito coletivo foi uma característica que conseguimos implantar este ano e o elenco mostrou que, com todo mundo se ajudando, a equipe toda se tornaria protagonista.

O que adversário tem de melhor?
A maior qualidade do Rexona-Sesc é ter mantido a base do time campeão na temporada passada. É uma equipe que mexeu pouco em relação à Superliga anterior.


“Pedradas” de sérvia no saque viram arma do Vôlei Nestlé para a final
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Carolina Canossa

Bjelica: pedidos de Luizomar para “respirar” e não sacar tão forte (Foto: Luiz Pires/Fotojump)

Se no ataque a oposta Ana Bjelica não tem conseguido ser a bola de segurança do Vôlei Nestlé, a sérvia deu outro jeito de se destacar na reta final da Superliga feminina de vôlei: graças um saque classificado como “pedrada” pela comissão técnica da equipe, a atacante aparece uma importante arma a ser utilizada na final da disputa contra o Rexona-Sesc neste domingo (23) às 10 horas.

“Ela é uma jogadora que lança muito bem a bola, em projeção, com uma batida já quase dentro da quadra. Além disso, é grande, tem quase 1,90 m de altura, e pega a bola com o braço estendido no ponto mais alto”, analisou o técnico Luizomar de Moura, lembrando que a atleta também erra pouco no fundamento. “Essa regularidade lhe dá confiança para continuar forçando”, complementou.

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Por ter alternado a titularidade ao longo da Superliga com Ana Paula Borgo, Bjelica acumulou menos tentativas de saque que outras atletas e, por isso, não aparece no top 10 do fundamento como a companheira Tandara. Mas os 23 aces e as diversas linhas de passe quebradas em 184 saques realizados acendem um sinal de alerta no Rexona. “Me preocupa muito o saque da Bjelica, que tem mostrado o poder de complicar os ataques adversários, associado a uma capacidade de bloqueio muito grande”, afirmou o técnico Bernardinho.

Um exemplo recente de tal capacidade ocorreu no terceiro set do terceiro jogo da semifinal contra o Dentil/Praia Clube. Graças a três bons saques de Bjelica, o Vôlei Nestlé conseguiu reverter um 23-24 para um 26-24, acabando de vez que o ânimo do time mineiro, que pouco ofereceu resistência na parcial seguinte e acabou eliminado da disputa.

Bloqueio da sérvia também chama a atenção de Bernardinho (Foto: João Pires/Fotojump)

“Eu já tinha um bom saque antes e essa melhora é apenas fruto de treino. Treinamos muito aqui e focamos muito neste fundamento, pois sabemos que no vôlei o saque é uma das coisas mais importantes do jogo”, comenta a simpática estrangeira.

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Os treinos aos quais se refere Bjelica tiveram um propósito em especial: fazer com que ela não se empolgasse tanto com os acertos. Luizomar explica: “No começo, ela era meio “doidinha”. A cada ponto, colocava mais força na bola, que ia quase na placa de publicidade. Hoje, eu falo ‘Calma, respira’, para ela dar uma segurada”. A oposta admite que realmente precisava deste conselho: “Eu realmente tenho um saque muito forte (risos) e às vezes perco o controle da força. Mas tenho um ótimo relacionamento com o Luizomar, então ele pode falar o que for necessário que eu farei”.

Questionada se pode sacar ainda melhor, Bjelica deu uma resposta sucinta: “Claro: na final!”. Resta saber se a sérvia conseguirá cumprir a promessa.


Luizomar: “Nunca fiquei tão feliz com uma final em jogo único”
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Carolina Canossa

Luizomar tem histórico negativo em jogo único, mas vê formato como vantajoso este ano (Fotos: João Pires/Fotojump)

O adversário só será definido na noite desta sexta-feira (14), mas para Luizomar de Moura não importa: tenha que encarar o Rexona-Sesc ou o Camponesa/Minas na final da Superliga feminina, o técnico do Vôlei Nestlé acredita que sua equipe será o “azarão”.  Tanto é que ele confessou ao Saída de Rede estar agradecido pela existência de uma regra que indiretamente já o prejudicou em edições anteriores.

“Nunca fiquei tão feliz com um jogo único”, admitiu o treinador, que perdeu cinco finais e ganhou duas desde que o título passou a ser decidido desta forma, na temporada 2007/2008. “Com todas as mudanças que foram feitas, a gente não era uma aposta certa de estar brigando pelo título. Algumas vezes eu saí da final falando ‘Puxa, podia ser um playoff de três ou de cinco partidas para termos uma chance de reverter esse jogo em que estivemos mal’. No caso específico deste ano, porém, o jogo único é uma vantagem pra gente contra qualquer um dos dois rivais que vier”, afirmou.

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As mudanças às quais Luizomar se refere no Vôlei Nestlé são uma reformulação no elenco que manteve em Osasco apenas quatro atletas que estiveram no elenco da Superliga anterior. Enquanto isso, o Rexona sofreu apenas uma grande perda, Natália, ao passo que o Minas investiu alto para trazer Jaqueline e a americana Destinee Hooker – curiosamente, Hooker foi o grande destaque na última vez que a equipe paulista foi campeã brasileira.

“O Minas cresceu demais e o Rexona, mesmo perdendo esses dois jogos da semi e na fase classificatória pra gente, é a equipe mais regular da competição, com um conjunto muito forte”, avaliou o técnico.

Vôlei Nestlé assegurou a vaga uma semana antes do rival na decisão

Quem não concorda com a definição de “azarão”, dada pelo próprio Luizomar, é a levantadora Dani Lins. “Azarão, não: temos que jogar pra ganhar e ponto”, afirmou a atleta, que também afirma preferir uma série mais longa para a definição de quem fica com a taça. “Eu, particularmente, gostaria de uma melhor de três em uma final porque você tem que estar muito no dia em um jogo único. E se você não tiver? Se minha jogadora de segurança não está no dia, eu perdi minha opção de força”, justificou.

Esperar até a final: bom ou ruim?

O Vôlei Nestlé vive uma situação curiosa nesta Superliga: por ter fechado a semifinal contra o Dentil/Praia Clube em apenas três jogos, o time está há uma semana esperando a definição do adversário, que sairá da desgastante série entre Rexona e Minas, atualmente empatada em 2 a 2. Mas seria isto uma vantagem?

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Depende do aspecto analisado, comenta Luizomar. “Neste final de temporada, a equipe está no ápice físico, então acabamos tendo a tranquilidade de dosar um pouco mais nos treinos com aquelas que estão mais desgastadas, aquelas que jogaram mais na semi final… Mas, ao mesmo tempo, é preciso estar atento para não perder o foco. E tem a ansiedade, já está todo mundo perguntando pro nosso supervisor que dia vamos pro Rio, quando poderemos treinar lá”, contou.

Na parte tática, a solução tem sido ficar de olho no que os dois possíveis adversários tem feito na semifinal, além de estudar todo o material já produzido sobre eles ao longo da Superliga. E, claro, se atentar para os próprios defeitos. “Estamos treinando muito o nosso, só que no meio do treino também tentamos imaginar a Hooker, a Monique, a Gabi, a Rosamaria… estamos trabalhando os dois times, mas temos pensado mais na gente”, afirmou Dani Lins.

Com mais de duas semanas de preparação para a final, Luizomar ressalta que surpresas também podem vir. “Não tem como mudar muito as características do que está dando certo, mas de repente dá pra preparar alguma coisa, afinal será um jogo único…”, comentou, misterioso.

O título da Superliga feminina será definido no dia 23 de abril, às 10 horas, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro.


Confirmado: Vôlei Nestlé estará no Mundial de clubes
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Carolina Canossa

Anúncio oficial foi feito em um restaurante japonês e contou com parte do elenco de Osasco (Foto: João Pires/Fotojump)

Se no fim de semana houve um “meio anúncio”, agora ele é completo: nesta quarta-feira (15), o Vôlei Nestlé confirmou que estará na disputa do Mundial de clubes femininos, programado para entre 8 a 14 de maio no Japão.

Campeão do torneio em 2012, o time brasileiro foi um dos quatro agraciados pelos convites distribuídos pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) – o nome dos demais contemplados ainda não foi divulgado.

“Estou honrado pelo reconhecimento. A nossa história na disputa do Mundial nos credencia a ter esse convite. São quatro participações, com três finais e um terceiro lugar com uma equipe que disputou a competição desfalcada das jogadoras da seleção brasileira. É uma enorme satisfação mais uma vez poder participar de uma competição tão importante como essa com as cores do Vôlei Nestlé e representando a cidade de Osasco”, afirmou o técnico Luizomar de Moura.

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Para a disputa do Mundial, o clube paulista contará com o aporte financeiro de um novo patrocinador, o Grupo Baumgart, através da Vedacit, cuja marca estará presente nas camisas usadas pela comissão técnica do Vôlei Nestlé, e através também do shopping Center Norte, que vai promover atividades relacionadas ao vôlei.

Presente em todas as participações de Osasco no Mundial, a líbero Camila Brait está empolgada. “Jogar o Mundial é sempre difícil porque lá estão os melhores times do mundo. Sabemos que precisamos seguir crescendo nesta fase final da Superliga pensando em executar um bom papel no Mundial. É muito importante ganhar uma medalha e não importa a cor. Claro que nosso objetivo será o ouro, mas além do título de 2012 já conseguimos duas pratas e um bronze”, afirmou a atleta.

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Destaque do time nesta temporada, a ponteira Tandara comemorou o desafio inédito na carreira. “Estou muito feliz porque nunca joguei um Mundial. É uma oportunidade única, pois não sei quando terei essa chance novamente. São os melhores times do mundo e o Vôlei Nestlé está entre eles. Será uma experiência singular e estou encarando de uma maneira positiva. O clube faz um trabalho de excelência, sempre mantendo o alto nível, e uma boa sequência na Superliga ajudará na preparação para o Mundial”, afirmou.

Além do Vôlei Nestlé, somente outros dois times brasileiros já foram campeões mundiais: o Sadia (1991) e o Leite Moça (1994). Na edição de 2017, o Brasil também será representado pelo Rexona-Sesc.


Luizomar: “Aceitei o convite da seleção peruana pelo sonho da Olimpíada”
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Carolina Canossa

Luizomar de Moura é o quarto brasileiro a comandar a seleção peruana feminina (Foto: Bruno Lorenzo/Fotojump

Luizomar de Moura é o quarto brasileiro a comandar a seleção peruana feminina (Foto: Bruno Lorenzo/Fotojump

Há mais de dez anos no comando do Vôlei Nestlé, o técnico Luizomar de Moura está prestes a iniciar uma nova fase em sua carreira: nesta quarta-feira (25), ele será oficialmente apresentado como técnico da seleção peruana de voleibol feminino, cargo que ocupará ao mesmo tempo em que mantém o trabalho em Osasco.

Em conversa com o Saída de Rede, Luizomar explicou o motivo que o levou a aceitar o convite de uma seleção que, depois de ter sido parte da elite do vôlei nos anos 80, hoje não passa de figurante no cenário internacional. “Foi um sonho de participar de uma Olimpíada. O sonho dos peruanos também é voltar a disputar o torneio depois de 20 anos, então estamos compartilhando um sonho”, comentou o treinador.

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E como fazer isso, dado que, nos últimos anos, o time peruano tem ficado atrás da Argentina e sendo ameaçado até mesmo pela Colômbia? “Com trabalho e planejamento. O Peru tem investido muito em vôlei nos últimos anos. Eles fizeram um CT que é um dos mais modernos do mundo, tem até hotel. Além disso, é um povo e uma imprensa apaixonada pelo
esporte”, destacou.

Com ampla trajetória nas categorias de base da seleção brasileira, Luizomar acredita que a rotina mais intensa não será um problema. E garante: o novo trabalho não vai prejudicar seu desempenho à frente do Vôlei Nestlé. “Meu foco total continuará sendo a Superliga. Comandei seleções de base desde 2001, alternando clubes e seleção e só tenho que continuar fazendo o que já fazia antes”, explicou.

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Sobre a possibilidade de haver um interesse maior em contar com jogadores peruanas em Osasco, Luizomar assegura que elas serão avaliadas para contratação como qualquer outra estrangeira – aos 20 anos, a atacante peruana Ángela Leyva é vista como um dos grandes diamantes do voleibol mundial, mas, devido a uma regra da Federação local, ela só poderá
defender um time de fora do país quando tiver 22 anos. “Só tenho a agradecer ao meu patrocinador aqui que me proporciona a oportunidade de estar nos dois times”, comentou.

Luizomar substituirá na seleção peruana outro brasileiro, Mauro Marasciulo, que levou o país ao Pré-Olímpico Mundial, mas não conseguiu a vaga na Rio 2016. Além deles, outros dois técnicos nascidos aqui já dirigiram o time: Ênio Figueiredo e Chico dos Santos.


Antigos rivais, Vôlei Nestlé e Sesi agora têm abismo entre si
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Sidrônio Henrique

São Paulo - Sesi Vila Leopoldina - 12/11/16, Partida entre SESI (SP)x Vôlei Nestlé (SP), pela SUPERLIGA FEMININA 2016/2017. Foto: Gabriel Inamine / Fotojump

Em apenas uma hora e 23 minutos o Vôlei Nestlé superou o Sesi (Foto: Gabriel Inamine / Fotojump)

A partida entre Vôlei Nestlé e Sesi, disputada na noite deste sábado (12) em São Paulo, pela terceira rodada do primeiro turno da Superliga 2016/2017, mostrou o abismo que há hoje entre dois times que até recentemente se enfrentavam em igualdade de condições ou quase. O que se viu no ginásio da Vila Leopoldina foi uma equipe montada para disputar o título contra um time recheado de juvenis pensando em sobreviver ao rebaixamento. O resultado, previsível, foi a vitória do time de Osasco por 3-0 (25-9, 25-23, 25-15), numa partida de baixo nível técnico.

As limitações do adversário não permitiram avaliar muito o Vôlei Nestlé, pouco exigido. A equipe de Osasco teve a partida nas mãos o tempo todo – o Sesi encostava quando o Vôlei Nestlé errava, a exemplo da segunda parcial. Chamou a atenção a falta de sintonia entre a levantadora Dani Lins e a ponteira Tandara na pipe, mas nada que não possa ser corrigido em breve, sem maiores preocupações para o técnico Luizomar de Moura. O que deve deixá-lo apreensivo, pelo menos na hora de encarar times de ponta como Rexona-Sesc e Dentil/Praia Clube, são as oscilações na sua linha de passe e a atuação irregular do bloqueio.

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A ponteira sérvia Tijana Malesevic, prata na Rio 2016 com a sua seleção e uma das principais contratações do Vôlei Nestlé para a temporada, foi considerada a melhor da partida na votação via internet e ficou com o troféu Viva Vôlei. Mas a maior pontuadora foi a também ponteira do Osasco Tandara Caixeta, que marcou 13 vezes (12 de ataque e uma no bloqueio), seguida da oposta Lorenne Geraldo (Sesi), com 12, e da oposta Paula Borgo (Osasco), 10 pontos.

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Foi a quarta vitória consecutiva da equipe do treinador Luizomar de Moura, que está invicta e havia antecipado o confronto da quarta rodada com o Rio do Sul. O Vôlei Nestlé voltará à quadra somente na terça-feira da próxima semana (22), às 20h, contra o Brasília Vôlei, como visitante. Já o Sesi, que perdeu as três partidas que disputou na Superliga, tenta a reabilitação contra o Camponesa/Minas nesta sexta-feira (18), às 20h, na Arena Minas, em Belo Horizonte.

A oposta juvenil Lorenne Geraldo é destaque do Sesi (Foto: Sesi-SP)

Futuro
A oposta juvenil Lorenne Geraldo, 20 anos, 1,85m, principal nome do Sesi, tem bastante potencial, mas precisa ser lapidada. Até a temporada passada, ela estava sob o comando de Bernardinho, no Rexona. Um dos destaques do Mundial sub20 disputado no ano passado na República Dominicana, quando o Brasil perdeu a decisão para o time da casa, Lorenne tem braço pesado, mas ainda poucos recursos. Neste sábado, em 35 ataques, colocou apenas 11 bolas no chão. Mas há que se dar um desconto: além da pouca experiência da oposta, uma em cada três bolas levantadas por Giovana Gasparini, a armadora titular do Sesi, foi para Lorenne, o que fez com que ela atacasse quase sempre bem marcada. Do outro lado, além de ter mais cancha, a eficiente oposta Paula Borgo recebeu menos bolas de Dani Lins e tinha a ajuda de Tandara e Malesevic pela entrada de rede – Tandara foi a atacante mais acionada do Vôlei Nestlé, 28 vezes.

O Sesi, que já esteve entre os melhores do país, reduziu consideravelmente seu investimento para a equipe feminina nesta temporada. Sob o comando do técnico Giuliano Ribas, o Juba, um dos assistentes de Bernardinho na seleção masculina, o time é, sem dúvida, um meio de dar rodagem a atletas jovens, mas deixa a desejar quando se pensa na competitividade da primeira divisão da Superliga. Até aqui, ao lado do Renata Valinhos e do São Caetano, integra o bloco das equipes mais frágeis da competição. Os dois últimos colocados entre os doze participantes são rebaixados à Superliga B na temporada seguinte.


Renovação da seleção feminina: o que esperar?
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Carolina Canossa

Sob o comando de Wagão, Brasil se sagrou campeão mundial sub-23 em 2015 (Fotos: FIVB)

Sob o comando de Wagão, Brasil se sagrou campeão mundial sub-23 em 2015 (Fotos: FIVB)

Foram dois ciclos olímpicos com a mesma base e mudanças apenas pontuais. Mas o tempo passa para todo mundo e é chegado o momento de uma alteração mais profunda na seleção brasileira feminina de vôlei. Nomes importantes da atual geração, como a central Fabiana e a oposta Sheilla, já confirmaram que não defendem mais o time nacional.

Outras jogadoras que disputaram a Rio 2016 e ultrapassaram a casa dos 30 (ou estão próximas disso) preferiram deixar a questão em aberto, mas podem seguir o mesmo caminho. É o caso de Jaqueline, Fernanda Garay, Dani Lins, Fabíola, Thaísa, Adenízia, Juciely e Léia. Independentemente da decisão delas, porém, espera-se o aparecimento de muitas caras novas na seleção principal nos próximos meses.

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Até por conta de todas as vitórias obtidas pelo time, não houve muito espaço para novatas nos principais torneios nos últimos anos – a exceção fica por conta da ponteira Gabi, de 22 anos. Enquanto isso, rivais como China, Sérvia e Itália contam com jogadoras de idade semelhante ou até mais novas que já acumulam uma experiência olímpica. É uma defasagem que o Brasil terá que superar antes da Olimpíada de Tóquio.

As posições de central e oposta devem ser as mais afetadas. Por permitirem uma carreira um pouco mais extensa devido ao menor impacto nas articulações, as posições de levantadora e líbero podem abrigar jogadoras mais velhas, como Léia, Dani Lins e a própria Fabíola – há ainda de se lembrar de Camila Brait, 27 anos, que optou por não defender mais a seleção após ser cortada da Olimpíada do Rio, mas tem idade suficiente para reconsiderar sua decisão até 2020. Entre as ponteiras, Gabi e Natália possuem idade e talento para defender a seleção por pelo menos mais um ciclo olímpico.

Gabi é a única jogadora nova que conseguiu se estabelecer na seleção principal neste ciclo

Gabi é a única jogadora nova que conseguiu se estabelecer na seleção principal neste ciclo. Ao lado de Natália, ela é uma das que devem permanecer no time

Das jogadoras que nunca foram chamadas para a seleção principal ou não conseguiram se firmar nela, esses são os nomes que podem ganhar espaço no ciclo que se inicia (em ordem alfabética):

Levantadoras: Claudinha, Juma, Macris, Naiane e Roberta
Opostas: Helô, Lorenne, Monique Pavão, Paula Borgo, Rosamaria e Tandara*
Ponteiras: Carla, Drussyla, Gabi (Vôlei Nestlé), Michelle Pavão, Suelle
Centrais: Bia, Mara, Mayhara, Saraelen e Valquíria
Líbero: Laís
* Joga como ponteira nos clubes

Vale lembrar que o Brasil é o atual campeão mundial sub-23 de vôlei feminino. Técnico da equipe, Wagner Coppini, o Wagão, acredita no potencial das novas atletas, mas pede paciência aos torcedores.

“É difícil comparar gerações. As jogadoras que estão chegando têm potencial para serem atletas de sucesso e algumas já são, mas elas tem um caminho a trilhar”, comentou o técnico, lembrando que, embora seja importante, o Mundial sub-23 não garante nada a ninguém. “É o trabalho diário e a evolução dessas atletas no clube e na seleção que vão dar a ferramenta para elas serem vitoriosas, mas isso tem que acontecer sem nenhum tipo de comparação. Fazer comparações é colocar uma carga muito grande para jogadoras que estão chegando. Só o futuro vai dizer se elas vão chegar no nível de conquista de Sheilla e Fabiana. Teremos que trabalhar muito para a seleção continuar no patamar alto em que se encontra”, destacou.

Para Brait, Zé Roberto se decidiu por Léia ainda no Grand Prix

Para Luizomar de Moura, que durante muitos anos trabalhou como técnico das seleções brasileira de base, há qualidade em quem está chegando, mas falta rodagem. “Falta experiência e todos os envolvidos com voleibol terão que ter paciência”, comentou o treinador, que vê como essencial nesse processo a postura das atletas que permanecerem na seleção. “Haverá um papel importante para as jogadoras que estão no meio desse trabalho e já receberam o suporte necessário para o crescimento”, afirmou.


Os tempos mudaram: Vôlei Nestlé diz que correrá por fora na Superliga
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Carolina Canossa

Luizomar de Moura tem experiência no trabalho com jovens (Foto: João Pires/Fotojump)

Luizomar de Moura tem experiência no trabalho com jovens (Fotos: João Pires/Fotojump)

Os tempos em que Osasco era casa de boa parte da seleção brasileira feminina ficaram para trás. Com a crise econômica, o time – atualmente chamado de Vôlei Nestlé – foi obrigado a se adequar. Em vez de um elenco estrelado, a aposta para a temporada 2016/2017 é em um grupo em que atletas consagradas se unem a jovens talentos.

O técnico Luizomar de Moura é o primeiro a admitir que, na próxima Superliga, o Vôlei Nestlé não será favorito ao título. “Nós, pela primeira vez, estaremos correndo por fora”, comentou o treinador, que vê o Dentil/Praia Clube como o time a ser batido nos próximos meses. “Eles vêm com uma responsabilidade maior nessa temporada pelo investimento que fizeram. O Praia sai daquela situação de azarão e vem um nível acima dos dois principais patrocinadores do vôlei brasileiro, o Vôlei Nestlé e o Rexona”, avaliou.

A 52 dias da Olimpíada, quem sobe e quem desce no vôlei feminino?

Essa mudança de postura é visível especialmente na posição de central: as selecionáveis Adenízia e Thaísa, que preferiram jogar no exterior, serão substituídas por Bia, Natália Martins e Saraelen – essa última, que fez boas apresentações na seleção sub-23, é considerada pela comissão técnica uma jogadora prestes a explodir. Para a saída de rede chega Paula Borgo, destaque da última Superliga pelo Pinheiros e que terá sua primeira chance em uma equipe com alto investimento.

“A Saraelen e a Paula estão no mesmo caminho que a Adenízia, que começou aqui e passou a fazer parte da seleção no ciclo olímpico de Londres. Em uma equipe que tem Dani Lins, Tandara e Camila Brait, essas jogadoras vão poder mostrar seu potencial sem pressão”, explicou Luizomar.

A missão de ser mentora das jovens será complementada por Carol Albuquerque, levantadora campeã olímpica em 2008 que volta ao vôlei após uma temporada afastada das quadras. “Quando comecei minha carreira, tive o suporte de atletas consagradas que me ajudaram. Eu guardo isso até hoje e com muito carinho. Se puder deixar esse legado para as meninas e contribuir para desenvolvimento e crescimento delas vou ficar bastante feliz”, destacou a armadora.

Clarisse, Carol, Bia, Nati Martins, Paula, Saraelen e Bruna Neri posam no ginásio José Liberatti

Clarisse, Carol, Bia, Nati Martins, Paula, Saraelen e Bruna Neri posam no ginásio José Liberatti

O Vôlei Nestlé ainda contará com as ponteiras Gabi, Clarisse e Bruna Neri. A proposta de incentivar a formação de atletas mais jovens também está ligada a um projeto global do patrocinador chamado “Nutrindo os Sonhos dos Jovens”, que busca dar a chance do primeiro emprego a pessoas do mundo inteiro em diferentes áreas. “Em um
momento no qual está todo mundo preocupado com o que vai acontecer depois da Olimpíada, ficamos mais tranquilos quando uma empresa sinaliza que continuará apoiando o projeto e os novos talentos”, comentou Luizomar.

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ESTRANGEIRAS

O elenco do Vôlei Nestlé ainda não está fechado: além de três juvenis (uma líbero, uma levantadora e uma jogadora de posição ainda não definida), o time ainda pretende contratar uma ou duas estrangeiras.

“Queremos uma ponteira de composição para dar qualidade nessa relação de sideout que a gente tem sofrido nos últimos anos”, afirmou o técnico, que fala com cautela sobre as novas contratações. “O mercado tem alguns centros para os quais as jogadoras top foram e jogadoras que não vão ter esse espaço lá podem vir para o Brasil. Temos dificuldades orçamentárias e sempre precisamos ter muito cuidado para não errar com as estrangeiras”, emendou.

Entre os nomes especulados no mercado estão o da ponteira Kristin Hildebrand e o da central Christa Harmotto, ambas americanas.

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