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Arquivo : Lebes/Gedore/Canoas

William pede dispensa da seleção, mas quer voltar ainda este ano
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Sidrônio Henrique

Levantador do Sada Cruzeiro, William Arjona foi campeão olímpico na Rio 2016 (fotos: CBV)

William Arjona pediu dispensa da seleção. O levantador do Sada Cruzeiro, campeão olímpico na Rio 2016, contou ao Saída de Rede que pediu ao técnico da seleção, Renan Dal Zotto, para ficar com a família após o encerramento da Superliga 2016/2017. A final do torneio, para a qual o time mineiro está classificado, aguardando a definição do adversário, será no dia 7 de maio, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.

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“O Renan falou comigo, disse que queria contar com os campeões olímpicos, mas expliquei a ele que estou há quatro anos sem tirar férias, que preciso de um tempo para ficar com minha família. Eu havia dito a minha mulher (Bruna) que se eles (a família) segurassem a barra de ficar todo aquele período de preparação para a Rio 2016 sem mim, eu compensaria no ano seguinte”, comentou William. O atleta tem dois filhos pequenos: Nina, 3 anos, e Cauã, 2.

Arena da Baixada, em Curitiba, receberá as finais da Liga Mundial 2017

À disposição no segundo semestre
O levantador ressaltou que seu pedido de dispensa foi somente para a convocação para a Liga Mundial. A competição será disputada de 2 de junho a 8 de julho, com as finais na Arena da Baixada (de 4/7 a 8/7), estádio de futebol localizado em Curitiba. “No segundo semestre teremos a Copa dos Campeões e o Sul-Americano, e eu estarei à disposição”, completou.

A ausência do nome do armador do Sada Cruzeiro chamou a atenção numa lista que veio a público na sexta-feira (21), no hotsite da Liga Mundial 2017. Naquela mesma data, o SdR divulgou a informação. Os levantadores na relação de jogadores são Bruno Rezende, do Sesi, Raphael Oliveira, do Funvic Taubaté, e Murilo Radke, do Montes Claros.

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Bruno, na seleção desde meados da década passada, foi campeão mundial em 2010 e olímpico em 2016. Rapha fez seu nome nos tempos áureos do Trentino, da Itália, e foi reserva de Bruno na campanha que culminou com a prata no Mundial 2014. Radke, o menos experiente dos três, vinha sendo chamado pelo ex-treinador Bernardinho e foi titular na seleção B que ficou com a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos 2015, sob o comando de Rubinho.

Renan Dal Zotto foi anunciado como novo técnico da seleção pela CBV em janeiro

“Nem todos serão convocados”
O Saída de Rede questionou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se a lista no site da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) corresponde aos convocados para a temporada ou se são apenas inscritos – já houve divergência entre a lista apresentada no site em anos anteriores e a convocação anunciada posteriormente. O supervisor da seleção masculina, Fernando Maroni, informou que a relação “é de pré-inscritos” e que “nem todos serão convocados”. Na noite desta segunda-feira (24), o técnico Renan Dal Zotto confirmou os nomes do central Maurício Souza e do líbero Tiago Brendle, ambos do Brasil Kirin, equipe eliminada na semifinal da Superliga no sábado passado.

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Há poucas caras novas na lista do site da Liga Mundial. Dos 21 relacionados, apenas quatro nunca passaram pela seleção A: o ponta Rodriguinho, do Sada Cruzeiro, o líbero Thales, do Lebes/Gedore/Canoas, o central Otávio, do Funvic Taubaté, e o oposto Rafael Araújo, destaque da liga polonesa pelo MKS Bedzin – os dois últimos foram da seleção B do Pan 2015. Entre os veteranos, um velho conhecido que esteve ausente em convocações recentes, o líbero Mário Júnior, do Taubaté, campeão mundial em 2010 e vice em 2014, que segundo o SdR apurou foi bem avaliado pela comissão técnica. No entanto, o preferido é Tiago Brendle, que desde o final do ciclo passado despontava como sucessor de Serginho, decano da posição que se retirou da seleção após o ouro na Rio 2016, quando foi escolhido MVP.

O nome do líbero Mário Júnior está na lista da Liga Mundial

Quase todos os campeões na Rio 2016 mantidos
Dez dos 12 campeões olímpicos no Rio de Janeiro estão na lista dos 21 pré-inscritos para a Liga Mundial. Somente Serginho e William Arjona não aparecem. Como sede das finais do torneio, o Brasil já está assegurado entre os seis finalistas, ou seja, poderia utilizar a fase de classificação para dar experiência aos mais novos. A cada etapa da Liga Mundial, 14 jogadores podem ser inscritos. Se os dez da Rio 2016 confirmarem presença e forem sempre relacionados, sobra pouco espaço para eventuais novidades.

Os doze atletas convidados por Renan Dal Zotto no dia 10 de abril para treinar em Saquarema (RJ), no centro de treinamento da CBV, estão lá desde domingo (23). Desses, quatro estão na relação do hotsite da Liga Mundial 2017: o levantador Murilo Radke, o líbero Thales e os opostos Rafael Araújo e Renan Buiatti – este último do JF Vôlei.


Sesi mostra força em momento decisivo da temporada
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Carolina Canossa

Murilo (camisa 8) permitiu que o ponteiro improvisado Alan ficasse à vontade no ataque (Foto: Divulgação/Sesi)

Foi mais tranquilo que o esperado. Muito mais, na verdade. Depois de duas partidas só encerradas no tie-break durante a fase classificatória e um primeiro duelo que exigiu uma virada daquelas, o Sesi garantiu seu lugar na semifinal da Superliga masculina de vôlei ao fechar a série das quartas de final contra o Minas em três partidas.

A vitória em parciais diretas neste domingo (26), na Vila Leopoldina, marcou uma das melhores atuações dos comandados de Marcos Pacheco na temporada. E isso, curiosamente, aconteceu logo após o time perder um de seus melhores jogadores, o ponteiro Douglas Souza, que sofreu uma ruptura no abdômen.

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A ausência de Douglas Souza obrigou a comissão técnica a improvisar o oposto Alan na entrada de rede. Mesmo não sendo um especialista na posição, o jovem cumpriu bem sua missão: evitar que Theo ficasse sobrecarregado no ataque, já que a volta de Murilo (outro que sofreu com problemas físicos recentemente) até aumentou o equilíbrio no passe. Vantagens de ter um jogador deste porte, ao lado do líbero Serginho, em seu elenco…

Sada fechou sua série com tranquilidade, apesar dos esforços do Canoas (Foto: Renato Araújo/Divulgação Sada Cruzeiro)

Com a bola na mão, o levantador Bruno fez o jogo fluir – não por acaso, foi um central, Lucão, o melhor jogador da partida. Contribuíram, é claro, o saque ruim do Minas e a falta de efetividade de seus principais atacantes, Bisset e Felipe, mas não dá pra negar que o time paulistano chega às semifinais com o ânimo lá no alto.

Resta saber se a equipe conseguirá manter tal consistência diante de um adversário mais forte – possivelmente, a Funvic Taubaté, que nesta segunda-feira (27) pode fechar a série contra o JF Vôlei. O Minas, por sua vez, sai da competição um pouco aquém das expectativas, visto que tinha potencial para levar a série mais longe, especialmente diante dos problemas de lesão que afetaram o elenco do Sesi.

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Sada Cruzeiro

O Sesi é a segunda equipe a se garantir entre as quatro melhores da Superliga, já que na noite de sábado (25), o Sada Cruzeiro havia confirmado seu lugar ao bater o Lebes/Gedore/Canoas por 3 sets a 1. Na série mais previsível de todas, o time mineiro encarou um adversário esforçado, mas de um nível inferior e só foi ameaçado quando relaxou demais. Segue favoritíssimo ao título e agora espera o vencedor do confronto entre Vôlei Brasil Kirin e Montes Claros (2 a 0 para a equipe paulista).

Resultados da 3ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Sesi 3 x 0 Minas (25-22, 25-20 e 25-22)
Sada Cruzeiro 3 x 1 Lebes/Gedore/Canoas (25-16, 25-18, 21-25 e 25-19)
Funvic/Taubaté x JF Vôlei – segunda, às 18h30
Brasil Kirin x Montes Claros – quinta, às 21h55


Em plena discussão sobre ranking, grandes escancaram superioridade
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João Batista Junior

Lucarelli, Wallace e Éder juntos: ranking não trouxe equilíbrio (foto: Rafinha Oliveira/Taubaté)

Numa semana em que o debate em torno do ranking de jogadores voltou à tona, o fã do vôlei viu Sada Cruzeiro, Sesi e Funvic/Taubaté chegarem a um passo das semifinais da Superliga masculina. E, para que a faca e o queijo pareçam estar ainda mais ao alcance dos grandes, o trio jogará em casa na próxima rodada dos playoffs, o que diminui drasticamente as expectativas de quem sonha (ou sonhava) com séries extensas nessas quartas de final – isso talvez caiba apenas ao duelo entre Brasil Kirin e Montes Claros, que, pelo jogo 1, tende a ir além da terceira partida.

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A CBV alega que o ranking dos jogadores serve para trazer equilíbrio ao certame, diminui a ação do poder econômico na disputa. Na teoria, isso deveria tornar a Superliga – um campeonato de apenas 12 clubes em cada naipe – uma competição de difícil prognóstico, já que os principais atletas do país estariam espalhados por diversos clubes.

Os atletas alegam que o sistema não atende ao fim pretendido, prejudica quem quer jogar no país e não emparelha os pratos da balança do voleibol nacional: os maiores orçamentos, com ou sem as limitações de ranking, seguem numa dianteira que os médios e os pequenos não alcançam.

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Entre as mulheres, as jogadoras de pontuação máxima se queixaram publicamente nesta semana, ao passo que os homens, nesta sexta-feira, vão decidir/saber como funcionará seu campeonato na temporada que vem.

Se precisassem encontrar um argumento contrário às intenções do ranking e, portanto, alinhado à premissa de que os mandatários do vôlei nacional falham em insistir nessa trilha, os jogadores poderiam citar os playoffs da Superliga masculina atual. Os principais elencos do país, recheados de campeões olímpicos e/ou mundiais pela seleção, dão pouca esperança de sucesso a equipes de patamar de investimento inferior: a prática depõe contra o ideal do equilíbrio.

Théo acionado na saída de rede: 21 pontos contra o Minas

OS JOGOS
O Minas Tênis Clube recebeu, em Belo Horizonte, um rival contra quem já havia disputado três partidas na temporada e decidido todas em cinco sets, um adversário combalido, sem seu principal atacante da entrada de rede – Douglas Souza, lesionado no abdômen. Era a ocasião propícia para os minastenistas colocarem o Sesi em dificuldades, talvez pensando num playoff discutido em quatro, cinco partidas, ou, até, temendo a eliminação, já que o ponteiro campeão na Rio 2016 talvez nem volte às quadras antes do final da Superliga. Mas não foi o que aconteceu.

O bloqueio mineiro funcionou bem, anotou 18 pontos (seis de cada um dos centrais, Flávio e Pétrus). Ocorre, no entanto, que o time não foi além disso, não conseguiu explorar a presença de Alan, oposto improvisado como ponteiro, nem a baixa pontuação de Murilo, que voltou ao time titular e, longe ainda da melhor forma física, assinalou somente quatro pontos.

Depois de alguma instabilidade nos dois primeiros sets (vitória apertada na primeira parcial, derrota dilatada na segunda), o time paulista aproveitou-se do saque ineficaz do time da casa. Com uma virada de bola segura e Théo assinalando 21 pontos, o Sesi dobrou a vantagem que tinha no duelo e vai jogar na Vila Leopoldina pensando em encerrar a série pela via mais curta.

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Canoas lutou, mas não passou pelo Cruzeiro (Fernando Potrick/Gama)

Por sua vez, o Lebes/Gedore/Canoas tem bons valores, como o ponteiro Gabriel, que foi repatriado do voleibol austríaco e começou o campeonato muito bem, o central Iálisson, de passagem recente pelo Taubaté, e o jovem ponta Alisson Melo, sétimo atacante mais eficiente da Superliga. Mas, dentro do esperado, a equipe não tem sido páreo para o Sada Cruzeiro nos playoffs.

Jogando em casa na segunda partida da série, o time gaúcho até abriu o marcador, teve Alisson Melo assinalando 17 pontos, sendo três em aces, quesito em que empatou com o central Giovanni. A questão é que, do outro lado da rede, havia um time experiente o bastante para esperar e provocar os erros do rival (e foram 35 ao todo). Leal e os centrais Isac e Simón marcaram, respectivamente, 16, 13 e 12 pontos, e a virada foi inevitável.

A série volta para Contagem, no sábado, às 21h30, e só vai novamente ao Rio Grande do Sul em caso de vitória do Canoas.

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Renan no ataque contra Taubaté: a bola de segurança do JF (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

A outra partida já realizada na segunda rodada foi entre Funvic/Taubaté e JF Vôlei. Se, em Juiz de Fora, os sétimos colocados da fase classificatória chegaram perto de vencer um set, em Taubaté, não ficaram só no quase. Renan, que defendeu a seleção brasileira no ciclo olímpico passado, marcou 26 dos 48 pontos de ataque de sua equipe, teve aproveitamento de 63% nas cortadas.

Pela boa atuação de seu oposto, os visitantes (ajudados pelos erros que Taubaté cometia – 25 ao todo) ganharam um set. Mas, como só tinham Renan em jornada inspirada, não puderam levar o jogo para o tie break.

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Taubaté teve um inusitado problema com o líbero Mário Jr., que jogou socorrendo-se com um colírio, de palmo em palmo, para aliviar uma irritação nos olhos, mas cumpriu o roteiro e venceu: Wallace, com 20 pontos, e Lucas Lóh, com 60% de aproveitamento no ataque, comandaram o time. Lucarelli, que perdeu boa parte do returno, anotou 12 pontos e parece estar aproveitando os jogos contra a equipe de Juiz de Fora para adquirir ritmo de jogo.

A terceira partida, que será na segunda-feira, mais uma vez em Taubaté, pode ser também a última da série.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Minas 1 x 3 Sesi (25-27, 25-19, 21-25, 18-25)
Lebes/Gedore/Canoas 1 x 3 Sada Cruzeiro (25-23, 18-25, 15-25, 14-25)
Funvic/Taubaté 3 x 1 JF Vôlei (25-15, 14-25, 25-18, 26-24)
Brasil Kirin x Montes Claros – sábado, às 14h10


Entre um susto e outro, favoritos vencem (e Cruzeiro passeia) nos playoffs
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João Batista Junior

Cruzeiro não teve problemas para vencer Canoas (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Em casa ou fora de seus domínios, os favoritos começaram as quartas de final da Superliga masculina dando um passo na direção da próxima fase. Todos venceram: o Sesi, que flertou com a derrota e salvou-se em cima da hora, a Funvic/Taubaté e o Brasil Kirin, que tiveram de suar a camisa na quadra adversária, e o Sada Cruzeiro, que atropelou.

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A rodada inaugural dos playoffs acentuou o favoritismo cruzeirense ao título. O time nem precisou jogar no mesmo nível do voleibol apresentado no sábado retrasado, na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil Kirin, para vencer o Lebes/Gedore/Canoas pelo mesmo placar. Em quadra, a diferença entre o dono da melhor campanha na competição e o oitavo colocado foi resultado do excessivo número de erros dos visitantes e, sobretudo, da eficiência do ataque anfitrião (aproveitamento de 61%).

Sem conseguir parar as cortadas do time da casa – que teve Leal e Evandro atacando juntos 35 bolas e pontuando em 22 delas – e fustigado pelo bloqueio mineiro, que amorteceu muitas investidas dos adversários e propiciou vários contra-ataques, o sexteto gaúcho acabou cometendo 26 erros, concedendo mais que um set inteiro em falhas num jogo de três parciais. O segundo compromisso dessa disputa será em Canoas.

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Sesi: da derrota iminente à virada sobre Minas (Karen Griz/Sesi-SP)

Num caminho oposto ao do Cruzeiro, o Sesi só acordou quando já perdia por 2 a 0 do Minas Tênis Clube. Com o ponteiro Alan no lugar de Murilo, que ainda se recupera de uma lesão no cotovelo e entrou em rápidas passagens a partir do segundo set, o time paulista teve problemas no passe e, em consequência, na virada de bola. O sistema defensivo mineiro levava tanta vantagem sobre o ataque sesista que os muitos contra-ataques desperdiçados nas duas primeiras parciais não fizeram falta aos visitantes.

O ritmo do jogo mudou quando o levantador Rafa e o central Aracaju entraram, respectivamente, no lugar de Bruno e Lucão. Théo e Douglas Souza cresceram na partida e, exigido, o Minas descobriu que seus erros (foram 43 em toda a partida) seriam punidos: no tie break, o time teve o match point na mão, mas o cubano Yordan Bisset atacou para fora. Mesmo jogando mal e contando com um pouco de sorte, a vitória é um alívio para o Sesi, que vai disputar o jogo 2 da série em Belo Horizonte.

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Já para Funvic/Taubaté e Brasil Kirin, que começaram atuando em território adversário, o fator casa pode garantir uma rápida classificação às semifinais. Teoricamente, é claro.

Lucarelli em ação contra JF Vôlei (Rafinha Oliveira/Vôlei Taubaté)

Taubaté enfrentou um valente JF Vôlei – que o havia batido há uma semana – e teve muito trabalho para vencer os dois primeiros sets: em ambas as parciais, os tricampeões paulistas abriram vantagem e viram os rivais, com um bom bloqueio, reagirem perigosamente.

Com o apoio da torcida, o sexteto de Juiz de Fora talvez merecesse conquistar uma parcial, que fosse. Contudo, prevaleceu a experiência do segundo colocado da fase classificatória, que contou com a volta de Lucarelli – recuperado de lesão – ao time titular. Os visitantes frearam o crescimento dos anfitriões e superaram uma equipe que sobrecarregou o oposto Renan e não teve força para lutar no terceiro set.

Agora, para poder voltar a jogar em casa, os mineiros têm a ingrata missão de vencer, ao menos, um dos dois próximos duelos, que serão disputados no interior de São Paulo.

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Na matemática e na tabela, a situação do Brasil Kirin é igual à da Funvic/Taubaté: venceu o Montes Claros em Minas e, agora, ganhar as duas próximas partidas em casa é o que lhe basta para avançar na competição. A diferença é que a missão da equipe campineira (teoricamente, repito) tende a ser mais complicada do que a do time do Vale do Paraíba.

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Os quatro sets do primeiro duelo entre quarto e quinto colocados da Superliga foram definidos por vantagem mínima no placar. Isso não quer dizer, no entanto, que a partida tenha sido um suspense de tirar o fôlego: o Brasil Kirin venceu um jogo mais equilibrado do que emocionante – exceção, talvez, à virada paulista na quarta parcial, depois de estar perdendo por 18 a 13.

Montes Claros conseguiu 62 a 51 em pontos de ataque, mas, longe de fazer uma boa partida, colaborou com a vitória dos visitantes cometendo 35 erros contra 26. Um reflexo da má atuação dos mineiros foi Maurício Souza ter obtido seis aces: o central estava numa ótima jornada no serviço (é verdade) e tem um flutuante que bagunça a linha de passe adversária (outra verdade), mas conquistar SEIS pontos de saque nesse estilo é exagero.

Contudo, se o Brasil Kirin não teve vida fácil, mesmo diante de um adversário em dia instável, não será surpresa se a série se estender para além do jogo 3, embora as duas próximas partidas sejam em Campinas.

Resultados da 1ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Sada Cruzeiro 3 x 0 Lebes/Gedore/Canoas (25-20, 25-17, 25-17)
Sesi 3 x 2 Minas Tênis Clube (20-25, 23-25, 25-23, 25-23, 18-16)
JF Vôlei 0 x 3 Funvic/Taubaté (27-29, 23-25, 18-25)
Montes Claros 1 x 3 Brasil Kirin (23-25, 27-25, 25-27, 23-25)


No sobe e desce da Superliga, destaque para “presente” de Gabi para Edinara
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João Batista Junior

São Caetano endureceu o jogo contra Rexona (foto: Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

São Caetano endureceu o jogo contra Rexona (foto: Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

A rodada da Superliga não trouxe grandes mudanças na classificação, mas teve, em Belo Horizonte, um resultado surpreendente. O jogo em Manaus teve boa presença de público e uma cena das mais incomuns no final. Já as reclamações contra a arbitragem, no duelo na Vila Leopoldina, mostram por que é preciso implantar a revisão de vídeo nas partidas.

Veja os destaques da quarta rodada do returno da competição, marcada pela ausência ou contusão de vários ponteiros de equipes grandes do país.

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SOBE

Eleita melhor em quadra, Gabi, do Rexona, "premia" Edinara (CBV)

Eleita melhor em quadra, Gabi, do Rexona, “premia” Edinara (CBV)

Gabi e Edinara
Terceiro jogo disputado em Manaus na temporada, a partida entre São Cristóvão Saúde/São Caetano e Rexona-Sesc, na sexta-feira, se destacou por vários motivos: teve o maior público até agora da Superliga feminina (5.497 espectadores), o time carioca suou o uniforme para vencer em cinco sets e o troféu VivaVôlei teve um destino inusitado.

Como é de praxe, a comissão técnica do time vencedor escolheu a melhor jogadora da partida e apontou uma atleta de seu plantel – no caso, a ponteira Gabi. A jogadora assinalou 17 pontos (14 no ataque, três no bloqueio) e foi a segunda pontuadora de sua equipe, perdendo apenas para a também ponteira Anne Buijs, com 18 anotações.

Contudo, Gabi escolheu outra jogadora para ficar com o prêmio: a oposta Edinara, que completou 21 anos na última quarta-feira, e que havia marcado nada menos que 28 pontos no duelo. Um grande gesto da ponteira da seleção brasileira e uma atuação memorável de uma atacante que tem se destacado nas últimas rodadas.

Não é inédito um ganhador de VivaVôlei repassá-lo a um companheiro de equipe que julgue ter atuado melhor na partida. Mas entregar o troféu para um adversário, admito, foi a primeira vez que eu vi. Se você se lembra de outra ocasião como essa, conte o fato na caixa de comentários.

Em busca dos playoffs, Minas venceu Taubaté (Orlando Bento/MTC)

Em busca dos playoffs, Minas venceu Taubaté (Orlando Bento/MTC)

Minas Tênis Clube
Pensando em chegar aos playoffs, o Minas conquistou um resultado importantíssimo. No tie break, venceu em casa a Funvic/Taubaté, time que luta pelo título e que raramente concede pontos aos principais adversários da equipe mineira na luta pelo G8.

O sexteto de Belo Horizonte ocupa a sétima posição da tabela, três pontos e duas vitórias à frente do oitavo, Canoas, cinco pontos a mais do que o Bento Vôlei, nono colocado.

O resultado refletiu a fase de ascensão do time no campeonato: nas últimas cinco rodadas, o Minas Tênis Clube conquistou três vitórias e dez pontos, obtendo um ponto, inclusive, diante do Sesi, em São Paulo, na rodada passada.

Ellen e Rodriguinho
Num momento do campeonato em que vários jogadores lesionados têm desfalcado suas equipes (falaremos deles mais abaixo), dois jogadores tidos como “reservas” foram bem na rodada.

Na sexta-feira, Ellen substitui Alix Klineman e marcou 17 pontos na vitória do Praia Clube sobre o Pinheiros por 3 a 0 – de quebra, ainda foi eleita a melhor jogadora em quadra.

Já no sábado, na vitória do Sada Cruzeiro sobre o Maringá, quando Filipe deixou a quadra contundido, ao término da segunda parcial, Rodriguinho entrou no jogo e obteve nada menos que quatro aces.

DESCE

Times do sul
As cinco equipes da região Sul do país que disputam a Superliga não só foram derrotados na rodada como também não somaram nenhum ponto. A ressalva que cabe é que só o Caramuru/Castro, lanterna da Superliga masculina, que perdeu por 3 a 1 para o JF Vôlei, não enfrentou uma equipe candidata ao título em algum dos naipes.

Canoas não passou pelo Brasil Kirin, mas segue no G8 (Fernando Potrick/Gama)

Canoas não passou pelo Brasil Kirin, mas segue no G8 (Fernando Potrick/Gama)

Por outro lado, a rodada e a situação dos times de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul na tabela mostram a distância que existe em relação às principais equipes sudestinas.

O Lebes/Gedore/Canoas perdeu em casa para o Brasil Kirin (3 a 1) e só não saiu do G8 porque o Bento Vôlei/Isabela foi batido pelo Sesi pelo mesmo placar – pela marcha da competição, parece que só haverá lugar para uma das duas equipes gaúchas nos playoffs.

Vice-lanterna, a Copel Telecom Maringá não teve muita chance diante do Sada Cruzeiro e perdeu por 3 a 0, seguindo a quatro pontos do São Bernardo na luta para fugir da seletiva.

Na competição feminina, o Rio do Sul perdeu em casa para o Vôlei Nestlé por 3 a 0 e está na nona posição, sete pontos atrás do oitavo, o Pinheiros.

Ponteiros lesionados
A fase não está boa para alguns dos principais ponteiros da Superliga. Seja pela sequência de partidas, seja por algum acidente de jogo ou de treino, vários titulares da entrada de rede estão lesionados.

Murilo, na Copa Brasil, com proteção no cotovelo (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Murilo, na Copa Brasil, com proteção no cotovelo (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Lucarelli, da Funvic/Taubaté, com uma lesão no calcanhar, e Murilo, do Sesi, ainda não totalmente recuperado de um problema do cotovelo, não jogam há duas semanas, desde as semifinais da Copa Brasil.

Quem também não atua desde a Copa Brasil é a norte-americana Alix Klineman. Ela sofreu uma luxação no dedo mínimo da mão direita durante um treinamento e desfalcou o Dentil/Praia Clube nas duas partidas da semana – contra Rio do Sul e Pinheiros.

E no sábado, o Sada Cruzeiro pôs o time titular para o jogo contra a Copel Telecom Maringá e perdeu Filipe no último ponto do segundo set. O ponteiro saiu do jogo com uma torção no tornozelo direito. Mais tarde, disse nas redes sociais que o pé estava inchado e que deverá fazer exames nesta segunda-feira para ver a gravidade da lesão.

Arbitragem na Vila Leopoldina
Como fez falta o vídeo check, no jogo entre Sesi e Bento Vôlei/Isabela. Dentre muitas reclamações da equipe gaúcha – umas com razão, outras sem motivo –,o lance emblemático foi o que definiu o terceiro set da partida.

Com 1 set a 1 no placar e 24 a 23 para o time da casa no marcador da parcial, a arbitragem anotou como fora uma bola boa do ponteiro Clint, o que levou à virada sesista na partida.

É óbvio que nada indica que a equipe de Bento Gonçalves venceria o jogo nem, sequer, a parcial (ficaria 24 a 24, bom lembrar). Mas para um time que está lutando ponto a ponto por uma vaga no G8, perder um set por conta de uma marcação equivocada do auxiliar e dos árbitros é complicado.


Murilo de titular e grande atuação de Theo marcam vitória do Sesi em Canoas
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João Batista Junior

Lesão no cotovelo havia afastado Murilo (no ataque) das quadras (fotos: Fernando Potrick/Gama)

Lesão no cotovelo havia afastado Murilo (no ataque) das quadras (fotos: Fernando Potrick/Gama)

O duelo da tarde do sábado, em Canoas, entre Lebes/Gedore/Canoas e Sesi, até pode ser repetir nas quartas de final da Superliga masculina. As duas equipes estão na zona de classificação para os playoffs, os paulistas entre os quatro primeiros colocados, os gaúchos brigando por um lugar entre o sexto e o oitavo postos. Aliás, como a rodada terminou com o time comandado por Marcos Pacheco mantido na segunda posição e o sexteto dirigido por Marcelo Fronckowiack em sétimo lugar, este seria um dos confrontos da próxima fase da competição.

Contudo, a vitória sesista por 3 sets a 1, em parciais de 25-19, 18-25, 25-17, 25-22, deixou os rivais novamente numa situação delicada no campeonato. Vitórias do Minas Tênis Clube e do Bento Vôlei/Isabela na rodada legaram ao Canoas apenas dois pontos de folga para o time de Bento Gonçalves, nono colocado.

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Atacantes do Canoas tiveram baixo aproveitamento

Atacantes do Canoas tiveram baixo aproveitamento

O Lebes/Gedore/Canoas largou com seis derrotas seguidas nesta Superliga, mas teve poder de reação para vencer cinco dos seis jogos anteriores ao deste fim de semana. Frente à equipe da Vila Leopoldina, o time da casa sofreu bastante com o sistema defensivo adversário, o que se refletiu nas estatísticas de ataque. Enquanto o Sesi produziu 59 pontos em cortadas e obteve 60,8% de aproveitamento, os anfitriões marcaram em 41 das 94 oportunidades que tiveram (43,6%).

Esses números resultam da ótima performance do oposto Theo e da recuperação do ponteiro Murilo, duas peças vitais para a engrenagem da equipe paulista.

O que deve mudar na convocação da seleção masculina com Renan Dal Zotto?

Theo não ganhou o VivaVôlei, mas merecia (o prêmio foi para Bruno, que, com o passe na mão, conseguiu distribuir bem o jogo). Com uma atuação mais do que segura, o atacante anotou todos os seus 20 pontos em ações no ataque, o que lhe conferiu o altíssimo aproveitamento de 71,4% no quesito.

Murilo, por outro lado, contribuiu com nove acertos na pontuação de sua equipe e teve boa participação nas ações de fundo de quadra – passe e defesa. O jogo marcou seu retorno ao sexteto titular do Sesi, já que uma lesão no cotovelo o tirou da equipe nas últimas cinco rodadas do primeiro turno e, semana passada, participou apenas da quarta parcial na vitória sobre a Copel Telecom Maringá.

Se estiver fisicamente bem na reta final da Superliga, Murilo, ao lado de Serginho, pode ser fundamental na linha de recepção para deixar o ponteiro Douglas Souza, maior pontuador da equipe no certame, mais à vontade para atacar. É uma formação que impõe respeito e pode (por que não?) ameaçar o título do Sada Cruzeiro – não é demais lembrar que a apertada vitória cruzeirense por 3 a 2 em São Paulo, há um mês, foi diante de um Sesi que havia acabado de perder Murilo.

COPA BRASIL
Nesta semana, a Superliga dá vez à Copa Brasil. O Sesi, que passou pelo JF Vôlei no meio da semana, vai encarar o Sada Cruzeiro, quinta-feira, pelas semifinais do torneio. A outra semifinal, disputada no mesmo dia, será entre Brasil Kirin e Funvic/Taubaté. A final será no sábado, 21. O ginásio Taquaral, em Campinas, vai receber os jogos.

Como foi eliminado pelo Cruzeiro nas quartas de final dessa competição, o Lebes/Gedore/Canoas só volta à quadra no dia 28, sábado, em visita à Funvic/Taubaté, pela terceira rodada do returno da Superliga. Antes, na quinta-feira, 26, o Sesi recebe o Minas Tênis Clube. Estes dois jogos serão transmissão pela RedeTV!


Camponesa/Minas em alta na volta de Jaqueline às quadras
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João Batista Junior

Jaqueline: volta às quadras após dois treinos (foto: Orlando Bento/MTC)

Jaqueline: volta às quadras após dois treinos (foto: Orlando Bento/MTC)

Depois de quase cinco meses parada e com apenas duas sessões de treinamento para se ambientar ao novo time, Jaqueline retornou às quadras na noite da segunda-feira, pela rodada inaugural do returno da Superliga. Na vitória do Camponesa/Minas sobre o Genter Vôlei Bauru por 3 sets a 2 (25-21, 25-20, 22-25, 19-25, 15-11), em Belo Horizonte, a ponteira começou o jogo no banco de reservas e entrou em quadra no decorrer dos quatro primeiros sets. “Ainda não treinei com a (levantadora) Naiane em nenhum momento. Acabei recebendo três bolas, virei uma, então, eu estou feliz”, resumiu a jogadora.

Foi gostosa essa sensação de poder entrar para ajudar um pouco. Infelizmente, não foi da maneira como eu queria. Eu queria ganhar aquele (quarto) set, mas não deu. A equipe complementou no quinto set, mostrou que, independentemente das dificuldades, tem como buscar o placar e reverteu aquela situação difícil”, comentou a atacante, referindo-se ao tie break, que chegou a estar 8 a 3 para as visitantes.

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Mesmo entrando em poucas passagens, Paulo Coco explicou que Jaqueline, que não jogava desde as Olimpíadas do Rio, não entrou com o intuito de apenas para adquirir ritmo jogo. Nas vezes em que acionou a ponteira, o treinador queria também “dar uma descansada na Rosamaria”, que, com dor de garganta, “jogou no sacrifício” – e, ainda assim, foi a ganhadora do troféu VivaVôlei e maior anotadora do time, com 19 pontos.

Obviamente, Jaqueline vai ter que evoluir (no condicionamento físico), é o foco no momento. Tecnicamente, a gente sabe que ela não deixa nada a desejar. Então, na verdade, ela começa a contribuir, (mesmo) fora de condições, para que esse ritmo venha pouco a pouco. A gente não tem pressa”, garantiu Paulo Coco.

Paulinho me tirou e disse ‘Jaque, não dá pra você ficar jogando, você simplesmente saltou ontem (domingo) pra jogar hoje, você tem três cirurgias no joelho’, e eu entendi que realmente é dessa maneira, eu tenho que ir aos poucos, mesmo”, reconheceu Jaqueline, que já havia defendido o Minas na temporada 2014/2015.

O resultado deixou a equipe da casa na sexta posição do campeonato e pôs o time paulista no quinto lugar. Veja como foi o sobe e desce da primeira rodada do returno da Superliga, a primeira de 2017:

Érika vive coincidência no Barueri

SOBE

CAMPONESA/MINAS
A vitória do Camponesa/Minas diante de um adversário que faz ótima campanha, como o Genter Bauru, mostra que a equipe mineira está em ascensão. O clube investiu pesado, contratando a oposta norte-americana Destinee Hooker e a ponteira Jaqueline, e ainda conta com uma boa superliga da atacante Rosamaria, e com uma líbero com experiência olímpica, como Léia. Como o returno está só começando, ninguém duvide de que a equipe vá brigar para ficar entre os quatro primeiros da fase classificatória.

Canoas supera Montes Claros: vitória para embalar (Fernando Potrick)

Canoas supera Montes Claros: vitória para embalar (Fernando Potrick)

LEBES/GEDORE/CANOAS
Depois de perder as seis primeiras partidas que disputou no campeonato, o Lebes/Gedore/Canoas, nos últimos seis jogos, venceu cinco e fez 14 pontos, indicando que dificilmente deixará de jogar os playoffs.

Nesta rodada, o time gaúcho subiu da sétima para a sexta posição na tabela com uma vitória por 3 a 2 (20-25, 25-23, 15-25, 25-18, 15-10) sobre o Montes Claros, que estava na terceira posição e caiu para o quinto lugar.

OS GRANDES
Assim como na rodada de abertura da Superliga, a jornada inaugural do returno ofereceu pouco risco aos principais candidatos ao título, seja do naipe masculino, seja do feminino.

O Rexona-Sesc bateu o Fluminense por 3 sets a 1 e se mantém na liderança, quatro pontos à frente do Vôlei Nestlé, segundo. O time de Osasco foi a Manaus e venceu o São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3 a 0, mesmo placar do jogo em que o Dentil/Praia Clube, agora terceiro colocado, bateu o Renata Valinhos/Country.

Lucarelli em ação contra Caramuru/Castro: vitória previsível do Taubaté (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Lucarelli em ação contra Caramuru/Castro: vitória previsível do Taubaté (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Na competição masculina, o Sada Cruzeiro se deu o luxo de poupar vários titulares e ainda assim superou o São Bernardo em sets diretos. A Funvic/Taubaté, diante do Caramuru Vôlei/Castro, também venceu sem conceder nenhum set. Já o Sesi, apesar da resistência oferecida pela Copel Telecom Maringá, conquistou três pontos numa vitória por 3 a 1. O mesmo se aplicou ao Brasil Kirin diante do JF Vôlei, em Campinas. Com o revés sofrido pelo Montes Claros, essas quatro equipes voltam a ocupar as quatro primeiras posições na tabela.

DESCE

MINAS TÊNIS CLUBE
Num confronto direto pela oitava vaga às quartas de final, o Minas Tênis Clube perdeu no tie break para o Bento Vôlei/Isabela (25-22, 15-25, 23-25, 25-21, 15-13). Os mineiros ainda são os oitavos, mas só dois pontos à frente dos representantes de Bento Gonçalves, em nono.

A equipe mineira, que até participou do mundial de clubes 2016, perdeu sete das 12 partidas que disputou e não consegue uma boa sequência no campeonato. Para complicar, a tabela não promete ajudar muito o time nas próximas rodadas. A partir da semana que vem, Minas enfrenta, pela ordem, Montes Claros, Sesi, Funvic/Taubaté, Brasil Kirin e Sada Cruzeiro, justamente os cinco primeiros colocados da competição.

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Poupada, Paula assistiu à derrota do Brasília no banco (Brasília Vôlei)

Poupada, Paula assistiu à derrota do Brasília no banco (Brasília Vôlei)

TERRACAP/BRB/BRASÍLIA
A única surpresa da rodada feminina foi a derrota do Terracap/BRB/Brasília diante do Pinheiros. No Distrito Federal, o time da casa jogou desfalcado da ponteira Paula Pequeno, que sentiu dores no joelho, e perdeu por 3 sets a 2 (25-21, 19-25, 25-23, 20-25, 16-14). Depois de até ocuparem a segunda posição na tabela, as brasilienses caíram para o quarto lugar e, das últimas três partidas, só venceram uma – em casa, contra o São Cristóvão Saúde/São Caetano, décimo colocado, em jogo de cinco sets.

JF VÔLEI
Uma derrota para o Brasil Kirin não foge das expectativas do JF Vôlei. No entanto, com o 3 a 1 sofrido no sábado, a equipe de Juiz de Fora amargou o quarto revés consecutivo, o quarto jogo sem somar ponto à tábua de classificação. Com isso, o time caiu do sexto para o sétimo lugar e terá como próximo adversário o Sada Cruzeiro.

Mais do que o resultado: em cada uma das duas últimas partidas, apenas o oposto Renan chegou a dois dígitos na pontuação, reflexo do mau aproveitamento da equipe no ataque (36,7% contra a Funvic/Taubaté e 45,1% contra o Brasil Kirin).


Lá se foi o primeiro turno da Superliga: alguém segura o Sada Cruzeiro?
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João Batista Junior

Sada Cruzeiro lidera Superliga invicto e com folga (foto: LC Moreira/Inovafoto/CBV)

Sada Cruzeiro lidera Superliga invicto e com folga (foto: LC Moreira/Inovafoto/CBV)

A Superliga masculina está na metade da fase classificatória e, no ritmo que vai o campeonato, a resposta à interrogação do título pode ser “ninguém”. Invicto, o Sada Cruzeiro não teve sua posição hegemônica no voleibol nacional perturbada. Só o Sesi, alentado pela torcida na Vila Leopoldina, conseguiu ganhar dois sets dos campeões mundiais (tradução: beliscaram um ponto precioso), mas nada além disso.

Entre os que não disputam a competição pensando em desbancar o líder, mas têm pretensões a médio e longo prazo, as equipes do interior mineiro têm feito um campeonato muito bom. Dos representantes da região Sul, o Lebes/Gedore/Canoas é quem começa a despontar como sério candidato aos playoffs, enquanto os paranaenses figuram nas últimas posições.

Dentro das pretensões e possibilidades de cada uma das 12 equipes da Superliga masculina, o Saída de Rede avaliou o desempenho de todas.

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sinais analise superliga verdeSinal verde

Mesmo perdendo dois titulares das últimas temporadas (o central Éder e o oposto Wallace) e jogando longe de seus domínios em nove dos 11 compromissos que teve até aqui, o Sada Cruzeiro dominou amplamente a primeira metade do campeonato. Com os recém-contratados Simón (central) e Evandro (oposto) se integrando à equipe e com a boa rodagem que a comissão técnica deu ao elenco, especialmente no que se refere aos reservas Alan (oposto), Fernando Cachopa (levantador) e Rodriguinho (ponteiro), o time obteve 32 de 33 pontos possíveis e tem nada menos que três vitórias a mais que seus perseguidores mais próximos.

Pelo andar da carruagem, mesmo com todo o returno por jogar, vai ser difícil o time sair da ponta da tabela, bem como não chegar, pelo menos, a mais uma final. Se bater o Sada Cruzeiro virou uma façanha, imagine ganhar três vezes desse time – que será a missão de quem encará-lo nas quartas de final ou semifinais, séries disputadas em melhor de cinco.

Duas equipes que fizeram um primeiro turno além das expectativas foram Montes Claros e JF Vôlei.

Renan (à direita) é o grande nome do JF Vôlei (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Renan (à direita) é o grande nome do JF Vôlei (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

A equipe de Montes Claros conseguiu, de algum modo, embaralhar as cartas da Superliga masculina. O time surpreendeu com vitórias seguidas sobre Funvic/Taubaté e Brasil Kirin e ocupa a terceira posição do campeonato, com oito vitórias. Dado que seu aporte financeiro é substancialmente inferior ao das grandes equipes, surpreende que se possa dizer, a essa altura do campeonato, que o “Pequi Atômico”, como é chamado, poderá chegar bem aos playoffs e com boa chance de não entrar em rota de colisão com o Sada Cruzeiro nas quartas e semifinais.

Quem também surpreende positivamente é o JF Vôlei. Lanterna na temporada 2015/16, a equipe de Juiz de Fora precisou vencer um torneio seletivo para se manter na divisão principal do vôlei brasileiro. Obtida a vaga, teve reforços na base do Cruzeiro, repatriou o oposto Renan e fez uma metade de Superliga muito além das previsões mais otimistas. Mesmo perdendo os três últimos jogos que disputou, a equipe está na sexta posição, com seis vitórias e 16 pontos, situação relativamente confortável para chegar aos mata-matas, já que o nono colocado está seis pontos e três vitórias atrás.

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sinais analise superliga amareloSinal Amarelo

Sesi e Brasil Kirin não devem passar apuro para chegar aos mata-matas, mas ainda não empolgaram o torcedor nem demonstraram em quadra que possam destronar o colecionador mineiro de troféus.

O Sesi trouxe de volta para o Brasil, nesta temporada, o levantador Bruno e o meio de rede Lucão, e, com os pontas Douglas Souza e Murilo, o líbero Serginho e os centrais Aracaju e Riad, montou um elenco que bem poderia contestar a hegemonia cruzeirense.

No entanto, o time tem convivido com lesões e, mesmo no segundo lugar da tabela, não conseguiu se livrar de fato da concorrência para mostrar que seja a equipe que possa bater os atuais campeões – com 26 pontos, tem tantas vitórias quanto Montes Claros, Funvic/Taubaté e Brasil Kirin.

Já o time de Campinas, atual vice-campeão nacional, até poderia estar fazendo uma campanha abaixo da que tem feito, pois perdeu titulares da temporada passada, como Lucas Lóh, Wallace Martins e Demián Gonzalez. Só que Brasil Kirin tem demonstrado que pode ir além da quinta posição que ocupa no momento, com oito vitórias e 22 pontos, porque tem conseguido jogar boas partidas e ainda tem muito chão para terminar a fase classificatória.

Outras duas equipes na faixa intermediária dessa análise são o Lebes/Gedore/Canoas e o São Bernardo.

Depois de mau começo, Canoas chegou ao G8 (Fernando Potrick/Gama)

Depois de mau começo, Canoas chegou ao G8 (Fernando Potrick/Gama)

O time campeão gaúcho teve um começo muito complicado na competição, encarou uma sequência pesada de jogos e só na sétima rodada obteve a primeira vitória. Depois disso, exceto por um revés em casa contra o São Bernardo, o time mostrou plenas condições de chegar aos playoffs e terminou o turno na sétima posição, com 15 pontos e quatro vitórias.

O São Bernardo, apesar da décima posição, deu mostra de que pode conquistar o bilhete para mais um ano na elite do vôlei nacional. Semifinalista da última Superliga B, o clube só está na divisão principal da Superliga por convite da CBV – que quase não conseguiu fechar o campeonato deste ano com 12 clubes. Com a eliminação para a Climed/Atibaia no Paulista, era de se esperar que o time tivesse de se contentar com a lanterna no nacional. Mas, não.

A equipe do ABC paulista, com três vitórias e nove pontos, fez campanha melhor do que a dos paranaenses (venceu a ambos, inclusive) e, a quatro pontos do oitavo colocado, pode até se dizer na luta por uma vaga nos playoffs. Só não pode vacilar, porque Maringá, penúltimo, está a três pontos de distância.

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A Funvic/Taubaté montou um senhor time de voleibol para a Superliga – ao menos no papel. Além de tirar dois titulares de longa data do Cruzeiro – Wallace e Éder –, o clube conta no elenco com os ponteiros Lucarelli e Lucas Lóh, o levantador Raphael, o líbero Mário Jr. Noutras palavras, tem atletas que passaram recentemente pela seleção brasileira e três dele, até, foram campeões olímpicos.

Contudo, a campanha do time, que veio credenciado pelo tricampeonato paulista, teve muitas oscilações e duas contundentes derrotas em sets diretos contra Sada Cruzeiro e Sesi. Resultado, o time está no quarto lugar, um ponto atrás de Montes Claros, um à frente do time de Campinas, muito aquém das expectativas iniciais.

Quem também está no G8 e não faz boa campanha é o Minas Tênis Clube. Longe de quando fazia bons duelos contra o Sada Cruzeiro, o representante de BH foi superado, inclusive, pelos mineiros Montes Claros e JF Vôlei. Isso, registre-se, numa temporada em que o time participou do Mundial de Clubes.

Minas e Bento Vôlei: disputa pela oitava posição (Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Minas e Bento Vôlei: disputa pela oitava posição (Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O Minas até tem esboçado uma reação, com três vitórias nas últimas quatro rodadas, mas o oitavo lugar que ocupa, com seis derrotas, três pontos à frente do nono colocado, é muito pouco para a tradição que o clube tem no vôlei nacional.

Depois de vencer dois dos três primeiros jogos, o Bento Vôlei/Isabela ganhou somente uma das últimas oito partidas que disputou – exatamente sobre o lanterna Caramuru Vôlei/Castro. A equipe gaúcha ainda pode repetir do feito da temporada passada, quando chegou às quartas de final, já que está na nona posição e tem 11 rodadas pela frente. Mas vai precisar melhorar um bocado e, inclusive, conseguir bons resultados longe de Bento Gonçalves, já que todos os dez pontos que conquistou até aqui foram em casa.

Por fim, as equipes paranaenses. Copel Telecom Maringá e Caramuru Vôlei/Castro são, respectivamente, décimo primeiro e décimo segundo colocados. O Maringá, que, a exemplo do São Bernardo, disputa a Superliga graças a um convite, venceu só dois jogos e o Caramuru, campeão da Superliga B, tem somente dois pontos ganhos, fruto dois tie breaks perdidos em casa. São dois times que, sem maiores pretensões no campeonato, talvez já pensem na seletiva (que a CBV chama de “Taça Ouro”) para se manterem na divisão principal no ano que vem.


Ele ainda não ganhou nenhum jogo, mas é destaque da Superliga
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Carolina Canossa

Ponteiro Gabriel quase deixou o vôlei por falta de oportunidades (Foto: Divulgação/Canoas)

Ponteiro Gabriel quase deixou o vôlei por falta de oportunidades (Foto: Divulgação/Canoas)

Se você gosta de vôlei, preste atenção nesse nome: Gabriel Soares. Aos 23 anos, o ponteiro de 1,98m é um dos destaques individuais da Superliga masculina, ainda que seu time, o Lebes/Gedore/Canoas, tenha perdido todos os seis jogos que já fez na competição. Até o momento, o atacante soma 99 pontos, uma ótima média de 16,5 por partida, fazendo-o competir pelo posto de maior pontuador do torneio com nomes conhecidos como o do campeão olímpico Wallace e do gigante Renan Buiatti, de 2,17m.

Gabriel, que começou a jogar vôlei por influência de um professor ao perceber que não tinha talento no futebol, decidiu virar atleta na categoria de base do Sesi. No time da Vila Leopoldina, porém, não teve espaço na hora de fazer a transição para o profissional. Ficou seis meses sem clube e acabou indo parar no Hypo Tirol, da Áustria, alternativa que evitou o encerramento precoce de sua carreira. “Os times daqui têm preconceito com jovens e só tive a chance de jogar Superliga B no Brasil”, contou o atleta com exclusividade ao Saída de Rede.

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Jogar em um país frio, distante e longe dos principais centros de voleibol no planeta parecia uma decisão desesperada, mas acabou sendo o grande acerto na carreira de Gabriel até agora. Na Áustria, foi campeão nacional duas vezes e teve a oportunidade de jogar a Champions League, o mais importante torneio de voleibol de clubes do mundo. Aprendeu bastante e conquistou o interesse de um time da elite nacional. “Voltei com um estilo um pouco diferente. Lá, eles deixam a gente bem solto para sacar, enquanto aqui é mais tático. Ganhei também experiência e amadureci bastante, dentro e fora da quadra”, afirmou.

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Na Áustria, ponteiro se consagrou (Foto: Divulgação)

De fato, o saque é um dos pontos fortes do jovem, que faz questão de dividir os méritos das boas atuações individuais com os companheiros de equipe. “Meu desempenho também é coletivo, pois as jogadas só saem quando alguém faz um bom passe e o levantador me aciona em bons momentos”, comentou Gabriel. Ele sonha alto: “Quero aparecer no cenário nacional, pois ninguém ainda me conhece”.

O acúmulo de resultados negativos incomoda, mas o fato de Canoas já ter levado três partidas para o tie-break, inclusive diante dos favoritos Funvic/Taubaté e Vôlei Brasil Kirin, o anima. “Falta ainda maturidade para fechar o jogo, aproveitar as oportunidades. Também pegamos uma tabela difícil”, lembrou o ponteiro, se referindo ao fato de Canoas também já ter enfrentado o Sesi e o Sada Cruzeiro nessas primeiras semanas de disputa. Ele, inclusive, sonha alto. “Nosso objetivo é chegar na semi. Somos um time jovem e todo mundo aqui acredita nisso”, garantiu.

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As dificuldades do começo da carreira, no entanto, ainda não saíram da memória de Gabriel. Na dúvida se vai dar certo ou não no esporte, cursa o primeiro semestre da faculdade de design gráfico como “plano B”. Conta com o auxilio dos professores para que os compromissos profissionais não prejudiquem as notas. “Se eu conseguir terminar, vou ficar muito feliz, nem que seja fazendo pouco a pouco”, comentou.

Gabriel terá uma nova chance de finalmente vencer na Superliga no próximo sábado (3), quando o Canoas recebe em casa o Caramuru Vôlei/Castro, outro time que vive a mesma situação.


Central da seleção em alta e Ibope baixo no sobe e desce da Superliga
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João Batista Junior

Mauricio Souza (ao centro): nove pontos de bloqueio contra Canoas (foto: Vôlei Brasil Kirin)

Mauricio Souza (ao centro): nove pontos de bloqueio contra Canoas (foto: Vôlei Brasil Kirin)

Numa rodada em que o Sada Cruzeiro teve jogo de pouca audiência na TV, mas seguiu soberano em quadra, o Brasil Kirin se valeu da força de um meio de rede da seleção para vencer de virada. Já na Superliga feminina, Mari era a grande atração do Genter Bauru, mas quem se destacou foi outra atacante da equipe. Veja o sobe e desce da Superliga:

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SOBE

Maurício Souza

Jogador que mais pontos anotou em bloqueios até aqui nesta Superliga, o central Mauricio Souza foi o grande nome da vitória do Brasil Kirin sobre o Lebes/Gedore/Canoas, sábado, em Campinas.

O time da casa perdia por 2 a 0, mas chegou à virada e manteve a invencibilidade no campeonato com nada menos que nove pontos do meio de rede campeão olímpico no bloqueio. Nove! Não à toa, Mauricio Souza foi escolhido o melhor jogador da partida.

Thaisinha

A campeã olímpica Mari começou no banco, sexta-feira, entrou no decorrer do primeiro set, permaneceu em quadra e terminou com dez pontos anotados. No entanto, quem brilhou, mesmo, na vitória do Genter Bauru sobre o Renata Valinhos/Country por 3 a 1 foi a ponteira Thaisinha: com nada menos que 30 pontos, sendo 28 em cortadas, a jogadora teve aproveitamento de 57% no ataque.

Thaisinha tem 1,74m, estatura considerada baixa para os padrões atuais do vôlei, mas é a sexta melhor atacante do campeonato pelos critérios da CBV e a segunda maior pontuadora nesse fundamento – só perde para a oposta Rosamaria, do Camponesa/Minas.

Sada Cruzeiro

Para o atual campeão brasileiro e mundial, os resultados obtidos nessas primeiras rodadas da Superliga, contra equipes que não deverão lutar pelo título da temporada, podem ser tomados como obrigatórios. No entanto, não se deve menosprezar a sequência de jogos e deslocamentos que a equipe celeste disputou na semana passada.

Domingo, o time venceu o Caramuru Vôlei/Castro, no Paraná, por 3 a 0. Na terça-feira, em jogo da quarta rodada, bateu o Copel Telecom Maringá, também fora de casa, por 3 a 0. E na quinta-feira, de passagem por São Bernardo do Campo, bateu o time anfitrião em jogo atrasado da primeira rodada em sets diretos.

Vale ressaltar que, nessa sequência de partidas, o técnico Marcelo Mendez tem conseguido dar boa rodagem ao elenco: jogadores como os centrais Éder Levi e Pedrão, o oposto Alan, o líbero Vanderson e o levantador Fernando Cachopa, que não costumam ter muitas chances no time titular, tiveram oportunidade de jogar durante a semana passada e mantiveram a equipe na liderança da competição – e sem nenhum set perdido.

Vitória cruzeirense em São Bernardo teve pouca audiência na TV (foto: July Stanzione)

Vitória cruzeirense em São Bernardo teve pouca audiência na TV (foto: July Stanzione)

DESCE

Audiência na TV aberta

Foi até matéria do Notícias da TV, do UOL: a audiência da RedeTV!, com a exibição de São Bernardo vs. Sada Cruzeiro, na última quinta-feira, dia 17, teve 0,2 ponto de média e oscilou, nos últimos 45 minutos de exibição da partida, entre 0,1 e 0,0 (dados colhidos pelo Ibope na Grande São Paulo).

Chama a atenção, ainda, o fato de o vôlei ter sido, junto com o programa Master Game, a menor audiência da RedeTV! naquela data.

Competitividade no masculino

Se a briga pelo título masculino deve ser boa, com o Sada Cruzeiro lutando para manter a supremacia, e Funvic Taubaté, Sesi e Brasil Kirin em perseguição, o mesmo não se diz da briga por uma vaga nos playoffs. Pelo menos, não nesse início de Superliga.

O campeonato mal começou e já se nota um vão entre os oito primeiros colocados da Superliga masculina e os quatro últimos. Se cada uma das equipes dentro da zona de classificação para os playoffs já venceu, ao menos, dois jogos, entre os quatro piores colocados (Lebes/Gedore/Canoas, São Bernardo, Copel Telecom Maringá e Caramuru/Castro), ninguém sabe ainda o que é vencer.

É evidente que isso é resultado da grande diferença de investimento entre as equipes, mas traria mais graça à competição uma tabela que, por exemplo, não colocasse o Maringá em rota de colisão com os quatro principais clubes do campeonato nas quatro primeiras rodadas.

(Aliás, já falamos sobre o pouco cuidado que a CBV teve na confecção da tabela – clique aqui.)

Sesi ainda não venceu nesta Superliga feminina (foto: Orlando Bento/MTC)

Sesi ainda não venceu nesta Superliga feminina (foto: Orlando Bento/MTC)

Paulistas

Segue o drama das paulistas na Superliga feminina: com a derrota do Sesi para Camponesa/Minas (3 a 1), do São Cristóvão Saúde/São Caetano para o Rexona-Sesc (3 a 0) e do Pinheiros para o Dentil/Praia Clube (3 a 0) – além do 3 a 0 sofrido por Valinhos diante do Bauru –, as quatro últimas posições do campeonato são ocupadas por times de São Paulo.

Noutras palavras: se os playoffs da competição entre mulheres começassem amanhã, apenas o Vôlei Nestlé e o Genter Bauru, equipes de investimento dos mais elevados nesta temporada, representariam São Paulo, enquanto Pinheiros, Valinhos, Sesi e São Caetano estariam eliminados. Há perspectiva de mudança nesse quadro?