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Arquivo : Juciely

Elas arrasaram! Confira nossa seleção da Superliga feminina 2016/2017
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Carolina Canossa

Com um jogo muito coletivo, Rexona se sagrou campeão de novo (Foto: Inovafoto/CBV)

Um dia após o final da Superliga feminina, é hora de começar as avaliações de tudo o que aconteceu no torneio. E, claro, eleger quem foram as melhores atletas em quadra. Enquanto a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) prefere basear suas escolhas nas estatísticas, optamos por não dar toda esta importância aos números, já que eles muitas vezes não refletem fatos que ocorreram em quadra, além de ignorarem o poder decisivo de uma atleta.

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Dito isto, vamos à seleção do Saída de Rede:

(Fotos: CBV)

Levantadora: Macris (Terracap/BRB/Brasília)

Começamos por aquela que foi a posição mais difícil de ter uma vencedora nesta Superliga. Isso porque não houve uma levantadora que tenha sido uma unanimidade ao longo da competição: todas, sem exceção, alteraram bons momentos com erros táticos e/ou técnicos. De uma maneira em geral, porém, chamou a atenção Macris, que ajudou o Brasília a fazer uma ótima campanha mesmo com uma oposta em má fase e com Paula Pequeno não sendo mais a mesma de antes. Às vezes, seu estilo acelerado compromete, mas consegue aliar bem essa velocidade com inteligência na hora de distribuir as jogadas

Oposta: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Mandou um recado para quem tinha dúvidas se poderia repetir as atuações de sua primeira passagem no Brasil, o que inclui a equipe do SdR: sim, a americana ainda tem muita lenha para queimar. Potente e com boa técnica, ajudou o Minas a subir de patamar e, mesmo tendo estreado apenas na oitava rodada, foi a segunda maior pontuadora da competição, 26 pontos atrás de Tandara

Ponteira 1: Tandara (Vôlei Nestlé)

Falando em Tandara, ela não poderia deixar de aparecer nesta lista. Em excelente forma física, também aprendeu a encarar menos bloqueios montados e se destacou no saque. Manteve ainda um nível razoável na recepção e foi a maior responsável pela equipe de Osasco ter ficado a apenas um set do título da Superliga

Ponteira 2: Drussyla (Rexona-Sesc)

Há 20 dias, seria inimaginável pensar que a jovem atleta do Rio figuraria nesta lista. Mas não há como deixar de reconhecer o excelente trabalho feito por ela na reta final da competição, quando foi alçada ao time titular no lugar da holandesa Anne Buijs. Ajudou a reestabilizar o passe do time em um momento difícil na semifinal contra o Minas, virou bolas importante no ataque e teve emocional para não se deixar levar depois de erros no primeiro set da final. Foi uma gigante em quadra.

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Central 1: Juciely (Rexona-Sesc)

Outra que jogou uma enormidade quando o Rexona mais esteve ameaçado, seja no bloqueio ou no ataque. Aos 36 anos, ainda consegue se manter entre as melhores atletas do Brasil na posição (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Central 2: Bia (Vôlei Nestlé)

Foi um problemaço para os rivais quando esteve na rede, já que tem uma ótima noção de tempo para bloquear e leitura das atacantes rivais. Se conseguir atacar com a mesma eficiência, algo que ainda não acontece mesmo com uma levantadora com a qual está acostumada (Dani Lins), será presença certa na seleção nos próximos anos

Líbero: Brenda Castillo (Genter Vôlei Bauru)

Talentosíssima, a dominicana conseguiu o feito de estar entre as melhores da competição mesmo tendo parado nas quartas de final. Foi a dona do fundo de quadra de um time cujas ponteiras apresentaram problemas para receber as bolas, além de fazer defesas de encher os olhos

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Técnico: Bernardinho (Rexona-Sesc)

Chega ao seu 12º título em 20 anos de competição. Precisa dizer mais? Precisa: na maioria destas conquistas, incluindo a deste ano, contou com um investimento menor que o dos principais adversários. Seus times, porém, se destacam pela coletividade e linearidade de jogo – mesmo quando as coisas não dão certo, o Rexona é capaz de esquecer um set ruim e apresentar um novo ritmo na etapa seguinte, como se nada tivesse acontecido. Tem ainda um talento especial para apostar em jovens talentos na hora certa, como ocorreu com Drussyla desta vez

MVP: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Esse posto poderia muito bem ficar com Tandara, mas optamos por Hooker pela superação apresentada depois de alguns anos em baixa no exterior. Voltou a ser uma estrela de primeiro nível no vôlei internacional, está mais madura psicologicamente e seguramente é um dos nomes mais disputados por times do mundo inteiro no mercado pra próxima temporada. Pena que já avisou que não permanece no Brasil…

Menções honrosas (ou “quem poderia estar na seleção da Superliga, mas faltou espaço”): Amanda (Terracap/BRB/Brasília), Edinara (São Cristóvão Saúde/São Caetano), Fabi (Rexona-Sesc), Gabi (Rexona-Sesc), Lorenne (Sesi), Mara (Camponesa/Minas) e Roberta (Rexona-Sesc).

Concorda? Discorda? Qual é a sua seleção da Superliga feminina 2016/2017?


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João Batista Junior

O Rexona precisou de cinco sets conquitar a Superliga (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Melhor campanha da fase classificatória e sobrevivente de uma semifinal enfartante contra o Minas, o Rexona-Sesc levantou a Superliga feminina, neste domingo, com a força de seu trabalho coletivo – fator característico da equipe durante toda a competição. Mas, na vitória sobre o Vôlei Nestlé, neste domingo, no Rio, por 3 sets a 2 (25-19, 22-25, 25-22, 18-25, 15-6), além da boa relação bloqueio e defesa, da distribuição de bolas no ataque e da paciência para esperar pelo erro adversário, virtudes que acompanharam as cariocas por todo o campeonato, registrem-se também atuação da ponteira Drussyla e da central Juciely. De quebra, foi o décimo título nacional para a líbero Fabi e a ponteira reserva Regiane.

Osasco, há cinco anos sem conquistar a Superliga, valorizou a vitória do Rio e, por consequência, o clássico. O time paulista oscilou bastante durante a fase classificatória, mas cresceu no mata-matas e levou a partida final até o quinto set, quando não suportou a pressão do voleibol do Rio.

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Juciely (primeiro plano) foi o nome do jogo no tie break

Se Gabi foi a principal jogadora do Rexona na campanha e nos playoffs, Drussyla foi a mão mais segura do ataque carioca na decisão. A mais jovem das titulares em quadra, a ponteira começou a partida caçada pelo saque osasquense, mas permaneceu no jogo e mostrou coragem e eficiência nas cortadas. Quando a vitória carioca no tie break estava estabelecida, com 12-5 no placar, errou um passe mas definiu no ataque contra um triplo. Ela e Monique foram o desafogo de Roberta nas horas mais difíceis da partida.

Vale salientar a importância de Drussyla não apenas no duelo deste domingo, mas também nas semifinais, quando assumiu a titularidade no lugar da holandesa Anne Buijs e ajudou a equipe naquela difícil empreitada contra o Camponesa/Minas, marcando 38 pontos na soma das duas últimas partidas.

Juciely, de 36 anos, numa partida de cinco sets, foi bem nas primeiras parciais e destruidora no tie break. Quando o placar do quinto set apontava 9 a 3, a meio de rede havia assinalado nada menos que seis pontos só na parcial.

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Tandara encara bloqueio do Rexona

Tandara, como se esperava, foi a melhor atacante do Vôlei Nestlé, mas o sistema defensivo do Rexona tratou diminuir o estrago que ela poderia provocar e ainda anulou as demais opções de ataque do Osasco: as sérvias Malesevic e Bjelica começaram a partida como titulares, mas deram lugar a Gabi e Paula Borgo, enquanto o passe quebrado não deu muita chance para Dani Lins jogar com o meio.

Osasco completa cinco anos sem conquistar a Superliga. A Unilever, por outro lado, se despede da Superliga com mais um troféu: a parceria da multinacional com o Rio durou 20 anos, rendeu 12 títulos nacionais e chegará ao fim daqui a três semanas, no Mundial de Clubes de Kobe.

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Arbitragem
É desagradável gastar tempo falando sobre arbitragem, mas, mais uma vez, é necessário. Como se já não houvesse provas suficientes para defender a adoção do vídeo check na Superliga, os árbitros cometeram dois erros importantes que influenciaram na definição das duas primeiras parciais –
ainda apareceram no quarto set.

No primeiro set, com 15 a 15 no marcador, não foi anotado um desvio no bloqueio carioca num ataque de Bia. A partir dali, a rede do Osasco encalhou e o Rexona-Sesc abriu margem decisiva no placar da parcial.

Já na segunda etapa, com 22 a 22, Gabi, do Vôlei Nestlé, não conseguiu explorar o bloqueio adversário, mas o ponto foi anotado a seu favor mesmo assim. Houve alguma polêmica sobre ter havido um toque do Rexona na rede ou não, mas a anotação foi, mesmo, o de desvio no bloqueio.

Um otimista talvez prefira dizer que o árbitro não influenciou no resultado, o que não deixa de ser verdade. Mas é preciso acentuar que, numa temporada em que houve tanto clamor pela revisão de vídeo nos jogos, a final feminina não fugiu à regra das queixas contra as decisões dos árbitros.


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Carolina Canossa

Rexona se aproveitou dos erros do Minas para chegar a outra final (Fotos: Divulgação/CBV)

Elenco por elenco, o Camponesa/Minas é superior ao Rexona-Sesc. Mas, ainda assim, ficou no quase. Depois de ser surpreendido por uma excelente atuação dos rivais cariocas em sua primeira chance de voltar à final da Superliga feminina, o time de Belo Horizonte sucumbiu mais uma vez na noite desta sexta (14) e está eliminado da competição. Desta vez, porém, dá pra dizer que o placar de 3 sets a 1 (25-15, 26-24, 21-25 e 25-20) foi reflexo do maior problema apresentado pela equipe ao longo da temporada: o excesso de altos e baixos.

Basta ver os números do jogo: na Jeunesse Arena, o Minas cedeu ao rival nada menos que 30 pontos, quase 31% do total, o maior número em toda a série. Em alguns erros, não houve sequer a necessidade de um esforço maior por parte do Rexona, caso de falhas na combinação de ataque e toques na rede. Exceção feita a Destinee Hooker, com um cruzado dificílimo de recepcionar, o saque primou pela falta de consistência em três das quatro parciais do duelo decisivo.  Com a bola na mão a maior parte do tempo, a levantadora Roberta usou e abusou da central Juciely, eleita com justiça a melhor em quadra.

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Faltou ainda alguém que pudesse dividir o tempo todo a responsabilidade com a americana no ataque: se a bola não ia para a oposta, crescia demais a possibilidade de um bloqueio (outro fundamento no qual Juciely brilhou) ou uma defesa do outro lado da quadra. Parecem detalhes, mas foram o suficiente para deixar o Minas no quase. Ainda assim, nossas palmas para as comandadas do técnico Paulo Coco, afinal não é qualquer um que vence o Rexona duas vezes fora de casa, como elas fizeram nesta série melhor de cinco. Se o trabalho e o nível de investimento forem mantidos, é questão de tempo até o tradicional clube voltar à tão sonhada decisão.

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Decisão, aliás, é uma palavra constante na história do Rexona, classificado para a 13ª final seguida de sua história. “Operário”, sem uma grande estrela e apostando no coletivo, o time carioca tem justamente no volume de jogo sua grande qualidade na temporada. Mesmo quando perde, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho dificulta demais o ataque do adversário: no terceiro set, por exemplo, foram seis pontos em bloqueio, mesmo com os quatro pontos de desvantagem no placar.  E o que dizer de Drussyla? Aos 21 anos, a jovem ponteira chamou a responsabilidade no ataque e seguramente merece começar a final no time titular.

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Na grande decisão em jogo único, programada para a mesmo Jeunesse Arena no dia 23 de abril, o Rexona vai encarar um ascendente Vôlei Nestlé. A despeito do desgaste provocado pela série, chega como favorito ao duelo (ao longo da próxima semana, falaremos mais sobre isso). É a volta do maior clássico brasileiro à final da Superliga, mas, quem acompanhou essa temporada completa, sabe que, desta vez, não podemos “culpar” o ranking por isso. Se ambos chegaram até aqui, foi porque aliaram seus próprios méritos a falhas cruciais dos rivais mineiros ao longo da semi.

E aí, o que você acha: quem será o campeão da temporada 2016/2017 da competição? Deixe seu comentário abaixo!


Bernardinho: “Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos”
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Sidrônio Henrique

“Foram 20 anos incríveis, quem vai tocar o processo agora é o Sesc” (foto: Divulgação)

O momento parecia de turbulência com a saída do patrocinador Unilever, parceiro desde 1997, mas Bernardo Rezende garante que a equipe de vôlei feminino sob seu comando segue firme. “O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado e quem vai tocar agora é o Sesc”, disse o técnico multicampeão ao Saída de Rede.

Esta é a primeira parte de uma entrevista que o treinador concedeu ao SdR. Nesta o foco é o voleibol feminino. Além da transição no Rexona-Sesc, equipe que conquistou a Superliga 11 vezes e que encerrou a fase classificatória da atual edição na liderança, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Bernardinho fala sobre a dificuldade de enfrentar “seleções” no Mundial de Clubes, relembra que o arquirrival Osasco (atual Vôlei Nestlé) venceu a competição tendo “uma verdadeira seleção” e que depois perdeu a final da Superliga para o Rexona.

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Ele aponta o Camponesa/Minas, liderado pela oposta americana Destinee Hooker e pela ponteira Jaqueline Carvalho, como favorito na Superliga e alega que vencê-lo três vezes numa eventual semifinal é uma tarefa complicada.

Fala de talentos do voleibol brasileiro, como a central Bia, as pontas Rosamaria, Gabi e Tandara, as opostas Lorenne e Paula Borgo, além das levantadoras Roberta, Naiane, Juma e Macris.

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Sobre a estrangeira de sua equipe, a ponta holandesa Anne Buijs, Bernardinho afirma que “aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível”.

Confira a primeira parte da entrevista que Bernardo Rezende nos concedeu:

Saída de Rede – Como fica a equipe com a saída da Unilever após 20 anos de parceria?
Bernardinho – O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Foram 20 anos incríveis e não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado, combinado, de prosseguimento e quem vai tocar o processo agora é o Sesc. Esse processo foi conduzido por nós, junto com o Sesc, nessa transição. A Unilever jamais nos abandonou, muito pelo contrário, sempre foi uma parceira orientadora, muito preocupada com a consistência do projeto, tanto na parte competitiva quanto nas frentes sociais.

O técnico durante Mundial de Clubes 2016, nas Filipinas (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona vai para o Mundial de Clubes em maio, no Japão. Diante dessa situação, de transição, o time já havia se programado para contratar algum reforço?
Bernardinho – Nós não temos nenhuma verba neste momento para poder buscar alguém. E também não seria justo chegar num momento como esse e sacar uma jogadora para, de repente, colocar outra. Seria muito bacana poder reforçar, tentar trazer alguém que nos desse uma condição a mais. Osasco, quando foi ao Mundial, tinha uma verdadeira seleção.

Sobre o arquirrival Osasco e seu título mundial: “Tinha uma verdadeira seleção” (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você fala da edição de 2012, quando Osasco ganhou?
Bernardinho – Exatamente… E depois nós ganhamos delas na final aqui (na Superliga). (Osasco) Era uma seleção com das quatro titulares: Garay, Jaqueline, Thaisa e Sheilla. Tinha ainda duas reservas imediatas da seleção: Fabíola e Adenízia. O time chegou ao Mundial em condições de brigar. Hoje, as equipes turcas são verdadeiras seleções do mundo. Eczacibasi, por exemplo, o VakifBank, o Fenerbahce… Esses times são all-star, com jogadoras de várias seleções do mundo, se torna mais difícil vencê-los. No último Mundial a gente estava meio despreparado e perdeu duas vezes por 3-2, pro Eczacibasi e pro Casalmaggiore, campeão europeu. Esses dois foram os finalistas. Então faltou pouco. Quem sabe a gente não consiga depois da Superliga, mais preparado, um pouco mais? (Nota do SdR: o Rexona-Sesc terminou o Mundial 2016 na quinta colocação.)

Saída de Rede – O fato de o torneio agora ser no fim da temporada de clubes, pouco depois do encerramento da Superliga, ajuda o time? Embora esses adversários também estejam com bom ritmo.
Bernardinho – Para nós, que não temos a quantidade de talentos individuais a nível mundial que esses times têm, a questão do sistema funcionar é a única chance que a gente tem. Não dá para brigar na individualidade. Sob esse ponto de vista, a consistência de uma temporada talvez nos dê uma possibilidade a mais. Claro que esses grandes times continuam sendo os favoritos, mas talvez a gente tenha uma pequena condição a mais.

Bernardinho orienta o time durante partida da Superliga (foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

Saída de Rede – Falando agora de Superliga, as outras equipes no top 4, Minas cresceu no segundo turno, Praia Clube caiu um pouco ao longo da competição e Osasco está se ajustando. Desses três adversários, qual seria o mais perigoso?
Bernardinho – O Minas com certeza é o mais perigoso. Na minha opinião, o Minas se tornou o favorito.

Saída de Rede – Por quê?
Bernardinho – Uma coisa é ter o Minas sem uma Hooker e sem uma Jaqueline. A Hooker é uma das grandes opostas do mundo. Veja bem, não falo só da Superliga, falo do mundo, e ela ataca como poucas. A Jaqueline é completa, arma o time de uma maneira… Que jogadora tem condições de passar como ela passa, arrumar o time, defender, fazer o jogo como ela faz? Aí você tem Rosamaria, Carol Gattaz fazendo excelente temporada, a Naiane… Pelas jogadoras que tem hoje, o Minas se tornou favorito na Superliga.

Saída de Rede – Enfrentá-las numa melhor de cinco jogos em uma possível semifinal facilita para vocês, não? Afinal, ganhar três vezes do Rexona…
Bernardinho – (Interrompendo) É, mas ganhar três vezes desse Minas aí é tão complicado quanto ganhar três vezes do Rexona.

Saída de Rede – Se você diz… E quanto ao Praia e ao Osasco?
Bernardinho – Acho que o Praia vive um momento de insegurança emocional, mas é um time com muito potencial. Na final, no ano passado, por muito pouco a coisa não fugiu da gente. Foi uma final muito dura. E Osasco é sempre Osasco, uma equipe de tradição, que vai chegar, mudou um pouco a forma de jogar: no último ano tinha mais força no meio, a cubana na ponta, agora tem a Tandara, duas estrangeiras, com muita força ali. A Bia tem jogado em altíssimo nível.

A central Bia, do Vôlei Nestlé, foi bastante elogiada por Bernardinho (foto: João Pires/Fotojump)

Saída de Rede – Você acha que a Bia subiu muito de produção em relação ao ano anterior?
Bernardinho – Ela já tinha jogado muito bem no Sesi com a Dani Lins. O fato de ter uma grande levantadora do lado dela, e ela sempre foi uma grande bloqueadora, deu uma condição… Me lembro que ganhamos grandes competições com a Dani e as centrais eram a Valeskinha e a Juciely, que são mais baixas, e a Dani as fazia jogar, mesmo sendo jogadoras fisicamente menos capazes de jogar com atletas grandes. A Dani faz isso muito bem e a Bia está se beneficiando disso. Para o voleibol é muito importante ter uma jogadora como ela, que naturalmente já é uma grande bloqueadora. É um belo trabalho feito lá e ter a Dani por perto dá uma condição ainda melhor.

“Natália foi uma jogadora fundamental” (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona sempre teve muito volume de jogo e você procura fazer o time jogar de forma acelerada na virada de bola e no contra-ataque. No ano passado, quando o passe não saía, era bola para a Natália, que descia o braço. Como está isso hoje? Conversando outro dia com o Anderson Rodrigues (técnico do Brasília Vôlei), ele dizia que o Rexona está bem, porém errando mais do que no ano passado. Você também acha isso? O que está faltando para o time?
Bernardinho – É exatamente isso. O Anderson enxerga um pouco com os meus olhos, até por termos convivido tanto tempo. Nós ainda não temos a consistência… Olha, a Natália foi uma jogadora fundamental nos últimos dois anos, dava um equilíbrio muito grande, pra gente se permitir ter um passe pior às vezes. Era uma jogadora que resolvia, ela foi excepcional. Não tê-la este ano requer um time que cometa menos erros, que desperdice menos, mas ainda estamos em busca disso, dessa consistência maior. Nos momentos importantes estamos tendo boas atuações, mas o time ainda oscila. A Anne (Buijs) tem altos e baixos, mas teve momentos muito bons, como na Copa Brasil, a final do Sul-Americano, mas não posso atribuir a ela a responsabilidade que a Natália já tinha condições de assumir. Eu tenho que ter também a calma de fazer com que ela tenha a tranquilidade de jogar sem um excesso de peso sobre ela. Quem está assumindo uma responsabilidade maior é a Gabi, o que é muito bom para ela, para o amadurecimento.

Saída de Rede – Mas ela não tem característica de força, tem outro perfil, não dá para comparar com a Natália.
Bernardinho – Não, mas você pode jogar de outra maneira. A ideia é um pouco essa, que ela jogue de uma forma com mais velocidade, para que ela consiga criar situações de dificuldades para o outro time.

O treinador orienta Anne Buijs: “Está começando a mostrar mais consistência” (foto: Marcelo Piu/Divulgação)

Saída de Rede – Quando a Brankica Mihajlovic (ponta sérvia, vice-campeã na Rio 2016), que tem um perfil parecido com o da Anne, com deficiências no passe e no fundo de quadra, jogou aqui, ela deslanchou a partir das quartas de final. Você está preparando a Anne para crescer na reta final?
Bernardinho – Aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível. É o que a gente espera dela: crescer fisicamente e conseguir lidar com uma situação de pressão que a Superliga exige o tempo todo.

Saída de Rede – Atualmente, no cenário internacional, temos a impressão de que existe uma carência de ponteiras passadoras. Você diria que o vôlei no Brasil reflete isso também?
Bernardinho – A Gabi é uma jovem ponteira excepcional. A Natália tem pouco tempo nessa função… Então, nós temos duas ponteiras. São pontas que às vezes não são tão boas passadoras, como a Tandara também não é, mas que você pode compor. Veja, a Sérvia jogou a Olimpíada com a Brankica na ponta, a Tandara não é pior passadora do que ela. Você tem como compor e o Zé Roberto vai saber montar isso. No Brasil há um pouco dessa carência, não só no feminino também há no masculino, mas eu diria que não estamos tão mal posicionados neste sentido. Temos algumas jogadoras interessantes para surgir, como a Rosamaria.

Saída de Rede – Nós conversamos com ela, que admitiu que não dava para ser oposta em nível internacional, até por sua altura (1,85m), mas sim ponteira. Ela pensou exatamente nisso.
Bernardinho – Ela pensou e os treinadores dela também. Na minha opinião é uma solução excepcional, ela tem plenas condições de jogar nessa posição.

Ele diz que Macris “taticamente joga muito” (foto: CBV)

Saída de Rede – Que outros destaques você vê entre as jogadoras mais jovens aqui no Brasil?
Bernardinho – Levantadoras você tem a Roberta, a Naiane, a Juma, que são jovens e boas jogadoras. A Macris é uma atleta que taticamente joga muito, ela é diferente e entra nesse rol. A Dani Lins continua sendo a principal e melhor jogadora da posição. Mas temos um leque de jogadoras interessantes para trabalhar, com boa estatura. Olhando pro futuro, eu vejo boas levantadoras. Sobre opostas, não sei se a ideia é a Tandara jogar um pouco ali, a Natália jogar eventualmente, mas eu tinha uma crença muito grande em uma menina que é a Paula Borgo, que fez duas boas temporadas e este ano está jogando menos. Claro que isso é momentâneo e é uma jogadora que tem potencial. Não temos uma quantidade grande, talvez seja o caso de pensarmos em uma estrutura um pouco híbrida.

Saída de Rede – E a Lorenne, sua jogadora até a temporada passada, foi ideia sua ela ir para o Sesi, sob o comando do Juba, que tinha sido seu assistente, para ela jogar mais?
Bernardinho – Sim, ela tinha que sair pra jogar.

“Lorenne talvez necessite mais tempo” (foto: Sesi)

Saída de Rede – Está muito verde ainda para se pensar em seleção principal?
Bernardinho – Ela está galgando, agora já joga a Superliga, tem potencial. Lorenne talvez necessite um pouco mais de tempo, assim como a Paula Borgo. Elas precisam passar por um processo de amadurecimento internacional para poder jogar.

Saída de Rede – A Lorenne joga de uma forma diferente do que historicamente as nossas opostas fazem, mais lenta, porém com mais alcance e com mais potência. Como você vê isso?
Bernardinho – É, ela vai mais alto, pega uma bola mais lenta. Temos que ver, pois a forma de jogar do Brasil não é muito esta e, lá fora, jogar com uma bola tão lenta talvez não seja o mais recomendável. Mas é uma jogadora de potencial, tem que ser trabalhada para ter condição de jogar internacionalmente. É preciso testá-la lá fora. Já jogou Mundial sub23, ou seja, está começando a ganhar essa experiência.


WhatsApp e conselhos unem meios de rede da seleção a promessa do vôlei
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Carolina Canossa

Saraelen passou por Pinheiros e São Caetano antes de chegar ao Vôlei Nestlé (Foto: João Pires/Fotojump)

Saraelen passou por Pinheiros e São Caetano antes de chegar ao Vôlei Nestlé (Foto: João Pires/Fotojump)

“Ah, pra que Gamova? A Saraelen é quem manda nessa p…a!”. Quem frequentou o ginásio José Liberatti, em Osasco, na última temporada provavelmente ouviu os fãs do Vôlei Nestlé cantarem a bem humorada rima que compara uma jovem a um dos maiores nomes da história do vôlei. Aos 22 anos, a central Saraelen Leandro Ferreira Lima sequer joga na mesma posição da gigante russa, recém-aposentada, mas já virou xodó da torcida graças às boas atuações no período em que substituiu Thaísa, operada dos dois joelhos, no time. E é justamente os passos da compatriota que ela sonha em seguir.

“Da compatriota”, não. Para falar de Saraelen, é melhor usar o plural: “das compatriotas”. Prestes a iniciar sua segunda temporada na equipe da Grande São Paulo, Saraelen fala com o carinho de uma irmã mais nova quando o assunto é Thaísa, Adenízia e Juciely, três jogadoras que vão defender a seleção brasileira na Olimpíada do Rio a partir de sábado (6). Trata-se de gratidão por uma série de conselhos que ganhou delas nos últimos meses, dentro e fora das quadras.

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“Quando vim pra cá, a Thaísa tinha recém-operado e me deu muita força. Eu saía do treino e ela vinha me perguntar se tinha treinado bem, me dava dicas. Tudo o que eu joguei no Paulista e na Superliga foi graças a ela”, comenta Saraelen, que conversou com o Saída de Rede antes de um treino visando a Copa São Paulo, primeiro torneio da temporada de clubes brasileiros. “A Adenízia também me ajudou muito. Ela me falava dentro de quadra: ‘Olha, se você não fechar pra cá, não vai me bloquear’ ou ‘Se você não fizer assim, os outros vão montar em cima de você’. Foi onde eu pude crescer muito. Elas fazem isso por amor ao esporte, para ajudar quem está vindo”, destaca.

Com o início da preparação para a Rio 2016, o contato passou a ser feito por WhatsApp. E foi justamente através do aplicativo que Saraelen estreitou os laços com Juciely, amiga que defende o rival Rexona-Sesc e que também vai tentar o ouro olímpico. “Ela já me disse: ‘Você vai conquistar muita coisa e tem que ser muito forte porque, a cada degrau que subir, dez mil vão atirar pedra pra te fazer voltar'”, conta a novata, que em 2015 foi um dos destaques da campanha que levou o Brasil ao título mundial sub-23. Na ocasião, ela marcou 16 pontos na final, que foi acompanhada ao vivo pelas atletas da seleção principal graças à internet.

Saraelen marcou 16 pontos na final do Mundial sub-23, vencida pelo Brasil (Foto: Divulgação/FIVB)

Saraelen marcou 16 pontos na final do Mundial sub-23, vencida pelo Brasil (Foto: Divulgação/FIVB)

Com a transferência de Thaísa e Adenízia para times do exterior, Saraelen provavelmente terá ainda mais chances de jogar ao longo dos próximos meses em um dos principais times do país, algo que até pouco tempo atrás nem passava pela cabeça de uma menina que só começou a jogar vôlei aos 15 anos após ser escolhida em uma peneira para a qual foi, inicialmente, apenas acompanhar uma amiga. Hoje, com a carreira já engatilhada, diz “se cobrar demais”, mas nem por isso se considera uma substituta das recém-saídas centrais da seleção. “A Natália e a Bia, que são as outras centrais que estão aqui, são extremamente competentes e já atuaram de titulares na Superliga. Será uma briga de igual pra igual e a vaga está aí para quem estiver melhor”, analisa.

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E a musiquinha da torcida? Com um sorriso no rosto, Saraelen lembra que precisou se concentrar quando ouviu o canto pela primeira vez, durante uma partida. Alvo de brincadeiras das próprias colegas de equipe, naquele dia teve que colocar a mão no rosto para não correr o risco de rir na frente das adversárias e ser mal- interpretada. “No começo eu não entendi nada do que cantavam. Depois quando eu entendi, eu falava: ‘Gente, mas não faz sentido!’. Deve ser por causa da rima…”, despista.
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Sob efeito da carga pesada de treinos, Brasil vence mesmo errando muito
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Sidrônio Henrique

Zé Roberto: preocupação com o cumprimento da programação (fotos: FIVB)

Em uma partida que nada valia pelo Grand Prix, com o Brasil já classificado para as finais (veja abaixo) e a renovada Turquia eliminada, o que prevaleceu em Ancara neste domingo (26) foi um jogo de baixo nível técnico, cuja utilidade foi dar ritmo à seleção brasileira, que venceu por 3-0 (25-14, 25-21, 25-19). A quantidade de erros de execução, que se sobrepôs às falhas que resultaram em pontos das donas da casa (16) e que ocorreram até mesmo em ralis vencidos pelo Brasil, além da evidente lentidão, demonstram que o time comandado por José Roberto Guimarães sente os efeitos da carga pesada de treinos, confirmada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ao Saída de Rede.

A atividade muscular intensa torna o atleta mais lento e menos coordenado, mas melhora o condicionamento físico no médio prazo, ou seja, a seleção estaria, em tese, na forma ideal em agosto. À medida que se aproxima a Olimpíada (faltam 41 dias para a estreia da equipe contra Camarões), os treinos na academia vão sendo gradativamente reduzidos e o time vai se soltando. Isso explica, em parte, o desempenho irregular da seleção brasileira, longe de uma atuação convincente até aqui no GP. Mas como o foco são os Jogos Olímpicos e a seleção, com uma média de idade alta, precisa estar bem fisicamente, vale a pena dar crédito à comissão técnica, liderada por Zé Roberto, tricampeão olímpico.

Várias atletas brasileiras irão disputar sua terceira Olimpíada – a quarta no caso da central Fabiana Claudino. Foi a superioridade física que permitiu a um Brasil mais jovem atropelar seus adversários há oito anos em Pequim, quando perdeu apenas um set em oito partidas. Já em Londres, a preparação mais atribulada ao longo do ciclo cobrou a fatura e o bicampeonato olímpico quase escapou. No início deste ano, Zé Roberto comentou durante uma entrevista que a seleção chegou a Londres tendo cumprido apenas 70% da carga programada de treinamento, isso numa comparação com o planejamento executado para Pequim. Diante da média de idade elevada da equipe e da velocidade e força dos principais adversários, principalmente EUA e China, o condicionamento físico cresce ainda mais em importância.

A central Adenizia foi testada contra a Turquia

O jogo deste domingo
Na partida contra as turcas, destaque para a ponta Natália, que foi a maior pontuadora, marcou 14 vezes. A também ponteira Gabi atuou pela primeira vez em um jogo inteiro e fez 10 pontos. A oposta Sheilla fez sete pontos, sendo cinco de ataque em 13 tentativas, aproveitamento de 38,5%. A central Adenizia, que disputa a vaga de terceira central com Juciely, também esteve em quadra o tempo todo e marcou oito vezes, ainda que metade tenha vindo de bolas de xeque. Chamou a atenção o número excessivo de erros de passe da seleção brasileira, um problema que vem se repetindo ao longo do torneio.

Finais
A classificação para as finais já havia sido garantida ontem, na vitória de 3-1 sobre a Bélgica. As finais do GP 2016 serão disputadas de 6 a 10 de julho, em Bangcoc, na Tailândia. Além do Brasil e da anfitriã, estarão lá as seleções da China, dos EUA, da Rússia e da Holanda. Os classificados foram divididos em duas chaves de três times, com os dois primeiros avançando às semifinais. O Brasil está no mesmo grupo de Tailândia e Rússia. A equipe de Zé Roberto estreia às 8h (horário de Brasília) do dia 6 contra as donas da casa e joga no dia seguinte, no mesmo horário, contra as russas. O SporTV transmite as finais.

Segundo a CBV informou ao blog, a seleção deixa Ancara nesta segunda-feira e segue para Istambul, onde treina até sexta-feira. No sábado (2), o time embarca para Bangcoc. O Brasil tenta seu 11º título do Grand Prix, mas a prioridade, obviamente, é a preparação para os Jogos Olímpicos.

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A agonia do passe brasileiro
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Sidrônio Henrique

Juciely se destacou em jornada irregular do Brasil (foto: FIVB)

A seleção brasileira feminina de vôlei entrou em quadra na tarde deste sábado (18) em Macau, China (madrugada no Brasil), com a obrigação de se recuperar diante da Bélgica, time de segunda linha do concorrido cenário europeu. A vitória, que se esperava em sets diretos, veio em quatro, de virada (23-25, 25-19, 25-15, 25-18), pela segunda rodada do segundo final de semana do Grand Prix. O passe brasileiro tornou o jogo difícil em alguns momentos e entregou um set em um confronto que, em tese, deveria ter sido mais tranquilo.

O Brasil, que vinha de uma derrota de 2-3 para a Sérvia na véspera, começou a partida contra as belgas com Dani Lins, Sheilla, Thaisa, Juciely, Natália, Gabi e Léia. Esta última, que havia se destacado na semana anterior, desta vez teve atuação apenas regular – a líbero chegou a entregar uma bola de xeque. A dupla de ponteiras Natália e Gabi tornou a recepção mais frágil. Na primeira parcial, depois de estar perdendo por 19-20, o Brasil fez quatro pontos seguidos e chegou a 23-20, mas graças aos erros de passe entregou um set que parecia ganho.

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A inconstância do passe brasileiro, evidenciada ontem pelo forte saque sérvio, continuou exposta mesmo diante do às vezes razoável serviço belga. No final da segunda parcial, Jaqueline entrou em quadra no lugar de Natália para dar mais equilíbrio ao fundamento. A bicampeã olímpica não saiu mais e, ainda que a recepção brasileira tenha passado por turbulências, como na primeira metade do quarto set, o conjunto foi suficiente para garantir a vitória sobre a seleção de Lise Van Hecke, ex-Vôlei Nestlé. O Brasil tem quatro vitórias em cinco jogos, tendo perdido contra o único adversário forte que encarou até aqui.

A central Juciely, bastante acionada quando a recepção funcionava, foi a melhor jogadora em quadra, com 19 pontos, sendo seis de bloqueio (a equipe fez 11 nesse fundamento, contra nove do adversário). A oposta Sheilla também marcou 19 pontos, enquanto Van Hecke liderou para as belgas com 16. Tandara, reserva de Sheilla que tem entrado nas inversões, fez hoje seu primeiro e único ponto no torneio.

Ataque comprometido
A fragilidade do passe deve estar tirando o sono de José Roberto Guimarães. Certamente, o torcedor que interrompeu o seu para ver o jogo não gostou do que viu. Sem o passe na mão de Dani Lins, o Brasil é um time limitado, sentindo a falta de uma definidora com potência para colocar a bola no chão.

O Brasil volta à quadra na madrugada deste domingo (19), às 4h30 pelo horário de Brasília, e vai encarar a China, que na sequência enfrentaria a Sérvia. As chinesas, que no primeiro final de semana do GP derrotaram os EUA por 3-1, são uma das favoritas ao ouro na Rio 2016.

ATUALIZAÇÃO – Às 8h10
A China derrotou a Sérvia por 3-2 (27-25, 17-25, 20-25, 25-22, 15-9). A seleção sérvia jogou a maior parte do tempo com suas reservas. A equipe chinesa permanece invicta com cinco vitórias.

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