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Arquivo : José Roberto Guimarães

Espaço do leitor: como é ver o Final Four da Champions League de vôlei?
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Carolina Canossa

Americana Kimberly Hill atendeu os fãs muito bem (Fotos: Arquivo pessoal)

Enquanto os fãs brasileiros de vôlei estavam ligadíssimos na decisão da Superliga feminina de vôlei, Fernando Rodrigues (@ferciccone) desfrutava de uma experiência especial. Aproveitando as férias na Europa, ele decidiu acompanhar de perto as partidas decisivas da Champions League, o principal torneio de clubes da Europa. Sortudo, ficou em um lugar próximo ao da técnica campeã olímpica Lang Ping e teve a oportunidade de conversar com José Roberto Guimarães, dono de três ouros olímpicos e atual treinador da seleção brasileira.

Como foi a experiência? A estrutura é boa? Que jogadoras foram simpáticas ou antipáticas com os fãs? No relato abaixo, escrito especialmente para o Saída de Rede, Fernando conta tudo:

“Quando marquei minhas férias, fiquei um pouco triste: iria perder a final da Superliga feminina! Moro no Rio de Janeiro e com certeza iria assistir o jogo. Foi então que descobri que o Final Four da Champions League feminina seria em Treviso (Itália), a um “pulo” da Suíça, meu destino principal – seis horas de trem é um “pulo” para nós, brasileiros, né?

Fique por dentro do mercado do vôlei!

Os ingressos estavam quase esgotados, mas consegui comprar um pacote especial que dava direito a todos os quatro jogos! Terra do tiramisu e da Benetton, a região de Treviso tem um clube de vôlei, o Imoco Conegliano. Desde que cheguei, achei as pessoas bem empolgadas com as chances da “Panteras”, apelido carinhoso dada ao time, apesar do cansaço da disputa do Campeonato Italiano. O ginásio PalaVerde, que fica em Villorba (25 minutos de ônibus partindo do centro de Treviso), é bom, mas de porte médio: não devem caber ali mais do que cinco mil pessoas.

Na entrada, os torcedores turcos eram os mais animados, tanto do Eczacibasi quanto do Vakifbank. Muita cantoria e fotos, tudo em um clima bem amigável! Conversei com alguns torcedores do Eczacibasi, que lamentavam e comentavam ainda com bastante choque da lesão da brasileira Thaisa. Já os torcedores do Vakif só falavam um nome: Zhu! Eram vários chineses na torcida turca, com as bandeiras dos dois países convivendo lado a lado na arquibancada.

Zé Roberto e Lang Ping estavam presentes no ginásio italiano

Ao entrar fui premiado com um lugar bem perto dos técnicos José Roberto Guimarães e Lang Ping. Conversamos um pouco. Fiquei impressionado com a educação e simpatia do Zé! Perguntei a ele qual seu palpite para a final da Superliga que iria acontecer no dia seguinte e ele chutou bem que o Rexona levaria de novo. Quis saber quem seria nossa oposta no próximo ciclo. Ele não disse nomes, mas se mostrou animado e avisou que vem coisa boa por aí. Sobre a possibilidade de a Hooker  jogar na seleção brasileira, ele lembrou que ela precisa se naturalizar e atuar dois anos no Brasil! Será que dá tempo de jogar Tóquio-2020? Ele só riu…

O primeiro dia foi muito animado com as torcidas turcas e italiana empurrando os times o tempo todo. O evento estava bem organizado, com lojinha pra quem queria comprar coisas do Conegliano. Como fiquei na torcida do Vakif, me deram uma camisa deles pra torcer também. Foi incrível ver aquelas seleções do mundo jogando tão de perto, a quadra era muito próxima da arquibancada. No geral, as jogadoras me pareceram bem cansadas. O Eczacibasi mesmo se arrastou. Como muitos parentes e amigos das jogadoras também estavam na torcida, elas subiam até lá depois das partidas para falar com eles.

O feito de Lang Ping e a necessidade de valorizar as mulheres no vôlei

A torcida local ficou louca com a ida do Conegliano à final e, assim, o ginásio ficou ainda mais cheio para o segundo dia de competições. Conversei com alguns torcedores de lá e muitos tinham a camisa da seleção americana por causa da central Rachael Adams, que jogou dois anos na cidade. Mas a rainha da torcida deles era a holandesa Robin de Kruijf! Na final, o time italiano bem que tentou fazer um jogo duro contra o Vakif, mas sem chance: Zhu estava inspiradíssima e pegando muito forte na bola. A cerimônia de premiação foi rápida e bem animada, com um clima bem amistoso também entre as jogadoras. Enfim, foi uma festa muito linda! Que venha o Mundial de clubes com partidas emocionantes!

Holandesa Robin de Kruijf era a mais assediada pelos torcedores

Pontos negativos:

– Mesmo quem comprou pela internet tinha que levar a entrada impressa, o que deu bastante confusão entre os torcedores estrangeiros que não sabiam disso…
– Não houve transporte público para voltar ao centro de Treviso ao término dos jogos do primeiro dia, por volta de um sábado às 22h30
– Algumas jogadoras me pareceram bem antipáticas com os fãs. Maja Poljak e Nataliya Goncharova, do Dínamo de Moscou, se negaram a bater fotos, por exemplo. A Maja, aliás, estava bem brava por perder pro Conegliano.
– Já a Zhu atendeu somente os chineses…

Pontos positivos:

– Mesmo com o problema dos ingressos não impressos, a organização do evento resolveu tudo na hora de forma bem atenciosa
– A maioria das pessoas do staff falava inglês. Fico me perguntando: como seria para um estrangeiro assistir a final da nossa Superliga?
– A lojinha de produtos e as comidinhas da lanchonete do ginásio eram boas, variadas e baratas. Havia até champanhe!
– Algumas jogadoras foram muito queridas com o público, caso da Kimberly Hill, Rachael Adams, Serena Ortolani, Naz Aydemir, Monica De Gennaro… Mas a mais simpática de todas era a a turca Gözde Kırdar Sonsirma”

Se você também quer relatar alguma experiência bacana com o vôlei, entre em contato conosco através do nosso Facebook.


Zé Roberto chama nove jogadoras em sua 1ª convocação pós-Olimpíada
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Carolina Canossa

Zé Roberto terá quatro torneios com a seleção em 2017 (Foto: Divulgação/CBV)

Técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães anunciou nesta quarta-feira (26) os nomes das primeiras atletas convocadas para a temporada 2017 do vôlei. Ao todo, seis jogadoras foram convocadas para os torneios da temporada e outras três para um período de treinamentos.

De olho no Montreux Volley Masters, Grand Prix, Campeonato Sul-Americano e Copa dos Campeões, Zé Roberto chamou a líbero Léia, a levantadora Naiane, a ponteira Rosamaria e a central Mara, todas do Camponesa/Minas, além da central Adenízia, do Savino Del Bene Volley Scandicci (Itália), e da líbero Suelen, do Foppapedretti Bergamo (Itália).

Já a ponteira/oposta Edinara e sua companheira de São Cristóvão Saúde/São Caetano, Fernanda Tomé, foram convidadas para treinar com o restante do grupo. O mesmo aconteceu com a ponta Amanda, um dos destaques da última Superliga pelo Terracap/BRB/Brasília Vôlei.

Que times foram bem e que times decepcionaram na Superliga recém-encerrada?

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Essas nove jogadoras se apresentarão na próxima segunda-feira (1), no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), em Saquarema.

A convocação da seleção feminina deve ser completada ao longo das próximas semanas com as jogadoras que demandam um maior período de descanso ou que estão encerrando suas temporadas nos clubes mais tarde, caso das atletas do Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé.


Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


Bernardinho x Luizomar: respeito mútuo no 9º duelo numa final de Superliga
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Sidrônio Henrique

Os dois em 2015, última vez em que se enfrentaram na decisão do torneio (Alexandre Arruda/CBV)

A um dia da decisão da Superliga 2016/2017 entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, o Saída de Rede traz para você a opinião dos dois treinadores finalistas sobre suas equipes e ainda uma breve avaliação deles do que há de melhor no time oponente.

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Bernardo Rezende e Luizomar de Moura se enfrentarão pela nona vez numa final do torneio mais importante do País – vantagem de 6 a 2 para Bernardinho. Técnicos das duas principais equipes do vôlei feminino brasileiro na atualidade, clubes responsáveis por um dos maiores clássicos da modalidade no mundo, eles são velhos conhecidos do torcedor.

Vitoriosos
A trajetória de Bernardinho à frente do time começou no início do projeto, ainda em Curitiba, em 1997, e seguiu com a mudança para o Rio de Janeiro. São 11 títulos de Superliga. Já Luizomar assumiu o comando em Osasco em 2006. Desde então, levou a equipe a duas conquistas da maior competição nacional – além de vencer o Mundial de Clubes, em 2012. O atual treinador do Vôlei Nestlé ganhou ainda a Superliga 2000/2001, quando dirigia a equipe do Flamengo. Osasco soma cinco títulos do torneio – três deles com José Roberto Guimarães.

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Os rivais se enfrentaram duas vezes esta temporada: uma vitória para cada lado, com torcida a favor – Osasco 3-2 e Rio 3-1. O último confronto numa final foi na Superliga 2014/2015, no mesmo ginásio desta edição, e as cariocas triunfaram em sets diretos.

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A decisão entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé será neste domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

Entre um treino e outro dos finalistas, o SdR fez duas perguntas a Bernardinho e Luizomar. Veja o que eles disseram:

BERNARDO REZENDE

Com o Rexona, Bernardinho ganhou 11 vezes a Superliga (FIVB)

O que o seu time leva para esta final?
Embora desgastado física e emocionalmente, essa série semifinal contra o Minas fortaleceu a alma do time. Foi uma disputa muito dura e você levar isso como experiência é importante para a final. Com todas as dificuldades que passamos contra o Minas, espero que a gente leve essa força como um aprendizado importante.

O que adversário tem de melhor?
Acho que depois de ter ficado de fora da final no ano passado, Osasco volta sedento por um título. Elas chegam muito fortes, têm uma levantadora diferenciada (Dani Lins), com grande experiência internacional, o que os outros times da Superliga não têm. Algumas jogadoras ali estão jogando muito bem. A final será uma partida totalmente aberta, sem favoritos. É um clássico.

LUIZOMAR DE MOURA

Luizomar comanda a equipe desde 2006 (Bruno Lorenzo/Fotojump)

O que o seu time leva para esta final?
Nosso grupo é a nossa maior qualidade. A forma como encaramos a temporada fez com que o time chegasse muito forte nesta final. O espírito coletivo foi uma característica que conseguimos implantar este ano e o elenco mostrou que, com todo mundo se ajudando, a equipe toda se tornaria protagonista.

O que adversário tem de melhor?
A maior qualidade do Rexona-Sesc é ter mantido a base do time campeão na temporada passada. É uma equipe que mexeu pouco em relação à Superliga anterior.


Rosamaria renova com Minas e Macris é disputada no mercado
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Sidrônio Henrique

Rosamaria aparece como terceira maior pontuadora da Superliga (foto: Orlando Bento/MTC)

Uma das grandes promessas do voleibol brasileiro, a ponteira Rosamaria Montibeller, 23 anos, 1,85m, renovou com o Camponesa/Minas e vai defender o clube na próxima temporada. Quem também decidiu ficar onde estava é a levantadora Juma Fernandes, 24 anos, 1,83m, que permanecerá no Genter Bauru Vôlei. Já um dos nomes de maior destaque nesta e nas três edições anteriores da Superliga, a levantadora Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, é prioridade para sua atual equipe, Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e está no radar de outros três times: Hinode/Barueri, Fluminense e Vôlei Nestlé.

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Rosamaria
Encerrada a semifinal da Superliga 2016/2017, a ponteira do Minas, eliminado pelo Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, é a terceira maior pontuadora do torneio, com 403 pontos, somente atrás e bem próxima da líder Tandara, do Vôlei Nestlé, que soma 408, e da colega de equipe Destinee Hooker, 404. No início da competição, Rosamaria fazia saída de rede, mas com a chegada da oposta americana Hooker, ainda no primeiro turno, foi deslocada para a entrada, uma antiga recomendação do técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, endossada por seu técnico no Minas, Paulo Coco – assistente de Zé Roberto no selecionado nacional.

Juma seguirá no Bauru (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Juma
A levantadora Juma Fernandes jogou pelo Genter Vôlei Bauru na atual temporada, vinda do Pinheiros. Campeã mundial sub23 com a seleção brasileira em 2015, na Turquia, ela foi escolhida a melhor levantadora e também MVP do torneio. Embora tenha oscilado ao longo da Superliga 2016/2017, Juma é tida como uma das revelações na posição e recebeu elogios, além do seu próprio técnico, Marcos Kwiek, de nomes como Bernardinho e Paulo Coco.

Destaque no Brasília, Macris interessa a outros três clubes (CBV)

Macris
Melhor levantadora das três últimas edições do torneio e líder nas estatísticas do fundamento faltando apenas a final da temporada, Macris tem um jogo caracterizado pela ousadia. O leitor talvez se pergunte se a estatística reflete de fato o nível de um armador. Não, pois há limitações, inclusive um grande levantamento pode ser desconsiderado se o atacante não vira a bola, por exemplo. A estatística, da forma como é aplicada no campeonato, também não observa a distribuição. Porém Macris, apontada por Bernardinho como uma levantadora “que taticamente joga muito” e que “é diferente”, também já arrancou elogios de Zé Roberto.

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O Brasília Vôlei quer mantê-la, mas vivendo um dos melhores momentos de sua carreira, ela, que encerrou sua segunda temporada no time do Planalto Central, também interessa a outros três times. O Fluminense quer se reforçar para a Superliga 2017/2018 e pensa em Macris. O Hinode/Barueri, que sob o comando de Zé Roberto venceu a Superliga B, está de olho nela. Outro que sondou a levantadora foi o Vôlei Nestlé. Se Dani Lins decidir mesmo dar um tempo no voleibol para engravidar, Macris seria uma opção para a equipe de Osasco.


“É muito cedo para falar algo”, diz Kiraly sobre Hooker na seleção dos EUA
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Sidrônio Henrique

Karch Kiraly foi evasivo sobre a volta da oposta Destinee Hooker à seleção (fotos: FIVB)

A volta da oposta Destinee Hooker à seleção americana permanece uma incógnita. Numa entrevista exclusiva ao Saída de Rede, o técnico Karch Kiraly afirmou que “é muito cedo para falar algo”, quando questionado se as portas estariam abertas para a atleta. Ela foi um dos principais nomes da modalidade de 2010 a 2012 e atualmente vive grande fase na Superliga, jogando pelo Camponesa/Minas.

Hooker, medalha de prata na Olimpíada de Londres, foi chamada recentemente por Bernardinho de “uma das grandes opostas do mundo”. Em janeiro, a atacante disse ao SdR que ir a Tóquio 2020 está em seus planos. No entanto, aparentemente, as divergências com ela não foram superadas pelo treinador da seleção feminina dos Estados Unidos. “Ainda não temos todas as respostas, nem tudo está claro”.

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Hooker é um dos destaques da Superliga (Orlando Bento/MTC)

A opção por três ponteiras em vez de quatro na Rio 2016 ou a escolha de duas opostas com características semelhantes, nada disso incomoda Kiraly. Ele disse que não se arrepende de suas escolhas. “É muito fácil pensar em outras formas de montar a equipe depois que tudo passou”, ponderou.

O técnico admitiu que a derrota para a Sérvia na semifinal olímpica, após estar liderando o tie break por 11-8, foi dolorosa. E prosseguiu: “Assim como eu sei que foi para o torcedor brasileiro ver sua seleção eliminada pela China nas quartas de final”.

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Eleito pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) o melhor jogador do século XX, dono de três ouros olímpicos, único atleta a ganhar medalhas tanto no indoor (Los Angeles 1984 e Seul 1988) quanto na praia (Atlanta 1996), Karch Kiraly é um ícone da modalidade. Foi assistente técnico da seleção feminina de seu país no ciclo 2009-2012. A partir de 2013, assumiu o cargo de treinador, posição que ocupará pelo menos até Tóquio 2020, após ter seu contrato renovado no ano passado. Conduziu, pela primeira vez na história, as mulheres dos EUA ao título do Campeonato Mundial, no torneio disputado em 2014, na Itália. No entanto, apesar de favoritas ao ouro, as americanas ficaram com o bronze na Rio 2016.

Confira a entrevista que Kiraly concedeu, por telefone, ao SdR:

Saída de Rede – Começa um novo ciclo olímpico, espera-se que a seleção americana apresente caras novas, como ocorreu no início do período passado. É isso mesmo que vamos ver?
Karch Kiraly – Acho que todas as grandes seleções vão vir com caras novas. Certamente teremos muitas jogadoras jovens na disputa do Grand Prix, aquelas que vão ganhar experiência ao longo do ciclo. Há quatro anos eu tive a chance de descobrir o talento de atletas como Kim Hill, Kelly Murphy e Rachel Adams. Espero descobrir novas jogadoras agora e somar àquelas que temos.

Ele teve o contrato renovado na seleção até Tóquio 2020

Saída de Rede – Conversando com técnicos como Bernardinho e Paulo Coco, assistente de Zé Roberto na seleção feminina, eles apontaram uma carência mundial de ponteiras clássicas, aquelas completas, capazes de executar bem todos os fundamentos. Você concorda com essa avaliação?
Karch Kiraly – De fato, não há tantas pontas completas como a Jordan Larson, por exemplo, que é capaz de fazer tudo em alto nível. Algumas são muito fortes no ataque, mas não são boas passadoras. É uma boa observação, não há tantas jogadoras completas pelo mundo.

Saída de Rede – Você acha que essa menor oferta de jogadoras mais habilidosas está ligada ao fato do voleibol feminino ter se tornado cada vez mais físico, com muitas das ponteiras dando ênfase ao ataque em detrimento de outros fundamentos?
Karch Kiraly – É um ponto interessante a ser avaliado, as características das atletas, a composição das equipes. Talvez seja algo mais recente se observarmos os ciclos anteriores.

Para Kiraly, a central Akinradewo é a melhor do mundo na posição

Saída de Rede – O que você vê quando analisa os períodos 2005-2008 e 2009-2012, por exemplo?
Karch Kiraly – No ciclo 2005-2008 eu ainda não estava envolvido com o vôlei feminino. No seguinte, é verdade, havia um número maior de jogadoras com esse estilo mais completo, como Jaqueline, Jordan Larson, Logan Tom, Carolina Costagrande (ponta/oposta argentina naturalizada italiana, MVP da Copa do Mundo 2011), entre tantas outras.

Saída de Rede – Os Estados Unidos estiveram bem perto da decisão da medalha de ouro na Rio 2016, lideravam o tie break por 11-8 diante da Sérvia na semifinal e levaram a virada. Como você encarou aquela derrota? O que deu errado na reta final da partida?
Karch Kiraly – Aquela foi uma derrota dolorosa para a gente, assim como eu sei que foi para o torcedor brasileiro ver sua seleção eliminada pela China nas quartas de final. Perder a semifinal foi incrivelmente triste para nós. Mas fiquei orgulhoso pelo fato de as jogadoras terem sido capazes de levantar a cabeça, lutar e vencer a disputa pela medalha de bronze (3-1 sobre a Holanda).

Americanas choram após a derrota para a Sérvia na semifinal

Saída de Rede – Mas o que faltou naquele tie break contra a Sérvia?
Karch Kiraly – Não dá para olhar somente para o tie break sem falar da partida inteira, foi um jogo parelho. Tínhamos a melhor central do mundo, Foluke Akinradewo, mas ela não estava em plenas condições físicas, não pôde jogar o tempo todo (esteve nos dois primeiros sets), isso fez diferença. Veja que cada time marcou 101 pontos naquela semifinal, mas nós falhamos em fazer alguns a mais no final. Diria que a Sérvia foi um pouco melhor.

Saída de Rede – Você levou para a Olimpíada um time com três ponteiras e três levantadoras, ainda que uma dessas armadoras tenha ido como sacadora. Arrependeu-se por não ter levado mais uma ponta no lugar da levantadora Courtney Thompson?
Karch Kiraly – É muito fácil pensar em outras formas de montar a equipe depois que tudo passou. Eu não me arrependo. Tínhamos três grandes ponteiras, Jordan Larson, Kim Hill e Kelsey Robinson, e era com elas que vínhamos jogando na temporada. Um trio muito bom. Eu podia escolher qualquer combinação como dupla titular e continuaríamos fortes.

Thompson comandando a coreografia das colegas na Rio 2016

Saída de Rede – A seleção americana tinha duas opostas no Rio com características semelhantes, Karsta Lowe e Kelly Murphy, ambas canhotas, com jogo mais acelerado. Por que não optou pela Nicole Fawcett, que embora também jogasse em velocidade é destra, tinha golpes distintos das outras duas?
Karch Kiraly – Nunca mais vamos jogar aquele torneio, já passou. Tivemos nossas chances, tínhamos uma equipe com nível para ganhar o ouro, fomos ao Rio para isso, mas perdemos por pouco. Jogamos oito partidas e ganhamos sete. Todos os semifinalistas saíram da nossa chave, um grupo muito forte. Fomos capazes de derrotar a China, mas não no momento certo. Aliás, não tivemos a chance de jogar contra elas na final, mas ganhamos uma medalha. Lowe e Murphy cumpriram seu papel.

Hooker é a oposta titular do Camponesa/Minas (Orlando Bento/MTC)

Saída de Rede – Falando em opostas, Destinee Hooker, que não foi convocada no período 2013-2016, tem se destacado na Superliga. Recentemente, Bernardinho a definiu como “uma das grandes opostas do mundo”. Há espaço para ela na seleção americana neste ciclo?
Karch Kiraly – É muito, muito cedo para termos qualquer certeza. Ainda não temos todas as respostas, nem tudo está claro.

Saída de Rede – Mas, afinal, as portas estão abertas para a Hooker?
Karch Kiraly – É muito cedo para falar algo.

Saída de Rede – O novo diretor executivo da USA Volleyball (organização que administra a modalidade nos EUA), Jamie Davis, disse que uma de suas prioridades será a implantação de uma liga profissional no país até a próxima Olimpíada. Você acredita que isso é possível?
Karch Kiraly – Creio que qualquer pessoa que goste de voleibol ao redor do mundo torce para que os EUA tenham uma liga profissional de sucesso, pois seria bom para o esporte internacionalmente. Para os atletas americanos, seria a oportunidade de jogar no próprio país e não ter que depender de ligas estrangeiras, por melhores que sejam. Várias fórmulas foram tentadas, diversos modelos foram testados, vamos ver se agora finalmente dará certo.


Zé Roberto fala sobre lesão de Thaísa: “Acidente de trabalho”
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Carolina Canossa

Central brasileira é conhecida pela raça em quadra (Foto: Reprodução/Instagram)

Ao ver Thaisa desabar após a tentativa de um bloqueio no duelo contra o Fenerbahce, pela Liga dos Campeões de vôlei, o técnico José Roberto Guimarães uniu-se às centenas de torcedores que viam a transmissão da cena pela internet. O treinador da seleção brasileira foi mais um a ficar aflito com o choro da central, que após sair da quadra de maca teve constatada uma lesão nos ligamentos do tornozelo direito que a deixará três semanas com a perna imobilizada antes de partir para a fisioterapia.

Mas, ao contrário da maior parte dos fãs e da imprensa especializada (incluindo o Saída de Rede), Zé Roberto não vê irresponsabilidade na atitude da equipe de Thaisa, o Eczacibasi, que permitiu que a meio de rede seguisse jogando mesmo com a indicação médica de uma cirurgia no joelho esquerdo desde janeiro.

Sem Thaisa, Eczacibasi terá duelo turco na semifinal da Liga dos Campeões

Time de Zé Roberto cumpre seu papel e sobe à primeira divisão da Superliga

“Aquilo é um acidente de trabalho que aconteceu porque ela estava querendo muito”, afirmou o treinador, ressaltando que Thaísa fazia uma ótima partida no dia em que se machucou. “A Thaisa já tinha conseguido três bloqueios no set e estava muito bem no jogo. Como o Eczacibasi tinha perdido a partida anterior por 3 a 2, esse era o jogo que definiria a vida deles e ela queria mostrar que estava colaborando. Infelizmente, acabou acontecendo”, complementou.

Zé Roberto, porém, admitiu que o zelo tomado com as atletas no exterior é menor do que o aplicado quando elas estão defendendo a seleção brasileira – vale lembrar que, durante a Olimpíada do Rio, a comissão técnica decidiu poupar a própria Thaisa de alguns duelos devido a um problema na panturrilha, o que fez com que a própria atleta reclamasse publicamente após os Jogos.

Jogadora ainda não sabe se permanecerá na seleção neste ciclo olímpico (Foto: Divulgação/FIVB)

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“O Eczacibasi é um grande time, com profissionais gabaritados, mas o cuidado que tomamos aqui não é o mesmo que muita gente toma. Sempre temos um cuidado maior com as jogadoras, pois conhecemos o histórico delas. A Thaisa operou os dois joelhos antes da Olimpíada e sabemos de tudo o que aconteceu em sua vida desde que ela entrou na seleção: os exercícios que precisa fazer, os reforços… É diferente de um time que contrata, mas foi mais um acidente que qualquer outra coisa”, ressaltou.

Por conta dos problemas no tornozelo e no joelho, Thaisa está fora do restante da temporada de clubes, incluindo o Mundial do Japão, para o qual o Eczacibasi foi convidado. O time turco é o atual campeão do torneio.


Para Zé Roberto, será difícil competir de cara com os grandes da Superliga
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Carolina Canossa

Antes em baixa, jogadoras do Barueri já despertam interesse de outros clubes (Fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

O nível de jogo claramente superior ao dos rivais e a comissão técnica formada por profissionais das seleções brasileiras adulta e de base, além da classificação tranquila para a primeira divisão da Superliga deixa a dúvida: até onde o Hinode/Barueri pode chegar na elite do voleibol no país? Só o tempo responderá ao questionamento, mas o técnico José Roberto Guimarães faz questão de frisar que, ao menos neste primeiro ano, é melhor que os torcedores não se empolguem muito.

“Não vamos querer começar a disputar com o Rexona-Sesc, o Camponesa/Minas, o Dentil/Praia ou o Vôlei Nestlé, pois ainda não dá”, admitiu o treinador, quando questionado sobre as perspectivas para a próxima Superliga A. De acordo com ele, a ideia é se inspirar em projetos que foram evoluindo pouco a pouco em termos de investimento até chegarem à disputa por títulos, caso do próprio Praia e da equipe masculina do Sada Cruzeiro. “Não tem jeito, acho que é por aí”, avaliou.

Enquanto Minas coloca a hegemonia do Rexona em xeque, Tandara sepulta o Praia

Dani Lins fala sobre briga com a CBV: “Só recebemos apoio até agora”

O acordo com as jogadoras que participaram desta primeira fase da existência da equipe se encerra nesta terça-feira (11). Hoje mesmo, inclusive, Zé já pretende começar a trabalhar nas bases do segundo passo do projeto, buscando um aporte financeiro maior com a própria Hinode – apesar de a empresa estar disposta a continuar com o patrocínio, novos apoiadores podem surgir através de leis de incentivo fiscal tanto do governo do estado de São Paulo como do governo federal.

Sem tempo pra muita festa: prioridade de Zé Roberto é não perder mais tempo no mercado do vôlei

Solucionada esta questão, será o momento de correr atrás de contratações, algo que não podia ser feito até a vaga na Superliga estar assegurada. “Temos que resolver isso pra ontem, pois o mercado do vôlei já está em ebulição. Mas é difícil: os outros times já possuem estrutura e temos que pensar em qual vai ser o aporte de verba que teremos para contratações”, observou Zé Roberto.

Moral alta e vontade de ficar

Entre as jogadoras de Barueri, é possível observar uma unanimidade: elas querem seguir na equipe. Mas, daí a assinar o contrato é outra história, como lembra a experiente ponta Érika Coimbra.

“Continuar aqui com o Zé é o meu sonho, mas eles ainda não fecharam com patrocinador e não sabem o que vai acontecer”, destacou a atleta, que promete nem descansar em busca da nova oportunidade. “Falei para o Zé Elias (de Proença, preparador físico) me mandar a preparação física que nesta terça eu já começo, pois não quero perder nada do que ganhei fisicamente. Sei que, jogando a Superliga A, em um nível maior, só tenho a evoluir”, afirmou.

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Destaque do time em termos ofensivos, a também ponteira Suelle foi outra que ressaltou que pretende seguir na equipe. Porém, por uma questão pessoal ela ainda não parou para pensar no próximo passo de sua carreira.

“É a partir de agora que vou ver isso. Nunca converso  e nem respondo nada durante a temporada porque você acaba saindo do foco. Ficar pensando pra onde eu vou ou se vou continuar traz muita ansiedade”, explicou.

Na avaliação da comissão técnica, a maior dificuldade de Barueri será justamente evitar o assédio dos rivais para cima de seus principais destaques, que até então ou não tinham conseguido entrar ou estavam em baixa nas negociações da elite do vôlei. Aliás, o desejo de permanência também é um fator comum entre os assistentes de Zé Roberto, dentre os quais estão profissionais gabaritados como o próprio Zé Elias, Wagner Coppini (Wagão) e Claudio Pinheiro.


Brasil Kirin resiste, mas Sada Cruzeiro faz a lógica prevalecer
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Sidrônio Henrique

Sada Cruzeiro venceu a primeira partida da semifinal por 3-1 (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

O Brasil Kirin fez o que estava ao seu alcance, resistiu o quanto pôde, jogou uma de suas melhores partidas esta temporada, mas do outro lado da quadra estava simplesmente o time tetracampeão nacional e tri mundial, Sada Cruzeiro, uma máquina de jogar voleibol comandada pelo argentino Marcelo Mendez. Vitória mineira por 3-1 (25-20, 18-25, 25-22, 25-21) na primeira partida de uma das séries semifinais da Superliga 2016/2017, em Contagem (MG), na noite deste sábado (8). Foi apenas o 12º set perdido pelo Sada em 26 jogos disputados nesta edição.

Em jogo repleto de erros, arbitragem confusa ofusca vitória do Taubaté
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Reedição da final da última Superliga, a partida no ginásio do Riacho teve quase duas horas de duração e o grande número de erros pode ser creditado a agressividade das equipes no saque. As falhas, embora muitas, não ocorreram em uma proporção tão elevada quanto a de quinta-feira (6), pela outra série, em que o Taubaté venceu o Sesi por 3-0 no primeiro confronto.

Leal marcou 17 pontos diante do Brasil Kirin neste sábado (foto: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O serviço foi arma essencial para o Brasil Kirin tentar equilibrar o duelo diante de um adversário do porte do Sada. O time comandado pelo também argentino Horacio Dileo sabia que teria de forçar o erro da recepção cruzeirense para que a bola ficasse longe das mãos do habilidoso levantador William Arjona. Conseguiu ótimas passagens no saque, principalmente com o veterano ponta Diogo e com o central campeão olímpico Maurício Souza – este fechou o segundo set com uma sequência de três aces.

O problema para a equipe de Campinas (SP) é que manter o saque em um nível tão alto por um período longo é missão quase impossível e, além disso, teria de contar com o relaxamento do oponente. É que o Sada havia vencido a primeira parcial com relativa facilidade, apesar de ter cometido 11 erros – foram 35 no jogo. Escaldado após a derrota no segundo set, o time multicampeão tratou de acelerar a partir do terceiro. Não que o Brasil Kirin tenha desistido da partida, pelo contrário, continuou lutando, mas a superioridade cruzeirense era nítida.

Ponta Filipe cresceu na quarta e última parcial (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Destaques
O oposto Evandro e o ponta cubano naturalizado brasileiro Leal, que recebeu o troféu Viva Vôlei, foram os maiores pontuadores do Sada Cruzeiro e do jogo, tendo marcado 21 e 17 vezes, respectivamente. Evandro virou 18 de 27 tentativas no ataque (66,6%). Pelo adversário, o oposto Rivaldo foi quem mais pontos fez, somando 14. Segundo a assessoria de imprensa do Sada, o ponteiro Filipe teve 71% de aproveitamento no ataque, fundamento no qual marcou 10 pontos – fez ainda dois de bloqueio e um de saque. A estatística na página da competição, fornecida pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), infelizmente não traz informações mais detalhadas.

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É difícil imaginar que o time de Dileo possa tirar o Sada Cruzeiro de mais uma final, mas está de parabéns, mesmo se deixar a competição uma etapa antes da edição anterior. Para quem não se lembra, o Brasil Kirin esteve ameaçado de desmanche e perdeu atletas importantes, que ajudaram o time a chegar ao vice-campeonato no ano passado, como o ponta Lucas Lóh e o levantador argentino Demián González. O patrocinador segurou Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, entre outros, e apesar das oscilações a equipe terminou a fase de classificação em quarto lugar.

Favoritismo
O fato de a final ser em jogo único – marcado para o ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, no dia 7 de maio – parece ser o maior problema para o pentacampeonato do Sada. É que em um dia ruim o time poderia (veja bem, “poderia”) cair diante de Sesi ou Taubaté, que duelam na outra semifinal. Em condições normais de temperatura e pressão, o título vai para o Cruzeiro de Evandro, William, Leal, Filipe, Simon, Isac e Serginho. Esta temporada, a equipe sofreu apenas duas derrotas – 2-3 para o Sesi na semifinal da Copa Brasil e 0-3, com os reservas em quadra, para o Taubaté na décima rodada do returno da Superliga.

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Brasil Kirin e Sada Cruzeiro fazem a segunda partida da melhor de cinco nesta quinta-feira (13), às 22h, no ginásio Taquaral, em Campinas, com transmissão da RedeTV e do SporTV. No sábado (15), às 21h30, no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano (SP), com SporTV, Sesi e Taubaté se enfrentam pela segunda vez na série – o jogo não será na quadra do time da capital paulista, na Vila Leopoldina, porque o local conta apenas com 800 assentos, quando a competição exige número mínimo de 2 mil lugares a partir das semifinais.

SUPERLIGA FEMININA B

Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O SporTV confirmou a transmissão da final da Superliga B feminina nesta segunda-feira (10), às 20h. A decisão será entre Hinode/Barueri, equipe treinada pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, e o BRH-Sulflex/Curitibano, que tem como técnico Jorge Edson, ex-central campeão olímpico em Barcelona 1992 sob o comando daquele que agora é seu adversário. O time de Zé Roberto, que teve a melhor campanha na fase de classificação, jogará em casa, no ginásio José Corrêa. A equipe paranaense tem como dirigente a ex-ponta romena naturalizada brasileira Cristina Pirv.

A campanha dos finalistas não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à final.


Final da Superliga B terá embate de monstros do vôlei: Zé Roberto x Pirv
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Carolina Canossa

Consagrados, Pirv e Zé Roberto se envolveram em novos desafios no vôlei (Reprodução/Instagram)

De um lado, o Hinode/Barueri. Do outro, o BRH-Sulflex/Curitibano. No próximo dia 10 de abril, duas das mais novas equipes do voleibol brasileiro estarão frente a frente para decidir o campeão da Série B da Superliga feminina de vôlei. Mais do uma vaga na próxima edição do torneio de clubes mais importante do país, o duelo chama a atenção por colocar frente a frente dois nomes que marcaram a modalidade no Brasil ao longo dos últimos anos.

Único técnico campeão olímpico entre homens e mulheres da história e atual treinador da seleção feminina, José Roberto Guimarães dispensa maiores apresentações. Mesmo com uma carreira já consolidada, tirou dinheiro do próprio bolso para realizar o sonho de ter uma equipe na cidade em que escolheu para viver. Atraiu jogadoras com alguma fama no meio e foi recompensado no fim do ano passado, quando conseguiu apoio da empresa de cosméticos para o projeto que idealizou por amor ao vôlei.

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Pirv entra na Superliga B para desafiar equipe de Zé Roberto

Pirv, por sua vez, é considerada a maior jogadora da história da Romênia. Atacante de muito talento, fez carreira na Europa e chegou ao Brasil na segunda metade dos anos 90. Vestindo a camisa do Minas, conquistou a Superliga em 2001/2002 e chegou a ter uma naturalização para defender o Brasil cogitada. Alternou-se entre o voleibol italiano e francês nos últimos anos como jogadora profissional até estabelecer-se definitivamente por aqui por conta do casamento com Giba, com quem tem dois filhos e se divorciou em 2012. No ano passado, decidiu também se arriscar como dirigente.

Érika, do Barueri, foi bronze em Sidney 2000 (Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Empolgado após a classificação obtida neste fim de semana com a segunda vitória sobre o São Bernardo, Zé Roberto falou sobre o fato de estar muito próximo de retornar à elite do vôlei brasileiro. “Não é diferente de nada que já construí na minha vida. Toda possibilidade de conquista é sempre importante, principalmente neste projeto que começamos do zero, com dificuldades que fortaleceram a todos, atletas e comissão técnica. É uma felicidade muito grande. Agora, falta o último passo. Vai ser difícil e ainda temos que treinar para corrigir alguns pontos. Mas poder viver esses momentos com a torcida, na cidade que escolhi para viver, é muito gratificante”, comentou.

A campanha entre as equipes não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à grande final. Pirv atribui o começo ruim da campanha à pouca quantidade de treinos feitos antes da Superliga B e, ciente dos números, admite que o favoritismo é do Barueri. Mas lembra que zebras sempre podem acontecer…

“Até falo pras meninas que a gente “engrossou o couro” na primeira fase do campeonato, mas não chegamos por aqui por acaso. Só estamos na final por conta de trabalho e dedicação. Vamos fazer um trabalho diferenciado na parte técnica, tática e, principalmente psicológica. (…) Eles são favoritos, mas o jogo vai começar zero a zero, a bola é redonda e espero que ganhe o melhor. Tudo será contra a gente: o jogo será na casa deles, o Barueri fez grande campanha e o Zé é um grande técnico com atletas experientes, mas acredito que meu time vai fazer o melhor. Estou super ansiosa para ver essa final”, destacou a ex-atleta.

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Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Outras estrelas em quadra

Zé Roberto e Pirv são os nomes de maior destaque nesta decisão, mas longe de serem os únicos a chamar a atenção: o Curitibano, por exemplo, é treinado por Jorge Edson, integrante da seleção brasileira masculina em Barcelona-1992 sob o comando do agora técnico adversário.

Entre as jogadoras, mais medalhas olímpicas: a ponteira Érika Coimbra, bronze em Sidney 2000, trouxe sua experiência para o Barueri, mesma função exercida por Valeskinha, campeã em Pequim 2008, na equipe do Paraná.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ainda não confirmou o horário da final do dia 10 de abril, que deve ser disputada no ginásio José Correa, em Barueri.

O campeão assegura um lugar direto na Superliga A 2017/2018, enquanto o vice vai para uma disputa que envolverá também os dois últimos colocados na primeira divisão (Sesi e Renata Valinhos/Country) e dará mais uma vaga na disputa.