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Arquivo : Hinode/Barueri

Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


Rosamaria renova com Minas e Macris é disputada no mercado
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Sidrônio Henrique

Rosamaria aparece como terceira maior pontuadora da Superliga (foto: Orlando Bento/MTC)

Uma das grandes promessas do voleibol brasileiro, a ponteira Rosamaria Montibeller, 23 anos, 1,85m, renovou com o Camponesa/Minas e vai defender o clube na próxima temporada. Quem também decidiu ficar onde estava é a levantadora Juma Fernandes, 24 anos, 1,83m, que permanecerá no Genter Bauru Vôlei. Já um dos nomes de maior destaque nesta e nas três edições anteriores da Superliga, a levantadora Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, é prioridade para sua atual equipe, Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e está no radar de outros três times: Hinode/Barueri, Fluminense e Vôlei Nestlé.

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Rosamaria
Encerrada a semifinal da Superliga 2016/2017, a ponteira do Minas, eliminado pelo Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, é a terceira maior pontuadora do torneio, com 403 pontos, somente atrás e bem próxima da líder Tandara, do Vôlei Nestlé, que soma 408, e da colega de equipe Destinee Hooker, 404. No início da competição, Rosamaria fazia saída de rede, mas com a chegada da oposta americana Hooker, ainda no primeiro turno, foi deslocada para a entrada, uma antiga recomendação do técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães, endossada por seu técnico no Minas, Paulo Coco – assistente de Zé Roberto no selecionado nacional.

Juma seguirá no Bauru (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Juma
A levantadora Juma Fernandes jogou pelo Genter Vôlei Bauru na atual temporada, vinda do Pinheiros. Campeã mundial sub23 com a seleção brasileira em 2015, na Turquia, ela foi escolhida a melhor levantadora e também MVP do torneio. Embora tenha oscilado ao longo da Superliga 2016/2017, Juma é tida como uma das revelações na posição e recebeu elogios, além do seu próprio técnico, Marcos Kwiek, de nomes como Bernardinho e Paulo Coco.

Destaque no Brasília, Macris interessa a outros três clubes (CBV)

Macris
Melhor levantadora das três últimas edições do torneio e líder nas estatísticas do fundamento faltando apenas a final da temporada, Macris tem um jogo caracterizado pela ousadia. O leitor talvez se pergunte se a estatística reflete de fato o nível de um armador. Não, pois há limitações, inclusive um grande levantamento pode ser desconsiderado se o atacante não vira a bola, por exemplo. A estatística, da forma como é aplicada no campeonato, também não observa a distribuição. Porém Macris, apontada por Bernardinho como uma levantadora “que taticamente joga muito” e que “é diferente”, também já arrancou elogios de Zé Roberto.

Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada
Erros de arbitragem mancham Superliga. O que pode mudar?

O Brasília Vôlei quer mantê-la, mas vivendo um dos melhores momentos de sua carreira, ela, que encerrou sua segunda temporada no time do Planalto Central, também interessa a outros três times. O Fluminense quer se reforçar para a Superliga 2017/2018 e pensa em Macris. O Hinode/Barueri, que sob o comando de Zé Roberto venceu a Superliga B, está de olho nela. Outro que sondou a levantadora foi o Vôlei Nestlé. Se Dani Lins decidir mesmo dar um tempo no voleibol para engravidar, Macris seria uma opção para a equipe de Osasco.


Para Zé Roberto, será difícil competir de cara com os grandes da Superliga
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Carolina Canossa

Antes em baixa, jogadoras do Barueri já despertam interesse de outros clubes (Fotos: William Lucas/Inovafoto/CBV)

O nível de jogo claramente superior ao dos rivais e a comissão técnica formada por profissionais das seleções brasileiras adulta e de base, além da classificação tranquila para a primeira divisão da Superliga deixa a dúvida: até onde o Hinode/Barueri pode chegar na elite do voleibol no país? Só o tempo responderá ao questionamento, mas o técnico José Roberto Guimarães faz questão de frisar que, ao menos neste primeiro ano, é melhor que os torcedores não se empolguem muito.

“Não vamos querer começar a disputar com o Rexona-Sesc, o Camponesa/Minas, o Dentil/Praia ou o Vôlei Nestlé, pois ainda não dá”, admitiu o treinador, quando questionado sobre as perspectivas para a próxima Superliga A. De acordo com ele, a ideia é se inspirar em projetos que foram evoluindo pouco a pouco em termos de investimento até chegarem à disputa por títulos, caso do próprio Praia e da equipe masculina do Sada Cruzeiro. “Não tem jeito, acho que é por aí”, avaliou.

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Dani Lins fala sobre briga com a CBV: “Só recebemos apoio até agora”

O acordo com as jogadoras que participaram desta primeira fase da existência da equipe se encerra nesta terça-feira (11). Hoje mesmo, inclusive, Zé já pretende começar a trabalhar nas bases do segundo passo do projeto, buscando um aporte financeiro maior com a própria Hinode – apesar de a empresa estar disposta a continuar com o patrocínio, novos apoiadores podem surgir através de leis de incentivo fiscal tanto do governo do estado de São Paulo como do governo federal.

Sem tempo pra muita festa: prioridade de Zé Roberto é não perder mais tempo no mercado do vôlei

Solucionada esta questão, será o momento de correr atrás de contratações, algo que não podia ser feito até a vaga na Superliga estar assegurada. “Temos que resolver isso pra ontem, pois o mercado do vôlei já está em ebulição. Mas é difícil: os outros times já possuem estrutura e temos que pensar em qual vai ser o aporte de verba que teremos para contratações”, observou Zé Roberto.

Moral alta e vontade de ficar

Entre as jogadoras de Barueri, é possível observar uma unanimidade: elas querem seguir na equipe. Mas, daí a assinar o contrato é outra história, como lembra a experiente ponta Érika Coimbra.

“Continuar aqui com o Zé é o meu sonho, mas eles ainda não fecharam com patrocinador e não sabem o que vai acontecer”, destacou a atleta, que promete nem descansar em busca da nova oportunidade. “Falei para o Zé Elias (de Proença, preparador físico) me mandar a preparação física que nesta terça eu já começo, pois não quero perder nada do que ganhei fisicamente. Sei que, jogando a Superliga A, em um nível maior, só tenho a evoluir”, afirmou.

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Destaque do time em termos ofensivos, a também ponteira Suelle foi outra que ressaltou que pretende seguir na equipe. Porém, por uma questão pessoal ela ainda não parou para pensar no próximo passo de sua carreira.

“É a partir de agora que vou ver isso. Nunca converso  e nem respondo nada durante a temporada porque você acaba saindo do foco. Ficar pensando pra onde eu vou ou se vou continuar traz muita ansiedade”, explicou.

Na avaliação da comissão técnica, a maior dificuldade de Barueri será justamente evitar o assédio dos rivais para cima de seus principais destaques, que até então ou não tinham conseguido entrar ou estavam em baixa nas negociações da elite do vôlei. Aliás, o desejo de permanência também é um fator comum entre os assistentes de Zé Roberto, dentre os quais estão profissionais gabaritados como o próprio Zé Elias, Wagner Coppini (Wagão) e Claudio Pinheiro.


Time de Zé Roberto cumpre seu papel e sobe à primeira divisão
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João Batista Junior

Com o Barueri, Zé Roberto volta à Superliga A (foto: Gaspar Nobrega/Inovafoto/CBV)

Formado por José Roberto Guimarães para disputar e vencer a Superliga B feminina, o Hinode/Barueri cumpriu seu dever com louvor. O time dispunha no elenco de jogadoras com passagem por grandes clubes do país, como a levantadora Ana Cristina, as ponteiras Érika e Suelle, a central Fê Ísis, a líbero Dani Terra: sob o comando do técnico da seleção brasileira, a equipe venceu as nove partidas que disputou na competição, perdendo apenas dois sets em todo o campeonato, e levantou o título.

Apesar de contar com um elenco claramente superior aos adversários, técnico e jogadoras do Hinode fizeram questão de ressaltar que o bom resultado só veio depois de muito trabalho. “As pessoas acham que não, mas seis meses é pouco para fazer um projeto como esse, juntar jogadoras que não se conhecem. Mas tivemos um propósito, o seguimos à risca e, agora, a sensação é de dever cumprido”, destacou a ponteira Suelle, principal definidora da equipe de Zé Roberto na final.

Suelle investe contra bloqueio do Curitibano (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Questionado sobre tamanha cobrança, o treinador deixou claro o pensamento que o levou tão longe na carreira – Zé Roberto é o único treinador campeão olímpico nos dois naipes, masculino e feminino. “Temos que pensar que a régua sobe sempre e elas sabiam da responsabilidade”, afirmou o técnico, que lembrou que o Barueri, informalmente, encarou alguns times que estão na elite do voleibol brasileiro. “Conseguimos fazer alguns amistosos antes, como contra São Caetano, por exemplo, e jogamos de igual pra igual. Foi uma satisfação muito grande, pois jogamos em um nível legal e com seriedade”, observou.

Será a estreia do Barueri na Superliga e também o retorno do Zé Roberto à divisão de elite do voleibol nacional. O último trabalho do treinador no torneio foi na temporada 2013/2014, quando chegou às semifinais com o Vôlei Amil/Campinas.

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Na noite desta segunda-feira, o Barueri venceu em casa o BRH-Sulflex/Curitibano por 3 sets a 0 (25-10, 25-11, 25-20). No o jogo único da final da divisão de acesso, a diferença matemática das parciais (as duas primeiras, principalmente) estabeleceu a distância entre a primeira e a última colocadas da fase de classificação do torneio.

A equipe paranaense tem como maiores destaques a meio de rede Valeskinha, ouro em Pequim 2008, o técnico Jorge Edson, central reserva no time campeão olímpica em Barcelona 1992, e a diretora Cristina Pirv, ex-jogadora. Com várias atletas jovens no plantel, o time perdeu todos os jogos da primeira fase, passou na sétima posição, mas cresceu no playoffs e chegou à final – o limite para qualquer um dos seis rivais do Barueri.

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Público de gente grande intimida rivais
Mais do que o ocorrido dentro da quadra, chamou atenção o público presente no ginásio José Côrrea: cinco mil pessoas, número de fazer inveja à Superliga A e até mesmo a alguns times do Campeonato Paulista de futebol. “Eu sabia do potencial desta cidade. Vivo aqui e sei como o público recebe esse tipo de iniciativa. Era uma questão de começar”, destacou Zé Roberto.

Capitã e principal atleta do Curitibano, a central Valeskinha confessou que suas companheiras de equipe se sentiram intimidadas em tal cenário. “As jogadoras mais jovens sentiram a final, então não conseguimos jogar e nem mostrar o que sabemos fazer”, avaliou a campeã olímpica.

Valeskinha: “Precisamos ter orgulho de onde chegamos”

Apesar da contundente derrota, o clima na equipe paranaense era de comemoração após a partida, com muitos sorrisos e poses para fotos. “Não é porque perdemos que tínhamos que ficar chorando. Precisamos ter orgulho de onde chegamos, mas sempre querendo mais e mais”, comentou Valeskinha, lembrando que o time do Paraná teve seu elenco formado às pressas e só começou efetivamente a treinar para a Superliga B duas semanas antes do início da competição.

O Curitibano ainda tem uma chance para figurar na Superliga A da temporada que vem. Para isso, a equipe precisa disputar a Taça Ouro, seletiva promovida pela CBV, que contará com as duas últimas colocadas da Superliga 2016/2017, Sesi e Renata Valinhos/Country, e será aberto a todas as equipes que disputaram a Superliga B. A data e o local ainda serão divulgados, mas é provável que o torneio seja realizado em agosto.

Colaborou Carolina Canossa, em Barueri

*Atualizado às 10h15 de 11/04


Brasil Kirin resiste, mas Sada Cruzeiro faz a lógica prevalecer
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Sidrônio Henrique

Sada Cruzeiro venceu a primeira partida da semifinal por 3-1 (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

O Brasil Kirin fez o que estava ao seu alcance, resistiu o quanto pôde, jogou uma de suas melhores partidas esta temporada, mas do outro lado da quadra estava simplesmente o time tetracampeão nacional e tri mundial, Sada Cruzeiro, uma máquina de jogar voleibol comandada pelo argentino Marcelo Mendez. Vitória mineira por 3-1 (25-20, 18-25, 25-22, 25-21) na primeira partida de uma das séries semifinais da Superliga 2016/2017, em Contagem (MG), na noite deste sábado (8). Foi apenas o 12º set perdido pelo Sada em 26 jogos disputados nesta edição.

Em jogo repleto de erros, arbitragem confusa ofusca vitória do Taubaté
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Reedição da final da última Superliga, a partida no ginásio do Riacho teve quase duas horas de duração e o grande número de erros pode ser creditado a agressividade das equipes no saque. As falhas, embora muitas, não ocorreram em uma proporção tão elevada quanto a de quinta-feira (6), pela outra série, em que o Taubaté venceu o Sesi por 3-0 no primeiro confronto.

Leal marcou 17 pontos diante do Brasil Kirin neste sábado (foto: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O serviço foi arma essencial para o Brasil Kirin tentar equilibrar o duelo diante de um adversário do porte do Sada. O time comandado pelo também argentino Horacio Dileo sabia que teria de forçar o erro da recepção cruzeirense para que a bola ficasse longe das mãos do habilidoso levantador William Arjona. Conseguiu ótimas passagens no saque, principalmente com o veterano ponta Diogo e com o central campeão olímpico Maurício Souza – este fechou o segundo set com uma sequência de três aces.

O problema para a equipe de Campinas (SP) é que manter o saque em um nível tão alto por um período longo é missão quase impossível e, além disso, teria de contar com o relaxamento do oponente. É que o Sada havia vencido a primeira parcial com relativa facilidade, apesar de ter cometido 11 erros – foram 35 no jogo. Escaldado após a derrota no segundo set, o time multicampeão tratou de acelerar a partir do terceiro. Não que o Brasil Kirin tenha desistido da partida, pelo contrário, continuou lutando, mas a superioridade cruzeirense era nítida.

Ponta Filipe cresceu na quarta e última parcial (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Destaques
O oposto Evandro e o ponta cubano naturalizado brasileiro Leal, que recebeu o troféu Viva Vôlei, foram os maiores pontuadores do Sada Cruzeiro e do jogo, tendo marcado 21 e 17 vezes, respectivamente. Evandro virou 18 de 27 tentativas no ataque (66,6%). Pelo adversário, o oposto Rivaldo foi quem mais pontos fez, somando 14. Segundo a assessoria de imprensa do Sada, o ponteiro Filipe teve 71% de aproveitamento no ataque, fundamento no qual marcou 10 pontos – fez ainda dois de bloqueio e um de saque. A estatística na página da competição, fornecida pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), infelizmente não traz informações mais detalhadas.

Minas coloca hegemonia do Rexona em xeque e Tandara sepulta Praia

É difícil imaginar que o time de Dileo possa tirar o Sada Cruzeiro de mais uma final, mas está de parabéns, mesmo se deixar a competição uma etapa antes da edição anterior. Para quem não se lembra, o Brasil Kirin esteve ameaçado de desmanche e perdeu atletas importantes, que ajudaram o time a chegar ao vice-campeonato no ano passado, como o ponta Lucas Lóh e o levantador argentino Demián González. O patrocinador segurou Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, entre outros, e apesar das oscilações a equipe terminou a fase de classificação em quarto lugar.

Favoritismo
O fato de a final ser em jogo único – marcado para o ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte, no dia 7 de maio – parece ser o maior problema para o pentacampeonato do Sada. É que em um dia ruim o time poderia (veja bem, “poderia”) cair diante de Sesi ou Taubaté, que duelam na outra semifinal. Em condições normais de temperatura e pressão, o título vai para o Cruzeiro de Evandro, William, Leal, Filipe, Simon, Isac e Serginho. Esta temporada, a equipe sofreu apenas duas derrotas – 2-3 para o Sesi na semifinal da Copa Brasil e 0-3, com os reservas em quadra, para o Taubaté na décima rodada do returno da Superliga.

Dani Lins fala sobre a briga com a CBV: “Só recebemos apoio até agora”

Brasil Kirin e Sada Cruzeiro fazem a segunda partida da melhor de cinco nesta quinta-feira (13), às 22h, no ginásio Taquaral, em Campinas, com transmissão da RedeTV e do SporTV. No sábado (15), às 21h30, no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano (SP), com SporTV, Sesi e Taubaté se enfrentam pela segunda vez na série – o jogo não será na quadra do time da capital paulista, na Vila Leopoldina, porque o local conta apenas com 800 assentos, quando a competição exige número mínimo de 2 mil lugares a partir das semifinais.

SUPERLIGA FEMININA B

Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O SporTV confirmou a transmissão da final da Superliga B feminina nesta segunda-feira (10), às 20h. A decisão será entre Hinode/Barueri, equipe treinada pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, e o BRH-Sulflex/Curitibano, que tem como técnico Jorge Edson, ex-central campeão olímpico em Barcelona 1992 sob o comando daquele que agora é seu adversário. O time de Zé Roberto, que teve a melhor campanha na fase de classificação, jogará em casa, no ginásio José Corrêa. A equipe paranaense tem como dirigente a ex-ponta romena naturalizada brasileira Cristina Pirv.

A campanha dos finalistas não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à final.


Final da Superliga B terá embate de monstros do vôlei: Zé Roberto x Pirv
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Carolina Canossa

Consagrados, Pirv e Zé Roberto se envolveram em novos desafios no vôlei (Reprodução/Instagram)

De um lado, o Hinode/Barueri. Do outro, o BRH-Sulflex/Curitibano. No próximo dia 10 de abril, duas das mais novas equipes do voleibol brasileiro estarão frente a frente para decidir o campeão da Série B da Superliga feminina de vôlei. Mais do uma vaga na próxima edição do torneio de clubes mais importante do país, o duelo chama a atenção por colocar frente a frente dois nomes que marcaram a modalidade no Brasil ao longo dos últimos anos.

Único técnico campeão olímpico entre homens e mulheres da história e atual treinador da seleção feminina, José Roberto Guimarães dispensa maiores apresentações. Mesmo com uma carreira já consolidada, tirou dinheiro do próprio bolso para realizar o sonho de ter uma equipe na cidade em que escolheu para viver. Atraiu jogadoras com alguma fama no meio e foi recompensado no fim do ano passado, quando conseguiu apoio da empresa de cosméticos para o projeto que idealizou por amor ao vôlei.

Com 30 mil na plateia, Zé Roberto apresenta patrocinador após sufoco no início do projeto

Pirv entra na Superliga B para desafiar equipe de Zé Roberto

Pirv, por sua vez, é considerada a maior jogadora da história da Romênia. Atacante de muito talento, fez carreira na Europa e chegou ao Brasil na segunda metade dos anos 90. Vestindo a camisa do Minas, conquistou a Superliga em 2001/2002 e chegou a ter uma naturalização para defender o Brasil cogitada. Alternou-se entre o voleibol italiano e francês nos últimos anos como jogadora profissional até estabelecer-se definitivamente por aqui por conta do casamento com Giba, com quem tem dois filhos e se divorciou em 2012. No ano passado, decidiu também se arriscar como dirigente.

Érika, do Barueri, foi bronze em Sidney 2000 (Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia)

Empolgado após a classificação obtida neste fim de semana com a segunda vitória sobre o São Bernardo, Zé Roberto falou sobre o fato de estar muito próximo de retornar à elite do vôlei brasileiro. “Não é diferente de nada que já construí na minha vida. Toda possibilidade de conquista é sempre importante, principalmente neste projeto que começamos do zero, com dificuldades que fortaleceram a todos, atletas e comissão técnica. É uma felicidade muito grande. Agora, falta o último passo. Vai ser difícil e ainda temos que treinar para corrigir alguns pontos. Mas poder viver esses momentos com a torcida, na cidade que escolhi para viver, é muito gratificante”, comentou.

A campanha entre as equipes não poderia ser mais distinta. Enquanto o Barueri está invicto no torneio, o Curitibano precisou de superação: depois de perder os primeiros seis jogos, ganhou as quatro partidas do mata-mata e chegou à grande final. Pirv atribui o começo ruim da campanha à pouca quantidade de treinos feitos antes da Superliga B e, ciente dos números, admite que o favoritismo é do Barueri. Mas lembra que zebras sempre podem acontecer…

“Até falo pras meninas que a gente “engrossou o couro” na primeira fase do campeonato, mas não chegamos por aqui por acaso. Só estamos na final por conta de trabalho e dedicação. Vamos fazer um trabalho diferenciado na parte técnica, tática e, principalmente psicológica. (…) Eles são favoritos, mas o jogo vai começar zero a zero, a bola é redonda e espero que ganhe o melhor. Tudo será contra a gente: o jogo será na casa deles, o Barueri fez grande campanha e o Zé é um grande técnico com atletas experientes, mas acredito que meu time vai fazer o melhor. Estou super ansiosa para ver essa final”, destacou a ex-atleta.

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No 1º de abril, seis fatos do vôlei que parecem mentira, mas não são

Campeã olímpica, Valeskinha defende o Curitibano (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Outras estrelas em quadra

Zé Roberto e Pirv são os nomes de maior destaque nesta decisão, mas longe de serem os únicos a chamar a atenção: o Curitibano, por exemplo, é treinado por Jorge Edson, integrante da seleção brasileira masculina em Barcelona-1992 sob o comando do agora técnico adversário.

Entre as jogadoras, mais medalhas olímpicas: a ponteira Érika Coimbra, bronze em Sidney 2000, trouxe sua experiência para o Barueri, mesma função exercida por Valeskinha, campeã em Pequim 2008, na equipe do Paraná.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ainda não confirmou o horário da final do dia 10 de abril, que deve ser disputada no ginásio José Correa, em Barueri.

O campeão assegura um lugar direto na Superliga A 2017/2018, enquanto o vice vai para uma disputa que envolverá também os dois últimos colocados na primeira divisão (Sesi e Renata Valinhos/Country) e dará mais uma vaga na disputa.


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