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Arquivo : Gabi

Drussyla agradece chance e diz: “Sempre sonhei com essa oportunidade”
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Carolina Canossa

Drussyla, que quase foi para o vôlei de praia, acabou eleita a melhor da final (Foto: foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Aos 20 anos, ela alcançou um outro patamar na carreira. Peça fundamental na virada da série semifinal contra o Camponesa/Minas, a ponteira Drussyla provou na decisão da Superliga, neste domingo (23), que é uma aposta segura entre os nomes que lutam para se consolidar na nova geração do voleibol brasileiro.

Depois de um primeiro set instável na recepção, a jovem teve o mérito de retomar o equilíbrio e voltar para o jogo. Fez o “feijão com arroz” quando foi alvo do saque do Vôlei Nestlé e virou bolas importantes no ataque, assumindo o lugar de Gabi, que foi sumindo no decorrer da partida. Acabou eleita a melhor do jogo.

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“Foi um ano de muita entrega, muita vontade. Sempre sonhei com essa oportunidade e graças a Deus ela apareceu”, comemorou a atleta, que destacou o apoio da comissão técnica e das companheiras na reta final da Superliga. “Foi difícil conquistar a confiança do Bernardo. No início da temporada a gente conversou, ele disse que as oportunidades poderiam surgir, mas que eu tinha que ter calma, paciência e consciência do meu papel em quadra. Que eu não tinha que carregar o peso sozinha, mas sim ajudar ao time. Consegui crescer durante a temporada, ir ganhando confiança, com todo mundo me ajudando muito”, afirmou.

Campeã mundial sub-23 em 2005, Drussyla chegou ao Rexona dois anos antes. É mais uma das apostas do técnico Bernardinho, que a viu no Fluminense e lhe convenceu a deixar o vôlei de praia, modalidade que praticou e cogitou seriamente em seguir.

Tímida, ela estava um tanto quanto “perdida” durante a festa do título. “Ainda não caiu a ficha. É o meu primeiro título jogando. Ano passado, eu entrava de vez em quando, fazia um saque, uma defesa e saia e agora é muito importante para a minha carreira ir assumindo essa responsabilidade aos poucos e esse time tem me passado muita confiança”, relatou.

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E como não sentir tamanha responsabilidade? Drussyla responde com uma simplicidade inocente a esta questão. “Por tudo que todas as minhas companheiras e a comissão técnica falam comigo, eu não sinto essa responsabilidade toda que imaginam que eu tenho. Eu entro em quadra, me divirto, e vou com a minha vontade e a minha coragem. Faço de tudo para ir adquirindo a confiança necessária ao longo do jogo e tem dado certo”, comentou a atleta.

Apesar da felicidade pelo título, Drussyla e suas companheiras de equipe terão pouco tempo de descanso: dois dias. Isso porque o time ainda tem um compromisso nesta temporada, o Mundial de clubes, que será disputado de 8 a 14 de maio no Japão.

Melhores da disputa

Apesar do título, o Rexona não contou com nenhuma jogadora entre os destaques individuais da Superliga. A lista, baseada nas estatísticas colhidas ao longo da competição, ficou assim:

Maior pontuadora – Tandara (Vôlei Nestlé)
Saque – Tandara (Vôlei Nestlé)
Ataque – Hooker (Camponesa/Minas)
Bloqueio – Mara (Camponesa/Minas)
Recepção – Tássia (Dentil/Praia Clube)
Defesa – Castillo (Genter/Vôlei Bauru)
Levantadora – Macris (Terracap/BRB/Brasília)
Craque da Galera – Tandara (Vôlei Nestlé)


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João Batista Junior

O Rexona precisou de cinco sets conquitar a Superliga (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Melhor campanha da fase classificatória e sobrevivente de uma semifinal enfartante contra o Minas, o Rexona-Sesc levantou a Superliga feminina, neste domingo, com a força de seu trabalho coletivo – fator característico da equipe durante toda a competição. Mas, na vitória sobre o Vôlei Nestlé, neste domingo, no Rio, por 3 sets a 2 (25-19, 22-25, 25-22, 18-25, 15-6), além da boa relação bloqueio e defesa, da distribuição de bolas no ataque e da paciência para esperar pelo erro adversário, virtudes que acompanharam as cariocas por todo o campeonato, registrem-se também atuação da ponteira Drussyla e da central Juciely. De quebra, foi o décimo título nacional para a líbero Fabi e a ponteira reserva Regiane.

Osasco, há cinco anos sem conquistar a Superliga, valorizou a vitória do Rio e, por consequência, o clássico. O time paulista oscilou bastante durante a fase classificatória, mas cresceu no mata-matas e levou a partida final até o quinto set, quando não suportou a pressão do voleibol do Rio.

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Juciely (primeiro plano) foi o nome do jogo no tie break

Se Gabi foi a principal jogadora do Rexona na campanha e nos playoffs, Drussyla foi a mão mais segura do ataque carioca na decisão. A mais jovem das titulares em quadra, a ponteira começou a partida caçada pelo saque osasquense, mas permaneceu no jogo e mostrou coragem e eficiência nas cortadas. Quando a vitória carioca no tie break estava estabelecida, com 12-5 no placar, errou um passe mas definiu no ataque contra um triplo. Ela e Monique foram o desafogo de Roberta nas horas mais difíceis da partida.

Vale salientar a importância de Drussyla não apenas no duelo deste domingo, mas também nas semifinais, quando assumiu a titularidade no lugar da holandesa Anne Buijs e ajudou a equipe naquela difícil empreitada contra o Camponesa/Minas, marcando 38 pontos na soma das duas últimas partidas.

Juciely, de 36 anos, numa partida de cinco sets, foi bem nas primeiras parciais e destruidora no tie break. Quando o placar do quinto set apontava 9 a 3, a meio de rede havia assinalado nada menos que seis pontos só na parcial.

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Tandara encara bloqueio do Rexona

Tandara, como se esperava, foi a melhor atacante do Vôlei Nestlé, mas o sistema defensivo do Rexona tratou diminuir o estrago que ela poderia provocar e ainda anulou as demais opções de ataque do Osasco: as sérvias Malesevic e Bjelica começaram a partida como titulares, mas deram lugar a Gabi e Paula Borgo, enquanto o passe quebrado não deu muita chance para Dani Lins jogar com o meio.

Osasco completa cinco anos sem conquistar a Superliga. A Unilever, por outro lado, se despede da Superliga com mais um troféu: a parceria da multinacional com o Rio durou 20 anos, rendeu 12 títulos nacionais e chegará ao fim daqui a três semanas, no Mundial de Clubes de Kobe.

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Arbitragem
É desagradável gastar tempo falando sobre arbitragem, mas, mais uma vez, é necessário. Como se já não houvesse provas suficientes para defender a adoção do vídeo check na Superliga, os árbitros cometeram dois erros importantes que influenciaram na definição das duas primeiras parciais –
ainda apareceram no quarto set.

No primeiro set, com 15 a 15 no marcador, não foi anotado um desvio no bloqueio carioca num ataque de Bia. A partir dali, a rede do Osasco encalhou e o Rexona-Sesc abriu margem decisiva no placar da parcial.

Já na segunda etapa, com 22 a 22, Gabi, do Vôlei Nestlé, não conseguiu explorar o bloqueio adversário, mas o ponto foi anotado a seu favor mesmo assim. Houve alguma polêmica sobre ter havido um toque do Rexona na rede ou não, mas a anotação foi, mesmo, o de desvio no bloqueio.

Um otimista talvez prefira dizer que o árbitro não influenciou no resultado, o que não deixa de ser verdade. Mas é preciso acentuar que, numa temporada em que houve tanto clamor pela revisão de vídeo nos jogos, a final feminina não fugiu à regra das queixas contra as decisões dos árbitros.


Gabi e Nati Martins: superação a serviço de Osasco na decisão
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Carolina Canossa

Gabi tem apenas 1,73 m, altura baixa para quem não é líbero (Fotos: João Pires/Fotojump)

Quem vê um treino do Vôlei Nestlé, não deixa de reparar nela: após um ataque bem sucedido ou um bloqueio, a ponta Gabi sai comemorando efusivamente, como se estivesse em uma final olímpica. Como o clima é descontraído, ela se permite até mesmo uns gritos estando virada para o lado adversário, algo que seria passível de punição durante uma partida. É com esta garra que a jogadora de apenas 1,73 m se tornou a sétima titular da equipe paulista, que neste domingo (23) disputa a final da Superliga feminina contra o Rexona-Sesc.

“Eu grito mesmo, mas as meninas também”, sorri a atleta, que passou a temporada se revezando a sérvia Malesevic no posto de ponteira de preparação. “É competitividade. O jogo é um desafio, então tentamos ficar o mais próximo possível, deixar o treino  um pouco mais real”, complementa.

Aos 23 anos, a carioca está terminando sua quinta temporada no Vôlei Nestlé. Trata-se de um feito raro para um jogadora com altura abaixo da média e que, inclusive, chegou a cogitar ir para o vôlei de praia na tentativa de conseguir mais chances na carreira. “Por ser menor, tive que me adequar arrumar alguns recursos extras no ataque, ter um fundo de quadra bom e não dar tanto prejuízo na rede”, conta Gabi.

Integrante das seleções brasileiras de base, chegou a jogar como líbero no infanto-juvenil, posição que não descarta ocupar no futuro. “Mas enquanto tiver time me querendo na ponta, eu vou levando”, brinca. A jogadora é elogiada pelo técnico Luizomar de Moura pelo espírito de equipe, já que raramente começa um jogo como titular. “Na verdade, eu já me importei com a reserva (risos). Mas a gente vai crescendo, amadurecendo e sabendo qual é o nosso papel. Sei que vou entrar em momentos de dificuldade, quando a equipe precisa, então preparo a minha cabeça desta maneira”, afirma.

O apelido de Gabiru, recebido de um técnico aos 12 anos, também não a incomoda. “Como era um time com muitas Gabrielas e eu era pequenininha, ficou Gabiru. Todo mundo passou a me chamar assim  e ficou. Não me importo de maneira alguma”, assegura.

Nati Martins foi diagnosticada com um grave problema auditivo aos quatro anos

Nati Martins

Outra jogadora do Vôlei Nestlé que só conseguiu se firmar no vôlei profissional graças à superação é Nati Martins. Diagnosticada com um grave problema  auditivo aos quatro anos, a central é a primeira atleta nesta condição a competir no voleibol de alto nível no Brasil. No domingo (23), celebrará a primeira final de Superliga da carreira.

“Estou muito feliz, mas com os pés no chão. Tenho certeza que nosso time vai fazer o melhor para sermos campeãs”, destacou a jogadora, que usa aparelho e consegue entender o que lhe falam desde que esteja frente a frente com o interlocutor. Sem poder recorrer à audição, ela passou a se comunicar com a levantadora Dani Lins na base dos olhares e de sinais. “A Dani até brinca que eu entendo mais rápido que as outras meninas, pois não preciso de som e já peguei tudo o que ela quis dizer”, revela.

Na hora dos jogos, ela até consegue ouvir o barulho da torcida, mas não distingue o que está sendo falado. “São muitas vozes ao mesmo tempo. Mas isso vem de anos, não me atrapalha, ainda mais aqui em Osasco: é difícil outra torcida fazer mais barulho que a nossa. Consigo transferir meu problema para uma coisa boa”, afirma.


Gabi e Drussyla: prontas para serem protagonistas na final da Superliga
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Sidrônio Henrique

As duas ponteiras abraçadas após a classificação para a final (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Quando chegou ao Rexona na temporada 2012/2013, vinda do Mackenzie, a ponta Gabriela Guimarães era uma juvenil promissora. Ao longo daquela Superliga, com a contusão da americana Logan Tom, a jovem Gabi se viu alçada ao time titular e segue nessa condição até hoje, agora como uma das principais atletas do País. A um mês de completar 23 anos, ela vai para sua quinta final consecutiva do torneio de clubes mais importante do Brasil. Nas quatro anteriores, ficou com o título.

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Contratada pelo clube carioca no período 2013/2014, a também ponteira Drussyla Costa foi se desenvolvendo sob as ordens do técnico Bernardinho, mas acumulava pouco tempo em quadra, sendo utilizada na maioria das partidas como especialista no saque. No entanto, recebeu uma chance rara, e por que não ousada, nos dois últimos jogos da intensa série melhor de cinco da semifinal contra o Camponesa/Minas. Aos 20 anos, virou titular, no lugar da holandesa Anne Buijs. Destacou-se tanto no quarto confronto quanto no quinto, marcando 38 pontos no total, ajudando a garantir a virada no duelo que o Rexona-Sesc perdia por dois jogos a um.

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Gabi e Drussyla são peças-chave em um time que busca o 12º título da Superliga. Elas rejeitam o rótulo de favoritas, mas estão prontas para assumir protagonismo na decisão, marcada para este domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

A atacante Gabi assumiu o papel que era de Natália na equipe

Substituta de Natália
Gabi se viu em um novo papel, o de definidora, nas palavras de seu treinador, nesta temporada em que o clube não pôde contar com a ponta Natália, que foi para o Fenerbahçe, da Turquia. “Essa mudança foi muito importante pra mim. Claro que eu tive alguns momentos de dificuldade tendo que assimilar isso, sabendo que eu teria que ser mais eficiente, mas foi ótimo, até pensando no meu futuro. Afinal, sou uma jogadora baixa, preciso ter regularidade, preciso treinar muito para estar bem. Eu tenho o objetivo de me manter na seleção brasileira, então substituir a Natália no clube foi muito importante para o meu amadurecimento”, disse ao Saída de Rede a ponteira de 1,80m.

“Pedradas” de sérvia no saque viram arma do Vôlei Nestlé para a final

Questionada se ter disputado uma série mais longa, mas mantendo-se em atividade enquanto o Vôlei Nestlé teve mais tempo para descansar, era vantagem ou desvantagem, Gabi apontou os prós e os contras. “O lado negativo é que foi muito longa, desgastante, então ficou cansativo, tanto física quanto psicologicamente. O lado bom é que a gente chega mais preparada, com um ritmo de jogo muito grande”.

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Focada na final, ela contou que o time tem treinado bastante recepção para neutralizar o eficiente saque da equipe de Osasco, uma das principais armas do time paulista. “A gente tem trabalhado muito nisso. O saque delas nos preocupa. A gente sabe que a Tandara tem um bom saque, a Dani Lins, várias jogadoras ali sacam muito bem e a gente vai precisar ser regular no passe”.

Drussyla diz que evoluiu no passe ao longo desta temporada

Confiança
Para Drussyla, encarar o serviço das rivais não será problema, contando com a ajuda de Gabi e da experiente Fabi, líbero bicampeã olímpica. “Nosso passe tem funcionado”, resumiu a atacante de 1,86m.

Ao avaliar seu desempenho, Drussyla disse ao SdR que viu evolução em todos os fundamentos. “Melhorei meu passe nos treinos esta temporada. Na verdade, melhorei também na defesa e no ataque. No saque estou mais regular, não erro tanto quanto eu errava quando entrava para sacar em temporadas passadas. Tem também a questão da confiança, de querer participar mais, isso me ajuda bastante”.

Erros de arbitragem mancham Superliga. O que pode mudar?

Será que entrar em quadra no sexteto titular do Rexona pela primeira vez numa decisão a deixa apreensiva? “É um clássico, né. Muita gente aqui está acostumada a jogar (contra Osasco). Poxa, é uma final. Então acho que vai ser um jogo difícil, mas nós estamos preparadas. Eu espero corresponder mostrando o que a comissão técnica e as demais jogadoras têm me ensinado”.


Pressionado, Bernardinho mostra sua força novamente e semi vai ao 5º jogo
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Carolina Canossa

Assim como aconteceu com Roberta no ano passado, entrada de Drussyla foi fundamental para sobrevivência do Rexona (Foto: Divulgação/CBV)

O roteiro parecia aquele visto na Rio 2016: surpreendido por duas derrotas em casa, Bernardinho coloca em quadra sua equipe diante de um adversário fortíssimo para uma partida de vida ou morte. E, tal qual aconteceu com a seleção brasileira na Olimpíada, o Rexona-Sesc saiu da Arena Minas vivo, após uma vitória consistente por 3 sets a 1. Desta vez, as parciais foram de 25-12, 25-18, 27-29 e 25-23.

Para alegria dos fãs de vôlei, a série melhor de cinco que decide o segundo finalista da edição 2016/2017 da Superliga feminina de vôlei vai ao quinto jogo. Mesmo com altos e baixos ao longo de todo o confronto, Rexona e Camponesa/Minas estão fazendo um duelo de bom nível técnico, com emoções à vontade para os torcedores de ambos os lados. Na sexta (14), às 19h30 na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra, no Rio), veremos quem será o sobrevivente desta batalha.

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Pressionado pelas duas derrotas sofridas em casa na série, Bernardinho chegou a Belo Horizonte com duas estratégias. A primeira foi apostar em Drussyla, 20 anos, para o lugar da holandesa Anne Buijs no time titular. A segunda foi jogar com extrema agressividade desde o início do jogo, algo que acuou o Minas e levou o placar do primeiro set a impressionantes 13-01. Assustado, o time da casa errava demais e virou presa fácil do ótimo sistema defensivo rival. A etapa inicial foi perdida em um piscar de olhos.

Ainda que não de maneira tão aguda, o segundo set foi um replay da parcial anterior. O Rexona era claramente superior e, com um saque que obrigava a recepção adversária a mandar bolas muito altas para a levantadora rival (primeiro Naiane e depois Karine), chegou à vitória sem ser ameaçado. Parecia que o 3 a 0 viria com tranquilidade, como no primeiro jogo da série. Peças-chave nas boas atuações do Minas nesta temporada, as centrais Carol Gattaz e Mara só faziam número em quadra.

Termômetro do Minas, centrais demoraram a entrar no jogo 4 (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

O time de Paulo Coco só foi entrar de vez no jogo a partir do terceiro set. O nível do saque do Rexona caiu e Karine pôde começar a usar suas centrais, especialmente Gattaz. Hooker, por sua vez, iniciou um belíssimo duelo com Gabi para ver quem dava a cortada mais bonita – as duas eventualmente foram auxiliadas por Jaqueline e Drussyla. A boa atuação das atacantes fez com que tivéssemos nesta terça o menor número de bloqueios por set em toda a série. O erro de Gabi no lance decisivo foi um daqueles pecados que só o vôlei proporciona, pois, se havia alguém que não merecia aquela falha, era ela.

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Vislumbrando a final novamente no radar, o Minas entrou com tudo no quarto set. Mais confiante, Rosamaria se consolidou como outra opção de ataque e o tie-break se tornou uma possibilidade real. Só que, ao contrário das partidas 2 e 3, o Rexona desta vez contava com uma definidora, Gabi, que contou com a boa atuação da jovem Drussyla para ter liberdade no ataque e levar o time à vitória. A ponteira, aliás, não só se destacou no ataque como fez defesas importantes ao longo do confronto.

A entrada de Drussyla lembra o ocorrido na semifinal do ano passado: quando o Vôlei Nestlé era melhor na série, Bernardinho não hesitou em tirar a experiente americana Courtney Thompson para colocar Roberta como levantadora. A alteração surtiu efeito, ela não saiu mais do time e o Rexona sagrou-se campeão da Superliga. Será que a história se repetirá ou o Minas mostrará a força de seu elenco mais uma vez? Na sexta à noite, saberemos a resposta.

Enquanto o jogo 5 não chega, deixe sua opinião na caixa de comentários: quem vai à final: Rexona ou Camponesa/Minas?


Com show de Naiane, Minas iguala série contra Rexona
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João Batista Junior

Minas comemora: playoff contra Rexona está empatado (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se o jogo em Belo Horizonte deu a entender que o Rexona-Sesc não teria muito trabalho para chegar a mais uma decisão de Superliga, a segunda partida da série semifinal, disputada no Rio, trouxe à luz o melhor voleibol do Camponesa/Minas.

Com uma atuação consistente, as minastenistas venceram por 3 sets a 1, na noite da terça-feira, com parciais de 25-22, 25-21, 21-25, 25-19, e determinaram que a disputa entre as duas equipes precisará de pelo menos quatro partidas para se definir.

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O nome do Minas e do jogo foi Naiane. Mal na primeira partida, a levantadora tem oscilado em todo o campeonato e, nos mata-matas, vinha sendo substituída por Karine com certa frequência. Dessa vez, no entanto, ela encontrou a dose certa para equilibrar o ataque de seu sexteto.

Bem na distribuição de jogadas, Naiane foi a melhor em quadra

Com o passe na mão a maior parte do tempo, Naiane tratou de não sobrecarregar a oposta Destinee Hooker. Se, nos playoffs a norte-americana, atacava mais de 40% das bolas do time, desta vez ela só precisou efetuar 33% das cortadas do Minas. O meio de rede, com Mara e Carol Gattaz, foi bastante (e bem) utilizado pela armadora, que contou também com uma atuação segura da ponteira Rosamaria.

O resultado da boa distribuição da levantadora é que as minastenistas venceram o duelo contra o sistema defensivo contrário e obtiveram 57 pontos no ataque – 16 a mais do que as anfitriãs.

A isso, somem-se a pressão exercida pelo saque mineiro sobre a linha de passe adversária e a tranquilidade da equipe para superar dois momentos adversos: a derrota no terceiro set, depois de começar bem a parcial, e a saída de Jaqueline, que deixou a quadra no quarto set com uma lesão na região lombar.

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Bem marcada na partida, Gabi investe contra bloqueio duplo do Minas

Pelo lado do Rio, que conheceu a segunda derrota nesta Superliga, a primeira em seu reduto, fez muita falta não ter uma definidora de jogadas por excelência – como o Minas tem em Hooker, por exemplo. Num dia em que o passe quebrou, faltou uma atacante de força para consertar a situação, alguém com potência e alcance suficientes para vencer um bloqueio bem montado.

Gabi faz um bom campeonato e tem sido o destaque da equipe nos playoffs, mas a ponteira foi bastante castigada pelas bloqueadoras adversárias. A oposta Monique, maior anotadora do Rexona na competição, também não foi a bola de segurança de Roberta na partida. A melhor atacante de que dispôs a levantadora anfitriã foi a central Juciely, mas a bola de meio sem um bom passe vira exceção – e assim foi de fato.

VITÓRIA DO OSASCO
Num duelo tecnicamente fraco, em que os ralis se caracterizavam mais por erros do que por defesas, o Vôlei Nestlé venceu o Dentil/Praia Clube pela terceira vez na temporada, a primeira em Uberlândia.

As anfitriãs terão razão se reclamarem de dois ou três erros visíveis da arbitragem, mas nenhum deles coloca em xeque a vitória das visitantes: as osasquenses se aproveitaram da persistente instabilidade das adversárias e impuseram um placar de 3 sets a 0 (25-19, 25-22, 25-22).

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Tandara foi a bola de segurança do Osasco contra o Praia (Célio Messias/Inovafoto/CBV)

O time paulista não precisou ser brilhante para chegar à segunda vitória na série. Aliada à boa presença do bloqueio de sua equipe, que marcou dez pontos – cinco da meio de rede Bia –, a pragmática estratégia de Dani Lins deu resultado.

Depois de ficar fora do primeiro jogo por conta de problemas particulares, a levantadora voltou ao time e não hesitou em acionar Tandara: no total, a ponteira efetuou 46 cortadas e fez 20 pontos nesse quesito. A título de comparação, a oposta Bjelica efetuou 26 ataques e obteve dez pontos no fundamento.

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O Praia, com problemas no passe e na virada de bola, chegou a colocar Carla no lugar de Ramirez, pela saída, e tentou três formações distintas na entrada de rede – primeiro com Alix Klineman e Michelle, depois com Ellen no lugar da norte-americana e finalmente com Alix de volta à quadra no lugar de Michelle.

As mudanças tiveram efeito positivo em alguns momentos pontuais do segundo e terceiro sets, mas o time esbarrou na dificuldade para armar contra-ataques.

Assim, mesmo sobrecarregando Tandara, o sexteto de Osasco obteve 44 a 32 em anotações de ataque – uma larga vantagem. Ou: juntas, Tandara e Bjelica marcaram apenas dois pontos a menos em cortadas do que toda a soma do time praiano.

A terceira rodada das semifinais será disputada na sexta-feira. Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube se enfrentam em Osasco, a partir das 19h. Já Rexona-Sesc e Camponesa/Minas, no Rio, entram em ação às 21h30.


Mineiras começam mal e Rio e Osasco atropelam
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João Batista Junior

Gabi foi o destaque do Rexona na vitória sobre o Minas (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

As equipes mineiras frustraram quem esperava dois jogos parelhos na rodada inaugural das semifinais da Superliga feminina. Na noite da sexta-feira, o Camponesa/Minas e o Dentil/Praia Clube sucumbiram com espantosa facilidade: nem parecia que as minastenistas jogavam em casa contra o Rexona-Sesc, nem que o time de Uberlândia havia saído à frente no marcador, em Osasco.

Os confrontos realçaram a vantagem das duas principais camisas do vôlei feminino nacional, que, graças à campanha na fase classificatória, contam com o fator casa para chegarem à decisão. No caso das cariocas, a distância em relação ao Minas aumentou consideravelmente.

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Contra um sexteto que não perdeu nenhuma vez em seu reduto em toda a temporada da Superliga e só conheceu um revés na competição, o time de Belo Horizonte precisará de, ao menos, duas vitórias em terreno adversário para continuar sonhando com um triunfo na série melhor de cinco. Contudo, os problemas das mineiras diante das atuais campeãs nacionais vão além do mando de quadra.

Sólido como uma rocha, o bom voleibol apresentado pelo Rexona-Sesc na vitória por 3 a 0 se refletiu na progressão aritmética de sua vantagem nas parciais – 25-20, 25-19, 25-18. As cariocas não se importaram com o barulho dos 3,6 mil torcedores no ginásio e jogaram bastante à vontade.

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Bloqueio do Rexona amortece ataque de Hooker: desafio da norte-americana (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Não adiantou, para o time do técnico Paulo Coco, alternar as levantadoras Naiane e Karine durante o jogo: o bloqueio da equipe dirigida por Bernardinho fez boa leitura da estratégia ofensiva das mineiras e pontuou em 13 ocasiões.

Nem mesmo Destinee Hooker teve sossego. No duelo contra bloqueadoras e defensoras do Rio, a oposta norte-americana, como de costume, até foi a maior anotadora do Minas, sendo responsável por 42% das ações de ataque de seu time (percentual bem parecido com o dos jogos contra o Genter/Bauru, nas quartas), mas terminou o confronto com 15 pontos e eficiência de 32% nas cortadas. Os números são razoáveis, mas frustram uma equipe que depende tanto de sua produção.

Brasil Kirin garante vaga nas semifinais em jogo polêmico

Pelo lado carioca, a situação foi bem diferente. A armadora Roberta foi precisa nos levantamentos e generosa na distribuição: tanto a oposta Monique quanto a ponteira Gabi receberam 25 bolas para atacar e nisso o time driblou a marcação adversária.

Gabi, inclusive, teve mais uma atuação de destaque. Eleita a melhor jogadora em votação pela internet, a ponteira mostrou potência e boa visão de jogo no ataque, assinalando 16 pontos nesse quesito – aproveitamento de 64%.

Os dois próximos jogos entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas serão no Rio.

Thaisa decide jogar com joelho machucado e piora lesão: “Bomba relógio”

Virada do Osasco
Numa partida em que o Vôlei Nestlé atuou desfalcado da levantadora Dani Lins, que não jogou por problemas particulares, e em que o Dentil/Praia Clube não contou com as duas centrais titulares, já que Fabiana há três semanas tenta se recuperar da lesão no pé e Walewska sentiu dores no joelho, a vitória foi para quem conseguiu se adaptar às ausências.

Com 26 pontos, Tandara comemora vitória do Osasco (João Neto/Fotojump)

Levantadora substituta, a experiente Carol Albuquerque sofreu com a linha de passe do Osasco no primeiro set. A sérvia Malesevic deu lugar a Gabi na ponta, mas nada parecia dar jeito na recepção do time da casa. Numa passagem de Claudinha pelo saque, as anfitriãs chegaram a conceder três bolas de xeque consecutivas à norte-americana Alix Klineman.

A partir do segundo set, no entanto, o jogo mudou e o Vôlei Nestlé, com o requinte de sofrer apenas 25 pontos nas duas últimas parciais, venceu por 3 sets a 1 (25-27, 25-17, 25-12, 25-13).

O ataque local encontrou brechas no bloqueio e no sistema defensivo das visitantes e foi inapelável. Conquistando 60 pontos em cortadas, Osasco teve aproveitamento quase inacreditável de 58% nesse fundamento.

Para advogado, briga judicial entre atletas e CBV terá definição em um mês

Para coroar a vitória paulista, além dos 26 pontos totais efetuados por Tandara, a central Bia anotou dez pontos no bloqueio, um a mais do que todo o time rival somado.

O jogo 2 será em Uberlândia. A segunda rodada da fase será disputada na terça-feira: Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé entram em quadra às 19h e, às 21h30, Rexona-Sesc e Camponesa/Minas fecham a jornada.


Para advogado, briga judicial entre atletas e CBV terá definição em um mês
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Carolina Canossa

Principais jogadoras de vôlei do Brasil estão em confronto aberto contra a CBV (Fotos: Divulgação/FIVB)

Iniciada na última segunda-feira (27), a ação judicial de oito atletas classificadas como “sete pontos” no ranking da edição 2017/2018 da Superliga feminina de vôlei não deve demorar para ter uma definição. Ao menos é o que espera o advogado das jogadoras, Carlos Heitor Pioli Filho.

Em entrevista exclusiva ao Saída de Rede, Pioli Filho explicou quais são os próximos passos do caso. “A juíza recebeu essa ação de mandado de segurança e mandou notificar, através de um oficial de Justiça, a CBV e o presidente da instituição (Walter Pitombo Laranjeiras). A partir da ciência deles, há um prazo de dez dias úteis para eles apresentarem informações à juíza. Com essas informações, que é o exercício do contraditório, pois a outra parte tem que se manifestar, ela decidirá (se o ranking será extinto ou não)“, afirmou.

Atletas da Superliga masculina também cogitam ir à Justiça

Ricardinho vai contra a corrente: “O Brasil ainda necessita do ranking”

Por correr em caráter de urgência, uma vez que o mercado de transferências do vôlei já começa a se aquecer com a proximidade do encerramento da Superliga, essa disputa específica não deve demorar a ter uma resolução. “A gente acredita que, no máximo em um mês, isso aí esteja resolvido. É preciso que isso aconteça o quanto antes para que não haja prejuízo de ambas as partes”, destacou o advogado.

Evidentemente, em um segundo momento tanto as atletas como a CBV podem se utilizar de outros recursos judiciais para defender seus interesses. Porém, segundo Pioli Filho, as melhores jogadoras do Brasil não possuem um “plano B” neste momento. “Quando nos reunimos com as atletas, optamos por um caminho só e ir até o fim dele, acreditando que é o que vai dar certo”, justificou.

Questionado se o fato de os clubes participantes da Superliga serem os responsáveis por decidir pela manutenção do ranking não pode dificultar a ação judicial, que é somente contra a entidade que rege o vôlei brasileiro, o profissional isentou os times de culpa.

Estrelas do vôlei lamentam não poder jogar onde querem por conta do regulamento da Superliga

“Quando o ranking foi criado, na temporada 1992/1993, quem o criou foi a CBV. Essa divisão de responsabilidades que a entidade tenta fazer acontece porque quem vota no ranking são os clubes e a comissão de atletas. A ação visa extinguir o ranking, então não tem nada a ver com os clubes, que, no nosso sentir, não têm absolutamente nada com isso. O problema é entre as atletas e a CBV. Há uma nítida relação de trabalho entre eles e o ranking as está prejudicando. Se a CBV criou o ranking, também tem o “poder” de extingui-lo”, comentou.

Especialista em direito desportivo concorda, mas usaria outro caminho

Procurado pelo SdR para opiniar sobre a briga judicial, o especialista e professor de direito desportivo André Sica concorda que a CBV deve responder sozinha pela decisão da manutenção do ranking da Superliga.

“Os clubes são entes filiados à CBV que, por sua vez, é a entidade de administração do desporto responsável e competente para publicação do regulamento da competição. Portanto, a CBV claramente tem legitimidade para integrar o polo passivo da demanda ajuizada pelas atletas”, afirmou.

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Em um primeiro momento, atletas haviam usado as redes sociais para reclamar (Foto: Reprodução)

Sica também concorda que o caminho a ser traçado pelas jogadoras insatisfeitas é mesmo a judicialização do assunto, mas diz que conduziria o caso de outra maneira. “Não me parece que o mandado de segurança seja o caminho mais seguro para essa discussão, uma vez que não é completamente pacificado o entendimento de que o presidente de uma confederação poderia ser classificado como uma “autoridade coatora”, o que é um requisito para o cabimento do mandado de segurança. Particularmente, entendo que o caminho mais seguro seria o ajuizamento de uma ação declaratória de obrigação de não fazer, com pedido liminar para suspensão imediata do sistema de ranking das atletas”, explicou.

Por fim, ele não acredita que a briga possa prejudicar a realização da próxima Superliga, ocasionando atrasos ou até mesmo a suspensão do torneio. “Em qualquer cenário analisado, seja via mandado de segurança ou ação declaratória, haverá os requisitos para o pedido de liminar para a suspensão do sistema de ranking, e a tendência é que essa liminar seja apreciada de forma bastante célere”, declarou.

Oito das nove atletas classificadas como sete pontos foram à Justiça contra a CBV: Thaisa, Sheilla, Dani Lins, Jaqueline, Natália, Fabiana, Gabi e Fernanda Garay. Apenas Tandara ficou de fora da ação por julgar que era uma medida extrema para o momento, mas a ponteira do Vôlei Nestlé já manifestou publicamente seu apoio às colegas.


Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de grande duelo
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João Batista Junior

Hooker ataca contra bloqueio do Bauru: classificação às semis em dois jogos (foto: Vôlei Bauru)

Favoritos nas quartas de final – tanto pela colocação na fase classificatória quanto pelo elenco que têm –, Rexona-Sesc, Vôlei Nestlé e Camponesa/Minas só precisaram de dois jogos para chegar às semifinais da Superliga feminina. Se o time de Osasco ainda não sabe se vai ter pela frente o também favorito Dentil/Praia Clube ou o bravo Terracap/BRB/Brasília, cariocas e minastenistas já têm por certo que se enfrentarão por uma vaga na final. E aí as expectativas do fã do voleibol são as melhores.

Rexona e Minas fizeram a final da Copa Brasil 2017: vitória carioca (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O Rexona venceu o Minas nas duas partidas que disputaram nesta edição da Superliga, ambas por 3 a 1, e ainda venceu por 3-0 na final da Copa Brasil. Além disso, ressalte-se que o time do Rio só perdeu um jogo em 24 disputados na competição, ao passo que as mineiras sofreram sete reveses. Porém, o crescimento da equipe de Belo Horizonte no decorrer do campeonato, em muito devido às cortadas da oposta Destinee Hooker, leva a crer que as cariocas vão precisar de seu melhor voleibol para chegar a mais uma final.

(O próprio técnico Bernardinho, em entrevista ao Saída de Rede, chegou a dizer que o Minas era o adversário “mais perigoso” e que “se tornou favorito.”)

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A vaga do Camponesa/Minas à semifinal veio contra o Genter Bauru, numa série em que as mineiras abusaram do pragmatismo: tanto na vitória de virada no jogo 1, sábado, quanto no 3-0 da terça-feira, Hooker foi responsável por quase 45% dos ataques de sua equipe (respectivamente, 62/141 e 44/98). Para efeito de comparação: nas derrotas contra Praia e Rexona, no returno, pouco menos de 30% dos levantamentos do time foram para ela, e na vitória sobre o Vôlei Nestlé, esse número ficou em 36%.

A estratégia mineira deu certo contra Bauru e a norte-americana, nos dois compromissos das quartas de final, levou o Minas à vitória e foi a maior pontuadora em ambos os jogos (com, respectivamente, 32 e 20 anotações). As bauruenses até conseguiram equilibrar as duas primeiras parciais do jogo 2, mas erraram muito no passe e perderam consistência no set final.

A nota preocupante para a torcida minastenista é que, se foi o Bauru, quando abriu 2 a 0, quem deu um susto no primeiro jogo, no segundo, quem assustou foi Rosamaria: a ponteira torceu o joelho durante o terceiro set, saiu carregada de quadra e nesta quarta-feira, segundo o SporTV, deve ser examinada para saber do grau da lesão.

Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei

No outro jogo da terça-feira, no Distrito Federal, o Terracap/BRB/Brasília frustrou o Dentil/Praia Clube em grande estilo. Enquanto em Uberlândia as mineiras ganharam de virada por 3-1, no Planalto Central a história foi diferente.

Amanda foi um dos destaques do Brasília na vitória sobre o Praia (Ricco Botelho/Inovafoto/CBV)

Com um sólido sistema defensivo, que sempre obrigava o adversário a atacar mais vez, o Brasília venceu um equilibrado primeiro set e aproveitou-se da instabilidade praiana nas parciais seguintes.

O time mineiro, ainda desfalcado da central Fabiana, lesionada há dez dias, tentou mudar o ritmo do jogo acionando, por vezes, as reservas Ju Carrijo e Ellen. Mas, com Amanda indo bem no ataque pela entrada de rede e as centrais Vivian e Roberta dominantes no bloqueio, a equipe anfitriã conseguiu igualar a série e levar a decisão da vaga na semifinal para o jogo 3 – que, pela tabela da CBV, será neste sábado, em horário ainda não definido.

GIGANTES ATROPELAM
Se, na primeira rodada, o Pinheiros poderia ter ido mais longe na partida contra o Rexona-Sesc e o Fluminense deu trabalho ao Vôlei Nestlé em duas parciais, na segunda, dá para dizer que os gigantes do vôlei nacional foram pouco testados. Cariocas e osasquenses passaram com folga, quase não foram perturbadas na jornada que as classificou para mais uma semifinal.

Atropelado pelo Rexona-Sesc na reta final do primeiro set, quando uma pequena desvantagem de 12-11 culminou com uma derrota por 25-13, o Pinheiros errou bastante na recepção e, por conseguinte, teve problemas na virada de bola. O time do Rio soube tirar proveito disso, anotando 11 pontos no bloqueio – seis só de Juciely. Gabi obteve 57% de aproveitamento no ataque e foi eleita a melhor em quadra, assim como também o fora no jogo 1.

Companheiras na seleção, Thaisa e Natália se enfrentam na Liga dos Campeões

Bia comemora: só Osasco não perdeu nenhum set nas quartas de final (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Na outra partida da segunda-feira, o Vôlei Nestlé, com a ponteira Tandara e as centrais Bia e Nati Martins em noite inspirada, pontuou em mais da metade das bolas que atacou, um aproveitamento incomum para uma equipe de voleibol feminino, e aplicou o segundo 3-0 da série. O Fluminense foi fustigado pelo saque adversário e despediu da competição marcando apenas 47 pontos em todo o jogo – número insuficiente para vencer dois sets.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga feminina:

Fluminense 0 x 3 Vôlei Nestlé (20-25, 14-25, 13-25)
Rexona-Sesc 3 x 0 Pinheiros (25-13, 25-20, 25-22)
Terracap/BRB/Brasília 3 x 0 Dentil/Praia Clube (27-25, 25-18, 25-19)
Genter Vôlei Bauru 0 x 3 Camponesa/Minas (22-25, 23-25, 17-25)