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Arquivo : Fabíola

Juciely desafia o tempo e segue como referência no esporte
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Sidrônio Henrique

Juciely conquistou mais uma Superliga este ano (foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Com velocidade e tempo de bloqueio impressionantes, eficiente no ataque, Juciely Barreto é, aos 36 anos, referência entre as meios de rede brasileiras. Não se surpreenda se o técnico José Roberto Guimarães convocá-la para a seleção neste ciclo. Juciely desafia o tempo. Terá 39 anos em Tóquio 2020. Mesma idade que a também central americana Danielle Scott tinha em Londres 2012. “Eu penso nela, viu”, diz ao Saída de Rede a mineira da cidade de João Monlevade, admitindo que a estrangeira duas vezes vice-campeã olímpica é um exemplo. “Quando reflito sobre quanto chão teremos até lá, pergunto a mim mesma: ‘será que dá?’ Hoje em dia a resposta é ‘não sei’, mas até bem pouco tempo era ‘não’. Se o Zé Roberto me chamar, vamos conversar”.

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Quem acompanhou a decisão da Superliga 2016/2017, domingo passado, com a vitória do Rexona-Sesc por 3-2 sobre o Vôlei Nestlé, a viu fazer a diferença na reta final da partida. Só no tie break foram seis pontos, o último deles marcado quando sua equipe chegou a nove no placar e ela foi para o saque. Ao longo do torneio, a veterana esbanjou regularidade e muitas vezes foi o desafogo da levantadora Roberta Ratzke. “Eu peço bola mesmo, quero ajudar. Ali no tie break era a nossa temporada resumida em 15 pontos”, relembra.

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Jucy sabe que a renovação deve ser a tônica na seleção, mas sem deixar de lado a experiência de algumas peças, numa mescla que possa garantir sucesso. Contra si, além do tempo que ela insiste em desafiar, a exigência constante de esforço extra diante dos ataques e bloqueios mais altos no cenário internacional. Se a convocação não vier, segue a vida no clube. Já são sete temporadas no atual Rexona-Sesc – venceu seis Superligas com o time carioca (já havia ganhado uma com o Minas Tênis Clube) e deve permanecer. Parar não está em seus planos.

Vôlei entrou tarde em sua vida
Ser apontada como uma das principais centrais do País parece estranho para alguém com um minguado 1,84m e que descobriu o voleibol tão tarde. Tinha 18 anos quando, em 1999, começou no Usipa, clube de Ipatinga (MG), a pouco mais de 100 quilômetros de João Monlevade, onde vivia com os pais, que moram lá até hoje. “Eu brincava de vôlei na escola, gostava, mas não pensava em ser jogadora. Até que alguém me viu e fui parar no Usipa, achavam que eu tinha que ser central”, conta a atleta.

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Em 2000 foi para o Macaé. Chamou a atenção do Minas Tênis Clube e no ano seguinte seguiu para a tradicional equipe de Belo Horizonte – um timaço onde jogavam, entre outras, Fofão, Cristina Pirv, Ângela Moraes, Érika, Elisângela e Ana Maria Volponi, além das juvenis Fabiana e Sheilla, sob o comando do treinador Antônio Rizola. Ganharam a Superliga derrotando o BCN Osasco de José Roberto Guimarães na final.

Ângela Moraes lidera volta olímpica em 2002 no Mineirinho: ídolo de Juciely (foto: CBV)

Pouco experiente, estando apenas na sua terceira temporada na modalidade, treinava mais do que jogava. Encontrou naquele time, na época MRV Minas, seu grande ídolo no vôlei: a central Ângela Moraes, de 1,81m. “Eu parava só para ficar olhando ela treinar. A Ângela me influenciou de todas as formas, eu ficava tentando fazer tudo igualzinho a ela, que atacava uma china linda, incrível na velocidade de perna e de braço. Ela tinha também uma bola de dois tempos que era única: ela quicava no tempo frente e atacava uma chutada. Essa eu tentei fazer muitas vezes e nunca consegui”, conta Juciely.

Oposta?
No segundo ano no MRV Minas não jogou, apenas treinava. “Queriam me transformar em oposta, diziam que eu era baixa demais para ser meio de rede, mas eu não levava jeito para atacar na saída. Tenho todos os cacoetes de atacante de meio, tinha que ser central, apesar de pequena”. A baixa estatura é compensada com velocidade e impulsão. Aliás, a jogadora do Rexona-Sesc diz que não sabe o quanto salta. “Não sei qual é a minha impulsão ou o meu alcance, mas sei que salto bastante”. Os dados no site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) estão longe da realidade.

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Passou uma temporada em Osasco, depois foram duas no Brasil Telecom, de Brasília. Voltou ao Minas para mais um ano. Então, no período seguinte, 2008/2009, novamente no Brasil Telecom, desta vez em Brusque (SC), ela acredita que explodiu de vez. “A partir daquela temporada em Brusque, comecei a jogar bem mesmo”. A equipe contava com jogadoras como Fabíola e Elisângela. Ao lado de Nati Martins, atualmente no Vôlei Nestlé, Juciely formava a dupla de centrais titulares.

Com o troféu da Superliga 2016/2017 (foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Despertando o interesse de Bernardinho
O Brasil Telecom quase foi responsável por uma das maiores zebras da história da Superliga. Após eliminar o Pinheiros nas quartas de final, o time de Brusque encarou simplesmente na série melhor de três partidas da semifinal a equipe de Bernardinho, na época Rexona-Ades. O primeiro jogo, em Santa Catarina, foi vencido pelo Brasil Telecom por 3-2. No seguinte, em pleno Tijuca Tênis Clube, no Rio, a equipe visitante abriu 2-0, para desespero do técnico multicampeão. O Rexona viraria a partida e venceria o jogo seguinte, mas o adversário impôs respeito. Jucy chamou tanto a atenção que recebeu um convite de Bernardinho para jogar no Rio de Janeiro.

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“Minha pontuação no ranking das atletas não me ajudou e eu não me encaixava no Rexona. Fui jogar na temporada seguinte no São Caetano/Blausiegel, que tinha também a Fofão, a Sheilla, a Mari”, recorda a central.

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Porém, no período 2010/2011, finalmente pôde jogar no Rexona. “Aquele time patrocinado pela Blausiegel acabou e fomos Sheilla, Mari e eu jogar no Rio, treinadas pelo Bernardinho”. Começava para Juciely uma história que segue até hoje. Várias atletas entraram e saíram da equipe, mas a meio de rede mineira segue firme.

Recebendo prêmio de melhor central no GP 2015 (foto: FIVB)

Primeira convocação e cortes
Após sua temporada inicial no Rexona, veio também sua primeira convocação para a seleção adulta – jamais havia sido chamada nas categorias de base. “Com o Bernardo cresci a ponto de me tornar uma atleta da seleção brasileira. O Zé Roberto apontou muitos caminhos, me deu soluções quando comecei a disputar jogos internacionais, onde a realidade é completamente diferente. São grandes técnicos”, elogia Jucy, sem esquecer de afagar os dois.

Dos cortes sofridos na seleção, ela fala com resignação. “É algo doloroso, é um sonho que fica para trás, mas é um risco com o qual o atleta convive”.

Ficar fora da Olimpíada de Londres, em 2012, “doeu demais”, admite a atleta, que no entanto ressalta: “Apesar de ter sofrido, tinha consciência que a Adenízia estava melhor, ela vinha jogando muito bem”. O corte da lista de jogadoras que foi ao Mundial 2014 era esperado, pois Juciely sofria com uma lesão no joelho esquerdo.

Alegria e tristeza na Rio 2016
A participação na Rio 2016, apesar do desfecho triste, com a queda diante da China nas quartas de final, é lembrada com carinho por ser a única em Jogos Olímpicos. “Quando você entra na vila olímpica, percebe que aquele sonho se realizou”. A presença dos pais e dos amigos no Maracanãzinho foi extremamente importante para ela.

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Questionada se a chave muito tranquila da primeira fase na Olimpíada havia preparado suficientemente o time para o duelo nas quartas, ela rebate: “Tínhamos consciência de que o mata-mata seria muito difícil. A (ponteira) Ting Zhu saiu do passe no segundo set, a (técnica) Lang Ping fez umas mudanças e a gente não conseguiu mais acompanhar o ritmo delas”.

Juciely comemora um ponto durante a Rio 2016 (foto: FIVB)

Saque perdido
A central fica com a voz embargada quando relembra o saque desperdiçado no final do tie break diante da China. O Brasil perdia por 11-12 das orientais e Juciely, no serviço, buscou uma paralela, mas a bola foi para fora – a oposta Sheilla Castro erraria outro no rodízio seguinte.

“O meu erro ainda me revolta. Como pude errar aquele saque? Não dormi aquela noite, chorei muito. Nos dias seguintes, sempre que alguém me abordava, falando do jogo, eu caía no choro. Fui pro interior do Rio, um lugar onde ninguém me conhecia, depois fui pra Minas, ficar com meus pais. Nós todas (jogadoras) procuramos respostas para aquela derrota contra a China e não temos. As chinesas jogaram demais”, afirma Jucy.

Mundial de Clubes
O foco agora é o Mundial de Clubes, de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. A chave, com o VakifBank da Turquia e o Dínamo Moscou, é complicada, mas ela se mantém otimista, mesmo sabendo o quanto é difícil enfrentar bloqueios mais elevados ou tentar conter atacantes mais altas. “É outro nível, muito puxado, tenho que me desdobrar. No Grand Prix 2015 ganhei o prêmio de melhor central e fiquei me perguntando como poderia ter sido a melhor no meio de tanta mulher alta”. Às vezes não é preciso ser alta para ser grande.


Sem Thaisa, Eczacibasi terá duelo turco nas semifinais da Liga dos Campeões
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João Batista Junior

Eczacibasi passou pelo Fenerbahçe e terá o VakifBank nas semifinais (fotos: CEV)

O Eczacibasi VitrA, da Turquia, montou um timaço, ganhou o Mundial de Clubes, oscilou com o passar dos meses e corria sério risco de eliminação na Liga dos Campeões 2016/2017. Mas, num jogo que tirou a única campeã olímpica de seu elenco pelo resto da temporada, o time se reergueu e está no Final Four da principal competição de clubes da Europa.

A equipe precisava, sob qualquer circunstância, vencer o Fenerbahçe, na terça-feira, para avançar no campeonato ou, ao menos, levar a decisão para o Golden Set, no caso de um 3-2 – justo contra o Fenerbahçe, da craque sul-coreana Kim Yeon Koung e de Natália, que havia vencido os três últimos jogos entre os dois times. Apesar do retrospecto desfavorável, a vitória de virada por 3 sets a 1 (29-31, 25-14, 27-25, 25-23) garantiu as bicampeãs mundiais nas semifinais.

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Natália em ação contra Eczacibasi: 22 pontos no jogo 2

Natália, com 22 acertos no total e 41% de aproveitamento no ataque, foi a maior anotadora do Fenerbahçe, seguida de Kim Yeon, com 20 pontos no geral e 37% nas cortadas. Bons números, mas que não fizeram frente às 27 anotações da jovem oposta sérvia Tijana Boskovic, nem ao placar de 12 a 5 obtido pelo Eczacibasi no bloqueio.

Thaisa, que atuou no sacrifício por causa de uma contusão no joelho esquerdo e fez todo mundo prender a respiração no terceiro set, quando lesionou horrivelmente o tornozel direito, foi a maior bloqueadora da partida, com quatro pontos nesse quesito. Ela também obteve três aces e três pontos no ataque.

A central brasileira não sofreu nenhuma fratura, nem deve passar por cirurgia no local dessa contusão. Mas, como sofreu lesões no ligamento e na cartilagem do tornozelo, deverá ficar em repouso por três semanas, o que inviabiliza sua participação no Final Four – dias 22 e 23 de abril, em Treviso (Itália).

Com show de Naiane, Minas iguala série contra Rexona

Nas semifinais, o Eczacibasi VitrA encara o VakifBank, líder da liga turca. Nos playoffs de 6, nesta quarta-feira, o time da ponteira Ting Zhu venceu, em casa, o Volero Zürich por 3 sets a 1 (22-25, 25-21, 25-16, 25-22), repetindo o placar do primeiro jogo.

Ting Zhu enfrenta bloqueio do Volero Zürich

MVP na Rio 2016, Zhu foi a maior pontuadora do duelo, com 21 pontos. Pelo Volero, que não contou com a levantadora Fabíola – que contundiu o joelho na semana e está fora do restante da temporada de clubes –, a ponteira Mari Paraíba entrou no decorrer dos dois últimos sets para atuar no fundo de quadra em curtas passagens.

A outra semifinal da Champions League feminina será disputada entre o Dínamo Moscou, que eliminou o Liu Jo Nordmeccanica Modena com 3 a 0, em Moscou, nesta quarta, e o pré-classificado Imoco Volley Conegliano, num duelo das atuais campeãs nacionais da Rússia e da Itália

Final da Superliga B terá embate entre Zé Roberto e Pirv

MASCULINO
O ex-levantador da seleção brasileira Marlon está mais longe de chegar ao Final Four masculino. Nesta quarta-feira, pelo jogo de ida dos playoffs de 6, o Belogorie Belgorod visitou o Zenit Kazan e perdeu por 3 a 1 (25-14, 25-17, 23-25, 26-24). O brasileiro atuou nos dois primeiros sets e foi substituído pelo reserva Roman Poroshin.

Belogorie Belgorod, de Marlon, ficou em situação difícil na Champions

Pelo Zenit, que tenta o terceiro título continental seguido, o oposto Mikhaylov fez 20 pontos, o ponteiro León, 17, e o ponta Matt Anderson, 15 – na seleção dos EUA, ele atua na saída de rede. Do lado do Belogorod, o meio de rede Muserkiy obteve 16 acertos.

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Nas outras duas partidas da rodada, o Berlin Recycling Volleys venceu o Dínamo Moscou por 3 sets a 2 (23-25, 22-25, 25-19, 25-18, 15-10) – desse duelo sai o adversário do Zenit ou do Belogorod nas semifinais –, enquanto o Civitanova visitou o Azimut Modena e marcou um 3 a 0 (25-23, 25-18, 29-27).

As finais da Champions masculina serão em Roma, entre os dias 29 e 30 deste mês. O Perugia já está classificado a título de representante da cidade sede do Final Four.


Champions League: Fenerbahçe, de Natália, complica a vida do time de Thaisa
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João Batista Junior

Fenerbahçe comemora vitória em jogo duro contra Eczacibasi (foto: Fenerbahçe)

O Fenerbahçe largou em vantagem contra o Eczacibasi VitrA, nos playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina. Nesta quinta-feira, em Istambul, o time da ponteira Natália venceu atuais campeãs mundiais por 3 sets a 2 (16-25, 25-22, 25-19, 21-25, 15-12) e está a uma vitória por qualquer placar, no jogo 2, para garantir presença no Final Four. À equipe da central Thaisa, restam duas possibilidades: conquistar uma vitória de três pontos (por 3 a 0 ou 3 a 1) para ficar com a vaga nas semifinais ou devolver a derrota por 3 a 2 e levar a disputa para o Golden Set.

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Foi o quarto jogo entre as duas equipes na temporada e a terceira vitória consecutiva do Fenerbahçe – que também levou a melhor nas semifinais da Copa da Turquia e no duelo returno da liga turca.

O Eczacibasi não precisa de malabarismo matemático para voltar às finais da Champions League – campeão em 2015, foi eliminado pelo VakifBank no ano passado, ainda nos playoffs de 12. Mas, predicados do Fenerbahçe à parte, será decepcionante se um clube com um elenco como esse (com Thaisa, Rachael Adams, Jordan Larson, Kosheleva, Boskovic, Ognjenovic) cair tão cedo na competição continental, ainda mais colecionando derrotas para equipes conterrâneas (perdeu duas vezes para o VakifBank na fase de grupos).

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Thaisa (6) e Kosheleva no bloqueio, Natália no ataque: vantagem da ponteira do Fenerbahçe (CEV)

Com 22 pontos, Natália empatou com a craque sul-coreana Kim Yeon Koung como maior anotadora do Fenerbahçe. A pontuadora máxima do jogo, apesar do revés no placar, foi a oposta sérvia Tijana Boskovic, com 24 acertos – e 51% de aproveitamento no ataque. A meio de rede Thaisa, com oito pontos no total, teve atuação apagada no ataque: em 12 tentativas, a brasileira pontuou três vezes, errou quatro e sofreu um ponto de bloqueio.

O jogo da volta será no próximo dia 4, também em Istambul. Quem vencer essa série encara, nas semifinais, o ganhador do confronto entre Volero Zürich e VakifBank, que também se enfrentaram nesta quinta-feira, na Suíça.

O time da casa até saiu na frente do marcador, mas sucumbiu diante de uma ótima atuação da oposta holandesa Lonneke Slöetjes e perdeu por 3 sets a 1 (15-25, 25-20, 25-17, 25-21).

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Zivkovic enfrentou o VakifBank no lugar de Fabíola (CEV)

A oposta ucraniana do time suíço, Olesia Rykhliuk, teve uma pontuação elevada (24 anotações), mas não superou os 26 pontos de Slöetjes, que teve ainda 62% de aproveitamento nas cortadas. A ponteira brasileira Mari Paraíba, do Volero, entrou no decorrer do terceiro e quarto sets para sacar e ficar no fundo de quadra – saiu sem pontos marcados. Fabíola, levantadora titular da equipe de Zurique, lesionou o joelho antes da partida e não atuou no confronto – a sérvia Zivkovic jogou em seu lugar.

O jogo 2, em Istambul, será no dia 5 de abril e bastam dois sets ao VakifBank, atual vice-campeão europeu, para chegar ao Final Four.

No outro duelo dessa fase, o Dínamo Moscou venceu o Liu Jo Nordmeccanica Modena, na Itália, por 3 a 0 (25-22, 25-13, 25-13) e está, matematicamente, na mesma situação do VakifBank para o jogo da volta, dia 5, na Rússia.

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Muserskiy no bloqueio contra o Zaksa: classificação russa

MASCULINO
O Belogorie Belgorod, da Rússia, repetiu nesta semana o placar de 3 a 1 (parciais de 25-22, 20-25, 26-24, 25-21) sobre o Zaksa Kedzierzyn-Kozle e se classificou aos playoffs de 6 da Champions League masculina. O levantador brasileiro Marlon, contundido, desfalcou o Belgorod.

O resultado está longe de ser considerado “zebra”, dada a tradição do tricampeão europeu Belgorod, mas chama a atenção a facilidade com que o quarto colocado da liga russa eliminou o líder da PlusLiga (o campeonato polonês). O central Dmitry Muserskiy foi o maior anotador da equipe visitante, com 14 acertos e 67% de aproveitamento no ataque.

Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de jogão

Na próxima fase, o Belogorie Belgorod faz um duelo russo com o Zenit Kazan. Os atuais bicampeões europeus venceram o Arkas Spor Izmir, dos ponteiros brasileiros Mauricio Borges e João Paulo Bravo, por 3 a 0 nas duas partidas. O jogo 1 ainda não tem data marcada, mas será entre os dias 4 e 6 de abril.


Bernardinho: “Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos”
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Sidrônio Henrique

“Foram 20 anos incríveis, quem vai tocar o processo agora é o Sesc” (foto: Divulgação)

O momento parecia de turbulência com a saída do patrocinador Unilever, parceiro desde 1997, mas Bernardo Rezende garante que a equipe de vôlei feminino sob seu comando segue firme. “O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado e quem vai tocar agora é o Sesc”, disse o técnico multicampeão ao Saída de Rede.

Esta é a primeira parte de uma entrevista que o treinador concedeu ao SdR. Nesta o foco é o voleibol feminino. Além da transição no Rexona-Sesc, equipe que conquistou a Superliga 11 vezes e que encerrou a fase classificatória da atual edição na liderança, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Bernardinho fala sobre a dificuldade de enfrentar “seleções” no Mundial de Clubes, relembra que o arquirrival Osasco (atual Vôlei Nestlé) venceu a competição tendo “uma verdadeira seleção” e que depois perdeu a final da Superliga para o Rexona.

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Ele aponta o Camponesa/Minas, liderado pela oposta americana Destinee Hooker e pela ponteira Jaqueline Carvalho, como favorito na Superliga e alega que vencê-lo três vezes numa eventual semifinal é uma tarefa complicada.

Fala de talentos do voleibol brasileiro, como a central Bia, as pontas Rosamaria, Gabi e Tandara, as opostas Lorenne e Paula Borgo, além das levantadoras Roberta, Naiane, Juma e Macris.

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Sobre a estrangeira de sua equipe, a ponta holandesa Anne Buijs, Bernardinho afirma que “aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível”.

Confira a primeira parte da entrevista que Bernardo Rezende nos concedeu:

Saída de Rede – Como fica a equipe com a saída da Unilever após 20 anos de parceria?
Bernardinho – O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Foram 20 anos incríveis e não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado, combinado, de prosseguimento e quem vai tocar o processo agora é o Sesc. Esse processo foi conduzido por nós, junto com o Sesc, nessa transição. A Unilever jamais nos abandonou, muito pelo contrário, sempre foi uma parceira orientadora, muito preocupada com a consistência do projeto, tanto na parte competitiva quanto nas frentes sociais.

O técnico durante Mundial de Clubes 2016, nas Filipinas (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona vai para o Mundial de Clubes em maio, no Japão. Diante dessa situação, de transição, o time já havia se programado para contratar algum reforço?
Bernardinho – Nós não temos nenhuma verba neste momento para poder buscar alguém. E também não seria justo chegar num momento como esse e sacar uma jogadora para, de repente, colocar outra. Seria muito bacana poder reforçar, tentar trazer alguém que nos desse uma condição a mais. Osasco, quando foi ao Mundial, tinha uma verdadeira seleção.

Sobre o arquirrival Osasco e seu título mundial: “Tinha uma verdadeira seleção” (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você fala da edição de 2012, quando Osasco ganhou?
Bernardinho – Exatamente… E depois nós ganhamos delas na final aqui (na Superliga). (Osasco) Era uma seleção com das quatro titulares: Garay, Jaqueline, Thaisa e Sheilla. Tinha ainda duas reservas imediatas da seleção: Fabíola e Adenízia. O time chegou ao Mundial em condições de brigar. Hoje, as equipes turcas são verdadeiras seleções do mundo. Eczacibasi, por exemplo, o VakifBank, o Fenerbahce… Esses times são all-star, com jogadoras de várias seleções do mundo, se torna mais difícil vencê-los. No último Mundial a gente estava meio despreparado e perdeu duas vezes por 3-2, pro Eczacibasi e pro Casalmaggiore, campeão europeu. Esses dois foram os finalistas. Então faltou pouco. Quem sabe a gente não consiga depois da Superliga, mais preparado, um pouco mais? (Nota do SdR: o Rexona-Sesc terminou o Mundial 2016 na quinta colocação.)

Saída de Rede – O fato de o torneio agora ser no fim da temporada de clubes, pouco depois do encerramento da Superliga, ajuda o time? Embora esses adversários também estejam com bom ritmo.
Bernardinho – Para nós, que não temos a quantidade de talentos individuais a nível mundial que esses times têm, a questão do sistema funcionar é a única chance que a gente tem. Não dá para brigar na individualidade. Sob esse ponto de vista, a consistência de uma temporada talvez nos dê uma possibilidade a mais. Claro que esses grandes times continuam sendo os favoritos, mas talvez a gente tenha uma pequena condição a mais.

Bernardinho orienta o time durante partida da Superliga (foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

Saída de Rede – Falando agora de Superliga, as outras equipes no top 4, Minas cresceu no segundo turno, Praia Clube caiu um pouco ao longo da competição e Osasco está se ajustando. Desses três adversários, qual seria o mais perigoso?
Bernardinho – O Minas com certeza é o mais perigoso. Na minha opinião, o Minas se tornou o favorito.

Saída de Rede – Por quê?
Bernardinho – Uma coisa é ter o Minas sem uma Hooker e sem uma Jaqueline. A Hooker é uma das grandes opostas do mundo. Veja bem, não falo só da Superliga, falo do mundo, e ela ataca como poucas. A Jaqueline é completa, arma o time de uma maneira… Que jogadora tem condições de passar como ela passa, arrumar o time, defender, fazer o jogo como ela faz? Aí você tem Rosamaria, Carol Gattaz fazendo excelente temporada, a Naiane… Pelas jogadoras que tem hoje, o Minas se tornou favorito na Superliga.

Saída de Rede – Enfrentá-las numa melhor de cinco jogos em uma possível semifinal facilita para vocês, não? Afinal, ganhar três vezes do Rexona…
Bernardinho – (Interrompendo) É, mas ganhar três vezes desse Minas aí é tão complicado quanto ganhar três vezes do Rexona.

Saída de Rede – Se você diz… E quanto ao Praia e ao Osasco?
Bernardinho – Acho que o Praia vive um momento de insegurança emocional, mas é um time com muito potencial. Na final, no ano passado, por muito pouco a coisa não fugiu da gente. Foi uma final muito dura. E Osasco é sempre Osasco, uma equipe de tradição, que vai chegar, mudou um pouco a forma de jogar: no último ano tinha mais força no meio, a cubana na ponta, agora tem a Tandara, duas estrangeiras, com muita força ali. A Bia tem jogado em altíssimo nível.

A central Bia, do Vôlei Nestlé, foi bastante elogiada por Bernardinho (foto: João Pires/Fotojump)

Saída de Rede – Você acha que a Bia subiu muito de produção em relação ao ano anterior?
Bernardinho – Ela já tinha jogado muito bem no Sesi com a Dani Lins. O fato de ter uma grande levantadora do lado dela, e ela sempre foi uma grande bloqueadora, deu uma condição… Me lembro que ganhamos grandes competições com a Dani e as centrais eram a Valeskinha e a Juciely, que são mais baixas, e a Dani as fazia jogar, mesmo sendo jogadoras fisicamente menos capazes de jogar com atletas grandes. A Dani faz isso muito bem e a Bia está se beneficiando disso. Para o voleibol é muito importante ter uma jogadora como ela, que naturalmente já é uma grande bloqueadora. É um belo trabalho feito lá e ter a Dani por perto dá uma condição ainda melhor.

“Natália foi uma jogadora fundamental” (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona sempre teve muito volume de jogo e você procura fazer o time jogar de forma acelerada na virada de bola e no contra-ataque. No ano passado, quando o passe não saía, era bola para a Natália, que descia o braço. Como está isso hoje? Conversando outro dia com o Anderson Rodrigues (técnico do Brasília Vôlei), ele dizia que o Rexona está bem, porém errando mais do que no ano passado. Você também acha isso? O que está faltando para o time?
Bernardinho – É exatamente isso. O Anderson enxerga um pouco com os meus olhos, até por termos convivido tanto tempo. Nós ainda não temos a consistência… Olha, a Natália foi uma jogadora fundamental nos últimos dois anos, dava um equilíbrio muito grande, pra gente se permitir ter um passe pior às vezes. Era uma jogadora que resolvia, ela foi excepcional. Não tê-la este ano requer um time que cometa menos erros, que desperdice menos, mas ainda estamos em busca disso, dessa consistência maior. Nos momentos importantes estamos tendo boas atuações, mas o time ainda oscila. A Anne (Buijs) tem altos e baixos, mas teve momentos muito bons, como na Copa Brasil, a final do Sul-Americano, mas não posso atribuir a ela a responsabilidade que a Natália já tinha condições de assumir. Eu tenho que ter também a calma de fazer com que ela tenha a tranquilidade de jogar sem um excesso de peso sobre ela. Quem está assumindo uma responsabilidade maior é a Gabi, o que é muito bom para ela, para o amadurecimento.

Saída de Rede – Mas ela não tem característica de força, tem outro perfil, não dá para comparar com a Natália.
Bernardinho – Não, mas você pode jogar de outra maneira. A ideia é um pouco essa, que ela jogue de uma forma com mais velocidade, para que ela consiga criar situações de dificuldades para o outro time.

O treinador orienta Anne Buijs: “Está começando a mostrar mais consistência” (foto: Marcelo Piu/Divulgação)

Saída de Rede – Quando a Brankica Mihajlovic (ponta sérvia, vice-campeã na Rio 2016), que tem um perfil parecido com o da Anne, com deficiências no passe e no fundo de quadra, jogou aqui, ela deslanchou a partir das quartas de final. Você está preparando a Anne para crescer na reta final?
Bernardinho – Aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível. É o que a gente espera dela: crescer fisicamente e conseguir lidar com uma situação de pressão que a Superliga exige o tempo todo.

Saída de Rede – Atualmente, no cenário internacional, temos a impressão de que existe uma carência de ponteiras passadoras. Você diria que o vôlei no Brasil reflete isso também?
Bernardinho – A Gabi é uma jovem ponteira excepcional. A Natália tem pouco tempo nessa função… Então, nós temos duas ponteiras. São pontas que às vezes não são tão boas passadoras, como a Tandara também não é, mas que você pode compor. Veja, a Sérvia jogou a Olimpíada com a Brankica na ponta, a Tandara não é pior passadora do que ela. Você tem como compor e o Zé Roberto vai saber montar isso. No Brasil há um pouco dessa carência, não só no feminino também há no masculino, mas eu diria que não estamos tão mal posicionados neste sentido. Temos algumas jogadoras interessantes para surgir, como a Rosamaria.

Saída de Rede – Nós conversamos com ela, que admitiu que não dava para ser oposta em nível internacional, até por sua altura (1,85m), mas sim ponteira. Ela pensou exatamente nisso.
Bernardinho – Ela pensou e os treinadores dela também. Na minha opinião é uma solução excepcional, ela tem plenas condições de jogar nessa posição.

Ele diz que Macris “taticamente joga muito” (foto: CBV)

Saída de Rede – Que outros destaques você vê entre as jogadoras mais jovens aqui no Brasil?
Bernardinho – Levantadoras você tem a Roberta, a Naiane, a Juma, que são jovens e boas jogadoras. A Macris é uma atleta que taticamente joga muito, ela é diferente e entra nesse rol. A Dani Lins continua sendo a principal e melhor jogadora da posição. Mas temos um leque de jogadoras interessantes para trabalhar, com boa estatura. Olhando pro futuro, eu vejo boas levantadoras. Sobre opostas, não sei se a ideia é a Tandara jogar um pouco ali, a Natália jogar eventualmente, mas eu tinha uma crença muito grande em uma menina que é a Paula Borgo, que fez duas boas temporadas e este ano está jogando menos. Claro que isso é momentâneo e é uma jogadora que tem potencial. Não temos uma quantidade grande, talvez seja o caso de pensarmos em uma estrutura um pouco híbrida.

Saída de Rede – E a Lorenne, sua jogadora até a temporada passada, foi ideia sua ela ir para o Sesi, sob o comando do Juba, que tinha sido seu assistente, para ela jogar mais?
Bernardinho – Sim, ela tinha que sair pra jogar.

“Lorenne talvez necessite mais tempo” (foto: Sesi)

Saída de Rede – Está muito verde ainda para se pensar em seleção principal?
Bernardinho – Ela está galgando, agora já joga a Superliga, tem potencial. Lorenne talvez necessite um pouco mais de tempo, assim como a Paula Borgo. Elas precisam passar por um processo de amadurecimento internacional para poder jogar.

Saída de Rede – A Lorenne joga de uma forma diferente do que historicamente as nossas opostas fazem, mais lenta, porém com mais alcance e com mais potência. Como você vê isso?
Bernardinho – É, ela vai mais alto, pega uma bola mais lenta. Temos que ver, pois a forma de jogar do Brasil não é muito esta e, lá fora, jogar com uma bola tão lenta talvez não seja o mais recomendável. Mas é uma jogadora de potencial, tem que ser trabalhada para ter condição de jogar internacionalmente. É preciso testá-la lá fora. Já jogou Mundial sub23, ou seja, está começando a ganhar essa experiência.


Liga dos campeões começa bem para as brasileiras
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João Batista Junior

Fabíola (centro) se deu bem no duelo contra seu ex-clube (fotos: CEV)

Fabíola (centro) se deu bem no duelo contra seu ex-clube (fotos: CEV)

Com 16 clubes em ação, a fase de grupos da Liga dos Campeões feminina da Europa começou esta semana. Das quatro equipes que contam com brasileiras na competição, três terminaram a rodada com vitória. O destaque foi a vitória do Volero Zürich, da levantadora Fabíola e da ponta Mari Paraíba, na Rússia, contra o Dínamo Krasnodar.

Atual campeão da Copa CEV (segundo mais importante torneio europeu de clubes), o time russo perdeu diante de sua torcida para o Volero por 3 sets a 1 (25-15, 25-21, 25-27, 25-18). A oposta ucraniana Olesia Rykhliuk marcou 23 pontos e foi a maior anotadora da equipe suíça e da partida.

Fabíola atuou no Dínamo Krasnodar na temporada 2014/15. Por conta de uma crise financeira no clube, ela deixou o vôlei russo no começo da temporada passada e foi para o Volero Zürich. Titular, a levantadora marcou dois pontos – um no ataque, outro de bloqueio. A outra brasileira do Volero, a ponteira Mari Paraíba, não atuou.

Samara (4): 13 pontos na derrota em Moscou

Samara (4): 13 pontos na derrota em Moscou

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Carrasco do Brasil em Londres 2012 é pego no antidoping

VOLEI ALBA-BLAJ
Além de Dínamo Krasnodar e Volero Zürich, estão no grupo B da competição o Dínamo Moscou e o Volei Alba-Blaj, da Romênia, time em que joga a ponteira Samara – que defendeu o Camponesa/Minas na última Superliga. A equipe romena até assustou no começo, mas, para as campeãs russas, que têm a oposta Nataliya Goncharova, a virada não tardou.

Em Moscou, o Dínamo venceu por 3 a 1 (23-25, 25-19, 25-21, 25-14). Goncharova anotou 29 pontos e foi a maior pontuadora da rodada, não só da partida. Apesar do revés, Samara teve uma boa performance no jogo. Com 13 pontos obtidos, ela foi a segunda anotadora de sua equipe, atrás apenas da meio de rede Nneka Onyejekwe, com 17. De acordo com as estatísticas da CEV, a ponteira brasileira foi a jogadora do time romeno mais visada pelo saque moscovita, efetuando 46 recepções.

Oposto do Montes Claros, Luan Weber é destaque na Superliga

Na Copa dos Campeões, Eczacibasi pode usar força máxima

Na Copa dos Campeões, Eczacibasi pode usar força máxima

ECZACIBASI VITRA
Vindas das fases preliminares da competição, as campeãs mundiais tiveram uma estreia bem confortável na Liga dos Campeões. Pelo grupo D, em Dresden, na Alemanha, o Eczacibasi VitrA, da central Thaisa, atropelou solenemente o Dresdner numa vitória por 3 sets a 0 (25-17 25-11, 25-21).

Como a liga turca não permite que cada equipe tenha mais do que três jogadoras estrangeiras por vez em quadra, o torneio continental é a oportunidade que o clube tem para escalar toda a sua “seleção”.

Thaisa marcou dez pontos, sendo cinco de bloqueio – o que a classificou como quinta melhor jogadora neste fundamento em toda a rodada. A maior pontuadora do Eczacibasi e da partida foi a outra meio de rede do time, a norte-americana Rachael Adams, com 15 acertos.

Natália, Thaisa e Joycinha brilham em rodada do vôlei turco

Natália em ação contra o St. Raphaël

Natália em ação contra o St. Raphaël

FENERBAHÇE
Mantendo a craque sul-coreana Kim Yeon Koung no banco (ela chegou a perder três rodadas da liga turca por contusão e só voltou à quadra no último fim de semana), o Fenerbahçe contou com 14 pontos de Natália para bater o St. Raphaël, na França, por 3 sets a 0 (25-23, 25-21, 25-19), pelo grupo C. O detalhe é que a equipe da casa levou larga vantagem nos pontos de bloqueio (10 a 2), mas sofreu 52 de ataque – e só marcou 32 nesse quesito.

Jogando na entrada de rede, a atacante brasileira foi a maior pontuadora da partida e teve aproveitamento de 46% no ataque.


Do banco, Thaisa vê time campeão mundial levar virada incrível na Turquia
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João Batista Junior

Thaisa pouco pôde fazer na derrota do Eczacibasi VitrA para o VakifBank (foto: Eczacibasi VitrA)

Thaisa pouco pôde fazer na derrota do Eczacibasi VitrA para o VakifBank (foto: Eczacibasi VitrA)

O fim de semana dos brasileiros na Turquia teve atuação marcante de Joycinha e derrotas em tie break para duas das titulares da seleção brasileira – Thaisa e Natália. Na Itália, Adenizia foi bem, mas não conseguiu levar o time à vitória, enquanto time de Suelen lidera o campeonato, e Kadu, na superliga masculina, ajudou sua equipe a chegar ao G8.

Veja um resumo:

TURQUIA
Na revanche da semifinal do Mundial feminino de Clubes deste ano, o VakifBank se vingou da derrota sofrida para o Eczacibasi VitrA. E com requintes de crueldade! Sábado, pela liga turca feminina, depois de abrirem 2 sets a 0 e terem vantagem de 20-10 na terceira parcial, as atuais campeãs do mundo sofreram um revés inacreditável e perderam por 3 a 2 (27-29, 17-25, 25-22, 25-21, 15-10). A ponteira chinesa do Vakif, Ting Zhu, MVP na Rio 2016, marcou 28 pontos.

Por conta do regulamento na Turquia, que só permite que uma equipe tenha três estrangeiras em quadra por vez, a central Thaisa ficou no banco de reservas, só entrando esporadicamente na partida – quase sempre em alguma substituição dupla que envolvesse a saída da ponteira russa Kosheleva. A brasileira marcou apenas dois pontos.

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Natália (12) tenta bloquear o ataque de Mia Jerkov (Fenerbahçe)

Natália (12) tenta bloquear o ataque de Mia Jerkov (Fenerbahçe)

No domingo, o Fenerbahçe, da ponteira Natália, perdeu por 3 a 2 para o Çanakkale (22-25, 25-22, 25-18, 19-25, 15-6). Com atuação discreta, a atacante brasileira, que foi titular nos quatro primeiros sets e entrou no decorrer do tie break, marcou oito pontos na partida e teve apenas 25% de aproveitamento no ataque.

Quem foi, de fato, muito bem na rodada foi a oposta Joycinha. A atacante do Bursa Sehíd marcou 31 pontos na vitória de sua equipe por 3 a 1 sobre o Nílüfer (25-21, 25-16, 18-25, 25-18), e teve um ótimo aproveitamento de 71% no ataque.

O Bursa aparece na terceira colocação na liga turca feminina, atrás do líder VakifBank e do Eczacibasi VitrA. O Fenerbahçe é apenas o quinto colocado.

Na liga masculina, Lipe foi o maior pontuador do Halkbank no 3 a 1 aplicado sobre o Zíraat Bankasi (18-25, 25-21, 29-27, 25-22). O ponteiro brasileiro obteve três pontos de bloqueio, três aces e 61% de aproveitamento no ataque. Seu time ocupa a quarta posição do campeonato.

Já o líder da liga turca masculina, o Arkas Spor, dos ponteiros brasileiros Maurício Borges e João Paulo Bravo, bateu o Tokat Belediye Plevne também por 3 sets a 1 (41-43, 25-22, 25-22, 25-16). Campeão olímpico este ano, Borges começou como titular, mas terminou zerado no primeiro set – nenhum ponto assinalado em seis tentativas no ataque – e foi substituído por J. P. Bravo, que marcou 13 pontos.

Vibo Valentia comemora vitória sobre Ravenna (Reprodução: Facebook/Vibo Valentia)

Vibo Valentia comemora vitória sobre Ravenna (Reprodução: Facebook/Vibo Valentia)

ITÁLIA
Depois de um mau início no campeonato, o time “mais brasileiro” da Superliga Italiana masculina de Vôlei entrou na zona de classificação para os playoffs. Pela 12ª rodada da competição, o Tonno Calippo Calabria Vibo Valentia bateu o Bunge Ravenna por 3 a 1 (25-22, 28-26, 20-25, 28-26) e tomou a oitava posição do rival.

Titular, o ponteiro Kadu assinalou 15 pontos e foi o segundo pontuador do Vibo Valentia. O também ponteiro Thiago Alves, que marcou oito pontos, entrou em quadra a partir do segundo set. O central Deivid, titular na última parcial, obteve quatro acertos, todos no ataque.

Já o Exprivia Molfetta, do ponteiro João Rafael e do levantador Thiaguinho, não foi páreo contra o líder Cucine Lube Civitanova e perdeu por 3 a 1 (25-15, 22-25, 25-20, 25-17). Os dois brasileiros foram titulares: o atacante terminou a partida com 12 anotações e o armador, duas. O Molfetta é apenas o 12º colocado entre 14 times participantes na superliga.

Ele ainda não ganhou nenhum jogo, mas é destaque na Superliga

Suelen em ação contra Monza (Filippo Rubin/LVF)

Suelen em ação contra Monza (Filippo Rubin/LVF)

Pelo feminino, o Foppapedretti Bergamo, da líbero Suelen, venceu o Saugella Team Monza por 3 sets a 1 (25-10, 20-25, 25-22, 31-29), com 25 pontos da oposta polonesa Skowronska. O resultado manteve a equipe na liderança da competição com 18 pontos e seis vitórias em sete jogos, um ponto a mais que o Pomì Casalmaggiore.

Quarto colocado, o Savino Del Bene Scandicci, da central Adenizia, perdeu para o Busto Arsizio de virada por 3 a 2 (20-25, 18-25, 25-22, 25-20, 15-11). A meio de rede brasileira marcou 18 pontos, sendo cinco de bloqueio, mas seu time não conseguiu parar Valentina Diouf, que assinalou 30 pontos para levar sua equipe ao terceiro lugar da tabela.

Sesi e Brasília: opostos na tabela e na grade de programação

OUTRAS LIGAS
Na rotina de vitórias na liga feminina da Suíça, o Volero Zürich, da levantadora Fabíola e da ponta Mari Paraíba, venceu o Köniz, no domingo, por 3 a 0 (25-10, 25-14, 25-12). O time lidera com 26 pontos e invicto, após nove rodadas.

Na PlusLiga, a liga masculina de vôlei da Polônia, o oposto brasileiro Rafael Araújo marcou nove vezes no placar na vitória do MKS Bedzin por 3 a 0 sobre o lanterna Bielsko-Biala (25-12, 25-19, 25-13). Sua equipe ocupa a décima posição do campeonato.


Começo da temporada de brasileiras no exterior já teve até título
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Carolina Canossa

Fabíola foi eleita a melhor levantadora da Yeltsin Cup (Foto: Divulgação)

Fabíola foi eleita a melhor levantadora da Yeltsin Cup (Foto: Divulgação)

Passado o descanso pós-Olimpíada, é hora de as jogadoras de vôlei começarem a se dedicar aos clubes. E, mesmo com o pouco tempo de trabalho, cinco brasileiras já iniciaram bem a temporada 2016/2017. Já teve, inclusive, quem levantasse uma taça de campeão.

Foi o caso da levantadora Fabíola e da ponteira Mari Paraíba. Atletas do Volero Zurich, as duas se sagraram, na semana passada, vencedoras da Yeltsin Cup, um torneio amistoso disputado na Rússia. Diante de duas equipes russas, o Uralochka e o Dinamo Krasnodar, além da seleção sub-23 da Turquia, o time suíço venceu todos os três jogos que fez por 3 a 0. Fabíola ainda foi eleita a melhor levantadora da competição.

Rivalidade? Thaísa e a russa Kosheleva viraram amigas na Turquia (Foto: Instagram)

Rivalidade? Thaísa e a russa Kosheleva viraram amigas na Turquia (Foto: Instagram)

Na Turquia, Thaísa é quem tem se dado melhor. Ao lado de outras estrelas do voleibol em uma verdadeira “seleção do mundo” chamada Eczacibasi, a central venceu dois amistosos: 3 a 1 (21-25, 25-15, 25-19 e 25-15) no Galatasaray e 3 a 1 (25-18, 25-14, 22-25 e 25-17) no Fenerbahce, de Natália – nesse último caso, com direito a ser a maior pontuadora em quadra, com 19 pontos. Contra o Vakifbank, da holandesa Sloetjes e da chinesa Zhu Ting, derrota por 23-25, 25-20, 25-22, 20-25 e 15-10.

Discurso de Zé Roberto contraria necessidade de inovação

Em Bauru, Mari voltará a ser oposta

Apesar do mau resultado contra o rival local, Natália também sentiu o gostinho da vitória com sua nova camisa: 3 a 1 (25-20, 16-25, 25-16 e 25-22) diante de um Vakifbank que não contou com suas atletas estrangeiras. Vale destacar também que, nos dois jogos citados, o Fenerbahce também não pôde contar com sua principal estrela, a sul-coreana Kim Yeon-Koung, poupada.

Já Adenízia saiu derrotada de quadra, mas teve uma excelente atuação individual nos 3 a 1 (23-25, 25-18, 25-23 e 25-23) que seu time, o Savino Del Bene Volley tomou do campeão europeu Pomi Casalmaggiore, marcando 22 pontos. Antes, a equipe havia batido o Mycicero Pesaro com parciais de 25-14, 25-22, 25-17 e 10-15 em outro amistoso, com a central brasileira colocando 11 bolas no chão.

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Entre os dias 18 e 23 de outubro, o Volero, o Eczacibasi, o Vakifbank e o Casalmaggiore estarão na disputa do Mundial de clubes, disputa que também contará com a participação do Rexona-Sesc, do Rio de Janeiro. O torneio será realizado nas Filipinas.


Discurso de Zé Roberto contraria necessidade de renovação
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Sidrônio Henrique

Zé Roberto fez um excelente trabalho contra a Holanda (Foto: Divulgação/FIVB)

José Roberto Guimarães está no comando da seleção feminina desde 2003 (Fotos: FIVB)

Renovar uma equipe considerada potência, saber a hora de deixar de lado grandes nomes certamente não são tarefas fáceis, mas isso inevitavelmente ocorre nas principais seleções e não seria diferente com o time feminino do Brasil. O técnico José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico, foi confirmado na semana passada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) no comando da seleção feminina até a Olimpíada de Tóquio 2020, mas entre as diversas declarações dadas à imprensa pelo treinador uma causa certa preocupação. “Não estou convencido de que algumas jogadoras não possam vir a jogar pela seleção. São jovens e privilegiadas no aspecto físico, a tentativa de fazê-las jogar sempre vai existir. A Sheilla e a Fabiana têm bola para continuar jogando”, afirmou Zé Roberto, durante entrevista coletiva.

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No caminho para a Rio 2016, o técnico optou por correr o menor risco possível e mexeu pouco na equipe ao longo do ciclo, além de tomar decisões no mínimo arriscadas, como incluir apenas uma oposta de ofício, Sheilla, longe da sua melhor forma, e ainda levar a levantadora Fabíola à Olimpíada apenas dois meses e meio após ela dar à luz. Espera-se, portanto, que Zé Roberto não assuma essa mesma postura na nova fase de seu trabalho com a CBV. A central e capitã Fabiana e a oposta Sheilla já declararam que não vestirão mais a camisa amarela para cuidar da vida pessoal. Thaísa, por sua vez, deu sinais claros de que sua relação com o técnico está desgastada e pode seguir o mesmo caminho. Outras jogadoras, como Jaqueline e Dani Lins, ainda não deram uma resposta definitiva para a questão.

"Trenzinho" para cumprimentar a torcida é a marca registrada da seleção feminina na Rio 2016 (Fotos: FIVB)

Fabiana e Sheilla deram adeus à seleção, Dani Lins ainda não se decidiu

Antecedentes
Não é a primeira vez que o treinador insiste com quem afirma já ter dado sua contribuição à seleção. Ele demonstrou dificuldade para desapegar de atletas veteranas, tendo pedido mais de uma vez para a levantadora Fofão seguir após o ouro de Pequim 2008, além de ter chamado a central Walewska para a Copa dos Campeões 2013.

Possível substituta de Sheilla tem história de superação e já acumula fãs

Independentemente da boa forma, como era o caso de Walewska, a seleção é, antes de tudo, um grande compromisso – Walewska, ainda hoje jogando em alto nível, disse mais de uma vez que seu ciclo com a seleção já havia se encerrado e que isso era algo muito bem resolvido para ela. Bicampeã olímpica, a líbero Fabi despediu-se da seleção e colocou um ponto final em sua bela história com a equipe.

Motivação e rendimento
Talvez Fabiana ainda tenha algo a oferecer, afinal ela e Thaisa formam uma das melhores duplas de meios de rede de todos os tempos. Mas será que Fabiana, que disse adeus à seleção após a derrota para a China no Maracanãzinho e terá 35 anos em Tóquio 2020, ainda tem motivação para estar no time e continuará a render? Não dá para comparar eventuais novatas com grandes veteranas, mas sem rodagem as mais jovens nunca despontarão.

Campanha chinesa no Rio só conheceu duas vitórias em cinco jogos (fotos: FIVB)

Campeã na Rio 2016, seleção chinesa apostou na renovação

No caso de Sheilla, que disputou sua primeira grande competição com a seleção no Mundial 2002, seria mesmo ela privilegiada no aspecto físico, como disse Zé Roberto? Por mais importante que tenha sido Sheilla (jamais serão esquecidas suas atuações em Pequim 2008 e em Londres 2012), não seria o momento de dar espaço para novas opções, tendo quatro anos para avaliações até Tóquio 2020? Sheilla foi reserva na temporada de clubes mais recente e, por decisão sua, não jogará na próxima. Na Olimpíada de 2020 ela terá 37 anos.

Menos mal que o técnico, no comando da seleção feminina desde 2003, também parece estar de olho nas mais jovens. “Na base temos jogadoras novas aparecendo, acho que temos um futuro promissor pela frente”, disse durante a coletiva. Adversários na busca por títulos, como China, Sérvia e Estados Unidos, investem constantemente em renovação. Não é mudar simplesmente por mudar. Renovar exige planejamento e sabemos que Zé Roberto tem uma equipe capaz de assisti-lo nesse processo, além da sua inegável competência. O problema está na insistência em nomes que já deram o seu melhor, fizeram muito pela seleção e inclusive disseram adeus. Para que surjam jogadoras capazes de defender o Brasil, elas precisam de espaço.


Fabíola merece estar na Olimpíada, mas não pode ser levada a qualquer custo
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Carolina Canossa

Em 2012, Fabíola foi cortada da seleção às vésperas da Olimpíada de Londres (Foto: Divulgação/FIVB)

Em 2012, Fabíola foi cortada da seleção às vésperas da Olimpíada de Londres (Foto: Divulgação/FIVB)

Demorou, mas Annah Vitoria nasceu. Segunda filha da levantadora Fabíola, a nenê veio ao mundo cerca de dez dias depois do inicialmente programado. Tal atraso estava gerando angústia em parte da torcida. Afinal, o tempo é curto para que a jogadora esteja em condições de defender o Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro.

O técnico José Roberto Guimarães já deixou claro: se conseguir se recuperar a tempo, a vaga de segunda levantadora do time nacional é dela. O primeiro obstáculo, ter um parto normal, foi vencido. Caso tivesse que recorrer a uma cesariana, Fabíola não teria tempo de recuperação e estaria fora dos Jogos.

Ao conversar com jornalistas durante o lançamento do novo uniforme da seleção brasileira, em 19 de abril, Zé fez questão de ressaltar o “físico privilegiado” de Fabíola, o que a permitiria transformar a quarentena pós-parto em um período de 30 dias ou até mesmo três semanas antes de voltar aos treinos. “Estamos muito ansiosos para ver o que vai acontecer, pois ela é uma jogadora importante, que atuou fora do Brasil nas duas últimas temporadas e está pronta para disputar os Jogos Olímpicos”, declarou, à época.

Tamanha experiência, que ainda inclui passagens por quase todos os principais times brasileiros, é um ponto positivo para a brasiliense de 33 anos. Afinal, Olimpíada é um torneio extremamente difícil, ainda mais quando jogado em casa. Suas possíveis substitutas, Roberta e Naiane, possuem bastante talento, só que são incógnitas: até que ponto aguentariam uma pressão desse tamanho? Pode ser que reajam muito bem, mas é um risco.

Zé Roberto: possibilidade de levantadora inexperiente no Rio não preocupa

Além disso, Fabíola possui entrosamento com todas as atacantes da seleção, já que tem defendido o time nacional com constância desde 2009. Em 2012, seu corte às vésperas da Olimpíada de Londres foi encarado com surpresa por quem gosta de vôlei. A mágoa ficou, ainda mais pelo anúncio ter ocorrido ainda no aeroporto, quando as jogadoras voltavam do Grand Prix. Mas isso já é passado.

Por outro lado, não dá para levar Fabíola a qualquer custo. Por mais que Zé queira compensar uma possível injustiça que tenha cometido há quatro anos, é preciso ter certeza que a atleta esteja bem, o que inclui ter ritmo de jogo – vale lembrar que ela não atua desde 14 de dezembro. Mesmo que a tendência seja o Brasil ter Dani Lins como titular, a conquista de Londres 2012 mostrou que a reserva precisa estar em plenas condições de entrar a qualquer momento. Para quem não se lembra, na ocasião, as brasileiras estiveram muito perto de uma eliminação na primeira fase e só deslancharam quando a própria Dani substituiu Fernandinha.

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Por meio de uma rede social, Fabíola se mostrou animada: “Estou realizando dois sonhos. Um é o de ser mãe novamente, mas sonho profissional que é o olímpico ainda não realizei. E estou em busca dele. Só depende de mim”. Que Zé Roberto faça a escolha mais adequada à seleção.
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Zé Roberto: possibilidade de levantadora inexperiente no Rio não preocupa
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Carolina Canossa

Roberta (à esq.) e Naiane estão agradando Zé Roberto (Foto: Divulgação/CBV e Divulgação/Minas)

Roberta (à esq.) e Naiane estão agradando Zé Roberto (Foto: Divulgação/CBV e Divulgação/Minas)

Sem saber se poderá ou não contar com Fabíola na Olimpíada, o técnico José Roberto Guimarães surpreendeu ao chamar as levantadoras Roberta e Naiane para a seleção brasileira feminina de vôlei. É que, a despeito de todo o talento que as jovens possuem, contar com uma das duas no Rio 2016 significa assumir o risco de ter uma jogadora com pouca rodagem na equipe nacional adulta em uma posição-chave e em um momento de extrema pressão.

Mas será que essa inexperiência preocupa o treinador? Sim, mas bem menos do que a confiança que ele possui nas atletas.

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“O fato de não ter muita experiência é importante? É, não vamos negar, mas ao mesmo tempo essa euforia de querer jogar, de pertencer à seleção brasileira, pode ser uma coisa boa”, comentou o técnico, que desde o mês passado está em Saquarema treinando o time que tentará a terceira medalha olímpica de ouro seguida.

Zé Roberto sempre deixou claro que vai esperar até o último momento para ter Fabíola como reserva de Dani Lins, mas a presença da brasiliense nos Jogos está em risco por conta da segunda gravidez da jogadora. Aos nove meses de gestação, Ana Vitória pode nascer a qualquer momento, mas precisa vir ao mundo de parto normal. Vencida esta primeira barreira, a atleta terá que correr contra o tempo para voltar a ter condições físicas de jogar em alto nível até agosto.

Caso isso não ocorra, o técnico assegura que tanto Roberta quanto Naiane possuem totais condições de encarar o desafio olímpico. “A Roberta tem um pouco mais de rodagem nesse aspecto, pois entra nessas situações difíceis no time que ela joga. Então, está habituada”, comentou Zé Roberto, lembrando que a levantadora do Rexona-Ades saiu do banco na semifinal contra o Vôlei Nestlé e foi essencial para o time carioca chegar ao título da última Superliga.

Destaque do Pré-Olímpico não pode jogar no Brasil

Já Naiane conta com o bom feedback passado por Paulo Cocco, seu treinador no Camponesa/Minas e assistente de Zé Roberto na seleção brasileira. “Ela foi titular nos últimos dois anos de um time como o Minas e colocou a equipe em uma posição interessante dentro da Superliga. É uma jogadora que entra em qualquer momento e, mesmo com a pressão, tem se comportado muito bem, rendido muito bem. Além disso, possui a mão fina, boa”, elogiou Zé.

Enquanto a decisão sobre quem acompanhará Dani Lins aos Jogos Olímpicos não sai, Roberta e Naiane sofrem em Saquarema com exercícios de repetição, que servem para melhorar os gestos técnicos que usam no dia-a-dia. O técnico também faz questão de lembrar a responsabilidade que elas terão que encarar.

“Um time que tem uma boa levantadora é meio caminho andado. É ela que decide pra quem vai a bola, a distribuição, a precisão e como colocar a jogadora na melhor posição possível para o ataque. Tem que pensar e treinar várias coisas para conduzir o time que é bicampeão olímpico”, avisou.

E você, que levantadoras levaria para a Olimpíada do Rio? Deixe seu comentário!

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