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Arquivo : Eczacibasi

Melhor do mundo, Ting Zhu conquista a Europa com o VakifBank
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João Batista Junior

Gigante na seleção da China,Ting Zhu (5) se firma no VakifBank (fotos CEV)

Se já não bastasse conquistar a medalha de ouro na Rio 2016 como MVP do torneio olímpico feminino de vôlei, igualando seu feito da Copa do Mundo 2015, Ting Zhu repetiu a dose com o VakifBank na Liga dos Campeões feminina 2016/2017.

No domingo, em Treviso (Itália), em sua primeira temporada no voleibol europeu, a ponteira chinesa, de 22 anos de idade, conduziu a equipe turca ao terceiro título continental de sua história e ganhou o prêmio de melhor jogadora das finais – honraria que já coube, noutras temporadas, a jogadoras do naipe da italiana Francesca Piccinini, da sul-coreana Kim Yeon Koung e da russa Ekaterina Gamova.

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Depois de passar pelo Eczacibasi VitrA, sábado, nas semifinais, por 3 a 0, o VakifBank venceu o Imoco Volley Conegliano na final da Champions League também em sets diretos (parciais de 25-19, 25-13, 25-23), fechando uma campanha invicta de dez vitórias no torneio.

Optando jogar pelas pontas, a levantadora Naz Aydemir só acionou nove vezes as centrais Kübra Akman e Milena Rasic em toda a partida – total inferior a 10% do número de cortadas VakifBank na decisão. Mas o ataque da equipe turca não sentiu falta da primeira bola.

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Protegida na recepção pela líbero Örge e pela ponta norte-americana Kim Hill, Zhu jogou à vontade no ataque, assinalando 22 pontos contra o Conegliano, dez deles apenas no duro terceiro set.

Carrasco do Brasil nas Olimpíadas, Zhu computou 46 acertos nesse fim de semana do Final Four, sete a mais que a segunda pontuadora, Nataliya Goncharova, oposta do Dínamo Moscou. A MVP marcou 7,67 pontos por set, sendo a única atleta com média superior a cinco anotações por parcial nas finais, e teve um aproveitamento de 57% no ataque.

No jogo de bolas altas, melhor para o VakifBank, de Lonneke Slöetjes

Além de Zhu, as outras duas atacantes das extremidades da rede destacaram-se pelo VakifBank: a oposta Lonneke Slöetjes teve 48% de rendimento no ataque, assinalando 14 pontos no total, enquanto Hill, pela entrada, marcou 11 pontos, sendo nove em cortadas.

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Atual campeão italiano, o Imoco Volley se classificou direto da fase de grupos direto para o Final Four, com o carimbo de “representante da cidade sede” a viagem de trem entre Conegliano e Treviso dura menos de 20 minutos, informa o Google. Na disputa contra o VakifBank, o sistema defensivo anfitrião perdeu a batalha contra as atacantes rivais, e o passe, por sua vez, também não ajudou muito a levantadora polonesa Skorupa.

Só no terceiro set, quando Ortolani foi para a saída de rede e Carolina Costagrande começou a parcial em quadra – atuando como ponteira – foi que o Conegliano conseguiu  equilibrar as ações e ameaçou estender a partida. Mas, na reta final, o time falhou no contra-ataque e teve de se contentar com o vice-campeonato.

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O terceiro lugar da competição ficou com o Eczacibasi VitrA, que não pôde contar com Thaisa, afastada do restante da temporada por lesão. As campeãs mundiais do ano passado bateram o Dínamo Moscou por 3 sets a 1 (25-19, 19-25, 25-23, 25-22).


Zé Roberto fala sobre lesão de Thaísa: “Acidente de trabalho”
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Carolina Canossa

Central brasileira é conhecida pela raça em quadra (Foto: Reprodução/Instagram)

Ao ver Thaisa desabar após a tentativa de um bloqueio no duelo contra o Fenerbahce, pela Liga dos Campeões de vôlei, o técnico José Roberto Guimarães uniu-se às centenas de torcedores que viam a transmissão da cena pela internet. O treinador da seleção brasileira foi mais um a ficar aflito com o choro da central, que após sair da quadra de maca teve constatada uma lesão nos ligamentos do tornozelo direito que a deixará três semanas com a perna imobilizada antes de partir para a fisioterapia.

Mas, ao contrário da maior parte dos fãs e da imprensa especializada (incluindo o Saída de Rede), Zé Roberto não vê irresponsabilidade na atitude da equipe de Thaisa, o Eczacibasi, que permitiu que a meio de rede seguisse jogando mesmo com a indicação médica de uma cirurgia no joelho esquerdo desde janeiro.

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“Aquilo é um acidente de trabalho que aconteceu porque ela estava querendo muito”, afirmou o treinador, ressaltando que Thaísa fazia uma ótima partida no dia em que se machucou. “A Thaisa já tinha conseguido três bloqueios no set e estava muito bem no jogo. Como o Eczacibasi tinha perdido a partida anterior por 3 a 2, esse era o jogo que definiria a vida deles e ela queria mostrar que estava colaborando. Infelizmente, acabou acontecendo”, complementou.

Zé Roberto, porém, admitiu que o zelo tomado com as atletas no exterior é menor do que o aplicado quando elas estão defendendo a seleção brasileira – vale lembrar que, durante a Olimpíada do Rio, a comissão técnica decidiu poupar a própria Thaisa de alguns duelos devido a um problema na panturrilha, o que fez com que a própria atleta reclamasse publicamente após os Jogos.

Jogadora ainda não sabe se permanecerá na seleção neste ciclo olímpico (Foto: Divulgação/FIVB)

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“O Eczacibasi é um grande time, com profissionais gabaritados, mas o cuidado que tomamos aqui não é o mesmo que muita gente toma. Sempre temos um cuidado maior com as jogadoras, pois conhecemos o histórico delas. A Thaisa operou os dois joelhos antes da Olimpíada e sabemos de tudo o que aconteceu em sua vida desde que ela entrou na seleção: os exercícios que precisa fazer, os reforços… É diferente de um time que contrata, mas foi mais um acidente que qualquer outra coisa”, ressaltou.

Por conta dos problemas no tornozelo e no joelho, Thaisa está fora do restante da temporada de clubes, incluindo o Mundial do Japão, para o qual o Eczacibasi foi convidado. O time turco é o atual campeão do torneio.


Sem Thaisa, Eczacibasi terá duelo turco nas semifinais da Liga dos Campeões
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João Batista Junior

Eczacibasi passou pelo Fenerbahçe e terá o VakifBank nas semifinais (fotos: CEV)

O Eczacibasi VitrA, da Turquia, montou um timaço, ganhou o Mundial de Clubes, oscilou com o passar dos meses e corria sério risco de eliminação na Liga dos Campeões 2016/2017. Mas, num jogo que tirou a única campeã olímpica de seu elenco pelo resto da temporada, o time se reergueu e está no Final Four da principal competição de clubes da Europa.

A equipe precisava, sob qualquer circunstância, vencer o Fenerbahçe, na terça-feira, para avançar no campeonato ou, ao menos, levar a decisão para o Golden Set, no caso de um 3-2 – justo contra o Fenerbahçe, da craque sul-coreana Kim Yeon Koung e de Natália, que havia vencido os três últimos jogos entre os dois times. Apesar do retrospecto desfavorável, a vitória de virada por 3 sets a 1 (29-31, 25-14, 27-25, 25-23) garantiu as bicampeãs mundiais nas semifinais.

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Natália em ação contra Eczacibasi: 22 pontos no jogo 2

Natália, com 22 acertos no total e 41% de aproveitamento no ataque, foi a maior anotadora do Fenerbahçe, seguida de Kim Yeon, com 20 pontos no geral e 37% nas cortadas. Bons números, mas que não fizeram frente às 27 anotações da jovem oposta sérvia Tijana Boskovic, nem ao placar de 12 a 5 obtido pelo Eczacibasi no bloqueio.

Thaisa, que atuou no sacrifício por causa de uma contusão no joelho esquerdo e fez todo mundo prender a respiração no terceiro set, quando lesionou horrivelmente o tornozel direito, foi a maior bloqueadora da partida, com quatro pontos nesse quesito. Ela também obteve três aces e três pontos no ataque.

A central brasileira não sofreu nenhuma fratura, nem deve passar por cirurgia no local dessa contusão. Mas, como sofreu lesões no ligamento e na cartilagem do tornozelo, deverá ficar em repouso por três semanas, o que inviabiliza sua participação no Final Four – dias 22 e 23 de abril, em Treviso (Itália).

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Nas semifinais, o Eczacibasi VitrA encara o VakifBank, líder da liga turca. Nos playoffs de 6, nesta quarta-feira, o time da ponteira Ting Zhu venceu, em casa, o Volero Zürich por 3 sets a 1 (22-25, 25-21, 25-16, 25-22), repetindo o placar do primeiro jogo.

Ting Zhu enfrenta bloqueio do Volero Zürich

MVP na Rio 2016, Zhu foi a maior pontuadora do duelo, com 21 pontos. Pelo Volero, que não contou com a levantadora Fabíola – que contundiu o joelho na semana e está fora do restante da temporada de clubes –, a ponteira Mari Paraíba entrou no decorrer dos dois últimos sets para atuar no fundo de quadra em curtas passagens.

A outra semifinal da Champions League feminina será disputada entre o Dínamo Moscou, que eliminou o Liu Jo Nordmeccanica Modena com 3 a 0, em Moscou, nesta quarta, e o pré-classificado Imoco Volley Conegliano, num duelo das atuais campeãs nacionais da Rússia e da Itália

Final da Superliga B terá embate entre Zé Roberto e Pirv

MASCULINO
O ex-levantador da seleção brasileira Marlon está mais longe de chegar ao Final Four masculino. Nesta quarta-feira, pelo jogo de ida dos playoffs de 6, o Belogorie Belgorod visitou o Zenit Kazan e perdeu por 3 a 1 (25-14, 25-17, 23-25, 26-24). O brasileiro atuou nos dois primeiros sets e foi substituído pelo reserva Roman Poroshin.

Belogorie Belgorod, de Marlon, ficou em situação difícil na Champions

Pelo Zenit, que tenta o terceiro título continental seguido, o oposto Mikhaylov fez 20 pontos, o ponteiro León, 17, e o ponta Matt Anderson, 15 – na seleção dos EUA, ele atua na saída de rede. Do lado do Belogorod, o meio de rede Muserkiy obteve 16 acertos.

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Nas outras duas partidas da rodada, o Berlin Recycling Volleys venceu o Dínamo Moscou por 3 sets a 2 (23-25, 22-25, 25-19, 25-18, 15-10) – desse duelo sai o adversário do Zenit ou do Belogorod nas semifinais –, enquanto o Civitanova visitou o Azimut Modena e marcou um 3 a 0 (25-23, 25-18, 29-27).

As finais da Champions masculina serão em Roma, entre os dias 29 e 30 deste mês. O Perugia já está classificado a título de representante da cidade sede do Final Four.


Não foi acidente: lesão de Thaisa mostra como o vôlei ainda pode ser amador
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Carolina Canossa

Thaisa nem deveria ter jogado contra o Fenerbahce (Foto: Reprodução)

A assustadora lesão sofrida por Thaisa na tarde desta terça-feira (4) vai muito além das consequências físicas sofridas pela atleta: se por um lado cair de mau jeito é algo a que qualquer jogador de vôlei está sujeito, por outro o ocorrido não pode ser considerado um acidente.

Isso porque Thaisa simplesmente não deveria estar em quadra: na semana passada, a própria jogadora revelou que precisaria ser submetida a uma cirurgia porque atuou no sacrifício depois de descobrir um pequeno problema no joelho esquerdo em janeiro – se tratado à época, ela teria feito uma simples artroscopia, com quatro a seis semanas de afastamento das quadras.

Não fez e esse foi o primeiro erro. A questão que fica é: como, mesmo ciente desta situação, o time da central permitiu que ela entrasse em quadra em uma partida que já prometia ser fisicamente intensa, contra o rival regional Fenerbahce? E não estamos falando de um clube de bairro: o Eczacibasi, onde Thaisa joga desde a Olimpíada do Rio, é o atual campeão mundial de clubes e conta com algumas das principais estrelas do vôlei feminino mundial! Dinheiro ali certamente não é problema, inclusive para contar com bons profissionais em seu departamento médico.

É claro que a jogadora também tem sua parcela de culpa, uma vez que admitiu, em suas próprias palavras, ter dado “a cara a tapa” quando foi para o sacrifício. Errou de novo ao aceitar continuar jogando nestas condições. Porém, cabe destacar que ela não tem conhecimento suficiente para julgar o próprio caso. É atleta e não médica. Em um clube responsável, jamais receberia autorização para seguir atuando nestas condições.

A nova lesão de Thaisa foi na perna direita e provavelmente não tem relação com o problema anterior. As informações a respeito da gravidade ainda não são claras, mas, independente do diagnóstico, ela precisa dar um tempo no vôlei para cuidar da própria saúde. E que considere de verdade a possibilidade de processar o Eczacibasi pela irresponsabilidade, servindo de exemplo para outras jogadoras.

ATUALIZAÇÃO E CORREÇÃO – 17h37 de 04/04

O jornalista Guilherme Pallesi, marido de Thaisa, inicialmente informou que ela estava passando por uma cirurgia, mas, na verdade, houve uma confusão devido ao fato de Thaisa ter sido medicada com um remédio contra a dor que a fez dormir. Ele, que está no Brasil a trabalho, também reforçou a informação do Eczacibasi de que a jogadora não sofreu nenhuma fratura e deve passar por mais exames nas próximas horas para verificar o quão abrangente foi a lesão. Pallesi ainda disse que Thaisa está otimista: “Conversei com ela a pouco e a mesma estava com muita dor, triste, mas forte e disposta a fazer TUDO para se recuperar. Thaisa sempre foi uma guerreira e não será isso que vai abatê-la. Muitos teriam desistido se tivessem que operar os dois joelhos de uma só vez. Ela não desistiu. Isso será só uma fase e uma história desta carreira brilhante que ela tem. Peço por favor que todos mandem muita energia positiva e coloquem o nome dela em suas orações. Deus está com ela e tudo dará certo.”

Veja o vídeo da lesão de Thaisa (atenção: imagens fortes):


Thaisa decide jogar com joelho machucado e piora lesão: “Bomba-relógio”
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Carolina Canossa

Thaisa poderia estar recuperada se fizesse uma artroscopia em janeiro (Foto: Divulgação)

Titular da seleção brasileira feminina de vôlei ao longo do último ciclo olímpico, Thaisa vem passando por momentos difíceis. Operado em 2015, o joelho esquerdo da atleta terá que ser submetido a uma outra cirurgia depois que ela jogou três vezes pelo Eczacibasi (Turquia) no sacrifício. As partidas foram realizadas desde a constatação uma ruptura parcial do ligamento lateral e de parte do menisco, no dia 20 de janeiro.

Diante da situação, o problema, que poderia ter sido resolvido com uma artroscopia, que a levaria a uma recuperação de quatro a seis semanas, transformou-se em uma inevitável cirurgia. “Não tem outro jeito. Tenho uma bomba-relógio no meu joelho que pode estourar a qualquer momento.  E já peço as orações das pessoas que torcem, que entendem o drama de ser uma atleta profissional. Estou lutando, fazendo o melhor que posso. Não gosto de estar expondo, não quero passar a imagem de coitada, mas com muitas pessoas comentando sobre as minhas atuações, nada mais justo do que falar e esclarecer o que está acontecendo”, comentou a atleta.

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O Saída de Rede apurou que a decisão de não fazer a artroscopia se deu através de um consenso entre ambas as partes, já que a jogadora inicialmente não gostaria de ser operada e nem de desfalcar a equipe, que investiu alto para tê-la nesta temporada. O Eczacibasi, por sua vez, não fez uma pressão descarada para ela tomar tal decisão, mas a incentivou a tentar jogar sem totais condições físicas porque não estava disposto a apostar em outras centrais.

Thaisa já havia atuado pouco na Rio 2016 por conta de uma lesão na panturrilha (Foto: FIVB)

Inclusive, não há uma data certa para que Thaisa seja operada. Por enquanto, ela tem feito fisioterapia e musculação no joelho, além de estar com uma carga de, no máximo, um treino por semana. E assim deve seguir nos próximos dias, especialmente se o Eczacibasi se classificar para a Final Four da Liga dos Campeões da Europa, em 22 e 23 de abril. A equipe também segue na disputa do campeonato turco, onde está nas quartas de final e enfrenta o Çannakale: na quarta-feira, o Eczacibasi venceu o jogo 1 da série por 3 a 1, sem Thaisa em quadra – o segundo confronto da série será nesta sexta-feira. (É bom lembrar que na liga turca existe o limite de três jogadoras estrangeiras em ação por cada time, e tanto a brasileira quanto a ponteira russa Kosheleva não foram inscritas na partida.)

Remédio que impede gravidez

Para chegar à conclusão da necessidade de uma cirurgia, Thaisa solicitou ao Eczacibasi a consulta de um outro profissional e foi prontamente atendida. Além disso, enviou seus exames para o seu médico, Luis Eduardo Tirico, nos Estados Unidos, e ainda para o que atende a ponteira e companheira de equipe Tatiana Kosheleva. Os três decidiram pela operação.

Apesar da unanimidade entre os profissionais, outra vez Thaisa atendeu ao pedido do clube para enfrentar o Fenerbahce, no último dia 23, pela Champions. O custo disso foi um remédio que a impedirá de engravidar durante um bom período.

“Mesmo com medo e sabendo que não estaria 100%, que voltaria a sentir muitas dores, não consigo pensar apenas em mim. Eu sou assim. Quero ajudar o time. Decidi adiar a cirurgia e fazer duas semanas de fisioterapia no hospital para tentar jogar. Então resolveram me dar uma injeção ainda mais forte, que poderia ajudar na dor mas do tipo que preciso ficar dois anos e meio sem engravidar pois causa má formação no feto. Conversei com meu marido e fiz. Passei muito mal. Tive enjoo, febre, dores no corpo todo e não conseguia sequer andar”, afirmou Thaisa.

“Desde a primeira ressonância, no dia 24 de janeiro, eu já precisava de uma artroscopia. Se tivessem feito, já estaria voltando a jogar normalmente, sem dores, sem nada, e pronta para jogar essa fase importante da Champions, da liga turca, além do Mundial de Clubes”, complementou a jogadora. As fortes dores que ela diz ter sentido desde então eram consideradas normais pelo médico do Eczacibasi, segundo a atleta.

Após a partida contra o VakifBank, no dia 22 de fevereiro, Thaisa sofreu com inchaço no joelho. “As dores foram ainda mais fortes e o médico falou novamente que era normal porque eu havia forçado. Tiraram um pouco só do líquido do meu joelho e aplicaram mais duas injeções. Continuei sentindo dores. Depois de três dias, quando fui saltar leve para treinar, não consegui, e sentir uma dor absurda. Aí pedi para fazer outro exame o mais rápido possível. Foi então que constataram que já havia machucado também uma parte da cartilagem e tinha um edema no osso”, contou.

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Em 2015, central já havia operado os dois joelhos (Foto: Reprodução/Instagram)

Consciência tranquila

Apesar da decisão equivocada em janeiro, Thaisa garante estar de consciência tranquila – na partida contra o  Fenerbahce, por exemplo, ela marcou oito pontos na derrota por 3 a 2.

“Fui para o jogo, sem estar treinando, porque me consideram peça importante, mas estava completamente despreparada. Não saltava há muito tempo e minha atuação foi muito abaixo. Mas o meu clube sabe a situação que estou passando e dei a minha cara a tapa. Tudo o que fiz até hoje foi com muita dedicação e luta. Nada vai apagar o que fiz e o que fui e estou fazendo e buscando, lutando muito. Não tenho medo. Acho que a vida de atleta é assim e tenho minha consciência tranquila e que estou fazendo o máximo pela minha equipe. Não tenho pensado em mim. Tenho pensado nas minhas amigas e companheiras de time, e em ajudar o meu clube”, explicou.

Vale destacar esse não é o primeiro problema que Thaisa sofre na região: em junho de 2015, a central operou os dois joelhos por conta de lesões nos tendões patelares. Na ocasião, o médico Luiz Eduardo Tírico encontrou uma situação pior do que o esperado e constatou que, se ela demorasse mais para se submeter aos procedimentos, correria sério risco de perder a Olimpíada do Rio de Janeiro. Ironicamente, nos Jogos, ela atuou pouco a um outro problema físico, um estiramento na panturrilha esquerda.


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João Batista Junior

Fenerbahçe comemora vitória em jogo duro contra Eczacibasi (foto: Fenerbahçe)

O Fenerbahçe largou em vantagem contra o Eczacibasi VitrA, nos playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina. Nesta quinta-feira, em Istambul, o time da ponteira Natália venceu atuais campeãs mundiais por 3 sets a 2 (16-25, 25-22, 25-19, 21-25, 15-12) e está a uma vitória por qualquer placar, no jogo 2, para garantir presença no Final Four. À equipe da central Thaisa, restam duas possibilidades: conquistar uma vitória de três pontos (por 3 a 0 ou 3 a 1) para ficar com a vaga nas semifinais ou devolver a derrota por 3 a 2 e levar a disputa para o Golden Set.

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Foi o quarto jogo entre as duas equipes na temporada e a terceira vitória consecutiva do Fenerbahçe – que também levou a melhor nas semifinais da Copa da Turquia e no duelo returno da liga turca.

O Eczacibasi não precisa de malabarismo matemático para voltar às finais da Champions League – campeão em 2015, foi eliminado pelo VakifBank no ano passado, ainda nos playoffs de 12. Mas, predicados do Fenerbahçe à parte, será decepcionante se um clube com um elenco como esse (com Thaisa, Rachael Adams, Jordan Larson, Kosheleva, Boskovic, Ognjenovic) cair tão cedo na competição continental, ainda mais colecionando derrotas para equipes conterrâneas (perdeu duas vezes para o VakifBank na fase de grupos).

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Thaisa (6) e Kosheleva no bloqueio, Natália no ataque: vantagem da ponteira do Fenerbahçe (CEV)

Com 22 pontos, Natália empatou com a craque sul-coreana Kim Yeon Koung como maior anotadora do Fenerbahçe. A pontuadora máxima do jogo, apesar do revés no placar, foi a oposta sérvia Tijana Boskovic, com 24 acertos – e 51% de aproveitamento no ataque. A meio de rede Thaisa, com oito pontos no total, teve atuação apagada no ataque: em 12 tentativas, a brasileira pontuou três vezes, errou quatro e sofreu um ponto de bloqueio.

O jogo da volta será no próximo dia 4, também em Istambul. Quem vencer essa série encara, nas semifinais, o ganhador do confronto entre Volero Zürich e VakifBank, que também se enfrentaram nesta quinta-feira, na Suíça.

O time da casa até saiu na frente do marcador, mas sucumbiu diante de uma ótima atuação da oposta holandesa Lonneke Slöetjes e perdeu por 3 sets a 1 (15-25, 25-20, 25-17, 25-21).

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Zivkovic enfrentou o VakifBank no lugar de Fabíola (CEV)

A oposta ucraniana do time suíço, Olesia Rykhliuk, teve uma pontuação elevada (24 anotações), mas não superou os 26 pontos de Slöetjes, que teve ainda 62% de aproveitamento nas cortadas. A ponteira brasileira Mari Paraíba, do Volero, entrou no decorrer do terceiro e quarto sets para sacar e ficar no fundo de quadra – saiu sem pontos marcados. Fabíola, levantadora titular da equipe de Zurique, lesionou o joelho antes da partida e não atuou no confronto – a sérvia Zivkovic jogou em seu lugar.

O jogo 2, em Istambul, será no dia 5 de abril e bastam dois sets ao VakifBank, atual vice-campeão europeu, para chegar ao Final Four.

No outro duelo dessa fase, o Dínamo Moscou venceu o Liu Jo Nordmeccanica Modena, na Itália, por 3 a 0 (25-22, 25-13, 25-13) e está, matematicamente, na mesma situação do VakifBank para o jogo da volta, dia 5, na Rússia.

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Muserskiy no bloqueio contra o Zaksa: classificação russa

MASCULINO
O Belogorie Belgorod, da Rússia, repetiu nesta semana o placar de 3 a 1 (parciais de 25-22, 20-25, 26-24, 25-21) sobre o Zaksa Kedzierzyn-Kozle e se classificou aos playoffs de 6 da Champions League masculina. O levantador brasileiro Marlon, contundido, desfalcou o Belgorod.

O resultado está longe de ser considerado “zebra”, dada a tradição do tricampeão europeu Belgorod, mas chama a atenção a facilidade com que o quarto colocado da liga russa eliminou o líder da PlusLiga (o campeonato polonês). O central Dmitry Muserskiy foi o maior anotador da equipe visitante, com 14 acertos e 67% de aproveitamento no ataque.

Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de jogão

Na próxima fase, o Belogorie Belgorod faz um duelo russo com o Zenit Kazan. Os atuais bicampeões europeus venceram o Arkas Spor Izmir, dos ponteiros brasileiros Mauricio Borges e João Paulo Bravo, por 3 a 0 nas duas partidas. O jogo 1 ainda não tem data marcada, mas será entre os dias 4 e 6 de abril.


Companheiras na seleção, Thaisa e Natália se enfrentam na Liga dos Campeões
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João Batista Junior

Thaisa (6) e Natália (12) pela seleção: lados opostos na Champions (foto: FIVB)

Quando a temporada de clubes começou, o Eczacibasi VitrA, da central Thaisa, conquistou o título mundial de clubes nas Filipinas com um elenco recém-montado, que bem poderia fazer frente às principais seleções em atividade no vôlei feminino. O Fenerbahçe, da ponteira Natália, também havia se reforçado e manteve no plantel a craque sul-coreana Kim Yeon Koung, mas parecia que ia ter dificuldade para acompanhar o VakifBank e o próprio Eczacibasi.

Campeão mundial, Eczacibasi tem oscilado na temporada (CEV)

Contudo, as duas brasileiras – que disputaram Olimpíadas e Mundiais pela seleção e já atuaram tanto no Osasco quanto no Rexona – vão se encontrar na quinta-feira, pela primeira rodada dos playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina, numa situação bem diferente daquela de alguns meses atrás.

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De um lado, o time de Thaisa têm tido problemas na liga turca (muito por conta do regulamento, que só permite a uma equipe utilizar até três estrangeiras por vez na partida) e, na Champions League, foi batido duas vezes pelo VakifBank.

Kim (10) observa ataque de Natália (CEV)

Do outro lado, o sexteto de Natália, que só perdeu um set no torneio continental, conquistou a Copa da Turquia vencendo o VakifBank na decisão e tem se dado bem contra o Eczacibasi: depois de perder o primeiro duelo, na longínqua terceira rodada do nacional, o Fenerbahçe superou o rival nos outros dois encontros – em janeiro, nas semifinais da copa do país, e em fevereiro, no returno da liga.

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É claro que quando a bola subir, histórico e retrospecto ficarão à parte, e uma equipe com Thaisa, Kosheleva, Jordan Larson, Boskovic, Rachael Adams e Ognjenovic deve ser respeitada – senão, temida. Mas, pelo crescimento no decorrer da temporada, o Fenerbahçe, de Natália e Kim Yeon Koung, parece estar em ligeira vantagem. O site Laola.tv transmite a partida ao vivo.

FABÍOLA E MARI PARAÍBA
Líder na liga turca, o VakifBank, da MVP olímpica Ting Zhu, vai ter pela frente, também na quinta-feira, pelos playoffs de 6 da Champions League, o Volero Zürich, das brasileiras Fabíola, levantadora titular, e Mari Paraíba, ponteira reserva. A partida também será transmitida pelo Laola. Embora a equipe da Turquia seja favorita, não dá para dizer que o time suíço seja perdedor de véspera.

Fabíola no levantamento contra o VakifBank, no Mundial de Clubes (FIVB)

Os dois se enfrentaram duas vezes na temporada, ambas no Mundial de Clubes, em outubro, com uma vitória para cada lado: a do Zürich, na primeira fase, e a do VakifBank, na disputa da medalha de bronze. Na fase de grupos do europeu, as turcas venceram todas as partidas que disputaram e as suíças perderam duas vezes – a ressalva é que os reveses foram em tie breaks, contra o Dínamo Moscou, dono da melhor campanha da superliga russa.

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Além de Zhu, o elenco do VakiBank conta com a oposta holandesa Lonneke Slöetjes, a central sérvia Milena Rasic, a ponta norte-americana Kimberly Hill. Já no time das brasileiras, jogam a cubana Kenia Carceses, ex-Osasco, a meio de rede norte-americana Foluke Akinradewo, a oposta ucraniana Olesia Rykhliuk, a ponta azeri Mammadova. A exemplo do confronto entre Eczacibasi VitrA e Fenerbahçe, trata-se de um duelo de duas legiões estrangeiras e nenhum resultado – embora haja um favorito – pode ser considerado zebra.

Os playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina começam na quarta-feira, com uma partida entre Liu Jo Nordmeccanica Modena e Dínamo Moscou, na Itália. Os jogos da volta serão disputados nos dias 4 e 5 de abril. As três equipes vencedoras das séries se juntarão ao Imoco Volley Conegliano, nos dias 22 e 23 de abril, para a disputa do Final Four da competição, em Treviso (Itália).


Bernardinho: “Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos”
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Sidrônio Henrique

“Foram 20 anos incríveis, quem vai tocar o processo agora é o Sesc” (foto: Divulgação)

O momento parecia de turbulência com a saída do patrocinador Unilever, parceiro desde 1997, mas Bernardo Rezende garante que a equipe de vôlei feminino sob seu comando segue firme. “O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado e quem vai tocar agora é o Sesc”, disse o técnico multicampeão ao Saída de Rede.

Esta é a primeira parte de uma entrevista que o treinador concedeu ao SdR. Nesta o foco é o voleibol feminino. Além da transição no Rexona-Sesc, equipe que conquistou a Superliga 11 vezes e que encerrou a fase classificatória da atual edição na liderança, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Bernardinho fala sobre a dificuldade de enfrentar “seleções” no Mundial de Clubes, relembra que o arquirrival Osasco (atual Vôlei Nestlé) venceu a competição tendo “uma verdadeira seleção” e que depois perdeu a final da Superliga para o Rexona.

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Ele aponta o Camponesa/Minas, liderado pela oposta americana Destinee Hooker e pela ponteira Jaqueline Carvalho, como favorito na Superliga e alega que vencê-lo três vezes numa eventual semifinal é uma tarefa complicada.

Fala de talentos do voleibol brasileiro, como a central Bia, as pontas Rosamaria, Gabi e Tandara, as opostas Lorenne e Paula Borgo, além das levantadoras Roberta, Naiane, Juma e Macris.

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Seleção masculina perde mais uma peça-chave após saída de Bernardinho

Sobre a estrangeira de sua equipe, a ponta holandesa Anne Buijs, Bernardinho afirma que “aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível”.

Confira a primeira parte da entrevista que Bernardo Rezende nos concedeu:

Saída de Rede – Como fica a equipe com a saída da Unilever após 20 anos de parceria?
Bernardinho – O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Foram 20 anos incríveis e não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado, combinado, de prosseguimento e quem vai tocar o processo agora é o Sesc. Esse processo foi conduzido por nós, junto com o Sesc, nessa transição. A Unilever jamais nos abandonou, muito pelo contrário, sempre foi uma parceira orientadora, muito preocupada com a consistência do projeto, tanto na parte competitiva quanto nas frentes sociais.

O técnico durante Mundial de Clubes 2016, nas Filipinas (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona vai para o Mundial de Clubes em maio, no Japão. Diante dessa situação, de transição, o time já havia se programado para contratar algum reforço?
Bernardinho – Nós não temos nenhuma verba neste momento para poder buscar alguém. E também não seria justo chegar num momento como esse e sacar uma jogadora para, de repente, colocar outra. Seria muito bacana poder reforçar, tentar trazer alguém que nos desse uma condição a mais. Osasco, quando foi ao Mundial, tinha uma verdadeira seleção.

Sobre o arquirrival Osasco e seu título mundial: “Tinha uma verdadeira seleção” (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você fala da edição de 2012, quando Osasco ganhou?
Bernardinho – Exatamente… E depois nós ganhamos delas na final aqui (na Superliga). (Osasco) Era uma seleção com das quatro titulares: Garay, Jaqueline, Thaisa e Sheilla. Tinha ainda duas reservas imediatas da seleção: Fabíola e Adenízia. O time chegou ao Mundial em condições de brigar. Hoje, as equipes turcas são verdadeiras seleções do mundo. Eczacibasi, por exemplo, o VakifBank, o Fenerbahce… Esses times são all-star, com jogadoras de várias seleções do mundo, se torna mais difícil vencê-los. No último Mundial a gente estava meio despreparado e perdeu duas vezes por 3-2, pro Eczacibasi e pro Casalmaggiore, campeão europeu. Esses dois foram os finalistas. Então faltou pouco. Quem sabe a gente não consiga depois da Superliga, mais preparado, um pouco mais? (Nota do SdR: o Rexona-Sesc terminou o Mundial 2016 na quinta colocação.)

Saída de Rede – O fato de o torneio agora ser no fim da temporada de clubes, pouco depois do encerramento da Superliga, ajuda o time? Embora esses adversários também estejam com bom ritmo.
Bernardinho – Para nós, que não temos a quantidade de talentos individuais a nível mundial que esses times têm, a questão do sistema funcionar é a única chance que a gente tem. Não dá para brigar na individualidade. Sob esse ponto de vista, a consistência de uma temporada talvez nos dê uma possibilidade a mais. Claro que esses grandes times continuam sendo os favoritos, mas talvez a gente tenha uma pequena condição a mais.

Bernardinho orienta o time durante partida da Superliga (foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

Saída de Rede – Falando agora de Superliga, as outras equipes no top 4, Minas cresceu no segundo turno, Praia Clube caiu um pouco ao longo da competição e Osasco está se ajustando. Desses três adversários, qual seria o mais perigoso?
Bernardinho – O Minas com certeza é o mais perigoso. Na minha opinião, o Minas se tornou o favorito.

Saída de Rede – Por quê?
Bernardinho – Uma coisa é ter o Minas sem uma Hooker e sem uma Jaqueline. A Hooker é uma das grandes opostas do mundo. Veja bem, não falo só da Superliga, falo do mundo, e ela ataca como poucas. A Jaqueline é completa, arma o time de uma maneira… Que jogadora tem condições de passar como ela passa, arrumar o time, defender, fazer o jogo como ela faz? Aí você tem Rosamaria, Carol Gattaz fazendo excelente temporada, a Naiane… Pelas jogadoras que tem hoje, o Minas se tornou favorito na Superliga.

Saída de Rede – Enfrentá-las numa melhor de cinco jogos em uma possível semifinal facilita para vocês, não? Afinal, ganhar três vezes do Rexona…
Bernardinho – (Interrompendo) É, mas ganhar três vezes desse Minas aí é tão complicado quanto ganhar três vezes do Rexona.

Saída de Rede – Se você diz… E quanto ao Praia e ao Osasco?
Bernardinho – Acho que o Praia vive um momento de insegurança emocional, mas é um time com muito potencial. Na final, no ano passado, por muito pouco a coisa não fugiu da gente. Foi uma final muito dura. E Osasco é sempre Osasco, uma equipe de tradição, que vai chegar, mudou um pouco a forma de jogar: no último ano tinha mais força no meio, a cubana na ponta, agora tem a Tandara, duas estrangeiras, com muita força ali. A Bia tem jogado em altíssimo nível.

A central Bia, do Vôlei Nestlé, foi bastante elogiada por Bernardinho (foto: João Pires/Fotojump)

Saída de Rede – Você acha que a Bia subiu muito de produção em relação ao ano anterior?
Bernardinho – Ela já tinha jogado muito bem no Sesi com a Dani Lins. O fato de ter uma grande levantadora do lado dela, e ela sempre foi uma grande bloqueadora, deu uma condição… Me lembro que ganhamos grandes competições com a Dani e as centrais eram a Valeskinha e a Juciely, que são mais baixas, e a Dani as fazia jogar, mesmo sendo jogadoras fisicamente menos capazes de jogar com atletas grandes. A Dani faz isso muito bem e a Bia está se beneficiando disso. Para o voleibol é muito importante ter uma jogadora como ela, que naturalmente já é uma grande bloqueadora. É um belo trabalho feito lá e ter a Dani por perto dá uma condição ainda melhor.

“Natália foi uma jogadora fundamental” (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona sempre teve muito volume de jogo e você procura fazer o time jogar de forma acelerada na virada de bola e no contra-ataque. No ano passado, quando o passe não saía, era bola para a Natália, que descia o braço. Como está isso hoje? Conversando outro dia com o Anderson Rodrigues (técnico do Brasília Vôlei), ele dizia que o Rexona está bem, porém errando mais do que no ano passado. Você também acha isso? O que está faltando para o time?
Bernardinho – É exatamente isso. O Anderson enxerga um pouco com os meus olhos, até por termos convivido tanto tempo. Nós ainda não temos a consistência… Olha, a Natália foi uma jogadora fundamental nos últimos dois anos, dava um equilíbrio muito grande, pra gente se permitir ter um passe pior às vezes. Era uma jogadora que resolvia, ela foi excepcional. Não tê-la este ano requer um time que cometa menos erros, que desperdice menos, mas ainda estamos em busca disso, dessa consistência maior. Nos momentos importantes estamos tendo boas atuações, mas o time ainda oscila. A Anne (Buijs) tem altos e baixos, mas teve momentos muito bons, como na Copa Brasil, a final do Sul-Americano, mas não posso atribuir a ela a responsabilidade que a Natália já tinha condições de assumir. Eu tenho que ter também a calma de fazer com que ela tenha a tranquilidade de jogar sem um excesso de peso sobre ela. Quem está assumindo uma responsabilidade maior é a Gabi, o que é muito bom para ela, para o amadurecimento.

Saída de Rede – Mas ela não tem característica de força, tem outro perfil, não dá para comparar com a Natália.
Bernardinho – Não, mas você pode jogar de outra maneira. A ideia é um pouco essa, que ela jogue de uma forma com mais velocidade, para que ela consiga criar situações de dificuldades para o outro time.

O treinador orienta Anne Buijs: “Está começando a mostrar mais consistência” (foto: Marcelo Piu/Divulgação)

Saída de Rede – Quando a Brankica Mihajlovic (ponta sérvia, vice-campeã na Rio 2016), que tem um perfil parecido com o da Anne, com deficiências no passe e no fundo de quadra, jogou aqui, ela deslanchou a partir das quartas de final. Você está preparando a Anne para crescer na reta final?
Bernardinho – Aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível. É o que a gente espera dela: crescer fisicamente e conseguir lidar com uma situação de pressão que a Superliga exige o tempo todo.

Saída de Rede – Atualmente, no cenário internacional, temos a impressão de que existe uma carência de ponteiras passadoras. Você diria que o vôlei no Brasil reflete isso também?
Bernardinho – A Gabi é uma jovem ponteira excepcional. A Natália tem pouco tempo nessa função… Então, nós temos duas ponteiras. São pontas que às vezes não são tão boas passadoras, como a Tandara também não é, mas que você pode compor. Veja, a Sérvia jogou a Olimpíada com a Brankica na ponta, a Tandara não é pior passadora do que ela. Você tem como compor e o Zé Roberto vai saber montar isso. No Brasil há um pouco dessa carência, não só no feminino também há no masculino, mas eu diria que não estamos tão mal posicionados neste sentido. Temos algumas jogadoras interessantes para surgir, como a Rosamaria.

Saída de Rede – Nós conversamos com ela, que admitiu que não dava para ser oposta em nível internacional, até por sua altura (1,85m), mas sim ponteira. Ela pensou exatamente nisso.
Bernardinho – Ela pensou e os treinadores dela também. Na minha opinião é uma solução excepcional, ela tem plenas condições de jogar nessa posição.

Ele diz que Macris “taticamente joga muito” (foto: CBV)

Saída de Rede – Que outros destaques você vê entre as jogadoras mais jovens aqui no Brasil?
Bernardinho – Levantadoras você tem a Roberta, a Naiane, a Juma, que são jovens e boas jogadoras. A Macris é uma atleta que taticamente joga muito, ela é diferente e entra nesse rol. A Dani Lins continua sendo a principal e melhor jogadora da posição. Mas temos um leque de jogadoras interessantes para trabalhar, com boa estatura. Olhando pro futuro, eu vejo boas levantadoras. Sobre opostas, não sei se a ideia é a Tandara jogar um pouco ali, a Natália jogar eventualmente, mas eu tinha uma crença muito grande em uma menina que é a Paula Borgo, que fez duas boas temporadas e este ano está jogando menos. Claro que isso é momentâneo e é uma jogadora que tem potencial. Não temos uma quantidade grande, talvez seja o caso de pensarmos em uma estrutura um pouco híbrida.

Saída de Rede – E a Lorenne, sua jogadora até a temporada passada, foi ideia sua ela ir para o Sesi, sob o comando do Juba, que tinha sido seu assistente, para ela jogar mais?
Bernardinho – Sim, ela tinha que sair pra jogar.

“Lorenne talvez necessite mais tempo” (foto: Sesi)

Saída de Rede – Está muito verde ainda para se pensar em seleção principal?
Bernardinho – Ela está galgando, agora já joga a Superliga, tem potencial. Lorenne talvez necessite um pouco mais de tempo, assim como a Paula Borgo. Elas precisam passar por um processo de amadurecimento internacional para poder jogar.

Saída de Rede – A Lorenne joga de uma forma diferente do que historicamente as nossas opostas fazem, mais lenta, porém com mais alcance e com mais potência. Como você vê isso?
Bernardinho – É, ela vai mais alto, pega uma bola mais lenta. Temos que ver, pois a forma de jogar do Brasil não é muito esta e, lá fora, jogar com uma bola tão lenta talvez não seja o mais recomendável. Mas é uma jogadora de potencial, tem que ser trabalhada para ter condição de jogar internacionalmente. É preciso testá-la lá fora. Já jogou Mundial sub23, ou seja, está começando a ganhar essa experiência.


Turquia atrai jogadoras estrangeiras e vira “eldorado” do vôlei
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João Batista Junior

 

Fenerbahçe, VakifBank e Eczacibasi: trio de ferro do vôlei turco (Fotos: Divulgação)

Fenerbahçe, VakifBank e Eczacibasi: trio de ferro do vôlei turco (Fotos: Divulgação)

O Uralochka Ekaterinburg é um dos clubes mais tradicionais do vôlei feminino da Rússia, e sua luta diante do VakifBank, de Lonneke Slöetjes, Kimberly Hill, Milena Rasic e, sobretudo, Ting Zhu, resultou numa derrota em quatro sets. As francesas do St. Raphaël bem que tentaram, mas o Fenerbahçe, com Natália, Nootsara Tomkom e Maret Grothues, nem precisou tirar Kim Yeon Koung do banco de reservas para sair de quadra com uma vitória em sets diretos. O Eczacibasi VitrA, com Thaisa, Rachael Adams, Ognjenovic, Boskovic, Kosheleva e Jordan Larson, também não deu muita esperança de bom resultado ao Dresdner, da Alemanha, e voltou para casa com previsíveis três pontos na conta.

O resumo da estreia das equipes turcas na fase de grupos da Liga dos Campeões feminina da Europa, no mês passado, parece uma releitura da repisada batalha entre Davi e Golias. Nesse conto de vôlei, porém, os gigantes – moldados por contratações e investimentos vultosos – saem vencedores.

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Em meio à crise financeira mundial, que tem fustigado a economia europeia e a brasileira, a Turquia, quando se trata de investir no vôlei, tem remado na direção contrária. Para tomar exemplos recentes, enquanto três clubes brasileiros desistiram de disputar a Superliga nesta temporada (São José e Voleisul, no masculino, Araraquara, no feminino), o Dínamo Krasnodar, da Rússia, perdeu jogadoras por atraso no pagamento de salários no ano retrasado e o Modena, mesmo com status de campeão italiano, quase fechou as portas, o voleibol turco deixou de ser apenas um mercado promissor para ter uma das ligas mais importantes do mundo.

Dentro dessa perspectiva, é justo dizer que o campeonato masculino do país tem crescido e não é exagerado afirmar, sem susto, que a liga feminina, com três supertimes na disputa, seja a melhor das competições nacionais do vôlei atual – ainda mais com a vinda, nesta temporada, de Ting Zhu, Kosheleva, Natália, Thaisa…

Gamova atuou uma temporada pelo Fenerbahçe

Gamova atuou uma temporada pelo Fenerbahçe

ASTROS E TROFÉUS

O processo migratório de craques para o vôlei turco não é exatamente um fenômeno novo. Do início da década passada para cá, nomes como as russas Sokolova e Gamova, a norte-americana Logan Tom e as brasileiras Fofão, Fabiana e, mais recentemente, Sheilla atuaram em algum dos times de peso do país. A diferença agora é o grande número de estrelas da contestação – ou, noutras palavras, a grande quantidade reunida de jogadoras de reconhecida qualidade.

Para não ficar só no exemplo dos clubes mencionados no primeiro parágrafo, podemos citar atletas estrangeiras famosas no mundo do vôlei: o Besiktas tem a oposta belga Lise van Hecke, que passou por Osasco na temporada passada, o Sariyer conta com as norte-americanas Nicole Fawcett (campeã mundial com a seleção de seu país em 2014) e a central Alexis Crimes, e o Galatasaray tem a central trinitina Sinead Jack e a oposta italiana Nadia Centoni. Não se pode esquecer, ainda, de que a ponteira cubana Wilma Salas, do Halkbank, e a oposta brasileira Joycinha, do Bursa Sehíd, têm as maiores médias de pontuação da edição 2016/2017 da liga (5,12 pontos por set cada uma).

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Tamanho investimento, como se poderia prever, tem trazido troféus de competições internacionais para as estantes turcas.

Na Liga dos Campeões, desde a temporada 2008/2009, sempre ao menos um turco no Final Four. Já desde 2009/2010, a Turquia tem sempre um representante na decisão e, nesse período, quatro títulos continentais ficaram com algum clube do país – duas vezes o VakifBank, uma vez o Fenerbahçe e outra o Eczacibasi. No mesmo período, o trio também conquistou quatro títulos mundiais – aí, o bicampeonato é do Eczacibasi.

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João Paulo Bravo e Maurício Borges (nas pontas) foram importantes para a recepção do Arkas (Foto: CEV)

João Paulo Bravo e Maurício Borges (nas pontas) defendem o Arkas Spor (CEV)

Indo além da competição feminina, vê-se que a liga masculina também possui jogadores de relevo, como os brasileiros Lipe (Halkbank), Maurício Borges e João Paulo Bravo (estes, do Arkas Spor). Mas, em geral, num caminho ainda diferente do percorrido no vôlei das mulheres, o campeonato tem posto em quadra jogadores veteranos, como o oposto sérvio Ivan Miljkovic (companheiro de Lipe), o italiano Cristian Savani, o holandês Kay van Dijk e o central norte-americano David Lee (estes, no Ziraat Bankasi), e o oposto recentemente aposentado da seleção francesa Antonin Rouzier – que joga com os compatriotas Nicolas Marechal e Le Goff no Istanbul BBSK.

Quando saem para jogar pela Europa afora, os times masculino não repetem os resultados das equipes femininas. O vice-campeonato continental do Halkbank na temporada 2013/2014, com um time que tinha o ponta ítalo-cubano Osmany Juantorena e o levantador brasileiro Raphael, foi a melhor campanha de um clube do país na Liga dos Campeões. Digna de registro também foi a campanha do Arkas Spor em 2011/2012: com João Paulo Bravo na entrada de rede e o colombiano Agamez na saída, a equipe eliminou o Lokomotiv Novosobirsk e terminou no quarto lugar.

E PARA QUEM É DE CASA?

Com passos mais lentos, as seleções turcas têm tentado acompanhar o crescimento vertiginoso das equipes femininas do campeonato local. Em 2015, por exemplo, a Turquia foi vice-campeã mundial sub-23 tanto no masculino quanto no feminino, ao que, em 2011, as turcas levantaram a taça no sub-18.

Nas seleções adultas, porém, a fonte ainda é bastante escassa. Os homens quase nunca vão a campeonatos mundiais e jamais disputaram uma olimpíada. As mulheres, por outro lado, tem evoluído de fato nos últimos anos, com três participações consecutivas em mundiais, uma medalha de bronze no Grand Prix de 2012 e uma honrosa participação nas Olimpíadas de Londres, quando quase conseguiu eliminar o Brasil na primeira fase do torneio.

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Turca Gödze Kirdar: com ou sem cota, titular do VakifBank

Turca Gödze Kirdar: com ou sem cota, titular do VakifBank

Nesse aspecto, pensando no desenvolvimento das seleções, a antipática medida de proibir os times de utilizarem mais do que três estrangeiras em quadra por vez acaba sendo necessária. Assim, Eczacibasi VitrA, Fenerbahçe e VakifBank só conseguem de fato usar o máximo da força que têm na Liga dos Campeões e se veem obrigados a dar vez a atletas turcas na liga nacional.

Imagine que a oposta Neslihan Demir, 33 anos, maior pontuadora dos mundiais de 2006 e 2010, só tem chance de atuar no Eczacibasi VitrA quando a revelação sérvia Tijana Boskovic é barrada pela matemática do regulamento!

Há, evidentemente, turcas que têm se destacado independentemente da cota de atletas locais. A oposta Polen Uslupehlivan tem sido titular do Fenerbahçe, assim como a central Eda Erdem. O mesmo vale para a levantadora Naz Aydemir e a ponta Gözde Kirdar, no VakifBank. No entanto, num mercado importador como esse, é inegável que as estrelas da festa falam outra língua.

Não se trata de pintar a Turquia como um oásis do esporte e do vôlei ou de dizer que o momento político do país não seja dos mais delicados, já que houve a tentativa de um golpe de estado no ano passado, um recente atrito diplomático com a Rússia e, o pior, frequentes atentados terroristas – o último deles, no primeiro domingo de 2017.

Também não se trata de fechar os olhos para problemas causados pelas torcidas nos ginásios, como a briga transportada do futebol entre torcedores do Fenerbahçe e do Galatasaray, que interrompeu por mais de uma hora uma partida entre as duas equipes nas finais da liga passada, ou as hostilidades sofridas pelas jogadoras do Dínamo Krasnodar, em Istambul, na decisão da Copa CEV, contra o Galatasaray, em março deste ano.

Mas o fato é que, apesar da pouca tradição das seleções turcas, os investimentos no voleibol fizeram do país um novo eldorado da modalidade – ainda mais, no feminino.


Thaisa diz que “sentimento ruim” a fez desistir de ir à boate do atentado
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Carolina Canossa

Thaisa se sagrou campeã mundial de clubes com o Eczacibasi em outubro (Foto: Divulgação/Instagram)

Thaisa se sagrou campeã mundial de clubes com o Eczacibasi em outubro (Fotos: Reprodução/Instagram)

O ano de 2017 começou com um susto para Thaisa: bicampeã olímpica, a meio de rede brasileira desistiu na última hora de comemorar a passagem do ano na boate Reina, em Istambul (Turquia), onde um homem vestido de Papai Noel matou 39 pessoas a tiros em um atentado terrorista.

Em rápido contato com o Saída de Rede, a jogadora contou que preferiu não ir ao palco da tragédia justamente porque desconfiou que o local poderia ser um alvo para extremistas, já que é um dos points mais badalados da cidade turca.

“Quando saímos do jantar de comemoração, que foi em um hotel que reservamos para a nossa família, o Guilherme (Pallesi, marido da atleta) estava pronto para ir pra lá, para a boate. Acredito que os pais do Gui iriam para casa e nós dois iríamos curtir a noite, dançar e tudo mais. E ele estava super empolgado. Eu fiquei conversando com os pais dele e disse: ‘Não acho que devemos ir, estou com um sentimento ruim. Lá é um lugar tão cheio, com muitos estrangeiros, num ponto turístico e na virada do ano, é de fato um prato cheio pra terrorismo e tudo mais. Não quero ir, não. Quero desistir’. O Gui ficou meio borocoxô, mas entendeu que eu estava angustiada e então ele pediu o carro e mudamos o destino, voltamos para casa”, comentou Thaísa.

Apesar do susto, Thaisa afirmou que não pretende mudar seus hábitos na Turquia: “Continuo com minha rotina, treinos e jantares. Me sinto muito segura aqui, apesar do lamentável ocorrido. O mal tem em todo lugar. Precisamos mesmo é orar e orar muito. Isso sim”.

De malas prontas, Thaisa e Natália torcem pela estabilização da Turquia

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Mesmo com o susto, jogadora e marido não pretendem mudar a rotina

Mesmo com o susto, jogadora e marido não pretendem mudar a rotina

Thaisa possui contrato com um dos principais times de vôlei da Turquia, o Eczacibasi, até abril. Pela equipe, ela se sagrou campeã mundial de clubes no último mês de outubro. Atualmente, o time é segundo colocado no Campeonato Turco e também está invicto na Liga dos Campeões da Europa, que se encontra na fase de grupos.

SUSTO COM A SELEÇÃO

O atentado da boate Reina não é o primeiro que, de alguma maneira, se relaciona com o voleibol brasileiro e a própria Thaisa. Em 28 de junho de 2016, três homens-bomba promoveram um ataque que matou 41 pessoas no aeroporto Ataturk, também em Istambul, enquanto a equipe de José Roberto Guimarães estava na cidade se preparando para as finais do Grand Prix após jogar em Ancara na semana anterior. Na ocasião, Thaisa aproveitou a passagem pela região para fazer as primeiras fotos com a camisa do Eczacibasi.