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Arquivo : Dínamo Moscou

Champions League: Fenerbahçe, de Natália, complica a vida do time de Thaisa
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João Batista Junior

Fenerbahçe comemora vitória em jogo duro contra Eczacibasi (foto: Fenerbahçe)

O Fenerbahçe largou em vantagem contra o Eczacibasi VitrA, nos playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina. Nesta quinta-feira, em Istambul, o time da ponteira Natália venceu atuais campeãs mundiais por 3 sets a 2 (16-25, 25-22, 25-19, 21-25, 15-12) e está a uma vitória por qualquer placar, no jogo 2, para garantir presença no Final Four. À equipe da central Thaisa, restam duas possibilidades: conquistar uma vitória de três pontos (por 3 a 0 ou 3 a 1) para ficar com a vaga nas semifinais ou devolver a derrota por 3 a 2 e levar a disputa para o Golden Set.

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Foi o quarto jogo entre as duas equipes na temporada e a terceira vitória consecutiva do Fenerbahçe – que também levou a melhor nas semifinais da Copa da Turquia e no duelo returno da liga turca.

O Eczacibasi não precisa de malabarismo matemático para voltar às finais da Champions League – campeão em 2015, foi eliminado pelo VakifBank no ano passado, ainda nos playoffs de 12. Mas, predicados do Fenerbahçe à parte, será decepcionante se um clube com um elenco como esse (com Thaisa, Rachael Adams, Jordan Larson, Kosheleva, Boskovic, Ognjenovic) cair tão cedo na competição continental, ainda mais colecionando derrotas para equipes conterrâneas (perdeu duas vezes para o VakifBank na fase de grupos).

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Thaisa (6) e Kosheleva no bloqueio, Natália no ataque: vantagem da ponteira do Fenerbahçe (CEV)

Com 22 pontos, Natália empatou com a craque sul-coreana Kim Yeon Koung como maior anotadora do Fenerbahçe. A pontuadora máxima do jogo, apesar do revés no placar, foi a oposta sérvia Tijana Boskovic, com 24 acertos – e 51% de aproveitamento no ataque. A meio de rede Thaisa, com oito pontos no total, teve atuação apagada no ataque: em 12 tentativas, a brasileira pontuou três vezes, errou quatro e sofreu um ponto de bloqueio.

O jogo da volta será no próximo dia 4, também em Istambul. Quem vencer essa série encara, nas semifinais, o ganhador do confronto entre Volero Zürich e VakifBank, que também se enfrentaram nesta quinta-feira, na Suíça.

O time da casa até saiu na frente do marcador, mas sucumbiu diante de uma ótima atuação da oposta holandesa Lonneke Slöetjes e perdeu por 3 sets a 1 (15-25, 25-20, 25-17, 25-21).

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Zivkovic enfrentou o VakifBank no lugar de Fabíola (CEV)

A oposta ucraniana do time suíço, Olesia Rykhliuk, teve uma pontuação elevada (24 anotações), mas não superou os 26 pontos de Slöetjes, que teve ainda 62% de aproveitamento nas cortadas. A ponteira brasileira Mari Paraíba, do Volero, entrou no decorrer do terceiro e quarto sets para sacar e ficar no fundo de quadra – saiu sem pontos marcados. Fabíola, levantadora titular da equipe de Zurique, lesionou o joelho antes da partida e não atuou no confronto – a sérvia Zivkovic jogou em seu lugar.

O jogo 2, em Istambul, será no dia 5 de abril e bastam dois sets ao VakifBank, atual vice-campeão europeu, para chegar ao Final Four.

No outro duelo dessa fase, o Dínamo Moscou venceu o Liu Jo Nordmeccanica Modena, na Itália, por 3 a 0 (25-22, 25-13, 25-13) e está, matematicamente, na mesma situação do VakifBank para o jogo da volta, dia 5, na Rússia.

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Muserskiy no bloqueio contra o Zaksa: classificação russa

MASCULINO
O Belogorie Belgorod, da Rússia, repetiu nesta semana o placar de 3 a 1 (parciais de 25-22, 20-25, 26-24, 25-21) sobre o Zaksa Kedzierzyn-Kozle e se classificou aos playoffs de 6 da Champions League masculina. O levantador brasileiro Marlon, contundido, desfalcou o Belgorod.

O resultado está longe de ser considerado “zebra”, dada a tradição do tricampeão europeu Belgorod, mas chama a atenção a facilidade com que o quarto colocado da liga russa eliminou o líder da PlusLiga (o campeonato polonês). O central Dmitry Muserskiy foi o maior anotador da equipe visitante, com 14 acertos e 67% de aproveitamento no ataque.

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Na próxima fase, o Belogorie Belgorod faz um duelo russo com o Zenit Kazan. Os atuais bicampeões europeus venceram o Arkas Spor Izmir, dos ponteiros brasileiros Mauricio Borges e João Paulo Bravo, por 3 a 0 nas duas partidas. O jogo 1 ainda não tem data marcada, mas será entre os dias 4 e 6 de abril.


Companheiras na seleção, Thaisa e Natália se enfrentam na Liga dos Campeões
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João Batista Junior

Thaisa (6) e Natália (12) pela seleção: lados opostos na Champions (foto: FIVB)

Quando a temporada de clubes começou, o Eczacibasi VitrA, da central Thaisa, conquistou o título mundial de clubes nas Filipinas com um elenco recém-montado, que bem poderia fazer frente às principais seleções em atividade no vôlei feminino. O Fenerbahçe, da ponteira Natália, também havia se reforçado e manteve no plantel a craque sul-coreana Kim Yeon Koung, mas parecia que ia ter dificuldade para acompanhar o VakifBank e o próprio Eczacibasi.

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Contudo, as duas brasileiras – que disputaram Olimpíadas e Mundiais pela seleção e já atuaram tanto no Osasco quanto no Rexona – vão se encontrar na quinta-feira, pela primeira rodada dos playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina, numa situação bem diferente daquela de alguns meses atrás.

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De um lado, o time de Thaisa têm tido problemas na liga turca (muito por conta do regulamento, que só permite a uma equipe utilizar até três estrangeiras por vez na partida) e, na Champions League, foi batido duas vezes pelo VakifBank.

Kim (10) observa ataque de Natália (CEV)

Do outro lado, o sexteto de Natália, que só perdeu um set no torneio continental, conquistou a Copa da Turquia vencendo o VakifBank na decisão e tem se dado bem contra o Eczacibasi: depois de perder o primeiro duelo, na longínqua terceira rodada do nacional, o Fenerbahçe superou o rival nos outros dois encontros – em janeiro, nas semifinais da copa do país, e em fevereiro, no returno da liga.

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É claro que quando a bola subir, histórico e retrospecto ficarão à parte, e uma equipe com Thaisa, Kosheleva, Jordan Larson, Boskovic, Rachael Adams e Ognjenovic deve ser respeitada – senão, temida. Mas, pelo crescimento no decorrer da temporada, o Fenerbahçe, de Natália e Kim Yeon Koung, parece estar em ligeira vantagem. O site Laola.tv transmite a partida ao vivo.

FABÍOLA E MARI PARAÍBA
Líder na liga turca, o VakifBank, da MVP olímpica Ting Zhu, vai ter pela frente, também na quinta-feira, pelos playoffs de 6 da Champions League, o Volero Zürich, das brasileiras Fabíola, levantadora titular, e Mari Paraíba, ponteira reserva. A partida também será transmitida pelo Laola. Embora a equipe da Turquia seja favorita, não dá para dizer que o time suíço seja perdedor de véspera.

Fabíola no levantamento contra o VakifBank, no Mundial de Clubes (FIVB)

Os dois se enfrentaram duas vezes na temporada, ambas no Mundial de Clubes, em outubro, com uma vitória para cada lado: a do Zürich, na primeira fase, e a do VakifBank, na disputa da medalha de bronze. Na fase de grupos do europeu, as turcas venceram todas as partidas que disputaram e as suíças perderam duas vezes – a ressalva é que os reveses foram em tie breaks, contra o Dínamo Moscou, dono da melhor campanha da superliga russa.

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Além de Zhu, o elenco do VakiBank conta com a oposta holandesa Lonneke Slöetjes, a central sérvia Milena Rasic, a ponta norte-americana Kimberly Hill. Já no time das brasileiras, jogam a cubana Kenia Carceses, ex-Osasco, a meio de rede norte-americana Foluke Akinradewo, a oposta ucraniana Olesia Rykhliuk, a ponta azeri Mammadova. A exemplo do confronto entre Eczacibasi VitrA e Fenerbahçe, trata-se de um duelo de duas legiões estrangeiras e nenhum resultado – embora haja um favorito – pode ser considerado zebra.

Os playoffs de 6 da Liga dos Campeões feminina começam na quarta-feira, com uma partida entre Liu Jo Nordmeccanica Modena e Dínamo Moscou, na Itália. Os jogos da volta serão disputados nos dias 4 e 5 de abril. As três equipes vencedoras das séries se juntarão ao Imoco Volley Conegliano, nos dias 22 e 23 de abril, para a disputa do Final Four da competição, em Treviso (Itália).


Ao lado de campeões olímpicos pela Rússia, brasileiro busca título europeu
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João Batista Junior

Marlon (14): há dois meses, reforço do Belgorod (fotos: CEV)

Os playoffs de 12 da Liga dos Campeões masculina começam nesta terça-feira e, com eles, o maior desafio de Marlon desde seu retorno à Europa. Bem diferente de quando jogou no São Bernardo até janeiro deste ano, onde era um veterano dentro de um elenco repleto de calouros, ele agora é o levantador do Belogorie Belgorod, da Rússia, que tenta ocupar o trono do voleibol europeu pela quarta vez – venceu o Europeu em 2003, 2004 e 2014.

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A equipe é das mais qualificadas. Campeão mundial em 2010 com a seleção brasileira, Marlon joga ao lado de nada menos do que quatro campeões olímpicos de Londres 2012: os pontas Taras Khtey e Sergey Tetiukhin, o líbero Obmochaev e o central Dmitry Muserskiy. Seria, em tese, um time para fazer frente a qualquer rival de peso, mas o Belgorod ocupa apenas a quarta posição da superliga russa e, na fase de grupos da Champions League, perdeu metade dos seis jogos que disputou.

O brasileiro, de 39 anos, que já defendeu o Dínamo Krasnodar e também teve passagens no vôlei italiano, se juntou ao time em janeiro e estreou na competição continental na quarta rodada. Desde então, foram duas derrotas no tie break para Perugia e Halkbank e uma vitória por 3 a 1 sobre o Knack Roeselare, da Bélgica.

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Não bastasse a campanha claudicante na temporada, o Belogorod terá pela frente, no mata-mata da Liga dos Campeões, o Zaksa Kedzierzyn-Kozle – líder da PlusLiga (o campeonato polonês), dono de uma campanha de cinco vitórias e 15 pontos em seis partidas na Champions.

O Zaksa conta com um dos melhores levantadores do mundo, o francês Benajmin Toniutti, com o líbero campeão mundial de 2014 pela Polônia, Pawel Zatorski, e atacantes como o ponta Kevin Tillie, titular da seleção da França, o oposto Dawid Konarski e o central Mateusz Bieniek – um dos melhores sacadores da atualidade.

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O jogo 1 entre Belogorie Belgorod e Zaksa Kedzierzyn-Kozle será na quarta-feira, na Rússia, a partir das 13h, pelo horário de Brasília – o site Laola.tv transmite ao vivo. O jogo da volta, na Polônia, será na quarta-feira da próxima semana, dia 22.

Arkas Izmir, de JP Bravo (13) e Mauricio Borges (à direita), terá duelo complicado contra Dínamo Moscou

MAIS BRASILEIROS EM AÇÃO
Noutro dos duelos do mata-mata, o Arkas Spor Izmir, da Turquia, enfrenta o Dínamo Moscou. Com o ponteiro campeão olímpico Mauricio Borges e João Paulo Bravo (ponta que tem atuado como líbero), a equipe turca é a única ainda sobrevivente na competição, além do Belgorod, com jogadores brasileiros no elenco.

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Arkas e Dínamo tiveram campanha parecida na fase de grupos, com quatro vitórias e duas derrotas. Porém, a temporada do time russo é melhor: enquanto os moscovitas são vice-líderes no campeonato nacional, a equipe de Izmir é apenas a quinta colocada na liga turca.

A primeira partida será quinta-feira, na Turquia, às 13h (horário de Brasília), também com transmissão do Laola. O jogo 2 será na Rússia, terça-feira que vem.


Embaixador russo assassinado é homenageado em jogo da Liga dos Campeões
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João Batista Junior

BBSK e Dínamo posam juntos antes do jogo pela Liga dos Campeões (foto: CEV)

Istanbul BBSK e Dínamo Moscou posam juntos antes do jogo pela Liga dos Campeões (foto: CEV)

Quando Istanbul BBSK e Dínamo Moscou entraram em quadra, em Istambul, nessa quarta-feira, pela Liga dos Campeões masculina da Europa, o clima para a partida era de consternação. A vitória dos visitantes por 3 sets a 1 (19-25, 25-18, 25-18, 25-22) foi relevante para o campeonato, já que os moscovitas chegaram a seis pontos na tabela do grupo A e mantiveram o time da casa ainda sem nenhum ponto conquistado, mas isso ficou em segundo plano: em solidariedade ao embaixador da Rússia na Turquia, Andrei Karlov, assassinado na última segunda-feira em Ancara, os atletas das duas equipes posaram juntos para a foto – note o time anfitrião com uma camisa estampando uma fotografia do diplomata.

O atentado lembrou ao mundo que as relações entre os dois países, até bem pouco tempo, andaram estremecidas.

Foto icônica do assassino ao lado do embaixador russo (Burhan Ozbilici/AP)

Foto icônica do assassino ao lado do embaixador russo (Burhan Ozbilici/AP)

Em 24 de novembro do ano passado, durante uma ofensiva militar na Síria contra os terroristas do Estado Islâmico e contra os rebeldes descontes com o ditador Bashar al-Assad, um caça russo foi abatido pela Turquia perto da fronteira síria. O governo turco alegou que o ataque foi para defender seu espaço aéreo, que havia sido invadido, enquanto Moscou retrucou que o avião e o piloto não ofereciam risco aos agressores – o presidente Vladimir Putin até chegou a usar o termo “facada nas costas”.

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O reflexo no vôlei da crise diplomática foi observado quase de imediato. Pela Liga dos Campeões, na semana seguinte à derrubada do avião, duas partidas entre equipes turcas e russas, marcadas para a Turquia, foram vencidas pelo time da casa por WO: por recomendação da Federação Russa de Vôlei, o Belogorie Belgorod não foi a Izmir enfrentar o Arkas Spor, e perdeu por 3 sets a 0 (25-0, 25-0, 25-0), o mesmo ocorrendo ao Dínamo Moscou contra o Ziraat Bankasi Ankara.

Depois disso, porém, a situação (ao menos, no âmbito do vôlei) voltou a uma certa normalidade. Não houve outras partidas definidas por WO – inclusive, duas semanas após, o Zenit Kazan enfrentou o Halkbank, na Turquia, pelo torneio continental – e a seleção russa feminina até disputou o Pré-Olímpico Europeu em Ancara, em janeiro deste ano. Houve ainda, no entanto, um senão.

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O último reflexo no voleibol da tensão entre os dois países ocorreu em 29 de março, no jogo 1 da final da Copa CEV feminina, entre Galatasaray e Dínamo Krasnodar, em Istambul. Tendo de acompanhar o jogo da arquibancada, por estar contundida, a ponteira da seleção russa Tatiana Kosheleva, então no Krasnodar, usou as redes sociais para dizer que ela e suas companheiras haviam sido hostilizadas durante a partida. A jogadora relatou que torcedores locais chegaram a jogar lixo nas atletas do Dínamo e que o treinador adversário, Ataman Guneyligil, havia mostrado o dedo médio para ela e para a comissão técnica da equipe russa.

Istanbul BBSK: camisa com fotografia do embaixador russo no aquecimento (CEV)

Istanbul BBSK: camisa com fotografia do embaixador russo no aquecimento (CEV)

(Apesar de o Kremlin haver cogitado intervir no assunto, o incidente entre Galatasaray e Dínamo Krasnodar não ganhou contornos mais dramáticos, e a própria Kosheleva, atualmente, joga no vôlei turco, defendendo o Eczacibasi VitrA.)

No decorrer deste ano, os dois governos voltaram a se aproximar. Há poucos dias, até traçaram um plano conjunto para retirar os civis da linha de fogo dos combates em Aleppo, na Síria – cidade mencionada pelo assassino do embaixador durante o ataque, segundo relato das testemunhas. Nesse aspecto, além do gesto solidário, os jogadores do Istanbul BBSK e do Dínamo Moscou também protagonizaram, voluntária ou involuntariamente, um ato de repercussão diplomática.


Liga dos campeões começa bem para as brasileiras
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João Batista Junior

Fabíola (centro) se deu bem no duelo contra seu ex-clube (fotos: CEV)

Fabíola (centro) se deu bem no duelo contra seu ex-clube (fotos: CEV)

Com 16 clubes em ação, a fase de grupos da Liga dos Campeões feminina da Europa começou esta semana. Das quatro equipes que contam com brasileiras na competição, três terminaram a rodada com vitória. O destaque foi a vitória do Volero Zürich, da levantadora Fabíola e da ponta Mari Paraíba, na Rússia, contra o Dínamo Krasnodar.

Atual campeão da Copa CEV (segundo mais importante torneio europeu de clubes), o time russo perdeu diante de sua torcida para o Volero por 3 sets a 1 (25-15, 25-21, 25-27, 25-18). A oposta ucraniana Olesia Rykhliuk marcou 23 pontos e foi a maior anotadora da equipe suíça e da partida.

Fabíola atuou no Dínamo Krasnodar na temporada 2014/15. Por conta de uma crise financeira no clube, ela deixou o vôlei russo no começo da temporada passada e foi para o Volero Zürich. Titular, a levantadora marcou dois pontos – um no ataque, outro de bloqueio. A outra brasileira do Volero, a ponteira Mari Paraíba, não atuou.

Samara (4): 13 pontos na derrota em Moscou

Samara (4): 13 pontos na derrota em Moscou

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Carrasco do Brasil em Londres 2012 é pego no antidoping

VOLEI ALBA-BLAJ
Além de Dínamo Krasnodar e Volero Zürich, estão no grupo B da competição o Dínamo Moscou e o Volei Alba-Blaj, da Romênia, time em que joga a ponteira Samara – que defendeu o Camponesa/Minas na última Superliga. A equipe romena até assustou no começo, mas, para as campeãs russas, que têm a oposta Nataliya Goncharova, a virada não tardou.

Em Moscou, o Dínamo venceu por 3 a 1 (23-25, 25-19, 25-21, 25-14). Goncharova anotou 29 pontos e foi a maior pontuadora da rodada, não só da partida. Apesar do revés, Samara teve uma boa performance no jogo. Com 13 pontos obtidos, ela foi a segunda anotadora de sua equipe, atrás apenas da meio de rede Nneka Onyejekwe, com 17. De acordo com as estatísticas da CEV, a ponteira brasileira foi a jogadora do time romeno mais visada pelo saque moscovita, efetuando 46 recepções.

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Na Copa dos Campeões, Eczacibasi pode usar força máxima

Na Copa dos Campeões, Eczacibasi pode usar força máxima

ECZACIBASI VITRA
Vindas das fases preliminares da competição, as campeãs mundiais tiveram uma estreia bem confortável na Liga dos Campeões. Pelo grupo D, em Dresden, na Alemanha, o Eczacibasi VitrA, da central Thaisa, atropelou solenemente o Dresdner numa vitória por 3 sets a 0 (25-17 25-11, 25-21).

Como a liga turca não permite que cada equipe tenha mais do que três jogadoras estrangeiras por vez em quadra, o torneio continental é a oportunidade que o clube tem para escalar toda a sua “seleção”.

Thaisa marcou dez pontos, sendo cinco de bloqueio – o que a classificou como quinta melhor jogadora neste fundamento em toda a rodada. A maior pontuadora do Eczacibasi e da partida foi a outra meio de rede do time, a norte-americana Rachael Adams, com 15 acertos.

Natália, Thaisa e Joycinha brilham em rodada do vôlei turco

Natália em ação contra o St. Raphaël

Natália em ação contra o St. Raphaël

FENERBAHÇE
Mantendo a craque sul-coreana Kim Yeon Koung no banco (ela chegou a perder três rodadas da liga turca por contusão e só voltou à quadra no último fim de semana), o Fenerbahçe contou com 14 pontos de Natália para bater o St. Raphaël, na França, por 3 sets a 0 (25-23, 25-21, 25-19), pelo grupo C. O detalhe é que a equipe da casa levou larga vantagem nos pontos de bloqueio (10 a 2), mas sofreu 52 de ataque – e só marcou 32 nesse quesito.

Jogando na entrada de rede, a atacante brasileira foi a maior pontuadora da partida e teve aproveitamento de 46% no ataque.


Carrasco do Brasil em Londres 2012 pego no antidoping
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Sidrônio Henrique

Muserskiy na final em Londres: 31 pontos e virada histórica sobre a seleção brasileira (fotos: FIVB)

O gigante russo Dmitriy Muserskiy, 2,18m, povoa o imaginário dos fãs brasileiros de vôlei. Como num pesadelo, ele deixou sua posição original, de central, após sua seleção estar perdendo por 0-2 para o Brasil na final da Olimpíada de Londres, em 2012, foi para a saída de rede e se transformou no carrasco da equipe comandada por Bernardinho. Vitória épica russa por 3-2, uma das derrotas mais doloridas dos brasileiros, que chegaram a ter dois match points no terceiro set. Mas será que o time vencedor jogou limpo? A versão final do relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada) sobre os casos de uso de substâncias proibidas na Rússia inclui o nome do atacante em meio a mais de mil atletas daquele país, de 30 modalidades, no período de 2011 a 2015.

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Muserskiy foi pego duas vezes utilizando substâncias ilegais, cujos nomes não foram revelados. As datas também não foram especificadas, ou seja, por enquanto não se sabe se alguma delas correspondia a Londres 2012. Há outros nomes ligados ao vôlei russo no relatório, mas o número total e as demais identidades ainda são mantidos sob sigilo. Na primeira etapa do relatório, entregue em julho deste ano, havia dez atletas do voleibol da Rússia, mas também houve segredo.

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O jurista canadense Richard McLaren, que chefia a investigação a serviço da Wada, confirmou a presença de Dmitriy Muserskiy entre os atletas flagrados por uso de doping ao site Sport-Express, um dos mais conceituados da Rússia. O veículo chegou ao nome de Muserskiy e de competidores de outras modalidades por meio de uma lista que teria vazado a partir de correspondências de Grigori Rodtchenkov, ex-diretor do centro antidopagem russo. Após denunciar em maio deste ano um esquema de doping institucionalizado de atletas no país, que contava com o aval do governo, Rodtchenkov fez com que a Wada iniciasse a apuração.

O nome de Muserskiy, 28 anos, que nunca havia sido acusado de doping, apareceu na imprensa russa nesta segunda-feira (12). O jogador não se manifestou, assim como seu clube, Belogorie Belgorod, ou ainda a federação de vôlei do país.

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Confira esta parte da entrevista que o Sport-Express fez com Richard McLaren:
SE – Os nomes do esquiador Aleksandr Legkov (outro ídolo russo, ouro e prata em Sochi 2014) e do jogador de vôlei Dmitriy Muserskiy aparecem na lista de Rodtchenkov. Pode ter havido erro?
McLaren – Não, não houve erro. Decidimos abrir alguns nomes que, de algum modo, haviam vazado.

O trecho acima foi verificado pelo Saída de Rede com a tradutora russa Ekaterina Semenova.

Jogos Olímpicos corrompidos
O relatório final da investigação havia sido anunciado em entrevista coletiva por McLaren na semana passada. “A equipe olímpica russa corrompeu os Jogos Olímpicos de Londres em uma escala sem precedentes, cujo verdadeiro alcance provavelmente nunca será estabelecido“, lamentou o canadense, referindo-se à delegação como um todo.

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Na final em Londres 2012, depois de marcar apenas quatro pontos como central nos dois primeiros sets, Dmitriy Muserskiy fez outros 27 nas três parciais seguintes na saída de rede. O oposto Maxim Mikhaylov foi deslocado para a entrada. Uma contusão no joelho direito do ponteiro brasileiro Dante Amaral agravou-se durante a partida e colaborou para o triunfo russo, mas a atuação de Muserskiy foi excepcional.

O atacante Dmitriy Muserskiy sendo condecorado pelo presidente russo, Vladimir Putin, dias após a conquista do ouro

Contornos suspeitos
A Rússia garantiu sua classificação para a Rio 2016 ao vencer o pré-olímpico europeu, em janeiro. O gigante não participou, dizendo que precisava dedicar-se à família. Antes da Olimpíada, pediu dispensa, desta vez alegando dores nos dois joelhos. À época, a Rússia ganhava atenção e repulsa mundial, por causa das denúncias da Wada. Com a descoberta de que utilizou substâncias ilegais em duas oportunidades, entre 2011 e 2015, as ausências recentes de Muserskiy ganham contornos suspeitos.

Outro caso de doping
Um dos prováveis nomes no relatório da Wada deve ser o do ponteiro do Dínamo Moscou e da seleção russa Alexander Markin, que foi flagrado utilizando Meldonium durante o pré-olímpico. Isso quase custou a vaga da seleção masculina da Rússia na Rio 2016. O Meldonium foi criado nos anos 1970 na Letônia – então uma república da antiga União Soviética. Serve, primordialmente, para tratamento de isquemia e de doenças neurodegenerativas. Por aumentar o desempenho metabólico, entrou no rol das substâncias dopantes banidas pela Wada em janeiro deste ano, mas desde setembro de 2015 os atletas já haviam sido comunicados do veto ao Meldonium. A tenista russa Maria Sharapova também foi pega no exame antidoping pelo uso da substância.

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Markin, que teve participação decisiva na final do pré-olímpico, vencida numa virada de 3-1 sobre a França, foi suspenso preventivamente pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) em fevereiro, mas acabou absolvido. No entanto, a entidade não permitiu sua participação na Rio 2016. Pouco depois da sua suspensão, ele deu uma desastrada entrevista à imprensa russa, na qual afirmou que outros colegas de clube, sem citar nomes, faziam uso do Meldonium. O time tinha outros atletas na seleção.

doping russia twitter bruno

Indignação
O anúncio de novo relatório da Wada provocou indignação em vários países. No Brasil, o levantador Bruno Rezende, titular tanto na Rio 2016 quando em Londres 2012, além de reserva em Pequim 2008, se manifestou no Twitter, cobrando uma posição da FIVB.

A entidade, numa nota distribuída na Europa na semana passada, portanto antes do nome de Muserskiy vir a público, foi breve em relação ao caso. “A FIVB tomou conhecimento da segunda parte do relatório de (Richard) McLaren. Fomos informados que alguns atletas do vôlei foram incluídos. Nós pretendemos examinar as evidências e trabalharemos em conjunto com a Wada antes de tomar qualquer ação”.

Na história dos Jogos Olímpicos jamais um país teve cassada uma medalha conquistada em esportes coletivos. No caso da Rússia em Londres 2012, falta saber se os demais nomes de atletas do vôlei contidos no relatório da Wada competiram naquela edição das Olimpíadas e se o teste positivo no antidoping, incluindo Muserskiy, foi relativo ao período dos Jogos. Se houver confirmação de uso de doping em Londres pelo voleibol russo, uma eventual decisão de tomar ou não a medalha de ouro caberia à FIVB em conjunto com o Comitê Olímpico Internacional (COI).


Choro e camisa aposentada: veja como foi a emocionante despedida de Gamova
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Carolina Canossa

Gamova anunciou sua aposentadoria em maio, pouco antes da Olimpíada do Rio (Fotos: Divulgação/Dínamo Kazan)

Gamova anunciou sua aposentadoria em maio, pouco antes da Olimpíada do Rio (Fotos: Divulgação/Dínamo Kazan)

É possível odiá-la ou amá-la. Tanto faz. Fato é que, se você acompanhou o vôlei internacional nos últimos 15 anos, não ficou indiferente a Ekaterina Gamova. Uma das melhores atacantes que já pisaram numa quadra, a russa se despediu oficialmente do esporte neste sábado (1), com direito a homenagem emocionante.

Em Kazan, cidade do clube que a abrigou desde 2010 até o fim da carreira, Gamova foi a protagonista de um duelo de Dínamos: o local e o Moscou, time que defendeu de 2003 a 2009. Jogou um pouco de cada lado, em partida amistosa que teve a equipe da capital como vencedora por 2 a 1, parciais de 25-13, 25-18 e 24-26. Ainda houve tempo para Ekaterina fazer um emocionado discurso. “Gostaria de agradecer a todos vocês pelo amor ao voleibol”, declarou a atleta, com lágrimas nos olhos. Você pode conferir tudo abaixo, com legendas em inglês:

Gamova, agora, só nos vídeos de jogos do passado. Prestes a completar 36 anos, ela não suportou mais os problemas físicos que haviam feito seu nível técnico cair drasticamente nas últimas temporadas. Sempre será lembrada, porém, por ataques por cima do bloqueio, geralmente mortais para a equipe adversária.

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Para os brasileiros, Gamova é uma personagem especialmente peculiar. Pode-se até dizer que, se ainda não temos um título mundial feminino, é por culpa dela – em duas das três derrotas verde-amarelas nas finais do segundo torneio mais importante entre seleções, a gigante de 2,02 m teve atuações sublimes, sendo a maior pontuadora em ambas (foram 28 pontos em 2006 e 35 em 2010). Além do mais, ela também esteve em quadra naquele fatídico 24-19 da semifinal de Atenas 2004.

Oposta foi um dos grandes nomes da história do voleibol russo

Oposta foi um dos grandes nomes da história do voleibol russo

A “vingança” brasileira foi cruel. Depois de duas pratas olímpicas, em 2000 e 2004, Gamova tinha a chance de finalmente subir ao ponto mais alto do pódio em Londres 2012. Veio então a derrota nas quartas de final justamente diante do time comandado por José Roberto Guimarães, que conseguiu uma virada épica em uma das partidas mais emocionantes já vistas em qualquer esporte. Mas, da mesma forma que a ausência de um Mundial na galeria de trofeus não faz a seleção brasileira uma equipe menos respeitada, a falta de um ouro olímpico não diminui Gamova.

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Fora de quadra, Gamova nunca fez a menor questão de esconder que não gostava das brasileiras – enquanto atletas como Sokolova e Kosheleva sempre mantiveram uma relação pacífica e até de amizade com as jogadoras daqui, a oposta ficou famosa pelas provocações e grosserias. Nem mesmo durante sua despedida, Gamova esqueceu de suas maiores rivais: em entrevista ao site “Russia Volley”, ela aproveitou a questão do jornalista sobre o hábito que alguns esportistas tem de influenciar a arbitragem para dar uma alfinetada. “É normal no futebol e também acontece no vôlei, especialmente com os brasileiros. Eles estão sempre contestando qualquer decisão que não lhes seja favorável”, afirmou. Curiosamente, nas últimas semanas a oposta posou com um sorriso no rosto ao lado de Giba e do ex-lateral Roberto Carlos.

Em respeito aos feitos da atacante, o Dínamo Kazan decidiu aposentar a camisa 11 usada por Gamova. Se a própria atleta se considera um fenômeno? Ela mesmo responde: “Não. Eu me considero uma boa jogadora, que teve a carreira desenvolvida. E me sinto feliz pelo o que consegui fazer na vida”.


O que leva uma campeã olímpica à 2ª divisão da China? Fê Garay explica
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Carolina Canossa

Fê Garay queria permanecer no Dínamo Moscou, mas time perdeu patrocínio (Foto: Divulgação/FIVB)

Fê Garay queria permanecer no Dínamo Moscou, mas time perdeu patrocínio (Foto: Divulgação/FIVB)

São Caetano, Minas, Pinheiros, NEC (Japão), Araçatuba, Osasco, Fenerbahce (Turquia), Dínamo Krasnodar (Rússia) e Dínamo Moscou (Rússia): o histórico de clubes já defendidos pela ponteira Fernanda Garay não deixa dúvidas sobre o quão prestigiada a ponteira gaúcha é no mercado do vôlei. Diante disso, não deixou de ser surpreendente quando ela anunciou, em setembro, que jogará no Guangdong Evergrande, da segunda divisão da liga chinesa, na próxima temporada.

Aos 30 anos e em excelente forma física e técnica – campeã olímpica em 2012, ela foi titular da seleção brasileira na última Olimpíada -, não haveria um espaço para ela em um campeonato de maior prestígio? Teria a crise econômica impedido a volta de Fernanda a um clube brasileiro? A atacante não teme ser prejudicada por atuar em um campeonato com um nível de jogo mais baixo? Fomos atrás das respostas junto à própria jogadora, que concedeu uma entrevista exclusiva ao Saída de Rede.

Discurso de Zé Roberto contraria necessidade de renovação

“As coisas foram tomando um caminho que eu não previ”, contou Fê Garay, referindo-se ao fato de o Dínamo Moscou ter desistido de uma renovação que estava encaminhada devido à perda do patrocínio. Nesse momento, já focada na disputa da Olimpíada, ela preferiu então deixar para resolver o futuro apenas depois de servir a seleção brasileira, o que a fez desperdiçar a chance de fechar com qualquer outro clube de peso. “As pessoas leigas podem se assustar com a notícia, mas eu assumi esse risco. Muita coisa eu já tinha perdido quando optei por ficar em Moscou, como o timing de fechar com um time do Brasil”, explicou.

A decisão de adiar a definição do próximo clube também teve uma outra motivação: descansar. Como a temporada na China só começa em novembro, a ponteira está aproveitando as semanas pós-Rio 2016 para ficar com a família. “Estou curtindo esse momento, pois vinha de temporadas em que jogava direto. Praticamente emendei meu time na Rússia com a seleção. Queria aproveitar para fazer coisas da minha vida pessoal”, contou a atleta, que, em janeiro, ao término da curta temporada chinesa, estará livre no mercado novamente. “Nada impede que eu não possa me encaixar em um outro desafio a partir daí”, lembrou.

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Questionada sobre os riscos de fechar com um time de segunda divisão em um país distante e fechado, Garay conta que ficou mais segura após sua empresária, a ex-jogadora Ana Flávia, falar com agentes de atletas estrangeiras que já atuaram por lá, caso da ítala-argentina Carolina Costagrande, que defendeu o Guangdong Evergrande entre 2011 e 2013. “Estou muito tranquila, é uma equipe que tem um projeto de volta ao topo. O mais importante é o desafio. Se a gente conversasse há pouco mais de um ano, eu estava uma pilha de nervos, pois não pude permanecer no Dínamo Krasnodar (que também teve problemas financeiros) e minha preocupação em estar um time forte antes da Olimpíada era enorme. Graças a Deus, consegui me encaixar no Campeonato Russo, que é de altíssimo nível. Agora, como estamos fechando um ciclo, me proporcionei um período mais tranquilo”, explicou.

Enquanto não embarca para a China, jogadora curte a família (Foto: Arquivo pessoal)

Enquanto não embarca para a China, jogadora curte a família (Foto: Arquivo pessoal)

Brasil

Fernanda também fez questão de deixar claro que o ranking da Superliga não é culpado por ela não jogar no Brasil desde 2013 – criado na temporada 1992/1993, a lista divide os atletas da competição classificando-os de um a sete pontos, de acordo com a performance apresentada por eles na temporada anterior. Atualmente, cada time só pode ter dois atletas “sete”, o nível máximo, e o total do elenco não pode ultrapassar os 43 pontos

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“Acho que o ranking poderia ser feito de outra forma, mas é uma ideia válida. Só que fui pra fora por opção minha, pois eu gosto de ter essa troca de experiências e acho que isso é algo que agrega ao meu voleibol. Já tive a possibilidade de voltar, mas acredito que não era o momento”, comentou. Nem mesmo o casamento que deve acontecer no ano que vem é capaz de fazer Garay cravar uma volta em breve à Superliga. “Gosto de fazer planos, mas nas últimas temporadas a coisa saiu tanto do meu controle que eu prefiro esperar. A gente só sabe que vai casar, mas o futuro a Deus pertence”, desconversou.

Sobre sua permanência na seleção, Garay também preferiu não estabelecer uma posição. “Não decidi e nem preciso tomar essa decisão agora”, explicou a atleta, que sequer ainda se preocupou com os fatores que vai levar em conta na hora de dizer sim ou não a uma futura convocação. “Ainda tem toda a temporada e nem sei quais são os planos do Zé Roberto (técnico da seleção feminina)”, explicou.

Para não perder a forma e nem o ritmo de jogo, até novembro Garay treinará na estrutura do Vôlei Nestlé, em Osasco.


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