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Arquivo : Destinee Hooker

Elas arrasaram! Confira nossa seleção da Superliga feminina 2016/2017
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Carolina Canossa

Com um jogo muito coletivo, Rexona se sagrou campeão de novo (Foto: Inovafoto/CBV)

Um dia após o final da Superliga feminina, é hora de começar as avaliações de tudo o que aconteceu no torneio. E, claro, eleger quem foram as melhores atletas em quadra. Enquanto a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) prefere basear suas escolhas nas estatísticas, optamos por não dar toda esta importância aos números, já que eles muitas vezes não refletem fatos que ocorreram em quadra, além de ignorarem o poder decisivo de uma atleta.

Veterana e novata levam o Rexona ao 12º título da Superliga

Dito isto, vamos à seleção do Saída de Rede:

(Fotos: CBV)

Levantadora: Macris (Terracap/BRB/Brasília)

Começamos por aquela que foi a posição mais difícil de ter uma vencedora nesta Superliga. Isso porque não houve uma levantadora que tenha sido uma unanimidade ao longo da competição: todas, sem exceção, alteraram bons momentos com erros táticos e/ou técnicos. De uma maneira em geral, porém, chamou a atenção Macris, que ajudou o Brasília a fazer uma ótima campanha mesmo com uma oposta em má fase e com Paula Pequeno não sendo mais a mesma de antes. Às vezes, seu estilo acelerado compromete, mas consegue aliar bem essa velocidade com inteligência na hora de distribuir as jogadas

Oposta: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Mandou um recado para quem tinha dúvidas se poderia repetir as atuações de sua primeira passagem no Brasil, o que inclui a equipe do SdR: sim, a americana ainda tem muita lenha para queimar. Potente e com boa técnica, ajudou o Minas a subir de patamar e, mesmo tendo estreado apenas na oitava rodada, foi a segunda maior pontuadora da competição, 26 pontos atrás de Tandara

Ponteira 1: Tandara (Vôlei Nestlé)

Falando em Tandara, ela não poderia deixar de aparecer nesta lista. Em excelente forma física, também aprendeu a encarar menos bloqueios montados e se destacou no saque. Manteve ainda um nível razoável na recepção e foi a maior responsável pela equipe de Osasco ter ficado a apenas um set do título da Superliga

Ponteira 2: Drussyla (Rexona-Sesc)

Há 20 dias, seria inimaginável pensar que a jovem atleta do Rio figuraria nesta lista. Mas não há como deixar de reconhecer o excelente trabalho feito por ela na reta final da competição, quando foi alçada ao time titular no lugar da holandesa Anne Buijs. Ajudou a reestabilizar o passe do time em um momento difícil na semifinal contra o Minas, virou bolas importante no ataque e teve emocional para não se deixar levar depois de erros no primeiro set da final. Foi uma gigante em quadra.

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Central 1: Juciely (Rexona-Sesc)

Outra que jogou uma enormidade quando o Rexona mais esteve ameaçado, seja no bloqueio ou no ataque. Aos 36 anos, ainda consegue se manter entre as melhores atletas do Brasil na posição (Foto: Guilherme Cirino/Instagram @guilhermectx)

Central 2: Bia (Vôlei Nestlé)

Foi um problemaço para os rivais quando esteve na rede, já que tem uma ótima noção de tempo para bloquear e leitura das atacantes rivais. Se conseguir atacar com a mesma eficiência, algo que ainda não acontece mesmo com uma levantadora com a qual está acostumada (Dani Lins), será presença certa na seleção nos próximos anos

Líbero: Brenda Castillo (Genter Vôlei Bauru)

Talentosíssima, a dominicana conseguiu o feito de estar entre as melhores da competição mesmo tendo parado nas quartas de final. Foi a dona do fundo de quadra de um time cujas ponteiras apresentaram problemas para receber as bolas, além de fazer defesas de encher os olhos

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Técnico: Bernardinho (Rexona-Sesc)

Chega ao seu 12º título em 20 anos de competição. Precisa dizer mais? Precisa: na maioria destas conquistas, incluindo a deste ano, contou com um investimento menor que o dos principais adversários. Seus times, porém, se destacam pela coletividade e linearidade de jogo – mesmo quando as coisas não dão certo, o Rexona é capaz de esquecer um set ruim e apresentar um novo ritmo na etapa seguinte, como se nada tivesse acontecido. Tem ainda um talento especial para apostar em jovens talentos na hora certa, como ocorreu com Drussyla desta vez

MVP: Destinee Hooker (Camponesa/Minas)

Esse posto poderia muito bem ficar com Tandara, mas optamos por Hooker pela superação apresentada depois de alguns anos em baixa no exterior. Voltou a ser uma estrela de primeiro nível no vôlei internacional, está mais madura psicologicamente e seguramente é um dos nomes mais disputados por times do mundo inteiro no mercado pra próxima temporada. Pena que já avisou que não permanece no Brasil…

Menções honrosas (ou “quem poderia estar na seleção da Superliga, mas faltou espaço”): Amanda (Terracap/BRB/Brasília), Edinara (São Cristóvão Saúde/São Caetano), Fabi (Rexona-Sesc), Gabi (Rexona-Sesc), Lorenne (Sesi), Mara (Camponesa/Minas) e Roberta (Rexona-Sesc).

Concorda? Discorda? Qual é a sua seleção da Superliga feminina 2016/2017?


Rio x Osasco: relembre cinco protagonistas em decisões de Superliga
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João Batista Junior

Mari foi um dos destaques do Osasco (imagem: UOL)

Quando Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé entrarem em quadra na manhã do domingo, será a 11ª vez que Rio e Osasco decidem a Superliga feminina. Da temporada 2004/2005 para cá, só em duas ocasiões a final do campeonato nacional não foi disputada entre as duas equipes. A vantagem na contabilidade desse duelo é carioca, com sete títulos contra três das osasquenses.

A dois dias de mais uma final na história do clássico do voleibol brasileiro, o Saída de Rede relembra cinco jogadoras que se destacaram nas partidas decisivas entre Rio e Osasco.

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Mari
Num tempo em que a final do campeonato não era em jogo único, mas em melhor de cinco, Mari foi um dos grandes nomes do Finasa/Osasco na conquista do troféu da temporada 2004/2005. A equipe contava com Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Arlene, Valeskinha, Érika e era dirigida por José Roberto Guimarães. A MVP do Grand Prix 2008, que mais tarde migraria para a entrada de rede, ainda atuava como oposta.

No playoff decisivo diante do Rexona – que tinha Fernanda Venturini, Leila, Sassá, Jaqueline, Fabiana –, o time paulista abriu 1 a 0 na série, com uma vitória por 3 a 2 no Rio. No jogo 2, em Osasco, partida que deixou o time da casa muito perto da conquista, Mari protagonizou um lance dos mais polêmicos: com 18 a 17 para as visitantes no tie break, ela atacou para fora uma bola pela entrada de rede. Enquanto o segundo árbitro marcou ponto para o time carioca, o primeiro refutou a anotação de seu colega de arbitragem e deu desvio no bloqueio.

“Pedradas” da sérvia no saque viram arma do Vôlei Nestlé para a final

As reclamações do Rexona, como se supõe, foram veementes, mas o jogo prosseguiu e set acabou com 25-23 para Osasco, com Mari sendo eleita a melhor jogadora em quadra.

A disputa acabou no jogo 3, com uma fácil vitória osasquense por 3 a 0 no Ginásio Caio Martins, em Niterói.

Ao lado de Gabi, Fofão exibe medalha do decacampeonato do Rexona (Alexandre Arruda/CBV)

Fofão
A longeva carreira de Fofão terminou em maio de 2015, com 44 anos de idade, no Mundial feminino de Clubes, em Zurique. Sua despedida das quadras brasileiras, no entanto, ocorreu algumas semanas antes, como campeã da Superliga.

Líder com folga na fase classificatória, tudo levava a crer que o Rexona-AdeS não deixaria escapar o decacampeonato nacional naquele ano. Embora não tivesse encontrado uma oposta confiável em toda a campanha, o time contava com a distribuição de bolas e a qualidade no levantamento de Fofão.

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A decisão em jogo único foi disputada na Arena da Barra (o mesmo palco da final deste domingo, agora rebatizada como “Jeunesse Arena”), no Rio. Além da tradição e rivalidade de cariocas e osasquenses, havia em jogo um duelo particular: pelo segundo ano consecutivo, as levantadoras campeãs olímpicas como titulares da seleção, Fofão (2008) e Dani Lins (2012), se enfrentavam na final. E, assim como em 2014 (ano em que Dani defendia o Sesi), foi a medalhista de ouro de Pequim quem levou a melhor.

O time da casa atropelou o Osasco (então, Molico/Nestlé) e venceu por 3 a 0, em pouco mais de uma hora e meia de partida. E Fofão, capitã da equipe, encerrou sua história nas Superligas levantando o troféu da temporada 2014/2015.

Hooker brilhou no título do Osasco, na temporada 2011/12 (João Pires/Vipcomm)

Destinee Hooker
Principal atacante da Seleção dos EUA em todo o ciclo olímpico para Londres 2012, a oposta Destinee Hooker atuou pelo Osasco (então, Sollys/Nestlé) na temporada 2011/2012 da Superliga. Foi uma passagem rápida e vitoriosa pela equipe paulista.

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Jogadora mais eficiente no ataque em toda a competição, Hooker brilhou na final do campeonato. Em pleno Maracanãzinho, a norte-americana não deu chance à defesa da Unilever e anotou 20 pontos, com mais de 50% de aproveitamento nas cortadas. O jogo durou menos de 1h20 e terminou com 3 a 0 para Osasco. Como curiosidade, vale dizer que esse foi o último jogo de Fernanda Venturini, que jogava no time do Rio, no voleibol.

Sarah Pavan foi bicampeã da Superliga pela Unilever (Reprodução/internet)

Sarah Pavan
Se o Osasco levantou o troféu em 2012 com uma oposta dos Estados Unidos, na temporada 2012/2013, foi a vez de a Unilever buscar reforço na América do Norte. Vinda de uma boa passagem no voleibol italiano, a oposta canadense Sarah Pavan (que disputou as Olimpíadas do Rio 2016 no vôlei de praia) correspondeu às expectativas do torcedor carioca.

A decisão daquele ano, que tinha gosto de revanche para o time comandando por Bernardinho, foi em São Paulo, no Ibirapuera. O Sollys/Nestlé tinha várias jogadoras da seleção campeã de Londres 2012 (Fernanda Garay, Sheilla, Adenizia, Thaisa e Jaqueline) e chegou a abrir 2 a 0. Contudo, uma reação rápida e furiosa devolveu à Unilever o trono do vôlei feminino brasileiro – e, até aqui, não o perdeu mais, conquistando ainda os outros três nacionais disputados desde então.

Terceira pontuadora daquele campeonato, Pavan marcou 22 pontos na partida e brilhou junto com Natália. No ano seguinte, mesmo sem se destacar tanto na final, a canadense se despediu da torcida do Brasil com uma vitória sobre o Sesi e mais um título na conta do clube carioca.

Natália já se destacou pelos dois lados do clássico (divulgação; FIVB)

Natália
Não é estranho encontrar jogadoras no vôlei brasileiro que contabilizem passagens tanto pelo Rio quanto pelo Osasco. Também não é raro notar campeãs pelas duas equipes. Mas destaque, mesmo, em finais pelos dois lados, talvez só Natália.

Jogadora a jogadora, quem leva a melhor no Rexona x Vôlei Nestlé?

Na decisão da temporada 2009/2010, um famoso cartão amarelo no terceiro set despertou uma gigantesca Natália, na partida entre Sollys/Osasco e Unilever, no Ibirapuera. Jogando na saída de rede, a atacante marcou 28 pontos e foi a maior anotadora na vitória osasquense por 3 sets a 2.

Já na final da temporada 2012/2013, a mesma em que Sarah Pavan foi destaque, Natália também assinalou 22 pontos e ajudou a Unilever a levantar o título. Foi sua primeira grande atuação desde as duas cirurgias na perna, em 2011, para retirar um tumor.

Sua recuperação total só se confirmou na temporada 2014/2015, quando foi a principal atacante do Rexona-AdeS no título conquistado sobre o Osasco – confronto que rendeu o último troféu a Fofão. Natália, na ocasião, obteve 16 acertos e foi a pontuadora máxima da peleja.

E em 2017, quem você acha que será protagonista no clássico?


Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada
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Sidrônio Henrique

Após quase um ano parada, Hooker foi o principal destaque do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Principal destaque do Camponesa/Minas na Superliga 2016/2017, considerada por Bernardinho uma das melhores opostas do mundo, a americana Destinee Hooker, 29 anos, 1,93m, está na mira do Dentil/Praia Clube.

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A equipe de Uberlândia, que dispensou a oposta cubana Daymi Ramirez e também a ponta americana Alix Klineman, procura uma atacante definidora. Na temporada 2015/2016, quando o Praia surpreendeu e chegou à final da Superliga, perdendo para o Rexona, tanto Alix quanto Ramirez estavam em grande forma – a primeira terminou como maior pontuadora do torneio e a cubana foi terceira. Desta vez, no entanto, ambas conviveram com contusões e renderam abaixo do esperado, em uma equipe que não engrenou. O técnico Ricardo Picinin foi liberado.

A oposta no dia da sua apresentação à torcida do Camponesa/Minas

Eficiência
Por ter ficado quase um ano parada, desde o nascimento do seu segundo filho, a forma física de Destinee Hooker era uma preocupação para o Minas, mas a atleta, que começou a jogar pelo clube de Belo Horizonte no final do primeiro turno, rapidamente mostrou serviço.

O Camponesa/Minas chegou às semifinais, caiu diante do favorito Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, tendo vencido o rival duas vezes em pleno Rio de Janeiro, e terminou a Superliga 2016/2017 em um honroso terceiro lugar. Hooker foi a maior responsável pelo bom desempenho do Minas e valorizou seu passe, além de ter surpreendido a todos com um comportamento que uma fonte do clube chamou de “exemplar”.

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Ela, que já havia atuado no Brasil na temporada 2011/2012, sendo campeã por Osasco (na época Sollys/Nestlé, atual Vôlei Nestlé), era conhecida tanto pela potência do seu ataque quanto pela indisciplina. Numa entrevista concedida ao Saída de Rede em janeiro, a oposta enfatizou que a maternidade mudou o seu jeito de ser.


Minas perdoa demais e empurra o “operário” Rexona para mais uma final
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Carolina Canossa

Rexona se aproveitou dos erros do Minas para chegar a outra final (Fotos: Divulgação/CBV)

Elenco por elenco, o Camponesa/Minas é superior ao Rexona-Sesc. Mas, ainda assim, ficou no quase. Depois de ser surpreendido por uma excelente atuação dos rivais cariocas em sua primeira chance de voltar à final da Superliga feminina, o time de Belo Horizonte sucumbiu mais uma vez na noite desta sexta (14) e está eliminado da competição. Desta vez, porém, dá pra dizer que o placar de 3 sets a 1 (25-15, 26-24, 21-25 e 25-20) foi reflexo do maior problema apresentado pela equipe ao longo da temporada: o excesso de altos e baixos.

Basta ver os números do jogo: na Jeunesse Arena, o Minas cedeu ao rival nada menos que 30 pontos, quase 31% do total, o maior número em toda a série. Em alguns erros, não houve sequer a necessidade de um esforço maior por parte do Rexona, caso de falhas na combinação de ataque e toques na rede. Exceção feita a Destinee Hooker, com um cruzado dificílimo de recepcionar, o saque primou pela falta de consistência em três das quatro parciais do duelo decisivo.  Com a bola na mão a maior parte do tempo, a levantadora Roberta usou e abusou da central Juciely, eleita com justiça a melhor em quadra.

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Faltou ainda alguém que pudesse dividir o tempo todo a responsabilidade com a americana no ataque: se a bola não ia para a oposta, crescia demais a possibilidade de um bloqueio (outro fundamento no qual Juciely brilhou) ou uma defesa do outro lado da quadra. Parecem detalhes, mas foram o suficiente para deixar o Minas no quase. Ainda assim, nossas palmas para as comandadas do técnico Paulo Coco, afinal não é qualquer um que vence o Rexona duas vezes fora de casa, como elas fizeram nesta série melhor de cinco. Se o trabalho e o nível de investimento forem mantidos, é questão de tempo até o tradicional clube voltar à tão sonhada decisão.

Juciely: com justiça, a melhor em quadra

Decisão, aliás, é uma palavra constante na história do Rexona, classificado para a 13ª final seguida de sua história. “Operário”, sem uma grande estrela e apostando no coletivo, o time carioca tem justamente no volume de jogo sua grande qualidade na temporada. Mesmo quando perde, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho dificulta demais o ataque do adversário: no terceiro set, por exemplo, foram seis pontos em bloqueio, mesmo com os quatro pontos de desvantagem no placar.  E o que dizer de Drussyla? Aos 21 anos, a jovem ponteira chamou a responsabilidade no ataque e seguramente merece começar a final no time titular.

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Na grande decisão em jogo único, programada para a mesmo Jeunesse Arena no dia 23 de abril, o Rexona vai encarar um ascendente Vôlei Nestlé. A despeito do desgaste provocado pela série, chega como favorito ao duelo (ao longo da próxima semana, falaremos mais sobre isso). É a volta do maior clássico brasileiro à final da Superliga, mas, quem acompanhou essa temporada completa, sabe que, desta vez, não podemos “culpar” o ranking por isso. Se ambos chegaram até aqui, foi porque aliaram seus próprios méritos a falhas cruciais dos rivais mineiros ao longo da semi.

E aí, o que você acha: quem será o campeão da temporada 2016/2017 da competição? Deixe seu comentário abaixo!


“É muito cedo para falar algo”, diz Kiraly sobre Hooker na seleção dos EUA
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Sidrônio Henrique

Karch Kiraly foi evasivo sobre a volta da oposta Destinee Hooker à seleção (fotos: FIVB)

A volta da oposta Destinee Hooker à seleção americana permanece uma incógnita. Numa entrevista exclusiva ao Saída de Rede, o técnico Karch Kiraly afirmou que “é muito cedo para falar algo”, quando questionado se as portas estariam abertas para a atleta. Ela foi um dos principais nomes da modalidade de 2010 a 2012 e atualmente vive grande fase na Superliga, jogando pelo Camponesa/Minas.

Hooker, medalha de prata na Olimpíada de Londres, foi chamada recentemente por Bernardinho de “uma das grandes opostas do mundo”. Em janeiro, a atacante disse ao SdR que ir a Tóquio 2020 está em seus planos. No entanto, aparentemente, as divergências com ela não foram superadas pelo treinador da seleção feminina dos Estados Unidos. “Ainda não temos todas as respostas, nem tudo está claro”.

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Hooker é um dos destaques da Superliga (Orlando Bento/MTC)

A opção por três ponteiras em vez de quatro na Rio 2016 ou a escolha de duas opostas com características semelhantes, nada disso incomoda Kiraly. Ele disse que não se arrepende de suas escolhas. “É muito fácil pensar em outras formas de montar a equipe depois que tudo passou”, ponderou.

O técnico admitiu que a derrota para a Sérvia na semifinal olímpica, após estar liderando o tie break por 11-8, foi dolorosa. E prosseguiu: “Assim como eu sei que foi para o torcedor brasileiro ver sua seleção eliminada pela China nas quartas de final”.

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Eleito pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) o melhor jogador do século XX, dono de três ouros olímpicos, único atleta a ganhar medalhas tanto no indoor (Los Angeles 1984 e Seul 1988) quanto na praia (Atlanta 1996), Karch Kiraly é um ícone da modalidade. Foi assistente técnico da seleção feminina de seu país no ciclo 2009-2012. A partir de 2013, assumiu o cargo de treinador, posição que ocupará pelo menos até Tóquio 2020, após ter seu contrato renovado no ano passado. Conduziu, pela primeira vez na história, as mulheres dos EUA ao título do Campeonato Mundial, no torneio disputado em 2014, na Itália. No entanto, apesar de favoritas ao ouro, as americanas ficaram com o bronze na Rio 2016.

Confira a entrevista que Kiraly concedeu, por telefone, ao SdR:

Saída de Rede – Começa um novo ciclo olímpico, espera-se que a seleção americana apresente caras novas, como ocorreu no início do período passado. É isso mesmo que vamos ver?
Karch Kiraly – Acho que todas as grandes seleções vão vir com caras novas. Certamente teremos muitas jogadoras jovens na disputa do Grand Prix, aquelas que vão ganhar experiência ao longo do ciclo. Há quatro anos eu tive a chance de descobrir o talento de atletas como Kim Hill, Kelly Murphy e Rachel Adams. Espero descobrir novas jogadoras agora e somar àquelas que temos.

Ele teve o contrato renovado na seleção até Tóquio 2020

Saída de Rede – Conversando com técnicos como Bernardinho e Paulo Coco, assistente de Zé Roberto na seleção feminina, eles apontaram uma carência mundial de ponteiras clássicas, aquelas completas, capazes de executar bem todos os fundamentos. Você concorda com essa avaliação?
Karch Kiraly – De fato, não há tantas pontas completas como a Jordan Larson, por exemplo, que é capaz de fazer tudo em alto nível. Algumas são muito fortes no ataque, mas não são boas passadoras. É uma boa observação, não há tantas jogadoras completas pelo mundo.

Saída de Rede – Você acha que essa menor oferta de jogadoras mais habilidosas está ligada ao fato do voleibol feminino ter se tornado cada vez mais físico, com muitas das ponteiras dando ênfase ao ataque em detrimento de outros fundamentos?
Karch Kiraly – É um ponto interessante a ser avaliado, as características das atletas, a composição das equipes. Talvez seja algo mais recente se observarmos os ciclos anteriores.

Para Kiraly, a central Akinradewo é a melhor do mundo na posição

Saída de Rede – O que você vê quando analisa os períodos 2005-2008 e 2009-2012, por exemplo?
Karch Kiraly – No ciclo 2005-2008 eu ainda não estava envolvido com o vôlei feminino. No seguinte, é verdade, havia um número maior de jogadoras com esse estilo mais completo, como Jaqueline, Jordan Larson, Logan Tom, Carolina Costagrande (ponta/oposta argentina naturalizada italiana, MVP da Copa do Mundo 2011), entre tantas outras.

Saída de Rede – Os Estados Unidos estiveram bem perto da decisão da medalha de ouro na Rio 2016, lideravam o tie break por 11-8 diante da Sérvia na semifinal e levaram a virada. Como você encarou aquela derrota? O que deu errado na reta final da partida?
Karch Kiraly – Aquela foi uma derrota dolorosa para a gente, assim como eu sei que foi para o torcedor brasileiro ver sua seleção eliminada pela China nas quartas de final. Perder a semifinal foi incrivelmente triste para nós. Mas fiquei orgulhoso pelo fato de as jogadoras terem sido capazes de levantar a cabeça, lutar e vencer a disputa pela medalha de bronze (3-1 sobre a Holanda).

Americanas choram após a derrota para a Sérvia na semifinal

Saída de Rede – Mas o que faltou naquele tie break contra a Sérvia?
Karch Kiraly – Não dá para olhar somente para o tie break sem falar da partida inteira, foi um jogo parelho. Tínhamos a melhor central do mundo, Foluke Akinradewo, mas ela não estava em plenas condições físicas, não pôde jogar o tempo todo (esteve nos dois primeiros sets), isso fez diferença. Veja que cada time marcou 101 pontos naquela semifinal, mas nós falhamos em fazer alguns a mais no final. Diria que a Sérvia foi um pouco melhor.

Saída de Rede – Você levou para a Olimpíada um time com três ponteiras e três levantadoras, ainda que uma dessas armadoras tenha ido como sacadora. Arrependeu-se por não ter levado mais uma ponta no lugar da levantadora Courtney Thompson?
Karch Kiraly – É muito fácil pensar em outras formas de montar a equipe depois que tudo passou. Eu não me arrependo. Tínhamos três grandes ponteiras, Jordan Larson, Kim Hill e Kelsey Robinson, e era com elas que vínhamos jogando na temporada. Um trio muito bom. Eu podia escolher qualquer combinação como dupla titular e continuaríamos fortes.

Thompson comandando a coreografia das colegas na Rio 2016

Saída de Rede – A seleção americana tinha duas opostas no Rio com características semelhantes, Karsta Lowe e Kelly Murphy, ambas canhotas, com jogo mais acelerado. Por que não optou pela Nicole Fawcett, que embora também jogasse em velocidade é destra, tinha golpes distintos das outras duas?
Karch Kiraly – Nunca mais vamos jogar aquele torneio, já passou. Tivemos nossas chances, tínhamos uma equipe com nível para ganhar o ouro, fomos ao Rio para isso, mas perdemos por pouco. Jogamos oito partidas e ganhamos sete. Todos os semifinalistas saíram da nossa chave, um grupo muito forte. Fomos capazes de derrotar a China, mas não no momento certo. Aliás, não tivemos a chance de jogar contra elas na final, mas ganhamos uma medalha. Lowe e Murphy cumpriram seu papel.

Hooker é a oposta titular do Camponesa/Minas (Orlando Bento/MTC)

Saída de Rede – Falando em opostas, Destinee Hooker, que não foi convocada no período 2013-2016, tem se destacado na Superliga. Recentemente, Bernardinho a definiu como “uma das grandes opostas do mundo”. Há espaço para ela na seleção americana neste ciclo?
Karch Kiraly – É muito, muito cedo para termos qualquer certeza. Ainda não temos todas as respostas, nem tudo está claro.

Saída de Rede – Mas, afinal, as portas estão abertas para a Hooker?
Karch Kiraly – É muito cedo para falar algo.

Saída de Rede – O novo diretor executivo da USA Volleyball (organização que administra a modalidade nos EUA), Jamie Davis, disse que uma de suas prioridades será a implantação de uma liga profissional no país até a próxima Olimpíada. Você acredita que isso é possível?
Karch Kiraly – Creio que qualquer pessoa que goste de voleibol ao redor do mundo torce para que os EUA tenham uma liga profissional de sucesso, pois seria bom para o esporte internacionalmente. Para os atletas americanos, seria a oportunidade de jogar no próprio país e não ter que depender de ligas estrangeiras, por melhores que sejam. Várias fórmulas foram tentadas, diversos modelos foram testados, vamos ver se agora finalmente dará certo.


Enquanto Minas coloca hegemonia do Rexona em xeque, Tandara sepulta Praia
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João Batista Junior

Tandara brilhou nas semifinais contra o Praia (fotos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

O Vôlei Nestlé oscilou na fase classificatória da Superliga feminina de Vôlei: o time perdeu cinco jogos e só conseguiu garantir a segunda posição da tabela – tradução: a vantagem do fator casa nos mata-matas – na última rodada. No entanto, a equipe cresceu nos playoffs, passou pelo Fluminense sem conceder nenhum set, nas quartas, e superou o Dentil/Praia Clube, nas semifinais, sem perder nenhuma partida. Agora, pode assistir de camarote à definição de seu adversário na decisão do campeonato nacional.

É claro que, nos três duelos semifinais contra o Praia, o Vôlei Nestlé contou com atuações sólidas da central Bia – a melhor meio de rede da competição – e teve na oposta sérvia Ana Bjelica uma pontuadora consistente, que assinalou 14 pontos em cada um dos dois jogos em casa e 13 no jogo 2, em Uberlândia. Mas seria injusto não intitular Tandara como a protagonista do sexteto e da série.

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Na vitória por 3 sets a 1 dessa sexta-feira (25-18, 23-25, 26-24, 25-11), em Osasco, Tandara foi, pela terceira vez nos três confrontos do playoff, a maior anotadora em quadra. Com os 27 pontos que assinalou na partida, ela chegou à marca de 74 acertos na série, o que lhe rendeu a ótima média de 6,72 pontos por set e aproveitamento de 47% no ataque. São números que coroam o ótimo campeonato que a atacante tem feito e que deixam o torcedor osasquense com esperança de reconquistar um título que não levanta há cinco anos.

Do outro lado da rede, é preciso dizer que, no jogo em que foram eliminadas, as atuais vice-campeãs da Superliga lutaram com as armas como puderam, mas foram assombradas por dois fantasmas que as perseguiram pela temporada toda: as lesões e a instabilidade emocional.

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Voltando de uma contusão no pé, a central Fabiana entrou em quadra a partir do segundo set e não saiu mais. Fez o que pôde, mas era nítido que não estava no ideal da forma física – marcou quatro pontos, um no ataque e três de bloqueio. A oposta reserva Malu, de acordo a reportagem do SporTV, deixou a área de jogo logo após o primeiro set no que parecia ser uma crise alérgica. A líbero Tássia chegou a passar mal durante a partida, reclamando de queda de pressão. A oposta Ramirez, antes do início de uma das parciais, precisou de socorro do fisioterapeuta.

Claudinha observa ponto adversário: nada deu certo contra Osasco (João Pires/Fotojump)

Em suma: mais uma vez, o Dentil/Praia Clube não pôde extrair o melhor de seu elenco devido à parte física.

Quando o time de Uberlândia conseguiu aproveitar-se de erros do Vôlei Nestlé e venceu uma parcial, suas chances de reação, no entanto, pararam na dura derrota sofrida no terceiro set, quando teve vantagem de 24-22. O revés cobriu de desânimo uma equipe já combalida. O quarto set, contra um adversário cabisbaixo e exaurido, virou mero protocolo para Osasco.

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Na final, o Vôlei Nestlé enfrenta quem vencer, ou melhor, quem sobreviver ao embate entre Camponesa/Minas e Rexona-Sesc.

A acirrada disputa entre mineiras e cariocas, que só terminará na semana que vem, seja na terça-feira, no jogo 4, em Belo Horizonte, seja no hipotético jogo 5, sexta-feira, no Rio, traz uma questão para Osasco: é bom descansar duas semanas para uma final em partida única, que será dia 23 deste mês, ou faz mal chegar a uma decisão com menos ritmo de jogo do que a equipe rival?

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Minas comemora: vaga na final está a uma vitória de distância (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

VIRADA DO MINAS
Eis que “de repente, não mais que de repente”, o Rexona-Sesc, de apenas uma derrota na fase de classificação e de vitória fora de casa na abertura das semifinais, se vê a um passo de cair para o Camponesa/Minas nos playoffs. Se as atuais campeãs pareciam fadadas ao quinto triunfo consecutivo pela campanha até aqui, sua supremacia tem sido vigorosamente contestada pelas minastenistas nesta série.

A vitória das visitantes no jogo 3, no Rio, por 3 sets a 2 (25-21, 13-25, 21-25, 25-23, 15-8) ajuda a explicar por que o time de Belo Horizonte virou o placar do confronto para 2 a 1.

Destinee Hooker, que já disse, em entrevista ao blog, ter voltado para o vôlei brasileiro para ser campeã, é a mão pesada do sexteto, e por isso não espanta que tenha anotado 20 pontos e tenha sido a maior pontuadora da partida. Contudo, a matemática revela que a virada na série passou por uma mudança de postura e estratégia na distribuição da levantadora Naiane.

Já falamos a respeito disso no comentário sobre a segunda rodada das semifinais: tanto nas duas partidas contra o Genter Bauru, pelas quartas, quanto na derrota sofrida na primeira partida desta série, em Minas, a armadora acionou a oposta em mais de 40% dos levantamentos. Por outro lado, no jogo seguinte, o índice caiu para 33% e, nesse último, para 30%.

Com a maior participação das demais atacantes (a ponta Rosamaria, por exemplo, voltou a definir bolas importantes no ataque, assim como a central Carol Gattaz), o jogo do Minas tem fluído mais e o bloqueio carioca, pontuado menos. Se, no 3 a 0 do jogo 1, o Rexona-Sesc alcançou a média de 4,33 pontos por set nesse quesito, esse número caiu 3,5 na partida da terça-feira e 2,0 no duelo da sexta-feira.

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Rosamaria enfrenta bloqueio de Monique e Juciely (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Outros dois fatores importantes para a virada das quartas colocadas na fase classificatória foram o serviço e o passe. Percebendo que tanto Naiane quanto Roberta, levantadora do Rexona-Sesc, precisariam ter o passe na mão, as duas equipes forçaram bastante no saque, e a marcha do placar no terceiro jogo foi reflexo disso.

Vendo que o Minas sacava melhor na primeira etapa e criava problemas para o passe de sua equipe, Bernardinho tirou a ponteira Anne Buijs e pôs Drussyla para compor a linha de recepção junto com Gabi e Fabi. Quando o Rexona melhorou no saque, as visitantes optaram por proteger Rosamaria no passe, mas deixaram um latifúndio para a líbero Léia tomar conta, e nisso as anfitriãs assumiram a dianteira no marcador.

A situação mudou novamente quando a recepção carioca caiu de rendimento e, mais uma vez, ficou nítida a carência do time de atacante de força. Nisso, o Camponesa/Minas, com boa relação bloqueio e defesa e tendo Hooker e Rosamaria para pontuar no contra-ataque, definiu a partida e deixou o Rexona-Sesc na inusitada situação de precisar vencer o próximo compromisso a qualquer custo para levar a série ao jogo desempate.


Com show de Naiane, Minas iguala série contra Rexona
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João Batista Junior

Minas comemora: playoff contra Rexona está empatado (fotos: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se o jogo em Belo Horizonte deu a entender que o Rexona-Sesc não teria muito trabalho para chegar a mais uma decisão de Superliga, a segunda partida da série semifinal, disputada no Rio, trouxe à luz o melhor voleibol do Camponesa/Minas.

Com uma atuação consistente, as minastenistas venceram por 3 sets a 1, na noite da terça-feira, com parciais de 25-22, 25-21, 21-25, 25-19, e determinaram que a disputa entre as duas equipes precisará de pelo menos quatro partidas para se definir.

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O nome do Minas e do jogo foi Naiane. Mal na primeira partida, a levantadora tem oscilado em todo o campeonato e, nos mata-matas, vinha sendo substituída por Karine com certa frequência. Dessa vez, no entanto, ela encontrou a dose certa para equilibrar o ataque de seu sexteto.

Bem na distribuição de jogadas, Naiane foi a melhor em quadra

Com o passe na mão a maior parte do tempo, Naiane tratou de não sobrecarregar a oposta Destinee Hooker. Se, nos playoffs a norte-americana, atacava mais de 40% das bolas do time, desta vez ela só precisou efetuar 33% das cortadas do Minas. O meio de rede, com Mara e Carol Gattaz, foi bastante (e bem) utilizado pela armadora, que contou também com uma atuação segura da ponteira Rosamaria.

O resultado da boa distribuição da levantadora é que as minastenistas venceram o duelo contra o sistema defensivo contrário e obtiveram 57 pontos no ataque – 16 a mais do que as anfitriãs.

A isso, somem-se a pressão exercida pelo saque mineiro sobre a linha de passe adversária e a tranquilidade da equipe para superar dois momentos adversos: a derrota no terceiro set, depois de começar bem a parcial, e a saída de Jaqueline, que deixou a quadra no quarto set com uma lesão na região lombar.

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Bem marcada na partida, Gabi investe contra bloqueio duplo do Minas

Pelo lado do Rio, que conheceu a segunda derrota nesta Superliga, a primeira em seu reduto, fez muita falta não ter uma definidora de jogadas por excelência – como o Minas tem em Hooker, por exemplo. Num dia em que o passe quebrou, faltou uma atacante de força para consertar a situação, alguém com potência e alcance suficientes para vencer um bloqueio bem montado.

Gabi faz um bom campeonato e tem sido o destaque da equipe nos playoffs, mas a ponteira foi bastante castigada pelas bloqueadoras adversárias. A oposta Monique, maior anotadora do Rexona na competição, também não foi a bola de segurança de Roberta na partida. A melhor atacante de que dispôs a levantadora anfitriã foi a central Juciely, mas a bola de meio sem um bom passe vira exceção – e assim foi de fato.

VITÓRIA DO OSASCO
Num duelo tecnicamente fraco, em que os ralis se caracterizavam mais por erros do que por defesas, o Vôlei Nestlé venceu o Dentil/Praia Clube pela terceira vez na temporada, a primeira em Uberlândia.

As anfitriãs terão razão se reclamarem de dois ou três erros visíveis da arbitragem, mas nenhum deles coloca em xeque a vitória das visitantes: as osasquenses se aproveitaram da persistente instabilidade das adversárias e impuseram um placar de 3 sets a 0 (25-19, 25-22, 25-22).

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Tandara foi a bola de segurança do Osasco contra o Praia (Célio Messias/Inovafoto/CBV)

O time paulista não precisou ser brilhante para chegar à segunda vitória na série. Aliada à boa presença do bloqueio de sua equipe, que marcou dez pontos – cinco da meio de rede Bia –, a pragmática estratégia de Dani Lins deu resultado.

Depois de ficar fora do primeiro jogo por conta de problemas particulares, a levantadora voltou ao time e não hesitou em acionar Tandara: no total, a ponteira efetuou 46 cortadas e fez 20 pontos nesse quesito. A título de comparação, a oposta Bjelica efetuou 26 ataques e obteve dez pontos no fundamento.

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O Praia, com problemas no passe e na virada de bola, chegou a colocar Carla no lugar de Ramirez, pela saída, e tentou três formações distintas na entrada de rede – primeiro com Alix Klineman e Michelle, depois com Ellen no lugar da norte-americana e finalmente com Alix de volta à quadra no lugar de Michelle.

As mudanças tiveram efeito positivo em alguns momentos pontuais do segundo e terceiro sets, mas o time esbarrou na dificuldade para armar contra-ataques.

Assim, mesmo sobrecarregando Tandara, o sexteto de Osasco obteve 44 a 32 em anotações de ataque – uma larga vantagem. Ou: juntas, Tandara e Bjelica marcaram apenas dois pontos a menos em cortadas do que toda a soma do time praiano.

A terceira rodada das semifinais será disputada na sexta-feira. Vôlei Nestlé e Dentil/Praia Clube se enfrentam em Osasco, a partir das 19h. Já Rexona-Sesc e Camponesa/Minas, no Rio, entram em ação às 21h30.


Mineiras começam mal e Rio e Osasco atropelam
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João Batista Junior

Gabi foi o destaque do Rexona na vitória sobre o Minas (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

As equipes mineiras frustraram quem esperava dois jogos parelhos na rodada inaugural das semifinais da Superliga feminina. Na noite da sexta-feira, o Camponesa/Minas e o Dentil/Praia Clube sucumbiram com espantosa facilidade: nem parecia que as minastenistas jogavam em casa contra o Rexona-Sesc, nem que o time de Uberlândia havia saído à frente no marcador, em Osasco.

Os confrontos realçaram a vantagem das duas principais camisas do vôlei feminino nacional, que, graças à campanha na fase classificatória, contam com o fator casa para chegarem à decisão. No caso das cariocas, a distância em relação ao Minas aumentou consideravelmente.

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Contra um sexteto que não perdeu nenhuma vez em seu reduto em toda a temporada da Superliga e só conheceu um revés na competição, o time de Belo Horizonte precisará de, ao menos, duas vitórias em terreno adversário para continuar sonhando com um triunfo na série melhor de cinco. Contudo, os problemas das mineiras diante das atuais campeãs nacionais vão além do mando de quadra.

Sólido como uma rocha, o bom voleibol apresentado pelo Rexona-Sesc na vitória por 3 a 0 se refletiu na progressão aritmética de sua vantagem nas parciais – 25-20, 25-19, 25-18. As cariocas não se importaram com o barulho dos 3,6 mil torcedores no ginásio e jogaram bastante à vontade.

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Bloqueio do Rexona amortece ataque de Hooker: desafio da norte-americana (fotos: Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Não adiantou, para o time do técnico Paulo Coco, alternar as levantadoras Naiane e Karine durante o jogo: o bloqueio da equipe dirigida por Bernardinho fez boa leitura da estratégia ofensiva das mineiras e pontuou em 13 ocasiões.

Nem mesmo Destinee Hooker teve sossego. No duelo contra bloqueadoras e defensoras do Rio, a oposta norte-americana, como de costume, até foi a maior anotadora do Minas, sendo responsável por 42% das ações de ataque de seu time (percentual bem parecido com o dos jogos contra o Genter/Bauru, nas quartas), mas terminou o confronto com 15 pontos e eficiência de 32% nas cortadas. Os números são razoáveis, mas frustram uma equipe que depende tanto de sua produção.

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Pelo lado carioca, a situação foi bem diferente. A armadora Roberta foi precisa nos levantamentos e generosa na distribuição: tanto a oposta Monique quanto a ponteira Gabi receberam 25 bolas para atacar e nisso o time driblou a marcação adversária.

Gabi, inclusive, teve mais uma atuação de destaque. Eleita a melhor jogadora em votação pela internet, a ponteira mostrou potência e boa visão de jogo no ataque, assinalando 16 pontos nesse quesito – aproveitamento de 64%.

Os dois próximos jogos entre Rexona-Sesc e Camponesa/Minas serão no Rio.

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Virada do Osasco
Numa partida em que o Vôlei Nestlé atuou desfalcado da levantadora Dani Lins, que não jogou por problemas particulares, e em que o Dentil/Praia Clube não contou com as duas centrais titulares, já que Fabiana há três semanas tenta se recuperar da lesão no pé e Walewska sentiu dores no joelho, a vitória foi para quem conseguiu se adaptar às ausências.

Com 26 pontos, Tandara comemora vitória do Osasco (João Neto/Fotojump)

Levantadora substituta, a experiente Carol Albuquerque sofreu com a linha de passe do Osasco no primeiro set. A sérvia Malesevic deu lugar a Gabi na ponta, mas nada parecia dar jeito na recepção do time da casa. Numa passagem de Claudinha pelo saque, as anfitriãs chegaram a conceder três bolas de xeque consecutivas à norte-americana Alix Klineman.

A partir do segundo set, no entanto, o jogo mudou e o Vôlei Nestlé, com o requinte de sofrer apenas 25 pontos nas duas últimas parciais, venceu por 3 sets a 1 (25-27, 25-17, 25-12, 25-13).

O ataque local encontrou brechas no bloqueio e no sistema defensivo das visitantes e foi inapelável. Conquistando 60 pontos em cortadas, Osasco teve aproveitamento quase inacreditável de 58% nesse fundamento.

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Para coroar a vitória paulista, além dos 26 pontos totais efetuados por Tandara, a central Bia anotou dez pontos no bloqueio, um a mais do que todo o time rival somado.

O jogo 2 será em Uberlândia. A segunda rodada da fase será disputada na terça-feira: Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé entram em quadra às 19h e, às 21h30, Rexona-Sesc e Camponesa/Minas fecham a jornada.


Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Enquanto Osasco espera adversário, Rio x Minas é promessa de grande duelo
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João Batista Junior

Hooker ataca contra bloqueio do Bauru: classificação às semis em dois jogos (foto: Vôlei Bauru)

Favoritos nas quartas de final – tanto pela colocação na fase classificatória quanto pelo elenco que têm –, Rexona-Sesc, Vôlei Nestlé e Camponesa/Minas só precisaram de dois jogos para chegar às semifinais da Superliga feminina. Se o time de Osasco ainda não sabe se vai ter pela frente o também favorito Dentil/Praia Clube ou o bravo Terracap/BRB/Brasília, cariocas e minastenistas já têm por certo que se enfrentarão por uma vaga na final. E aí as expectativas do fã do voleibol são as melhores.

Rexona e Minas fizeram a final da Copa Brasil 2017: vitória carioca (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O Rexona venceu o Minas nas duas partidas que disputaram nesta edição da Superliga, ambas por 3 a 1, e ainda venceu por 3-0 na final da Copa Brasil. Além disso, ressalte-se que o time do Rio só perdeu um jogo em 24 disputados na competição, ao passo que as mineiras sofreram sete reveses. Porém, o crescimento da equipe de Belo Horizonte no decorrer do campeonato, em muito devido às cortadas da oposta Destinee Hooker, leva a crer que as cariocas vão precisar de seu melhor voleibol para chegar a mais uma final.

(O próprio técnico Bernardinho, em entrevista ao Saída de Rede, chegou a dizer que o Minas era o adversário “mais perigoso” e que “se tornou favorito.”)

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A vaga do Camponesa/Minas à semifinal veio contra o Genter Bauru, numa série em que as mineiras abusaram do pragmatismo: tanto na vitória de virada no jogo 1, sábado, quanto no 3-0 da terça-feira, Hooker foi responsável por quase 45% dos ataques de sua equipe (respectivamente, 62/141 e 44/98). Para efeito de comparação: nas derrotas contra Praia e Rexona, no returno, pouco menos de 30% dos levantamentos do time foram para ela, e na vitória sobre o Vôlei Nestlé, esse número ficou em 36%.

A estratégia mineira deu certo contra Bauru e a norte-americana, nos dois compromissos das quartas de final, levou o Minas à vitória e foi a maior pontuadora em ambos os jogos (com, respectivamente, 32 e 20 anotações). As bauruenses até conseguiram equilibrar as duas primeiras parciais do jogo 2, mas erraram muito no passe e perderam consistência no set final.

A nota preocupante para a torcida minastenista é que, se foi o Bauru, quando abriu 2 a 0, quem deu um susto no primeiro jogo, no segundo, quem assustou foi Rosamaria: a ponteira torceu o joelho durante o terceiro set, saiu carregada de quadra e nesta quarta-feira, segundo o SporTV, deve ser examinada para saber do grau da lesão.

Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei

No outro jogo da terça-feira, no Distrito Federal, o Terracap/BRB/Brasília frustrou o Dentil/Praia Clube em grande estilo. Enquanto em Uberlândia as mineiras ganharam de virada por 3-1, no Planalto Central a história foi diferente.

Amanda foi um dos destaques do Brasília na vitória sobre o Praia (Ricco Botelho/Inovafoto/CBV)

Com um sólido sistema defensivo, que sempre obrigava o adversário a atacar mais vez, o Brasília venceu um equilibrado primeiro set e aproveitou-se da instabilidade praiana nas parciais seguintes.

O time mineiro, ainda desfalcado da central Fabiana, lesionada há dez dias, tentou mudar o ritmo do jogo acionando, por vezes, as reservas Ju Carrijo e Ellen. Mas, com Amanda indo bem no ataque pela entrada de rede e as centrais Vivian e Roberta dominantes no bloqueio, a equipe anfitriã conseguiu igualar a série e levar a decisão da vaga na semifinal para o jogo 3 – que, pela tabela da CBV, será neste sábado, em horário ainda não definido.

GIGANTES ATROPELAM
Se, na primeira rodada, o Pinheiros poderia ter ido mais longe na partida contra o Rexona-Sesc e o Fluminense deu trabalho ao Vôlei Nestlé em duas parciais, na segunda, dá para dizer que os gigantes do vôlei nacional foram pouco testados. Cariocas e osasquenses passaram com folga, quase não foram perturbadas na jornada que as classificou para mais uma semifinal.

Atropelado pelo Rexona-Sesc na reta final do primeiro set, quando uma pequena desvantagem de 12-11 culminou com uma derrota por 25-13, o Pinheiros errou bastante na recepção e, por conseguinte, teve problemas na virada de bola. O time do Rio soube tirar proveito disso, anotando 11 pontos no bloqueio – seis só de Juciely. Gabi obteve 57% de aproveitamento no ataque e foi eleita a melhor em quadra, assim como também o fora no jogo 1.

Companheiras na seleção, Thaisa e Natália se enfrentam na Liga dos Campeões

Bia comemora: só Osasco não perdeu nenhum set nas quartas de final (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Na outra partida da segunda-feira, o Vôlei Nestlé, com a ponteira Tandara e as centrais Bia e Nati Martins em noite inspirada, pontuou em mais da metade das bolas que atacou, um aproveitamento incomum para uma equipe de voleibol feminino, e aplicou o segundo 3-0 da série. O Fluminense foi fustigado pelo saque adversário e despediu da competição marcando apenas 47 pontos em todo o jogo – número insuficiente para vencer dois sets.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga feminina:

Fluminense 0 x 3 Vôlei Nestlé (20-25, 14-25, 13-25)
Rexona-Sesc 3 x 0 Pinheiros (25-13, 25-20, 25-22)
Terracap/BRB/Brasília 3 x 0 Dentil/Praia Clube (27-25, 25-18, 25-19)
Genter Vôlei Bauru 0 x 3 Camponesa/Minas (22-25, 23-25, 17-25)