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Arquivo : Daymi Ramirez

Praia Clube quer Destinee Hooker para a próxima temporada
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Sidrônio Henrique

Após quase um ano parada, Hooker foi o principal destaque do Minas (fotos: Orlando Bento/MTC)

Principal destaque do Camponesa/Minas na Superliga 2016/2017, considerada por Bernardinho uma das melhores opostas do mundo, a americana Destinee Hooker, 29 anos, 1,93m, está na mira do Dentil/Praia Clube.

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A equipe de Uberlândia, que dispensou a oposta cubana Daymi Ramirez e também a ponta americana Alix Klineman, procura uma atacante definidora. Na temporada 2015/2016, quando o Praia surpreendeu e chegou à final da Superliga, perdendo para o Rexona, tanto Alix quanto Ramirez estavam em grande forma – a primeira terminou como maior pontuadora do torneio e a cubana foi terceira. Desta vez, no entanto, ambas conviveram com contusões e renderam abaixo do esperado, em uma equipe que não engrenou. O técnico Ricardo Picinin foi liberado.

A oposta no dia da sua apresentação à torcida do Camponesa/Minas

Eficiência
Por ter ficado quase um ano parada, desde o nascimento do seu segundo filho, a forma física de Destinee Hooker era uma preocupação para o Minas, mas a atleta, que começou a jogar pelo clube de Belo Horizonte no final do primeiro turno, rapidamente mostrou serviço.

O Camponesa/Minas chegou às semifinais, caiu diante do favorito Rexona-Sesc apenas no quinto e último jogo da série, tendo vencido o rival duas vezes em pleno Rio de Janeiro, e terminou a Superliga 2016/2017 em um honroso terceiro lugar. Hooker foi a maior responsável pelo bom desempenho do Minas e valorizou seu passe, além de ter surpreendido a todos com um comportamento que uma fonte do clube chamou de “exemplar”.

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Ela, que já havia atuado no Brasil na temporada 2011/2012, sendo campeã por Osasco (na época Sollys/Nestlé, atual Vôlei Nestlé), era conhecida tanto pela potência do seu ataque quanto pela indisciplina. Numa entrevista concedida ao Saída de Rede em janeiro, a oposta enfatizou que a maternidade mudou o seu jeito de ser.


Ellen ressuscita Praia Clube e leva o time à semifinal da Superliga
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Sidrônio Henrique

Ellen Braga marcou 17 pontos. Sua entrada mudou o rumo do jogo (Divulgação/Praia Clube)

O Dentil/Praia Clube está na semifinal da Superliga 2016/2017. Numa noite em que a ponteira Ellen Braga veio do banco e deu equilíbrio a um time que parecia perdido no terceiro e decisivo jogo das quartas de final, a equipe de Uberlândia venceu de virada, em casa, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei por 3-1 (22-25, 25-17, 25-20, 25-14). O Praia Clube fez 2-1 na série e agora vai enfrentar o Vôlei Nestlé.

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O time do Planalto Central, no quarto ano do projeto, mais uma vez parou nas quartas de final – resultado honroso para a equipe da capitã Paula Pequeno e do técnico Anderson Rodrigues. Vindo de uma vitória em sets diretos na segunda partida, como anfitrião, o Brasília começou o confronto na noite deste sábado (25) dando sinais de que finalmente chegaria à semifinal da Superliga. Aproveitou-se de um problema crônico do Praia Clube, a fragilidade da linha de passe, e com um saque eficiente, combinado com uma boa relação bloqueio-defesa, venceu a primeira parcial.

Novo rumo
Porém, logo no início do segundo set, a partida teve uma mudança de rumo. O técnico do Praia, Ricardo Picinin, sacou a ponta Michelle Pavão e colocou em quadra Ellen Braga, que havia feito uma rápida passagem no primeiro set. A substituta já havia tido boas atuações no torneio – ganhou ontem seu quarto troféu Viva Vôlei da temporada. Na decisão da vaga para a semifinal, foi efetiva no ataque, atenta na cobertura na defesa e deu alguma contribuição na recepção. Mais do que isso, animou uma equipe que estava abatida.

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A levantadora Claudinha, do Praia Clube, percebendo o bom momento de Ellen, a acionou constantemente no ataque logo que ela entrou, desafogando a outra ponteira, a americana Alix Klineman, que esteve apática na primeira parcial. Quando voltou a receber bolas de forma mais constante, Alix era outra jogadora. A americana foi a maior pontuadora da partida, com 19, enquanto Ellen, com menos tempo em quadra, veio em seguida com 17. No ataque, ambas marcaram 15 pontos. A diferença é que Alix recebeu 35 levantamentos e Ellen, 25. Você confere aqui as estatísticas do jogo fornecidas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A central Fabiana Claudino, do Praia, que na última rodada do returno sofreu um estiramento na planta do pé (fascite plantar), segue fazendo tratamento.

Depois de perder a parcial inicial, a exemplo do primeiro jogo, o Praia Clube virou a partida (Túlio Calegari/Praia Clube)

Adversário acuado
É bom que se diga, além da mudança de ritmo no lado mineiro com a entrada de Ellen, o Brasília Vôlei encolheu o braço. Ao final da partida, numa entrevista ao SporTV, a veterana ponteira Paula Pequeno lamentou a falta de consistência. De fato, a partir do segundo set, quase nada funcionou na equipe da capital federal – a última parcial foi melancólica. O saque, arma fundamental no início, foi quase inofensivo no restante do jogo. Com isso, dificultou a vida do sistema defensivo do Brasília. Para complicar ainda mais, o time desperdiçou muitos contra-ataques.

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Outro problema foi o baixo aproveitamento na saída de rede, algo que se repetiu várias vezes ao longo desta edição da Superliga. Em quatro sets, a oposta Andreia Sforzin recebeu apenas 18 levantamentos, colocando oito bolas no chão – terminou a partida com nove pontos. Isso sobrecarregou a entrada, com Paula e Amanda. Não, a levantadora Macris não esqueceu sua oposta. Andreia é que não vem rendendo, o que dificultou o desempenho da equipe. Para efeito de comparação, na noite deste sábado, Paula foi acionada 39 vezes, mais que o dobro daquela que deveria ser a referência do time no ataque.

O Camponesa/Minas, de Destinee Hooker, enfrenta o Rexona-Sesc na semifinal (Orlando Bento/MTC)

Semifinais
Os confrontos das semifinais serão entre o onze vezes campeão Rexona-Sesc, do técnico Bernardinho e da ponta Gabi, e o Camponesa/Minas, da oposta Destinee Hooker e da ponteira Jaqueline Carvalho, enquanto na outra série se enfrentarão Praia Clube e Vôlei Nestlé, time da levantadora Dani Lins e da ponta Tandara.

O Minas perdeu do Rexona nas três vezes em que se enfrentaram esta temporada e terá uma tarefa difícil, ainda que Bernardinho politicamente empurre o favoritismo para o tradicional time de Belo Horizonte. Praia Clube e Vôlei Nestlé tiveram uma vitória cada nas duas partidas na Superliga 2016/2017. A equipe de Osasco vem apresentando maior regularidade desde o returno e tem ligeiro favoritismo – no confronto mais recente, o clube paulista venceu por 3-0, minando com sucesso a cubana Daymi Ramirez no passe.

A primeira rodada da série semifinal, disputada em melhor de cinco jogos, será esta semana. O Saída de Rede recebeu a informação que falta apenas a CBV definir se uma partida será na noite de quinta-feira (30) e a outra no dia seguinte, ou se ambas serão na sexta-feira (31). A Confederação decidirá nesta segunda-feira (27).


Claudinha se vê mais marcada e faz autocrítica: “Tenho muito a evoluir”
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Sidrônio Henrique

Claudinha durante treino: “No dia em que o passe sai fica difícil para o adversário” (fotos: CBV)

Aos 29 anos, Cláudia Bueno está na segunda temporada consecutiva no Dentil/Praia Clube, de Uberlândia (MG), depois de passar por equipes como o tradicional Minas Tênis Clube, o extinto Amil Campinas, o Sesi, além do próprio Praia ainda na década passada. Mas se no ano passado seu time fez uma campanha muito boa na Superliga e terminou com o vice-campeonato, no período 2016/2017, apesar do terceiro lugar na tabela, tem sido instável, atrapalhado por contusões e com uma linha de passe que não vem facilitando o trabalho de Claudinha. “Um aspecto importante é que estou cada vez mais marcada, mas isso até que é bom, funciona como um desafio para mim. Ainda tenho muito a evoluir”, disse ao Saída de Rede a levantadora de 1,81m.

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Claudinha, que completará 30 anos em setembro, cobra não apenas de si mesma, mas da equipe. “Com o elenco que nós temos, no dia em que o passe realmente sai fica difícil para o adversário. Claro que eu preciso fazer a minha parte e mandar uma bola perfeita para as atacantes”. Porém o clube tem sofrido na recepção. Na rodada mais recente, a oitava do returno, foi a Osasco encarar o Vôlei Nestlé, numa partida que valia a vice-liderança da Superliga, e caiu em sets diretos, com a cubana Daymi Ramirez sendo massacrada no passe.

A levantadora está na segunda temporada com o Dentil/Praia Clube

Com mais três jogos até o final do segundo turno, o Praia recebe neste sábado (4) o ascendente Camponesa/Minas – às 14h10, com transmissão da RedeTV. Depois, ainda em casa, pega o Fluminense. No encerramento do returno vai ao Rio para enfrentar o líder Rexona-Sesc, time que nunca venceu em 22 confrontos oficiais, incluindo a final da Superliga passada, disputada em local neutro, e do recente Sul-Americano de Clubes, no qual o Praia foi anfitrião.

Após 19 rodadas, o Rexona-Sesc soma 53 pontos na classificação, seguido pelo Vôlei Nestlé com 45. O Dentil/Praia Clube tem 43. O Camponesa/Minas está em quarto com 39 e o Genter Vôlei Bauru vem em quinto com 37.

Seleção e Zé Roberto
Com passagem pela seleção brasileira principal em 2013, quando foi reserva, Claudinha jamais voltou a ser convocada. Na temporada 2013/2014 era do Amil Campinas, equipe do treinador da seleção, José Roberto Guimarães, quando a insatisfação dele com seu jogo foi exposta em rede nacional durante um pedido de tempo. No dia 12 de abril de 2014, no terceiro set de uma partida da fase semifinal da Superliga contra o Rexona, no Maracanãzinho, Zé Roberto levou Claudinha para um canto e reclamou do seu desempenho. No áudio captado pela TV, ele aparece chamando a atleta de burra. “Eu tô assumindo a responsabilidade, você não tem força pra isso. Larga de ser burra”, foi a frase do técnico.

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Ela, no entanto, minimiza o ocorrido e afirma que ainda sonha em servir à seleção. “Seria uma consequência do meu trabalho, se o treinador achar que mereço uma chance. Aquele episódio no Amil ocorreu no calor da partida, já aconteceu com vários atletas e vai continuar acontecendo, coisa de jogo mesmo. Hoje compreendo o que ele me pedia naquele momento, algo que não entendia por ser mais nova, por estar pela primeira vez num time grande”, comentou.


Desfalcado de Alix, ataque do Praia vai bem com Ellen
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João Batista Junior

Ellen (à direita) tem sido uma boa opção para Claudinha no ataque (foto: Praia Clube)

Ellen (à direita) tem sido uma boa opção para Claudinha no ataque (foto: Praia Clube)

Às portas do Campeonato Sul-Americano (que será disputado entre os dias 14 e 18 deste mês, em Uberaba e Uberlândia), o Dentil/Praia Clube segue em busca de seu melhor voleibol na temporada. O time parece ter ainda mais problemas com o passe nesta Superliga do que na anterior e ainda vê suas principais atacantes das pontas sofrerem com lesões – dores nas costas tiraram Ramirez da partida de terça-feira, contra o Rio do Sul, e uma luxação no dedo mínimo da mão direita impediu Alix Klineman de entrar em quadra nesta semana (ela já havia perdido boa parte do primeiro turno por uma contusão no dedo anelar da mesma mão).

Contudo, na noite da sexta-feira, no ginásio Henrique Villaboin, em São Paulo, o sexteto de Uberlândia – com Ramirez e sem Alix – bateu o Pinheiros por 3 sets a 0 (25-23, 25-18, 25-23). Se por acaso, em algum momento da partida, o time visitante chegou a sentir falta da ponteira norte-americana, não foi por causa atuação de Ellen, sua substituta.

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Antes de qualquer dado estatístico, é preciso ressalvar que os dois compromissos do Praia nesta semana não foram contra equipes do primeiro escalão do voleibol nacional. Dito isso, registre-se que tanto contra o Rio do Sul quanto diante do Pinheiros, Ellen foi a maior anotadora do time e, mais importante, sempre com alto aproveitamento no ataque – 57% em Santa Catarina, 54% em São Paulo. No duelo dessa sexta, ela ganhou o VivaVôlei, prêmio já havia ganho no primeiro turno, na vitória mais importante da equipe até aqui na competição – 3 a 2 sobre o Vôlei Nestlé.

Alix: segunda lesão na temporada (Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Alix: segunda lesão na temporada (Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBV)

Aí, quando Klineman se recuperar da nova lesão e puder voltar ao time, Ellen deve sair, é a substituição natural. E é quando eu pergunto: como se comportaria o Dentil/Praia Clube, se as duas jogassem juntas?

Já em condições normais, a linha de passe da equipe, que muitas vezes conta até com a oposta Ramirez, costuma sofrer bastante com o saque adversário. Assim, num teste ou numa emergência, admitindo que Claudinha nem sempre vá conseguir trabalhar com a primeira bola, não seria interessante observar ou pôr em prática um esquema tático que priorize o ataque pelas extremidades da rede?

É claro que a equipe não vai desprezar o poderio ofensivo das centrais Fabiana e Walewska, nem falo necessariamente numa mudança no time titular do Praia. Contudo, faria mal testar (TESTAR) um esquema diferente?

PINHEIROS
Por outro lado, ficou claro que o Pinheiros sentiu o peso do adversário que enfrentou: muitas vezes, na afobação para quebrar o passe mineiro, a equipe cometeu erros de saque em momentos cruciais, o que facilitou o trabalho do Praia.

Na primeira parcial, nas vezes em que teve o passe na mão, a levantadora Ananda conseguiu algumas boas combinações com a central Milka, mas sua tônica na partida foi acionar a oposta Bárbara e a ponteira Vanessa Janke – juntas, elas cortaram 58 das 109 bolas atacadas pela equipe, mas só fizeram 15 dos 35 pontos do time nesse fundamento.

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No segundo set, o time disputou e perdeu um jogo de gato e rato: sempre que o Praia abria boa diferença (e começou a parcial com 7 a 1), o Pinheiros se aproximava, encostava, mas cometia algum erro no saque ou no ataque e acabava tendo de correr atrás novamente.

Mesmo vencido, Pinheiros tem situação cômoda para chegar aos playoffs (William Lucas/Inovafoto/CBV)

Mesmo vencido, Pinheiros tem situação cômoda para chegar aos playoffs (William Lucas/Inovafoto/CBV)

O terceiro set estava encaminhado para equipe anfitriã, que fez muitas modificações na escalação e abriu 11 a 4 no marcador, mas seu jogo voltou a ficar previsível e esbarrou no bloqueio rival – quesito em que as mineiras obtiveram em toda a partida 15 pontos contra 9.

A esta altura da competição, com margem de sete pontos contra o Rio do Sul, nono colocado, e ainda com um jogo a mais do que as catarinenses para disputar, as paulistanas têm motivo para ficar tranquilas em relação à classificação para os playoffs – mérito de quem, no returno, já venceu tie breaks contra Terracap/BRB/Brasília e Vôlei Nestlé.

Contudo, a oitava posição que ocupam atualmente as deixa em rota de colisão com o líder Rexona-Sesc nas quartas de final. Tirar o sétimo lugar do Fluminense, que está apenas dois pontos adiante, para fugir de um complicado duelo na próxima fase deve ser a maior motivação do Pinheiros nesta reta final de fase classificatória.

Rexona: vitória em cinco sets em Manaus (Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

Rexona: vitória em cinco sets em Manaus (Michael Dantas/Inovafoto/CBV)

OUTROS JOGOS
Em Manaus, o Rexona-Sesc sofreu, mas venceu o São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3 sets a 2 (25-14, 18-25, 23-25, 25-18, 15-9). Com quase 6 mil espectadores, a partida teve o maior público desta Superliga feminina. As cariocas ganharam dois dos três pontos em disputa e mantêm boa vantagem sobre as segundas colocadas – 45 pontos contra 40 do Praia, que jogou uma partida a mais. A ponteira Gabi ganhou o VivaVôlei e, numa atitude inusitada, deu o troféu à oposta rival Edinara, que assinalou nada menos que 28 pontos no confronto – alguém repassar o prêmio a um companheiro de equipe não é novidade, mas a um adversário, talvez tenha sido o primeiro caso.

O Vôlei Nestlé, em Santa Catarina, bateu o Rio do Sul por 3 a 0 (25-21, 25-17, 25-18) e continua em terceiro. O detalhe é que tem dois jogos e três pontos a menos que o representante de Uberlândia, o indica que o time de Osasco, em breve, poderá voltar à vice-liderança.

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Completando a noite de sexta-feira, o Camponesa/Minas venceu pela quinta vez seguida na Superliga, impondo ao Sesi, em Santo André, um 3 a 0 (25-15, 25-16, 25-19). E o Genter Vôlei Bauru, em casa, depois de quatro derrotas consecutivas, reencontrou a vitória num 3 a 1 sobre o Renata Valinhos/Country, lanterna do campeonato, em parciais de 25-17, 23-25, 25-19, 25-16.


Praia Clube corre contra o tempo para ajustar seu jogo, diz Alix Klineman
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Sidrônio Henrique

Alix Klineman: “Nós ainda não atingimos o nosso limite, falta ajustar muita coisa” (fotos: CBV)

Maior pontuadora da Superliga 2015/2016, com 455 pontos, a americana Alix Klineman ainda não teve chance nesta temporada de ajudar sua equipe, o Dentil/Praia Clube, de Uberlândia (MG), como gostaria. “Eu me sinto bem, ainda que não esteja 100% fisicamente. Tento ajudar o máximo que posso. O potencial do nosso time é maior este ano, isso é empolgante, mas nós ainda não atingimos o nosso limite, falta ajustar muita coisa, estamos correndo contra o tempo”, afirmou a ponteira ao Saída de Rede.

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Na metade do primeiro turno, Alix sofreu uma luxação no dedo anelar da mão direita e ficou fora das seis últimas rodadas daquela etapa. Sem treinar, perdeu ritmo. Voltou à ativa no returno, mas nesta terça-feira (31) teve outra lesão articular, desta vez no dedo mindinho, novamente na mão direita, e sequer foi relacionada para a partida contra o Rio do Sul – mesmo fora de casa, o time mineiro venceu com facilidade por 3-0.

Com um jogo a mais do que o líder Rexona-Sesc, o Praia Clube está em segundo lugar na tabela da Superliga, com 37 pontos, enquanto as cariocas somam 43.

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Para o período 2016/2017, além de manter Alix, a ponta/oposta cubana Daymi Ramirez e a central campeã olímpica Walewska Oliveira, a equipe de Uberlândia ganhou um reforço de peso: a meio de rede bicampeã olímpica Fabiana Claudino. No entanto, diversas contusões, como as de Alix, Fabiana e Ramirez, têm atrapalhado o time.

A americana sofreu duas lesões esta temporada

Altos e baixos
“Ainda temos muitos altos e baixos, o que compromete nossas atuações. Estamos tentando encontrar um ponto de equilíbrio, um nível de consistência mais elevado, como tínhamos na temporada passada. Discutimos isso bastante entre nós, pois ainda cometemos muitos erros”, avaliou a americana de 27 anos, 1,95m.

Alix Klineman ressaltou também a irritação que o time demonstra em certas situações. “Às vezes nos falta paciência durante os ralis. Temos tantas atacantes boas e queremos decidir logo de cara. Quando a bola não cai, vem a frustração, que compromete a nossa defesa. Temos que cobrir melhor as atacantes, ter calma para decidir os pontos”.

Praia Clube tentará no Sul-Americano quebrar a escrita de nunca ter vencido o Rexona

Sul-Americano
O SdR entrou em contato com o Dentil/Praia Clube para saber sobre a extensão da lesão sofrida pela ponteira americana. Fomos informados que a luxação desta vez não foi tão grave quanto a anterior, mas ainda não sabem se Alix jogará a partida desta sexta-feira (3), em São Paulo, contra o Pinheiros. “Talvez seja melhor poupá-la para a disputa do Campeonato Sul-Americano”, ponderou o supervisor do Praia Clube, Bruno Vilela.

O Sul-Americano Feminino de Clubes será realizado de 14 a 18 de fevereiro, em Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro. Além do Dentil/Praia Clube, o Brasil será representado pelo Rexona-Sesc, que ganhou as duas últimas edições. O vencedor participará do Mundial de Clubes, de 8 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Será um desafio e tanto para o Praia Clube derrotar a equipe comandada por Bernardinho. Em 21 jogos oficiais, o Rexona venceu todos. Com Alix Klineman em forma, o time de Uberlândia teria mais chances de quebrar essa escrita, apesar do amplo favoritismo do atual campeão.


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