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Lesionado, Douglas Souza é desfalque do Sesi até o fim da Superliga
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Carolina Canossa

Campeão olímpico, Douglas Souza é ponteiro titular da equipe do Sesi (foto: Divulgação)

A luta do Sesi pelo título da atual edição da Superliga masculina de vôlei ganhou um enorme obstáculo. Um dos principais jogadores da equipe na competição, o ponteiro Douglas Souza está fora da disputa devido a uma lesão.

Douglas sofreu uma ruptura no abdômen em um treino que deve deixá-lo fora das quadras por cerca de três meses. Ou seja, ainda que o Sesi chegue à decisão do campeonato, no dia 7 de maio, não haverá tempo hábil para ele defender a camisa vermelha da equipe paulistana.

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Campeão olímpico na Rio 2016, Douglas era, junto do oposto Theo, a principal opção ofensiva do Sesi na Superliga. Até o momento, por exemplo, o ponteiro é o quarto atacante mais eficiente da Superliga, além de ter uma função tática importante na recepção, principalmente após um problema no cotovelo de Murilo Endres, especialista em passe.

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Douglas, aliás, também teve uma lesão no tornozelo logo no início da temporada de clubes, mas havia se recuperado e estava em ótima forma desde então. Agora, o Sesi terá que jogar os momentos decisivos da disputa com seus ponteiros reservas, mas um retorno antecipado de Murilo para o jogo inteiro não está descartado.

ATUALIZADO ÀS 16h47 – Procurado, o Sesi afirma que o afastamento de Douglas será menor, de três a quatro semanas.


Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei
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Carolina Canossa

Atletas da seleção estão em campanha pelo fim do ranking da Superliga (Foto: Reprodução/Facebook)

Mais do que ocorreu em quadra, o início da semana no vôlei foi marcado por um assunto que, volta e meia, vem à tona: o ranking de atletas da Superliga de vôlei. Enquanto à noite Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc garantiram uma vaga na semifinal do torneio com relativa tranquilidade, repercutia desde as primeiras horas da manhã a carta de repúdio divulgada pelas nove jogadoras classificadas com sete pontos, o máximo possível, contra as regras de contratação impostas para a próxima temporada.

É óbvio que as jogadoras possuem razão em seu protesto. Passados quase 25 anos desde a criação do ranking, está evidente que aquelas que chegam ao mais alto nível dentro da modalidade acabam sendo punidas e, muitas vezes, obrigadas a sair do país para contarem com o salário que desejam. Mas será que o livre mercado no vôlei será suficiente para resolver esta situação?

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Particularmente, tenho sérias dúvidas quanto a isso. Das nove jogadoras que assinaram os documentos, cinco estão atualmente empregadas no Brasil (Dani Lins, Fabiana, Gabi, Jaqueline e Tandara). Entre os clubes, somente o Vôlei Nestlé está exercendo o máximo da cota que permite apenas duas “jogadoras sete pontos” em cada equipe. Ou seja: há espaço para elas no Rexona, Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas, para ficar somente entre os quatro primeiros colocados da fase classificatória.

A pergunta que fica é: por que os clubes não estão exerceram seu direito de contar com essas atletas? Além de questões pessoais (Sheilla, por exemplo, decidiu tirar um período sabático após a Olimpíada), parece claro que simplesmente não houve dinheiro para competir com propostas melhores do exterior. O Rexona, por exemplo, tinha todo o interesse de continuar com a Natália, mas é difícil vencer os euros do voleibol turco, que também levou Thaísa. Fernanda Garay, por sua vez, preferiu ter um tempo dedicado à família antes de iniciar sua participação na segunda divisão da China, que começou bem mais tarde que os demais campeonatos no mundo.

Osasco contou com várias campeãs olímpicas em 2012/2013, mas nível técnico da Superliga não melhorou (Foto: Divulgação/FIVB)

O fim do ranking, por si só, não vai impedir que esse tipo de situação ocorra, pois o problema é mais profundo do que a mera classificação das atletas. É falta de grana mesmo. Se cada um for liberado para jogar onde quiser, talvez um ou outro time terá recursos para juntar a maioria das “sete pontos” em um só lugar, mas isso não vai resolver a questão do nível técnico da Superliga. Temos aí a temporada 2012/2013: o Vôlei Nestlé (à época Sollys) usou bem as regras do ranking e contou com uma espécie de seleção brasileira, mas perdeu a final de um campeonato que, sinceramente, não foi diferente em termos de competitividade dos demais.

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Além do ranking, quem faz o vôlei brasileiro deve discutir maneiras de tornar a Superliga mais atraente para diversos patrocinadores, abrangendo todos os clubes participantes de forma que haja recursos para pagar as principais jogadoras do país. E, isso, claro passa por dar maior voz aos atletas, que hoje contam com apenas um voto nas reuniões que definem os rumos da competição. Na condição de protagonistas do espetáculo, eles deveriam ter o mesmo número de votos dos clubes, divididos entre as diferentes categorias de pontos para dar voz desde as estrelas da seleção até quem ainda está começando na carreira. Enquanto isto não ocorrer, estaremos muito longe de atacar o real problema.


Sada favorito e promessa de emoção: os playoffs da Superliga masculina
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Carolina Canossa

Cruzeiro: somente uma derrota, que veio quando titulares descansaram (Foto: Divulgação)

Se ontem já falamos do equilíbrio de forças dos playoffs da Superliga feminina de vôlei, agora é a vez dos homens. Apesar do imenso favoritismo do Sada Cruzeiro, que só perdeu um jogo até agora (no qual atuou com reservas), não dá pra dizer que é barbada apontar os quatro semifinalistas da competição. Exceto justamente a disputa do time mineiro contra o Lebes Gedore Canoas, os demais confrontos prometem jogos equilibrados e interessantes disputas individuais.

Inclusive, não se surpreenda se algum time badalado for eliminado logo nesta primeira rodada de mata-mata, que será disputada em cinco partidas. Os duelos começam na noite desta sexta, às 19 horas, com Sada x Canoas, seguem com dois jogos na tarde de sábado (14h10 e 15h30) e se encerram no domingo às 15 h. O SporTV transmite todos, exceto Sesi x Minas, que ficará por conta da RedeTV!.

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Abaixo, você confere o que esperar das quartas de final do principal torneio de clubes do Brasil:

Assistente da seleção, Fronckowiak tem missão quase impossível nos playoffs (Foto: Matheus Beck/Canoas)

Sada Cruzeiro (1º) x Lebes Gedore Canoas (8º)

Olhando individualmente, é possível encontrar alguns bons valores na equipe gaúcha: o ponteiro Gabriel, por exemplo, fez um primeiro turno formidável, enquanto o central o central Ialisson chamou a atenção durante o returno. Os grandes craques do time, porém, estão fora da quadra: campeão olímpico e bi mundial com a seleção
brasileira, Gustavo Endres é o supervisor, enquanto Marcelo Fronckowiak se sagrou campeão da Superliga com o RJX em 2012/2013 e recentemente assumiu o posto de assistente técnico de Renan Dal Zotto na seleção brasileira.

Mas, se há quatro anos Fronckowiak conseguiu o feito de bater justamente o Sada Cruzeiro na decisão, a missão agora será bem mais dura. Além do elenco inferior, Canoas não tem um sistema defensivo consistente, algo essencial para enfrentar um time com o poder de saque e ataque que os mineiros possuem. Para complicar, o Sada passou por poucas modificações em seu elenco nos últimos anos e provou sua força ganhando seus três títulos mundiais desde então. Sendo o único time que entra nos playoffs com mais derrotas que vitórias (14 a 8), Canoas já terá feito bem o seu papel se vencer um dos cinco duelos programados pras quartas.

Funvic Taubaté (2º) x JF Vôlei (7º)

Taí um confronto que vai ser interessante de assistir: apesar de contar com um elenco experiente, com três campeões olímpicos e jogadores que passaram pela seleção brasileira, Taubaté só adquiriu mais consistência após a virada do ano, quando passou a se adaptar melhor aos problemas físicos de Ricardo Lucarelli, que provocaram muitas ausências. Juiz de Fora, por sua vez, encarna o perfeito penetra que só está esperando uma oportunidade para aprontar uma ainda maior. Potencial ali existe e os paulistas puderam aprender isso com um 3 a 2 sofrido na última rodada da fase classificatória.

Seleção masculina perde mais uma peça-chave após a saída de Bernardinho

Minas precisa melhorar o saque para passar pelo Sesi (Foto: Divulgação)

Olho vivo em um confronto particular entre opostos: de um lado, Wallace, que se consagrou perante o público em geral como “macho-alfa”, a bola de segurança, da vitoriosa campanha brasileira na Rio 2016. Somente um jogador fez mais pontos que ele nesta Superliga e é justamente Renan Buiatti. Com 2,17 m, o atacante de saída de rede do JF Vôlei vive a melhor fase de sua carreira após um passagem de altos e baixos, além de lesões, pelo voleibol italiano.

Sesi (3º) x Minas (6º)

Mais um confronto no qual não devemos nos enganar pelos nomes que vemos no papel: nos dois jogos realizados até agora, a badalada equipe paulista e o tradicional time mineiro jogaram os dez sets possíveis, com uma vitória para cada lado. Ou seja: a possibilidade de novos duelos longos é bastante alta.

Diria hoje que há um leve favoritismo para o Sesi, uma vez que o Minas tem apresentado claras dificuldades no saque ao longo da competição. A equipe de Belo Horizonte aumentará bastante suas chances se seus bons atacantes forem mais consistentes e deixarem tantos altos e baixos para trás. Nesta série, o aspecto físico certamente será um fator com mais importância que o normal.

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Brasil Kirin fez um bom time após correr o risco de acabar (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vôlei Brasil Kirin (4º) x Montes Claros (5º)

Depois de sofrer uma ameaça de sequer participar desta Superliga devido a um corte de verbas causado pela crise econômica, os atuais vice-campeões do torneio montaram um elenco razoável para a atual temporada. Perderam Lucas Loh, Piá e Wallace Martins, é verdade, mas conseguiram manter o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, dois dos destaques da campanha anterior. Ainda que o Brasil Kirin não tenha conseguido bater de frente com o trio de favoritos (Sada, Taubaté e Sesi) em número de pontos, chegou a derrotar a equipe paulistana em uma oportunidade e fez uma boa campanha com times de investimento igual ou inferior, sem grandes sustos.

Peraí, eu escrevi “sem grandes sustos”? Neste caso, exclua da lista justamente o Montes Claros. Isso porque o time mineiro bateu o de Campinas por 3 a 1 no primeiro turno e vendeu caro a derrota na volta, no tie-break. Montes Claros conta com Luan Weber como destaque, além de um saque capaz de fazer estragos em muitas recepções por aí – alguns deles são feitos pelo levantador Murilo Radke, que também tem cumprido sua função principal com competência. Aos 28 anos, o armador gaúcho será essencial para escapar do bem postado bloqueio paulista.

E na sua opinião, quem passa para a próxima fase? Deixe seus palpites na caixa de comentários abaixo.


Caso Unilever: encerramento de patrocínio é triste, mas não o fim do mundo
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Carolina Canossa

Apoio do Rexona será encerrado com o Mundial de clubes, em maio (Foto: Marcio Rodrigues/MPIX)

A bomba solta por Fernanda Venturini na segunda (13) teve sua confirmação oficial no fim da tarde desta quarta (14): depois de 20 anos, a Unilever decidiu sair do vitorioso projeto iniciado em Curitiba e amadurecido no Rio de Janeiro. O ponto final da parceria será dado no Mundial de Clubes, programado para maio, no Japão.

Claro que a chegada de uma notícia como esta jamais será boa. Diante das dificuldades cada vez maiores neste período de ressaca olímpica, perder um apoiador de tal porte pode significar a saída de atletas de alto nível do país, sem contar com o menor incentivo na formação de jogadoras. Porém, não deve ser tratado como o fim do mundo. Explico as razões:

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– A saída não foi repentina. Boatos de uma possível mudança de estratégia no marketing da Unilever já estavam ocorrendo há pelo menos um ano e meio. A empresa, por exemplo, teve a sensibilidade de fazer uma transição adequada com o Sesc para não deixar profissionais sem trabalho de uma hora para outra, diferente do que já aconteceu em outras rupturas. Para quem não se lembra, em 2014 a Amil chegou a anunciar a substituição do técnico José Roberto Guimarães por Paulo Coco apenas uma semana antes de retirar o investimento, pegando as próprias atletas de surpresa;

– Apesar de ainda não estar claro qual será o nível de investimento do Sesc na próxima temporada, o time continuará na ativa. Mesmo que o orçamento seja menor, há a esperança de ao menos jovens atletas terem uma oportunidade de despontar em alto nível. Vale destacar que o Sesc já apoia um time masculino no Rio, comandado por Giovane Gávio, com um dinheiro razoável para a disputa da Superliga B;

Projeto começou no Paraná, onde ficou até 2003 (Fotos: Divulgação)

– O Rexona não é o primeiro e, infelizmente, não será a última equipe a passar por isso no vôlei nacional. Mas, ainda assim, o esporte continua. Pouco após a conquista do primeiro ouro olímpico no feminino, em Pequim 2008, o Bradesco decidiu romper o apoio dado a Osasco através da Finasa. Houve um certo pânico da época, mas o time está na ativa até hoje ao lado de um novo patrocinador, a Nestlé, que em 2011/2012 praticamente repetiu a escalação da seleção brasileira na equipe.

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A situação do vôlei brasileiro de clubes é perfeita? Longe disto. Há muita coisa a ser feita ainda. Aumentar a visibilidade dos patrocinadores, inclusive com a menção dos nomes deles pela Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, é essencial. Mas, culpar apenas isso e a crise econômica vivida pelo Brasil pela saída da Unilever do vôlei, é analisar a situação de forma rasa.

Amil encerrou o projeto no vôlei uma semana após anunciar troca de técnicos

Isso porque crises econômicas não são exatamente uma novidade no país, que já viveu outros momentos de finanças em baixa desde 1997, data do início do apoio da Unilever ao time de Bernardinho. Além disso, nunca a Globo se dispôs a falar os nomes reais das equipes em quadra, sempre apelando para denominação de clubes ou das cidades nas quais são sediados. Ainda assim, a empresa permaneceu no jogo durante 20 anos e, quem conhece um mínimo de marketing e ambiente corporativo, sabe que isso não aconteceu por solidariedade. Se não desse retorno, eles certamente não teriam ficado tanto tempo no projeto. O mesmo acontece com outros times e grandes empresas que investem no esporte: ninguém colocaria dinheiro (que não é pouco) no vôlei se o produto não fosse bom.

Ciclos acabam e estratégias mudam. É da vida. Ao invés de se lamentar e promover uma “caça às bruxas”, quem gosta de vôlei precisa trabalhar (ou cobrar) mudanças no que não está bom. Só assim o Brasil continuará a crescer na modalidade.


Erros em excesso minam força do Minas na reta final da fase classificatória
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Carolina Canossa

Minas não passou em dois dos três grandes testes neste returno (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

Foram dois “banhos de água fria”: depois de um fim de 2016 e um começo de 2017 formidáveis, o Camponesa/Minas perdeu ritmo e não conseguiu se consolidar como o mais forte candidato a derrubar a hegemonia do Rexona-Sesc na Superliga nacional. Depois de cair contra o Dentil/Praia Clube no fim de semana, o time do técnico Paulo Coco perdeu para a equipe carioca na noite desta terça (7) por 3 sets a 1, parciais de 25-27, 25-20, 27-25 e 25-21.

Em comum, ambas as partidas foram marcadas por um número excessivo de erros do Minas. Contra-ataques infrutíferos e falhas ao melhor estilo “deixa-que-eu-deixo” na defesa pouco a pouco estão minando as atuações do time e a confiança das jogadoras. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Minas chegou a liderar a terceira parcial por 20-14, mas entregou o set de bandeja para as adversárias. Na quarta etapa, a vantagem chegou a ser de 9-6 antes da virada.

Assistente de Zé Roberto fala em renovação drástica e pede paciência

Estreia da primeira trans no vôlei brasileiro tem nervosismo, curiosidade e apoio

Em números: somando-se as duas últimas partidas da equipe, foram 57 pontos cedidos em erros, quase 30% do total. É muita coisa para um time que já mostrou ter potencial para ser campeão. Para isso, porém, será preciso jogar em alto nível o tempo inteiro, o que não aconteceu em dois dos três grandes testes deste returno (a exceção ficou por conta do duelo contra o Vôlei Nestlé).

O problema, claro, não se resume aos pontos perdidos. A levantadora Naiane, por exemplo, claramente está com dificuldades para acionar a oposta Destinee Hooker de maneira eficiente. Já as ponteiras Jaqueline, Pri Daroit e Rosamaria não conseguem formar uma dupla titular de confiança: quando uma está bem, duas se apresentam mal. Atualmente, somente a famosa china de Carol Gattaz pode ser considerada uma bola de confiança.

Os recentes reveses colocam em risco até mesmo a quarta posição na tabela, algo que parecia inimaginável há pouquíssimo tempo, no Carnaval. Por sorte, a próxima partida da equipe será contra o lanterninha Renata Valinhos/Country, enquanto o Genter Vôlei Bauru, quarto colocado no momento, terá um difícil confronto contra o Vôlei Nestlé.

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Drussyla (camisa 17) e Monique foram os destaques do Rexona (Foto: Alexandre Arruda)

Rexona

Não se pode, é claro, tirar os méritos do Rexona na partida realizada na Arena Jeunesse. De Hooker bem marcada a Monique inspirada, o time mais uma vez deixa claro que fez a lição de casa mostrando uma linearidade que não existe nos demais adversários. E ainda houve um bônus: a jovem Drussyla, que substituiu Gabi a partir do terceiro set e segurou muito bem os bons saques mineiros.

Transmissão web

Diante da falta de interesse do SporTv em transmitir a partida entre Rexona e Minas, a CBV proporcionou aos interessados as imagens do duelo através de sua página no Facebook. Em que pese ainda não haver narradores, comentaristas e replays, o trabalho tem sido bem feito, com sinal constante (ao menos no computador em que eu estava assistindo, houve pequenos cortes somente no início do duelo).

Uma pena apenas que, depois de um furor inicial, o público parece ter desanimado: o jogo desta terça, por exemplo, começou com 2800 espectadores online, número que foi caindo ao longo da transmissão. No último ponto, somente cerca de 370 pessoas estavam acompanhando.


Consistência do Rexona é decisiva novamente, mas Borgo anima o Vôlei Nestlé
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Carolina Canossa

Bloqueio rendeu 20 pontos ao Rexona (Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

No reencontro com o único time que o superou na atual edição da Superliga feminina de vôlei, o Rexona-Sesc mostrou uma de suas principais qualidades para superar o Vôlei Nestlé na noite desta sexta-feira (3): a consistência. Sem grandes oscilações ao longo da partida, o time carioca garantiu a liderança na fase de classificação com duas rodadas de antecedência ao fazer 3 sets a 1 (25-20, 21-25, 25-21 e 25-15) sobre seus maiores rivais.

Depois de três sets equilibrados, o Rexona simplesmente passeou na etapa decisiva. A diferença de rendimento entre os dois lados da quadra era evidente no sistema defensivo, que anulou Paula Borgo e Tandara, as duas principais opções de ataque à disposição de Dani Lins. No fundo de quadra, a sérvia Malesevic passou a errar passes que até então vinha entregando na mão da levantadora e, se não fosse por uma boa passagem de Nati Martins com um flutuante no saque, o placar seria ainda mais elástico.

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Descobrir como o Rexona consegue se manter tão fiel ao plano de jogo é o grande segredo para quem quer que deseje desbancar as favoritas ao título da Superliga. A sensação é que, enquanto o time de Bernardinho entra em quadra para jogar cinco sets, os rivais estão preparados apenas para três. Quanto mais um jogo se alonga, melhor para as representantes do Rio de Janeiro. E olha que o time joga basicamente o tempo inteiro com as mesmas sete jogadoras, com pouquíssimas alterações.

Paula entrou no meio do 1º set e foi a maior pontuadora da partida (Foto: João Pires/Fotojump)

Apesar da derrota, o Vôlei Nestlé volta pra casa com um grande ponto positivo: a boa atuação de Paula Borgo, que substituiu Ana Bjelica ainda na metade do primeiro set. Considerada um dos grandes nomes da nova geração do voleibol brasileiro, a oposta mostrou variedade de golpes para superar um bloqueio quase sempre bem postado e foi o destaque individual da partida.

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Como ponto negativo, a precisão de ambas as levantadoras: em todos os sets, vimos um festival de bolas coladas à rede que, na melhor das hipóteses, exigia um malabarismo das atacantes em quadra. Dani, inclusive, cometeu um dois toques em um momento crucial do terceiro set, fazendo com que um contra-ataque que poderia colocar o placar em 22-23 virasse o set point das donas da casa, posteriormente convertido.

Agora, cabe ao Vôlei Nestlé confirmar o favoritismo diante do Renata Valinhos / Country e Genter Vôlei Bauru para assegurar a segunda posição na tabela, fazendo com que um novo encontro com o Rexona só ocorra em uma eventual final. Já o Rexona deve aproveitar os jogos contra Camponesa/Minas e Dentil/Praia Clube para testar algumas variações táticas e observar os rivais, já visando o mata-mata que se aproxima.


Atropelamento na última rodada embala Vôlei Nestlé para clássico no Rio
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Carolina Canossa

No Rio, Tandara espera um novo jogo de cinco sets (Foto: João Pires/Fotojump)

Até o momento, apenas um time foi capaz de derrotar o Rexona-Sesc na Superliga feminina de vôlei: o Vôlei Nestlé, em partida realizada no dia 13 de dezembro em Osasco. Mas não é exatamente naquele duelo que a equipe do técnico Luizomar de Moura se baseia para conseguir um novo resultado positivo contra as cariocas nesta sexta-feira (3), a partir das 21h30, na Jeunesse Arena (antiga HSBC Arena/Arena da Barra)…

A empolgação com que o time paulista chega ao Rio de Janeiro se deve mesmo ao atropelamento contra o Dentil/Praia Clube na última rodada. A despeito da expectativa por um confronto equilibrado, o Vôlei Nestlé mal tomou conhecimento do adversário e não precisou nem de 1h30 de jogo para fazer 3 sets a 0 sobre as atuais vice-campeãs brasileiras.

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Técnico nega problema psicológico no Praia Clube

“Temos que aproveitar o que construímos aí e levar para o Rio”, comentou a atacante Tandara, destaque de Osasco na atual temporada. “Vamos para o próximo jogo com essa mesma coragem. Se mantivermos esse espírito, o jogo será bom, acirrado e que vença quem conseguir aproveitar melhor as oportunidades”, destacou.

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra contra o Praia, reforçou o discurso. “A gente chega para o jogo com o Rio com mais autoestima. Está todo mundo bem, os treinos têm sido muito bons e queremos manter essa crescente”, avisou a atleta, que deixou claro: o 0 a 3 sofrido em Belo Horizonte diante do Camponesa/Minas na rodada anterior já é coisa do passado. “Acho que meio que curamos a nossa raiva do jogo péssimo que fizemos em Minas. O time jogando unido é outra coisa, todo mundo dando o seu melhor”, complementou.

Dani Lins: “A gente chega pra esse jogo com mais autoestima”

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Mas Tandara ressalta que o discurso confiante não deve ser visto como um otimismo excessivo. Para ela, o clássico tem altas possibilidades de ser novamente encerrado em um 3 a 2. “Fizemos um jogo muito difícil contra elas aqui e vencemos, mas o time de lá não deu brecha pra ser fácil. Então, essa nova partida também vai ser muito difícil, quem sabe com cinco sets novamente. Espero que a consequência seja a nossa vitória. Estamos trabalhando muito”, afirmou.

A jogadora, inclusive, reconhece que provavelmente será bombardeada pelas adversárias no saque. “Eu tenho a consciência de que sempre serei o alvo no passe, pois não sou uma ponteira passadora. A minha preocupação é colocar a bola para cima e definir no ataque, que é o meu melhor fundamento. Tenho que me manter calma, pois, se eu sair do passe, não consigo rodar a bola. Sei que vou errar no passe, mas tenho que ter tranquilidade para aceitar quando isso acontecer”, analisou.


Picinin nega problema psicológico e aponta solução para a retomada do Praia
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Carolina Canossa

Técnico acredita que seu time está oscilando demais em quadra (Fotos: Divulgação/CBV)

A torcida do Dentil/Praia Clube está preocupada (e com razão). O grande elenco montado para a temporada 2016/2017 do voleibol brasileiro não tem conseguido jogar no nível que se espera e, como consequência, o time foi completamente dominado nas duas últimas partidas que fez, contra o Rexona-Sesc, pela final do Sul-Americano, e diante de Vôlei Nestlé, na Superliga feminina.

Ao término da partida em Osasco, o técnico Ricardo Picinin reuniu suas jogadoras no centro da quadra em um círculo e tentou passar palavras de incentivo para as rodadas finais da fase classificatória da competição nacional, essenciais para o planejamento de um clube que investiu alto em busca de seu primeiro título de relevância.

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Time de vôlei é oficialmente representado em parada LGBT

Mesmo com a frustração com o resultado ainda visível em seu rosto, o treinador atendeu ao Saída de Rede com serenidade antes de ir ao vestiário. Questionado se o motivo para o rendimento abaixo do esperado poderia estar em fatores psicológicos, ele negou. “Não chega a ser um problema de cabeça. É que, durante os jogos, temos que buscar mais a regularidade. A gente sabe que no feminino existem oscilações, mas precisamos minimizar isso para fazer um jogo de alto nível do início do fim”, analisou.

Elenco do Praia ainda não rendeu o esperado

Apesar da declaração, o próprio Picinin admitiu que o 22º resultado negativo (terceiro apenas na atual temporada) nos 22 jogos que fazem a história de Praia e Rexona teve um efeito negativo sobre suas comandadas. “Essa derrota em casa para o Rio abateu um pouco o time e agora oscilamos bastante. Mas é essa irregularidade que precisa ser melhorada”, apontou.

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No José Liberatti, Picinin ficou especialmente incomodado com a derrota no segundo set: o 20 a 16 que o Praia sustentava acabou se convertendo em um 22 a 25. “Demos uma bobeada e permitimos que Osasco virasse. Em um jogo de duas grandes equipes, tudo pode acontecer”, comentou o treinador.

E é bom que a equipe de Uberlândia desperte logo: neste sábado (4), o time volta à ativa diante do ascendente Camponesa/Minas, em briga direta pela terceira posição – e o consequente direito de só encarar o Rexona em uma eventual final – na tabela. “Temos que pensar jogo a jogo. Independente de qualquer coisa, é treinar, tentar continuar evoluindo e melhorar para chegarmos bem aos playoffs, pois isso é o importante”, afirmou.


CEO do vôlei explica contrato com a Globo e promete transmissões online
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Carolina Canossa

Baka ressaltou que as transmissões online não podem ser feitas sem seguir um padrão (Foto: Divulgação/CBV)

Baka ressaltou que as transmissões online não podem ser feitas sem seguir um padrão (Foto: Divulgação/CBV)

Preocupação com o produto. É desta forma que a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) explica as restrições às transmissões de jogos das Superligas de vôlei pela internet. Em entrevista exclusiva ao Saída de Rede, Ricardo Trade, o Baka, CEO da entidade, falou sobre a polêmica que voltou a ganhar força na noite desta quarta-feira (8), quando Murilo Endres reclamou publicamente no Twitter de que seu clube, o Sesi, foi impedido de passar no YouTube a partida contra Montes Claros.

“Pelo contrato com a Globo, é possível fazer transmissões pela internet, desde que sejam nas mídias sociais ou plataforma da própria CBV e atendidos certos requisitos, como qualidade de transmissão, links que não fiquem caindo toda hora, cuidado com os patrocinadores da própria Superliga… O produto não pode ser colocado no ar de qualquer forma, é preciso ter padrões de qualidade. Não é como se fosse uma transmissão que qualquer um faz na esquina”, comentou o dirigente.

Com técnicos assegurados, CBV trabalha por credibilidade

Rodada sem TV causa polêmica no vôlei; SporTV se defende

Baka, inclusive, ressaltou que a entidade que comanda o vôlei brasileiro pretende retomar na próxima temporada as transmissões web de partidas que não sejam transmitidas pela TV – na edição de 2012/2013, a iniciativa chegou a ser colocada em prática, mas não foi duradoura.

“Para a próxima temporada, estamos trabalhando para que, independente de qualquer clube, isso seja feito de uma forma que a gente se responsabilize. São transmissões com mecanismos para garantir a qualidade e que nos faça ter um melhor equilíbrio (de exposição), pois às vezes as TVs escolhem as partidas por conta de haver campeões olímpicos em um time ou um técnico, etc. Estamos sim preocupados em expor o voleibol e vamos fazer isso”, destacou.

Trade ainda ressaltou que o número de partidas da Superliga transmitidas na TV aberta ou a cabo vem aumentando – questionado pelo SdR sobre o assunto, o SporTV alegou o mesmo. “A todo momento estamos trabalhando para ter a maior quantidade de transmissões possível. No ano passado, extrapolamos o que estava previsto em contrato. Estamos dando uma visibilidade que nunca antes o vôlei teve”, afirmou.

Site de vôlei, que teve transmissão barrada, iniciou campanha para que mais jogos sejam disponibilizados online

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Seguranças no ginásio

Em janeiro deste ano, o site independente Melhor do Vôlei anunciou a transmissão ao vivo em seu Facebook de trechos do duelo entre Pinheiros e Vôlei Nestlé. O repórter Daniel Rodrigues estava no ginásio se preparando para fazer o trabalho usando seu celular quando foi avisado pela assessoria do clube paulistano sobre a proibição da CBV, que poderia fazer até com que ele fosse expulso do local.

“Aí eu parei naquele momento, mas os seguranças ficaram todos ouriçados, doidos atrás de quem estava filmando. Parecia que estavam atrás de um bandido”, comentou o jornalista. Na manhã desta quinta (9), o site lembrou o ocorrido e iniciou a campanha #LiberaCBV, que busca justamente a liberação de transmissões de partidas que não seja televisionadas.

Direitos de transmissão da Globo impedem Brasil de ver vôlei no YouTube

A CBV também divulgou nota oficial sobre o assunto:

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), em nome do voleibol brasileiro, é a maior interessada na promoção e popularização de nosso esporte, e vem trabalhando incansavelmente para isso.
 
As emissoras de televisão que transmitem os jogos da Superliga (Feminina e Masculina) levaram ao ar, ao vivo, até o momento, um total de 78 transmissões nesta temporada 2016/2017, sendo que o SESI-SP e o SADA Cruzeiro são os clubes com mais jogos exibidos (12). O SporTV, canal por assinatura, já transmitiu 50 partidas ao vivo, um número maior que o estabelecido em contrato. A RedeTV!, canal aberto, dobrou o número de jogos exibidos nesta temporada, passando dois jogos por semana, ambos em horário nobre.
 
Na temporada 2015-2016, foram 114 transmissões ao vivo, sendo que as duas finais (Feminina e Masculina) foram exibidas pela TV Globo. O SporTV passou 93 jogos e a  RedeTV! transmitiu 19 partidas. Foram exibidas 250 reprises de jogos pela SporTV, totalizando 364 jogos exibidos na televisão.
 
A CBV não proíbe as transmissões por internet, apenas, por motivos contratuais, somente pode autorizar transmissões pelos clubes em nossa página do Facebook ou em nosso site. Estas transmissões por internet devem obedecer a um padrão de qualidade compatível com o produto voleibol brasileiro. O atendimento a este padrão de qualidade é fundamental para a valorização do produto, o respeito a nossos patrocinadores e ao próprio público, e evitar que transmissões tenham nível técnico insuficiente.
 
Por força de contrato com os detentores de direito de transmissão por televisão, os jogos pela internet devem ser exibidos nos canais de comunicação da CBV, que já franqueou aos clubes esta possibilidade, desde que naturalmente atendidos os requerimentos técnicos de transmissão.
 
Paralelamente, a CBV estuda a possibilidade de a própria entidade produzir as transmissões já na próxima temporada, com a busca por parceiros comerciais que possam viabilizar financeiramente o empreendimento.
 
A CBV conseguiu ainda a liberação para transmissão em emissoras de TV regionais de forma que os clubes possam ampliar a quantidade de exibição de seus jogos.


Murilo fala da paixão por NFL e “cobra” promessa de Gisele Bündchen
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Carolina Canossa

Murilo até levou uma bola de futebol americano para se divertir entre os treinos da seleção nos últimos dois anos (Foto: Carolina Canossa/Facebook)

Murilo até levou uma bola de futebol americano para se divertir entre os treinos da seleção nos últimos dois anos (Foto: Carolina Canossa/Saída de Rede)

Não é preciso conhecer Murilo pessoalmente para saber o que provavelmente ele está fazendo em qualquer noite de domingo entre os meses de setembro e fevereiro: assistindo a uma partida de futebol americano na TV. Com popularidade crescente no Brasil, a NFL tem no jogador de vôlei um de seus mais famosos fãs por aqui e, atenta ao marketing, chegou a convidá-lo no último mês de janeiro para palpitar sobre os resultados dos playoffs da atual temporada.

Atento aos detalhes, o atleta do Sesi não fez feio: acertou o vencedor de cinco dos sete jogos em que apostou. Os dois erros só aconteceram por conta de um prognóstico ousado, de que o Pittsburgh Steelers passaria pelo favorito New England Patriots na final da Conferência Americana. “Achei que eles iriam se sobressair, mas depois que ganharam do Kansas City Chiefs só fazendo field goals e ainda teve a polêmica do Antonio Brown fazendo vídeo ao vivo enquanto o técnico falava, pensei: ‘Acho que já era…’. Quando acontecem esses problemas, você já vê que não vai dá certo'”, contou Murilo, em entrevista exclusiva ao Saída de Rede.

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Às vésperas do Super Bowl 51, a decisão da campeonato de futebol americano que reunirá na noite deste domingo (5) os Patriots contra o Atlanta Falcons, Murilo diz que não consegue se decidir sobre um vencedor. “Sei lá: tanto um quanto outro podem atropelar que não será surpresa. Está todo mundo rezando para que o Super Bowl reserve um jogo cheio de emoções, chegue equilibrado até o último quarto, pois os playoffs até agora quase não tiveram aquele drama. Só no jogo do Green Bay Packers contra o New York Giants, mas ainda assim Green Bay estava ganhando bem até que sofreu a reação”, lembrou.

Jogador acertou cinco dos sete jogos em que apostou o resultado (Foto: Reprodução/Twitter)

Jogador acertou cinco dos sete jogos em que apostou o resultado (Foto: Reprodução/Twitter)

Sem declarar torcida pra nenhum dos lados, o ponteiro revelou uma leve tendência a apoiar os Falcons. “Não tem nem o que falar dos Patriots: é impressionante como, ano após ano, conseguem manter o mesmo padrão. Falar que eles não são os favoritos seria um absurdo. Penso também um pouco pelo lado emocional, já que o Falcons nunca ganharam um Super Bowl. Então, se tivesse que torcer, seria por eles por causa disto. O (Tom) Brady   (quarterback dos Patriots) já é o maior jogador de todos os tempos, com quatro títulos e três MVPs, enquanto tem franquia que nunca chegou. De repente, seria legal ver o (Matt) Ryan (quarterback de Atlanta) ganhar um anel de campeão…”.

Paixão acidental levada à seleção

O interesse de Murilo pela NFL surgiu tão por acaso que nem ele mesmo se lembra ao certo. “Acho que foi de 2012 pra 2013, quando estava mudando de canal em casa à procura de algo de esporte para ver. Os jogos de futebol americano acabaram me chamando a atenção e passei a acompanhar cada vez mais, tentando entender bastante do jogo”, contou. O maior entrave passou a ser o fuso horário, já que não é raro uma partida avançar até 2 horas da manhã: “Aí é complicado porque tenho treino no dia seguinte de manhã, mas acompanho os resultados, sei quem tem chances, etc”.

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Apesar de o vôlei ser um esporte que demanda cada vez mais estudo e análises, algo comum na NFL, Murilo acredita que o futebol americano ainda está muito à frente. “A gente melhorou muito nesta parte desde que eu comecei a jogar, mas nem se compara com o absurdo que eles têm de informação”, afirma o atleta, bicampeão mundial e dono de duas medalhas olímpicas de prata.

Ponteiro começou a ver os jogos da NFL "sem querer", quando buscava algo de esporte na TV

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“O que eu fico mais impressionado é com o número de jogadas deles. Inventar algo novo no vôlei hoje é praticamente impossível. Temos as combinações de primeira bola com fundo meio, as jogadas do meio com a ponta, de meio com a saída, mas não dá pra sair muito disso. Não vejo espaço físico pra inventarmos muita coisa. O quarterback é como se fosse o levantador, ambos precisam distribuir a bola e achar o melhor recebedor, qual é a melhor estratégia pro momento… É preciso analisar a defesa, que seriam os bloqueadores. É um xadrez, um jogo de gato e rato onde você tenta tirar vantagem em cima da fraqueza do outro”, complementa.

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A curiosidade sobre o esporte fez Murilo comprar uma bola oval, que, inclusive, foi levada para o Centro de Treinamento da seleção brasileira nas duas últimas temporadas e serviu de entretenimento entre um treino e outro. “Lá em Saquarema tem um gramado grande e a gente ficava brincando direto. Tentamos armar umas jogadas, mas não deu muito certo (risos)“, conta.

“Cobrança” para Gisele Bündchen

Dividindo em menor escala a paixão por NFL com o marido (“Antes ela prestava atenção, agora fica mais no celular”, revela Murilo), a também jogadora de vôlei Jaqueline protagonizou a mais divertida história do casal relacionada a futebol americano.

Em 2012, ao fazer um comercial junto de Gisele Bündchen (esposa de Tom Brady), ela deu uma camisa de presente para a super modelo. Em troca, recebeu a promessa de que uma camisa de Brady seria enviada a Murilo. “Agora eu fico brincando com a Jaque: e sua amiga? Cadê a camisa que não chegou até hoje?”, sorri o atleta. “Quem sabe a Gisele não lê isso e se lembra…”, brinca.