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Arquivo : Campeonato Mundial de Clubes

Osasco quer manter Dani Lins, enquanto Minas procura Macris
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Sidrônio Henrique

Dani Lins poderá disputar a quarta temporada seguida no Vôlei Nestlé (foto: João Neto/Fotojump)

Na primeira semana pós-Superliga, os nomes de algumas das principais levantadoras do País têm chamado a atenção nos bastidores. O Vôlei Nestlé quer manter Dani Lins para a próxima temporada. Macris está dividida entre seu atual clube, o Terracap/BRB/Brasília Vôlei, e uma proposta do Camponesa/Minas. Já Naiane pode ir parar no Hinode/Barueri ou até no time da capital federal.

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Dani Lins
O Vôlei Nestlé não pretende abrir mão da campeã olímpica, titular da seleção brasileira. Se topar a renovação para o período 2017/2018, Dani Lins, 32 anos, 1,83m, jogará sua quarta temporada consecutiva no time de Osasco, a nona no total – ela havia defendido a equipe de 2000 a 2005. O Saída de Rede falou com Lins. Ela nos disse que só vai negociar com o Vôlei Nestlé após o Mundial de Clubes, que será disputado de 9 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Há a expectativa de que Dani Lins se retire temporariamente das quadras este ano para engravidar, mas sua saída ainda é incerta.

Macris jogou as duas últimas temporadas no Brasília (CBV)

Macris
Escolhida a melhor levantadora das quatro últimas edições da Superliga, elogiada por diversos treinadores, Macris Carneiro, 28 anos, 1,78m, chegou a receber proposta do Vôlei Nestlé, como o SdR havia informado, mas a possibilidade de ser apenas a reserva de Dani Lins a fez recuar. Macris, que nas duas últimas temporadas jogou pelo Brasília Vôlei, aguarda proposta do seu atual time, que já manifestou interesse na renovação do contrato. A atleta recusou sondagens do Barueri e do Fluminense, mas esta semana recebeu oferta do Minas, que está sendo avaliada.

Naiane: técnico Zé Roberto a quer (Orlando Bento/MTC)

Naiane
Considerada uma das maiores promessas do Brasil no levantamento, tendo treinado com a seleção principal no ano passado, Naiane Rios, 22 anos, 1,80m, vem jogando pelo Camponesa/Minas desde 2014, mas pode ir parar no Hinode/Barueri, do técnico José Roberto Guimarães. A segunda opção no horizonte da jovem levantadora é justamente o Brasília Vôlei. A possível ida de Naiane para a equipe do treinador da seleção brasileira ou para o time do Planalto Central depende da decisão de Macris sobre ir ou não para o Minas.


Bernardinho x Luizomar: respeito mútuo no 9º duelo numa final de Superliga
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Sidrônio Henrique

Os dois em 2015, última vez em que se enfrentaram na decisão do torneio (Alexandre Arruda/CBV)

A um dia da decisão da Superliga 2016/2017 entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, o Saída de Rede traz para você a opinião dos dois treinadores finalistas sobre suas equipes e ainda uma breve avaliação deles do que há de melhor no time oponente.

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Bernardo Rezende e Luizomar de Moura se enfrentarão pela nona vez numa final do torneio mais importante do País – vantagem de 6 a 2 para Bernardinho. Técnicos das duas principais equipes do vôlei feminino brasileiro na atualidade, clubes responsáveis por um dos maiores clássicos da modalidade no mundo, eles são velhos conhecidos do torcedor.

Vitoriosos
A trajetória de Bernardinho à frente do time começou no início do projeto, ainda em Curitiba, em 1997, e seguiu com a mudança para o Rio de Janeiro. São 11 títulos de Superliga. Já Luizomar assumiu o comando em Osasco em 2006. Desde então, levou a equipe a duas conquistas da maior competição nacional – além de vencer o Mundial de Clubes, em 2012. O atual treinador do Vôlei Nestlé ganhou ainda a Superliga 2000/2001, quando dirigia a equipe do Flamengo. Osasco soma cinco títulos do torneio – três deles com José Roberto Guimarães.

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Os rivais se enfrentaram duas vezes esta temporada: uma vitória para cada lado, com torcida a favor – Osasco 3-2 e Rio 3-1. O último confronto numa final foi na Superliga 2014/2015, no mesmo ginásio desta edição, e as cariocas triunfaram em sets diretos.

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A decisão entre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé será neste domingo (23), às 10h, na Jeunesse Arena (antiga Arena da Barra), no Rio de Janeiro, com transmissão da Rede Globo e do SporTV.

Entre um treino e outro dos finalistas, o SdR fez duas perguntas a Bernardinho e Luizomar. Veja o que eles disseram:

BERNARDO REZENDE

Com o Rexona, Bernardinho ganhou 11 vezes a Superliga (FIVB)

O que o seu time leva para esta final?
Embora desgastado física e emocionalmente, essa série semifinal contra o Minas fortaleceu a alma do time. Foi uma disputa muito dura e você levar isso como experiência é importante para a final. Com todas as dificuldades que passamos contra o Minas, espero que a gente leve essa força como um aprendizado importante.

O que adversário tem de melhor?
Acho que depois de ter ficado de fora da final no ano passado, Osasco volta sedento por um título. Elas chegam muito fortes, têm uma levantadora diferenciada (Dani Lins), com grande experiência internacional, o que os outros times da Superliga não têm. Algumas jogadoras ali estão jogando muito bem. A final será uma partida totalmente aberta, sem favoritos. É um clássico.

LUIZOMAR DE MOURA

Luizomar comanda a equipe desde 2006 (Bruno Lorenzo/Fotojump)

O que o seu time leva para esta final?
Nosso grupo é a nossa maior qualidade. A forma como encaramos a temporada fez com que o time chegasse muito forte nesta final. O espírito coletivo foi uma característica que conseguimos implantar este ano e o elenco mostrou que, com todo mundo se ajudando, a equipe toda se tornaria protagonista.

O que adversário tem de melhor?
A maior qualidade do Rexona-Sesc é ter mantido a base do time campeão na temporada passada. É uma equipe que mexeu pouco em relação à Superliga anterior.


Chegaram os playoffs e desafio dos favoritos é manter o foco na Superliga
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João Batista Junior

Semana dos dois maiores clubes de vôlei feminino do país foi bem agitada (foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Se os holofotes do vôlei feminino nacional, normalmente, já estão sobre Rexona-Sesc e Vôlei Nestlé, imagine num semana em que há o anúncio de que as cariocas vão perder o principal patrocinador ao final da temporada e na qual as osasquenses recebem um convite para participar do Mundial de Clubes? É nessa toada que a Superliga chega à fase de playoffs e é por isso que o cuidado das favoritas de sempre deve ser redobrado.

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Vôlei Nestlé e Fluminense inauguram os mata-matas da Superliga feminina nesta quinta-feira, a partir das 21h55, em Osasco. Vai ser diante de um elencos dos mais experientes que o time de Osasco vai ter de mostrar se está com a cabeça no campeonato nacional ou se já está em contagem regressiva para o mundial, em maio, na cidade de Kobe (Japão).

No primeiro turno, Tandara enfrenta bloqueio do Fluminense (Bruno Lorenzo/Fotojump)

Osasco venceu um duelo particular com o Praia Clube e terminou com a segunda melhor campanha da fase classificatória, com 17 vitórias em 22 partidas. A equipe tem o ataque mais eficiente da competição, de acordo com os números da CBV, não perdeu nenhuma vez em casa e venceu o rival desta noite duas vezes – 3-1, no Rio, no primeiro turno, 3-2 em Osasco, no returno.

O Fluminense subiu da Superliga B e teve uma trajetória sem grandes riscos: venceu metade dos jogos que disputou e conquistou a vaga nos playoffs com algumas rodadas de antecedência. Trata-se de um time que tem jogadoras com passagem por grandes clubes do país e pela seleção brasileira, como Sassá, Jú Costa, Renatinha, e que tem a quarta melhor defesa do campeonato – de acordo com as estatísticas oficiais.

É claro que os predicados do tricolor carioca não diminuem o favoritismo osasquense na partida nem na série, mas lembram que, em setembro passado, o Fluminense surpreendeu o Rexona, que se preparava para jogar o Mundial das Filipinas, e levantou o título carioca.

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Já as atuais campeãs nacionais estreiam nos mata-matas na sexta-feira, às 21h30, contra o Pinheiros. Não bastasse a expectativa pela proximidade do Mundial ser um empecilho natural para manter as vistas sobre o adversário das quartas de final da Superliga, o clube também teve de se esforçar para tranquilizar a torcida e explicar que a parceria com o Sesc vai prosseguir e, dessa forma, o projeto se mantém ativo na temporada que vem, como o próprio Bernardinho disse em entrevista ao Saída de Rede.

Como costuma fazer nos playoffs, o Rexona-Sesc escolheu jogar a primeira partida fora de casa, o que pressiona o rival a largar com um bom resultado, se pretende algum êxito na série. Curioso é que nos duelos entre as duas equipes na fase classificatória, o time do Rio venceu por 3-0 em São Paulo e precisou do tie break, no returno, para manter a invencibilidade em casa. O Pinheiros, por sua vez, bateu o Vôlei Nestlé e o Camponesa/Minas no ginásio Henrique Villaboin, mas em seu reduto acabou superado pelo Renata Valinhos/Country, que terminou na lanterna da competição e não havia vencido ainda.

Ressalte-se que é um confronto entre o primeiro colocado e a equipe oitava colocada na classificação: enquanto o Rexona só perdeu uma partida em todo o campeonato, o Pinheiros tem dez vitórias e 12 reveses. Mesmo com a semana conturbada que teve, é difícil pensar que as cariocas não cheguem às semifinais.

EQUILÍBRIO POSSÍVEL
Se, nesta primeira rodada dos playoffs, o risco maior para duas primeiras colocadas da Superliga está em fatores externos, as representantes mineiras encaram adversárias que, pelo retrospecto da fase classificatória, têm bons motivos para sonhar com as semifinais.

Minas vs. Bauru: fator casa para mineiras, vantagem na temporada para paulistas (Orlando Bento/MTC)

Sábado, o Dentil/Praia Clube recebe o Terracap/BRB/Brasília em Uberlândia, às 18h. Nos dois jogos entre as equipes na fase de classificação, venceu quem jogou fora de casa: 3-0 para as brasilienses no primeiro turno, 3-1 para as praianas no returno.

O detalhe é que houve quem atribuísse a fácil vitória do Brasília em Minas à ausência da ponteira norte-americana Alix Klineman, contundida à época. Agora, mais uma vez, o Praia se vê diante da possibilidade de ter um desfalque importante: a meio de rede Fabiana sofreu uma lesão no pé esquerdo, sexta-feira passada, na derrota para o time do Rio, e é dúvida para o jogo.

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A partida que fecha a rodada de abertura dos mata-matas é entre Camponesa/Minas e Genter Vôlei Bauru, às 20h30 do sábado, em Belo Horizonte – quarto e quinto colocados, respectivamente, na fase classificatória. O jogo figurou na tabela da primeira rodada de cada turno e o vencedor foi quem jogou em casa: as bauruenses aplicaram um 3-1 no interior paulista, e, já com Hooker em quadra e Jaqueline estreando na competição, as mineiras fizeram 3-2 na capital mineira. Noutras palavras: Minas tem a vantagem de jogar em casa numa hipotética terceira partida, mas Bauru foi melhor no confronto direto.

O encontro entre Vôlei Nestlé e Fluminense, nesta quinta-feira, será transmitido pela RedeTV! Os demais jogos da rodada feminina serão exibidos pelo SporTV.


Bernardinho: “Time nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos”
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Sidrônio Henrique

“Foram 20 anos incríveis, quem vai tocar o processo agora é o Sesc” (foto: Divulgação)

O momento parecia de turbulência com a saída do patrocinador Unilever, parceiro desde 1997, mas Bernardo Rezende garante que a equipe de vôlei feminino sob seu comando segue firme. “O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado e quem vai tocar agora é o Sesc”, disse o técnico multicampeão ao Saída de Rede.

Esta é a primeira parte de uma entrevista que o treinador concedeu ao SdR. Nesta o foco é o voleibol feminino. Além da transição no Rexona-Sesc, equipe que conquistou a Superliga 11 vezes e que encerrou a fase classificatória da atual edição na liderança, com 10 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Bernardinho fala sobre a dificuldade de enfrentar “seleções” no Mundial de Clubes, relembra que o arquirrival Osasco (atual Vôlei Nestlé) venceu a competição tendo “uma verdadeira seleção” e que depois perdeu a final da Superliga para o Rexona.

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Ele aponta o Camponesa/Minas, liderado pela oposta americana Destinee Hooker e pela ponteira Jaqueline Carvalho, como favorito na Superliga e alega que vencê-lo três vezes numa eventual semifinal é uma tarefa complicada.

Fala de talentos do voleibol brasileiro, como a central Bia, as pontas Rosamaria, Gabi e Tandara, as opostas Lorenne e Paula Borgo, além das levantadoras Roberta, Naiane, Juma e Macris.

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Seleção masculina perde mais uma peça-chave após saída de Bernardinho

Sobre a estrangeira de sua equipe, a ponta holandesa Anne Buijs, Bernardinho afirma que “aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível”.

Confira a primeira parte da entrevista que Bernardo Rezende nos concedeu:

Saída de Rede – Como fica a equipe com a saída da Unilever após 20 anos de parceria?
Bernardinho – O time vai continuar sendo competitivo. Nasceu competitivo e seguirá sendo por outros 20 anos. Foram 20 anos incríveis e não há nenhuma descontinuidade, é um processo ajustado, combinado, de prosseguimento e quem vai tocar o processo agora é o Sesc. Esse processo foi conduzido por nós, junto com o Sesc, nessa transição. A Unilever jamais nos abandonou, muito pelo contrário, sempre foi uma parceira orientadora, muito preocupada com a consistência do projeto, tanto na parte competitiva quanto nas frentes sociais.

O técnico durante Mundial de Clubes 2016, nas Filipinas (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona vai para o Mundial de Clubes em maio, no Japão. Diante dessa situação, de transição, o time já havia se programado para contratar algum reforço?
Bernardinho – Nós não temos nenhuma verba neste momento para poder buscar alguém. E também não seria justo chegar num momento como esse e sacar uma jogadora para, de repente, colocar outra. Seria muito bacana poder reforçar, tentar trazer alguém que nos desse uma condição a mais. Osasco, quando foi ao Mundial, tinha uma verdadeira seleção.

Sobre o arquirrival Osasco e seu título mundial: “Tinha uma verdadeira seleção” (foto: FIVB)

Saída de Rede – Você fala da edição de 2012, quando Osasco ganhou?
Bernardinho – Exatamente… E depois nós ganhamos delas na final aqui (na Superliga). (Osasco) Era uma seleção com das quatro titulares: Garay, Jaqueline, Thaisa e Sheilla. Tinha ainda duas reservas imediatas da seleção: Fabíola e Adenízia. O time chegou ao Mundial em condições de brigar. Hoje, as equipes turcas são verdadeiras seleções do mundo. Eczacibasi, por exemplo, o VakifBank, o Fenerbahce… Esses times são all-star, com jogadoras de várias seleções do mundo, se torna mais difícil vencê-los. No último Mundial a gente estava meio despreparado e perdeu duas vezes por 3-2, pro Eczacibasi e pro Casalmaggiore, campeão europeu. Esses dois foram os finalistas. Então faltou pouco. Quem sabe a gente não consiga depois da Superliga, mais preparado, um pouco mais? (Nota do SdR: o Rexona-Sesc terminou o Mundial 2016 na quinta colocação.)

Saída de Rede – O fato de o torneio agora ser no fim da temporada de clubes, pouco depois do encerramento da Superliga, ajuda o time? Embora esses adversários também estejam com bom ritmo.
Bernardinho – Para nós, que não temos a quantidade de talentos individuais a nível mundial que esses times têm, a questão do sistema funcionar é a única chance que a gente tem. Não dá para brigar na individualidade. Sob esse ponto de vista, a consistência de uma temporada talvez nos dê uma possibilidade a mais. Claro que esses grandes times continuam sendo os favoritos, mas talvez a gente tenha uma pequena condição a mais.

Bernardinho orienta o time durante partida da Superliga (foto: Alexandre Arruda/Divulgação)

Saída de Rede – Falando agora de Superliga, as outras equipes no top 4, Minas cresceu no segundo turno, Praia Clube caiu um pouco ao longo da competição e Osasco está se ajustando. Desses três adversários, qual seria o mais perigoso?
Bernardinho – O Minas com certeza é o mais perigoso. Na minha opinião, o Minas se tornou o favorito.

Saída de Rede – Por quê?
Bernardinho – Uma coisa é ter o Minas sem uma Hooker e sem uma Jaqueline. A Hooker é uma das grandes opostas do mundo. Veja bem, não falo só da Superliga, falo do mundo, e ela ataca como poucas. A Jaqueline é completa, arma o time de uma maneira… Que jogadora tem condições de passar como ela passa, arrumar o time, defender, fazer o jogo como ela faz? Aí você tem Rosamaria, Carol Gattaz fazendo excelente temporada, a Naiane… Pelas jogadoras que tem hoje, o Minas se tornou favorito na Superliga.

Saída de Rede – Enfrentá-las numa melhor de cinco jogos em uma possível semifinal facilita para vocês, não? Afinal, ganhar três vezes do Rexona…
Bernardinho – (Interrompendo) É, mas ganhar três vezes desse Minas aí é tão complicado quanto ganhar três vezes do Rexona.

Saída de Rede – Se você diz… E quanto ao Praia e ao Osasco?
Bernardinho – Acho que o Praia vive um momento de insegurança emocional, mas é um time com muito potencial. Na final, no ano passado, por muito pouco a coisa não fugiu da gente. Foi uma final muito dura. E Osasco é sempre Osasco, uma equipe de tradição, que vai chegar, mudou um pouco a forma de jogar: no último ano tinha mais força no meio, a cubana na ponta, agora tem a Tandara, duas estrangeiras, com muita força ali. A Bia tem jogado em altíssimo nível.

A central Bia, do Vôlei Nestlé, foi bastante elogiada por Bernardinho (foto: João Pires/Fotojump)

Saída de Rede – Você acha que a Bia subiu muito de produção em relação ao ano anterior?
Bernardinho – Ela já tinha jogado muito bem no Sesi com a Dani Lins. O fato de ter uma grande levantadora do lado dela, e ela sempre foi uma grande bloqueadora, deu uma condição… Me lembro que ganhamos grandes competições com a Dani e as centrais eram a Valeskinha e a Juciely, que são mais baixas, e a Dani as fazia jogar, mesmo sendo jogadoras fisicamente menos capazes de jogar com atletas grandes. A Dani faz isso muito bem e a Bia está se beneficiando disso. Para o voleibol é muito importante ter uma jogadora como ela, que naturalmente já é uma grande bloqueadora. É um belo trabalho feito lá e ter a Dani por perto dá uma condição ainda melhor.

“Natália foi uma jogadora fundamental” (foto: FIVB)

Saída de Rede – O Rexona sempre teve muito volume de jogo e você procura fazer o time jogar de forma acelerada na virada de bola e no contra-ataque. No ano passado, quando o passe não saía, era bola para a Natália, que descia o braço. Como está isso hoje? Conversando outro dia com o Anderson Rodrigues (técnico do Brasília Vôlei), ele dizia que o Rexona está bem, porém errando mais do que no ano passado. Você também acha isso? O que está faltando para o time?
Bernardinho – É exatamente isso. O Anderson enxerga um pouco com os meus olhos, até por termos convivido tanto tempo. Nós ainda não temos a consistência… Olha, a Natália foi uma jogadora fundamental nos últimos dois anos, dava um equilíbrio muito grande, pra gente se permitir ter um passe pior às vezes. Era uma jogadora que resolvia, ela foi excepcional. Não tê-la este ano requer um time que cometa menos erros, que desperdice menos, mas ainda estamos em busca disso, dessa consistência maior. Nos momentos importantes estamos tendo boas atuações, mas o time ainda oscila. A Anne (Buijs) tem altos e baixos, mas teve momentos muito bons, como na Copa Brasil, a final do Sul-Americano, mas não posso atribuir a ela a responsabilidade que a Natália já tinha condições de assumir. Eu tenho que ter também a calma de fazer com que ela tenha a tranquilidade de jogar sem um excesso de peso sobre ela. Quem está assumindo uma responsabilidade maior é a Gabi, o que é muito bom para ela, para o amadurecimento.

Saída de Rede – Mas ela não tem característica de força, tem outro perfil, não dá para comparar com a Natália.
Bernardinho – Não, mas você pode jogar de outra maneira. A ideia é um pouco essa, que ela jogue de uma forma com mais velocidade, para que ela consiga criar situações de dificuldades para o outro time.

O treinador orienta Anne Buijs: “Está começando a mostrar mais consistência” (foto: Marcelo Piu/Divulgação)

Saída de Rede – Quando a Brankica Mihajlovic (ponta sérvia, vice-campeã na Rio 2016), que tem um perfil parecido com o da Anne, com deficiências no passe e no fundo de quadra, jogou aqui, ela deslanchou a partir das quartas de final. Você está preparando a Anne para crescer na reta final?
Bernardinho – Aos poucos ela está começando a mostrar mais consistência na atuação de alto nível. É o que a gente espera dela: crescer fisicamente e conseguir lidar com uma situação de pressão que a Superliga exige o tempo todo.

Saída de Rede – Atualmente, no cenário internacional, temos a impressão de que existe uma carência de ponteiras passadoras. Você diria que o vôlei no Brasil reflete isso também?
Bernardinho – A Gabi é uma jovem ponteira excepcional. A Natália tem pouco tempo nessa função… Então, nós temos duas ponteiras. São pontas que às vezes não são tão boas passadoras, como a Tandara também não é, mas que você pode compor. Veja, a Sérvia jogou a Olimpíada com a Brankica na ponta, a Tandara não é pior passadora do que ela. Você tem como compor e o Zé Roberto vai saber montar isso. No Brasil há um pouco dessa carência, não só no feminino também há no masculino, mas eu diria que não estamos tão mal posicionados neste sentido. Temos algumas jogadoras interessantes para surgir, como a Rosamaria.

Saída de Rede – Nós conversamos com ela, que admitiu que não dava para ser oposta em nível internacional, até por sua altura (1,85m), mas sim ponteira. Ela pensou exatamente nisso.
Bernardinho – Ela pensou e os treinadores dela também. Na minha opinião é uma solução excepcional, ela tem plenas condições de jogar nessa posição.

Ele diz que Macris “taticamente joga muito” (foto: CBV)

Saída de Rede – Que outros destaques você vê entre as jogadoras mais jovens aqui no Brasil?
Bernardinho – Levantadoras você tem a Roberta, a Naiane, a Juma, que são jovens e boas jogadoras. A Macris é uma atleta que taticamente joga muito, ela é diferente e entra nesse rol. A Dani Lins continua sendo a principal e melhor jogadora da posição. Mas temos um leque de jogadoras interessantes para trabalhar, com boa estatura. Olhando pro futuro, eu vejo boas levantadoras. Sobre opostas, não sei se a ideia é a Tandara jogar um pouco ali, a Natália jogar eventualmente, mas eu tinha uma crença muito grande em uma menina que é a Paula Borgo, que fez duas boas temporadas e este ano está jogando menos. Claro que isso é momentâneo e é uma jogadora que tem potencial. Não temos uma quantidade grande, talvez seja o caso de pensarmos em uma estrutura um pouco híbrida.

Saída de Rede – E a Lorenne, sua jogadora até a temporada passada, foi ideia sua ela ir para o Sesi, sob o comando do Juba, que tinha sido seu assistente, para ela jogar mais?
Bernardinho – Sim, ela tinha que sair pra jogar.

“Lorenne talvez necessite mais tempo” (foto: Sesi)

Saída de Rede – Está muito verde ainda para se pensar em seleção principal?
Bernardinho – Ela está galgando, agora já joga a Superliga, tem potencial. Lorenne talvez necessite um pouco mais de tempo, assim como a Paula Borgo. Elas precisam passar por um processo de amadurecimento internacional para poder jogar.

Saída de Rede – A Lorenne joga de uma forma diferente do que historicamente as nossas opostas fazem, mais lenta, porém com mais alcance e com mais potência. Como você vê isso?
Bernardinho – É, ela vai mais alto, pega uma bola mais lenta. Temos que ver, pois a forma de jogar do Brasil não é muito esta e, lá fora, jogar com uma bola tão lenta talvez não seja o mais recomendável. Mas é uma jogadora de potencial, tem que ser trabalhada para ter condição de jogar internacionalmente. É preciso testá-la lá fora. Já jogou Mundial sub23, ou seja, está começando a ganhar essa experiência.


Sem forçar, Sada Cruzeiro sobra e chega ao tetracampeonato sul-americano
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Sidrônio Henrique

Time mineiro se impôs por meio do saque, bloqueio e defesa (fotos: Ana Flávia Goulart/Sada Cruzeiro)

Logo que o Campeonato Sul-Americano Masculino de Clubes começou, o colega João Batista Junior, aqui do Saída de Rede, lembrava: ganhar o torneio é quase obrigação dos brasileiros. Mesmo sem colocar muita pressão sobre os adversários ao longo da competição, o Sada Cruzeiro, tricampeão mundial e tetra na Superliga, fez o esperado, conquistou seu quarto título continental e carimbou o passaporte para a disputa do Mundial 2017, em dezembro, na Polônia. Na final, disputada na tarde deste sábado (25), em Montes Claros (MG), a equipe mineira superou o argentino Bolívar por 3-0 (26-24, 25-23, 25-23). As parciais apertadas podem levar a crer num confronto equilibrado, mas o time de Leal, Simon e William Arjona foi nitidamente superior.

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A verdade é que o multicampeão Sada Cruzeiro sobrou, ganhou como e quando quis. Sem jogar na rotação máxima, a equipe brasileira sequer parecia estar numa final. Quando desacelerava, o adversário encostava. No entanto, em várias passagens, o saque dos pontas Leal e Rodriguinho e do central Isac levava os argentinos de volta à realidade. Aliás, foi um ace do ponteiro Filipe que encerrou a partida. O Cruzeiro se impôs por meio da relação entre saque, bloqueio e defesa. Venceu a competição sem perder nenhum set.

Piá, do Bolívar, tem seu ataque amortecido pelo Sada Cruzeiro

O Bolívar, vencedor do torneio em 2010, seis vezes campeão nacional e que fechou a fase de classificação da liga argentina na liderança, tentou complicar a vida do time comandado por Marcelo Mendez variando o saque. Curto, longo, forçado, entre os passadores, na paralela… O serviço argentino incomodou a linha de passe cruzeirense e consequentemente dificultou o trabalho do levantador William em diversos momentos do jogo, mas a superioridade técnica do Sada colocou as coisas nos eixos.

Vindo de uma inesperada batalha em cinco sets diante do anfitrião Montes Claros na semifinal, o Bolívar teve no oposto Thomas Edgar, que foi a Londres 2012, Mundial 2014 e Copa do Mundo 2015 com a seleção da Austrália, sua principal arma. O líbero Alexis González foi outro com atuação destacada. O time, que tem o ponta brasileiro Piá, conta com jogadores com participação em Jogos Olímpicos, como o levantador Demian González, o central Pablo Crer e o líbero Alexis González. O central Max Gauna e o ponta Lucas Ocampo também já atuaram pela seleção argentina. O veterano ponteiro búlgaro Todor Aleksiev foi a Pequim 2008 e Londres 2012 (nesta última a seleção do seu país terminou em quarto lugar), além de participar dos Mundiais 2010 e 2014.

Vôlei Nestlé castiga Ramirez e recupera moral na Superliga

Leal e Edgar foram os maiores pontuadores da decisão, com 15 pontos cada um. Rodriguinho marcou 11 pontos. Leal, ponta cubano naturalizado brasileiro, foi escolhido o melhor jogador da competição, que teve a participação de sete equipes.

Transexual brasileira faz história ao jogar vôlei feminino

Na disputa do bronze, o argentino UPCN superou os donos da casa por 3-0 (25-22, 25-19, 25-23). A nota negativa do dia ficou por conta do baixo público no ginásio Tancredo Neves, que tem capacidade para 5 mil pessoas, mas recebeu apenas 1,4 mil para a final, com ingresso a R$ 40 num sábado de Carnaval.

Foi o 26º título brasileiro em 31 edições do Sul-Americano de Clubes. As outras cinco conquistas ficaram com os argentinos.


Praia Clube corre contra o tempo para ajustar seu jogo, diz Alix Klineman
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Sidrônio Henrique

Alix Klineman: “Nós ainda não atingimos o nosso limite, falta ajustar muita coisa” (fotos: CBV)

Maior pontuadora da Superliga 2015/2016, com 455 pontos, a americana Alix Klineman ainda não teve chance nesta temporada de ajudar sua equipe, o Dentil/Praia Clube, de Uberlândia (MG), como gostaria. “Eu me sinto bem, ainda que não esteja 100% fisicamente. Tento ajudar o máximo que posso. O potencial do nosso time é maior este ano, isso é empolgante, mas nós ainda não atingimos o nosso limite, falta ajustar muita coisa, estamos correndo contra o tempo”, afirmou a ponteira ao Saída de Rede.

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Na metade do primeiro turno, Alix sofreu uma luxação no dedo anelar da mão direita e ficou fora das seis últimas rodadas daquela etapa. Sem treinar, perdeu ritmo. Voltou à ativa no returno, mas nesta terça-feira (31) teve outra lesão articular, desta vez no dedo mindinho, novamente na mão direita, e sequer foi relacionada para a partida contra o Rio do Sul – mesmo fora de casa, o time mineiro venceu com facilidade por 3-0.

Com um jogo a mais do que o líder Rexona-Sesc, o Praia Clube está em segundo lugar na tabela da Superliga, com 37 pontos, enquanto as cariocas somam 43.

Destinee Hooker: “Estou aqui para ganhar a Superliga de novo”
Copa Brasil: clubes brasileiros não devem viver só de Superliga

Para o período 2016/2017, além de manter Alix, a ponta/oposta cubana Daymi Ramirez e a central campeã olímpica Walewska Oliveira, a equipe de Uberlândia ganhou um reforço de peso: a meio de rede bicampeã olímpica Fabiana Claudino. No entanto, diversas contusões, como as de Alix, Fabiana e Ramirez, têm atrapalhado o time.

A americana sofreu duas lesões esta temporada

Altos e baixos
“Ainda temos muitos altos e baixos, o que compromete nossas atuações. Estamos tentando encontrar um ponto de equilíbrio, um nível de consistência mais elevado, como tínhamos na temporada passada. Discutimos isso bastante entre nós, pois ainda cometemos muitos erros”, avaliou a americana de 27 anos, 1,95m.

Alix Klineman ressaltou também a irritação que o time demonstra em certas situações. “Às vezes nos falta paciência durante os ralis. Temos tantas atacantes boas e queremos decidir logo de cara. Quando a bola não cai, vem a frustração, que compromete a nossa defesa. Temos que cobrir melhor as atacantes, ter calma para decidir os pontos”.

Praia Clube tentará no Sul-Americano quebrar a escrita de nunca ter vencido o Rexona

Sul-Americano
O SdR entrou em contato com o Dentil/Praia Clube para saber sobre a extensão da lesão sofrida pela ponteira americana. Fomos informados que a luxação desta vez não foi tão grave quanto a anterior, mas ainda não sabem se Alix jogará a partida desta sexta-feira (3), em São Paulo, contra o Pinheiros. “Talvez seja melhor poupá-la para a disputa do Campeonato Sul-Americano”, ponderou o supervisor do Praia Clube, Bruno Vilela.

O Sul-Americano Feminino de Clubes será realizado de 14 a 18 de fevereiro, em Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro. Além do Dentil/Praia Clube, o Brasil será representado pelo Rexona-Sesc, que ganhou as duas últimas edições. O vencedor participará do Mundial de Clubes, de 8 a 14 de maio, em Kobe, no Japão. Será um desafio e tanto para o Praia Clube derrotar a equipe comandada por Bernardinho. Em 21 jogos oficiais, o Rexona venceu todos. Com Alix Klineman em forma, o time de Uberlândia teria mais chances de quebrar essa escrita, apesar do amplo favoritismo do atual campeão.


Fim da novela: Polônia decide quem será o novo técnico da seleção masculina
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Sidrônio Henrique

Ferdinando De Giorgi construiu sua carreira de técnico na liga italiana (foto: Reprodução/Internet)

Ferdinando De Giorgi é o novo técnico da seleção masculina da Polônia. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pela Federação Polonesa de Vôlei (PZPS), pondo fim a uma novela que se arrastava havia mais de dois meses. De Giorgi é o atual campeão polonês com o Zaksa Kedzierzyn Kozle. Será a primeira vez que vai treinar uma seleção. Dezesseis candidatos estavam no páreo, numa lista que foi reduzida para cinco e finalmente três. O treinador anterior, Stéphane Antiga, foi demitido pela PZPS no dia 10 de outubro, mas já se sabia desde a eliminação dos poloneses nas quartas de final da Rio 2016 que ele não permaneceria no cargo.

Cortes nas transmissões do SporTV causam polêmica entre fãs de vôlei

Antes de comandar o Zaksa Kedzierzyn Kozle, com o qual assinou na temporada passada, De Giorgi construiu sua carreira de técnico na liga italiana, tendo treinado times como Cuneo, Perugia e Macerata, entre outros. Também esteve à frente do clube russo Fakel Novy Urengov por dois anos. Como atleta, De Giorgi foi levantador reserva no tricampeonato mundial da Itália, nos anos de 1990, 1994 e 1998.

Finalistas
Os outros dois finalistas na longa novela polonesa para escolha do novo treinador eram o búlgaro Radostin Stoychev e o italiano Mauro Berruto. Este último, que recentemente conversou com o Saída de Rede sobre literatura no vôlei, comentou que acreditava que teria tudo o que a Polônia precisa para se consolidar na elite da modalidade. Berruto levou a então desconhecida seleção da Finlândia ao pelotão intermediário quando esteve por lá, no período 2006-2010. Em 2011-2015 foi o técnico da Itália, com a qual foi vice-campeão europeu duas vezes (2011 e 2013) e conquistou a medalha de bronze em Londres 2012. Acabou caindo depois de uma crise interna, que culminou com uma briga dele com quatro atletas, incluindo a estrela da equipe, o ponta/oposto Ivan Zaytsev.

Rigor nos treinos é uma das características do argentino (Foto: CBV)

Marcelo Mendez, como o SdR mostrou em primeira mão, foi sondado pela Federação Polonesa (Foto: CBV)

Stoychev era o favorito do presidente da PZPS, Jacek Kasprzyk, mas fez tantas exigências que acabou descartado. Conhecido por seu estilo ortodoxo, Stoychev construiu sua reputação no comando do clube italiano Trentino, onde colecionou títulos – quatro mundiais e três da Liga dos Campeões da Europa. Ele dirigiu a seleção da Bulgária em 2011 e 2012, saindo antes dos Jogos de Londres por se desentender com a federação do seu país. Nos últimos meses, o búlgaro estava de olho mesmo era no cargo de técnico da seleção italiana, um velho sonho, mas viu tudo ir por água abaixo com o inesperado sucesso do novato Gianlorenzo Blengini, vice-campeão olímpico e da Copa do Mundo com a Azzurra.

Marcelo Mendez
O treinador argentino Marcelo Mendez, tricampeão mundial e tetracampeão da Superliga com o Sada Cruzeiro, esteve nos planos dos poloneses, como o SdR mostrou em primeira mão. Bem que eles tentaram, mas Mendez ficou no Sada Cruzeiro, com quem tem contrato até meados de 2019. Sonho de consumo da PZPS, o treinador, que ganhou todos os títulos possíveis à frente do clube mineiro, chegou a ser sondado, mas como não poderia conciliar as obrigações de técnico da seleção da Polônia e do Cruzeiro, ele recusou o convite para dirigir a atual campeã mundial.

Pressão
Ser técnico da seleção polonesa não é tarefa fácil. A pressão é mais intensa do que comandar, por exemplo, o Brasil, a Rússia ou a Itália. O voleibol é o segundo esporte do país, depois do futebol, mas a popularidade é bem maior do que a vista por aqui. A imprensa faz marcação cerrada.

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Antiga que o diga… O francês levou a Polônia, em casa, ao título do Mundial 2014. Contou com inúmeras contusões de brasileiros e russos, favoritos à época, além de manobras de bastidores e o providencial empurrão dos apaixonados fãs poloneses. Mesmo com a conquista, ninguém de fora exaltava a Polônia. O time tem problemas na execução do jogo, seu oposto titular, Bartosz Kurek, desaparece da partida nos momentos cruciais, e a equipe não é grande coisa sem seu saque. Não ganharam nada depois do surpreendente Campeonato Mundial, mas as cobranças dos fãs, dos jornalistas e da federação não cessaram – ao contrário, é exigida da seleção polonesa uma grandeza que ela definitivamente não tem. A eliminação na Rio 2016 foi o estopim. Stéphane Antiga caiu. Na semana passada, o francês assinou com a Volleyball Canada e vai dirigir a seleção daquele país no próximo ciclo olímpico.


“Ensinou 90% do que sei”, diz Thaísa sobre Bernardinho
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Sidrônio Henrique

Thaísa Menezes elogiou o treinador (Fotos: FIVB e Eczacibasi)

Já faz tempo que a central bicampeã olímpica Thaísa Menezes jogou na equipe do Rexona, no Rio de Janeiro, mas o aprendizado com o técnico multicampeão Bernardo Rezende definitivamente marcou a atleta. “Noventa por cento das coisas que eu sei, foi ele quem me ensinou. Eu só tenho a agradecer tudo o que fez por mim. Bernardinho sempre me apoiou muito, me respeitava muito”, disse Thaísa em um vídeo postado em sua conta do aplicativo Snapchat, respondendo a perguntas de fãs. Atualmente ela defende o Eczacibasi, time turco que há quase um mês sagrou-se campeão mundial de clubes.

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A meio de rede jogou no Rexona por três temporadas, de 2005 a 2008, quando ainda era juvenil, transferindo-se em seguida para o arquirrival Osasco, que atualmente utiliza o nome fantasia Vôlei Nestlé. Ela ficou oito anos no clube paulista, até decidir jogar no exterior.

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No mesmo vídeo, Thaísa disse que voltaria a jogar no Rexona. “Atleta é assim, não tem essa de eu nunca mais jogo em tal lugar. Amei jogar no Rio”, afirmou a central de 29 anos e 1,96m.


Brasil, decime qué se siente
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Sidrônio Henrique

Argentina celebrate

A Argentina cresce: com Velasco no comando, eles querem ascender à elite do vôlei (foto: FIVB)

Bicampeão sul-americano no sub19, campeão no sub21, atual vice-campeão mundial nas duas categorias, adversário duro nas quartas de final na Rio 2016… Não é de hoje que o vôlei masculino da Argentina quer deixar o segundo escalão mundial e entrar para a elite, mas agora, mais do que nunca, eles estão perto de conseguir, tornando-se uma ameaça à hegemonia do Brasil na América do Sul.

Mas há mesmo motivos para que os brasileiros se preocupem com uma seleção que é uma velha freguesa? O Saída de Rede conversou com alguns personagens que conhecem bem a realidade argentina e a conclusão é que é melhor acompanhá-los de perto. Para começar, quem determina a linha de atuação dos treinadores desde a base é o técnico Julio Velasco, o homem que alçou a Itália à condição de potência nos anos 1990 e que tornou a seleção do Irã competitiva no início desta década.

Como o Sada Cruzeiro chegou ao topo do mundo em dez anos?

“A evolução do vôlei masculino argentino é muito boa de uma maneira geral, as condições de trabalho que temos são bastante favoráveis. Em um futuro não muito distante esse trabalho da base tem que se refletir na seleção principal”, disse ao SdR Alejandro Grossi, treinador da seleção sub21, que sagrou-se campeã continental domingo passado (23), ao derrotar o Brasil de virada por 3-1, em Bariloche.

Grossi, que foi assistente de Javier Weber na seleção principal, ressalta que essa evolução é fruto de planejamento e continuidade. “É algo que vem ocorrendo há quase dez anos, a partir de um projeto da Federação Argentina (FeVA), que permitiu que as equipes treinassem nas melhores condições e que possam excursionar. Tem a ver com continuidade, seguir um plano. Apesar das mudanças eventuais de treinadores, os resultados vão sendo mantidos ou melhorando. Nos aproximamos do (nível do) Brasil, estamos parelhos na base, estamos buscando a excelência”, comentou.

Brasil perdeu o Sul-Americano sub21 para a Albiceleste (FeVA)

No sub19, eles venceram quatro das últimas cinco edições. Na mais recente, disputada em Lima no início deste mês, surraram os brasileiros em sets diretos. No sub21, a situação não é tão confortável, apesar do inegável talento dos hermanos. À medida que vem a transição para o adulto, outros fatores se impõem, a começar pela carência que os nossos vizinhos enfrentam em algumas posições, por causa da menor quantidade de jogadores disponíveis. No Sul-Americano sub23, por exemplo, o título ficou com o Brasil. Mas o planejamento da FeVA e o olho clínico de Velasco podem suprir essas lacunas.

Atualmente, a Argentina sofre com a ausência de um oposto matador. É de se estranhar, afinal países com muito menos tradição no esporte, como Canadá, Austrália e Bélgica resolveram o problema para essa posição. Na Rio 2016, o titular era o juvenil Bruno Lima, de apenas 20 anos, que ainda apresenta as oscilações típicas da pouca idade, mas é a grande aposta de Julio Velasco. Seu reserva, o veterano José Luis González, 31, chamado de última hora, era um quebra-galho. Até hoje o fã argentino de vôlei guarda na memória seus dois grandes opostos: Raúl Quiroga, uma das estrelas da equipe que foi bronze em Seul 1988 e tio do ponta Rodrigo Quiroga, e mais recentemente Marcos Milinkovic, que brilhou nas duas décadas seguintes e por muitos anos atuou na Superliga.

“Na Argentina não conseguimos ainda encontrar um oposto forte, no mesmo nível de outros países, mas em contrapartida temos grandes levantadores. O vôlei argentino tem tudo para crescer. Faz tempo que os melhores times do país estão com um bom investimento, temos uma liga muito técnica”, afirmou ao blog o técnico Javier Weber, ex-treinador da Albiceleste e atualmente no comando do Bolívar.

Julio Velasco of Argentina

Julio Velasco orienta a equipe durante tempo técnico na Rio 2016 (FIVB)

Chapadmalal es más grande que Saquarema
O próximo passo, anunciado com pompa pelo presidente da FeVA, Juan Antonio Gutiérrez, é um ambicioso complexo chamado de Centro Internacional de Alto Rendimento de Chapadmalal, na cidade de mesmo nome, a 300 quilômetros de Buenos Aires. As obras ainda não começaram e não há data para a abertura do local, que aproveita a estrutura de um hotel desativado, mas a promessa não é pequena. A FeVA quer que esse centro de alto rendimento seja uma referência mundial.

“Teremos um ginásio poliesportivo, hotel com 725 apartamentos, teatro com capacidade para 600 pessoas, restaurante com capacidade para 800. Haverá dez quadras indoor e mais quatro para o vôlei de praia”, informa Gutiérrez numa nota enviada ao blog. Nos bastidores, o presidente da FeVA, que está à frente da entidade desde o final de 2011, já disse mais de uma vez que Chapadmalal será muito melhor do que Saquarema.

Organização e boa estrutura
“A liga argentina tem crescido desde a época em que o William e o Wallace (Martins) jogaram lá (na segunda metade da década passada). Todas as equipes, principalmente a UPCN e o Bolívar, investem muito em estrangeiros e isso faz com que os jogadores argentinos cresçam. Eu pensava que era uma liga desorganizada, mas não é assim, é muito forte”, disse ao SdR o ponteiro Piá, durante sua passagem por Betim (MG) para a disputa do Mundial de Clubes pelo Bolívar.

O ponteiro brasileiro Piá joga pelo Bolívar (FIVB)

O atacante contou que a estrutura oferecida pelo time é excelente. “No nosso clube temos piscina, sauna, hidromassagem, como se fosse o CT de Saquarema. É muito melhor que vários times brasileiros. Uma coisa bem legal é que lá o ginásio é só nosso, a cidade (San Carlos de Bolívar) respira e vive o voleibol. Tanto lá como em San Juan (cidade do rival UPCN) se vive isso 24 horas”.

“Na UPCN a estrutura é muito boa: quadra, academia, parte médica muito parecida com os times tops do Brasil”, contou ao blog durante sua passagem por Betim o central Gustavão, num bate-papo sobre seu novo clube, atual campeão argentino.

O meio de rede destaca alguns pontos sobre o cenário que encontrou no país vizinho. “Eles vêm trabalhando muito, pensando na frente, estão formando comissão de atletas e a Argentina está com um investimento muito bom. É uma liga que antes não era tão boa, mas agora vejo que tem ótimo nível, com cinco times lutando pelo título. Isso é importante, pois no Brasil há três equipes que a gente sabe que vão chegar na ponta, mas lá não, está em aberto”, comentou Gustavão.

Com mais jogos na TV aberta, vai começar a Superliga

O “ótimo nível” soa exagerado quando se pensa em campeonatos como o brasileiro, o italiano e o russo, mas é inegável que a situação melhorou por lá. Nomes conhecidos do voleibol internacional estão na liga argentina, como o veterano levantador italiano Valerio Vermiglio (UPCN) e o oposto australiano Thomas Edgar (Bolívar), entre outros.

Técnicos
Piá chama a atenção para a qualidade dos técnicos argentinos, que são reconhecidos em todo o mundo. “A quantidade de técnicos competentes que há na Argentina me chamou muito a atenção e é fantástico ter isso por trás de cada equipe. Eles fizeram uma Olimpíada fantástica, ganharam da Rússia, já estão em outro nível e não será surpresa estarem no pódio nas próximas competições”, derrete-se o ponta.

O homem que conduziu o Sada Cruzeiro ao status de clube multicampeão foi o argentino Marcelo Mendez, cotado para assumir a seleção brasileira, caso Bernardinho diga não à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Mendez era a segunda opção da FeVA, se Velasco não concordasse em dirigir o selecionado argentino em 2014, após a demissão de Javier Weber.

Bronze em Seul 1988 foi a maior conquista argentina (Reprodução/Internet)

Te juró que aunque pasen los años
A Argentina já frequentou o pódio em Campeonato Mundial e Jogos Olímpicos, mas isso em uma época em que o voleibol era menos competitivo, numa década dominada primeiro pela antiga União Soviética e depois pelos Estados Unidos, longe do equilíbrio atual.

Quando a Geração de Prata do Brasil ficou em segundo lugar no Mundial 1982, disputado na Argentina, os anfitriões foram os terceiros. O time teve lugar no top 8 das grandes competições até a Olimpíada de Seul, em 1988, quando conseguiram aquela que é a sua maior glória, sempre relembrada: a medalha de bronze. Para dar mais sabor, a conquista veio numa batalha de cinco sets com o arquirrival. É claro que eles convenientemente omitem que a seleção brasileira trocou de técnico um mês antes dos Jogos, que novos atletas foram chamados e que o oposto titular Xandó se machucou dias antes do início da competição e voltou para casa. Aquela leva de jogadores argentinos nunca mais derrotou o Brasil.

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Doze anos depois, em Sydney 2000, a Argentina bateu a seleção de Radamés Lattari (última vitória sobre o time A do Brasil) nas quartas de final por 3-1, mas terminou em quarto lugar, tendo o oposto Marcos Milinkovic como principal arma. Acertou a trave de novo na Liga Mundial 2011, com mais um quarto lugar, quando se esperava que a equipe do levantador Luciano De Cecco e do ponta Facundo Conte chegasse ao pódio.

Será que conseguirão uma medalha já no Mundial 2018, com Bruno Lima mais experiente e a constante atualização do sistema de jogo pelo meticuloso Julio Velasco? É bom que se diga: os argentinos têm um dos melhores ponteiros do mundo, Facundo Conte, filho do ex-ponta Hugo Conte, único jogador argentino no Salão da Fama. O armador De Cecco, mesmo com visível sobrepeso, é um dos melhores em atividade na posição, um virtuose. Entre os feitos de Velasco está a transformação do então correto central Sebastián Solé em um dos tops na função. O técnico até testou Conte como oposto na temporada 2015, mas viu que ele seria mais útil na entrada de rede. A Argentina tem um sistema defensivo sólido. Se tiver quem coloque a bola no chão, será muito mais perigosa.

Luciano De Cecco é um dos melhores levantadores do mundo (FIVB)

Popularidade
O vôlei não é tão popular na Argentina quanto no Brasil, mas já entra no top 5, diz uma fonte ligada à FeVA. O futebol, obviamente, é a paixão nacional. Em seguida vêm o basquete, o rúgbi e o tênis. Nas escolas o voleibol é bastante praticado, chegando ao top 3, conquistando cada vez mais espaço. As principais partidas da liga masculina são transmitidas pela TV – a decisão é feita em melhor de sete jogos.

Vôlei feminino
O feminino evolui de forma mais lenta, ainda conta com menos apoio, menor número de patrocinadores, mas já é a segunda força sul-americana, tendo deixado para trás o Peru, que de potência mundial nos anos 1980 hoje perde para seleções inexpressivas como o Quênia e a Venezuela.

Las Panteras, como são chamadas as atletas da seleção, pelo menos já migraram para ligas mais competitivas. Todas as 12 que representaram o país na Rio 2016, primeira participação olímpica do vôlei feminino argentino, jogam no exterior, quatro delas em campeonatos fortes como o brasileiro (as que estão na Superliga são Mimi Sosa, Tanya Acosta e Tatiana Rizzo) e o turco (Yas Nizetich), e outras duas jogadoras (Yael Castiglione e Morena Martinez) na ascendente liga polonesa. De qualquer forma, as argentinas estão longe do nível das brasileiras.

Colaboraram Carolina Canossa, que foi a Betim a convite da FIVB, e Sol Didiego, do site argentino Somos Vóley


Sada Cruzeiro atropela Zenit Kazan e chega ao tricampeonato mundial
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Sidrônio Henrique

Leal decola: ponteiro cubano naturalizado brasileiro foi um dos destaques do torneio (fotos: FIVB)

O Sada Cruzeiro é tricampeão mundial. Jogando em casa a exemplo dos dois títulos anteriores, o time mineiro chegou a sua terceira conquista. São quatro finais em cinco anos. Assim como no ano passado, o adversário na decisão foi o clube russo Zenit Kazan, derrotado desta vez por 3-0 (25-21, 25-23, 25-15), com direito a massacre no terceiro set. Festa para os 6,5 mil torcedores que lotaram o ginásio Divino Braga, em Betim (MG). Nos três títulos, sempre o treinador argentino Marcelo Mendez no comando.

“Estou muito feliz. Fizemos 3-0 sobre o Zenit Kazan, que é o campeão da Europa, onde supostamente se joga o melhor voleibol do mundo”, comentou Mendez, que está no clube desde 2009.

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Na melhor partida do Sada Cruzeiro no torneio, o oposto Evandro, maior pontuador na decisão, e o ponta cubano naturalizado brasileiro Leal foram os destaques ofensivos da equipe, com 14 e 13 pontos, respectivamente. O levantador William Arjona foi escolhido o melhor jogador do campeonato. O ponta Rodriguinho, que virou titular após uma contusão de Filipe na panturrilha durante a primeira rodada, deu segurança à linha de passe ao lado do líbero Serginho.

“No começo foi um susto, mas fui ganhando confiança e deu tudo certo. O Marcelo (Mendez), assim como todo o pessoal mais velho, me apoiou muito. O Filipe é um exemplo, sempre do meu lado”, disse Rodriguinho.

Para o MVP William, mais forte do que o cansaço foi a gana de vencer. “Temos essa vontade de continuar vencendo, conquistando títulos para essa torcida maravilhosa, que sempre lota o ginásio, seja no frio ou no calor, em qualquer tempo”.

A superioridade cruzeirense ficou evidente no placar e nos demais números, como foi o caso do ataque: 38 a 26, a favor do time brasileiro.

Time de Thaisa, Eczacibasi é bicampeão mundial

O técnico campeão olímpico Vladimir Alekno, que dirige o Zenit Kazan, tentou quase tudo. Para mudar o ritmo, trocou o levantador titular Butko pelo suplente Kobzar. Na tática de saque, optou pelo flutuante no primeiro set, sem sucesso. Depois pediu para o time forçar, mas o índice de erros na execução do serviço e a boa recepção do clube mineiro não permitiram que o Zenit fosse adiante.

Mais um título mundial para o técnico argentino Marcelo Mendez

Do trio de estrelas da equipe russa, o ponta cubano naturalizado polonês Wilfredo León foi quem mais se destacou, com 13 pontos, melhor desempenho da equipe, apesar de ter oscilado bastante na terceira parcial. O veterano oposto Maxim Mikhaylov marcou 10 pontos. Já o ponta/oposto americano Matt Anderson teve uma atuação sofrível, fazendo apenas cinco pontos.

Na preliminar, o italiano Trentino ficou com o bronze, depois de uma batalha de cinco sets diante do argentino Bolívar. É a sexta medalha do clube italiano, que agora tem quatro ouros e dois bronzes. O Bolívar repete seu melhor resultado, um quarto lugar, já obtido em 2010.

Seleção do campeonato:
Pontas – Leal (Sada Cruzeiro) e León (Zenit Kazan)
Oposto – Evandro (Sada Cruzeiro)
Centrais – Volvich (Zenit Kazan) e Crer (Bolívar)
Levantador – Giannelli (Trentino)
Líbero – Serginho (Sada Cruzeiro)
MVP – William (Sada Cruzeiro)

Colaborou Carolina Canossa, que está em Betim a convite da FIVB