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Arquivo : Camila Brait

Confirmado: Vôlei Nestlé estará no Mundial de clubes
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Carolina Canossa

Anúncio oficial foi feito em um restaurante japonês e contou com parte do elenco de Osasco (Foto: João Pires/Fotojump)

Se no fim de semana houve um “meio anúncio”, agora ele é completo: nesta quarta-feira (15), o Vôlei Nestlé confirmou que estará na disputa do Mundial de clubes femininos, programado para entre 8 a 14 de maio no Japão.

Campeão do torneio em 2012, o time brasileiro foi um dos quatro agraciados pelos convites distribuídos pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) – o nome dos demais contemplados ainda não foi divulgado.

“Estou honrado pelo reconhecimento. A nossa história na disputa do Mundial nos credencia a ter esse convite. São quatro participações, com três finais e um terceiro lugar com uma equipe que disputou a competição desfalcada das jogadoras da seleção brasileira. É uma enorme satisfação mais uma vez poder participar de uma competição tão importante como essa com as cores do Vôlei Nestlé e representando a cidade de Osasco”, afirmou o técnico Luizomar de Moura.

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Para a disputa do Mundial, o clube paulista contará com o aporte financeiro de um novo patrocinador, o Grupo Baumgart, através da Vedacit, cuja marca estará presente nas camisas usadas pela comissão técnica do Vôlei Nestlé, e através também do shopping Center Norte, que vai promover atividades relacionadas ao vôlei.

Presente em todas as participações de Osasco no Mundial, a líbero Camila Brait está empolgada. “Jogar o Mundial é sempre difícil porque lá estão os melhores times do mundo. Sabemos que precisamos seguir crescendo nesta fase final da Superliga pensando em executar um bom papel no Mundial. É muito importante ganhar uma medalha e não importa a cor. Claro que nosso objetivo será o ouro, mas além do título de 2012 já conseguimos duas pratas e um bronze”, afirmou a atleta.

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Destaque do time nesta temporada, a ponteira Tandara comemorou o desafio inédito na carreira. “Estou muito feliz porque nunca joguei um Mundial. É uma oportunidade única, pois não sei quando terei essa chance novamente. São os melhores times do mundo e o Vôlei Nestlé está entre eles. Será uma experiência singular e estou encarando de uma maneira positiva. O clube faz um trabalho de excelência, sempre mantendo o alto nível, e uma boa sequência na Superliga ajudará na preparação para o Mundial”, afirmou.

Além do Vôlei Nestlé, somente outros dois times brasileiros já foram campeões mundiais: o Sadia (1991) e o Leite Moça (1994). Na edição de 2017, o Brasil também será representado pelo Rexona-Sesc.


Por futuro no vôlei e na seleção, Rosamaria encara mudança de rumo
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Sidrônio Henrique

Rosamaria lidera o ranking de pontuadoras da Superliga (fotos: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

Com 1,85m e disposta a aprender cada vez mais o ofício de ponteira, Rosamaria Montibeller deixou para trás a função de oposta. O técnico da seleção feminina, José Roberto Guimarães, tem participação direta na decisão, reforçada por seu assistente Paulo Coco, treinador dessa catarinense de 22 anos na equipe do Camponesa/Minas. “Eu havia jogado sob a orientação dele (Zé Roberto) no Vôlei Amil. Ele me falava: ‘Rosa, você tem potencial pra jogar na ponta. Treina, trabalha isso. Pro futuro da seleção brasileira e pro seu futuro no voleibol, vai ser melhor você se deslocar para a entrada. Você não é tão alta, não tem 1,90m pra jogar na saída’”, contou ao Saída de Rede.

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Ser a maior pontuadora da Superliga 2016/2017, com 254 pontos após 15 rodadas, lhe causa alguma surpresa. “Eu achava que, quando fosse deslocada pra ponta, meu rendimento no ataque ia cair um pouco pelo fato de eu ter que passar e atacar. Mas eu atribuo isso à Pri (Daroit) e à Léia porque elas me dão toda a cobertura na linha de passe. Eu fico com pouca área na recepção, então acabo mais livre para atacar”, comentou Rosamaria, que migrou da saída para a entrada na metade do primeiro turno, após a chegada da oposta americana Destinee Hooker.

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É claro que a seleção brasileira principal está nos planos dela, que foi campeã mundial sub23 em 2015. Mas Rosamaria está tranquila quanto a isso. “Eu tô fazendo o meu papel… Se der certo, deu. Se não der, paciência”.

Confira a entrevista que um dos destaques da Superliga concedeu ao SdR:

Saída de Rede – Como foi encarar a mudança de oposta para ponteira com a Superliga em andamento, tendo muita responsabilidade na equipe, uma vez que a Jaqueline ainda não recuperou a forma?
Rosamaria – Eu havia jogado como ponta nas categorias de base, mas na Superliga é a primeira vez. Eu avalio a mudança da melhor maneira possível, tenho conseguido ajudar o time. É tudo uma fase de adaptação, né. Ainda estou me adaptando, ainda sofro com algumas coisas, mas o importante é que o time está andando. A partir do momento em que eu tenha a possibilidade de ajudar o time, isso é o que conta.

Em ação no Mundial sub23, disputado em 2015, quando foi capitã e conquistou o título (foto: FIVB)

Saída de Rede – Na temporada 2013/2014, no Vôlei Amil, sem tanta cobrança, você fazia ponta e saída, embora ficasse a maior parte do tempo como oposta mesmo. Isso de alguma forma ajudou?
Rosamaria – Sim, às vezes eu ia pra entrada, isso valeu. Quando joguei no Pinheiros depois também, um jogo ou outro eu ficava na ponta. Mas efetivamente, como agora, é a primeira vez.

Saída de Rede – Quais as dificuldades nessa mudança? Passe, posicionamento, referências na quadra?
Rosamaria – Desde o ataque, uma posição diferente, ali na quatro. Tem a puxada de fundo meio também… Mas principalmente o passe. Até treinava um pouco esse fundamento. Porém, treinar é uma coisa, jogar é outra. Mesmo como oposta treinava recepção junto com as ponteiras, mas agora ainda estou me adaptando, me situando nessa relação com a líbero, com a outra ponta. De qualquer forma, acho que tenho melhorado.

Saída de Rede – Te surpreende ser a maior pontuadora da Superliga?
Rosamaria – De alguma forma, sim. Eu achava que, quando fosse deslocada pra ponta, meu rendimento no ataque ia cair um pouco pelo fato de eu ter que passar e atacar. Mas eu atribuo isso à Pri (Daroit) e à Léia porque elas me dão toda a cobertura na linha de passe. Eu fico com pouca área na recepção, então acabo mais livre para atacar. Elas me ajudam muito nisso. Estou muito feliz, espero que eu só melhore, que eu não pare de evoluir nesse segundo turno.

Celebrando um ponto com a líbero Léia, que lhe dá cobertura na linha de passe

Saída de Rede – Até onde o Camponesa/Minas pode chegar nesta Superliga?
Rosamaria – Até a final. O objetivo é esse e a gente sabe que tem que evoluir muito, nós não fizemos um bom primeiro turno, mas já vemos outra cara no time. Temos que evoluir demais, mas sonhamos com a final.

Saída de Rede – Olha, vou te provocar: só a final já é suficiente? E o título?
Rosamaria – Com certeza eu quero esse. (Risos)

Saída de Rede – O Minas tem time para ganhar a Superliga independentemente do adversário?
Rosamaria – Sim. Seja lá com quem a gente cruzar na semifinal ou na final… Bom, temos que nos classificar, claro. Porque tem isso, né, a gente tem que avançar, a briga tá boa, mas não tem nada garantido. A gente vai pra cima.

Saída de Rede – Novo ciclo olímpico começando, você se vê na seleção?
Rosamaria – Não há como não pensar, mas estou indo com muita calma, muita tranquilidade. O Paulo (Coco) tá me vendo aqui no dia a dia, então ele vai poder avaliar se eu mereço estar lá ou não, junto com o Zé Roberto, que eu sei que está acompanhando a Superliga. Eu tô fazendo o meu papel… Se der certo, deu. Se não der, paciência.

Saída de Rede – Na seleção, onde você se encaixaria melhor: entrada ou saída?
Rosamaria – É difícil dizer. Este ano vamos ter uma renovação, mas a gente não sabe quem sai, quem fica, e o que o Zé (Roberto) acha. Ele sempre conversou comigo pra eu mudar pra ponta. Então, se eu continuar tendo um bom rendimento, gostaria de seguir na entrada de rede, estou gostando. Mas eu também adoro ficar na saída, o importante é jogar. Eu brincava logo no início, quando mudei de posição no Minas, eu dizia, “gente, quero jogar: de líbero, levantadora, o que o técnico achar que eu posso fazer, faço”.

Rosamaria: “Gostaria de seguir na entrada de rede”

Saída de Rede – Como foi essa conversa com o Zé Roberto, ele te dizendo que você deveria ser ponteira?
Rosamaria – Eu havia jogado sob a orientação dele no Vôlei Amil, em Campinas, eu tinha 19 anos. Ele me falava: “Rosa, você tem potencial pra jogar na ponta. Treina, trabalha isso. Pro futuro da seleção brasileira e pro seu futuro no voleibol, vai ser melhor você se deslocar para a entrada. Você não é tão alta, não tem 1,90m pra jogar na saída”. Então como tenho um pouco de recurso, ele dizia: “Ô, Rosa, trabalha isso”. Eu tenho trabalhado e agora estou tentando seguir esse caminho.

Saída de Rede – O que você achou daquela experiência com a equipe que representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, em Toronto, em 2015?
Rosamaria – Foi maravilhosa, fazendo saída. Foi a primeira vez que joguei ao lado da Jaqueline, da Fernanda Garay, da Camila Brait. Eu senti muita evolução da minha parte e elas me ajudaram muito. Eu começava no banco, entrava em momentos difíceis, fui bem, então acho que cresci bastante como atleta.


Palmeirense por conta do bisavô, Camila Brait celebra título do Brasileirão
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Carolina Canossa

Líbero do Vôlei Nestlé usou o Instagram para homenagear o Palmeiras (Foto: Reprodução)

Líbero do Vôlei Nestlé usou o Instagram para homenagear o Palmeiras (Fotos: Reprodução/Instagram)

Na elite do voleibol no país, o novo campeão brasileiro de futebol não é dos times mais populares. Entre os 12 campeões olímpicos na Rio 2016, por exemplo, nenhum é palmeirense. Cabe então a uma mulher o posto de representar o Verdão nas quadras pelo mundo: Camila Brait, líbero do Vôlei Nestlé e, até o primeiro semestre deste ano, da seleção brasileira.

A influência do bisavô, um imigrante italiano, definiu as preferências futebolísticas da defensora. “Eu sempre passava férias na casa dele, que falava muito no Palestra Itália e era muito fanático. Então, eu e meu irmão viramos torcedores”, contou Camila, em entrevista ao Saída de Rede.

Após corte, Brait diz que não volta à seleção brasileira

Reencontro entre Minas e Jaqueline gera ótimas perspectivas

Apesar de não ser tão intensa na paixão quanto o bisavô, Camila eventualmente vai ao Allianz Parque. Foi lá, inclusive, que viveu a melhor lembrança que tem do clube. “Eu fui ao estádio na final da Copa do Brasil 2015 (quando o Palmeiras derrotou o Santos nos pênaltis) e achei sensacional a alegria da torcida. Foi uma final emocionante”, afirmou a jogadora. Difícil mesmo é só convencer o marido, Caio Conca, a acompanhá-la. “Ele é Corinthians, então não gosta muito (risos)“, comentou.

Jaqueline foi homenageada pelo Palmeiras em 2011

Jaqueline foi homenageada pelo Palmeiras em 2011

Após a conquista do título brasileiro que não vinha há 22 anos, Brait lamenta apenas a despedida de um dos craques do Verdão, já vendido para o Manchester City (Inglaterra): “Pena que o Gabriel Jesus vai embora. Ele é, sem dúvidas, o melhor jogador hoje do Palmeiras”.

Quem também tem o coração parcialmente verde no voleibol brasileiro é Jaqueline. Recifense de nascimento, a ponteira costuma dizer que o Sport é o time de futebol que conta com seu apoio, mas não esconde a simpatia pelo Palestra Itália. Tudo começou por uma coincidência: o time do colégio de Boa Viagem, onde começou a jogar, tinha um uniforme com listras verde e brancas e, por isso, ganhou o apelido de “equipe palmeirense”. Em 2011, quando ainda se recuperava de uma grave lesão sofrida no Pan de Guadalajara, Jaque recebeu uma camisa personalizada do Palmeiras e ainda tirou fotos com o goleiro Marcos e o então técnico da equipe, Luiz Felipe Scolari.

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Enquanto o elenco palmeirense se prepara para curtir merecidas férias a partir da semana que vem, tanto Brait quanto Jaqueline terão muito trabalho pela frente. No Vôlei Nestlé, a líbero ocupa a quarta posição na Superliga, com cinco vitórias em seis jogos. A atacante, por sua vez, anunciou a assinatura na semana passada que irá defender o Camponesa/Minas (sexto, com três vitórias e três derrotas), mas ainda não tem data de estreia.


Para Camila Brait, Zé Roberto se decidiu por Léia ainda no Grand Prix
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Carolina Canossa

Depois de muito choro, com direito a rosto inchado, é hora do recomeço. Cortada da seleção feminina de vôlei às vésperas de uma Olimpíada pela segunda vez consecutiva, a líbero Camila Brait assegura que já superou o trauma de ficar fora da Rio 2016. Ela, inclusive, diz não guardar nenhum ressentimento do técnico José Roberto Guimarães, o responsável pela decisão de dispensá-la em ambas as oportunidades.

“Nem tristeza, mágoa, nada. Ali no momento ele preferiu levar a Léia, achou que ela estava melhor, e tenho que respeitar”, destacou a jogadora, que finalmente decidiu atender aos insistentes pedidos de entrevistas feitos pelo jornalistas pouco antes de voltar a jogar por seu clube, o Vôlei Nestlé. Nem mesmo o fato de ter decidido não jogar mais pela seleção e, portanto, não trabalhar mais com Zé Roberto, fez Camila deixar a elegância e a resignação de lado. “Na hora do corte a gente fica muito triste, acha que a vida está acabando ali. É um sonho de todo atleta jogar uma Olimpíada, mas infelizmente não deu”, emendou.

A derrota para a China e a necessidade de olhar adiante

Bernardinho ainda tem desafios à frente da seleção masculina?

Para ela, o fato de Zé Roberto ter escalado justamente Léia para enfrentar Rússia e Estados Unidos na fase final do Grand Prix é um indicativo que ele já preferia contar na Olimpíada com a outra líbero do time, Léia, que jogou pouco durante todo o ciclo olímpico.

“Acho que ele já estava querendo levá-la e deu uma oportunidade para ela jogar contra times bons. Foi o que aconteceu e a Léia jogou muito bem. Consegui reverter minha situação, estive bem contra Tailândia e Holanda, mas não foi suficiente para ele mudar a decisão”, analisa a atleta, que diz sair da seleção com a consciência de quem cumpriu seu dever.

Camila Brait diz que saída da seleção é definitiva: ela quer ter um filho após a próxima Superliga (Foto: João Pires/Fotojump)

Camila Brait diz que saída da seleção é definitiva: ela quer ter um filho após a próxima Superliga (Foto: João Pires/Fotojump)

Brait prevê debandada grande na seleção

A eliminação diante da China nas quartas de final da Olimpíada do Rio de Janeiro marcou o fim de um ciclo no voleibol feminino brasileiro. Ali mesmo, à beira da quadra do Maracanãzinho, a capitã Fabiana e a oposta Sheilla confirmaram o adeus ao time nacional, mas a lista deve ter outros nomes, segundo Brait.

Amiga das atletas, a defensora acredita que os próximos meses devem ser marcados por caras diferentes vestindo a camisa verde-amarela. “Acho que mais algumas meninas devem sair da seleção, só não anunciaram ainda. Será uma seleção com bastante menina nova”, destacou Brait, que deu a dica sobre dois nomes que provavelmente permanecerão. “Quem ficar lá, como a Dani Lins e Natália, vai ter que dar um suporte maior às meninas que chegarem para na Olimpíada de 2020 já haver um time mais entrosado”, comentou.

Questionada sobre sua própria decisão de deixar o time nacional, Brait garante que não decidiu sair por conta da decepção da dispensa – nem mesmo uma mudança na comissão técnica a faria rever a escolha.

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“Já vinha pensando há algum tempo sobre isso, mas depois do corte ficou bem real que eu não queria mais voltar para a seleção. Tenho novos planos para a minha vida. Um deles é ter filho logo após essa Superliga e não sei se conseguiria ficar muito tempo longe dele, um mês no Grand Prix, por exemplo. Eu via o sofrimento das meninas (que já tem filhos) e chorava junto porque é muito triste. Não teria culhão para isso”, afirmou.

Lobby para a jogadora de 27 anos mudar de ideia não falta. Um deles é do próprio técnico do Vôlei Nestlé, Luizomar de Moura, uma das figuras que mais lhe apoiou para superar o basque do corte. O outro é das antigas companheiras de seleção. “Pode ser que eu sinta um pouco de saudade, o que é natural, mas minha decisão não volta”, assegurou.


Entenda os cortes na seleção feminina de vôlei
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Carolina Canossa

Camila, Roberta e Tandara não disputarão a Olimpíada do Rio (Fotos: Divulgação/FIVB)

Camila, Roberta e Tandara não disputarão a Olimpíada do Rio (Fotos: Divulgação/FIVB)

Que dia para o vôlei brasileiro! Horas depois de o Saída de Rede revelar em primeira mão quais foram os atletas cortados na seleção brasileira masculina de vôlei para a Olimpíada do Rio, saiu também a definição das 12 atletas que tentarão o ouro olímpico para o país no feminino, com a oposta/ponteira Tandara, a levantadora Roberta e a líbero Camila Brait fora da lista final.

Uma semana depois de dizer, durante o desembarque após a conquista do Grand Prix, que não descartava a possibilidade de levar duas líberos para os Jogos Olímpicos, Zé Roberto optou pelo maior poderio ofensivo e manteve o time com quatro ponteiras (Fernanda Garay, Gabi, Jaqueline e Natália) e quatro centrais (Adenízia, Fabiana, Juciely e Thaísa). Com a saída de Tandara, fica a dúvida sobre quem será alçada à reserva da oposta Sheilla, uma vez que Gabi e Adenízia foram testadas na função ao longo da atual temporada de seleções e Natália também pode exercer a função.

Confira o “sobe e desce” do vôlei desta semana

Tandara, que parecia bastante próxima da vaga após o pedido de dispensa de Monique por questões pessoais no começo de junho, não segurou as chances que teve no Grand Prix: exceção feita à partida contra a Bélgica na terceira semana da fase de classificação, teve um aproveitamento baixo. Para piorar, às vésperas da fase final do GP, sofreu uma lesão muscular na coxa direita e não pôde entrar em quadra para tentar reverter sua situação.

Brait, por sua vez, era favorita absoluta à sucessão de Fabi no time, mas acabou superada pelo incrível crescimento de Léia nas partidas deste ano. Aos 31 anos, a líbero do Camponesa/Minas se garantiu com atuações consistentes contra adversários do porte de Rússia e Estados Unidos.

Por fim, a levantadora Roberta era um corte esperado: desde a primeira convocação este ano, em abril, o técnico José Roberto Guimarães deixou claro que a Fabíola seria chamada para fazer companhia a Dani Lins se estivesse em condições de jogo após a gravidez de sua segunda filha. Annah Vitória veio ao mundo no dia 19 de maio de parto normal e desde então a armadora tem treinado duro no CT de Saquarema para disputar a Olimpíada. A expectativa é que a jogadora de 33 anos compense a falta de ritmo – não joga desde dezembro – com a experiência que possui.

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Por tudo o que não conseguiu apresentar nas últimas semanas, o corte de Tandara foi justo, apesar de preocupar o fato de a reserva de Sheilla ainda estar em aberto – mais do que nunca, é essencial a torcida contar com boas atuações e com a boa forma física da titular. Já Camila acabou preterida por jogar em uma posição cruel, que normalmente é a primeira sacrificada em competições que só permitem a inscrição de 12 atletas, caso da Olimpíada. Para Roberta, fica o sinal de que ela tem tudo para figurar na seleção no próximo ciclo olímpico, especialmente após a excelente reta final de Superliga que protagonizou.

E você? O que achou os cortes da seleção feminina de vôlei?


Camila Brait ou Léia? Brasil pode ter duas líberos na Olimpíada do Rio
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Carolina Canossa

Leia e Brait

Léia e Brait: disputa entre as líberos está tirando o sono de Zé Roberto

O que era improvável até pouco tempo pode se tornar uma realidade na Olimpíada do Rio de Janeiro. Diante de uma concorrência acirrada entre Camila Brait e Léia pela vaga de líbero da seleção brasileira feminina de vôlei, o técnico José Roberto Guimarães cogita resolver a questão levando as duas defensoras para os Jogos.

“Eu e a comissão técnica não desconsideramos (essa possibilidade)“, admitiu o treinador, durante o desembarque da seleção feminina de vôlei em São Paulo após o título do Grand Prix. “Essa é a disputa que está mais me tirando o sono”, completou.

Caso Zé Roberto opte por relacionar Camila e Léia para a Olimpíada, as jogadoras mais ameaçadas de perder a vaga são a oposta/ponteira Tandara e uma das centrais, Juciely ou Adenízia. Ponteira que menos jogou ao longo do ano, Mari Paraíba também deve ver o sonho olímpico ficar para Tóquio 2020, independente da tática escolhida pela seleção. Já a levantadora reserva Roberta tem grandes chances de dar lugar a Fabíola, que trabalha em Saquarema para voltar ao físico de atleta de elite após dar à luz sua segunda filha, no mês de maio.

#DeOlhoNaMedalha: O que o Brasil precisa melhorar para levar o tri no Rio

Por enquanto, porém, o treinador não quer pensar no momento mais duro que enfrentará nessa preparação rumo ao tri olímpico. “Vamos deixar acontecer. Não quero falar sobre corte, mas sobre a vitória no Grand Prix. Voltamos a nos apresentar no dia 15 e tem muita coisa pra fazer”, afirmou.

Sobe e desce da semana: Brasil por cima e técnico trapalhão em baixa

Léia, por sua vez, parecia nem estar à espera de uma decisão que pode mudar sua carreira. Questionada sobre a dúvida que colocou na cabeça de Zé Roberto com as boas atuações, ela desconversou. “Ah, é? Não sei! Acho que isso é uma pergunta pro Zé Roberto, ele sabe que está todo mundo à disposição porque Olimpíada no Brasil vai ser bom pra todo mundo: pra quem assiste, pra quem joga… Então, é se preparar”, afirmou.

Nem mesmo o fato de ter sido testada contra algumas das melhores jogadoras do mundo intimidou a líbero do Camponesa/Minas. “Não rolou tensão, não, pois você já está se preparando para o jogo desde o treino. Não é uma surpresa: você sabe que tipo de saque o adversário vai dar, como é o ataque… rola a tensão pela ansiedade de querer fazer acontecer, mas esse nervosismo de “ah, vão sacar em mim”, não tem. Até porque, líbero só tem que passar e defender”, brincou.

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Ela também garante que a disputa com Camila no dia a dia é saudável. “A gente conversa bastante, mas sobre corte é aquilo de todo mundo ficar ‘Nossa, que ruim, hein?’, pois ninguém quer ser cortada de um trabalho tão bom como o nosso. Minha conversa com a Camila é saudável, do tipo: ‘Vamos treinar, ralar e jogar bem’… o que acontecer, faz parte”, explicou.

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Seleção feminina vence bem, mas é pouco testada na estreia em 2016
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Carolina Canossa

Reencontro da seleção com a torcida foi recheado de sorrisos (Foto: Reprodução/Facebook CBV)

Reencontro da seleção com a torcida foi recheado de sorrisos (Foto: Reprodução/Facebook CBV)

A ideia da seleção brasileira feminina de vôlei em ter a República Dominicana como primeiro adversário na temporada era boa: recheado de talentos individuais, como Brenda Castillo, Bethania de La Cruz e Prisilla Rivera, o time caribenho viria com um bom ritmo de jogo por conta do Pré-Olímpico Mundial. Quem sabe até mesmo até chegaria ao Paraná com a vaga olímpica garantida. Além disso, o fato de Marcos Kwiek, ex-integrante da comissão brasileira, ser o técnico poderia colocar uma dificuldade a mais para as comandadas de José Roberto Guimarães.

Infelizmente, essas vantagens não puderam ser aproveitadas na noite desta sexta-feira (27): Castillo e Rivera sequer vieram ao Brasil, enquanto De la Cruz só ameaçou no saque. Em termos coletivos, as dominicanas estiveram ainda mais inconstantes que durante a campanha no Pré-Olímpico, onde terminaram em uma decepcionante sexta colocação entre os oito participantes. Resultado: o placar de 3 sets a 0 (25-12, 25-20 e 25-21) não trouxe muitos elementos a acrescentar na preparação das bicampeãs olímpicas rumo ao Rio-2016.

Saiba notícias sobre a lesão de Jaqueline

A partida foi tão tranquila que, nos minutos finais, Zé Roberto resolveu atender ao pedido da torcida e colocou Sheilla em quadra. A oposta, porém, não entrou em sua posição tradicional, mas sim como ponteira, substituindo Fernanda Garay. Discretamente posicionada na linha de passe, não chegou a fazer nenhuma recepção e sua participação valeu mais para a gente lembrar o quanto a atacante é querida pela torcida. O sorriso envergonhado durante a ovação do público deixou claro que ela ainda não se acostumou com tal idolatria. Que se acostume, pois cenas como essa devem se repetir nos próximos meses.

Falando em se acostumar, Natália precisa se preparar para o fato de que será o grande alvo dos saques adversários nesta temporada. Vítima de um bombardeio em São José dos Pinhais, ela se atrapalhou em determinados momentos. A líbero Camila Brait, por sua vez, surpreendeu ao mostrar grande agilidade em um momento do ano no qual as jogadoras costumam ficar mais lentas por conta do forte trabalho na academia. Um começo promissor, assim como de Roberta, que mostrou personalidade nas poucas vezes em que esteve em quadra. Fabíola que se cuide.

De resto, pouco a dizer: o festival de erros na recepção adversária facilitou demais o trabalho do bloqueio verde-amarelo. Esperamos que no amistoso de domingo (29), as dominicanas joguem melhor. Zé Roberto certamente vai agradecer.

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Para quem ficou curioso, o Brasil jogou a maior parte do tempo com Dani Lins, Tandara, Natália, Fê Garay, Adenízia, Juciely e Camila Brait de líbero. Ainda se recuperando da contusão no tornozelo sofrida durante a Superliga, Gabi foi poupada, assim como Jaqueline, que sofreu uma leve entorse no joelho no treino de quinta (27). A central Carol, com dores, também recebe atenção especial da comissão técnica.

Argentina

Também na noite desta sexta (27), a Argentina resolveu testar sua seleção feminina pela primeira vez, mas se deu mal: diante da Bulgária, que não vem à Rio 2016, as classificadas Panteras perderam por 25-15, 25-21 e 25-14.


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