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Arquivo : Brasil Kirin

Em plena discussão sobre ranking, grandes escancaram superioridade
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João Batista Junior

Lucarelli, Wallace e Éder juntos: ranking não trouxe equilíbrio (foto: Rafinha Oliveira/Taubaté)

Numa semana em que o debate em torno do ranking de jogadores voltou à tona, o fã do vôlei viu Sada Cruzeiro, Sesi e Funvic/Taubaté chegarem a um passo das semifinais da Superliga masculina. E, para que a faca e o queijo pareçam estar ainda mais ao alcance dos grandes, o trio jogará em casa na próxima rodada dos playoffs, o que diminui drasticamente as expectativas de quem sonha (ou sonhava) com séries extensas nessas quartas de final – isso talvez caiba apenas ao duelo entre Brasil Kirin e Montes Claros, que, pelo jogo 1, tende a ir além da terceira partida.

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A CBV alega que o ranking dos jogadores serve para trazer equilíbrio ao certame, diminui a ação do poder econômico na disputa. Na teoria, isso deveria tornar a Superliga – um campeonato de apenas 12 clubes em cada naipe – uma competição de difícil prognóstico, já que os principais atletas do país estariam espalhados por diversos clubes.

Os atletas alegam que o sistema não atende ao fim pretendido, prejudica quem quer jogar no país e não emparelha os pratos da balança do voleibol nacional: os maiores orçamentos, com ou sem as limitações de ranking, seguem numa dianteira que os médios e os pequenos não alcançam.

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Entre as mulheres, as jogadoras de pontuação máxima se queixaram publicamente nesta semana, ao passo que os homens, nesta sexta-feira, vão decidir/saber como funcionará seu campeonato na temporada que vem.

Se precisassem encontrar um argumento contrário às intenções do ranking e, portanto, alinhado à premissa de que os mandatários do vôlei nacional falham em insistir nessa trilha, os jogadores poderiam citar os playoffs da Superliga masculina atual. Os principais elencos do país, recheados de campeões olímpicos e/ou mundiais pela seleção, dão pouca esperança de sucesso a equipes de patamar de investimento inferior: a prática depõe contra o ideal do equilíbrio.

Théo acionado na saída de rede: 21 pontos contra o Minas

OS JOGOS
O Minas Tênis Clube recebeu, em Belo Horizonte, um rival contra quem já havia disputado três partidas na temporada e decidido todas em cinco sets, um adversário combalido, sem seu principal atacante da entrada de rede – Douglas Souza, lesionado no abdômen. Era a ocasião propícia para os minastenistas colocarem o Sesi em dificuldades, talvez pensando num playoff discutido em quatro, cinco partidas, ou, até, temendo a eliminação, já que o ponteiro campeão na Rio 2016 talvez nem volte às quadras antes do final da Superliga. Mas não foi o que aconteceu.

O bloqueio mineiro funcionou bem, anotou 18 pontos (seis de cada um dos centrais, Flávio e Pétrus). Ocorre, no entanto, que o time não foi além disso, não conseguiu explorar a presença de Alan, oposto improvisado como ponteiro, nem a baixa pontuação de Murilo, que voltou ao time titular e, longe ainda da melhor forma física, assinalou somente quatro pontos.

Depois de alguma instabilidade nos dois primeiros sets (vitória apertada na primeira parcial, derrota dilatada na segunda), o time paulista aproveitou-se do saque ineficaz do time da casa. Com uma virada de bola segura e Théo assinalando 21 pontos, o Sesi dobrou a vantagem que tinha no duelo e vai jogar na Vila Leopoldina pensando em encerrar a série pela via mais curta.

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Canoas lutou, mas não passou pelo Cruzeiro (Fernando Potrick/Gama)

Por sua vez, o Lebes/Gedore/Canoas tem bons valores, como o ponteiro Gabriel, que foi repatriado do voleibol austríaco e começou o campeonato muito bem, o central Iálisson, de passagem recente pelo Taubaté, e o jovem ponta Alisson Melo, sétimo atacante mais eficiente da Superliga. Mas, dentro do esperado, a equipe não tem sido páreo para o Sada Cruzeiro nos playoffs.

Jogando em casa na segunda partida da série, o time gaúcho até abriu o marcador, teve Alisson Melo assinalando 17 pontos, sendo três em aces, quesito em que empatou com o central Giovanni. A questão é que, do outro lado da rede, havia um time experiente o bastante para esperar e provocar os erros do rival (e foram 35 ao todo). Leal e os centrais Isac e Simón marcaram, respectivamente, 16, 13 e 12 pontos, e a virada foi inevitável.

A série volta para Contagem, no sábado, às 21h30, e só vai novamente ao Rio Grande do Sul em caso de vitória do Canoas.

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Renan no ataque contra Taubaté: a bola de segurança do JF (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

A outra partida já realizada na segunda rodada foi entre Funvic/Taubaté e JF Vôlei. Se, em Juiz de Fora, os sétimos colocados da fase classificatória chegaram perto de vencer um set, em Taubaté, não ficaram só no quase. Renan, que defendeu a seleção brasileira no ciclo olímpico passado, marcou 26 dos 48 pontos de ataque de sua equipe, teve aproveitamento de 63% nas cortadas.

Pela boa atuação de seu oposto, os visitantes (ajudados pelos erros que Taubaté cometia – 25 ao todo) ganharam um set. Mas, como só tinham Renan em jornada inspirada, não puderam levar o jogo para o tie break.

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Taubaté teve um inusitado problema com o líbero Mário Jr., que jogou socorrendo-se com um colírio, de palmo em palmo, para aliviar uma irritação nos olhos, mas cumpriu o roteiro e venceu: Wallace, com 20 pontos, e Lucas Lóh, com 60% de aproveitamento no ataque, comandaram o time. Lucarelli, que perdeu boa parte do returno, anotou 12 pontos e parece estar aproveitando os jogos contra a equipe de Juiz de Fora para adquirir ritmo de jogo.

A terceira partida, que será na segunda-feira, mais uma vez em Taubaté, pode ser também a última da série.

Resultados da 2ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Minas 1 x 3 Sesi (25-27, 25-19, 21-25, 18-25)
Lebes/Gedore/Canoas 1 x 3 Sada Cruzeiro (25-23, 18-25, 15-25, 14-25)
Funvic/Taubaté 3 x 1 JF Vôlei (25-15, 14-25, 25-18, 26-24)
Brasil Kirin x Montes Claros – sábado, às 14h10


Entre um susto e outro, favoritos vencem (e Cruzeiro passeia) nos playoffs
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João Batista Junior

Cruzeiro não teve problemas para vencer Canoas (foto: Renato Araújo/Sada Cruzeiro)

Em casa ou fora de seus domínios, os favoritos começaram as quartas de final da Superliga masculina dando um passo na direção da próxima fase. Todos venceram: o Sesi, que flertou com a derrota e salvou-se em cima da hora, a Funvic/Taubaté e o Brasil Kirin, que tiveram de suar a camisa na quadra adversária, e o Sada Cruzeiro, que atropelou.

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A rodada inaugural dos playoffs acentuou o favoritismo cruzeirense ao título. O time nem precisou jogar no mesmo nível do voleibol apresentado no sábado retrasado, na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil Kirin, para vencer o Lebes/Gedore/Canoas pelo mesmo placar. Em quadra, a diferença entre o dono da melhor campanha na competição e o oitavo colocado foi resultado do excessivo número de erros dos visitantes e, sobretudo, da eficiência do ataque anfitrião (aproveitamento de 61%).

Sem conseguir parar as cortadas do time da casa – que teve Leal e Evandro atacando juntos 35 bolas e pontuando em 22 delas – e fustigado pelo bloqueio mineiro, que amorteceu muitas investidas dos adversários e propiciou vários contra-ataques, o sexteto gaúcho acabou cometendo 26 erros, concedendo mais que um set inteiro em falhas num jogo de três parciais. O segundo compromisso dessa disputa será em Canoas.

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Sesi: da derrota iminente à virada sobre Minas (Karen Griz/Sesi-SP)

Num caminho oposto ao do Cruzeiro, o Sesi só acordou quando já perdia por 2 a 0 do Minas Tênis Clube. Com o ponteiro Alan no lugar de Murilo, que ainda se recupera de uma lesão no cotovelo e entrou em rápidas passagens a partir do segundo set, o time paulista teve problemas no passe e, em consequência, na virada de bola. O sistema defensivo mineiro levava tanta vantagem sobre o ataque sesista que os muitos contra-ataques desperdiçados nas duas primeiras parciais não fizeram falta aos visitantes.

O ritmo do jogo mudou quando o levantador Rafa e o central Aracaju entraram, respectivamente, no lugar de Bruno e Lucão. Théo e Douglas Souza cresceram na partida e, exigido, o Minas descobriu que seus erros (foram 43 em toda a partida) seriam punidos: no tie break, o time teve o match point na mão, mas o cubano Yordan Bisset atacou para fora. Mesmo jogando mal e contando com um pouco de sorte, a vitória é um alívio para o Sesi, que vai disputar o jogo 2 da série em Belo Horizonte.

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Já para Funvic/Taubaté e Brasil Kirin, que começaram atuando em território adversário, o fator casa pode garantir uma rápida classificação às semifinais. Teoricamente, é claro.

Lucarelli em ação contra JF Vôlei (Rafinha Oliveira/Vôlei Taubaté)

Taubaté enfrentou um valente JF Vôlei – que o havia batido há uma semana – e teve muito trabalho para vencer os dois primeiros sets: em ambas as parciais, os tricampeões paulistas abriram vantagem e viram os rivais, com um bom bloqueio, reagirem perigosamente.

Com o apoio da torcida, o sexteto de Juiz de Fora talvez merecesse conquistar uma parcial, que fosse. Contudo, prevaleceu a experiência do segundo colocado da fase classificatória, que contou com a volta de Lucarelli – recuperado de lesão – ao time titular. Os visitantes frearam o crescimento dos anfitriões e superaram uma equipe que sobrecarregou o oposto Renan e não teve força para lutar no terceiro set.

Agora, para poder voltar a jogar em casa, os mineiros têm a ingrata missão de vencer, ao menos, um dos dois próximos duelos, que serão disputados no interior de São Paulo.

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Na matemática e na tabela, a situação do Brasil Kirin é igual à da Funvic/Taubaté: venceu o Montes Claros em Minas e, agora, ganhar as duas próximas partidas em casa é o que lhe basta para avançar na competição. A diferença é que a missão da equipe campineira (teoricamente, repito) tende a ser mais complicada do que a do time do Vale do Paraíba.

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Os quatro sets do primeiro duelo entre quarto e quinto colocados da Superliga foram definidos por vantagem mínima no placar. Isso não quer dizer, no entanto, que a partida tenha sido um suspense de tirar o fôlego: o Brasil Kirin venceu um jogo mais equilibrado do que emocionante – exceção, talvez, à virada paulista na quarta parcial, depois de estar perdendo por 18 a 13.

Montes Claros conseguiu 62 a 51 em pontos de ataque, mas, longe de fazer uma boa partida, colaborou com a vitória dos visitantes cometendo 35 erros contra 26. Um reflexo da má atuação dos mineiros foi Maurício Souza ter obtido seis aces: o central estava numa ótima jornada no serviço (é verdade) e tem um flutuante que bagunça a linha de passe adversária (outra verdade), mas conquistar SEIS pontos de saque nesse estilo é exagero.

Contudo, se o Brasil Kirin não teve vida fácil, mesmo diante de um adversário em dia instável, não será surpresa se a série se estender para além do jogo 3, embora as duas próximas partidas sejam em Campinas.

Resultados da 1ª rodada dos playoffs da Superliga masculina:

Sada Cruzeiro 3 x 0 Lebes/Gedore/Canoas (25-20, 25-17, 25-17)
Sesi 3 x 2 Minas Tênis Clube (20-25, 23-25, 25-23, 25-23, 18-16)
JF Vôlei 0 x 3 Funvic/Taubaté (27-29, 23-25, 18-25)
Montes Claros 1 x 3 Brasil Kirin (23-25, 27-25, 25-27, 23-25)


Sada favorito e promessa de emoção: os playoffs da Superliga masculina
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Carolina Canossa

Cruzeiro: somente uma derrota, que veio quando titulares descansaram (Foto: Divulgação)

Se ontem já falamos do equilíbrio de forças dos playoffs da Superliga feminina de vôlei, agora é a vez dos homens. Apesar do imenso favoritismo do Sada Cruzeiro, que só perdeu um jogo até agora (no qual atuou com reservas), não dá pra dizer que é barbada apontar os quatro semifinalistas da competição. Exceto justamente a disputa do time mineiro contra o Lebes Gedore Canoas, os demais confrontos prometem jogos equilibrados e interessantes disputas individuais.

Inclusive, não se surpreenda se algum time badalado for eliminado logo nesta primeira rodada de mata-mata, que será disputada em cinco partidas. Os duelos começam na noite desta sexta, às 19 horas, com Sada x Canoas, seguem com dois jogos na tarde de sábado (14h10 e 15h30) e se encerram no domingo às 15 h. O SporTV transmite todos, exceto Sesi x Minas, que ficará por conta da RedeTV!.

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Abaixo, você confere o que esperar das quartas de final do principal torneio de clubes do Brasil:

Assistente da seleção, Fronckowiak tem missão quase impossível nos playoffs (Foto: Matheus Beck/Canoas)

Sada Cruzeiro (1º) x Lebes Gedore Canoas (8º)

Olhando individualmente, é possível encontrar alguns bons valores na equipe gaúcha: o ponteiro Gabriel, por exemplo, fez um primeiro turno formidável, enquanto o central o central Ialisson chamou a atenção durante o returno. Os grandes craques do time, porém, estão fora da quadra: campeão olímpico e bi mundial com a seleção
brasileira, Gustavo Endres é o supervisor, enquanto Marcelo Fronckowiak se sagrou campeão da Superliga com o RJX em 2012/2013 e recentemente assumiu o posto de assistente técnico de Renan Dal Zotto na seleção brasileira.

Mas, se há quatro anos Fronckowiak conseguiu o feito de bater justamente o Sada Cruzeiro na decisão, a missão agora será bem mais dura. Além do elenco inferior, Canoas não tem um sistema defensivo consistente, algo essencial para enfrentar um time com o poder de saque e ataque que os mineiros possuem. Para complicar, o Sada passou por poucas modificações em seu elenco nos últimos anos e provou sua força ganhando seus três títulos mundiais desde então. Sendo o único time que entra nos playoffs com mais derrotas que vitórias (14 a 8), Canoas já terá feito bem o seu papel se vencer um dos cinco duelos programados pras quartas.

Funvic Taubaté (2º) x JF Vôlei (7º)

Taí um confronto que vai ser interessante de assistir: apesar de contar com um elenco experiente, com três campeões olímpicos e jogadores que passaram pela seleção brasileira, Taubaté só adquiriu mais consistência após a virada do ano, quando passou a se adaptar melhor aos problemas físicos de Ricardo Lucarelli, que provocaram muitas ausências. Juiz de Fora, por sua vez, encarna o perfeito penetra que só está esperando uma oportunidade para aprontar uma ainda maior. Potencial ali existe e os paulistas puderam aprender isso com um 3 a 2 sofrido na última rodada da fase classificatória.

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Minas precisa melhorar o saque para passar pelo Sesi (Foto: Divulgação)

Olho vivo em um confronto particular entre opostos: de um lado, Wallace, que se consagrou perante o público em geral como “macho-alfa”, a bola de segurança, da vitoriosa campanha brasileira na Rio 2016. Somente um jogador fez mais pontos que ele nesta Superliga e é justamente Renan Buiatti. Com 2,17 m, o atacante de saída de rede do JF Vôlei vive a melhor fase de sua carreira após um passagem de altos e baixos, além de lesões, pelo voleibol italiano.

Sesi (3º) x Minas (6º)

Mais um confronto no qual não devemos nos enganar pelos nomes que vemos no papel: nos dois jogos realizados até agora, a badalada equipe paulista e o tradicional time mineiro jogaram os dez sets possíveis, com uma vitória para cada lado. Ou seja: a possibilidade de novos duelos longos é bastante alta.

Diria hoje que há um leve favoritismo para o Sesi, uma vez que o Minas tem apresentado claras dificuldades no saque ao longo da competição. A equipe de Belo Horizonte aumentará bastante suas chances se seus bons atacantes forem mais consistentes e deixarem tantos altos e baixos para trás. Nesta série, o aspecto físico certamente será um fator com mais importância que o normal.

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Brasil Kirin fez um bom time após correr o risco de acabar (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Vôlei Brasil Kirin (4º) x Montes Claros (5º)

Depois de sofrer uma ameaça de sequer participar desta Superliga devido a um corte de verbas causado pela crise econômica, os atuais vice-campeões do torneio montaram um elenco razoável para a atual temporada. Perderam Lucas Loh, Piá e Wallace Martins, é verdade, mas conseguiram manter o central Maurício Souza e o líbero Tiago Brendle, dois dos destaques da campanha anterior. Ainda que o Brasil Kirin não tenha conseguido bater de frente com o trio de favoritos (Sada, Taubaté e Sesi) em número de pontos, chegou a derrotar a equipe paulistana em uma oportunidade e fez uma boa campanha com times de investimento igual ou inferior, sem grandes sustos.

Peraí, eu escrevi “sem grandes sustos”? Neste caso, exclua da lista justamente o Montes Claros. Isso porque o time mineiro bateu o de Campinas por 3 a 1 no primeiro turno e vendeu caro a derrota na volta, no tie-break. Montes Claros conta com Luan Weber como destaque, além de um saque capaz de fazer estragos em muitas recepções por aí – alguns deles são feitos pelo levantador Murilo Radke, que também tem cumprido sua função principal com competência. Aos 28 anos, o armador gaúcho será essencial para escapar do bem postado bloqueio paulista.

E na sua opinião, quem passa para a próxima fase? Deixe seus palpites na caixa de comentários abaixo.


Disputa paulista pela vice-liderança da Superliga tem Sesi em vantagem
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João Batista Junior

Sesi tenta manter vice-liderança e vantagem para os playoffs (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

A briga mais interessante das três últimas rodadas da fase classificatória da Superliga masculina é pelo segundo lugar da tábua de classificação: só um ponto separa o Sesi da Funvic/Taubaté. Não é um duelo, necessariamente, que vise às quartas de final, já que, a essa altura, não há ainda uma definição clara sobre quem terminará em sexto ou em sétimo – o JF Vôlei, o Minas e até o Lebes/Gedore/Canoas, a rigor, podem enfrentar qualquer um dos dois paulistas. O que vale em mais essa disputa das duas equipes é a vantagem do fator casa num hipotético reencontro nas semifinais.

(Diz a matemática que o Brasil Kirin, seis pontos atrás do vice-lider, ainda tem chance nessa disputa, mas a derrota por 3 a 1 para o time da Vila Leopoldina, na última quinta-feira, parece ter barrado a equipe campineira desse baile.)

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Demora nas contratações complica Minas na reta final da Superliga

Taubaté: quatro vitórias e duas derrotas contra o Sesi, na temporada

Considerando todas competições da temporada 2016/2017, Sesi e Funvic/Taubaté se enfrentaram seis vezes, com quatro vitórias para o time do interior e duas para o da capital. As duas equipes decidiram o título paulista e o da Copa Brasil e em ambos os casos o troféu foi para o Vale do Paraíba. Isso, por si só, garantiria ao time comandado por Cézar Douglas uma ótima vantagem sobre o do técnico Marcos Pacheco num possível encontro nos playoffs.

Porém, se o Sesi mantiver a segunda posição – e tem boa chance para isso –, a questão do favoritismo tem de ser revista. Excetuada a final da Copa Brasil, que foi em Campinas, o vencedor de cada um dos duelos entre os dois sextetos foi sempre o mesmo: o time da casa. É inegável que isso traga boas perspectivas para quem, numa série melhor de cinco, puder jogar três vezes em seu reduto.

Nesse panorama, é certo que o Taubaté busque, a todo custo, ultrapassar o Sesi, mas o caminho que os dois times vão percorrer daqui por diante mostra que essa missão será complicada.

Time de vôlei inova e representa oficialmente clube em parada LGBT

Sábado, a Funvic/Taubaté joga contra o Brasil Kirin em Campinas. É um duelo longe de ser vencido de véspera, mas que pode levar os tricampeões paulistas à segunda posição, já que o Sesi irá a Contagem (MG) para ter o Sada Cruzeiro do outro lado da rede.

No entanto, mesmo uma pretensa inversão de papéis na ordem da classificação não deve afobar a experiente equipe do Sesi: a partir daí, enquanto os ex-campeões nacionais encaram o JF Vôlei, em casa, e o lanterna Caramuru Castro/Vôlei, no Paraná, os vencedores da Copa Brasil recebem o Sada Cruzeiro e fecham sua participação contra o JF Vôlei, em Minas.

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Sem forçar, Sada Cruzeiro sobra e chega ao tetracampeonato sul-americano

Derrota para o Sesi deixou o Brasil Kirin longe da briga pelo segundo lugar

Alguns fatores devem ser considerados e podem mudar o rumo dessa disputada pela vice-liderança. Por exemplo, o Sada Cruzeiro, que só precisa de um ponto para garantir o primeiro posto da tabela, vai continuar mandando o sexteto principal à quadra, como tem feito há algumas rodadas, ou vai voltar a jogar com um time misto? E mesmo Sesi e Taubaté, que sofreram com jogadores lesionados nesta temporada (Murilo e Lucarelli não jogam desde as finais da Copa Brasil), aceitarão correr riscos nessa reta final de fase classificatória? Isso, por tabela, poderia colocar o Brasil Kirin (que visita o líder na última rodada) de volta a essa briga?

Seja como for, quem terminar essa fase na segunda posição já parte nos playoffs com a premissa de que vai ter nas arquibancadas um diferencial para chegar à decisão do campeonato.


Twitter vira palco de alfinetadas entre clubes e atletas de vôlei
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Carolina Canossa

Levantador Bruno Rezende criticou postura de dirigente do Taubaté (Fotos: Reprodução)

Já diz o ditado que “roupa suja se lava em casa”. A frase, porém, não se aplica ao voleibol brasileiro. Cada vez mais, clubes e atletas estão usando o poder das redes sociais para escancarar sua insatisfação com recentes acontecimentos e até mesmo para trocar farpas entre si.

Somente no último fim de semana, foram dois casos: no sábado (18) pela manhã, o levantador Bruno Renzende, do Sesi-SP, postou uma série de mensagens no Twitter explicando aos fãs porque a partida da equipe contra a Funvic/Taubaté não seria televisionada.

Qual time leva mais público aos ginásios da Superliga? Descubra!

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“Bom dia a todos. Hoje temos um jogão pela Superliga aqui contra Taubaté… 7 campeões olímpicos em quadra… e não teremos transmissão! Porém dessa vez a TV e nem a CBV tem culpa….a Rede TV ofereceu duas datas para a transmissão da partida e o diretor de Taubaté não aceitou. Alegou que a torcida não compareceria no horário da partida (sábado 14:15). Eu já joguei algumas vezes em Taubaté e a torcida independente do horário e dia sempre comparece! Estou escrevendo isso pois lutamos muito para ter uma TV aberta e quando temos a possibilidade ficamos nas mãos de pessoas que não pensam no voleibol como um todo. Isso é uma pena…. não me calarei quando perceber que nosso movimento estiver sendo prejudicado! Uma pena para os torcedores que não poderão comparecer aqui no ginásio hoje. Fica aqui o meu desabafo”, escreveu o atleta.

Na noite de sábado, William reclamou da arbitragem dos jogos do Brasil Kirin…

A equipe de Taubaté preferiu não se pronunciar sobre as declarações. Procurado pelo Saída de Rede, o supervisor Ricardo Navajas também ressaltou que ele não iria falar sobre o assunto “porque cada clube tem o seu interesse”. Vale destacar que problema semelhante já havia ocorrido no duelo entre Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé, realizado na sexta (17): interessada na transmissão do jogo, o melhor da rodada feminina, a “RedeTV!” pediu em janeiro que o confronto fosse realizado no dia anterior, mas a equipe paulista não aceitou a mudança porque havia atuado na terça (14) e achou que haveria pouco tempo para descanso, viagem e preparação.

À noite, a polêmica envolveu arbitragem. Devido a marcações polêmicas da arbitragem no duelo entre Brasil Kirin e Montes Claros, o levantador William Arjona, do Sada Cruzeiro, também usou o Twitter para disparar contra o time paulista: “Campinas é o lugar onde os times são mais garfinhados que eu já vi na minha vida! Me desculpem a sinceridade. Vídeo check em campinas já!!!”.

Estudos e COI garantem transexual brasileira no vôlei feminino

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Técnico do Brasil Kirin, o argentino Horacio Dileo devolveu, ainda que sem citar nomes: “Todos treinam , todos planejam , todos jogam. BRASIL KIRIN também. Não precisamos de ajuda de ninguém.RESPEITEM se desejam ser RESPEITADOS. Quando BRASIL KIRIM perde PARABENIZA a quem ganhou e depois volta a trabalhar. Não reclama NUNCA !!! Respeitem pra ser RESPEITADOS”.

… e foi respondido pelo técnico Horacio Dileo, da equipe paulista

Devido aos erros ocorridos em Campinas, sete dos oito times pertencentes à Associação de Clubes de Vôlei (Sada Cruzeiro, Funvic Taubaté, Sesi, Montes Claros, JF Vôlei, Lebes/Gedore/Canoas, Bento/Isabela e Copel/Telecom/Maringá) postaram em suas mídias sociais uma imagem com as hahstags #voleibolimparcial, #arbitragemimparcial e #videocheckurgente.

“O jogo de sábado ficou mais latente, fato mais recente, mas se pegarmos o histórico, são muito recorrentes essas questões de arbitragem em Campinas. Quero acreditar que não há nada combinado, e que é só uma tendência dos momentos de dúvida apoiar o Campinas. Mas eles são uma equipe parceira da CBV”, afirmou Andrey Souza, gestor do Montes Claros, ao jornal mineiro “O Tempo”.

Parte dos clubes protestaram contra a arbitragem na Superliga

Polêmica nas transmissões estourou no início do mês

As reclamações sobre transmissões de partidas da Superliga não são recentes, mas ganharam força no início do mês de fevereiro, quando o ponteiro Murilo Endres reclamou publicamente que sua equipe foi impedida de mostrar online um jogo que não foi televisionado. Em entrevista exclusiva ao SdR, o CEO da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ricardo Trade, explicou que casos do tipo só poderiam ser liberados quando os times cumprissem uma padronização mínima de transmissão, mas garantiu que a entidade está trabalhando para viabilizar a ideia para a próxima temporada.

Outros times já haviam tentado ações semelhantes, caso do Maringá, que inclusive montou uma excelente estrutura para transmissão (atualmente parada) e o Cruzeiro, que obteve grande sucesso em uma transmissão feita com apenas uma câmera via Facebook, mas acabou advertido.

* Corrigido às 16h03 de 22/03 – Ao contrário do que dizia a primeira versão do texto, o Sesi participou sim dos protestos da ACV. Pedimos desculpas pelo erro.


Copa Brasil: clubes brasileiros não devem viver só de Superliga
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João Batista Junior

Casa cheia foi a tônica no Taquaral, nas finais da Copa Brasil (foto: William Lucas/Inovafoto/CBV)

Casa cheia foi a tônica no Taquaral, nas finais da Copa Brasil (foto: William Lucas/Inovafoto/CBV)

A vitória do Rexona-Sesc sobre o Camponesa/Minas, sábado, em Campinas, fechou a edição 2017 da Copa Brasil. Se o torneio tem pontos a melhorar, também é preciso ressaltar aspectos positivos de uma competição que, a rigor, é um apêndice da Superliga, mas que deu sinais de que pode, de fato, crescer.

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PONTOS POSITIVOS

Público
Não dá para não começar a falar da Copa Brasil sem mencionar a ótima presença de público nos dois Final Four. A rigor, a torcida em Campinas só teve um jogo do time de casa para ver (derrota do Brasil Kirin para Taubaté por 3 a 0), mas lotou o ginásio Taquaral nas semifinais e decisão masculina, repetindo a dose no naipe feminino. Esse talvez tenha sido o ponto mais alto de todo o torneio.

1967: O Mundial de Vôlei que a Guerra Fria encurtou

Titulares em quadra
A ideia de que o torneio não vale nada ficou à margem do Taquaral. Os jogos semifinais e finais não serviram de mero laboratório às melhores equipes do país, que preferiram escalar seus atletas titulares em vez de argumentar que o calendário é massacrante.

Um bom exemplo disso é que o Sada Cruzeiro, mesmo com toda a coleção de troféus que possui, encarou o Sesi com seu sexteto titular – o que, diga-se de passagem, tem se visto bem pouco na Superliga, já que a comissão técnica mineira tem usado a fase classificatória da competição para dar rodagem ao elenco.

Outro exemplo é que a Funvic/Taubaté, nas semifinais, escalou Lucarelli diante do Brasil Kirin, ainda que as condições físicas do ponteiro não fossem as melhores. (O reverso da medalha é que o jogador agravou uma lesão no pé e, por conta dela, até desfalcou a equipe no último sábado, contra o Lebes/Gedore/Canoas, pela Superliga).

As verdadeiras mudanças foram as promovidas pelo Vôlei Nestlé diante do Camponesa/Minas: Tandara, com indisposição gástrica, foi poupada, enquanto Paula Borgo ficou na reserva da sérvia Ana Bjelica.

Sada Cruzeiro e Sesi disputaram uma semifinal emocionante (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Sada Cruzeiro e Sesi disputaram uma semifinal emocionante (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Competitividade
A Copa Brasil não deixou a desejar em termos de emoção e de competitividade.

Camponesa/Minas e Vôlei Nestlé, no feminino, assim como Sesi e Sada Cruzeiro, entre os homens, disputaram semifinais em que os erros, se cometidos em excesso, foram compensados ralis vibrantes e finais surpreendentes. A Funvic/Taubaté, que fazia uma temporada mediana na Superliga, mostrou que, assim como foi no Campeonato Paulista, é um time que pode se agigantar na hora de decidir. E o Rexona-Sesc, com variações táticas e a eficiência de sempre, atestou outra vez que tem o melhor jogo coletivo do país.

PARA MELHORAR

Estatísticas
É lamentável que a CBV não dê à Copa Brasil a mesma atenção dispensada à Superliga. Num torneio que chamou a atenção do público e que teve transmissão para todo o Brasil pelo SporTV e também na TV aberta, com a TV Brasil, a entidade máxima do voleibol nacional não disponibilizou informações estatísticas que subsidiassem análise das equipes nem dos atletas nos fundamentos.

Fabiana diz que Zé Roberto insiste, mas ela garante que não volta à seleção

Estrutura
Essa não deveria entrar na conta da Copa Brasil, mas, como foi numa partida válida pelo torneio, a queixa deve aparecer aqui mesmo: mais uma vez ficou evidente a precariedade das praças esportivas do país – nsse caso específico, do Rio de Janeiro.

Goteira no Tijuca atrapalhou partida entre Rexona-Sesc e Fluminense (Mailson Santana/Fluminense F.C.)

Goteira no Tijuca atrapalhou partida entre Rexona-Sesc e Fluminense (Mailson Santana/Fluminense F.C.)

Se, na Superliga, a umidade no ginásio Hebraica fez um jogo entre Fluminense e Dentil/Praia Clube mudar de horário e de local, na Copa Brasil, foi a vez de uma goteira no Tijuca roubar a cena.

Rexona-Sesc e Fluminense já haviam disputado o primeiro set, pelas quartas de final da Copa Brasil, quando o teto do ginásio apresentou uma goteira inestancável. O jogo foi interrompido e só prosseguiu no dia seguinte, o que soa bizarro para uma cidade que há seis meses sediou uma Olimpíada e tem vários ginásios de primeira linha sem utilização.

Participantes
Se um torneio de partidas eliminatórias agrada ao público, não seria uma boa ideia expandir a Copa Brasil na temporada que vem? Que tal desatrelá-la da Superliga, já que atualmente a classificação do turno é que indica os participantes do torneio, e ampliar o número de equipes?

Além das 12 equipes de cada naipe da Superliga, há nove clubes na Superliga B masculina e sete na feminina. Uma Copa Brasil mais abrangente, com todos os participantes das divisões nacionais, daria a equipes de orçamento mais baixo a oportunidade de enfrentar um time de peso, o que poderia, até, atrair mais investimento para esses clubes.

Imagine, por exemplo, um Alfa/Montecristo/Teuto ou um Jaó/Universo, ambos de Goiás, com a expectativa de receber um time como o Sada Cruzeiro? Qual seria a expectativa e o retorno de público, se Campo Grande, com o Rádio Clube/AVP, recebesse uma equipe com campeões olímpicos, como Wallace e Lucarelli? E como se sairia o Hinode/Barueri, da B, se encarasse uma equipe intermediária da competição principal?

Indo além, se Manaus e Belém têm recebido jogos do campeonato nacional, não seria uma boa também levar jogos da Copa Brasil para cidades onde não há times disputando a Superliga?

A Copa Brasil nunca vai ter a mesma estatura e importância da Superliga, isso é óbvio, mas pode ser mais um vetor para popularizar e desenvolver o voleibol no país.


Em jogo dramático, Sesi encerra longa invencibilidade do Sada Cruzeiro
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João Batista Junior

Sesistas comemoram: virada sobre Sada Cruzeiro parecia improvável (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Sesistas comemoram: virada sobre Sada Cruzeiro parecia improvável (fotos: Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

O Sada Cruzeiro não saía derrotado de quadra num jogo oficial há mais de dez meses, quando escalou uma equipe reserva e caiu para o Juiz de Fora, na rodada que fechou a fase classificatória da Superliga anterior. Campeão de tudo na temporada passada, a última vez em que o time mineiro não levou para a estante um troféu em disputa foi em fevereiro de 2015, quando perdeu a final do Sul-Americano, em San Juan (Argentina), para a UPCN Voley. Contudo, na noite da quinta-feira, pelas semifinais da Copa Brasil, o Sesi quebrou as duas escritas – a da invencibilidade e a da sequência de títulos do time celeste.

Numa partida nervosa e de tie break espetacular, no ginásio Taquaral, em Campinas, a equipe paulista venceu por 3 sets a 2, com parciais de 23-25, 23-25, 25-23, 25-20, 17-15. É claro que a Copa Brasil nem se aproxima da importância da Superliga, mas a reta final desse confronto foi o retrato vibrante de um jogo com ares de campeonato à parte.

Primeiro, Murilo esqueceu a cautela com o cotovelo que o tirou de quadra por um mês, soltou o braço numa cortada pela entrada de rede e fez, para Bruno, um gesto de quem pede mais bolas para atacar. Depois, Leal levou para o pós-jogo uma exacerbada reclamação com a arbitragem por uma anotação de toque na rede – lance que levou os rivais a terem o match point.

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O JOGO

A partida demorou a engrenar. Nas duas primeiras parciais, os times apostaram e erraram demais no saque. Nessa toada, o melhor momento foi quando o Sesi vencia por 21 a 14 e uma sequência do ponteiro Filipe no serviço pôs o Sada Cruzeiro no set e no jogo.

Theo encara o bloqueio de Simón

Theo encara o bloqueio de Simón

No duelo particular entre os levantadores campeões olímpicos, William tinha mais alternativas para o ataque do que Bruno: enquanto o cruzeirense contava com a eficiência de Leal e a força de Evandro, o sesista tinha de trabalhar com um passe menos redondo e contra um bloqueio pesado do outro lado da rede.

O panorama mudou quando, a partir do terceiro set, as duas equipes maneiraram no saque e se permitiram jogar mais. Se a mudança no ritmo da partida deixou o jogo mais atraente para o torcedor, em quadra, a nova dinâmica só poderia beneficiar a quem de fato beneficiou: quem estava atrás no placar.

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O sistema defensivo do Sesi apareceu, assim como o ataque de Theo pela saída de rede. A recepção do sexteto da Vila Leopoldina melhorou e Bruno pôde dispor de sua melhor jogada, a bola rápida de meio com Lucão.

O equilíbrio presente nos três primeiros sets dissipou-se na quarta etapa. O tie break, discutido até depois do último apito, chegou a estar 13 a 11 para o Sada, quando o Sesi encontrou fôlego e bloqueio para uma virada que, pelo retrospecto histórico e pelo 2 a 0, parecia improvável.

Na final, o Sesi encontra a Funvic/Taubaté.

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FUNVIC/TAUBATÉ VS. BRASIL KIRIN

Wallace: melhor do Taubaté no ataque

Wallace: melhor do Taubaté no ataque

A Funvic/Taubaté não passou grande apuro para vencer o Brasil Kirin por 3 sets a 0 (25-22, 25-22, 25-19). O placar refletiu a superioridade do time visitante em quadra, uma diferença incompatível com a situação atual dos dois sextetos na Superliga – só um ponto separa o Taubaté, terceiro colocado, da equipe de Campinas, quarta.

As ações na partida só estiveram, de fato, equilibradas na primeira parcial, quando erros no passe e no ataque atrasaram a fuga dos tricampeões paulistas na dianteira. Quando o time visitante se ajustou, o jogo trilhou um caminho sem desvio.

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O oposto Wallace, em dia inspirado, foi a melhor opção para o levantador Raphael no ataque. Outro que se destacou, com boas passagens no saque e ótima presença no bloqueio, foi o meio de rede Éder. Lucarelli, que saiu no segundo set com uma lesão no calcanhar, teve uma atuação fraca.

Qualificado às semifinais sem passar pelas quartas, graças ao fato de Campinas hospedar a fase final da competição, o Brasil Kirin despediu-se do torneio sem vencer um set, sequer. Com problemas no passe, Rodriguinho pouco acionou os centrais e não encontrou consistência nos atacantes das pontas – nem com Rivaldo na saída e nem com Bruno Temponi e Diogo na entrada de rede.

A partida entre Sesi e Funvic/Taubaté será disputada no sábado, a partir das 15h30 (horário de Brasília), com transmissão pelo SporTV e pela TV Brasil. O duelo reedita a final dos três últimos campeonatos paulistas, todos vencidos pelo time do interior.


Camponesa/Minas em alta na volta de Jaqueline às quadras
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João Batista Junior

Jaqueline: volta às quadras após dois treinos (foto: Orlando Bento/MTC)

Jaqueline: volta às quadras após dois treinos (foto: Orlando Bento/MTC)

Depois de quase cinco meses parada e com apenas duas sessões de treinamento para se ambientar ao novo time, Jaqueline retornou às quadras na noite da segunda-feira, pela rodada inaugural do returno da Superliga. Na vitória do Camponesa/Minas sobre o Genter Vôlei Bauru por 3 sets a 2 (25-21, 25-20, 22-25, 19-25, 15-11), em Belo Horizonte, a ponteira começou o jogo no banco de reservas e entrou em quadra no decorrer dos quatro primeiros sets. “Ainda não treinei com a (levantadora) Naiane em nenhum momento. Acabei recebendo três bolas, virei uma, então, eu estou feliz”, resumiu a jogadora.

Foi gostosa essa sensação de poder entrar para ajudar um pouco. Infelizmente, não foi da maneira como eu queria. Eu queria ganhar aquele (quarto) set, mas não deu. A equipe complementou no quinto set, mostrou que, independentemente das dificuldades, tem como buscar o placar e reverteu aquela situação difícil”, comentou a atacante, referindo-se ao tie break, que chegou a estar 8 a 3 para as visitantes.

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Mesmo entrando em poucas passagens, Paulo Coco explicou que Jaqueline, que não jogava desde as Olimpíadas do Rio, não entrou com o intuito de apenas para adquirir ritmo jogo. Nas vezes em que acionou a ponteira, o treinador queria também “dar uma descansada na Rosamaria”, que, com dor de garganta, “jogou no sacrifício” – e, ainda assim, foi a ganhadora do troféu VivaVôlei e maior anotadora do time, com 19 pontos.

Obviamente, Jaqueline vai ter que evoluir (no condicionamento físico), é o foco no momento. Tecnicamente, a gente sabe que ela não deixa nada a desejar. Então, na verdade, ela começa a contribuir, (mesmo) fora de condições, para que esse ritmo venha pouco a pouco. A gente não tem pressa”, garantiu Paulo Coco.

Paulinho me tirou e disse ‘Jaque, não dá pra você ficar jogando, você simplesmente saltou ontem (domingo) pra jogar hoje, você tem três cirurgias no joelho’, e eu entendi que realmente é dessa maneira, eu tenho que ir aos poucos, mesmo”, reconheceu Jaqueline, que já havia defendido o Minas na temporada 2014/2015.

O resultado deixou a equipe da casa na sexta posição do campeonato e pôs o time paulista no quinto lugar. Veja como foi o sobe e desce da primeira rodada do returno da Superliga, a primeira de 2017:

Érika vive coincidência no Barueri

SOBE

CAMPONESA/MINAS
A vitória do Camponesa/Minas diante de um adversário que faz ótima campanha, como o Genter Bauru, mostra que a equipe mineira está em ascensão. O clube investiu pesado, contratando a oposta norte-americana Destinee Hooker e a ponteira Jaqueline, e ainda conta com uma boa superliga da atacante Rosamaria, e com uma líbero com experiência olímpica, como Léia. Como o returno está só começando, ninguém duvide de que a equipe vá brigar para ficar entre os quatro primeiros da fase classificatória.

Canoas supera Montes Claros: vitória para embalar (Fernando Potrick)

Canoas supera Montes Claros: vitória para embalar (Fernando Potrick)

LEBES/GEDORE/CANOAS
Depois de perder as seis primeiras partidas que disputou no campeonato, o Lebes/Gedore/Canoas, nos últimos seis jogos, venceu cinco e fez 14 pontos, indicando que dificilmente deixará de jogar os playoffs.

Nesta rodada, o time gaúcho subiu da sétima para a sexta posição na tabela com uma vitória por 3 a 2 (20-25, 25-23, 15-25, 25-18, 15-10) sobre o Montes Claros, que estava na terceira posição e caiu para o quinto lugar.

OS GRANDES
Assim como na rodada de abertura da Superliga, a jornada inaugural do returno ofereceu pouco risco aos principais candidatos ao título, seja do naipe masculino, seja do feminino.

O Rexona-Sesc bateu o Fluminense por 3 sets a 1 e se mantém na liderança, quatro pontos à frente do Vôlei Nestlé, segundo. O time de Osasco foi a Manaus e venceu o São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3 a 0, mesmo placar do jogo em que o Dentil/Praia Clube, agora terceiro colocado, bateu o Renata Valinhos/Country.

Lucarelli em ação contra Caramuru/Castro: vitória previsível do Taubaté (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Lucarelli em ação contra Caramuru/Castro: vitória previsível do Taubaté (Rafinha Oliveira/Funvic Taubaté)

Na competição masculina, o Sada Cruzeiro se deu o luxo de poupar vários titulares e ainda assim superou o São Bernardo em sets diretos. A Funvic/Taubaté, diante do Caramuru Vôlei/Castro, também venceu sem conceder nenhum set. Já o Sesi, apesar da resistência oferecida pela Copel Telecom Maringá, conquistou três pontos numa vitória por 3 a 1. O mesmo se aplicou ao Brasil Kirin diante do JF Vôlei, em Campinas. Com o revés sofrido pelo Montes Claros, essas quatro equipes voltam a ocupar as quatro primeiras posições na tabela.

DESCE

MINAS TÊNIS CLUBE
Num confronto direto pela oitava vaga às quartas de final, o Minas Tênis Clube perdeu no tie break para o Bento Vôlei/Isabela (25-22, 15-25, 23-25, 25-21, 15-13). Os mineiros ainda são os oitavos, mas só dois pontos à frente dos representantes de Bento Gonçalves, em nono.

A equipe mineira, que até participou do mundial de clubes 2016, perdeu sete das 12 partidas que disputou e não consegue uma boa sequência no campeonato. Para complicar, a tabela não promete ajudar muito o time nas próximas rodadas. A partir da semana que vem, Minas enfrenta, pela ordem, Montes Claros, Sesi, Funvic/Taubaté, Brasil Kirin e Sada Cruzeiro, justamente os cinco primeiros colocados da competição.

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Poupada, Paula assistiu à derrota do Brasília no banco (Brasília Vôlei)

Poupada, Paula assistiu à derrota do Brasília no banco (Brasília Vôlei)

TERRACAP/BRB/BRASÍLIA
A única surpresa da rodada feminina foi a derrota do Terracap/BRB/Brasília diante do Pinheiros. No Distrito Federal, o time da casa jogou desfalcado da ponteira Paula Pequeno, que sentiu dores no joelho, e perdeu por 3 sets a 2 (25-21, 19-25, 25-23, 20-25, 16-14). Depois de até ocuparem a segunda posição na tabela, as brasilienses caíram para o quarto lugar e, das últimas três partidas, só venceram uma – em casa, contra o São Cristóvão Saúde/São Caetano, décimo colocado, em jogo de cinco sets.

JF VÔLEI
Uma derrota para o Brasil Kirin não foge das expectativas do JF Vôlei. No entanto, com o 3 a 1 sofrido no sábado, a equipe de Juiz de Fora amargou o quarto revés consecutivo, o quarto jogo sem somar ponto à tábua de classificação. Com isso, o time caiu do sexto para o sétimo lugar e terá como próximo adversário o Sada Cruzeiro.

Mais do que o resultado: em cada uma das duas últimas partidas, apenas o oposto Renan chegou a dois dígitos na pontuação, reflexo do mau aproveitamento da equipe no ataque (36,7% contra a Funvic/Taubaté e 45,1% contra o Brasil Kirin).


Lá se foi o primeiro turno da Superliga: alguém segura o Sada Cruzeiro?
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João Batista Junior

Sada Cruzeiro lidera Superliga invicto e com folga (foto: LC Moreira/Inovafoto/CBV)

Sada Cruzeiro lidera Superliga invicto e com folga (foto: LC Moreira/Inovafoto/CBV)

A Superliga masculina está na metade da fase classificatória e, no ritmo que vai o campeonato, a resposta à interrogação do título pode ser “ninguém”. Invicto, o Sada Cruzeiro não teve sua posição hegemônica no voleibol nacional perturbada. Só o Sesi, alentado pela torcida na Vila Leopoldina, conseguiu ganhar dois sets dos campeões mundiais (tradução: beliscaram um ponto precioso), mas nada além disso.

Entre os que não disputam a competição pensando em desbancar o líder, mas têm pretensões a médio e longo prazo, as equipes do interior mineiro têm feito um campeonato muito bom. Dos representantes da região Sul, o Lebes/Gedore/Canoas é quem começa a despontar como sério candidato aos playoffs, enquanto os paranaenses figuram nas últimas posições.

Dentro das pretensões e possibilidades de cada uma das 12 equipes da Superliga masculina, o Saída de Rede avaliou o desempenho de todas.

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sinais analise superliga verdeSinal verde

Mesmo perdendo dois titulares das últimas temporadas (o central Éder e o oposto Wallace) e jogando longe de seus domínios em nove dos 11 compromissos que teve até aqui, o Sada Cruzeiro dominou amplamente a primeira metade do campeonato. Com os recém-contratados Simón (central) e Evandro (oposto) se integrando à equipe e com a boa rodagem que a comissão técnica deu ao elenco, especialmente no que se refere aos reservas Alan (oposto), Fernando Cachopa (levantador) e Rodriguinho (ponteiro), o time obteve 32 de 33 pontos possíveis e tem nada menos que três vitórias a mais que seus perseguidores mais próximos.

Pelo andar da carruagem, mesmo com todo o returno por jogar, vai ser difícil o time sair da ponta da tabela, bem como não chegar, pelo menos, a mais uma final. Se bater o Sada Cruzeiro virou uma façanha, imagine ganhar três vezes desse time – que será a missão de quem encará-lo nas quartas de final ou semifinais, séries disputadas em melhor de cinco.

Duas equipes que fizeram um primeiro turno além das expectativas foram Montes Claros e JF Vôlei.

Renan (à direita) é o grande nome do JF Vôlei (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Renan (à direita) é o grande nome do JF Vôlei (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

A equipe de Montes Claros conseguiu, de algum modo, embaralhar as cartas da Superliga masculina. O time surpreendeu com vitórias seguidas sobre Funvic/Taubaté e Brasil Kirin e ocupa a terceira posição do campeonato, com oito vitórias. Dado que seu aporte financeiro é substancialmente inferior ao das grandes equipes, surpreende que se possa dizer, a essa altura do campeonato, que o “Pequi Atômico”, como é chamado, poderá chegar bem aos playoffs e com boa chance de não entrar em rota de colisão com o Sada Cruzeiro nas quartas e semifinais.

Quem também surpreende positivamente é o JF Vôlei. Lanterna na temporada 2015/16, a equipe de Juiz de Fora precisou vencer um torneio seletivo para se manter na divisão principal do vôlei brasileiro. Obtida a vaga, teve reforços na base do Cruzeiro, repatriou o oposto Renan e fez uma metade de Superliga muito além das previsões mais otimistas. Mesmo perdendo os três últimos jogos que disputou, a equipe está na sexta posição, com seis vitórias e 16 pontos, situação relativamente confortável para chegar aos mata-matas, já que o nono colocado está seis pontos e três vitórias atrás.

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Sesi e Brasil Kirin não devem passar apuro para chegar aos mata-matas, mas ainda não empolgaram o torcedor nem demonstraram em quadra que possam destronar o colecionador mineiro de troféus.

O Sesi trouxe de volta para o Brasil, nesta temporada, o levantador Bruno e o meio de rede Lucão, e, com os pontas Douglas Souza e Murilo, o líbero Serginho e os centrais Aracaju e Riad, montou um elenco que bem poderia contestar a hegemonia cruzeirense.

No entanto, o time tem convivido com lesões e, mesmo no segundo lugar da tabela, não conseguiu se livrar de fato da concorrência para mostrar que seja a equipe que possa bater os atuais campeões – com 26 pontos, tem tantas vitórias quanto Montes Claros, Funvic/Taubaté e Brasil Kirin.

Já o time de Campinas, atual vice-campeão nacional, até poderia estar fazendo uma campanha abaixo da que tem feito, pois perdeu titulares da temporada passada, como Lucas Lóh, Wallace Martins e Demián Gonzalez. Só que Brasil Kirin tem demonstrado que pode ir além da quinta posição que ocupa no momento, com oito vitórias e 22 pontos, porque tem conseguido jogar boas partidas e ainda tem muito chão para terminar a fase classificatória.

Outras duas equipes na faixa intermediária dessa análise são o Lebes/Gedore/Canoas e o São Bernardo.

Depois de mau começo, Canoas chegou ao G8 (Fernando Potrick/Gama)

Depois de mau começo, Canoas chegou ao G8 (Fernando Potrick/Gama)

O time campeão gaúcho teve um começo muito complicado na competição, encarou uma sequência pesada de jogos e só na sétima rodada obteve a primeira vitória. Depois disso, exceto por um revés em casa contra o São Bernardo, o time mostrou plenas condições de chegar aos playoffs e terminou o turno na sétima posição, com 15 pontos e quatro vitórias.

O São Bernardo, apesar da décima posição, deu mostra de que pode conquistar o bilhete para mais um ano na elite do vôlei nacional. Semifinalista da última Superliga B, o clube só está na divisão principal da Superliga por convite da CBV – que quase não conseguiu fechar o campeonato deste ano com 12 clubes. Com a eliminação para a Climed/Atibaia no Paulista, era de se esperar que o time tivesse de se contentar com a lanterna no nacional. Mas, não.

A equipe do ABC paulista, com três vitórias e nove pontos, fez campanha melhor do que a dos paranaenses (venceu a ambos, inclusive) e, a quatro pontos do oitavo colocado, pode até se dizer na luta por uma vaga nos playoffs. Só não pode vacilar, porque Maringá, penúltimo, está a três pontos de distância.

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A Funvic/Taubaté montou um senhor time de voleibol para a Superliga – ao menos no papel. Além de tirar dois titulares de longa data do Cruzeiro – Wallace e Éder –, o clube conta no elenco com os ponteiros Lucarelli e Lucas Lóh, o levantador Raphael, o líbero Mário Jr. Noutras palavras, tem atletas que passaram recentemente pela seleção brasileira e três dele, até, foram campeões olímpicos.

Contudo, a campanha do time, que veio credenciado pelo tricampeonato paulista, teve muitas oscilações e duas contundentes derrotas em sets diretos contra Sada Cruzeiro e Sesi. Resultado, o time está no quarto lugar, um ponto atrás de Montes Claros, um à frente do time de Campinas, muito aquém das expectativas iniciais.

Quem também está no G8 e não faz boa campanha é o Minas Tênis Clube. Longe de quando fazia bons duelos contra o Sada Cruzeiro, o representante de BH foi superado, inclusive, pelos mineiros Montes Claros e JF Vôlei. Isso, registre-se, numa temporada em que o time participou do Mundial de Clubes.

Minas e Bento Vôlei: disputa pela oitava posição (Washington Alves/Inovafoto/CBV)

Minas e Bento Vôlei: disputa pela oitava posição (Washington Alves/Inovafoto/CBV)

O Minas até tem esboçado uma reação, com três vitórias nas últimas quatro rodadas, mas o oitavo lugar que ocupa, com seis derrotas, três pontos à frente do nono colocado, é muito pouco para a tradição que o clube tem no vôlei nacional.

Depois de vencer dois dos três primeiros jogos, o Bento Vôlei/Isabela ganhou somente uma das últimas oito partidas que disputou – exatamente sobre o lanterna Caramuru Vôlei/Castro. A equipe gaúcha ainda pode repetir do feito da temporada passada, quando chegou às quartas de final, já que está na nona posição e tem 11 rodadas pela frente. Mas vai precisar melhorar um bocado e, inclusive, conseguir bons resultados longe de Bento Gonçalves, já que todos os dez pontos que conquistou até aqui foram em casa.

Por fim, as equipes paranaenses. Copel Telecom Maringá e Caramuru Vôlei/Castro são, respectivamente, décimo primeiro e décimo segundo colocados. O Maringá, que, a exemplo do São Bernardo, disputa a Superliga graças a um convite, venceu só dois jogos e o Caramuru, campeão da Superliga B, tem somente dois pontos ganhos, fruto dois tie breaks perdidos em casa. São dois times que, sem maiores pretensões no campeonato, talvez já pensem na seletiva (que a CBV chama de “Taça Ouro”) para se manterem na divisão principal no ano que vem.


Cruzeiro encerra ano perfeito com marca inédita na Superliga
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Carolina Canossa

Brasil Kirin foi inconstante demais contra o Sada (Foto: Divulgação/CBV)

Brasil Kirin foi inconstante demais contra o Sada (Foto: Divulgação/CBV)

Já está ficando repetitivo: o Sada Cruzeiro entra em quadra, domina o adversário com saques potentes, mostra efetividade no ataque e conquista mais uma vitória. O roteiro foi visto mais uma vez esta noite, na reedição da final da Superliga 2015/2016: contra o Vôlei Brasil Kirin, o placar foi de 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-22 e 25-20.

O resultado não só encerrou um 2016 praticamente perfeito para os mineiros como garantiu a eles uma marca inédita: até esta edição, nunca o Sada havia terminado o primeiro turno da Superliga sem ao menos uma derrota. Há cerca de dez dias, o Sesi por muito pouco não impediu o feito, mas o bloqueio mineiro brilhou no tie-break e assegurou mais um resultado positivo.

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Desta vez, no interior paulista, o bloqueio nem foi tão necessário assim: castigando a linha de passe com os saques do trio Simón, Leal e Evandro, o Sada abriu uma boa vantagem logo no começo das duas primeiras parciais e não pôde ser alcançado. No primeiro set, a reação veio através da inversão 5-1, com Jotinha e Baiano em quadra, enquanto na segunda etapa um certo relaxamento dos visitantes impediu uma enorme diferença no placar.

Somente no terceiro set o Brasil Kirin conseguiu equilibrar as ações desde o primeiro saque, mas o arsenal ofensivo cruzeirense pouco a pouco foi minando as forças dos paulistas, que ficaram completamente entregues nos últimos pontos. Com o resultado, a equipe de Campinas perdeu a terceira posição para o surpreendente time de Montes Claros e ainda pode ser ultrapassado para a Funvic/Taubaté.

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Considerando-se que o Brasil Kirin quase fechou as portas mesmo após a histórica campanha da última temporada, os resultados desse ano não estão ruins. Foram apenas três derrotas em 11 jogos. O time é bom, mas pareceu intimidado contra o Sada Cruzeiro, um adversário que não permite inconstâncias. Ainda que repetir a campanha passada seja difícil, é uma equipe com potencial para fazer um bom estrago em 2017.

Quanto ao Cruzeiro, a pergunta que ficará na cabeça de todos os técnicos da Superliga masculina neste fim de ano é: como pará-los?