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De volta ao vôlei, Cimed faz investimento de R$ 10 mi e parceria com a CBV
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Carolina Canossa

Hoje técnico da seleção masculina, Renan comandou o projeto da Cimed em Florianópolis (Foto: Luiz Pires/Vipcomm/Divulgação)

Numa época em que as vacas emagreceram bastante no esporte olímpico brasileiro, e que atletas e entidades se queixam da queda brusca de investimentos, o voleibol nacional encontrou um parceiro de peso na iniciativa privada. Ou melhor, reencontrou.

Trata-se do Grupo Cimed, que até as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, pretende investir R$ 10 milhões na modalidade. O montante inclui também o valor que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) receberá da empresa do ramo farmacêutico em uma parceria que substitui a recém-encerrada união com a Nivea.

Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc

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“A Cimed é um parceiro que vai fornecer toda a parte de suplementos e remédios para todas as seleções em Saquarema, da base ao adulto”, afirma o diretor comercial e de marketing da CBV, Douglas Jorge. “A gente está fechado com eles para todos os eventos de quadra e acertando para a praia. Assim, eles vão pegar o guarda-chuva completo”, explicou o dirigente.

Entre as temporadas 2005/2006 e 2011/2012, a Cimed patrocinou a equipe mais premiada do vôlei masculino do Brasil naquele período. O time de Florianópolis, que na primeira metade do projeto teve como técnico e dirigente Renan Dal Zotto (treinador da seleção masculina desde janeiro), conquistou quatro Superligas e o Sul-Americano de Clubes de 2009. Dentre os atletas que passaram por aquela equipe estão os campeões olímpicos Bruno e Lucão, além dos medalhistas de prata Sidão e Thiago Alves.

Afastada da modalidade desde então, a empresa já havia dado sinais de que estaria novamente interessada no vôlei em fevereiro, quando fechou um acordo para estampar sua marca nas camisas de líbero, backdrops e placas de quadra do Sada Cruzeiro, atual campeão brasileiro e tricampeão mundial. Para a CBV, o retorno ajuda a minimizar parte da perda do aporte financeiro oriundo de seu maior patrocinador, o Banco do Brasil.

Levantador Bruno engrenou na carreira jogando pela Cimed (Foto: Divulgação/CBV)

“Com relação aos nossos patrocínios, apesar de sofrermos uma redução de valores com nosso principal apoiador (o Banco do Brasil), conseguimos manter um plano até Tóquio 2020. Não diria que estamos em uma posição confortável, mas realmente vamos conseguir ter um projeto para brigar por medalhas”, garantiu Douglas Jorge, obedecendo à política da CBV, não diz o valor injetado na confederação pelos patrocinadores.

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Além da Cimed, a CBV terá como parceiros, até 2020, Gatorade, Mikasa, Asics e, apesar da redução dos valores, o Banco do Brasil. A Gol tem contrato com a entidade até 2018. Já a Delta e a Sky, cujos contratos vencem neste ano, podem renová-los com a confederação até 2019. E o rol dos patrocinadores não deve parar por aí.

“Ainda temos uma cota livre, que são os ‘naming rights’ da Superliga, algo que conseguimos retomar agora e que antes não podíamos usar devido a contratos com TV”, afirmou Douglas Jorge. “Assim que vendermos, vamos fazer várias benfeitorias na Superliga”, prometeu o dirigente.

* Colaborou João Batista Jr.


Fim do ranking, por si só, não vai melhorar a Superliga de vôlei
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Carolina Canossa

Atletas da seleção estão em campanha pelo fim do ranking da Superliga (Foto: Reprodução/Facebook)

Mais do que ocorreu em quadra, o início da semana no vôlei foi marcado por um assunto que, volta e meia, vem à tona: o ranking de atletas da Superliga de vôlei. Enquanto à noite Vôlei Nestlé e Rexona-Sesc garantiram uma vaga na semifinal do torneio com relativa tranquilidade, repercutia desde as primeiras horas da manhã a carta de repúdio divulgada pelas nove jogadoras classificadas com sete pontos, o máximo possível, contra as regras de contratação impostas para a próxima temporada.

É óbvio que as jogadoras possuem razão em seu protesto. Passados quase 25 anos desde a criação do ranking, está evidente que aquelas que chegam ao mais alto nível dentro da modalidade acabam sendo punidas e, muitas vezes, obrigadas a sair do país para contarem com o salário que desejam. Mas será que o livre mercado no vôlei será suficiente para resolver esta situação?

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Particularmente, tenho sérias dúvidas quanto a isso. Das nove jogadoras que assinaram os documentos, cinco estão atualmente empregadas no Brasil (Dani Lins, Fabiana, Gabi, Jaqueline e Tandara). Entre os clubes, somente o Vôlei Nestlé está exercendo o máximo da cota que permite apenas duas “jogadoras sete pontos” em cada equipe. Ou seja: há espaço para elas no Rexona, Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas, para ficar somente entre os quatro primeiros colocados da fase classificatória.

A pergunta que fica é: por que os clubes não estão exerceram seu direito de contar com essas atletas? Além de questões pessoais (Sheilla, por exemplo, decidiu tirar um período sabático após a Olimpíada), parece claro que simplesmente não houve dinheiro para competir com propostas melhores do exterior. O Rexona, por exemplo, tinha todo o interesse de continuar com a Natália, mas é difícil vencer os euros do voleibol turco, que também levou Thaísa. Fernanda Garay, por sua vez, preferiu ter um tempo dedicado à família antes de iniciar sua participação na segunda divisão da China, que começou bem mais tarde que os demais campeonatos no mundo.

Osasco contou com várias campeãs olímpicas em 2012/2013, mas nível técnico da Superliga não melhorou (Foto: Divulgação/FIVB)

O fim do ranking, por si só, não vai impedir que esse tipo de situação ocorra, pois o problema é mais profundo do que a mera classificação das atletas. É falta de grana mesmo. Se cada um for liberado para jogar onde quiser, talvez um ou outro time terá recursos para juntar a maioria das “sete pontos” em um só lugar, mas isso não vai resolver a questão do nível técnico da Superliga. Temos aí a temporada 2012/2013: o Vôlei Nestlé (à época Sollys) usou bem as regras do ranking e contou com uma espécie de seleção brasileira, mas perdeu a final de um campeonato que, sinceramente, não foi diferente em termos de competitividade dos demais.

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Além do ranking, quem faz o vôlei brasileiro deve discutir maneiras de tornar a Superliga mais atraente para diversos patrocinadores, abrangendo todos os clubes participantes de forma que haja recursos para pagar as principais jogadoras do país. E, isso, claro passa por dar maior voz aos atletas, que hoje contam com apenas um voto nas reuniões que definem os rumos da competição. Na condição de protagonistas do espetáculo, eles deveriam ter o mesmo número de votos dos clubes, divididos entre as diferentes categorias de pontos para dar voz desde as estrelas da seleção até quem ainda está começando na carreira. Enquanto isto não ocorrer, estaremos muito longe de atacar o real problema.


Confirmado: Vôlei Nestlé estará no Mundial de clubes
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Carolina Canossa

Anúncio oficial foi feito em um restaurante japonês e contou com parte do elenco de Osasco (Foto: João Pires/Fotojump)

Se no fim de semana houve um “meio anúncio”, agora ele é completo: nesta quarta-feira (15), o Vôlei Nestlé confirmou que estará na disputa do Mundial de clubes femininos, programado para entre 8 a 14 de maio no Japão.

Campeão do torneio em 2012, o time brasileiro foi um dos quatro agraciados pelos convites distribuídos pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) – o nome dos demais contemplados ainda não foi divulgado.

“Estou honrado pelo reconhecimento. A nossa história na disputa do Mundial nos credencia a ter esse convite. São quatro participações, com três finais e um terceiro lugar com uma equipe que disputou a competição desfalcada das jogadoras da seleção brasileira. É uma enorme satisfação mais uma vez poder participar de uma competição tão importante como essa com as cores do Vôlei Nestlé e representando a cidade de Osasco”, afirmou o técnico Luizomar de Moura.

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Na neve? Variação peculiar do vôlei sonha com a Olimpíada de inverno

Para a disputa do Mundial, o clube paulista contará com o aporte financeiro de um novo patrocinador, o Grupo Baumgart, através da Vedacit, cuja marca estará presente nas camisas usadas pela comissão técnica do Vôlei Nestlé, e através também do shopping Center Norte, que vai promover atividades relacionadas ao vôlei.

Presente em todas as participações de Osasco no Mundial, a líbero Camila Brait está empolgada. “Jogar o Mundial é sempre difícil porque lá estão os melhores times do mundo. Sabemos que precisamos seguir crescendo nesta fase final da Superliga pensando em executar um bom papel no Mundial. É muito importante ganhar uma medalha e não importa a cor. Claro que nosso objetivo será o ouro, mas além do título de 2012 já conseguimos duas pratas e um bronze”, afirmou a atleta.

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Destaque do time nesta temporada, a ponteira Tandara comemorou o desafio inédito na carreira. “Estou muito feliz porque nunca joguei um Mundial. É uma oportunidade única, pois não sei quando terei essa chance novamente. São os melhores times do mundo e o Vôlei Nestlé está entre eles. Será uma experiência singular e estou encarando de uma maneira positiva. O clube faz um trabalho de excelência, sempre mantendo o alto nível, e uma boa sequência na Superliga ajudará na preparação para o Mundial”, afirmou.

Além do Vôlei Nestlé, somente outros dois times brasileiros já foram campeões mundiais: o Sadia (1991) e o Leite Moça (1994). Na edição de 2017, o Brasil também será representado pelo Rexona-Sesc.


Na neve? Variação peculiar do vôlei sonha com Olimpíada de Inverno
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Carolina Canossa

Vôlei na neve exige sapatos com travas, como chuteiras, para ser jogado (Fotos: Divulgação)

Já pensou em ver partidas de vôlei na Olimpíada de Inverno? O que hoje parece apenas um delírio pode se tornar realidade dentro de alguns anos. É que, pouco a pouco, começa a ganhar popularidade uma versão bastante peculiar do esporte que tanto gostamos: duelos realizados na neve.

Modalidade costuma render belas imagens

Surgido de uma brincadeira entre amigos no rigoroso inverno austríaco, o Snow Volleyball deixou de ser um mero entretenimento e vem se profissionalizando ao longo da última década. O primeiro torneio oficial foi ideia de Martin Kaswurm e atualmente está na segunda edição de seu Circuito Europeu, com direito a chancela oficial da Confederação Europeia de Vôlei (CEV, na sigla em inglês) – a organização continua nas mãos de Kaswurm, que ao lado do sócio Veit Manninger fez uma apresentação sobre o novo esporte no último congresso da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), em outubro. A expectativa deles é que, já no ano que vem, a entidade ajude a colocar em prática um Circuito Mundial de vôlei na neve.

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Banheiras aquecidas de hidromassagem estão entre os mimos para o público

O vôlei na neve segue os preceitos do vôlei de praia: dois jogadores de cada lado e quadra de 16 m x 8 m, com rede de 2,24 m no feminino e 2,43 m no masculino. A primeira grande diferença está no tipo de calçado usado pelos atletas, que precisam ter travas, como chuteiras, evitar quedas e escorregões. “É só vestir roupas quentes e calçados de futebol. Isso é tudo o que você precisa”, conta o tcheco Robert Kufa, segundo colocado no ranking elaborado pela CEV. “Comparado com o vôlei de praia, é muito mais difícil prever o que o adversário vai fazer, então é preciso tentar fazer uma leitura corporal deles e improvisar”, destacou. Detalhe: apesar das declarações de Kufa, não é tão incomum ver atletas jogando apenas de shorts e camiseta ou até mesmo regata.

Geralmente sediado na área de lazer de estações de esqui de alto padrão, os torneios de vôlei na neve também contam com bastante entretenimento ao redor: no intuito de atrair público, a estrutura muitas vezes possui até banheira aquecida de hidromassagem. O Circuito Europeu 2017 já teve etapas na República Tcheca e, neste fim de semana, realizou seus duelos na Suíça. Estão previstas ainda paradas na Eslovênia, Áustria, Liechtenstein e Itália até abril, aproveitando ao máximo o tempo frio no continente.

Até por falta de lugares adequados para treinar nas condições exigidas pelo Snow Volleyball, o Brasil não deve repetir nesta modalidade o mesmo sucesso que já obteve no indoor e na praia, mas é bem possível que um dia o esporte se torne o primeiro com bola no programa da Olimpíada de Inverno. Por enquanto, destaque para os vídeos e fotos com belas imagens…


Vídeo que sugere ida ao Mundial alvoroça torcida do Vôlei Nestlé
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Carolina Canossa

Osasco ganhou o Mundial de clubes em 2012 (Foto: Reprodução/Facebook)

“Para bom entendedor, meio anúncio vale”. Basta uma pequena modificação no popular ditado para resumir o alvoroço causado entre os torcedores do Vôlei Nestlé causado por um vídeo de 21 segundos postado na página do time neste domingo (12).

Nas imagens, é possível ver a frase “Nós somos Osasco” seguido de vários caracteres em japonês – vale lembrar que o próximo Mundial de clubes feminino será realizado justamente no Japão, mais precisamente na cidade de Kobe. O torneio ocorre entre 9 e 14 de maio.

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Como se não bastasse, a trilha sonora do vídeo é um canto da torcida bastante comum nas partidas realizadas no ginásio José Liberatti: “Nós somos Osasco/ Campeão mundial/ Nada mais interessa / Nós fazemos a festa”. Quer mais? O título da postagem é “Esse rolê vai longe…”, uma clara referência à distância do país asiático e à mais recente campanha de marketing do time.

Desta forma, não se pode presumir outra coisa senão o fato de que a negociação para um dos convites distribuídos pela FIVB para a disputa tenha sido concedido à equipe paulista, que já estava em tratativas com a entidade há algumas semanas. Aliás, o aparecimento de um novo patrocinador (Vedacit) no fim do vídeo é mais um sinal do que deve ser anunciado em breve.

O Brasil já tem confirmado um participante no Mundial de clubes: trata-se do Rexona-Sesc, que garantiu sua vaga ao vencer o Sul-Americano de clubes no último mês de fevereiro.


Satisfeita, CBV busca patrocinadores para expandir transmissões online
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Carolina Canossa

Jogo entre Vôlei Nestlé e Dentil/Praia foi o que rendeu os melhores números (Fotos: Reprodução/Facebook)

Entre a reclamação pública de Murilo e a primeira transmissão online da edição 2016/2017 da Superliga de vôlei, foram necessários 16 dias. Atendendo à demanda de jogadores, técnicos e público, desde 23 de fevereiro o Facebook da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) já transmitiu cinco jogos da principal competição de clubes do país, somando quase 300 mil visualizações e mais de 1 milhão de internautas alcançados.

Diante de tais números, a primeira avaliação da entidade é positiva. “A gente já sabia que seria um sucesso, pois entendemos que o produto é bom e tem carência, as pessoas querem ver a Superliga. Estamos satisfeitos”, comentou Ricardo Trade, o Baka, CEO da CBV em entrevista exclusiva ao Saída de Rede.

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Segundo o dirigente, a disponibilização rápida do serviço se deu graças a um trabalho de consultoria de mídia que já era feito pela AlterContent, empresa comandada por João Pedro Paes Leme, antigo diretor executivo de esportes da TV Globo. “A gente já estava planejando as transmissões”, afirmou Baka, destacando que as primeiras partidas contam com o link dedicado de 5 Gbps para não haver quedas no sinal, além de três câmeras. “Fizemos uma escolha muito criteriosa das empresas que fariam as transmissões. Se a Superliga é o “produto premium” do Vôlei Brasil, nós temos que também ter um produto premium na internet”, complementou.

De acordo com a CBV, o custo total para as transmissões web apenas dos jogos da atual temporada é de R$ 150 mil.

Jogos contam com três câmeras e som ambiente

Expansão depende de patrocínio

Promover a transmissão web para dois jogos por semana durante uma Superliga inteira faria o custo das transmissões quebrar a barreira do R$ 1 milhão por temporada. Para arcar com este valor, a CBV pretende ir em busca de algum patrocínio específico.

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“Por exemplo, uma empresa de telefonia que quisesse nos ajudar em troca de visibilidade assegurada. Seriam parceiros bem vindos que facilitariam o projeto”, explicou Baka.

O novo aporte de dinheiro também é a exigência para a melhoria do serviço, como a implementação de replays e a contratação de narradores, comentaristas e repórteres de quadra. “Será que vai valer a pena financeiramente ter um narrador, por exemplo? Se eu tiver o recurso, não tenho dúvidas que será um produto “top, top, top”, mas se não tiver tanto, será um produto “top, top””, brincou.

Mas, independente da obtenção do dinheiro ou não, Baka garante: o serviço de streaming da Superliga não vai acabar com o término do atual torneio. “Transmissão pela internet é uma realidade e vamos tê-la na temporada 2017/2018”, prometeu.

Confira alguns números dos três primeiros streamings da Superliga (os dados foram colhidos no fim da manhã de quarta (8)):

Vôlei Nestlé x Dentil/Praia Clube
Data: 23/02 (quinta) às 19h30
Pico de espectadores: 5452
Visualizações do vídeo: 103.395
Visualizadores únicos: 81.840
Alcance: 390.323
Interações: 27.080
Novos fãs no Facebook da CBV: 2531

Vôlei Brasil Kirin x  Funvic/Taubaté
Data: 04/03 (sábado) às 18h00
Pico de espectadores: 1440
Visualizações do vídeo: 60.999
Visualizadores únicos: 52.727
Alcance: 363.485
Interações: 14.010
Novos fãs no Facebook da CBV: 753

Rexona-Sesc x Camponesa/Minas
Data: 07/03 (terça) às 20h00
Pico de espectadores: 3605
Visualizações do vídeo: 28.221
Visualizadores únicos: 24.005
Alcance: 388.526
Interações: 39.697
Novos fãs no Facebook da CBV: 2173


Com técnicos assegurados, CBV trabalha por credibilidade
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Carolina Canossa

 Ricardo Trade entrou na CBV em 2015, após escândalos que afetaram a imagem da entidade (Foto: Divulgação/CBV)

Ricardo Trade entrou na CBV em 2015, após escândalos que afetaram a imagem da entidade (Foto: Divulgação/CBV)

Por Denise Mirás

Foram tempos tumultuados, de denúncias, déficit nas contas, e ainda com o país em situação econômica difícil… Por isso, são grandes os desafios de Ricardo Trade, o Baka, diretor executivo da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), para garantir credibilidade no mercado e, com isso, a sustentabilidade da instituição, que inicia agora seu ciclo olímpico para Tóquio 2020.

Com os técnicos definidos – José Roberto Guimarães foi mantido como técnico da seleção feminina principal e Renan Dal Zotto é a novidade à frente da masculina – Baka também espera garantir a ele mesmo tranquilidade para trabalhar com foco no que chama de “área de governança”, que inclui a prospecção de patrocinadores.

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O diretor executivo da CBV destacou a importância da chegada de novos parceiros – como a Asics, apresentada nesta segunda-feira (16) como responsável pelo material esportivo das seleções; da Sky, nas Superligas, assim como da Rede TV (aberta), com transmissão de dois jogos semanais (“Em horário nobre, às 21h das quintas-feiras, e às 14h dos sábados”), além do SporTV.

Em um ano de “desafio econômico”, como diz, Baka agora tem a parceria inédita para voos internacionais com a Delta, por meio da Gol:  “Com isso, teremos uma interação maior com os Estados Unidos. Já temos amistosos para as seleções feminina e masculina marcados para este semestre – na verdade até agosto – que definimos com o Doug Beal, quando ainda era CEO da USA Volleyball (um dos grandes técnicos da história do esporte, agora aposentado)“.

CBV anunciou, nesta semana, acordo com a Asics para fornecer material esportivo (Foto: David Mazzo)

CBV anunciou, nesta semana, acordo com a Asics para fornecimento de material esportivo (Foto: David Mazzo)

Para o dirigente, é fundamental esse “grande esforço”, como ele mesmo define, para o crédito com patrocinadores e governos depois dos escândalos que marcaram o fim da gestão Ary Graça e abalam o prestígio da CBV no mercado. “Temos a Ernest & Young nos ajudando na área de GRC (governança, riscos e conformidade). Hoje, representantes de atletas votam em assembleias, temos reuniões do Conselho Diretor, do Conselho Fiscal que agora se reúne a cada três meses e não mais anualmente… Tudo o que fazemos gera publicações no site da CBV”, explica.

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O esforço pela sustentabilidade garante, por exemplo, que a CBV pague “tudo” para os clubes, na Superliga. “Conseguimos, por exemplo, manter dez, dos 12 campeões olímpicos no Brasil… São 12 times no feminino, 12 no masculino, com tudo pago: transporte, hospedagem, alimentação, arbitragem… ”, afirma o dirigente, “Estive nove anos à frente de clubes, três na Transbrasil, três na Sadia, três na Colgate, e sei da importância desse apoio. Hoje, os clubes só precisam contratar atletas… e jogar”, afirma.

Mesmo reduzindo o investimento em quase 20%, o Banco do Brasil manteve o patrocínio ao vôlei por mais quatro anos. Apesar da perda, o sentimento é de alívio na CBV, visto que diversas confederações estão sofrendo com a drástica redução ou até mesmo com a ruptura completa de seus apoiadores de antes da Rio 2016.


Convite? FIVB diz que Vôlei Nestlé não está garantido no Mundial de clubes
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Carolina Canossa

Cidade japonesa de Kobe vai receber o próximo Mundial feminino de clubes (Foto: Divulgação/FIVB)

Cidade japonesa de Kobe vai receber o próximo Mundial feminino de clubes (Foto: Divulgação/FIVB)

A notícia de que o Vôlei Nestlé está tentando obter um dos quatro convites no Mundial feminino de clubes animou os fãs da equipe paulista, mas eles ainda terão que esperar um pouco mais para comemorar. Procurada pelo Saída de Rede para falar sobre o assunto, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) confirmou que, de fato, está analisando alguns candidatos, mas deixou claro: nenhuma equipe da América do Sul já pode se considerar assegurado na disputa.

Confira abaixo a mensagem enviada pela entidade ao SdR:

Vários clubes foram convidados a participar, mas, por enquanto, só foi pedido que eles confirmem o interesse. Nenhum time sul-americano está oficialmente confirmado até agora.

Não há uma data de definição para que os quatro convites sejam feitos, mas critérios como torcida, força política e financeira, elenco e país de origem sempre são considerados para a definição dos contemplados. O Mundial feminino de clubes de vôlei será disputado de 8 a 14 de maio em Kobe, no Japão.

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Outros dois times brasileiros, o Rexona-Sesc e o Dentil/Praia clube, sonham em participar da disputa, mas ambos inicialmente tentarão a vaga através do título do Sul-americano feminino, entre 12 e 19 de fevereiro em Uberlândia e Uberaba (MG).


Vôlei Nestlé trabalha por convite no Mundial feminino de clubes
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Carolina Canossa

Vôlei Nestlé se sagrou campeão mundial em 2012 (Foto: João Pires/Fotojump)

Vôlei Nestlé se sagrou campeão mundial em 2012 (Foto: João Pires/Fotojump)

O Mundial feminino de clubes femininos de vôlei será disputado apenas em maio, mas a movimentação nos bastidores para participar da competição já está a toda. E tem clube brasileiro de olho em um dos quatro convites que serão dados pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei)…

Trata-se do Vôlei Nestlé. Enquanto as quadras estavam vazias por conta das festividades de fim de ano, a direção do time sediado em Osasco trabalhou intensamente para conseguir levar o clube à competição na cidade de Kobe (Japão). Porém, procurada pela reportagem do SdR, a equipe ainda não respondeu ao nosso questionamento sobre o tema. O mesmo aconteceu com a FIVB.

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Praia é a decepção do primeiro turno da Superliga. Como foi o seu time?

A força de um patrocinador de renome internacional é um trunfo para o Vôlei Nestlé, que nesta temporada preferiu apostar em um elenco formado por jogadoras com potencial para estarem na Olimpíada de 2020 lideradas por três atletas consagradas: a levantadora Dani Lins, a líbero Camila Brait e a ponteira/oposta Tandara. O time encerrou o primeiro turno da Superliga na segunda posição, atrás apenas do arquirrival Rexona-Sesc.

Dos oito participantes do Mundial feminino de clubes 2017, quatro serão definidos por convites. A outra metade das vagas será dada ao campeão asiático (NEC Red Rockets (Japão)), ao “clube-sede” (Hisamitsu Springs (Japão)), ao campeão europeu (ainda a ser definido) e ao campeão sul-americano (ainda a ser definido). Vale destacar que a disputa continental entre os times latinos vai acontecer de 12 a 19 de fevereiro nas cidades mineiras de Uberlândia e Uberaba, com participação do Dentil/Praia Clube (sede) e do Rexona (atual campeão da disputa e da Superliga).

Em 2016, o Mundial de clubes femininos de vôlei aconteceu nas Filipinas: único representante verde-amarelo na disputa, o Rexona lutou bastante contra times de maior orçamento, mas acabou eliminado ainda na primeira fase – o título ficou com o Eczacibasi, da Turquia, onde atua a central brasileira Thaisa, que foi convidado pela organização justamente por ter levado o Mundial de 2015.

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Três times brasileiros já se sagraram campeões mundiais de vôlei feminino: o próprio Vôlei Nestlé (2012), o Leite Moça/Sorocaba (1994) e o Sadia (1991).


Com 30 mil na plateia, Zé Roberto apresenta patrocinador do Barueri
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Carolina Canossa

Elenco de Barueri para a Superliga B será o mesmo da Taça de Prata (Fotos: Thiago Andrade/Divulgação)

Parceria do Barueri com a Hinode aconteceu durante convenção da empresa (Fotos: Thiago Andrade/Divulgação)

Foram semanas arcando os custos do próprio bolso, mas o técnico José Roberto Guimarães conseguiu colocar em prática o sonho de criar um time de alto nível no voleibol brasileiro. Com o apoio da empresa de cosméticos Hinode, o GRB Barueri conseguiu os recursos financeiros necessários para jogar a segunda divisão nacional no início do ano que vem e, assim, tentar uma vaga na temporada 2017/2018 da Superliga feminina de vôlei.

O anúncio oficial da criação do novo time, que se chamará Hinode/GRB Barueri, aconteceu neste sábado (10), durante a convenção nacional de funcionários e consultores do patrocinador. Por isso, a plateia que acompanhou o evento foi grande: cerca de 30 mil pessoas, que ainda puderam desfrutar de uma palestra sobre trabalho em grupo ministrada por Zé Roberto, único tricampeão olímpico do esporte brasileiro.

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Por que a Superliga ainda não empolgou na TV aberta?

“Estou muito orgulhoso por esse momento, por estar realizando um sonho antigo que é representar o vôlei da cidade de Barueri, que agora se torna possível por meio da Hinode e do Grêmio Recreativo Barueri”, comentou Zé Roberto, que fez questão de lembrar atletas que se dispuseram a trabalhar de graça na primeira fase do projeto, caso de Érika Coimbra, medalhista de bronze em Sidney 2000. “Algumas jogadoras abraçaram o time antes mesmo de conseguirmos um patrocínio, trabalharam conosco sem receber nada até que apareceu um anjo em nossas vidas, e esse anjo é a Hinode. Temos muito trabalho pela frente, pois esse projeto nos reserva ainda muita coisa para o futuro, tanto para o crescimento do voleibol brasileiro como no desenvolvimento de pessoas”, afirmou.

Érika será a capitã da equipe, que continuará com o mesmo elenco da Taça de Prata

Érika será a capitã da equipe, que continuará com o mesmo elenco da Taça de Prata

Érika, aliás, será a capitã do Barueri. “O que o vôlei mostra é que podemos sonhar sim, todos temos uma história de trabalho, de luta, de ficar longe da família. Criamos cicatrizes em busca do nosso sonho, mas no final cada cicatriz valeu muito a pena”, destacou a jogadora, que entre o fim de outubro e começo de novembro deixou parentes e namorado em Minas Gerais para se dedicar ao projeto, mesmo sem saber se daria certo.

Em seu elenco, Barueri contará com as mesmas atletas que já vestiram a camisa do time durante a Taça de Prata, classificatória para a Superliga B. Isso significa uma oportunidade para nomes importantes que, até então, estavam sem time, como a ponteira Suelle, a levantadora Ana Cristina, a central Fernanda Ísis e a líbero Michele Daldegan. Não há previsão de novas contratações para a disputa da Superliga B – a estreia de Barueri está marcada para o dia 24 de janeiro, em casa, contra o São José dos Pinhais.

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Oportunidade para a base

A parceria com a Hinode também permitiu a Zé Roberto viabilizar um outro projeto: dar chance a garotas que sonham em se tornar jogadoras de vôlei. Os primeiros testes para identificar novos talentos para a categoria de base, inclusive, já estão marcados: serão nos dias 16 e 17 de dezembro, no Ginásio Poliesportivo José Correa, em Barueri.

“Sabemos da capacidade do José Roberto, um campeão olímpico, e acreditamos que essas jogadoras estarão nos representando de forma impecável. O esporte é uma ferramenta de transformação e uma forma de embelezar o espírito, o corpo e a mente, assim como a nossa empresa. Juntos podemos muito mais”, resumiu Arthur Luloian, vice-presidente administrativo e financeiro da Hinode.