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Arquivo : Azimut Modena

Bruno e Lucão: a caminho da Itália ou do Sesc
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Sidrônio Henrique

Lucão e Bruno na apresentação do central no Modena em outubro de 2015 (foto: Modena Volley)

Campeões olímpicos e mundiais, juntos eles têm mostrado algumas das combinações de ataque mais eficientes do voleibol – na seleção ou em clubes. Após uma temporada no Sesi, a dupla formada pelo levantador Bruno Rezende e o central Lucas Saatkamp pode desembarcar novamente no Modena, da Itália. Caso as negociações com o clube europeu não deem certo, o destino do duo deve ser o Sesc, que acaba de vencer a Superliga B e, na temporada 2017/2018, disputará a primeira divisão do voleibol brasileiro, apoiado em um dos maiores investimentos da modalidade.

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Os dois são velhos conhecidos do Modena. Ganharam o título italiano pelo clube na temporada 2015/2016. Uma crise que culminou na perda do principal patrocinador forçou a volta de Bruno e Lucão ao Brasil. A decisão foi tomada levando em conta tanto o lado financeiro quanto o pessoal – o levantador estava há duas temporadas fora do Brasil e o central aguardava o nascimento do primeiro filho. Bruno jogou o final do período 2011/2012 no clube europeu e depois retornou para duas temporadas, de 2014 a 2016. Lucão disputou a última. Além do Modena e do Sesi, os dois jogaram juntos nas extintas equipes Cimed e RJX.

Ponta João Rafael reforçará o Sesc (foto: CBV)

O interesse do Modena na dupla já havia sido abordado pela imprensa italiana, mas as negociações só começaram recentemente. O Sesc, do técnico Giovane Gavio, entra como plano B.

Segundo o Saída de Rede apurou, na próxima Superliga o time carioca terá um orçamento inferior apenas ao do Sada Cruzeiro, equipe tricampeã mundial e que busca o pentacampeonato nacional. O clube mineiro investe aproximadamente R$ 13 milhões por temporada.

Alternativa
Caso Bruno e Lucão voltem ao voleibol italiano, o Sesc teria interesse no levantador Thiaguinho, atualmente no Molfetta, da Itália, e no central campeão olímpico Maurício Souza, do Brasil Kirin. Essa seria a alternativa da equipe carioca se não puder contar com os dois que estão no Sesi.

Ponteiro Maurício Borges interessa ao clube carioca (foto: FIVB)

Quem já acertou com o Sesc, faltando apenas assinar o contrato, é o ponteiro João Rafael, também do Molfetta. Ao lado de Thiaguinho e de Maurício Souza, o ponta fez parte da seleção brasileira B que conquistou a medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos 2015, em Toronto, Canadá. Tanto o levantador, na sua primeira temporada na Itália, quanto João Rafael, em seu segundo ano como um dos destaques do Molfetta, estão na lista inicial de 12 atletas convocados pelo técnico Renan Dal Zotto.

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Outro ponteiro que despertou o interesse do time do Rio de Janeiro foi mais um integrante daquela seleção B do Pan 2015. É o campeão olímpico Maurício Borges, que está há duas temporadas no Arkas Izmir, da Turquia, sob o comando do técnico canadense Glenn Hoag. Como o treinador quer manter Borges na equipe, ainda não há definição se o ponta fica na Europa ou se volta ao Brasil para o período 2017/2018.

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O Sesc renovou com três atletas que conquistaram a Superliga B: o central Tiago Barth, o oposto Paulo Victor e o levantador Everaldo.


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João Batista Junior

Modena conquistou a terceira Supercopa da Itália de sua história (fotos: Lega Pallavolo)

Modena conquistou a terceira Supercopa da Itália de sua história (fotos: Lega Pallavolo)

Disputada desde 1996, a Supercopa da Itália é uma competição que inaugura a temporada de clubes no país. Ela reúne num jogo (ou num quadrangular, como foi no fim de semana passado) os melhores times do ano anterior. Dito assim, mais parece um torneio de exibição do que competitivo de fato, um certame em que clubes que mal tiveram tempo para treinar e jogadores que talvez nem tenham sido pessoalmente apresentados aos novos companheiros discutem um troféu. Pode ser verdade, mas é preciso dizer também que se trata de um evento muito bem promovido, com cobertura televisiva e ótima presença de público nas arquibancadas.

O fato é que, na Supercopa deste ano, independentemente da importância que tenha essa disputa, há uma boa história por trás do sorriso dos jogadores do Modena enquanto exibem para a foto a taça título conquistado no último domingo.

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Vencedor de todas as competições oficiais da temporada 2015/16 do voleibol masculino italiano (Supercopa, Copa Itália e Liga Italiana), o Modena Volley foi acometido por uma severa crise financeira. Nem mesmo a galeria de troféus evitou que o clube perdesse seu patrocinador master, não conseguisse manter os dois brasileiros titulares da equipe – nada menos que os campeões olímpicos Bruno e Lucão, que foram para o Sesi – e estivesse a ponto de fechar as portas.

A situação era tão dramática que a presidenta do clube, Catia Pedrini, criou um crowdfunding (uma espécie de “vaquinha virtual”) com o intuito de conseguir um milhão de euros para manter o time em ação. A empreitada, por um lado, não deu certo, já que o valor obtido ficou aquém do esperado, mas, por outro, chamou a atenção do público e da mídia e acabou evitando o pior. Mais do que isso: a partir da repercussão da campanha na internet em prol do clube, a sorte do Modena melhorou radicalmente.

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Primeiro, no fim de junho, cerca de um mês e meio depois de levantar o scudetto da Liga Italiana, o time – para alívio dos fãs – finalmente foi inscrito para participar da Série A do campeonato nacional de 2016/17. Em agosto, a cidade e o clube comemoraram a escolha de Modena para receber a Supercopa. E, no último dia 5, foi anunciada uma empresa do ramo de investimentos financeiros como patrocinadora principal do time para esta temporada.

Petric em ação contra o Perugia, na final da Supercopa

Petric em ação contra o Perugia, na final da Supercopa

Com a manutenção de alguns dos mais importantes jogadores da equipe, como os ponteiros Earvin N’gapeth (francês) e Nemanja Petric (sérvio), o oposto Luca Vettori, e a chegada dos centrais Max Holt (norte-americano) e Kevin Le Roux (francês), o Azimut Modena venceu, pela terceira vez na história, a Supercopa da Itália (havia sido campeão também em 1997 e 2015).

Nas semifinais, a equipe passou pelo Diatec Trentino (que vai disputar o Mundial de Clubes de Betim, em outubro) por 3 a 1 (25-19, 25-23, 21-25, 25-23). Na final, venceu o Sir Safety Conad Perugia, que contratou o oposto Ivan Zaytsev este ano, por 3 a 2 (25-22, 19-25, 25-22, 24-26, 17-15).

Para completar, com a saída do levantador Bruno, o atacante Petric, que perdeu boa parte da reta final da temporada passada por conta de uma lesão, ganhou status de capitão da equipe e estreou no novo cargo levantando dois troféus: o de campeão da Supercopa e o de melhor jogador do torneio.


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