Blog Saída de Rede http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br Reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Fri, 20 Apr 2018 09:00:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Foco, ajustes e torcida: as armas do Praia Clube para buscar título inédito http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/foco-ajustes-e-torcida-as-armas-do-praia-clube-para-buscar-titulo-inedito/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/foco-ajustes-e-torcida-as-armas-do-praia-clube-para-buscar-titulo-inedito/#respond Fri, 20 Apr 2018 09:00:58 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12865

Coco: “Não há muito o que inventar, mas fazer da melhor maneira o que treinamos” (foto: Divulgação/Praia Clube)

Domingo passado foi aquele baque. Embora jogasse na casa do adversário, o Dentil/Praia Clube não esperava cair daquela forma diante do Sesc-RJ, na derrota por 1-3 na primeira partida da decisão da Superliga feminina 2017/2018. “Desperdiçamos algumas oportunidades no contra-ataque que nos custaram o primeiro set e a equipe se sentiu um pouco insegura a partir dali. Nossas oscilações ocorreram muito em função da falta de consistência do sistema defensivo em determinados momentos da partida. O bloqueio e a defesa poderiam ter trabalhado melhor. Às vezes funcionava, mas aí não conseguíamos transformar os contra-ataques em pontos. Isso foi algo que o Sesc fez muito bem”, avaliou Paulo Coco, técnico do time de Uberlândia.

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Neste domingo (22), a partir das 9h10, diante da sua torcida, no ginásio Sabiazinho, o Praia Clube vai para o tudo ou nada. Mesmo jogando como equipe local, a situação é complicada: precisa vencer quatro sets diante de um oponente que, se não é brilhante, compensa na tática, sob a batuta de um dos treinadores mais vitoriosos da história da modalidade, Bernardinho. O time da casa tem que vencer o jogo e provocar o golden set – parcial extra, de 25 pontos, para decidir o campeonato. O Praia busca uma conquista inédita. O Sesc tenta seu 13º título de Superliga – venceu as últimas cinco edições e disputa a 14ª final consecutiva, de um total de 17.

Recuperação
“Não há muito o que inventar nesse momento, mas fazer da melhor maneira possível o que treinamos durante a temporada. Claro, um ajuste aqui, outro ali, mas em cima do que já estabelecemos ou para neutralizar a estratégia deles”, comentou Coco, que tenta seu primeiro título de Superliga como treinador – foi campeão duas vezes como assistente de José Roberto Guimarães, na época do Finasa/Osasco.

O técnico do Praia Clube quer o time mais concentrado. “Do outro lado da quadra haverá uma equipe qualificada, que vai nos criar muita dificuldade. Por isso temos que estar mais focados, pensar no nosso desempenho, além de se preocupar com o adversário. Só assim você cria a possibilidade de vitória”.

Claudinha é levantadora do Praia Clube desde a temporada 2015/2016 (Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Caldeirão
A levantadora Claudinha aposta na força da torcida uberlandense. “Nosso torcedor sempre foi o sétimo jogador, aquela força a mais quando jogamos em casa, sentimos dentro de quadra. Pode ser clichê dizer isso, mas a nossa arena vira um caldeirão e nos deixa muito empolgadas. Sabemos que no Sabiazinho (ginásio com capacidade para 6 mil pessoas) não vai ser diferente. Temos que ganhar quatro sets, não vai ser fácil, mas temos time para isso e a torcida é importante”, afirmou.

A armadora analisou a derrota na primeira partida da final. “Falhamos no nosso sistema defensivo e elas estavam mais preparadas. Além disso, nas situações mais difíceis no ataque, elas apresentaram soluções muito boas. Senti isso logo depois da partida e ficou ainda mais evidente na sessão de vídeo. Nós não jogamos como havíamos planejado. Mas não tem nada perdido, trabalhamos esta semana para corrigir nossas falhas, melhorar nosso saque”.

Falando em serviço, a líbero Suelen lamentou o mau desempenho da linha de passe da equipe no domingo passado, no Rio de Janeiro. “Eu já esperava aquele saque bastante forçado do Sesc, todos os adversários entram assim contra a gente, para tentar tirar nossas centrais do ataque. Não nos surpreendeu, porém causou estrago. Espero a mesma intensidade delas no saque, mas que desta vez a gente receba melhor”.

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Jogo 2 da final da Superliga 2017/2018 (com golden set, se necessário)
Dia 22 (domingo) – Dentil/Praia Clube vs. Sesc-RJ, às 9h10, no ginásio Sabiazinho, em Uberlândia (MG) – TV Globo e SporTV

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Semi da Superliga termina em confusão entre Leal e a torcida de Taubaté http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/17/semi-da-superliga-termina-em-confusao-entre-leal-e-a-torcida-de-taubate/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/17/semi-da-superliga-termina-em-confusao-entre-leal-e-a-torcida-de-taubate/#respond Wed, 18 Apr 2018 00:15:17 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12860

Torcedores de Taubaté tentaram agredir jogadores do Sada após término da partida (Foto: Reprodução SporTv)

A vitória do Sada Cruzeiro e o consequente empate em 2 a 2 na série melhor-de-cinco contra a EMS Taubaté Funvic acabaram ofuscados por uma confusão envolvendo o ponteiro Leal e a torcida do interior paulista, que lotou o ginásio do Abaeté na noite desta terça (17).

Revoltados por supostos gestos obscenos, torcedores tentaram agredir o atacante e seus companheiros de time na saída para o vestiário – pouco antes, logo após o fim do confronto, jogadores de Taubaté já haviam tentado tirar satisfações com os rivais, gerando um princípio de briga.

Em entrevista ao SporTv, o técnico de Taubaté, o argentino Daniel Castelani, acusou Leal de mostrar o dedo do meio e fazer o gestual de “vai tomar no c…” para o público. “Ele fez três vezes para a torcida, o que aconteceu é responsabilidade dele”, afirmou o técnico.

Um dos principais envolvidos na confusão na rede, o líbero do time paulista, Tales, deu uma versão parecida. “A torcida estava pegando no pé do Leal e ele fez um gesto obsceno. Eu disse que não precisava disso e ele respondeu que a gente estava falando demais”, relatou o defensor. “Não precisava disso, eles mereceram ganhar (…) Na minha opinião, quem começou foi o Leal. A torcida vai pegar no pé e ele tem que levar isso em consideração”, comentou.

Do lado do Sada Cruzeiro, o líbero Serginho procurou defender Leal. “É um ambiente de competição, não um templo budista. Não dá para ficar sentado aceitando”, justificou.

Vale lembrar que Leal recentemente conseguiu naturalizar-se brasileiro e estará apto para defender a seleção verde-amarela a partir de 2019. O jogador tem um acordo verbal para jogar no voleibol italiano, mas o Sada ainda tenta mantê-lo em seu elenco.

Em quadra, o Sada conquistou a vitória com parciais de 25-23, 27-25 e 25-20. Os dois times voltam a se encontrar na sexta (20), às 21h30 em Contagem (MG), para a decisiva partida da série. Quem vencer encara o Sesi na grande final da Superliga masculina.

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Fabíola e Léia pedem dispensa da seleção; Jaque é convocada como líbero http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/17/fabiola-e-leia-pedem-dispensa-da-selecao-br-jaque-e-convocada-como-libero/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/17/fabiola-e-leia-pedem-dispensa-da-selecao-br-jaque-e-convocada-como-libero/#respond Tue, 17 Apr 2018 23:44:33 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12853

Jaqueline sempre se destacou pela qualidade no passe (Foto: Divulgação/FIVB)

O dia foi agitado para a seleção brasileira feminina de vôlei, com o anúncio de três modificações em relação à convocação divulgada na última sexta-feira (13). Alegando questões pessoais, a levantadora Fabíola e a líbero Léia pediram dispensa da equipe, enquanto Jaqueline foi chamada para se integrar aos treinamentos.

De acordo com a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), as liberações se referem apenas à primeira parte da temporada, com a disputa da Liga das Nações (torneio que substitui o Grand Prix) e da Copa Pan-americana. Para o Mundial, entre setembro e outubro, tanto Fabíola quanto Léia podem ser chamadas novamente.

Anteriormente, a ponteira Fernanda Garay também havia pedido para não defender mais a seleção, com a justificativa de que gostaria de curtir a família e tentar engravidar. O técnico José Roberto Guimarães, porém, a convenceu a considerar ao menos a possibilidade de jogar o Mundial, título que o Brasil ainda não tem.

Na ausência de Léia, Zé Roberto então optou por testar a ponteira Jaqueline como líbero – a mudança é semelhante a qual passou o marido da atleta, Murilo, que desde o fim do ano passado joga como especialista em defesa pelo Sesi, finalista da Superliga 17/18. Em 2017, o treinador já havia deslocado a também ponteira Gabi Guimarães, a Gabiru, para a posição, mas a atleta sofreu uma grave lesão no joelho ainda no primeiro turno da Superliga e praticamente não jogou esta temporada.

“Depois de tantos anos atuando como ponteira, o Zé Roberto me fez uma proposta desafiadora, inovadora e irrecusável: servir a seleção como líbero. Logo eu que sempre fui apaixonada por atacar. Agora terei que segurar os ataques das adversárias!”, brincou Jaqueline, ao falar sobre o assunto em sua conta no Instagram. “Não tive como não dizer outra palavra a não ser SIM! SIM para o meu país e para a minha seleção que tanto amo. Vou dar meu sangue. E vou, literalmente, defender essa camisa que sou tão apaixonada”, complementou.

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Postura da FIVB e do COI aumenta polêmica sobre Tifanny http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/17/postura-da-fivb-e-do-coi-aumenta-polemica-sobre-tifanny/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/17/postura-da-fivb-e-do-coi-aumenta-polemica-sobre-tifanny/#respond Tue, 17 Apr 2018 09:00:59 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12849

Tifanny foi um dos destaques da Superliga vestindo a camisa do Vôlei Bauru (Foto: Orlando Bento/Minas Tênis Clube)

Convocar e correr o risco de ser contestado por adversários ou não chamar e estar exposto a acusações de preconceito? O dilema envolvendo a decisão do técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, e a oposta Tifanny Abreu ganhou uma alternativa que ninguém esperava. Ao divulgar os nomes das primeiras convidadas a defender a equipe nacional na última sexta (13), a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) informou que o nome da jogadora do Vôlei Bauru sequer foi cogitado porque a FIVB (Federação Internacional de Vôlei) ainda está estudando a elegibilidade de atletas transgêneros.

Além de frustrar a expectativa da própria Tifanny, a alegação causa estranheza: se a FIVB ainda não está certa sobre as diretrizes a serem tomadas, por que a atacante foi liberada para atuar no voleibol de clubes? Qual a diferença entre atuar em um campeonato nacional e em uma disputa entre seleções? O jogo não muda nada, correto? Portanto, ou Tifanny deveria ser elegível para tudo ou deveria ser proibida de jogar o voleibol feminino. Não dá para engolir uma “meia liberação”.

Vale lembrar que a autorização de Tifanny para atuar entre as mulheres foi dada pela FIVB por orientação do COI (Comitê Olímpico Internacional). A verdade, porém, é que a própria entidade que rege o esporte olímpico mundial não é clara na questão, deixando de responder a perguntas importantes, tais como: de onde foi tirado o valor de 10 nmol/L de testosterona no corpo nos 12 meses anteriores à sua estreia nas quadras femininas? Apenas isso é o suficiente para anular o fato de o desenvolvimento corporal dela ter ocorrido sob o efeito de hormônios masculinos (Tifanny iniciou a transição de gênero aos 31 anos)?

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A transparência a respeito dos processos que levaram à tomada da autorização para Tifanny jogar seria bom para a própria atleta, que assim ganharia uma segurança ainda maior para poder enfrentar o preconceito e seguir em frente em sua carreira. Seus números na Superliga embasariam uma convocação, especialmente em um momento no qual apenas duas opostas, Tandara e Monique, tem se destacado no Brasil. Por outro lado, a dificuldade em variar golpes quando bem marcada, como demonstrado nos playoffs contra o Dentil/Praia Clube, pesam contra ela na análise de suas possibilidades jogando no nível internacional. Talvez jamais saibamos como ela se sairia aí por conta das posturas de FIVB e COI.

Procurada pela reportagem, a oposta, que está de férias, não foi encontrada. Usuária assídua do Instagram, ela também se afastou da rede social desde a última quarta (11), dia em que postou a renovação de seu contrato com o Bauru e divulgou uma foto ao lado do namorado.

FABÍOLA GANHA VOTO DE CONFIANÇA

Falando sobre a convocação em si, o destaque fica por conta da levantadora Fabíola. Apesar de uma temporada abaixo do esperado no Vôlei Nestlé, onde foi constantemente substituída por Carol Albuquerque, a armadora ganhou um voto de confiança de Zé Roberto. Quem também mostrou ter crédito com o treinador é a central Thaisa, que passou boa parte da temporada recuperando-se de uma grave lesão no joelho. O mesmo se aplica a outra meio-de-rede, Carol, cujo time na Turquia não foi bem em nenhum dos campeonatos que participou.

Confira abaixo os nomes já chamados para a seleção brasileira – vale destacar que as atletas de Sesc-RJ e Dentil/Praia Clube, finalistas da Superliga, só serão chamadas após o término da competição:

Levantadoras
Macris Silva Carneiro (Camponesa/Minas (MG))
Josefa Fabíola de Souza (Vôlei Nestlé (SP))

Oposta
Tandara Alves Caixeta (Vôlei Nestlé(SP))

Centrais
Thaisa Daher de Menezes (Hinode Barueri (SP))
Adenízia Ferreira da Silva (Savino Del Bene Volley Scandicci (Itália))
Ana Carolina da Silva (Carol) (Nilufer Belediye (Turquia))
Ana Beatriz Silva Correa (Bia) (Vôlei Nestlé)
Mara Ferreira Leão (Camponesa/Minas)

Ponteira
Rosamaria Montibeller (Camponesa/Minas)

Líbero
Léia Henrique da Silva (Camponesa/Minas)

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Perto de mais um título, Sesc-RJ tenta segurar a empolgação http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/perto-de-mais-um-titulo-sesc-rj-tenta-segurar-a-empolgacao/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/perto-de-mais-um-titulo-sesc-rj-tenta-segurar-a-empolgacao/#respond Mon, 16 Apr 2018 09:00:27 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12843

Sesc-RJ fez 3 a 1 sobre o Dentil/Praia na primeira partida da fina (Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

A vitória na Arena Carioca 1 deu ao Sesc-RJ um enorme privilégio na final da Superliga feminina de vôlei: ter duas chances de faturar o título no próximo domingo (22). Mesmo que perca a segunda partida da final, que será realizada a partir de 9h10 no ginásio Sabiazinho, em Uberlândia (MG), o time carioca alcançará o primeiro lugar do pódio se vencer o Dentil/Praia Clube golden set, uma  parcial extra de 25 pontos programada para a sequência do duelo no Triângulo Mineiro em caso de empate na série.

Tal fato, aliado à qualidade do vôlei apresentado no Rio de Janeiro, são suficientes para empolgar o torcedor do Sesc. As jogadoras da equipe, porém, tem como desafio justamente não se deixar levar pela empolgação ao longo da semana.

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A experiente central Juciely, de 37 anos, mal havia saído de quadra e já mostrava esse discernimento. “Sabemos que ainda não tem nada decidido nessa série. O Praia Clube vai jogar em casa na próxima semana e elas também querem o título da Superliga. Por isso, precisamos treinar ainda mais para buscar essa vitória em Uberlândia. A série ainda está aberta e vamos com tudo para a partida do próximo domingo”, avisou a atleta.

O discurso foi seguido por Monique. “Temos pouco tempo para comemorar para decidir lá na casa delas, o que com certeza vai ser mais difícil”, comentou a oposta, acompanhada pela ponteira Drussyla, eleita a melhor do confronto pelo público que acompanhou o jogo pela TV. “Não tem como diminuir o ritmo, temos que entrar com todo o gás. É hora de manter o foco e o treinamento pra gente se dar bem na semana que vem”, afirmou.

O técnico Bernardinho também pediu que suas comandadas não “comemorem mais do que o devido”, mas se mostrou satisfeito com a atuação da equipe como um todo. “O time jogou equilibrado, consciente e lúcido o tempo inteiro. Não perdeu a lucidez no terceiro set e enfrentou o bloqueio. Fiquei muito feliz de ver a Gabi jogando num alto nível, ela que vinha sofrendo a temporada inteira. Vê-la assim foi incrível. Roberta e Monique também jogaram muito bem. O time jogou equilibrado, jogou bem. Para jogar contra o Praia, é preciso muita qualidade e foi isso que a equipe demonstrou hoje”, comemorou.

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Consistência e erros rivais fazem Sesc sair na frente na final da Superliga http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/15/consistencia-e-erros-rivais-fazem-sesc-sair-na-frente-na-final-da-superliga/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/15/consistencia-e-erros-rivais-fazem-sesc-sair-na-frente-na-final-da-superliga/#respond Sun, 15 Apr 2018 16:30:23 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12833

Sesc-RJ: ótima atuação de todas as titulares (Foto: Alaor Filho / Sesc-RJ)

Maior campeão da história do vôlei feminino brasileiro de clubes, o Sesc-RJ deu um importante passo para conquistar mais um título da Superliga feminina ao bater, neste domingo (15), o Dentil/Praia Clube na primeira partida da decisão da temporada 2017/2018. O placar foi de 3 sets a 1, parciais de 26-24, 25-19, 22-25 e 25-17.

Fosse no formato utilizado até o ano passado, estaríamos agora falando do 13º título da equipe do Rio de Janeiro na competição. Mas as regras agora são outras e o Praia, melhor time da fase classificatória, tem a chance de se recuperar no domingo que vem (22), quando será realizado o segundo jogo da final em Uberlândia (MG). Para ficar com a taça, o time mineiro terá que não só vencer o jogo como também o golden set, parcial extra disputada logo após a partida para definir o campeão. Em caso de novo triunfo do Sesc, o time carioca levanta a taça mais uma vez.

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Para sair na frente na grande final, o Sesc baseou seu jogo em dois pilares: executar seu jogo da maneira mais bem feita possível e forçar os erros rivais. O que é simples na teoria é algo complicado de colocar em prática, especialmente contra um adversário que tem várias estrelas no elenco e o trabalhador Paulo Coco no comando. É aí que entram os méritos da comissão técnica comandada por Bernardinho.

Tomem como exemplo Drussyla: principal alvo do saque praiano na partida inteira, a ponteira estava muito bem preparada para a pressão que viria. Errou algumas recepções, é verdade, mas conseguiu também entregar bolas aceitáveis para a levantadora Roberta e compensou as falhas no ataque. Terminou o jogo como maior pontuadora e foi eleita pelo público a melhor em quadra.

Bloqueio do Sesc complicou a vida das atacantes do Praia (Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

Apesar de o prêmio ter sido dado para a ponteira, qualquer jogadora do Sesc poderia ter sido agraciada com a homenagem. Todas, sem exceção, tiveram ótimas atuações. Ao seu estilo, a levantadora Roberta mais uma vez fez um ótimo “feijão com arroz”, sendo muito disciplinada taticamente e sensível ao momento de suas atacantes para não insistir demais em ninguém ao longo do duelo. Como bônus, ainda sacou muito bem.

Gabi, por sua vez, foi um ótimo desafogo para Drussyla tanto no ataque quanto protegendo a jovem na linha de passe, função que dividiu com a líbero Fabi, de novo responsável por defesas que geraram contra-ataques importantes. Já a oposta Monique se destacou especialmente no bloqueio, acompanhada pelas centrais Juciely e Mayhara. Juntas, as três complicaram demais a vida do ataque do Praia.

Praia que teve uma manhã de altos e baixos. Depois de perder um equilibrado primeiro set, o time mineiro mais uma vez mostrou falta de estabilidade emocional e simplesmente foi massacrado na segunda etapa, marcada por dois erros graves de arbitragem: primeiro, no 5-2, uma bola atacada por Fawcett tocou no bloqueio, mas o ângulo da câmera usada no sistema de desafio não pegou a ação. Minutos depois, Gabi fecharia a parcial com ataque “caixinha”, mas o árbitro Rogério Espicalsky não viu que a bola claramente bateu na quadra no Praia antes da defesa das líbero Suelen.

A despeito da péssima atuação no set, o time mineiro ainda teve forças para buscar uma reação na reta final da etapa, fundamental para que o Praia jogasse o terceiro set com outra postura. Foi aí que brilhou a americana Nicole Fawcett, que passou a virar diversos ataques e liderou a equipe no 2 a 1. O problema é que o restante do time não a acompanhou, cometendo diversos erros de passe e ataque. Para piorar, a levantadora Claudinha esteve imprecisa e ponteira Fernanda Garay fez uma de suas piores partidas na temporada. Paulo Coco ainda tentou diversas alternativas, colocando Carla e Ellen em quadra, mas não foi bem sucedido e agora terá uma semana para quebrar a cabeça na tentativa de reverter a final e acabar com a hegemonia do Sesc na Superliga.

Paulo Coco tem uma semana para pensar em como reverter o resultado da final (Foto: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV)

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Dentil/Praia x Sesc-RJ: 4 pontos cruciais na decisão da Superliga feminina http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/14/dentilpraia-x-sesc-rj-4-pontos-cruciais-na-decisao-da-superliga-feminina/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/14/dentilpraia-x-sesc-rj-4-pontos-cruciais-na-decisao-da-superliga-feminina/#respond Sat, 14 Apr 2018 23:00:20 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12808

Praia x Sesc: uma vitória para cada lado nos confrontos diretos (Foto: Divulgação/Praia Clube)

O time que mais investiu contra o maior campeão. A melhor equipe da fase classificatória face a face diante do clube que mais chamou a atenção nos playoffs. São com essas credenciais que Dentil/Praia Clube e Sesc-RJ começam a definir deste domingo (15) o título da Superliga feminina de vôlei. O primeiro dos dois jogos que vai definir o vencedor da temporada brasileira será disputado a partir das 10 horas na Arena Carioca I.

Se no papel o time de Uberlândia tem o melhor elenco do campeonato, em quadra o plantel sediado no Rio de Janeiro já mostrou que possui um conjunto bem trabalhado, capaz de seguir no topo mesmo após meses tumultuados por lesões, como as que afetaram as duas Gabis, Juciely e Monique.

Nos confrontos diretos, uma vitória para cada lado. Jogando fora de casa, o time mineiro conseguiu um contundente 3 a 0 no primeiro turno, mas tomou o troco algumas semanas depois, quando o Sesc se aproveitou da lesão da central Walewska e da má condição física da ponteira Fernanda Garay para devolver a derrota no tie-break. A vitória parece ter dado um gás no Sesc, que continuou a curva ascendente no mata-mata com ponto alto nas semifinais, quando surpreendentemente atropelou o Camponesa/Minas. Do outro lado da chave, o Praia teve que recorrer ao quinto jogo para eliminar o Vôlei Nestlé.

Diante de tanta paridade, quais serão os pontos que podem fazer diferença na disputa da taça? O Saída de Rede aponta quatro deles:

FATOR EMOCIONAL

A despeito das diversas tentativas feitas ao longo dos últimos meses, que não incluíram economia na hora de pagar as contas, o Praia Clube parece conviver com uma espécie de “maldição” na hora de jogar finais. Não importa o quão experientes sejam suas jogadoras, partidas decisivas são marcadas por atuações abaixo do normal, com muito nervosismo, erros e decepções.

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Não por acaso, até hoje o clube ainda sonha com um título nacional de primeira linha – um dos vices, inclusive, foi em uma final de Superliga, a 15/16, contra o próprio Sesc (à época Rexona-Ades). Lidar com as próprias emoções será fundamental  para a equipe comandada por Paulo Coco quebrar esta incômoda escrita.

PASSE

Refletindo um problema crônico do voleibol mundial, as duas equipes possuem o passe como ponto fraco. Falhas na recepção significam maior dificuldade para as levantadoras, que passam a ter menos opções para acionar. Com mais alternativas de ataque, Claudinha terá um arsenal e tanto à disposição caso consiga ter uma mínima condição de trabalho no Praia: Fernanda Garay e Nicole Fawcett nas extremidades e Walewska e Fabiana pelo meio, além das bolas de meio-fundo. Roberta, armadora do Sesc-RJ, possui possibilidades mais limitadas, tendo Gabi e Monique como principais desafogos. Isso nos leva ao próximo item…

SAQUE

Depender apenas de um mau dia das rivais é arriscado demais para quem quer ganhar a Superliga. Por isso, sacar bem para quebrar o passe rival é de suma importância. Neste aspecto, o time de Bernardinho tem uma leve vantagem, com duas jogadoras, Monique e Vivian, entre as principais sacadoras do torneio. O Praia responde com Nicole Fawcett, dona de um poderoso e raro viagem no vôlei feminino. O problema é que a americana é instável, alternando atuações apagadas com ótimas exibições. Qual das Fawcetts veremos nos próximos domingos?

OLHO NELA

Mayhara não tem a mesma badalação de outras atletas em quadra, mas discretamente tem causado estragos nesta Superliga. A central de 29 anos é a quarta melhor bloqueadora e quarta atacante mais eficiente da competição, podendo ser uma válvula de escape importante na decisão, da mesma forma que ocorreu com Juciely na última final.

A final da Superliga feminina acontecerá em dois jogos, sendo o primeiro neste domingo (15) no Rio e o segundo no dia 22, às 9h10, no ginásio Sabiazinho, em Uberlândia (MG). Em caso de uma vitória para cada equipe será disputado um set extra (golden set) logo depois do segundo duelo para definir o campeão.

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Sesi-SP despacha Sesc-RJ e é o primeiro finalista da Superliga masculina http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/14/sesi-sp-despacha-sesc-rj-e-e-o-primeiro-finalista-da-superliga-masculina/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/14/sesi-sp-despacha-sesc-rj-e-e-o-primeiro-finalista-da-superliga-masculina/#respond Sat, 14 Apr 2018 20:31:26 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12813

Sesi vai em busca do seu segundo título na Superliga, na sua quarta final (fotos: Marcos de Paula/Sesc-RJ)

De um lado, um time coeso, com poucas oscilações ao longo da série semifinal. Do outro, o excesso de erros comprometeu o ritmo e, consequentemente, as tentativas de reação. Resultado: o Sesi-SP é o primeiro finalista da Superliga masculina 2017/2018. A equipe paulistana marcou mais um 3-0 (25-22, 25-23, 25-23) e, com três vitórias (3-2, 3-0 e 3-0) e nenhuma derrota, fechou a série melhor de cinco jogos contra o Sesc-RJ. Em cinco confrontos na competição, cinco triunfos do Sesi – placar de 3-1 no turno e no returno.

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Será a quarta final de Superliga do Sesi, que busca seu segundo título no torneio. Foi campeão contra o Sada Cruzeiro na temporada 2010/2011, tendo como técnico Giovane Gávio, atual treinador do Sesc. Perdeu duas decisões, em 2013/2014 e 2014/2015, justamente para o Sada.

O Sesi, que começou a temporada sem muito brilho, foi se ajustando aos poucos. Já o Sesc viveu uma situação oposta – estreante na primeira divisão da Superliga, deu a impressão que poderia brigar de igual para igual com o pentacampeão Sada Cruzeiro. Na segunda parte do returno, o time carioca apresentava sinais de desgaste, apresentando mais falhas e perdendo partidas diante de adversários claramente inferiores.

Lucão no ataque: central campeão olímpico e mundial foi um dos destaques do Sesi na semifinal

Erros em excesso
No jogo deste sábado (14), enquanto o Sesi cometeu 15 erros, o Sesc somou 28. Mesma quantidade da partida anterior, quando a equipe de Giovane Gávio acumulou 28 e viu o oponente errar somente nove vezes.

Ainda que tenha vencido sets apenas no primeiro confronto, decidido no tie break, o Sesc conseguiu equilibrar as demais parciais na série, num sinal de que os erros liquidaram as chances do estreante na Superliga nesta semifinal. Merece destaque, claro, a consistência do Sesi, time montado pelo técnico Rubinho.

Maurício Borges foi bem no ataque neste sábado, com 61% de aproveitamento, mas o Sesc esteve irregular

Destaques
Os maiores pontuadores do jogo deste sábado foram da equipe derrotada: o oposto Paulo Victor e o ponta Maurício Borges, com 18 e 15 pontos, respectivamente. O levantador Thiaguinho, a exemplo do duelo anterior, esteve irregular e foi substituído por Everaldo. Pelo Sesi, o central Lucão com 10 e o ponta Lipe e o central Gustavão, nove pontos cada, foram os que mais marcaram. Gustavão foi escolhido, em votação popular, o melhor da partida. Lipe e Lucão mantiveram a regularidade em toda a série. O oposto Alan, um dos principais nomes desta edição da Superliga, começou mal, saiu para a entrada de Franco, mas voltou melhor no final da partida.

O Sesi aguarda agora o vencedor da outra série semifinal, liderada por 2-1 pelo EMS Taubaté Funvic diante do Sada Cruzeiro. Nesta terça-feira (17), às 19h, o quarto jogo, desta vez em Taubaté, com transmissão do SporTV.

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O que a despedida do O Rappa tem a ver com a final da Superliga feminina? http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/14/o-que-a-despedida-do-o-rappa-tem-a-ver-com-a-final-da-superliga-feminina/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/14/o-que-a-despedida-do-o-rappa-tem-a-ver-com-a-final-da-superliga-feminina/#respond Sat, 14 Apr 2018 15:56:42 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12803

Banda carioca faz sua despedida neste sábado na casa do Sesc-RJ (Foto: Divulgação)

A prevalência do fator casa na equilibrada série semifinal entre Dentil/Praia Clube e Vôlei Nestlé na Superliga feminina mostrou a importância do mando de quadra no vôlei. Além do apoio da torcida, conhecer as referências do ginásio pode ser o detalhe que fará a diferença em um jogo decisivo, com grandes atletas de ambos os lados da rede.

Mas o Sesc-RJ, maior campeão nacional com 12 títulos, não poderá contar com esta vantagem na final da atual temporada por um motivo curioso. Classificado para sua 14ª final consecutiva de Superliga, o time carioca teve que deixar o ginásio em que atuou  a Jeunesse Arena, onde estava acostumado a jogar, por conta do show de despedida da banda “O Rappa”, que será realizada no ginásio na noite deste sábado (14).

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Como não há tempo hábil para deixar tudo pronto para a primeira partida da decisão, programada para 10 horas de domingo (15), o Sesc precisou deslocar o duelo para a Arena Carioca 1, onde não atuou nenhuma vez ao longo do campeonato. “A gente estava esperando jogar na nossa casa, mas já estive aqui uma vez pela seleção, no Grand Prix. É um ginásio parecido, mas não tão alto quanto a arena”, comentou a levantadora Roberta, do Sesc, cuja função exige muita atenção aos detalhes do ginásio para melhorar a precisão das jogadas.

Apesar da expectativa frustrada das jogadoras do Sesc, o show do Rappa já estava marcado há muito tempo para a Jeunesse Arena. Os ingressos, por exemplo, foram colocados à venda no último mês de dezembro. E basta uma olhada nos valores das entradas para ver que é financeiramente mais compensador receber o show, cuja expectativa é de um público de 15 mil pessoas: de R$60 a R$260 – todos os setores já estão esgotados. No vôlei, os valores cobrados ficam entre R$ 35 e R$70 e por volta de 12h30 deste sábado (14) ainda havia ingressos disponíveis.

Referências nos ginásios são importantes nos levantamentos e saques (Foto: Renan Rodrigues/CBV)

Roberta, porém, acredita que jogar em um ginásio diferente não será problema. “A Arena Carioca 1 um local aconchegante, de fácil adaptação. Já treinamos aqui e não sentimos muitas diferenças. Isso é bom”, destacou. Ela ainda lembrou que o Praia terá o mesmo desafio no segundo jogo da final, em 22 de abril, já que não poderá atuar em seu ginásio, que não possui a capacidade mínima de 5 mil pessoas exigidas pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). Assim, o confronto será no Sabiazinho, que não recebeu nenhuma partida da Superliga 17/18. “O campo vai ser neutro aqui como lá também. Vamos tentar nos adaptar o mais rápido possível”, prometeu.

A final da Superliga feminina de vôlei 17/18, entre Dentil/Praia Clube e Sesc-RJ, terá um formato inédito, em dois jogos. Em caso de vencedores diferentes, independente dos placares, o título será decidido em um set extra (Golden set) realizado logo após a segunda partida.

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Pressionado, Sada usa mesmas armas de Taubaté para ressurgir na semifinal http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/13/pressionado-sada-usa-mesmas-armas-de-taubate-para-ressurgir-na-semifinal/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/04/13/pressionado-sada-usa-mesmas-armas-de-taubate-para-ressurgir-na-semifinal/#respond Sat, 14 Apr 2018 02:50:45 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12798

Agressivo, Sada Cruzeiro de Leal não deu chances para o Taubaté de Wallace (Foto: Rafinha Oliveira / EMS Taubaté Funvic)

“Não está morto quem peleia”. O velho ditado é gaúcho, mas serve muito bem para representar a noite do Sada Cruzeiro na Superliga masculina de vôlei. À beira da eliminação na semifinal depois de duas derrotas, a equipe mineira deu um show nesta sexta (13), fez 3  a 0 (25-20, 25-19 e 25-17) sobre a EMS Taubaté Funvic e ressurgiu na série melhor-de-cinco.

Diante de sua torcida, que lotou o ginásio do Riacho, o time comandado pelo técnico Marcelo Mendez usou justamente as armas que vinham dando vantagem ao rival até então na série: o saque e um oposto matador. Ineficientes nos dois jogos anteriores, os serviços dos cubanos Leal e Simon finalmente apareceram e ainda ganharam o reforço do venenoso saque do levantador argentino Nicolas Uriarte, para desespero da linha de passe formada por Thales, Dante e Ivovic.

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Juntos, os estrangeiros do Cruzeiro marcaram sete aces e fizeram com que a eficiência na recepção de Taubaté fosse de apenas 26%. Sem o passe na mão, o levantador Rapha não só viu um Wallace pouco inspirado (8 pontos) como também cometeu erros em combinações de jogada e de dois toques.

Do outro lado da rede, Evandro e Leal viraram aproximadamente 70% das bolas recebidas, somando 14 pontos cada. Não fosse pela boa passagem de Ivovic no saque no meio do primeiro set, que fez um 13-7 virar 13-13, poderíamos dizer que o Sada jogou em ritmo de treino justamente na partida em que esteve mais pressionado.

Se perder para uma equipe do nível do Sada é algo até esperado, resta agora saber como a equipe paulista vai reagir à maneira como o revés se deu. A boa notícia para Taubaté é que a chance de recuperação será em casa, no ginásio do Abaeté, em duelo programado para a próxima terça-feira (17), às 19 horas.

Na outra semifinal, o Sesi tem 2 a 0 sobre o Sesc-RJ e pode garantir a classificação já neste sábado (14). Para isso, basta o time paulista vencer os rivais, contra quem ainda estão invictos nesta temporada, mais uma vez a partir das 15 horas.

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