Blog Saída de Rede http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br Reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Sun, 10 Dec 2017 19:27:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Na estreia, Tifanny mostra força física adequada ao vôlei feminino http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/na-estreia-tifanny-mostra-forca-fisica-adequada-ao-volei-feminino/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/na-estreia-tifanny-mostra-forca-fisica-adequada-ao-volei-feminino/#respond Sun, 10 Dec 2017 18:48:31 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10718

Tifanny marcou 15 pontos em sua estreia na Superliga (Foto: Divulgação/Vôlei Bauru)

Liberada pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) para atuar na Superliga feminina, a atleta transexual Tifanny Abreu fez sua estreia pelo Vôlei Bauru já neste domingo (10), diante do São Cristóvão Saúde/São Caetano. A princípio colocada na reserva pelo técnico Fernando Bonatto, a atacante ganhou espaço ao longo da partida e, apesar de ter conseguido 15 pontos, não conseguiu evitar a derrota de sua equipe por 3 sets a 2, parciais de 22-25, 25-17, 22-25, 23-25 e 15-13.

Usada apenas nas inversões nas duas primeiras parciais, Tifanny ficou em quadra em definitivo a partir da metade do terceiro set. Livre para atuar como oposta, recebeu 35 oportunidades de ataque, pontuando em 14 delas, um aproveitamento de 40%, além de ter conseguido um ponto de bloqueio. Trata-se de um índice razoável, mas que não indica, em um primeiro momento, qualquer vantagem inata por ter nascido homem.

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Para exemplificar, sua companheira de equipe, Paula Pequeno, foi a maior pontuadora do Bauru ao colocar 19 bolas no chão, chegando a 45% de efetividade no ataque. É difícil fazer qualquer tipo de comparação sem medições diretas, mas, a julgar pela transmissão da TV, os ataques de Tifanny não me pareceram desproporcionais para o vôlei feminino. Evidentemente, ela é uma jogadora que possui no físico um dos pontos fortes (tem 1,91m), mas, altura por altura, há jogadoras maiores, como Thaisa, de 1,96 m. Ou seja, não é uma aberração.

Oposta americana Hooker, do Camponesa/Minas, manifestou seu apoio a Tifanny no Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)

Em termos de potência, Tifanny não deu sinais de ser mais forte que, por exemplo, Tandara, a atleta mais admirada desta Superliga. Se voltarmos no tempo, tenho a sensação que a própria Paula Pequeno batia mais forte na bola durante o seu auge, na segunda metade dos anos 2000. Novamente repito: é difícil fazer comparações sem dados precisos em mãos, mas o reforço do Vôlei Bauru não aparenta ter qualquer tipo de privilégio sobre as adversárias.

Tecnicamente falando, Tifanny é um tanto quanto desajeitada, mas possui bons golpes, com destaque para a diagonal curta. Falta a ela, porém, uma leitura melhor de jogo, uma vez foca apenas na força em algumas cortadas, o que lhe faz tomar bloqueios com frequência. Seleção feminina, por enquanto, é uma realidade bem distante para Tifanny.

Com três vitórias em 11 jogos, o Vôlei Bauru termina o primeiro turno da Superliga feminina na nona colocação entre os 12 participantes do torneio, uma posição atrás do São Caetano. O time do interior paulista volta a jogar no dia 19, contra o Pinheiros.

RedeTV! de novo frustra os fãs

A estreia de Tifanny foi transmitida pela RedeTV!, mas de novo os telespectadores não puderam acompanhar a partida completa. Na reta final do quarto set, as imagens do jogo foram substituídas pela programação da emissora – em São Paulo, os fãs de vôlei ficaram com “Berenice e Você”, um programa que, confesso, nunca havia ouvido falar antes.

Ao menos desta vez a interrupção foi comunicada com antecedência e a transmissão continuou através da internet. Porém, o streaming no site da RedeTV! não estava exatamente fácil de ser encontrado. Para piorar, não houve sequer um pós-jogo com entrevistas (ouvir Tifanny e seus adversários seria de grande interesse hoje). Infelizmente, mais um episódio de falta de respeito com o esporte.

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“Sada Cruzeiro é tudo o que nosso time gostaria de ser”, diz Christenson http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/sada-cruzeiro-e-tudo-o-que-nosso-time-gostaria-de-ser-diz-christenson/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/10/sada-cruzeiro-e-tudo-o-que-nosso-time-gostaria-de-ser-diz-christenson/#respond Sun, 10 Dec 2017 08:00:25 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10691

O Civitanova, com astros de várias seleções, é o adversário de estreia do Cruzeiro (foto: Lega Pallavolo Serie A)

O Lube Civitanova, atual campeão italiano, vive um bom momento na liga local. Esta semana, porém, o time muda o foco e encara um desafio inédito, o Mundial de Clubes, na Polônia. Logo na estreia, nesta terça-feira (12), às 17h30 (horário de Brasília), uma pedreira: o tricampeão mundial Sada Cruzeiro – completam a chave o bicampeão polonês Zaksa Kedzierzyn-Kozle e o iraniano Sarmayeh Bank Teheran, campeão asiático.

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Responsável pela distribuição na verdadeira constelação que é o Civitanova, o levantador americano Micah Christenson bateu mais uma vez um papo com o Saída de Rede e não poupou elogios ao rival brasileiro. “Aquela equipe é fortíssima, não tem mais nada a provar. O Sada Cruzeiro é tudo o que nosso time gostaria de ser. Esperamos um jogo duríssimo”, afirmou Christenson, que neste sábado (9) atuou em mais uma rodada da liga italiana, na vitória do Civitanova por 3-2 sobre o Padova.

Christenson arma jogada numa partida da liga italiana (Lega Pallavolo Serie A)

Favoritos
“Vejo o Sada e o Zenit Kazan como os maiores favoritos no Mundial”, disse o levantador titular da seleção dos Estados Unidos, referindo-se aos clubes que fizeram as duas últimas finais do torneio, com vitória brasileira em ambas. “O Zaksa está num momento muito bom na liga polonesa e acho que é uma ameaça. Ainda por cima, terá o apoio da torcida”, completou Christenson. O Civitanova enfrenta o bicampeão polonês na quarta-feira (13), às 14h30, encerrando a primeira fase diante do Sarmayeh, quinta-feira, às 17h30.

No grupo do Zenit Kazan, cinco vezes campeão europeu, está ainda o polonês Skra Belchatow, o argentino Bolívar e o chinês Shanghai Volleyball. Os dois primeiros de cada chave avançam às semifinais. O grupo do Sada Cruzeiro será disputado em Opole, enquanto o outro terá suas partidas em Lodz. As finais serão em Cracóvia. O SporTV transmite a competição, que termina no domingo (17).

O Sada é tricampeão mundial, tetra sul-americano e penta brasileiro (Divulgação/Sada Cruzeiro)

Entrosamento
Christenson gostou da decisão da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) de colocar o Mundial de Clubes no meio da temporada. “Acho uma boa porque os times vêm treinando, já há entrosamento, bem diferente do início do calendário, quando não há ritmo, ou então do final, quando pesa o desgaste. Claro que algumas equipes podem sentir o efeito desses jogos extras, além de outra viagem, o que reduz ainda mais o nosso tempo de descanso. De qualquer forma, todo mundo ali vai dar o máximo para ser campeão mundial”, disse ao SdR o levantador de 24 anos e 1,98m.

Na Itália, o Lube Civitanova defende o título de campeão nacional e lidera a temporada 2017/2018. Soma 11 vitórias em 12 jogos, embora tenha duas partidas a mais do que o vice-líder Perugia – quatro pontos atrás na tabela e que neste domingo (10) enfrenta o Latina.

Micah Christenson durante aquecimento para uma partida da seleção americana (FIVB)

Astros
Além de Micah Christenson, o Civitanova conta com o também americano Taylor Sander (ponteiro), o cubano naturalizado italiano Osmany Juantorena (ponteiro), o búlgaro Tsvetan Sokolov (oposto) e o francês Jenia Grebennikov (líbero). O veterano sérvio Dragan Stankovic (central) é reserva.

Christenson defende o Civitanova desde 2015, quando começou a jogar na liga italiana, após se graduar em Biologia pela Universidade do Sul da Califórnia. Considerado um dos melhores levantadores do mundo, peça fundamental no clube e na seleção americana, é reconhecido ainda pelo bom bloqueio, agilidade na defesa, saque consistente e pelo forte ataque na segunda bola com sua esquerda – ele é ambidestro. Dono de um bronze olímpico conquistado na Rio 2016, foi campeão da Liga Mundial 2014 e da Copa do Mundo 2015, além de bronze na Liga Mundial 2015.

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Astro de adversário do Sada diz que seu time pode surpreender no Mundial http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/astro-de-adversario-do-sada-diz-que-seu-time-pode-surpreender-no-mundial/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/astro-de-adversario-do-sada-diz-que-seu-time-pode-surpreender-no-mundial/#respond Sat, 09 Dec 2017 17:00:01 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10653

Sam Deroo: “Será apenas uma semana e, se estivermos em sintonia, podemos ir longe” (foto: FIVB)

Principal nome do clube Zaksa Kedzierzyn-Kozle, líder invicto após 13 rodadas da temporada 2017/2018 da liga polonesa, o ponteiro belga Sam Deroo, 25 anos, 2,03m, volta sua atenção para o Mundial de Clubes Masculino, que começa nesta terça-feira (12) e vai até domingo (17), na Polônia. A missão do time que é o atual bicampeão daquele país não é nada fácil. Mesmo jogando em casa, terá pela frente, na fase de grupos, o brasileiro Sada Cruzeiro, tricampeão mundial, e o italiano Civitanova, campeão italiano, ambos recheados de astros de primeira grandeza. O iraniano Sarmayeh Bank Teheran completa a chave. “O Sada e o Civitanova são os grandes favoritos, não apenas do grupo, mas na briga pelo título com o Zenit, da outra chave. Mas nós temos um time coeso e a torcida a nosso favor, podemos surpreender no Mundial. Será apenas uma semana e, se estivermos em sintonia, podemos ir longe”, disse Deroo em entrevista ao Saída de Rede.

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O Zaksa enfrenta o Cruzeiro na quinta-feira (14), às 14h30 (horário de Brasília), na cidade de Opole, sede do grupo – o outro será disputado em Lodz e as finais serão em Cracóvia. Na liga polonesa, o Zaksa, que conta ainda com o levantador francês Benjamin Toniutti, joga na cidade que dá nome ao clube, Kedzierzyn-Kozle, mas Opole fica a apenas 50 quilômetros dali. São duas chaves no Mundial com quatro equipes cada. Os dois primeiros avançam às semifinais. O Sada estreia na terça-feira, às 17h30, contra o Civitanova e, no dia seguinte, no mesmo horário, enfrenta o Sarmayeh. No grupo do Zenit Kazan, cinco vezes campeão europeu, está ainda o polonês Skra Belchatow, oito vezes campeão nacional, o argentino Bolívar e o chinês Shanghai Volleyball. O SporTV transmite o torneio.

O ponteiro belga é o principal nome do Zaksa Kedzierzyn-Kozle (PlusLiga)

Honra
Será a primeira vez que Deroo terá a chance de encarar o Sada Cruzeiro, que além dos três títulos mundiais é tetracampeão sul-americano e pentacampeão brasileiro. “É uma honra enfrentar um time com a qualidade do Sada, que venceu tanto. É uma oportunidade para a minha equipe crescer. Eu vejo em confrontos como esse uma chance de me desenvolver, pois um time do nível do Sada vai exigir demais de mim”, comentou.

Sam Deroo é o principal jogador do ascendente voleibol belga desde que o genial levantador Frank Depestele deixou a seleção em 2014. Gradativamente, vem suprindo suas deficiências no passe e na defesa, suas maiores fraquezas na primeira metade desta década. Hoje se pode dizer que é um atleta completo. “Ainda tenho muito a melhorar, embora consiga um desempenho ao menos bom em todos os fundamentos. Uma coisa que gosto muito a meu respeito é que nunca me permito ficar acomodado, nunca estou satisfeito com o nível do meu jogo”, ponderou. Ele citou a falta de regularidade no saque como um problema a ser resolvido o quanto antes.

Em 2011, em Niterói, no Mundial Juvenil, recebendo presente de fãs (FIVB)

Perfil
O voleibol entrou na vida de Deroo muito cedo, por influencia do pai, que foi jogador. Aos 6 anos, começou a praticar a modalidade na cidade de Beveren, onde nasceu, vizinha a Antuérpia. Dedicava-se ao vôlei e aos estudos. Treinava tanto que, às vezes, dormia em sala de aula. Mas garante que era bom aluno – se graduou em Contabilidade. Seu primeiro time como profissional foi o Knack Roeselare, o mais tradicional clube da Bélgica. Após duas temporadas, aos 20 anos, foi para o Modena, da Itália, onde ficou mais duas. Transferiu-se para o Verona e jogou no período 2014-2015. Desde então, está no Zaksa.

Na seleção belga desde a base, ele guarda com carinho a lembrança de ter disputado um mundial juvenil no Brasil. “Joguei em Niterói, em 2011, os fãs eram sensacionais”, disse, caprichando na pronúncia do nome da cidade fluminense. Porém, seu foco está na Europa. É ídolo no Zaksa e, fora dali, se mantém ligado no cenário italiano. “Os três anos na Itália foram essenciais para o meu crescimento, tanto técnico quanto psicológico. Na Polônia se dá ênfase à força, enquanto na Itália há um equilíbrio entre força, técnica e tática. São duas ligas que eu gosto muito”.

O ponteiro belga melhorou bastante no passe nas últimas temporadas (PlusLiga)

AUSÊNCIA BELGA NA LIGA DAS NAÇÕES IRRITA DEROO
O ponta Sam Deroo ficou irritado com a não inclusão da Bélgica na Liga das Nações 2018, a nova roupagem da Liga Mundial, que teve sua última edição este ano. Sétima colocada em 2017, a seleção belga foi esnobada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), embora tenham sido incluídos times da segunda e da terceira divisão da finada Liga Mundial.

“É um escândalo o que a FIVB fez e seus dirigentes deveriam se envergonhar por sequer conversar com a nossa federação. Não nos deram nenhuma oportunidade. Quando as partidas são realizadas na Bélgica, nós temos público e somos muito organizados. Tecnicamente, provamos que pertencemos à primeira divisão. Essa exclusão prejudica nossa preparação para o Campeonato Mundial 2018 e nossa tentativa de chegar aos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Isso influencia até mesmo na carreira dos jogadores, pois com menos exposição há o risco de redução do nosso valor de mercado, com impacto direto em nossos contratos”, afirmou Deroo.

Em 2017, além do bom desempenho na Liga Mundial, os belgas chegaram pela primeira vez à semifinal do Campeonato Europeu, terminando em um honroso quarto lugar.

Com sua equipe presente no torneio feminino da Liga das Nações, a Bélgica optou pela diplomacia, segundo o SdR apurou na federação daquele país. Vão deixar de lado a via judicial, afinal sua seleção feminina foi mantida mesmo tendo sido última colocada na primeira divisão do Grand Prix 2017. Outra federação de uma seleção excluída, a da Eslovênia, campeã da segunda divisão da Liga Mundial este ano, resolveu brigar. Os eslovenos entraram com recurso no painel de apelação da FIVB para que sua seleção masculina seja incluída na disputa do torneio. O SdR procurou a Federação Internacional para saber a posição da entidade sobre a reivindicação dos eslovenos. Por meio da sua assessoria de imprensa, a FIVB respondeu que não comentaria nada a respeito, “pois os procedimentos antes da decisão são confidenciais”.

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Em jogo de muitos erros, Sesc-RJ fecha o turno com vitória no clássico http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/em-jogo-de-muitos-erros-sesc-rj-fecha-o-turno-com-vitoria-no-classico/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/em-jogo-de-muitos-erros-sesc-rj-fecha-o-turno-com-vitoria-no-classico/#respond Sat, 09 Dec 2017 02:35:33 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10638

Osasco esteve duas vezes à frente, mas Sesc ganhou de virada (Foto: João Pires/Fotojump)

A tradição do clássico do vôlei brasileiro merecia um jogo de nível técnico melhor, mas isso não diminui o mérito da vitória do Sesc-RJ na disputa nem a importância do resultado para a equipe vencedora – ainda mais, pela virada improvável no tie break. Na noite desta sexta-feira, em Osasco, o time visitante venceu o Vôlei Nestlé por 3 sets a 2, parciais de 23-25, 25-12-25, 20-25, 25-22, 16-14, e terminou o turno no segundo lugar da Superliga, com 28 pontos e dez vitórias em 11 jogos. As osasquenses, com 22 pontos, são as terceiras colocadas. De acordo com as estatísticas da CBV, foi o 84º duelo entre as duas equipes e a 49ª vitória do lado carioca da rede.

O clássico encontrou dois times em busca de impulso na Superliga, duas equipes que tentam provar para si mesmas e suas torcidas que são capazes de manter em uma das duas estantes o troféu mais importante do voleibol feminino nacional – que pertence à dupla de antagonistas desde a edição 2002/2003 do campeonato.

O Sesc, vice-líder, queria tirar da boca o gosto amargo do 0-3 sofrido para o Dentil/Praia na semana passada, enquanto o Vôlei Nestlé, além de manter a terceira posição no nacional, pretendia deixar uma boa impressão depois de reveses em dois dos três últimos compromissos.

Contudo, quando o árbitro apitou no ginásio José Liberatti, o que ficou evidente é que o Vôlei Nestlé ainda é um time em fase de ajustes e que o Sesc sofre para superar os desfalques que possui.

A partida foi marcada por lances de puro nervosismo e um voleibol de qualidade que não condiz com a expectativa que sempre gira em torno do duelo. Num jogo repleto de erros de passe e de combinação de jogadas, lances como uma manchete errada de Tandara num contra-ataque virar ponto para Osasco, uma largada de Peña que não chegou nem perto da rede e uma situação de indefinição entre Fabíola e Mari Paraíba para aplicar o segundo toque na bola se destacaram negativamente.

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Sobressaíram o bloqueio eficiente do Vôlei Nestlé, que conseguia frustrar o contra-ataque rival, e o bom saque do Sesc, que desarrumava a linha de passe rival com frequência. Além disso, Tandara e Drussyla desenvolveram um bom duelo nas cortadas.

No quarto set, o mais equilibrado do confronto, a sorte acompanhou Osasco em dois aces com auxílio da rede. O contraponto é que o Rio teve uma atuação firme no saque e maior volume de jogo, o que acabou levando a partida para o set desempate.

Já no tie break, uma sequência da central Bia no saque deixou o marcador em 5-0 para as anfitriãs (parecido com o 7-1 que o time do Rio impôs no segundo set, numa passagem de Vivian no serviço). Porém, as sacadoras do Sesc mantiveram, o time melhorou a marcação de bloqueio sobre Tandara, virou o placar na reta final da parcial e fechou com uma pipe de Kasiely, que havia entrado no lugar de Peña ainda no quarto set.

Praianas invictas
Na partida que abriu os trabalhos nesta sexta-feira, o Dentil/Praia levou um susto, mas bateu o Hinode Barueri. O time paulista começou a partida com um bom volume de jogo, mas a equipe de Uberlândia encontrou facilidade na linha de passe adversária e venceu por 3 sets a 1 (22-25, 25-16, 25-17, 25-15).

Amanda encara o triplo de Barueri (divulgação/Dentil Praia Clube)

O Praia chega à metade do campeonato com nada menos que 11 vitórias e 33 pontos, 100% de aproveitamento e apenas dois sets perdidos. A vantagem das mineiras sobre o Sesc chegou a cinco pontos. O Barueri, que foi batido pela quinta vez na competição, aparece no quinto lugar, com 21 pontos, mas pode cair até para a sétima posição, a depender dos resultados de Fluminense e Pinheiros neste sábado, na sequência da rodada.

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Zé Roberto não vê problemas em convocar Tifanny: “Precisa ver o nível” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/ze-roberto-nao-ve-problemas-em-convocar-tifanny-precisa-ver-o-nivel/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/08/ze-roberto-nao-ve-problemas-em-convocar-tifanny-precisa-ver-o-nivel/#respond Fri, 08 Dec 2017 20:38:44 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10633

Tifanny já atuou pela Série B da Liga Italiana feminina (Foto: Divulgação)

A contratação de Tifanny Abreu pelo Vôlei Bauru gerou polêmica entre os fãs de vôlei: por ser transexual, a ponteira/oposta não teria vantagem em relação às demais jogadoras da Superliga? Mas, para o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, a questão se resolve de maneira simples: assim que Tifanny tiver o ok para jogar, ela será encarada como qualquer outra atleta, inclusive em relação a possíveis convocações.

“A partir do momento que ela tiver permissão de jogar, não vejo problema nenhum. Parto do princípio que as chances devem ser dadas a todas”, comentou José Roberto Guimarães. “Se for elegível para a Superliga, ela também será elegível para uma possível convocação, assim como todas as atletas que jogam a Superliga. Não tenho nada contra”, deixou claro.

Tifanny, 1ª trans da Superliga, se diz preparada para provocações em quadra

Estudos e norma do COI garantem Tifanny no voleibol feminino

Tifanny, que terminou o processo de transição do gênero masculino para o feminino no fim do ano passado, atuou pela primeira vez em um time feminino no início de 2017, quando defendeu o Golem Software Palmi, da segunda divisão italiana. Antes, ela havia atuado em ligas masculinas da Bélgica, Portugal, Espanha, França e Holanda. “Eu vi vídeos de ela jogando no Palmi, mas não a conheço pessoalmente”, destacou o técnico. Na ocasião, a brasileira participou de oito partidas, marcando 211 pontos – apesar dos bons números, não foi suficiente para que a equipe avançasse às quartas de final.

Zé Roberto, porém, fez questão de ressaltar que sua opinião depende da aprovação da junta médica da CBV, que ainda está pendente – até o momento, Tifanny tem a liberação do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), dois importantes passos para que seja autorizada a jogar na atual edição da Superliga. “É preciso esperar essas definições para depois ver o nível que ela vai jogar”, explicou.

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Tifanny, 1ª trans da Superliga, se diz preparada para provocações em quadra http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/tifanny-1a-trans-da-superliga-se-diz-preparada-para-provocacoes-em-quadra/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/tifanny-1a-trans-da-superliga-se-diz-preparada-para-provocacoes-em-quadra/#respond Thu, 07 Dec 2017 18:34:17 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10628

Tifanny jogou um torneio feminino pela 1a vez na Série B Italiana (Foto: Divulgação)

Primeira transexual brasileira autorizada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) a jogar em equipes femininas, a ponteira/oposta Tifanny Abreu sabe que estará fazendo história assim que pisar em quadra pela Superliga 2017/2018 vestindo o uniforme de seu time, o Vôlei Bauru. A data de estreia ainda não está definida, mas a jogadora garante: está preparada para ouvir hostilidades dos torcedores, especialmente os adversários.

“Ali somos todas jogadoras de vôlei. O (lado) pessoal a gente deixa em casa, até porque, se for trazer isso pra quadra, a gente não joga”, comentou a atleta, em entrevista exclusiva ao Saída de Rede. Na visão de Tifanny, as provocações contra ela não serão diferentes das recebidas por qualquer outra jogadora de vôlei. “Não sou diferente delas, vão fazer o mesmo comigo. Mas, quando acontecer o apito final e sairmos de quadra, eu serei a Tifanny e eles serão os fãs. Seremos amigos, não quero misturar. Na quadra, podem falar o que quiserem que não vou me importar, mas fora de quadra já seria falta de respeito com a pessoa Tifanny”, afirmou.

Estudos e norma do COI garantem Tifanny no voleibol feminino

Sorteio ajuda e Brasil terá início tranquilo no Mundial feminino

Fazendo sua primeira temporada no Brasil desde que o processo de mudança de sexo foi concluído, Tifanny diz que, de um modo geral, a recepção a ela tem sido positiva. “Recebi muitas mensagens de carinho, tem ônibus que virão de longe só pra assistir os jogos. Estou muito feliz com a forma como estou sendo recebida. Até quando viajei para treinar fora da cidade, foi assim”, garantiu.

Atacante vem treinando em Bauru desde o meio do ano

Aos 33 anos, Tifanny chega para reforçar um time que, atualmente na nona colocação entre os 12 participantes da Superliga, tem feito uma temporada abaixo das expectativas. “Quero ajudar a equipe, pois eles estão precisando bastante de mim. O Bauru é uma equipe muito boa, mas pro segundo turno vai estar melhor. E, como todo mundo, espero fazer o meu melhor e aparecer bastante como uma jogadora importante”, analisou Tifanny, já totalmente recuperada de uma cirurgia na mão esquerda a que se submeteu no meio do ano. “Depois de quatro meses, estou plena e perfeita em termos mentais, além de ótima fisicamente. Fiz um trabalho de recuperação muito bom e estou prontinha para atuar, só esperando o nosso técnico me jogar lá dentro”, brincou a bem-humorada atleta.

O Saída de Rede apurou que Tifanny Abreu ainda aguarda o ok da junta médica da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) para estrear. O Vôlei Bauru, porém, considera isso apenas um “trâmite burocrático”, uma vez que a atleta está acordo com as regulamentações e legislações do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da FIVB, que segue os preceitos do COI, sobre a participação de atletas transgêneros em competições oficiais.

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Sorteio ajuda e Brasil terá início tranquilo no Mundial feminino de vôlei http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/sorteio-ajuda-e-brasil-tera-inicio-tranquilo-no-mundial-feminino-de-volei/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/sorteio-ajuda-e-brasil-tera-inicio-tranquilo-no-mundial-feminino-de-volei/#respond Thu, 07 Dec 2017 08:09:02 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10618

Fernanda Garay deve ser uma das estrelas do Brasil no Mundial (Foto: Divulgação/FIVB)

Segundo campeonato de maior relevância no mundo do vôlei, perdendo apenas para a Olimpíada, o Mundial teve, na madrugada desta quinta-feira (7), a definição da primeira fase de sua edição 2018. E a seleção brasileira feminina de vôlei terá vida tranquila nos primeiros dias de competição: cabeça de chave do grupo D, sediado em Hamamatsu, o time comandado por José Roberto Guimarães vai encarar Sérvia, República Dominicana, Porto Rico, Cazaquistão e Quênia.

Destes, o adversário de maior relevância é a vice-campeã olímpica Sérvia, mas tal confronto já era conhecido de antemão, já que a seleção europeia também havia sido escolhida como cabeça-de-chave do grupo no sorteio realizado em Tóquio. Vale destacar que a equipe da República Dominicana também conta com um “tempero” verde-amarelo, já que é comandada por Marcos Kwiek, ex-assistente de Zé Roberto no time nacional.

Grávida, Dani Lins avisa: quer defender a seleção no Mundial 2018

Brasil encara a França na primeira fase do Mundial masculino

Dos seis times de cada chave, quatro se classificam para a fase seguinte, na qual os times do grupo do Brasil encaram os melhores do grupo A, composto por Japão, Holanda, Argentina, Alemanha, Camarões e México. A tabela com dias e horários dos jogos ainda não foi divulgada pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Já os demais grupos preveem um pouco mais dificuldades para as grandes seleções internacionais, especialmente considerando o cruzamento da segunda etapa. O grupo B, por exemplo, conta com a campeã olímpica China, Itália, Turquia, Bulgária, Canadá e Cuba, enquanto o grupo C terá os Estados Unidos (atuais campeões mundiais), Rússia, Coreia do Sul, Tailândia, Azerbaijão e Trinidad & Tobago.

Confira os grupos da primeira fase abaixo:

Na segunda fase, as 16 seleções ainda vivas na disputa são divididas em dois grupos de oito, levando adiante os resultados obtidos contra os outros classificados da sua chave e enfrentando os demais. Os três melhores de cada grupo vão à terceira fase, onde serão novamente divididos em dois grupos. Os dois mais bem colocados, por fim, classificam-se às semifinais.

O Mundial feminino de vôlei será disputado entre 29 de setembro e 20 de outubro no Japão. Vice-campeã em 1994, 2006 e 2010, além de terceira colocada em 2014, a seleção brasileira feminina irá em busca de um título inédito.

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Bola fora! N’gapeth é pego dirigindo alcoolizado http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/06/bola-fora-ngapeth-e-pego-dirigindo-alcoolizado/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/06/bola-fora-ngapeth-e-pego-dirigindo-alcoolizado/#respond Wed, 06 Dec 2017 08:00:45 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10614

N’gapeth tem histórico de problemas fora das quadras (foto: FIVB)

Colecionador de prêmios e de confusões, Earvin N’gapeth se meteu em problemas mais uma vez. Nesta terça-feira (5), a Gazzetta dello Sport noticiou que o astro do voleibol francês foi pego numa blitz, em Modena, dirigindo alcoolizado. O caso ocorreu, segundo a publicação italiana, na noite de quarta para quinta-feira passada (30 de novembro). O jogador estava sozinho. O carro foi rebocado e, no dia seguinte, um funcionário do Azimut Modena – clube onde atua ao lado do levantador Bruno – foi buscar o automóvel.

Ainda de acordo com a Gazzetta, o teste de alcoolemia realizado em N’gapeth mostrou que ele tinha 1,98 g/l de álcool no sangue. Esse índice é quase o quádruplo do permitido pela legislação italiana, que é 0,5 g/l.

O clube não comentou o assunto. No domingo, dia 3, o ponteiro atuou pelo Modena na derrota por 3 sets a 2 para o Diatec Trentino, fora de casa. Marcou 21 pontos, mas teve um aproveitamento baixo no ataque (39%).

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Retrospecto
Esta nem foi a primeira confusão em que N’gapeth se envolveu, nem mesmo foi a primeira vez em que causou problemas no trânsito.

Em novembro de 2015, o jogador se envolveu num acidente de carro na Itália e foi processado por conta das lesões que causou às vítimas e por não haver prestado socorro.

Meses antes, logo após a conquista francesa da Liga Mundial no Maracanãzinho, foi acusado de agredir um maquinista de trem na França: foi condenado a três meses de prisão e teve de pagar uma multa de três mil euros.

Dono de um estilo provocador que já irritou torcedores e jogadores adversários, N’gapeth liderou a França nas conquistas do Campeonato Europeu 2015 e das edições de 2015 e 2017 da Liga Mundial – nestas, inclusive, ganhando o prêmio de melhor jogador da competição. Porém, no Campeonato Mundial da Itália 2010, quando tinha 19 anos de idade, foi cortado da seleção francesa pelo técnico Philippe Blain antes de uma partida contra os donos da casa, pela terceira fase do torneio, por conta de indisciplina.

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Tifanny fecha com Bauru e será primeira transexual da história da Superliga http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tiffany-fecha-com-bauru-e-sera-primeira-transexual-da-historia-da-superliga/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tiffany-fecha-com-bauru-e-sera-primeira-transexual-da-historia-da-superliga/#respond Tue, 05 Dec 2017 17:56:15 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10605

Tifanny estava em Bauru somente para se recuperar de uma cirurgia na mão, mas decidiu ficar após boa receptividade (Foto: Divulgação)

Quase dez meses depois de fazer história e se tornar a primeira atleta transexual brasileira a conseguir autorização da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para atuar entre as mulheres, Tifanny Abreu quebrou outro tabu. Na tarde desta terça-feira (5), o Vôlei Bauru anunciou que contará com a atacante para a edição 2017/2018 da Superliga feminina de vôlei.

De acordo com o clube, Tifanny ainda não tem data prevista para estrear. Depois de jogar na Série A2 da Itália na última temporada, pelo Golem Software Palmi, ela voltou ao Brasil para passar férias ao lado dos familiares. A goiana, então, fechou com um acordo para usar as instalações do time do interior paulista a fim de se recuperar de uma cirurgia na mão esquerda.

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A contratação, a princípio, foi descartada, pois Tifanny tinha planos de voltar a viver na Europa, onde já se sentia plenamente adaptada – além da Itália, ela chegou a atuar em campeonatos masculinos de Portugal, Espanha, França, Holanda e Bélgica.

Porém, a boa receptividade que teve em Bauru não só das companheiras de equipe como da torcida, a fizeram mudar de ideia. Outro fator que pesou na decisão de permanecer no país foi a proximidade com os familiares.

Vantagem física?

A confirmação de que Tifanny poderá atuar no voleibol brasileiro reacende uma polêmica: por ter nascido homem, ela teria vantagem física ao jogar contra mulheres? Segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), a resposta é não: desde janeiro de 2016, a entidade que controla os esportes olímpicos no mundo autoriza atletas trans a participarem de disputas femininas, desde sejam cumpridas determinadas regras, como fazer tratamento hormonal para diminuir a quantidade de testosterona na corrente sanguínea, caso de Tifanny. Você pode saber mais detalhes nesta matéria publicada pelo Saída de Rede em fevereiro deste ano.

Com três vitórias em dez jogos, o Vôlei Bauru ocupa atualmente a nona posição da Superliga feminina. O time entra em quadra novamente no domingo (10), às 13 horas (de Brasília), para encarar o São Cristóvão Saúde/São Caetano em casa.

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Time da Superliga inova e lança marca própria de cerveja http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/time-da-superliga-inova-e-lanca-marca-propria-de-cerveja/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/time-da-superliga-inova-e-lanca-marca-propria-de-cerveja/#respond Tue, 05 Dec 2017 08:00:26 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=10592

Dentro das quadras, o JF Vôlei não tem tido muito o que comemorar nesta temporada. A duas rodadas da metade da Superliga, a equipe mineira venceu apenas um dos nove jogos que disputou e ocupa a 11ª e penúltima posição na tabela, com dois pontos conquistados – justamente sobre o Copel Telecom Maringá, lanterna da competição. Fora das quadras, no entanto, o clube de Juiz de Fora vai brindar (literalmente) uma parceira rara para o desporto olímpico do país.

Na tarde desta terça-feira, o JF vai lançar uma cerveja artesanal que leva a marca do clube. A bebida será produzida por um restaurante da cidade especializado no produto.

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A princípio, associar o nome de uma agremiação esportiva a uma marca de bebida alcoólica, nos tempos de agora, pode parecer estranho. Num exemplo recente do vôlei, a Brasil Kirin, empresa que patrocinava o time masculino de Campinas até a temporada passada, estampava no padrão de jogo dos atletas uma marca de refrigerante, embora também produzisse e comercializasse cerveja.

Por outro lado, o clube mineiro explicou ao Saída de Rede, através de sua assessoria de comunicação, que a cidade é um polo cervejeiro artesanal, o que atribui ao produto ares de vetor cultural do município. “É um produto de tradição juizforana. Nesse sentido, é nosso dever levar essa tradição aos quatro cantos do Brasil”, afirmou o JF no comunicado.

“Entendemos que a gestão esportiva não é apenas uma ligação direta entre empresa e equipe, ou seja, apenas aplicação de marca, mas sim, trabalhamos com o conceito de que nosso produto esportivo é a emoção, o que vendemos é a emoção. Desta forma, buscamos através desta parceria divulgar, de maneira ampla, maciça e, até mesmo, emocional, que Juiz de Fora é um polo cervejeiro. Logo, o JF Vôlei busca mostrar e divulgar para todo o Brasil que Juiz de Fora fabrica produtos de qualidade, e que podemos ser referência na implantação deste conceito”, projetou o clube.

A marca JF Vôlei
No esporte olímpico em geral, o desafio de manter-se em atividade, por vezes, é tão árduo para clubes e entidades afins quanto a própria disputa por pontos ou medalhas. Mais do que bons resultados nos ginásios, estádios e raias, patrocinadores buscam visibilidade para sua marca, o que faz a luta por espaço na mídia ser vital para a sobrevivência de qualquer projeto.

Cerveja artesanal: marca fortalece o clube (Divulgação/JF Vôlei)

No vôlei, então, essa disputa é travada desigualmente entre equipes de alto investimento, com jogos transmitidos pela TV com certa regularidade, e clubes de orçamento modesto, com resultados no âmbito esportivo pouco atraentes para o grande público.

Nesse aspecto, a busca do representante de Juiz de Fora no voleibol nacional pelo fortalecimento e consolidação de sua marca é uma ação que pode servir de modelo para quem queira manter o território conquistado entre os torcedores do próprio clube e também ganhar espaço entre os fãs da modalidade e os consumidores do produto.

“Essa ação objetiva aproximar o grande público ao produto esportivo multimodalidade, que busca não somente a qualidade em si, mas também fazer com que o público de um modo geral se sinta cada vez mais parte contribuinte do JF Vôlei e do esporte de Juiz de Fora”, disse o clube.

Além da cerveja, o JF Vôlei adianta que há “conversas para que outros produtos no setor de alimentação” também estampem a marca do clube. “Buscamos aproximar todos os nossos parceiros e patrocinadores para que possamos desenvolver outros produtos”, explicou.

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