Blog Saída de Rede http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br Reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Fri, 23 Feb 2018 09:00:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Derrota para Novara na Itália elimina Fenerbahçe da Liga dos Campeões http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/23/derrota-para-novara-na-italia-elimina-fenerbahce-da-liga-dos-campeoes/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/23/derrota-para-novara-na-italia-elimina-fenerbahce-da-liga-dos-campeoes/#respond Fri, 23 Feb 2018 09:00:32 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12136

Egonu ataca contra bloqueio do Fenerbahçe e Plak observa: dupla fundamental na vitória do Novara (fotos: CEV)

Campeão europeu na temporada 2011/2012, o Fenerbahçe entrou num grupo complicado nesta edição da Liga dos Campeões feminina e não chegou nem perto de se classificar aos playoffs da competição. O time, neste ano, manteve a ponta Natália, a levantadora tailandesa Nootsara Tomkom, contratou a atacante azeri Polina Rahimova, mas não se recuperou da perda da sul-coreana Kim Yeon Koung, que trocou o clube pelo Shangai, da China.

Na quinta-feira, pela quinta e penúltima rodada da fase de grupos, o Fenerbahçe perdeu por 3 a 0, na Itália, para o Igor Gorgonzola Novara (25-23, 25-18, 25-13) e vai apenas cumprir tabela, semana que vem, contra o Agel Prostejov (Rep. Tcheca).

Precisando vencer a qualquer custo para seguir na briga por uma vaga nos mata-matas, as atuais campeãs da Turquia acabaram sendo presa fácil do Novara. Desfalcado de Natália, fora de combate há algumas semanas por conta de uma lesão, o sexteto visitante teve Rahimova como maior anotadora do time, com dez pontos anotados. Do outro lado da rede, a ponta holandesa Celest Plak obteve 17 anotações e a oposta Paola Egonu, 16.

Conegliano já está na garantido na próxima fase

Na soma dos quatro confrontos contra as equipes italianas da chave – o líder Imoco Volley Conegliano e o vice-líder Novara –, o Fenerbahçe acumulou quatro derrotas e apenas três pontos em reveses no tie break. A única vitória do time na competição foi diante do fraco Prostejov.

Neste grupo B, o Conegliano, já classificado, e o Novara, que só precisa de um ponto para chegar aos playoffs, se enfrentam na última rodada pela primeira posição da chave.

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Classificados
Além do Conegliano, outros quatro times já têm lugar certo nos mata-matas da Champions League feminina – Alba Blaj, VakifBank, Galatasaray e Dínamo Kazan. Três equipes ainda disputam duas vagas entre as melhores segundas colocadas das chaves.

O Volei Alba Blaj, da Romênia, com 29 pontos da cubana Yilian Cleger, fez 3 a 1 sobre o Rzeszow, da Polônia, e garantiu o primeiro lugar do grupo A. Nesta chave, o Volero Zürich bateu o Mulhouse, da França, também em quatro sets, e vai receber o Alba Blaj, tendo de vencer para não depender de mais nada e seguir no torneio como uma das três melhores equipes segundas colocadas desta fase.

Time do Galatasaray festeja classificação junto com a torcida

Quem também chega à última partida já sabendo que irá aos mata-matas são o VakifBank e o Galatasaray. As equipes turcas do grupo D venceram na jornada – destaque para o 3-1 do Galatasaray sobre o Dínamo Moscou, com 18 pontos da central trinitina Sinead Jack – e agora vão se enfrentar para saber quem passa em primeiro ou segundo no grupo.

Já na chave C, o Chemik Police (Polônia) tinha tudo para ficar com uma das vagas reservadas aos segundos colocados, porém precisou de cinco sets, na rodada anterior, para vencer o inexpressivo Maritza Plovdiv, perdeu para o Dínamo Kazan, na quarta, por 3 a 1, e chegará à última rodada tendo de conquistar três pontos contra o já eliminado Vizura Ruma e torcendo para que o Novara ou o Volero Zürich tropece.

Toda a sexta rodada desta fase será disputada na próxima terça-feira, 27.

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China vira novo eldorado para FIVB e vai sediar competições http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/22/china-vira-novo-eldorado-para-fivb-e-vai-sediar-competicoes/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/22/china-vira-novo-eldorado-para-fivb-e-vai-sediar-competicoes/#respond Thu, 22 Feb 2018 09:00:13 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12127

Público de Nanjing vai ver de perto as finais da Liga das Nações pelos próximos anos (fotos: FIVB)

Habituado à Nipodependência das últimas décadas, o vôlei feminino mundial vai mudar um pouco de ares pelos próximos anos. Na quarta-feira (21), a Federação Internacional de Vôlei anunciou que Nanjing vai sediar as finais da Liga das Nações feminina de 2018 até 2020. Já que no ano passado, quando a competição ainda era o Grand Prix, foi a cidade chinesa que hospedou o evento, dá para dizer que ela será a primeira a receber a decisão do torneio anual da FIVB por quatro anos consecutivos.

Além da Liga das Nações, a China já havia recebido também o direito de sediar os Mundiais femininos de Clubes de 2018 e 2019 – o anúncio foi feito pela FIVB em dezembro.

(A supremacia chinesa na sede dos torneios femininos só não será completa porque o Japão vai sediar o Mundial de seleções deste ano, a Copa do Mundo do ano que vem e, é claro, as Olimpíadas de 2020. Ou seja, o torcedor brasileiro terá de continuar madrugando para acompanhar as principais competições da modalidade neste ciclo olímpico.)

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É certo que o mercado do vôlei feminino tem se expandido na China, a ponto de Fernanda Garay, dona de uma medalha de ouro olímpica, jogar ano passado numa equipe da segunda divisão local, e de a craque sul-coreana Kim Yeon Koung trocar, nesta temporada, o Fenerbahçe, da Turquia, pelo Shangai.

Antes do Praia, Fê Garay jogou uma temporada na série B chinesa

Também é verdade que o vôlei, desde os tempos em que Lang Ping era o “Martelo de Ferro”, na década de 1980, é um esporte que tem certa popularidade no país, e que a geração atual, comandada por Ting Zhu e campeã na Rio 2016, faz jus à tradição chinesa na modalidade.

Divulgados os grupos da Liga das Nações

E também é certo dizer que não é só a FIVB que tem ido atrás da China: o futebol descobriu há alguns anos que um país de mais de 1,3 bilhão de habitantes é um mercado  dos mais atrativos – vide os jogadores e treinadores renomados que têm deixado Europa e América do Sul para aventurarem na por lá, note o esforço dos espanhóis, que têm contemplado o público oriental com o horário de algumas partidas de La Liga, e observe a recente ação de marketing do PSG, que identificou seus jogadores na partida do último fim de semana, pelo campeonato francês, com caracteres do alfabeto mandarim.

Nome dos jogadores em mandarim: esforço do marketing do PSG (foto: C. Gavelle/PSG)

Porém, concedendo aos chineses as finais da Liga das Nações feminina e o Mundial feminino de Clubes pelos próximos anos, o vôlei perde a chance cativar novos públicos e mostra que não planeja a longo prazo: ganhar yuans parece mais importante e urgente do que expandir a modalidade por outros mercados, para além do continente asiático.

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De Cecco cita Ricardinho, William e afirma: “Aprendi com os melhores” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/21/de-cecco-cita-ricardinho-william-e-afirma-aprendi-com-os-melhores/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/21/de-cecco-cita-ricardinho-william-e-afirma-aprendi-com-os-melhores/#respond Wed, 21 Feb 2018 09:00:54 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12068

Luciano De Cecco: ascensão rápida na seleção e carreira consolidada na liga italiana (foto: FIVB)

O pai, treinador de basquete, sonhava em ver o filho seguir caminho em seu esporte. Desde menino, Luciano De Cecco passava horas num clube em Santa Fé, cidade onde nasceu, 500 quilômetros ao norte de Buenos Aires. O voleibol dividia espaço com o basquete, a ginástica e a natação. A presença paterna o inibia, até que aos 15 anos decidiu: queria mesmo ser jogador de vôlei.

A ascensão foi rápida. Dois meses antes de completar 18 anos já estava na seleção adulta da Argentina e naquela mesma temporada, 2006, disputava o primeiro de três Mundiais. Esteve em duas Olimpíadas, um de seus maiores orgulhos, e já faz algum tempo que ele, um dos astros do time italiano Perugia, é saudado como um dos melhores levantadores do mundo. Acumula prêmios individuais na seleção e no clube, mas mantém o foco no coletivo.

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Na época de infantojuvenil, chegou a jogar brevemente como central, apesar da pouca altura para a posição. Tentou também a entrada de rede, mas voltou para onde havia começado. O garoto tinha mesmo que ser levantador. Não demorou a ser considerado um virtuose – em um país que havia revelado craques da posição como Waldo Kantor e Javier Weber.

“Eu cresci vendo vídeos do Lloy Ball, tive a chance de jogar contra o Ricardinho, tive o Javier Weber como treinador, fui colega de time e treinei com o William Arjona, então posso dizer que aprendi com os melhores”, afirma De Cecco em entrevista ao Saída de Rede.

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Aos 29 anos, capitão na seleção e no clube, De Cecco ressalta a maturidade. “Aprendi a me adaptar para alterar o meu jogo dependendo dos companheiros que tenho e do que a equipe precisa”, comenta o levantador de 1,94m.

O atleta está na sua nona temporada na Itália, a sétima consecutiva, tendo jogado também na Rússia, além do seu próprio país. No Perugia, onde atua desde 2014 e tem contrato até 2020, brilha numa constelação que inclui ainda nomes como o oposto sérvio Aleksandar Atanasijevic, o ponta/oposto italiano Ivan Zaytsev e o ponta americano Aaron Russell. O levantador já teve propostas para jogar no Brasil, mas não se interessou, sequer quis saber quais eram os clubes.

Confira a entrevista que Luciano De Cecco concedeu ao SdR:

Agachado (camisa 15), aos 18 anos, no Campeonato Mundial 2006 (FIVB)

Saída de Rede – Você começou a jogar pela seleção adulta quando ainda tinha 17 anos. Hoje, perto dos 30, o que mudou em sua maneira de jogar? Como foi seu amadurecimento?
Luciano De Cecco –
Poxa, é muito tempo no vôlei… Passei por muitas coisas boas, outras ruins, mas sempre tive como meta jogar em alto nível. Eu mudei radicalmente minha maneira de jogar, minha forma de pensar não apenas dentro de quadra, mas até fora dela. Tudo isso para ser mais do que um simples levantador e oferecer algo mais aos times em que jogo. O foco é sempre o coletivo.

Saída de Rede – Quem era sua referência na posição quando decidiu que seria levantador? Algum ídolo na Argentina ou no exterior? Há alguém na função atualmente que você admire?
Luciano De Cecco –
Eu cresci vendo vídeos do (americano) Lloy Ball, tive a chance de jogar contra o Ricardinho, tive o Javier Weber como treinador, treinei com o William Arjona (no Bolívar), então posso dizer que aprendi com os melhores. Cada levantador tem seu estilo, sua marca registrada e isso faz de cada um deles especial.

O levantador comemora o segundo título da Coppa Italia: ganhou o torneio 2013/2014 no Piacenza e a edição 2017/2018 pelo Perugia (foto: Lega Pallavolo Serie A)

Saída de Rede – Como você avalia o seu jogo? O que de melhor tem a oferecer à Albiceleste e ao Perugia? E quais seriam suas principais deficiências?
Luciano De Cecco –
Com as mudanças que tive na minha maneira de atuar ao longo do tempo, aprendi a me adaptar para alterar o meu jogo dependendo dos companheiros que tenho e do que a equipe precisa. Isso me ajudou a me tornar mais forte mentalmente também. Dois fundamentos em que melhorei bastante foram o saque e a defesa. Não sou muito bom no bloqueio, mas também não sou um buraco (risos). Posso melhorar mais nesse aspecto. Agora, deficiências… Tenho que melhorar minhas decisões táticas em determinados momentos da partida.

Saída de Rede – A seleção argentina já mostrou que é capaz de jogar de igual para igual com qualquer equipe do mundo. No Mundial 2014, eliminou os Estados Unidos. Na Rio 2016, foi a primeira do grupo e fez uma excelente partida contra o Brasil nas quartas de final. Em 2017, derrotou o Brasil na Liga Mundial. Embora, em todos esses momentos, não lidasse com a pressão de ser a favorita. Teve também momentos ruins, como na semifinal do Sul-Americano 2017, quando perdeu para uma frágil Venezuela. Como você explica essas oscilações?
Luciano De Cecco –
Todas as equipes vão vivendo situações distintas, momentos que dependem às vezes de pequenos ajustes, além do estado de ânimo dos atletas. A Argentina é uma seleção que para jogar bem precisa de todos os seus jogadores no melhor nível possível, precisa estar muito bem treinada para poder brigar com as principais equipes. Sim, em 2017 fomos de uma vitória sobre os brasileiros na Liga Mundial a uma derrota para os venezuelanos no Sul-Americano. Esse tipo de coisa, essa oscilação pode acontecer naquelas temporadas imediatamente após um ano olímpico, quando as equipes passam por mudanças ou sentem a ausência de um ou outro jogador. Mas mesmo nesses momentos ruins seguimos lutando para que a equipe saia com uma vitória, não esmorecemos.

“Não sou muito bom no bloqueio, mas também não sou um buraco” (FIVB)

Saída de Rede – O que falta para a Argentina avançar à elite mundial? Do que a equipe sente mais falta: um bloqueio mais ofensivo ou um atacante de definição na saída de rede?
Luciano De Cecco –
Olha, vou te dizer que precisamos de mais defesa, embora já sejamos bons nesse fundamento. Nosso bloqueio, embora não seja tão ofensivo, amortece, vai tocando na bola. No ataque nunca fomos fisicamente muito fortes, mas compensamos com bastante técnica. Então eu gostaria de mais defesa, ampliando o tempo dos ralis, nos dando uma chance a mais de marcar.

Saída de Rede – Durante quatro temporadas você esteve acima do peso, sendo alvo constante de comentários por causa disso. De alguma forma isso te afetou?
Luciano De Cecco –
Não, não… Digo isso de verdade. Eu me sentia bem com meu corpo. Obviamente, eu sabia que precisava melhorar meu físico, sou um atleta. Porém, aquilo era reflexo de alguns problemas particulares que tive. Com o tempo e com a ajuda de algumas pessoas, eu consegui mudar e hoje estou em plena forma física.

Com os pais e a irmã no Maracanãzinho durante a Rio 2016 (FIVB)

Saída de Rede – Mesmo tendo há alguns anos vários jogadores de renome, o Perugia ainda não conquistou o scudetto (título da liga italiana). Como o time lida com essa pressão?
Luciano De Cecco –
Ganhamos duas copas (Supercoppa e Coppa Italia) muito importantes esta temporada, somos uma equipe competitiva, estamos prontos para brigar com qualquer um. Eu espero realmente poder conquistar o scudetto ou até mesmo a Champions League algum dia com o Perugia.

Saída de Rede – Quais os momentos mais importantes da sua carreira, nos clubes e na seleção?
Luciano De Cecco –
Até agora, disputar duas Olimpíadas e três Mundiais representando a Argentina foi a melhor coisa que já me aconteceu. Nos clubes, ganhar títulos, disputar finais, o que sempre quis alcançar.

O levantador em ação na liga italiana pelo Perugia (Lega Pallavolo Serie A)

Saída de Rede – Seu contrato com o Perugia vai até 2020 e você tem muito prestígio no mercado italiano. Ainda assim, não cogita atuar depois fora da Itália?
Luciano De Cecco – Sempre estive muito bem desde que vim para a Itália e não tenho planos de sair daqui.

Saída de Rede – Você já recebeu proposta de algum clube brasileiro nos últimos anos?
Luciano De Cecco – Sim, já recebi algumas propostas do Brasil (por meio de agentes), mas nunca cheguei a avaliar.

Saída de Rede – Que clubes brasileiros te fizeram propostas?
Luciano De Cecco Como não tinha intenção de deixar a Itália, nem perguntei que times estavam interessados em mim.

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Sem “mimimi”: Maria Elisa e Carol superam diferenças e despontam na praia http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/20/sem-mimimi-maria-elisa-e-carol-superam-diferencas-e-despontam-na-praia/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/20/sem-mimimi-maria-elisa-e-carol-superam-diferencas-e-despontam-na-praia/#respond Tue, 20 Feb 2018 09:00:32 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12057

Brasileiras já disputaram seis finais desde que se uniram, no meio de 2017 (Foto: Divulgação/FIVB)

Carol Solberg curte MPB e tem Caetano Veloso como ídolo. Já Maria Elisa prefere rock e Bon Jovi. Nas folgas, Carol se dedica aos dois filhos pequenos e, quando sobra tempo, ao surf. Maria Elisa, por sua vez, prefere o futevôlei e ainda curte o início do casamento com o estatístico Paulo Victor. Ela também é descrita como uma pessoa mais tranquila, enquanto a parceira tem como característica o foco intenso em tudo o que faz.

As integrantes da uma das melhores duplas brasileira de vôlei de praia feminino na atualidade são bem diferentes entre si fora das quadras. Porém, quando pisam juntas na areia para treinar ou competir, a coisa muda: indispensável para o sucesso em um esporte que exige tamanha convivência, a química entre elas já se converteu em resultados. Desde que se uniram, no meio do ano passado, Carol e Maria Elisa conquistaram duas medalhas no Circuito Mundial (ouro na etapa de Haia 2017 e prata em na etapa de Haia 2018) e quatro no Circuito Brasileiro (ouro em Itapema-SC e Fortaleza e prata em Campo Grande e Natal).

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Histórias contadas em cliques: os fotógrafos do vôlei

A explicação para tamanho sucesso em tão pouco tempo é dada por Maria Elisa. “Não temos mimimi, probleminhas bobos entre si”, afirma a campeã do Circuito Mundial em 2014.  “Uma fala para a outra o que acha, sem preocupação se vai ficar chateada… Há um respeito mútuo, mas somos também muito diretas e isso encurta caminhos na hora de solucionar problemas”, analisa.

Carol, que passou boa parte da carreira jogando ao lado da irmã Maria Clara, a quem define como alguém muito parecida com ela, concorda: “Nos respeitamos dentro de nossas diferenças. Nós nos complementamos, temos a mesma vibe e isso é muito importante”. Segundo a atleta, os pontos divergentes da personalidade das duas gera situações engraçadas. “Damos risada pra caramba porque normalmente tudo o que eu gosto, a Maria Elisa não gosta. É engraçado. Ela bota uma música, eu falo: ‘Putz, nada a ver’. Eu coloco e ela: ‘Pô, isso é música que o meu avô escuta’”, conta.

O próprio surgimento da dupla se deu por acaso. Decidida a jogar mais na defesa após o nascimento de seu segundo filho em 2016, Carol tentou jogar ao lado de Ágatha e depois de Juliana, mas não rendeu como gostaria. Percebeu que Maria Elisa também buscava uma nova parceria e voltou a exercer majoritariamente a função de bloqueadora. “As coisas foram se juntando e fomos vendo que dava”, conta o técnico da dupla, João Luciano Kioday. “Logo nos primeiros treinos, vimos que elas se conectavam de uma forma bem legal. Daí, já dava pra ver que algo bom sairia”, garante.

Carol (à esq) e Maria Elisa gastaram cerca de R$ 100 mil do próprio bolso para jogar o Circuito Mundial em 2017 (Foto: Reprodução/Instagram)

GASTOS DO PRÓPRIO BOLSO: O CONSTANTE PROBLEMA DO PATROCÍNIO

A despeito da evidente qualidade da dupla, demonstrada pelos bons resultados em pouco tempo, Maria Elisa e Carol precisam lidar com o eterno problema do esporte olímpico brasileiro: a falta de apoiadores financeiros. No ano passado, por exemplo, as duas tiveram que despender quase R$ 100 mil do próprio bolso para disputar etapas do Circuito Mundial.

“O que ganhamos lá em premiações, gastamos para bancar a dupla”, afirma Maria Elisa, se referindo aos gastos com passagens aéreas, hospedagem e alimentação. “Saímos no 0 a 0 no ano passado, mas nem somos dos piores casos. Teve dupla que não conseguiu os mesmos resultados com a gente e está devendo (…) Falo que o pessoal do vôlei de praia é casca dura mesmo porque desistir é fácil. A gente gosta muito do que faz”, complementa.

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Como fruto do sucesso da dupla até o momento, elas agora contam com o apoio da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) para as despesas básicas de viagem e de dois integrantes da comissão técnica, mas a conta ainda não fecha porque é preciso pagar os salários de oito integrantes do staff da parceria, que inclui, entre outros profissionais, fisioterapeuta, preparador físico e pessoal de apoio para montar as redes nos treinos. “Se a gente não chegar nas finais, os custos não se pagam. E, para ganhar, é preciso de pessoas por trás. Nosso time está reduzido, então todo mundo se desdobra, pois todos estão investindo (no sucesso da dupla). A nossa esperança é chegar um patrocínio”, explica Kioday.

Apesar das diferenças fora das quadras, as duas dizem ter boa química nos treinos e jogos (Foto: Reprodução/Instagram)

Trata-se de um investimento que não sai tão caro, principalmente quando se leva em conta as fortunas gastas pelos departamentos de marketing de grandes empresas: cerca de R$ 15 mil mensais. “(Os ganhos de) Um só atleta da Superliga paga o projeto do ano inteiro de um time de vôlei de praia, mas infelizmente as empresas não tem mostrado interesse”, lamenta o treinador.

Até por isso, Carol mantém os pés no chão ao falar sobre o futuro da parceria: “Tenho o maior sonho de ir para a Olimpíada de Tóquio, mas confesso que não fico pensando nisso. Seria incrível, mas tem tanta coisa que não está na nossa mão, sabe? Muita coisa pode acontecer até lá. Quero melhorar dentro das nossas limitações, jogar bem, me divertir em quadra e dar o meu melhor. O que tiver de vir, virá”.

Maria Elisa e Carol Solberg têm como próximo desafio a etapa de João Pessoa (PB) do Circuito Brasileiro, que será disputada entre quarta (21) e domingo (25).

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Orgulho de família de jogadores, Thiaguinho sonha com seleção ainda em 2018 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/19/orgulho-de-familia-de-jogadores-thiaguinho-sonha-com-selecao-ainda-em-2018/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/19/orgulho-de-familia-de-jogadores-thiaguinho-sonha-com-selecao-ainda-em-2018/#respond Mon, 19 Feb 2018 09:00:47 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=11993

Ylton, Thiaguinho e Michel: sempre que possível, irmãos incentivam o levantador pessoalmente (Foto: Arquivo Pessoal)

Se você se interessa pelo futuro do voleibol brasileiro, preste atenção em Thiaguinho. Dono de um estilo rápido de jogo, o levantador de 24 anos é um dos principais responsáveis pela boa campanha do estreante Sesc-RJ na atual Superliga de vôlei e forte candidato a substituto da atual geração de armadores da seleção, composta por um trio de jogadores acima dos 30 anos: Bruno (31), William Arjorna (38) e Rapha (38).

No que depender do paraibano, sua grande chance com a camisa amarela vai acontecer ainda nesta temporada, que tem como ponto alto o Campeonato Mundial, em setembro. “Eu sonho e treino para isso”, afirma o jogador, que chegou a ser convocado pelo técnico Renan Dal Zotto em 2017, mas foi cortado devido a uma lesão no punho. “É verdade a história de que, quanto mais velho um levantador, melhor, pois a gente vai amadurecendo e entendendo melhor o jogo. Mas eu não quero esperar o tempo, não. Quero amadurecer o quanto antes para conseguir uma vaga (no Mundial)”, destaca.

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Para ele, a passagem pelo Exprivia Molfetta, décimo colocado na última edição do Campeonato Italiano, foi fundamental em sua evolução como jogador – até ir para o exterior, ainda lutava para se destacar no cenário nacional defendendo o Sesi, apesar da presença constante em seleções de base durante toda sua carreira.

“Não tem lugar melhor para você evoluir. Qualquer jogo lá é uma pedreira, então você tem que se reinventar, além de ter um psicológico muito bom porque está longe de casa, convivendo com uma outra língua… Você cresce sem perceber”, avalia.

FAMÍLIA “VOLEIBOLEIRA”

Se alguém no mundo do vôlei pode dizer que teve incentivo da família para virar jogador, esta pessoa é o armador titular do Sesc-RJ. Nada menos que os dois irmãos mais velhos dele, Ylton e Michel, e dois primos, Mateus e Klaus, tentaram carreira no esporte.

Thiaguinho diz que passagem pelo voleibol italiano foi fundamental para a evolução do seu jogo (Foto: Divulgação/Sesc-RJ)

Ylton desistiu ainda na adolescência por ser “baixinho” (1,90 m) para a posição que gostava, meio de rede, e virou dentista. Já Michel chegou a se mudar de Recife, onde a família vivia, para São Paulo com o caçula para tentar a sorte no time do Centro Olímpico, mas voltou para casa quando passou a receber apenas propostas para ser líbero e também está se formando em odontologia. Mateus, por sua vez, jogou profissionalmente em São Caetano e no Catar, enquanto Klaus disputou o Circuito Brasileiro de vôlei de praia e hoje é técnico da modalidade – entre seus aprendizes estão os pais de Thiaguinho, que jogam apenas por diversão.

“Quando eu comecei a jogar, com uns sete para oito anos, eu não sabia nem o que era vôlei. Foi o meu irmão mais velho, o Ylton, quem colocou a bola para eu levantar”, brinca o jogador. Segundo Ylton, o talento do irmão era visível desde cedo. “Ele tem um dom dado por Deus mesmo. Era nítido, ele sempre jogou em categorias de garotos dois ou três anos mais velhos que ele”, conta.

Transmissões na web minguam e fãs da Superliga recorrem a links piratas

Irmãos e primos se dividiam nos fundos da casa dos avós, onde uma quadra antes usada apenas para futebol virou palco de inúmeras partidas familiares de vôlei depois que um técnico fez o primogênito tomar gosto pelo novo esporte. Por receio de que lesões prejudiquem a carreira de Thiaguinho tais confrontos atualmente rarearam, mas os parentes seguem unidos acompanhando a carreira do levantador e, sempre que possível, viajam para ver de perto jogos importantes nos quais ele está presente.

“Pra gente é uma realização vê-lo lá. É um orgulho muito grande, que não tem nem como mensurar”, resume um Ylton, tão orgulhoso quanto confiante na carreira do irmão mais novo. “Ele vai ser o melhor levantador do mundo, não tenho dúvidas”, acredita.

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Arbitragem erra feio e partida da Superliga termina em confusão http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/18/arbitragem-erra-feio-e-partida-da-superliga-termina-em-confusao/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/18/arbitragem-erra-feio-e-partida-da-superliga-termina-em-confusao/#respond Sun, 18 Feb 2018 13:48:00 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12051 A ausência de vídeo check provocou mais uma polêmica na edição 2017/2018 da Superliga de vôlei. A partida entre Lebes Canoas e Sesc RJ, disputada na noite deste sábado (17), terminou em confusão após um erro da arbitragem revoltar a equipe gaúcha.

O placar apontava empate em 23 pontos no quarto set, quando, em um ataque pela saída do oposto Abouba, a bola bate na mão esquerda de João Rafael. A arbitragem, porém, deu fora e, consequentemente, ponto para o time carioca. Indignados, os atletas do Canoas reclamaram tanto que tomaram cartão vermelho, o que significou mais um ponto para o Sesc e o fim do jogo, com parciais de 22-25, 25-14, 25-21 e 25-23.

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Dê o play e veja o lance abaixo:

Houve, inclusive, uma tentativa de invasão de quadra impedida pelo técnico de Canoas, Marcel Matz, enquanto os torcedores presentes ao ginásio Capão da Canoa protestavam aos gritos de “Ladrão, ladrão”.

No Twitter, a equipe gaúcha também protestou:

Supervisor do Canoas, o campeão olímpico Gustavo Endres usou a rede social para lamentar o ocorrido:

Gustavo ainda retweetou duas mensagens criticando o fato de João Rafael não ter se acusado:

(Foto: Reprodução/Twitter)

Com o resultado, Canoas não somou nenhum ponto e segue com 21, na oitava posição, três pontos atrás do Vôlei Renata, de Campinas. O Sesc-RJ, por sua vez, chegou a 45, apenas um atás do líder Sada Cruzeiro.

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Divulgados os grupos da Liga das Nações http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/18/divulgados-os-grupos-da-liga-das-nacoes/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/18/divulgados-os-grupos-da-liga-das-nacoes/#respond Sun, 18 Feb 2018 09:00:42 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=12003

Brasileiras tentam parar Ting Zhu com bloqueio triplo: Brasil e China se enfrentam na quarta semana (fotos: FIVB)

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou os grupos da Liga das Nações 2018 para os torneios masculino e feminino (vejam imagens abaixo). As seleções participantes e a composição das chaves haviam sido publicadas em primeira mão pelo Saída de Rede em julho do ano passado. A Liga das Nações substitui, sem grandes novidades no formato, a Liga Mundial (masculino) e o Grand Prix (feminino), ambos disputados até o ano passado. É mais do mesmo em nova embalagem.

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Tanto no masculino como no feminino, a FIVB estabeleceu 12 equipes fixas e quatro desafiantes – estes últimos, dependendo do resultado na edição 2018, podem permanecer ou sair da competição. A tabela de jogos ainda não foi divulgada. A disputa entre os homens começa no dia 25 de maio. As finais masculinas, com seis seleções, serão disputadas de 4 a 8 de julho em Lille, na França, em um estádio de futebol, a exemplo do que ocorreu na Liga Mundial 2017, em Curitiba. As mulheres jogam de 15 de maio a 1º de julho – ainda não foi definida a sede das finais, que também terá seis participantes.

Veja os grupos do torneio masculino (clique para ampliar):

Confira as chaves do feminino (clique para ampliar):

No masculino, as 12 equipes com presença permanente (até que a FIVB faça alguma mudança) são: Brasil, Itália, Estados Unidos, Rússia, Sérvia, França, Argentina, Polônia, Irã, Alemanha, Japão e China. Os desafiantes: Canadá, Bulgária, Austrália e Coreia do Sul.

Já na competição feminina, as 12 seleções fixas são as seguintes: Brasil, China, Sérvia, Estados Unidos, Rússia, Holanda, Itália, Alemanha, Turquia, Japão, Coreia do Sul e Tailândia. Os desafiantes são: Polônia, Bélgica, República Dominicana e Argentina.

Seleção masculina joga no Rio de Janeiro na segunda semana da Liga das Nações

Prévia do Mundial
A seleção brasileira masculina, treinada por Renan Dal Zotto, jogará em casa na segunda semana, de 1º a 3 de junho, na Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, enfrentando Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. O momento mais interessante da fase de classificação, porém, é a quarta semana, em Varna, na Bulgária. Ali, além dos donos da casa, os brasileiros vão medir forças com França e Canadá, duas equipes que estão na mesma chave do Brasil no Campeonato Mundial, que será disputado em setembro.

O time feminino, sob o comando de José Roberto Guimarães, atuará em casa logo na primeira semana, de 15 a 17 de maio, no ginásio José Corrêa, em Barueri (SP), contra Alemanha, Japão e Sérvia – esta última adversária no Mundial, que começa no final de setembro. Mas o torcedor deve ficar ansioso mesmo é pela quarta semana, em Jiangmen, na China, quando as brasileiras encaram as anfitriãs e também as americanas e as russas.

O Brasil foi o maior vencedor tanto da Liga Mundial quanto do Grand Prix, com nove títulos no masculino e doze no feminino. Em 2017, último ano de ambos os torneios, os franceses venceram a Liga Mundial e a seleção brasileira, o GP.

A França venceu a última edição da Liga Mundial, derrotando o Brasil na final

Desgaste
Mais uma vez os times farão deslocamentos absurdos. O tema já foi abordado pelo SdR. Desta vez, não faltam exemplos. Veja o caso da seleção brasileira masculina. Começa a Liga das Nações na Sérvia; volta para o Brasil na segunda semana; depois segue para a distante Rússia, encarando pelo menos duas conexões; joga na sequência na Bulgária, não tão longe de onde estava; mas na quinta semana vai para a Austrália. Caso se classifique para as finais, o time viaja para a França.

O calendário internacional tem sido alvo de críticas de vários profissionais da modalidade (ver link acima). No ano passado, o treinador da França, Laurent Tillie, fez o seguinte comentário durante entrevista ao Saída de Rede: “É ótimo jogar mais vezes, nós técnicos achamos isso excelente, os jogadores também, dá mais ritmo, você pode fazer mais testes. O problema é ficar indo de um lado para o outro por muito tempo, isso é ruim demais, desgastante”.

A seleção francesa tem um roteiro até tranquilo nessa competição, sem deixar a Europa, além de já estar classificada para as finais como país-sede, mas a observação de Tillie vale para a situação de muita gente. Pegue o Irã como exemplo, a sequência de cinco semanas da seleção deles envolve uma ida à França, depois à Argentina, seguida da Rússia, uma viagem aos Estados Unidos e finalmente uma etapa em casa, no Oriente Médio.

Natália no ataque durante a final do GP 2017, vencida pelo Brasil contra a Itália

Mais partidas
Na sua versão mais longa, em 1996 e em 2001, o Grand Prix teve quatro semanas de duração, fora as finais. A Liga Mundial, durante mais de uma década, teve seis semanas na fase classificatória, porém eram realizados dois jogos por rodada e naquele formato havia menos deslocamentos. As chaves tinham quatro seleções, que enfrentavam quatro vezes umas às outras, sendo duas em casa e duas como visitantes. Com isso, menos partidas eram disputadas, 12 na etapa de grupos. Em 2017, tanto a Liga Mundial quanto o Grand Prix tiveram três semanas na fase de classificação e um total de nove jogos para cada equipe antes da etapa decisiva. Na primeira edição da Liga das Nações os times jogarão 15 vezes para tentar ir às finais.

Campeão mundial com a seleção masculina da Polônia em 2014 e responsável por levar os canadenses a um inédito bronze na Liga Mundial 2017, o técnico francês Stéphane Antiga lamentou ao SdR, após as finais em Curitiba, que os jogadores e os responsáveis pela preparação das equipes não sejam consultados para a elaboração do calendário. “Nunca nos ouvem”, disse.

Estádio de futebol em Lille, na França, onde serão disputadas as finais do torneio masculino

Acesso
O pior colocado entre os desafiantes disputará o direito de permanecer na edição seguinte com o vencedor da Challenger Cup, torneio criado pela FIVB para promover o acesso à Liga das Nações. A Challenger Cup ainda não tem data definida, especula-se que será na segunda quinzena de junho. O período e o formato do confronto (quantidade de partidas, por exemplo) entre seu vencedor e o último entre os desafiantes da Liga das Nações também não foram estabelecidos.

Serão seis participantes em cada naipe da Challenger Cup. No feminino, além do país-sede, um da Ásia, dois da Europa, um da Norceca (Confederação da América do Norte, Central e do Caribe) e mais um entre o vencedor de um mata-mata entre um representante da África e outro da América do Sul. No masculino, o país-sede, um da Norceca, dois da Europa, um da África e outro saído da disputa entre uma seleção asiática e uma sul-americana. Não foram definidas as sedes. Cada confederação continental decide o critério de classificação para a Challenger Cup.

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Após dez meses, Thaísa volta às quadras http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/17/apos-dez-meses-thaisa-volta-as-quadras/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/17/apos-dez-meses-thaisa-volta-as-quadras/#respond Sat, 17 Feb 2018 08:00:06 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=11982

Thaisa jogou dois sets contra Bauru (fotos: Gaspar Nobrega/Inovafoto)

Foram apenas dois sets, um bloqueio, um ace e nenhum ponto no ataque em quatro tentativas. Mas, dez meses depois de uma lesão assustadora na Liga dos Campeões, defendendo o Eczacibasi VitrA, da Turquia, Thaísa voltou às quadras. Na noite da sexta-feira (16), pela nona e antepenúltima rodada do returno da Superliga, a meio de rede estreou na competição com a vitória em casa do Hinode Barueri sobre o Vôlei Bauru por 3 sets a 2 (20-25, 25-22, 15-25, 25-19, 15-13).

“Estou feliz demais pelo retorno. No primeiro set fiquei ansiosa, querendo pontuar a todo custo, mas depois fui me acostumando em quadra. No segundo, achei que estive melhor”, avaliou a jogadora, que começou como titular e foi substituída por Fê Ísis nas três últimas parciais.

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Com a proximidade dos playoffs, que começam em março, a partida serviu também para dar ritmo a Thaísa, que está com o time desde novembro passado, treinando e se recuperando da contusão.

Vitória por 3-2 deixou Barueri perto de garantir quinto lugar

“Estávamos programados para ela jogar dois sets e foi isso que fizemos. Foi uma partida importante pra ela pegar ritmo de jogo, visando já as quartas de final”, complementou o técnico do Barueri José Roberto Guimarães.

A 13ª vitória em 21 jogos praticamente garantiu ao clube paulista o quinto lugar na tabela: com 37 pontos, seis a mais que o Fluminense, que tem um jogo a menos, a equipe da Grande São Paulo só perde essa posição se o tricolor carioca vencer por 3-0 as duas partidas que lhe restam (contra Pinheiros e Sesi) e o Barueri não ganhar nenhuma parcial no jogo da última rodada – frente ao Dentil/Praia Clube.

A maior pontuadora do Barueri no confronto foi a oposta polonesa Katarzyna Skowronska, com 24 acertos, todos no ataque (59% de aproveitamento). Na partida, porém, a maior anotadora foi Tifanny, do Bauru, com 36 pontos e um rendimento excepcional de 62% nas cortadas.

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Giba tem prisão decretada por não pagamento de pensão, mas consegue liminar http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/16/giba-tem-prisao-decretada-por-nao-pagamento-de-pensao-alimenticia-mas-consegue-liminar/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/16/giba-tem-prisao-decretada-por-nao-pagamento-de-pensao-alimenticia-mas-consegue-liminar/#respond Fri, 16 Feb 2018 22:02:29 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=11973

Giba passou os últimos dias na Coreia do Sul, a serviço da Federação Internacional de Vôlei (FIVB)

Ídolo do voleibol brasileiro, o ex-ponteiro Giba teve prisão de 60 dias decretada em 9 de fevereiro devido ao não pagamento de pensão alimentícia de Nicoll e Patrick, seus filhos com a também ex-jogadora de vôlei Cristina Pirv.

A ordem, baseada no no artigo 528 do Código de Processo Civil, não chegou a ser executada porque, antes de o mandado de prisão ser expedido, Giba conseguiu na noite desta sexta (16) uma liminar para suspender a decisão até a realização de uma audiência em data ainda a ser marcada nas próximas semanas. O jogador passou a última semana em Pyeongchang (Coreia do Sul), onde ajudou esta semana a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) a promover o vôlei na neve durante os Jogos Olímpicos de Inverno.

A dívida de Giba chega a aproximadamente dez meses de pensão, mas ele alega não ter como pagar os valores estabelecidos pela Justiça. O astro, inclusive, luta há meses nos tribunais para baixar o montante dado mensalmente aos filhos e atualmente só está pagando parte da pensão.

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Procurado, o advogado de Giba, José Rodrigo Sade, afirmou ao Saída de Rede que não havia sido informado de qualquer ordem de prisão e garantiu que seu cliente estava tranquilo, sendo, inclusive, pouco provável que ele seja preso.

Por sua vez, o advogado de Pirv, Rodrigo Reis Silva, confirmou a existência da ordem de prisão, mas alegou não poder dar mais detalhes porque o processo corre em segredo de Justiça. Disse somente que na próxima segunda-feira tentará derrubar o efeito suspensivo da ordem de prisão para que Giba seja preso assim que voltar ao Brasil.

No início da tarde deste sábado, Giba se manifestou sobre o assunto em nota oficial publicada em seu Instagram:

Sobre as recentes notícias envolvendo meu nome, tenho alguns esclarecimentos:

O mandado de prisão sequer chegou a ser expedido, tendo o Tribunal em poucas horas derrubado a decisão, em um reconhecimento inequívoco de que jamais houve qualquer razão para a prisão.

– Pago de pensão , mensalmente, um valor mais do que justo e suficiente para que meus filhos, Nicoll e Patrick, tenham uma qualidade de vida acima da média.

– Ofereci pagar, via bolsa de estudos, além do valor que pago, as mensalidades dos meus filhos em uma das melhores escolas de Curitiba, que fica inclusive perto da casa deles, mas esta proposta foi negada por ela.

– A mãe dos meus filhos pede, em processo na justiça, um valor de pensão baseado em valores que eu não ganho mais há bastante tempo. Em nossa separação, deixei diversos imóveis para ela, no Brasil e na Romênia, além da guarda das crianças, e de ter que me desfazer de alguns bens meus para quitar dívidas deixadas por ela enquanto fomos casados.

– No ano passado, mudei do Rio de Janeiro para Curitiba afim de ficar mais perto dos meus filhos e pedi a guarda compartilhada, e a justiça está prestes a conceder, com base em lei, sendo esta mais uma razão da minha ex-mulher insistir em valores absurdos.

– Patrick e Nicoll podem comprovar que faço o possível e o impossível pela felicidade deles – única e exclusivamente deles. Haja vista a alegria de ambos quando estão comigo. É para eles, e somente para eles, que pago mensalmente a pensão.

A minha parte como pai estou fazendo. Deito minha cabeça tranquilamente no travesseiro com a sensação de que nao deixo faltar nada aos meus filhos.

Pouco depois, Cristina Pirv também usou suas redes sociais para se pronunciar sobre o assunto e rebater Giba:

A VERDADE SOBRE GIBA

Perante a nota oficial, repleta de mentiras, que ele divulgou hoje em suas redes sociais, sinto-me na obrigação de revelar alguns fatos que irão mostrar o tipo de homem que é o verdadeiro Giba. Fico confiante de ver que hoje, nós mulheres, temos voz mesmo quando homens como esse tentam nos calar.

AS 5 MENTIRAS MAIORES DE GIBA NA NOTA OFICIAL

1.A prisão dele foi decretada sim, tanto que houve a necessidade do advogado dele pedir uma liminar para suspender, provisoriamente, o decreto. Apenas uma manobra para ganhar tempo.

2.Quando ele diz que paga mensalmente a pensão que eu pedi, mente duas vezes. Primeiro porque ele se ofereceu a pagar o valor que paga, eu não pedi esse valor, e a segunda mentira é o cumprimento desse compromisso, que não existe. Ele deve dez meses de pensão e por isso teve decretada a prisão, como todos agora hoje já sabem. Em alguns meses ele não paga valor algum, em alguns meses paga apenas 20% do valor.

3.Ele diz que me deixou imóveis na Romênia após a separação. Mais uma mentira porque ele nunca teve nenhum imóvel na Romênia. Eu já possuía esses imóveis e apenas os mantive.

4.Mais de 50% da pensão é destinada a escola dos meus filhos, fato que posso provar e, como todos sabem que ninguém vive apenas de escola, o restante do valor é destinado a manter a alimentação, lazer e moradia dos meus filhos. Não é para mim que ele deve pagar a pensão, mas para os próprios filhos. A falta de responsabilidade com as crianças é o que mais me deixa chocada.

5.Giba diz ainda em sua nota oficial, que eu neguei a bolsa de estudos oferecida por ele, aos nossos filhos. Essa é uma das mentiras que mais me deixou chateada porque eu, pessoalmente, após aceitar essa possibilidade, levei as crianças nesta escola, mas eles próprios pediram para nós que os mantivéssemos na escola onde já estão, por não terem se identificado com o novo lugar e desejarem manter seus vínculos já criados.

Gostaria de encerrar esse texto dizendo que tudo que eu disse, posso provar. Ao contrário da nota absurda que ele divulgou, cheia de mentiras. Não é a minha versão contra a dele, mas sim a verdade contra a realidade que ele tenta fazer as pessoas acreditarem.

*NOTÍCIA ATUALIZADA ÀS 17h15 de 17/02

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Transmissões web da Superliga minguam e fãs recorrem a links piratas http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/16/transmissoes-web-da-superliga-minguam-e-fas-recorrem-a-links-piratas/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/02/16/transmissoes-web-da-superliga-minguam-e-fas-recorrem-a-links-piratas/#respond Fri, 16 Feb 2018 08:00:00 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=11964

Lanterna da Superliga masculina, Copel/Telecom/Maringá é, ao lado do Minas, o único time que transmitiu jogos na web nesta temporada (Foto: Reprodução)

A perspectiva era boa: depois de protestos de clubes, jogadores e fãs, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se articulou para viabilizar as transmissões online de partidas da Superliga. No lançamento da edição 2017/2018 da competição, em outubro, o CEO Radamés Lattari, falou com entusiasmo sobre a possibilidade, deixando claro que qualquer jogo que não fosse mostrado pela “Globo”/”SporTv” ou pela “RedeTV!” poderia ser visto online no Facebook da entidade. Bastava cada time viabilizar as questões técnicas e seguir um padrão mínimo de qualidade.

Passado um ano das primeiras reclamações, porém, pouca coisa mudou. Principais interessados em uma maior propagação de suas marcas, os clubes não investiram na transmissão de seus próprios jogos. Resultado: a rede social da CBV passou apenas seis jogos, todos da Superliga masculina. Apenas o lanterna Copel/Telecom/Maringá, que possui uma boa estrutura própria para mostrar seus jogos, e o Minas Tênis Clube testaram a possibilidade. A equipe de Belo Horizonte ainda transmitiu o duelo de sua equipe feminina contra o Fluminense, pelas quartas de final da Copa Brasil.

Procurada pelo Saída de Rede para comentar o assunto, a Confederação Brasileira afirmou estar se esforçando para conseguir alternativas e, assim, mostrar mais jogos para os fãs: “Nenhum outro clube apresentou interesse e justamente por isso, em função da pequena procura, a CBV se movimentou e busca parcerias para aumentar este número de transmissões online”.

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A CBV ainda ressaltou que o “SporTv” tem realizado transmissões web na atual temporada – de acordo com a tabela disponível no site da competição, seriam cinco transmissões assim (todas de partidas femininas) até a data de publicação desta matéria, mas alguns jogos, como Pinheiros x Vôlei Bauru  em 17 de outubro e Sesc-RJ x Pinheiros, em 26 de janeiro, não foram mostrados por problemas técnicos da emissora.

LINKS PIRATAS PROLIFERAM

Com pouquíssima opção online, os fãs de vôlei têm recorrido a alternativas ilegais para poder acompanhar a principal competição de clubes brasileiros. Páginas do Facebook, canais do YouTube e sites hospedados no exterior, como o “Volleyball is My Passion” e “Vôlei Live HD”, pirateiam e disponibilizam gratuitamente o sinal do “SporTv”.

No caso de duelos não televisionados, a transmissão muitas vezes é feita de forma amadora por pessoas que estão no ginásio e utilizam o próprio celular. Evidentemente, neste caso a qualidade é ruim e muitas vezes mal é possível identificar as jogadoras em quadra. Os placares geralmente são informados pelo próprio responsável pela transmissão ou no “boca a boca”, com os primeiros espectadores contando o que está acontecendo aos recém-chegados.

Sobre estes casos específicos, a CBV informou ter ciência do problema, que classificou como “recorrente”: “Já notificamos ao SporTV no caso de captação do sinal dela e transmissão em canais web. No caso de torcedores, monitoramos as redes sociais durante os jogos e, sempre que identificados, os delegados da CBV presentes aos jogos têm orientação de coibir esta prática”.

Procurada para comentar a questão, a assessoria de imprensa do “SporTv” não retornou o contato até a publicação desta reportagem.

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