Blog Saída de Rede http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br Reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Fri, 20 Oct 2017 08:00:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Adaptada à função de ponteira, Rosamaria quer menos oscilações do Minas http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/adaptada-a-funcao-de-ponteira-rosamaria-quer-menos-oscilacoes-do-minas/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/20/adaptada-a-funcao-de-ponteira-rosamaria-quer-menos-oscilacoes-do-minas/#respond Fri, 20 Oct 2017 08:00:53 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9846

Rosamaria acredita em reação do Minas na Superliga (Foto: Divulgação)

O mau resultado na estreia do Camponesa/Minas na edição 2017/2018 da Superliga não era o que o torcedor mineiro esperava. Na última terça-feira (17), em casa, a equipe perdeu por 3 a 0 (25-21, 25-22, 25-23) para o São Cristóvão Saúde/São Caetano. Porém, com 21 rodadas e mais de quatro meses de fase classificatória pela frente, a atacante Rosamaria ressaltou que o time, no último campeonato, também não teve um bom começo na competição, mas teve muito tempo para se recuperar e, no final, faltou pouco para chegar à decisão contra o Vôlei Nestlé – perdeu o playoff semifinal para o Rexona-Sesc por 3 jogos a 2. “Ano passado, a gente também perdeu o primeiro jogo (1 a 3 para o Vôlei Bauru) e evoluiu durante a temporada”, recordou a jogadora, em entrevista ao Saída de Rede.

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Ainda aguardando o retorno da norte-americana Destinee Hooker, o Minas teve baixo rendimento no ataque (38% de aproveitamento) e concedeu 19 pontos em erros ao São Caetano – número alto para um jogo de três sets no feminino, ainda maior para quem tem pretensão e possibilidade de ir longe na competição e enfrentava uma equipe que deve lutar apenas por posições intermediárias na tabela.

“Acho que o time tem que encontrar um padrão e não ter tantos altos e baixos”, comentou Rosamaria, oposta convertida em ponteira desde a temporada passada, que terminou a partida com 13 pontos assinalados.

(O próximo compromisso do Camponesa/Minas pela Superliga será no sábado, em Belo Horizonte, contra o Pinheiros.)

Entrada de rede
Rosamaria começou a carreira como oposta. A pedido do técnico José Roberto Guimarães, com quem trabalhou ainda no extinto Vôlei Amil, e de seu assistente na seleção, Paulo Coco, ex-técnico do Minas, atualmente no Dentil/Praia Clube, a atacante migrou da saída para a entrada de rede. Há cerca de um ano atuando como ponteira, a jogadora afirma que “gosta muito” da nova função e que se sente “plenamente adaptada” à entrada de rede.

“Plenamente não sei se seria a palavra”, corrigiu-se. “Ainda estou em evolução, mas me sinto bem. Acho que tenho de continuar acertando e errando pra evoluir. É um trabalho que precisa de tempo”, avaliou a jogadora, agora dirigida pelo italiano Stefano Lavarini, no Minas.

Mesmo jogando numa posição em que participa da linha de recepção do time, sua vocação ofensiva lhe permite cobrir uma área menor no passe. “Acho que ocupo um espaço diferente, muitas vezes não pela qualidade ou não do passe, mas sim, pelo fato de eu ficar mais livre pra atacar”, afirma a jogadora.

Na partida contra o São Caetano, por exemplo, Rosamaria foi a passadora mineira que menos saques do time paulista passou: enquanto ela recepcionou em 12 ocasiões, a também ponteira Pri Daroit recebeu 18 serviços adversários e a líbero Léia, 19 – em compensação, Rosamaria foi a atacante mais acionada pela levantadora Macris, com 26 cortadas.

Já pela seleção brasileira, ela – que externou o desejo de “melhorar no fundo de quadra, em passe e defesa” – começou o Grand Prix deste ano mais presa ao passe. Contudo, no decorrer da competição, também acabou responsável por uma área progressivamente menor na recepção. até o ponto em que raramente recebia mais saques durante um jogo do que Natália, e acabava, com frequência, atacando mais bolas do que a parceira da entrada de rede.

Rosamaria em ação contra Holanda, pela entrada de rede (FIVB)

Preparação física e seleção
Vinda de uma temporada vitoriosa na seleção brasileira, quando conquistou a medalha de ouro no Grand Prix, no Torneio de Montreux e no Sul-Americano e a prata na Copa dos Campeões, Rosamaria admite que o cansaço deve ser um duro adversário que lhe vai exigir muita atenção na preparação física.

“Esse ano foi muito desgastante, com quatro campeonatos praticamente um atrás do outro, e é importante estar focada nessa parte física pra começar a temporada. Cheguei um pouco cansada, mas já cheguei jogando no clube, com uma viagem (para um torneio amistoso em Lima, no Peru, no mês de setembro). A parte física fica um pouco defasada, mas me deram todo o suporte pra me proteger e começar bem a temporada”, ressalvou.

A jogadora afirma, ainda, que a experiência de haver defendido o Brasil nos principais torneios da temporada lhe trouxe “uma visão diferente do voleibol mundial”.

“Vi estilos de jogo lá fora que eu nunca tinha visto aqui na Superliga, jogadoras excepcionais e tão novas aparecendo e despontando. Então, dá uma visão diferente do que a gente precisa melhorar pra ser uma jogadora de nível internacional e conquistar grandes coisas com a seleção”, comentou.

Rosamaria explica também que enfrentar seleções tradicionais do vôlei mundial e jogadoras que hoje são estrelas da modalidade – como a chinesa Ting Zhu e a sérvia Tijana Boskovic, por exemplo – lhe fez perceber “que eu tenho que melhorar, principalmente na parte física. A gente tem que ser muito forte pra jogar em alto nível lá fora, porque não somos o time mais alto, então, temos que ser muito bom tecnicamente ou muito bom fisicamente”, finalizou a ponteira.

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USA Volleyball diz que transferência de Hooker não foi concluída http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/usa-volleyball-diz-que-transferencia-de-hooker-nao-foi-concluida/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/usa-volleyball-diz-que-transferencia-de-hooker-nao-foi-concluida/#respond Thu, 19 Oct 2017 23:17:48 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9838

Hooker perdeu o passaporte e, por isso, sua volta ao Brasil acabou comprometida (Foto: Orlando Bento/MTC)

A Superliga feminina de vôlei já começou, mas uma das estrelas da competição sequer pisou em solo nacional. Contratada por mais uma temporada pelo Camponesa/Minas, a oposta americana Destinee Hooker tem enfrentado dificuldades com a documentação exigida para jogar no Brasil, gerando apreensão entre os torcedores da tradicional equipe de Belo Horizonte.

Procurada pelo Saída de Rede, a USA Volleyball (USAV), organização que administra o vôlei nos Estados Unidos, confirmou que, neste momento, a atacante ainda não pode atuar no exterior – o nome de Hooker, inclusive, não consta na lista de 299 atletas autorizados pela entidade a jogar no exterior.

Superliga feminina: vem briga boa pelo título?

“Não falamos sobre casos em particular. O máximo que podemos dizer é que a transferência dela não foi concluída”, afirmou a entidade, que se recusou a dar detalhes. “Pode acontecer de o clube não ter pago as taxas relacionadas ou o atleta não ter entregado toda a documentação exigida. Muitas vezes, os times acabam apresentando o jogador antes que a documentação esteja ok. Em alguns casos, o atleta até começa a jogar antes que a papelada esteja pronta, o que pode gerar uma punição tanto para ele quanto para a equipe em que atua”.

Oposta aproveitou passagem por Washington para engrossar protestos pelo fim da violência policial contra negros no país (Reprodução/Instagram)

O Minas, porém, garante que a situação de Hooker não preocupa. Apesar de inicialmente ela ter combinado que se apresentaria em BH em setembro, o clube diz que todas as taxas exigidas estão pagas e o atraso ocorreu devido à renovação do visto de trabalho da jogadora no Brasil. “A previsão é que Hooker se apresente ao técnico Stefano Lavarini ainda neste mês de outubro”, garantiu o clube, por meio de nota oficial. Em uma recente live com fãs na internet, a oposta mencionou que havia perdido o passaporte.

Apesar de derrota na estreia, Jaqueline afirma: “Hinode pode surpreender”

Depoimento: “O dia em que pude participar de um treino da seleção”

Hooker ainda publicou uma foto no Instagram nesta quinta-feira (19), em frente à Casa Branca, em Washington, cidade onde afirmou estar para cuidar do seu visto para jogar no Brasil. Ela aproveitou a passagem pela capital americana para engrossar os protestos de atletas que alertam sobre a violência policial praticada contra a população negra dos Estados Unidos. “Machuca meu coração saber que ainda existe tanto racismo acontecendo. Tanto sangue derramado, vidas sendo perdidas, raiva e ódio. Esta nação está desmoronando. Tenho orgulho de ser uma MULHER NEGRA! Suportei muitas coisas, mas me sinto agradecida por ainda estar de pé e sorrindo. Não vou permitir que todo esse ódio e essa dor me atinja da maneira errada. Vou continuar distribuindo amor e mostrando com o que Deus tem me abençoado”, escreveu.

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A jogadora foi procurada pelo SdR, mas até o momento da publicação desta matéria não havia respondido.

Na primeira rodada da Superliga, o Minas foi surpreendido em casa pelo São Cristóvão Saúde/São Caetano por 3 sets a 0. No sábado (21), o time tentará se recuperar diante do Pinheiros, novamente como anfitrião.

Colaborou Sidrônio Henrique

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Em “ano excepcional”, ZRG admite: é preciso aprender a jogar com asiáticas http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/em-ano-excepcional-zrg-admite-e-preciso-aprender-a-jogar-com-asiaticas/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/19/em-ano-excepcional-zrg-admite-e-preciso-aprender-a-jogar-com-asiaticas/#respond Thu, 19 Oct 2017 08:00:12 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9827

Zé Roberto enaltece resultados da seleção feminina: “Acima das expectativas” (fotos: FIVB)

Com títulos no Torneio de Montreux, no Grand Prix e no Sul-Americano, além de uma medalha de prata na Copa dos Campeões, numa temporada em que apenas quatro jogadoras com experiência olímpica foram convocadas a compor o time feminino do Brasil, o técnico José Roberto Guimarães pode dizer que a seleção cumpriu bom papel em 2017. “Foi um ano excepcional, acima das expectativas, com um grupo novo e com planejamento até 2020”, enalteceu o treinador.

Porém, quando o assunto é o retrospecto do Brasil este ano contra sextetos orientais, a situação muda de figura. Em contraste com vitórias sobre sérvias, norte-americanas, holandesas e russas, o time sofreu reveses diante de chinesas, japonesas e, até, tailandesas. Essa dificuldade, como ressaltou Zé Roberto, não é nova nem é exclusiva do elenco atual.

“Aprender a jogar contra essas equipes, que têm uma velocidade diferenciada, é importante. Esse grupo tem que aprender a jogar contra equipes asiáticas, o que sempre foi uma grande dificuldade (para as seleções que o Brasil já montou)”, lembrou o tricampeão olímpico, que também comanda o Hinode Barueri, na Superliga feminina.

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No cômputo dos torneios deste ano, as brasileiras encontraram asiáticas do outro lado da rede em oito oportunidades e perderam cinco vezes. Na fase classificatória do Grand Prix, caíram para as tailandesas em sets diretos e para as japonesas no tie break, e ainda perderam para as chinesas por 3-0. Na Copa dos Campeões, foram batidas pelas chinesas depois de abrirem 10-5 no set desempate e desperdiçarem dois match points, e perderam também por 3-2 para o Japão. “Ter perdido mostrou que o caminho é aprender a jogar com elas, tentar fazer mais jogos”, analisa.

Japão venceu Brasil duas vezes em 2017

Por outro lado, o técnico brasileiro lembra que o fator torcida também deve ser considerado na hora de avaliar o rendimento da seleção diante dessas rivais. Ele toma como exemplo o sexteto japonês.

“A gente tem a felicidade de jogar com o Japão em casa, ano que vem, e os dois jogos que perdemos (para as japonesas) foram no Japão. Vamos ver em casa como o time vai se comportar na primeira fase da Liga Mundial feminina”, ressaltou Zé Roberto – como o Saída de Rede informou em primeira mão, há três meses, o Brasil terá Japão, Sérvia e Alemanha no primeiro fim de semana da competição que substitui o Grand Prix e se chamará Volleyball Nations League.

Mundial
Necessidade de se adaptar ao jogo das asiáticas à parte, o técnico José Roberto Guimarães demonstra otimismo em relação ao 2018 da seleção brasileira, o ano do Campeonato Mundial do Japão.

É claro que os Jogos Olímpicos são a obsessão de seleções e atletas do vôlei, são o ponto final na linha do tempo do planejamento das comissões técnicas. Isso, no entanto, não diminui em nada a relevância do Campeonato Mundial e a importância de uma boa campanha no torneio.

Para o campeonato do ano que vem, Zé Roberto afirma que os resultados obtidos em 2017 trazem confiança para um elenco que tem se renovado e que ainda deve ser reforçado por atletas mais experientes.

Bronze em 2014, seleção feminina nunca foi campeã mundial

“Vamos ver, nesse próximo ano, como a volta de algumas jogadoras vai encaixar nesse grupo, que teve um ano muito interessante. Estou numa expectativa muito grande em relação à seleção, porque a gente saiu com resultados positivos. As jogadoras que participaram este ano estão com uma autoestima importante pelo que realizaram. Agora, fica a expectativa pela manutenção desses resultados”, frisou o treinador.

O título mundial de seleções ainda é uma lacuna no histórico do vôlei feminino do Brasil, três vezes vice-campeão da competição (1994, 2006 e 2010), e também na carreira de José Roberto Guimarães: ele comandou as brasileiras nos três últimos mundiais, quando conquistaram duas pratas e um bronze (2014), e dirigiu a equipe masculina na campanha do quinto lugar na edição de 1994.

Colaborou Carolina Canossa

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Apesar da derrota na estreia, Jaqueline avisa: “Podemos surpreender” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/apesar-da-derrota-na-estreia-jaqueline-avisa-podemos-surpreender/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/18/apesar-da-derrota-na-estreia-jaqueline-avisa-podemos-surpreender/#respond Wed, 18 Oct 2017 02:00:08 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9816

A ponteira acredita em título: “Podemos levar essa equipe muito além” (fotos: Gaspar Nóbrega/Hinode/Inovafoto)

A estreia não foi exatamente como Jaqueline Carvalho Endres queria, mas a Superliga 2017/2018 está apenas começando. Confirmada na segunda-feira (16) como reforço do Hinode Barueri, a veterana ponta de 33 anos, 1,86m, estreou na noite desta terça-feira, na primeira rodada do torneio, em casa, na derrota por 3-1 (25-17, 23-25, 25-20, 25-17) para o Vôlei Nestlé. Apesar do tropeço inicial, ela acredita na possibilidade de título. “Podemos levar essa equipe muito além, podemos surpreender”, disse logo após a partida.

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Com apenas quatro treinos, após seis meses parada, desde a semifinal da Superliga passada, quando jogou pelo Camponesa/Minas, Jaqueline começou entre as reservas, mas foi acionada em três das quatro parciais. “Estou me sentindo bem, não perdi a forma física. Ritmo de jogo é que eu ainda não tenho e o Zé Roberto tem entendido isso. O mais importante foi poder ajudar, mesmo ficando a maior parte do tempo no banco, mas foi bom poder contribuir, seja entrando para sacar ou passar. Eu estou muito feliz só em poder ajudar”, comentou, enfatizando o apoio que tem recebido do técnico tricampeão olímpico.

Jaqueline treinou apenas quatro vezes, após seis meses parada

Sonho
Ainda sobre as chances do time, estreante na divisão principal, depois de ganhar a Superliga B este ano, a ponteira bicampeã olímpica aposta no crescimento com a chegada da oposta polonesa Kasia Skowronska e a eventual entrada da central Thaisa no time. “A gente tem sempre que sonhar. Quando fui para o Minas na última vez, a gente estava em sétimo lugar, mas conseguimos reverter toda aquela situação ruim em coisas boas. A gente acabou acreditando que podia chegar e até ir além. Ganhamos dois jogos do Rio de Janeiro que ninguém acreditava que fôssemos capazes”.

Sobre o acerto com o Hinode Barueri, Jaqueline contou que dialogava com Zé Roberto desde o final da Superliga 2016/2017.  “A gente vinha conversando desde que acabou a Superliga, mas as condições financeiras antes não eram legais. O Zé tinha essa vontade de me trazer para a equipe. Acabou que tudo deu certo”.

Sheilla e Mari foram citadas por Jaqueline ao reclamar do mercado (Reprodução/Internet)

Desabafo
A atleta fez um desabafo sobre o mercado e a dificuldade que ela e outras jogadoras consagradas têm enfrentado. “Infelizmente, esta é a terceira vez que eu entro com a temporada em andamento. Está sendo difícil, não só para mim, mas para outras jogadoras, como a Sheilla e a Mari, que são atletas que podem contribuir muito e estão sem clube. A gente vê tanta gente falando ‘ah, você não aceitou ir pra um canto, não aceitou ir pro outro’, mas falta mesmo opção. Eu prefiro esperar alguma coisa acontecer, achar um patrocinador que abra uma possibilidade. Espero que as outras jogadoras que estão sem clube também possam encontrar espaço. A gente não é valorizada. Quando estamos na seleção, somos ótimas jogadoras, somos craques. Mas quando ficamos sem clube, já começam a nos rotular de coisas nem sempre positivas. Infelizmente, aqui no Brasil a gente é tratada dessa maneira”.

Colaborou Sidrônio Henrique

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Superliga feminina: vem briga boa pelo título? http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/17/superliga-feminina-vem-briga-boa-pelo-titulo/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/17/superliga-feminina-vem-briga-boa-pelo-titulo/#respond Tue, 17 Oct 2017 08:00:01 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9805

Sem um grande favorito, Sesc e Minas estão entre os candidatos ao título da Superliga (foto: Jarbas Oliveira/MPIX/CBV)

A temporada 2017/2018 da Superliga feminina começou no domingo (15), com uma vitória do Fluminense por 3 a 0 sobre o BRB/Brasília, e prossegue nesta terça-feira com cinco partidas. Com transmissões via internet desde o início da competição (veja abaixo a programação de jogos do dia), a configuração das equipes este ano promete (repito: PROMETE) um campeonato com raro equilíbrio entre os times do pelotão dianteiro.

É claro que o abismo técnico e financeiro entre as equipes de ponta e as demais concorrentes não deixa margem para pensar que um dos fortes passe algum perrengue para chegar aos playoffs. Contudo, a saída do parceiro de décadas e de jogadoras importantes do Sesc RJ e a chegada de um time que pretende se estabelecer entre os grandes, como o Hinode Barueri, levam a crer que, desta vez, as cartas da Superliga feminina poderão estar mais embaralhadas.

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LUTAM PELO TÍTULO – Sesc RJ, Vôlei Nestlé, Camponesa/Minas, Dentil/Praia Clube
Num universo tão reduzido de times como é o da Superliga, dizer que o título deve ser disputado com mais afinco entre quatro equipes específicas não chega a ser nenhum exercício de adivinhação. Mas, como fugir do óbvio e não dizer que o troféu desta edição fica com um dos últimos semifinalistas? E, por outro lado, como atribuir a um deles favoritismo exacerbado em relação aos outros três?

Tàssia, ex-Praia, em ação pelo Osasco: elenco bastante modificado para o campeonato (João Pires/Fotojump)

Todas essas equipes perderam jogadoras titulares em relação ao campeonato anterior e terão de se remodelar durante a competição: o representante do Rio não contará com Carol nem com Anne Buijs, enquanto o sexteto de Osasco não terá as sérvias Ana Bjelica e Tijana Malesevic, tampouco Dani Lins e Camila Brait, grávidas, ao que o Minas, sem Jaqueline, ainda espera pelo retorno da norte-americana Destinee Hooker.

Até se poderia dizer que o Praia, que contratou a oposta norte-americana Nicole Fawcett, a ponteira Fernanda Garay e a líbero Suelen, largou à frente na montagem do elenco, mas, por haver sido a equipe que mais titulares perdeu entre as grandes (Daymi Ramirez, Alix Klineman, Michelle e Tássia não defendem mais o clube) e por ter perdido duas vezes para o Minas no estadual, é bom esperar algumas rodadas para ver se o time de Uberlândia consegue se destacar das demais.

FIQUE DE OLHO – Hinode Barueri
Estreante na Superliga, o time de Barueri bem poderia estar satisfeito em oferecer resistência aos grandes, fazer frente às equipes de baixo orçamento e caminhar tranquilo por entre os que ambicionam apenas uma vaga nos playoffs. Porém, a equipe montada pelo técnico José Roberto Guimarães pode, de fato, pleitear um lugar entre os melhores.

Jaqueline vai defender o time de José Roberto Guimarães (divulgação/Barueri)

Além de jogadoras experientes como Érika, Suelle e Ana Cristina, remanescentes da campanha vitoriosa na divisão de acesso, Barueri conta agora com jovens valores como Naiane e Edinara, que defenderam a seleção neste ano.

O time deu trabalho ao Vôlei Nestlé nas finais do Paulista e vai ter, no nacional, o reforço da oposta polonesa Kasia Skowronska e da ponteira Jaqueline, cuja contratação foi anunciada pelo clube na noite da segunda-feira (16). Existe ainda a possibilidade de a equipe contar com a meio de rede Thaisa, que está se recuperando de uma cirurgia no joelho e tem a permissão de seu clube, o Eczacibasi VitrA, para jogar por uma equipe brasileira nesta temporada.

BRIGA POR VAGA NOS PLAYOFFS – Vôlei Bauru, Pinheiros, Fluminense, São Cristóvão Saúde/São Caetano
Imaginando que as cinco equipes mencionadas anteriormente não tenham muito trabalho para chegar às quartas de final, sobrariam três vagas aos playoffs para Bauru, Pinheiros, São Caetano e Fluminense disputarem.

Fluminense estreou com vitória fácil sobre Brasília (Mailson Santana)

Nesse pelotão, destaque para o tricolor carioca, que tem seu ponto forte nas ponteiras Michelle e Thaisinha, como ficou claro na vitória sobre as brasilienses na estreia.

Chama a atenção, além da ida da central argentina Mimi Sosa do Pinheiros para o São Caetano, o grande número de mudanças por que passou o elenco do Bauru: o time tem novo treinador (saiu Marcos Kwiek, entrou Fernando Bonato) e sofreu grande reformulação no elenco (Mari Cassemiro e Bruna Honório foram para o Pinheiros, e também saíram as dominicanas Brenda Castillo e Priscila Rivera, além de Mari Steinbrecher, e vieram Paula Pequeno, a cubana Yoana Palacios e a líbero porto-riquenha Shara Venegas).

PELA PERMANÊNCIA – Sesi, Renata Valinhos/Country, BRB/Brasília
Infelizmente, não dá para esperar muito mais de Sesi, Valinhos e Brasília do que lutar contra o rebaixamento.

As sesistas se mantiveram na divisão principal graças à Taça Ouro e perderam sua principal atacante – Lorenne foi para o Vôlei Nestlé. O time de Valinhos jogaria a Superliga B, mas ganhou a permanência na elite do voleibol nacional por conta da desistência do Rio do Sul. E o Brasília, única equipe fora do sudeste nesta temporada da Superliga feminina, perdeu várias atletas para esta temporada, como Amanda, Paula Pequeno e Andréia Sforzin, e já mostrou na estreia, diante do Fluminense, que passe e ataque serão um problema.

reprodução/CBV

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Depoimento: “O dia em que pude participar de um treino da seleção” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/depoimento-o-dia-em-que-pude-participar-de-um-treino-da-selecao/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/16/depoimento-o-dia-em-que-pude-participar-de-um-treino-da-selecao/#respond Mon, 16 Oct 2017 08:00:51 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9768

Neto pagou as despesas da viagem entre França e Holanda do próprio bolso para realizar o sonho de estar com a seleção (Fotos: Arquivo Pessoal)

Você já imaginou ter a oportunidade de participar de um treino da seleção brasileira masculina de vôlei? Conhecer um pouco dos métodos de preparação, conviver com os jogadores e, ainda que indiretamente, se sentir parte da conquista de um título que viria dias depois? Pois Euclides Bomfim Neto, ou simplesmente Neto, um baiano radicado na França, conseguiu realizar este sonho no último mês de setembro.

Treinador de categorias de base em um clube da região de Paris, o CAJVB, Neto pôde desfrutar deste privilégio graças à amizade com Marcelo Fronckowiak, auxiliar técnico de Renan Dal Zotto, durante o período de adaptação da equipe na Holanda antes da Copa dos Campeões, disputada no Japão. Ambos se conheceram na década passada, durante a estadia de cinco anos do gaúcho na França. Neto, porém, já havia tido um contato anterior com a seleção ainda durante a Era Bernardinho, em 2015, quando foi tradutor do time durante uma passagem do time no país para um amistoso na Cidade Luz.

Desta vez, o baiano deu sua contribuição passando as bolas no trabalho com os levantadores. Apesar de ter bancado os custos da viagem entre França e Holanda do próprio bolso, ele não se arrepende: “Defino esta experiência como uma criança que chega a um parque de atrações que sempre sonhou”. Confira abaixo o depoimento exclusivo de Neto ao Saída de Rede:

Seleção masculina termina 2017 com saldo positivo

Guia da Superliga: de novo, todos contra o Sada Cruzeiro

O meu contato com a seleção brasileira começou em setembro de 2015 em uma partida amistosa contra a França em Paris. Por ser licenciado como jogador e técnico das categorias de base em um clube da região parisiense, fui convidado pela Federação Francesa de vôlei para ser tradutor e auxiliar os brasileiros durante toda a estadia na cidade.

Pela primeira vez pude estar tão próximo da seleção, algo nunca antes imaginado. A recepção foi muito legal por parte da comissão técnica e dos atletas. O momento mais difícil foi segurar a tietagem, mas, com a missão terminada, pude tirar fotos e dar os passos seguintes com a manutenção do contato.

 

Auxiliar de Renan, Marcelo Fronckowiak foi a “porta de entrada” para Neto na seleção brasileira

 Em 2016, como espectador, fui acompanhar a seleção na etapa de Nancy da Liga Mundial, a três horas de Paris. Fiquei muito feliz pela lembrança do Juba (Giuliano Ribas, auxiliar técnico), do Fiapo (Guilherme Tenius, fisioterapeuta) e de alguns jogadores mesmo um ano depois. Assistindo ao primeiro treino ainda distante da quadra, pude conhecer o Renan Dal Zotto e Anderson Rodrigues. Empolgado pelos resultados, embarquei para a Polônia para assistir à fase final do torneio. Poder ver todas as potências do vôlei mundial juntas foi um sonho, embora tenha ficado decepcionado com a derrota para a Sérvia na final.

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A mudança da comissão técnica brasileira não me afastou e a chegada do Marcelo Fronckowiak foi fundamental para a realização do meu desejo de participar de um treino da equipe. Em uma conversa informal, comentei que era uma pena não poder ver a seleção este ano. Ele então respondeu: “Nós vamos ficar na Holanda para alguns treinos antes de embarcar para o Japão”. Como interessado profissional do esporte, busco sempre aprender e nada melhor para fazer isso do que com os melhores do mundo.

Ao todo, a experiência foi fantástica. Pude estar presente nas refeições, conversar e interagir com os jogadores. Fica a lembrança de um papo legal com o Isac e o Otávio, a atenção do Bruninho e do Mauricio Borges, a alegria de ser reconhecido pelo Lucão, os sempre bem humorados Lucarelli e Tiago, a simpatia e atenção do estatístico Henrique Modenesi… Pude até jogar um 21 (jogo de basquete) com o Renan e com Wallace. Enfim, fui muito bem recebido e todos, sem exceção, foram formidáveis comigo.

 

Radicado na Europa, Neto trabalha com a formação de novos jogadores franceses

Como aprendiz, estive no trabalho com os levantadores, passando as bolas. Aprendi bastante também com muita observação do desenrolar dos treinos, o trabalho árduo dos líberos, as intervenções feitas pelos membros da comissão técnica e a integração de um grupo de 14 jogadores. O que mais me chamou a atenção foi a dinâmica de treinos de saque, uma pequena competição de precisão e intensidade de quem bate mais forte na bola, feita com muito bom humor e alta dose de seriedade. Saí com uma certeza ainda maior que estes rapazes se entregam ao máximo nas competições.

Kubiak pede paciência e diz que seleção polonesa ainda está se ajustando

Sokolov: em busca de dias melhores para o voleibol búlgaro

Os custos totais desta viagem foram meus, mas trata-se de um investimento com alto retorno. Defino esta experiência como uma criança que chega a um parque de atrações que sempre sonhou. Foram três dias intensos que ficarão marcados na minha vida e o melhor foi ver o resultado da dedicação do grupo com o título no Japão. Só tenho a agradecer a todos os membros da comissão técnica e desejo que 2018 seja repleto de sucesso para o vôlei do Brasil.

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Argentina fatura segunda vaga sul-americana para o Mundial 2018 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/argentina-fatura-segunda-vaga-sul-americana-para-o-mundial-2018/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/argentina-fatura-segunda-vaga-sul-americana-para-o-mundial-2018/#respond Mon, 16 Oct 2017 01:20:48 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9780

Las Panteras garantiram presença no Mundial 2018, que será disputado no Japão (Foto: CSV)

É da Argentina a segunda vaga sul-americana para o Campeonato Mundial de vôlei feminino 2018 – a primeira ficou com o Brasil, em agosto. Las Panteras, como são chamadas em seu país, garantiram sua presença ao vencer o qualificatório continental, derrotando as peruanas na última partida, na noite deste domingo (15), por 3-1 (25-22, 25-20, 18-25, 25-16), em Arequipa, no Peru. O Mundial será realizado no Japão, de 29 de setembro a 20 de outubro do próximo ano (veja os participantes no final do texto). Será a sexta participação da Argentina no torneio – competiu em 1960, 1982, 1990, 2002 e 2014.

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Las Panteras entraram em quadra numa situação confortável. Em um qualificatório com apenas quatro seleções, a Argentina já havia vencido Colômbia e Uruguai, ambas por 3-0. Já o Peru, após bater as uruguaias em sets diretos na estreia, caiu pelo mesmo placar diante das colombianas. Com isso, as argentinas poderiam até perder por 0-3 das peruanas, desde que somassem pelo menos 60 pontos nas três parciais. Mas a vitória no primeiro set confirmou a vaga no Mundial.

Luizomar de Moura tem a missão de classificar o Peru para Tóquio 2020 (CSV)

Técnicos brasileiros fora do Mundial
A Colômbia, dirigida pelo técnico brasileiro Antônio Rizola, ficou em segundo lugar, com o Peru, comandado pelo também brasileiro Luizomar de Moura, treinador do Vôlei Nestlé, em terceiro. Ele foi contratado pela Federação Peruana de Vôlei (FPV) com o objetivo principal de classificar a seleção para a Olimpíada de Tóquio, em 2020. A última participação olímpica do Peru foi em Sydney 2000. No Mundial, foi em 2010. A equipe perdeu a vaga no Mundial 2014 e na Rio 2016 justamente para a Argentina. No entanto, este ano, peruanas e argentinas haviam se enfrentado três vezes, com vitórias do Peru em todos os confrontos. Esse retrospecto recente e o fato de jogar em casa deram ânimo ao time de Luizomar.

Há dois meses, no Sul-Americano vencido pela seleção brasileira, a Colômbia, jogando em casa, na cidade de Cali, obteve a melhor classificação da sua história na competição, terminando em segundo, com o Peru em terceiro. As argentinas, treinadas por Guillermo Orduna desde 2013, estavam sem Yas Nizetich e Elina Rodriguez, suas ponteiras titulares, ambas lesionadas, e com a central Mimi Sosa recuperando-se de uma contusão. Ficaram em quarto lugar.

Nizetich: importância no ataque, no saque e excesso nas comemorações (CSV)

Nizetich e Rizzo
A presença de Nizetich, atacante de 28 anos, 1,81m, que esta temporada jogará pelo Volley Pesaro, da Itália, estreante na primeira divisão, foi fundamental para o bom desempenho da Argentina em Arequipa. A ponteira, que atuou nos últimos quatro anos em equipes pequenas ou intermediárias do voleibol turco, teve papel essencial no ataque e no saque. Fora isso, irritou as adversárias com seus gritos nas comemorações – chegou a receber um cartão amarelo. Ela e Rodriguez haviam sido os destaques do time no Montreux Volley Masters, quando Las Panteras surpreenderam e terminaram em quarto lugar, com vitórias sobre as seleções B da China e da Holanda. Nas competições seguintes – Copa Pan-Americana, Grand Prix e Sul-Americano –, com as duas ponteiras contundidas, o nível da equipe caiu.

Outra figura importante na classificação para o Mundial 2018 foi a líbero Tatiana Rizzo, que jogou as duas últimas temporadas de clubes na Superliga, pelo Rio do Sul. Com boas atuações na Rio 2016 e líder nas estatísticas de recepção da Superliga 2016/2017 ao final do returno, ela tem, desde o ciclo olímpico passado, a ingrata tarefa de dar alguma regularidade à caótica linha de passe argentina – nenhuma das ponteiras é boa no fundamento, exceto a reserva Morena Martinez, de apenas 1,64m, que entra às vezes para reforçar o fundo de quadra e que nos clubes atua como líbero. Já estamos em meados de outubro e Rizzo está sem time para a temporada 2017/2018.

Infelizmente, a Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV) não informou as estatísticas das partidas do qualificatório em Arequipa, a exemplo do que havia ocorrido no Sul-Americano em Cali.

A seleção de Trinidad e Tobago se classificou pela primeira vez para o Mundial (FIVB)

África e Norceca
Na sexta-feira (13) foram definidos os dois representantes da África e no sábado (14) as quatro vagas restantes das sete reservadas à Norceca (Confederação da América do Norte, Central e do Caribe) – os Estados Unidos ficaram com uma como atual campeão mundial, enquanto Canadá e Cuba haviam garantido presença no final de setembro.

Na África, as vagas foram disputadas no campeonato continental, que terminou sábado com a vitória inédita de Camarões. Jogando em casa, as camaronesas derrotaram o Quênia na final por 3-0. As duas seleções haviam confirmado presença no Mundial na véspera, ao vencerem as semifinais. Assim, Camarões vai ao torneio pela terceira vez na história, tendo participado em 2006 e em 2014. Quênia volta ao Mundial e será sua sexta participação, depois de competir pela última vez em 2010.

Na Norceca, foram realizados a partir de sexta-feira dois qualificatórios com quatro vagas em disputa e no sábado, um dia antes do encerramento das competições, estava definido quem iria ao Mundial 2018: Trinidad e Tobago, México, República Dominicana e Porto Rico. Os dois primeiros se classificaram jogando em Trinidad e Tobago, em um torneio que contou ainda com as presenças da Costa Rica e de Dominica. Será a estreia de Trinidad e Tobago no Campeonato Mundial. No outro qualificatório, na República Dominicana, as anfitriãs e as porto-riquenhas se classificaram ao superar Guatemala e Jamaica.

Com isso, estão definidos os 24 participantes do Mundial feminino 2018. Brasil e Argentina pela América do Sul; EUA, Canadá, Cuba, Trinidad e Tobago, México, República Dominicana e Porto Rico pela Norceca; Rússia, Sérvia, Turquia, Itália, Azerbaijão, Alemanha, Holanda e Bulgária pela Europa; Japão (sede), China, Cazaquistão, Tailândia e Coreia do Sul pela Ásia; Camarões e Quênia pela África. A data do sorteio das chaves ainda será divulgada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

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Bom início do Corinthians não ilude Serginho: “Superliga é outra coisa” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/bom-inicio-do-corinthians-nao-ilude-serginho-superliga-e-outra-coisa/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/15/bom-inicio-do-corinthians-nao-ilude-serginho-superliga-e-outra-coisa/#respond Sun, 15 Oct 2017 08:00:55 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9761

Serginho investiu dinheiro do próprio bolso para viabilizar time: “É o mínimo que eu tinha que fazer pela cidade que me deu muito no passado” (Foto: Reprodução/Instagram)

O Corinthians-Guarulhos ainda não completou nem cinco meses de existência, mas já acumula bons resultados: além da vaga na Superliga, obtida através da conquista da Taça Ouro, o time de vôlei criado pelo líbero Serginho obteve a medalha de prata no Campeonato Paulista, encerrado no último final de semana. Um início empolgante para qualquer um, certo? Não para o multicampeão. Ao projetar seu desempenho e dos companheiros para a disputa nacional, o defensor procurou minimizar os recentes feitos do Timão nas quadras.

“Para ser realista, eu acho que vai ser um campeonato bem difícil pra gente. Paulista é uma coisa, Superliga é outra coisa. Eu diria que na Superliga há uns seis ou sete times brigando por quatro vagas na semifinal, então não dá para comparar. Todos os jogos são bons: é difícil ganhar do Maringá lá no Paraná, do Vôlei Renata em Campinas, do Montes Claros, que, além de uma torcida maravilhosa, montou um time que chamamos de chato no vocabulário do voleibol…”, comentou o jogador, que ficou bastante insatisfeito com o desempenho corintiano na primeira partida da decisão. “O último jogo da final foi bom, ao contrário do anterior, onde não conseguimos fazer o mínimo no ataque o Taubaté aproveitou”, analisou.

Análise da Superliga masculina 17/18: de novo, todos contra o Sada Cruzeiro

Por mais visibilidade, vôlei anuncia parceria com empresa dona do UFC

De acordo com Serginho, o cenário perfeito para o Corinthians na Superliga 2017/2018 seria terminar entre os quatro primeiros colocados. Ele próprio, porém, sabe que trata-se de um objetivo pouco provável de ser realizado. “Se conseguimos isso, teremos feito um trabalho bem legal. Então, é preciso se classificar bem para os playoffs, sem ficar em sétimo ou oitavo, evitando pegar de cara os três times de orçamento maior, que seriam o Sada Cruzeiro, Taubaté e Sesc RJ. Mas não vai dar pra fugir muito disso (risos)“, admitiu.

Corinthians deu trabalho para o Taubaté no segundo jogo da final do Paulista (Foto: Nicolas Ornellas/Corinthians-Guarulhos)

Uma prova desta realidade veio logo na estreia, quando o Corinthians foi derrotado pelo Sada Cruzeiro de virada por 3 sets a 1. Diante da dura realidade, o jeito é lembrar o motivo principal pelo qual Serginho insiste em continuar na ativa aos 41 anos.

“Estou em uma fase que jogo por amor mesmo. Se quisesse, já teria parado de jogar. Aí, a gente acaba fazendo as coisas por amor. Querendo ou não, nosso time acabou gerando mais de 40 empregos direta e indiretamente. E isso é tudo por amor ao voleibol. Hoje, não comportamos mais tantas crianças no nosso ginásio, são 360 treinando lá. Vai mais gente e temos que falar “não””, contou o atleta, orgulhoso de um projeto no qual investiu dinheiro do próprio bolso. “É o mínimo que eu tinha que fazer por uma cidade que me deu muita coisa no passado”, afirmou Serginho.

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Superliga masculina: de novo, todos contra o Sada Cruzeiro http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/14/superliga-masculina-de-novo-todos-contra-o-sada-cruzeiro/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/14/superliga-masculina-de-novo-todos-contra-o-sada-cruzeiro/#respond Sat, 14 Oct 2017 14:38:14 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9750

Cansou desta cena? Pois só nesta temporada o Sada Cruzeiro já levantou duas taças (Fotos: Divulgação)

Ao começar a escrever a análise da próxima edição da Superliga masculina, tive um déjà-vu. O gancho do texto estava bem parecido com o dos anos anteriores: o Sada Cruzeiro é o grande time a ser batido, com os rivais paulistas se esforçando financeira, técnica e taticamente para mudar o desfecho da temporada. Gaúchos, paranaenses e os demais mineiros se encontram correndo por fora. Estaria sofrendo uma crise de criatividade? É bem possível, mas também não dá para negar que, há quase meia década, o panorama do vôlei masculino brasileiro segue o mesmo.

Há apenas uma grande novidade no equilíbrio de forças do campeonato que começa neste sábado (14) e vai até o início de maio: o Sesc-RJ. Apesar do discurso de que o objetivo é fazer desta uma temporada de aprendizado, a equipe carioca fez um bom investimento e, após vencer a Superliga B, contratou selecionáveis como o ponteiro Maurício Borges, o oposto Renan, o líbero Tiago Brendle e o central Maurício Souza. É um elenco que certamente tem condições de subir ao pódio.

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No topo, o Sada sofreu um duro golpe com a saída do levantador William Arjona para o Sesi. Porém, sob o comando do argentino Marcelo Mendez, o time celeste já mostrou em outros campeonatos que é perfeitamente capaz de se recuperar de perdas pontuais e, aparentemente, não será diferente com o armador. Vai em busca do quinto título consecutivo. Alguém será capaz de ao menos incomodá-los? É o que analisamos abaixo:

O FAVORITO – Sada Cruzeiro

Responsável pela maior hegemonia da história do vôlei brasileiro, o Sada Cruzeiro manteve toda a espinha dorsal de um time que perdeu apenas um jogo em toda a Superliga passada. A única alteração foi a chegada do argentino Nico Uriarte para o lugar de Arjona. Ou seja: uma equipe que já era boa inicia uma nova disputa com ainda mais rodagem e entrosamento, para desespero dos adversários. Não por acaso, o Sada faz sua estreia com dois títulos recém-conquistados na bagagem, o do Campeonato Mineiro e o da Supercopa. Acabar com todo esse domínio será uma tarefa duríssima, especialmente agora que o regulamento da final mudou: ao invés de um jogo, o campeão sairá de uma melhor de duas partidas (em caso de empate, a definição ocorrerá em um Golden Set).

William Arjona deixou o Sada após sete anos e foi o principal reforço do Sesi

DESAFIANTES – EMS Funvic Taubaté, Sesi SP e Sesc RJ

Depois de investir alto na temporada passada e bater na trave, o EMS Funvic Taubaté não desanimou. Pelo contrário: colocou ainda mais dinheiro no projeto e montou uma equipe com status de seleção. O trio formado por Rapha, Wallace e Lucarelli agora está reforçado pelo argentino Sebastian Solé, pelo sérvio Marko Ivovic, pelo veterano Dante Amaral e pelo líbero Thales, um dos bons valores da nova geração do vôlei brasileiro. No banco, o técnico argentino Daniel Castellani substitui Cezar Douglas.

Quem também está de treinador novo é o Sesi, que deu uma oportunidade para Rubinho, antigo braço direito de Bernardinho na seleção brasileira. O time paulistano, aliás, fez uma enorme reformulação após o fracasso da temporada passada e trouxe William e Lipe para fazer companhia a Lucão e Douglas Souza. Após anos lutando contra lesões, Murilo decidiu ser líbero, mas só poderá estrear na nova função quando resolver problemas relacionados a um exame antidoping positivo. Já o Sesc-RJ pincelou peças boas, mas menos badaladas no mercado e pode fazer estrago em sua primeira participação na elite do vôlei nacional. O time é dirigido por Giovane Gávio, campeão olímpico como jogador em 1992 e vencedor da Superliga 2011/2012 como técnico do Sesi.

CORREM POR FORA – Vôlei Renata e Minas Tênis Clube

Pela segunda temporada seguida, a equipe de Campinas se viu envolta em dúvidas sobre sua continuidade, mas sobreviveu. Saiu a Brasil Kirin e entrou a gigante do ramo alimentício Renata, que conseguiu repatriar Leandro Vissotto, campeão mundial com a seleção brasileira em 2010. O líbero argentino Facundo Santucci também é uma novidade para fazer companhia ao levantador Rodriguinho, ao central Vini e ao ponteiro Diogo, principais nomes mantidos. O tradicional Minas, por sua vez, conseguiu evitar o assédio sobre nomes interessantes como Felipe Roque, Flávio e Petrus, que agora serão abastecidos pelo experiente levantador Marlon. É time para dar trabalho.

OLHO NELES!- Corinthians-Guarulhos, Copel/Telecom/Maringá e Montes Claros

Criado graças à perseverança do líbero Serginho, o Corinthians-Guarulhos entrou tarde no mercado, mas já deu sinal de sua força ao ficar com o vice-campeonato paulista. Perspicaz, o defensor convenceu nada menos que cinco ex-companheiros de Sesi a acompanhá-lo na nova empreitada, dentre os quais se destacam os centrais Riad e Sidão. Na saída, outro veterano, o oposto Rivaldo, que ainda tem muita lenha para queimar. Não se surpreenda se o Timão, apesar de recém-chegado, derrubar algum favorito pelo caminho…

De olho no título, Taubaté contratou o técnico argentino Daniel Castellani e manteve Rapha, Wallace e Lucarelli

O mesmo raciocínio se aplica ao Copel/Telecom/Maringá e ao Montes Claros. Dentro de suas possibilidades financeiras, ambas as equipes fizeram boas aquisições na janela de contratações e mudaram profundamente seus elencos titulares. Com Ricardinho como presidente e jogador, Maringá tirou dois dos destaques de Canoas na última temporada, o oposto Alisson e o central Ialisson, além de ter repatriado Thiago Alves, ex-seleção brasileira. Já Montes Claros terá seu jogo baseado em dois veteranos, o levantador Sandro e o oposto Lorena para levar o time mais uma vez aos playoffs.

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Seleção brasileira masculina não se renova, mas termina 2017 com saldo positivo

PARA SE MANTER NA ELITE – Caramuru/Castro, JF Vôlei e Lebes/Canoas

Em tempos de crise econômica e depressão olímpica no Brasil, o simples fato de conseguir colocar um time em quadra já é um feito. É pensando nisso e dando a oportunidade para jogadores que ainda buscam aparecer que Caramuru/Castro, JF Vôlei e Lebes/Canoas estarão nesta Superliga – no caso dos mineiros, há o adendo de eles serem uma espécie de equipe B do Sada Cruzeiro. Não ficar entre os lanternas e, assim, assegurar a vaga na próxima temporada (onde espera-se um maior investimento) é o grande objetivo destas três equipes. A classificação para o mata-mata seria o grande troféu para o trio, que não tem condições de fazer nada além disto.

E você, o que acha do equilíbrio de forças da Superliga masculina que se inicia neste sábado? Quem são os favoritos e candidatos a zebra na sua opinião?

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Sesc supera Minas e leva Supercopa mais uma vez http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/14/sesc-supera-minas-e-leva-supercopa-mais-uma-vez/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/10/14/sesc-supera-minas-e-leva-supercopa-mais-uma-vez/#respond Sat, 14 Oct 2017 03:07:57 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=9736

Cariocas são tricampeãs da Supercopa (fotos: Jarbas Oliveira/MPIX/CBV)

No duelo entre as campeãs estaduais do Rio e de Minas, o Sesc levantou o primeiro troféu em nível nacional da temporada 2017/2018 do vôlei feminino brasileiro. Na noite desta sexta-feira, em Fortaleza, as vencedoras das últimas cinco Superligas bateram o Camponesa/Minas por 3 sets a 2 (21-25, 25-22, 25-19, 19-25, 15-10) e chegaram ao tricampeonato da Supercopa. Foi a primeira vez que a partida a taça foi definida em cinco sets – antes, o Rio vencera o Pinheiros, em 2015, por 3-0, e o Praia, ano passado, por 3-1.

Desfalcado de ponta Gabi, que operou o joelho e só deve voltar no returno do nacional, o Sesc começou a partida com a líbero Fabi, a levantadora Roberta, a oposta Monique, as centrais Vivian e Mayhara, as pontas Drussyla e Gabi Souza, que atuou como líbero pela seleção este ano – Juciely, que também passou por cirurgia e está voltando aos poucos, só entrou em quadra a partir da reta final do segundo set.

Pelo lado do Minas, o desfalque ficou por conta da norte-americana Destinee Hooker, que ainda não se apresentou à equipe nesta temporada. Assim, o time atuou Macris no levantamento, Mara e Carol Gattaz no meio de rede, Léia como líbero, Pri Daroit na ponta e Rosamaria, que começou na saída de rede e depois foi para a entrada, e Karol Tormena, que trocou de posição com Rosamaria no decorrer do jogo.

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Como em todo início de temporada que se preze, o jogo apresentou, aqui e ali, falhas ainda creditadas na conta do desentrosamento e do estágio de preparação física, oscilações características do período e, nessa esteira, certo grau de imprevisibilidade.

O Sesc pulou à frente no primeiro set, mas o Minas, quando ajustou a virada de bola, passou à frente e venceu. Na etapa seguinte, a equipe de Belo Horizonte comandou o marcador por um longo período, até que Rosamaria, sobrecarregada e bem marcada, passou a errar no ataque, e as cariocas igualaram o marcador em 1 a 1.

Com a queda de rendimento de Rosamaria no ataque, o técnico italiano Stefano Lavarini deslocou a atacante para a entrada de rede, integrando a linha de passe, e pôs Karol Tormena na saída. Na armação de jogadas, Macris deu lugar a Karine. As mudanças, contudo, não deram certo de imediato.

Rosamaria na saída de rede: mudança de posição durante o jogo

Aproveitando-se da recepção ruim do lado mineiro e com um bloqueio mais efetivo – muito graças à entrada de Juciely a partir dos pontos finais do segundo set –, o Sesc pegou carona na eficiência das cortadas de Monique e disparou no placar do terceiro set.

Quando parecia que o jogo estava à feição das cariocas, o quarto set mostrou um time com dificuldade para atacar pela entrada de rede, com Drussyla e Gabi Souza. O Minas, então, cresceu no bloqueio, capitalizou as falhas do Sesc na virada de bola e abriu boa margem no placar, levando o jogo para o set desempate.

No tie break, a partida ganhou emoção. As equipes mostraram mais volume de jogo e prevaleceu o bloqueio mais pesado do Sesc, que soube parar um ataque que jogava com pouca velocidade.

Sesc e Camponesa/Minas estreiam na Superliga na próxima terça-feira (17). As mineiras recebem o São Cristóvão Saúde/São Caetano às 20h (horário de Brasília), e as cariocas, com transmissão ao vivo pelo SporTV, às 21h30, visitam o Sesi, em Santo André.

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