Blog Saída de Rede http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br Reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Fri, 22 Jun 2018 13:46:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Com Lucas Lóh, Brasil vence Austrália e se recupera na Liga das Nações http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/22/com-lucas-loh-brasil-vence-australia-e-se-recupera-na-liga-das-nacoes/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/22/com-lucas-loh-brasil-vence-australia-e-se-recupera-na-liga-das-nacoes/#respond Fri, 22 Jun 2018 13:46:27 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13695

  A presença do habilidoso Lucas Lóh mudou a configuração do sistema de jogo brasileiro (Foto: Divulgação/FIVB)

Por Daniel Rodrigues

Desta vez podemos dizer que a seleção masculina “deu sorte” em relação ao primeiro adversário na quinta rodada da Liga das Nações. Após o último final de semana, quando perdeu seus três confrontos, o Brasil precisava de um resultado positivo e, de preferência, em sets diretos, para recuperar a confiança na competição. E foi o que aconteceu. Sem desmerecer a Austrália, que vem apresentando um voleibol consistente, com cinco vitórias no torneio, mas sem tanta tradição no cenário internacional, os comandados de Renan Dal Zotto conseguiram se impor do início ao fim e conquistaram três pontos diante dos australianos, com parciais de 25-22, 25-19 e 25-19.

Os pontos altos da partida desta sexta-feira (22) foram a recepção mais consistente, possibilitando a utilização eficiente dos centrais, a entrada do ponteiro Lucas Lóh e o desempenho seguro do líbero Thales.

Falha constante nos três últimos tropeços da seleção brasileira, o passe contra a Austrália foi bem mais constante, com Thales, Lucas Lóh e Maurício Borges entregando a maioria das bolas na mão do levantador Bruninho, resultando em uma ótima distribuição. Prova disso foram os 11 pontos do central Lucão, voltando a ser uma das bolas de segurança do time.

A presença do habilidoso Lucas Lóh no grupo titular também mudou a configuração do sistema de jogo brasileiro. O ponteiro, responsável por colocar 12 bolas no chão, pareceu passar mais segurança, tanto no sistema defensivo, como nos ataques, dividindo a responsabilidade de virar bolas importantes com o oposto Wallace, maior pontuador da manhã, com 16 pontos. É fato que o jogador não é o “salvador da pátria” e nem deve ter essa responsabilidade, mas o desempenho de Lucas nesta primeira partida é animador e até gera um questionamento: Renan precisava esperar a última semana classificatória da Liga das Nações para testar o ponteiro?

Um outro aspecto positivo e que é motivo de comemoração por parte da torcida brasileira, é a segurança do líbero Thales. Em evolução constante, o jogador de 29 anos vem se firmando com consistência ao longo das chances que está tendo e parece estar cada vez mais à vontade para defender o atual campeão olímpico.

Com os três pontos somados na classificação, o Brasil volta à quarta colocação mais ainda precisa melhorar, principalmente pensando a médio prazo, para o Mundial. No primeiro set, os brasileiros apresentavam certa margem no placar, mas deixaram a Austrália virar o marcador e liderar por 20 a 19. Com ataques providenciais de Lucas Lóh e a inversão de sucesso, com William e Evandro, os sul-americanos conseguiram reverter a situação adversa e sair com a vitória.

O próximo compromisso da seleção brasileira será na manhã deste sábado (23), quando irá enfrentar a forte Polônia, às 7h10 (Brasília).

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Brasil desafia cansaço para não ficar fora do top 6 pela 1ª vez na história http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/21/brasil-desafia-cansaco-para-nao-ficar-fora-do-top-6-pela-1a-vez-na-historia/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/21/brasil-desafia-cansaco-para-nao-ficar-fora-do-top-6-pela-1a-vez-na-historia/#respond Thu, 21 Jun 2018 15:53:36 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13690

Bruno diz que, apesar da longa viagem, seleção está focada (Foto:Mark Avellino)

Parte de cima da tabela e seleção brasileira são sinônimos quando falamos de vôlei. Das 28 edições da extinta Liga Mundial, não houve uma única vez em que os representante nacionais ficaram foram do top 6 da competição – a pior campanha, em 2012, colocou a seleção justamente em sexto lugar.

Essa realidade pode mudar agora que o torneio sofreu uma reformulação e passou a se chamar Liga das Nações. Depois de um bom início, as três derrotas sofridas na etapa de Varna (Bulgária) fazem com que os comandados do técnico Renan Dal Zotto cheguem à rodada decisiva da fase de classificação uma situação que não permite vacilos: com oito vitórias em 12 jogos, o time atualmente ocupa a quarta colocação na tabela, superando Polônia e Sérvia nos critérios de desempate. Na sequência, com sete vitórias em 12 jogos, aparece a Itália.

Como classificam-se para a fase final a França (país-sede e atual líder), além dos outros cinco melhores times da disputa, o risco de o Brasil ficar fora da disputa pela taça é real. Brasileiros e poloneses, inclusive, estão no mesmo grupo nesta rodada final, enfrentando-se em Melbourne e também encarando Austrália e Argentina. A Sérvia, por sua vez, tem um grupo teoricamente mais tranquilo, com Canadá, Japão e China, enquanto os italianos jogam em casa, mas enfrentando “pedreiras”: Rússia, França e Estados Unidos.

Quem joga em Melbourne ainda conta com uma dificuldade extra: a longa viagem até a Oceania e a adaptação ao fuso horário – os brasileiros, que estavam no Leste Europeu, tiveram que pegar três voos, um a mais que os poloneses, que vieram de Chicago, meio Oeste dos Estados Unidos.

“Chegamos aqui na terça à noite e não tivemos muito tempo para nos preparar e entrar no fuso horário”, admitiu o capitão Bruno. Ele, porém, tenta manter a motivação. “O mais importante é que o time está motivado e sabendo da importância desses três jogos. Precisamos dessas vitórias para conseguir a classificação para a Fase Final, que é nosso primeiro grande objetivo no ano e o time está focado”, assegurou.

Serviço (horários de Brasília):

22/06 – Brasil x Austrália – 8h10 – SporTV 2
23/06 – Brasil x Polônia – 7h10 – SporTV 2
23/06 – Brasil x Argentina – 23h10 – SporTV 2

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Remanescente de 2008, Jaque vê motivação no filho para seguir na seleção http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/remanescente-de-2008-jaque-ve-motivacao-no-filho-para-seguir-na-selecao/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/remanescente-de-2008-jaque-ve-motivacao-no-filho-para-seguir-na-selecao/#respond Wed, 20 Jun 2018 09:00:59 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13678

Ponteira, Jaqueline foi convidada por Zé Roberto a também jogar como líbero (Fotos: Divulgação/FIVB)

Das jogadoras bicampeãs olímpicas em 2008 e 2012, somente Jaqueline e Thaísa permanecem à disposição da seleção brasileira feminina de vôlei. Por opção pessoal e/ou declínio técnico, pouco a pouco as jogadoras medalhistas de ouro em Pequim foram deixando de defender o país nas competições internacionais, mas, no que depender de Jaque, isso não vai acontecer tão cedo com ela.

A motivação? Arthur, de quatro anos.

“Eu tenho um prazer enorme de vestir esta camisa e quero muito mostrar para meu filho que o papai e mamãe puderam contribuir para a seleção brasileira, pra ele ter orgulho da gente”, comentou a atleta, que é casada com Murilo, líbero da seleção masculina. Convidada pelo técnico José Roberto Guimarães a também virar especialista em defesa no time nacional, Jaqueline provisoriamente fará uma volta às origens na fase final da Liga das Nações, a partir da semana que vem, substituindo a ponteira Drussyla, que quebrou a mão direita.

Aos 34 anos, a jogadora não vê a possibilidade de ser líbero como uma forma de estender sua passagem pela seleção. “Foi um convite do Zé mesmo. Vimos que a Camila Brait pediu dispensa, por opção de ficar com a família, assim como a Leinha. Eu estou vindo para ajudar mesmo, não é para jogar e estar ali de líbero o tempo inteiro, até porque também tem a Suelen e a Gabizinha. Venho para complementar”, garantiu.

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Nessa vida de dupla função, a maior dificuldade é esquecer os trejeitos de atacante.

“Faço direto esse lance de passar e fazer o movimento de ataque, às vezes esqueço de sair da quadra, às vezes fico na posição 6 e me empurram pra 5… Tenho que botar na cabeça que sou eu quem tenho que cobrir a bola, mas está sendo mais tranquilo do que eu pensava”, analisou Jaque, que, até agora, só atuou como líbero na primeira semana da Liga das Nações, em Barueri. “É algo novo na minha vida e estou gostando muito”, complementou.

A adaptação, inclusive, é a justificativa usada por ela para postergar a definição de seu futuro nos clubes. “Estou pensando em desenvolver meu papel muito bem feito na seleção, em ajudar mesmo e depois pensar no clube. Está sendo tudo tão novo que, para as pessoas aceitarem essa posição no clube, vai ser complicado Então, tenho que estudar muito bem se vou querer atacar no clube, como que vai ser. (A definição de onde jogará na temporada 2018/2019) Fica mais pra frente”, comentou.

Suelen vê evolução na recepção em relação a 2017

CONVERSA ENTRE LÍBEROS

Ao longo de toda a Liga das Nações quem mais ocupou o posto de líbero da seleção brasileira feminina foi Suelen. Segundo a atual titular, a comunicação entre as defensoras é ótima e, inclusive, se estende a quem já não disputa posição, a agora aposentada Fabi. “Tem que trocar ideias, principalmente com ela, que foi uma exímia líbero”, afirmou.

Ao fazer uma comparação entre a atual temporada de seleções e 2017, Suelen diz se sentir mais entrosada, apesar do menor tempo de treinamento. Na análise individual, ela também acredita ter evoluído. “A diferença para mim está sendo a recepção. Do ano passado para cá, evolui muito no passe”, afirma.

Ter a oportunidade de encarar as melhores atletas do mundo também é um fator destacado pela líbero. “Subir bolas (contra elas) é muito melhor. Apesar de na Superliga também ter jogadoras fortes como a Tandara e a Tifanny, é diferente, não tem comparação”, comemora.

A fase final da Liga das Nações feminina será disputada entre os dias 27 de junho e 1º de julho em Nanjing (China). Na busca por uma vaga na semifinal, o Brasil vai encarar a Holanda, no dia 28, às 8h15 (horário de Brasília) e as donas da casa no dia 29 (horário de Brasília).

* Colaborou Mauro Feola, de Apeldoorn (Holanda)

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De saída para o Japão, jogadora da Superliga relata ameaças do ex http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/de-saida-para-o-japao-jogadora-da-superliga-relata-ameacas-do-ex/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/19/de-saida-para-o-japao-jogadora-da-superliga-relata-ameacas-do-ex/#respond Tue, 19 Jun 2018 09:00:00 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13671

Suelle defendeu o Hinode Barueri, de José Roberto Guimarães, na última temporada (Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto/Divulgação)

Medalhista de bronze com a seleção brasileira no Grand Prix 2005, a ponteira Suelle Oliveira usou seu Instagram para revelar que está sendo perseguida pelo ex, Rubens Gimenes Neto, com quem manteve um relacionamento de cinco anos. De acordo com a jogadora, que defendeu o Hinode Barueri na última Superliga, ela precisou até mesmo registrar boletins de ocorrência por conta da intimidação.

“Atualmente, o mesmo me priva de um dos maiores bens do ser humano, a LIBERDADE. Hoje, afirmo para vocês, que convivo com o MEDO. Já tenho alguns BO’s registrados contra meu ex-companheiro, em razão de ameaças, perseguição e invasão de domicílio”, escreveu a atleta na noite da última quita-feira (14). Ela afirma que decidiu falar sobre seu caso para incentivar outras mulheres a fazerem o mesmo. “Sei que de certa forma estou levantando a bandeira de uma causa tão recorrente em diversos lares, situação que me encoraja a expor o que estou infelizmente vivendo”, destacou.

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Suelle e Rubens estão separados há sete meses, mas, de acordo com ela, o término do relacionamento não foi bem aceito. Rubens, inclusive, teria feito acusações de que ela usa substâncias ilegais.

“Tenho um enorme orgulho da minha profissão e jamais faria uso de qualquer coisa ilegal/ilícita que me fizesse levar vantagem perante as minhas companheiras de profissão. Durante todos esses anos de carreira, realizei todos os exames que me foram exigidos e, inclusive, os periódicos. Coloco-me à disposição para qualquer tipo de exame, se necessário”, comentou.

Procurada pelo Saída de Rede desde a publicação do post para dar mais detalhes do ocorrido, Suelle preferiu se resguardar – Rubens Gimenes Neto também não foi encontrado para se pronunciar. A atleta, que já teve passagens pelo Praia, Unilever, Sesi e Osasco, jogará no voleibol japonês na próxima temporada. Até lá, ela tem cuidado do físico e participado de eventos com patrocinadores.

Confira o texto que Suelle publicou no Instagram:

“NOTA OFICIAL

Venho por meio desta, manifestar-me oficialmente sobre o post feito pelo Sr. Rubens Gimenes Neto, herdeiro da Família Almeida Prado, com quem mantive relacionamento de 05 anos e estou separada há 7 meses. Separação esta, que não foi aceita por ele e, desde então, faz de tudo para me prejudicar.

Atualmente, o mesmo me priva de um dos maiores bens do ser humano, a LIBERDADE. Hoje, afirmo para vocês, que convivo com o MEDO. Já tenho alguns BO’s registrados contra meu ex-companheiro, em razão de ameaças, perseguição e invasão de domicílio.
Não gostaria de ter que expor tudo isso para vocês, mas sei que de certa forma estou levantando a bandeira de uma causa tão recorrente em diversos lares, situação que me encoraja a expor o que estou infelizmente vivendo.

Quanto as acusações do mesmo em relação a minha integridade como atleta, todos que me acompanham e convivem comigo sabem do meu caráter e da minha índole. Tenho um enorme orgulho da minha profissão e jamais faria uso de qualquer coisa ilegal/ilícita que me fizesse levar vantagem perante as minhas companheiras de profissão. Durante todos esses anos de carreira, realizei todos os exames que me foram exigidos e, inclusive, os periódicos. Coloco-me à disposição para qualquer tipo de exame, se necessário. Não tenho que provar nada para ele, mas tenho plena convicção da minha integridade.

Afirmo que as providências legais serão tomadas e peço desculpas a vocês pelo transtorno.

Muito obrigada pelo carinho!”

*Atualizado às 17h44

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Erros se repetem e nova derrota encerra péssimo fim de semana brasileiro http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/17/erros-se-repetem-e-nova-derrota-encerra-pessimo-fim-de-semana-brasileiro/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/17/erros-se-repetem-e-nova-derrota-encerra-pessimo-fim-de-semana-brasileiro/#respond Sun, 17 Jun 2018 21:14:23 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13667

Brasil, de Renan, sai de Varna com apenas um de nove pontos possíveis e classificação para a fase final ameaçada (Foto: Divulgação/FIVB)

Desastroso. Não há outra forma de definir a desempenho da seleção brasileira masculina de vôlei na etapa de Varna (Bulgária) da Liga das Nações. Depois de sucumbir diante de Canadá e França em sets diretos, os atuais campeões olímpicos perderam mais uma vez neste domingo (17), desta vez para os donos da casa por 3 sets a 2, parciais de 25-22, 19-25, 25-15, 18-25 e 15-12.

É a primeira vez desde a Liga Mundial 2012 que o time verde-amarelo acumula tantos resultados negativos seguidos – na ocasião, o Brasil perdeu para Finlândia (3 a 0) e Polônia (3 a 1) no encerramento da fase classificatória e depois foi eliminado na fase final da competição ao ser derrotado por Cuba (3 a 0) e novamente pelos poloneses (3 a 2).

Mais do que os resultados em si, preocupa a repetição dos erros ao longo de toda a rodada: recepção ruim, defesa desatenta e ponteiros ineficientes no ataque, deixando Wallace como a única (marcadíssima) opção ofensiva. O oposto marcou 22 pontos (22/42 ataques) contra 12 de Maurício Borges (6/23) e sete de Douglas Souza (6/14).

Na tentativa de mudar o panorama do fim de semana, o técnico Renan Dal Zotto havia apostado já na escalação inicial em mudanças em relação aos dois confrontos anteriores, com William no lugar de Bruno e Otávio substituindo Isac. O problema é que, sem passe, não há levantadores ou centrais que consigam jogar bem, seja quem for.

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Sem as opções dos lesionados Lipe e Ricardo Lucarelli para melhorar as pontas, o treinador apostou ao longo do jogo contra a Bulgária até mesmo em Victor Birigui, promessa de 19 anos que sequer ainda se destacou no voleibol nacional de clubes. Diante de tamanha pressão, o jovem virou três das oito bolas que recebeu, o que evidentemente não foi suficiente para evitar o novo revés.

Com os próximos jogos marcados para a Austrália já a partir de sexta-feira (22), haverá pouco tempo para treinos e ajustes nos próximos dias, decisivos para a classificação para a fase final do torneio – atualmente o Brasil é o quarto colocado, superando Polônia e Sérvia nos critérios de desempate (os cinco melhores além da França, sede da fase final, avançam para a disputa do título).

Porém, por tudo o que vinha jogando até a rodada na Bulgária ainda é possível dar crédito ao time. A boa notícia é que dois dos próximos adversários, Austrália e Argentina, são mais tranquilos, ideais para retomar a confiança e assegurar a vaga na fase final. Já o confronto contra a Polônia, às 7h10 de sábado (horário de Brasília), será um bom termômetro para saber qual das seleções brasileiras que vimos na Liga das Nações é a que corresponde à realidade.

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Abatido, Brasil perde em sets diretos para a França e alerta é aceso http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/16/abatido-brasil-perde-em-sets-diretos-para-a-franca-e-alerta-e-aceso/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/16/abatido-brasil-perde-em-sets-diretos-para-a-franca-e-alerta-e-aceso/#respond Sat, 16 Jun 2018 15:18:53 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13659

Com 16 pontos, o craque Earvin Ngapeth foi outra vez decisivo (Foto: Divulgação/FIVB)

 

Por Daniel Rodrigues

Fazia muito tempo que a seleção masculina não perdia dois jogos seguidos por três sets a zero, mas aconteceu. Na manhã deste sábado (16), os comandados de Renan Dal Zotto parecem ter sentido a derrota para o Canadá e viram a França, atual líder da Liga das Nações, sair com a vitória em parciais diretas (25-19, 25-23 e 25-23).

Na condição de sede da fase final do torneio e, consequentemente, já classificada, a seleção francesa jogou extremamente solta e sem responsabilidade. Com 16 pontos, o craque Earvin Ngapeth foi outra vez decisivo, mas também chamou atenção Boyer, o promissor oposto do time europeu que, com apenas 22 anos, foi responsável por 14 bolas no chão. Trata-se, aliás, de mais um dos jovens talentos franceses que já estão dando dor de cabeça aos adversários, dentre os quais também podemos destacar o ponteiro Thibault Rossard (25 anos), o central Barthélémy Chinenyeze (20) e o oposto reserva Jean Patry (21).

Em relação aos fundamentos ofensivos, o Brasil foi massacrado pelos franceses: 38 a 29 pontos no ataque, e 12 a 4 nos bloqueios. Para “fechar a conta”, foram nove aces dos europeus contra três dos sul-americanos.

Rendida, a seleção de Renan, que entrou em quadra com a mesma formação iniciada contra o Canadá (Bruninho, Wallace, Douglas, Maurício Borges, Isac, Lucão e Thales), repetiu um comportamento preocupante visto na derrota anterior: a queda de rendimento na reta final das parciais. Tanto no segundo como no terceiro sets, o Brasil esteve à frente do placar, mas nos últimos pontos passou por um apagão, atuando com menos agressividade e concentração, resultando no resultado negativo nas parciais.

Wallace mais uma vez foi o maior pontuador entre os brasileiros, com 10 bolas no chão, mas teve uma atuação abaixo do que vinha apresentando, muito devido à marcação dos franceses, que já se prepararam para uma distribuição de bolas concentrada no oposto. Maurício Borges, por sua vez, melhorou em relação ao duelo contra o Canadá, enquanto Douglas Souza ficou devendo uma participação mais contundente. Os atuais campeões olímpicos parecem estar sentindo a falta do ponteiro Lipe, além de Ricardo Lucarelli, em fase final de recuperação.

Muita coisa pode e deve ser extraída dessas duas derrotas por 3 sets a 0 e convenhamos que pegar uma França embalada não era o melhor dos adversários para se recuperar do revés diante do Canadá. Fato é, porém, que Renan Dal Zotto precisará recuperar seus jogadores o mais rápido possível para que a seleção brasileira saia desta rodada com pelo menos três pontos e não se complique para avançar às finais da competição. Com três derrotas em 11 partidas, o time verde e amarelo soma 23 pontos e pode cair para a quinta colocação, dependendo dos resultados do dia.

Na tentativa de deixar o saldo do final de semana menos negativo, o Brasil volta à quadra neste domingo (17), quando irá enfrentar a Bulgária, às 12h30 (horário de Brasília).

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Levantador brilha e Canadá faz 3 a 0 diante de um apático Brasil http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/levantador-brilha-e-canada-faz-3-a-0-diante-de-um-apatico-brasil/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/15/levantador-brilha-e-canada-faz-3-a-0-diante-de-um-apatico-brasil/#respond Fri, 15 Jun 2018 19:12:01 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13652

Canadá vem crescendo no cenário internacional nos últimos anos (Foto: Divulgação/FIVB)

Por Daniel Rodrigues

O placar foi bem distante do esperado. É fato que o Canadá vem crescendo bastante no cenário do voleibol, prova disso foi a medalha de bronze na última edição da Liga Mundial, mas o 3 a 0 diante do atual campeão olímpico, mesmo com parciais apertadas (25-22, 34-32 e 25-23), em jogo válido pela Liga das Nações, foi um resultado que deverá ser lembrado com gosto amargo durante algum tempo pela seleção brasileira masculina de vôlei.

Pelo lado canadense, não tem como deixar de destacar a excelente distribuição do levantador Tyler Sanders, que atuou com muita segurança e objetividade, colocando todos os seus atacantes para jogar. O oposto Gavin Schmitt e o ponteiro Nicholas Hoag foram decisivos (16 e 15 pontos, respectivamente), mas a participação efetiva dos centrais ludibriou a marcação do bloqueio do Brasil, liberando os demais atacantes para rodarem suas bolas sem grande dificuldade.

Em relação aos comandados de Renan Dal Zotto, pode-se dizer que os ponteiros deixaram muito a desejar no duelo desta sexta-feira (15). Mesmo com 10 pontos, Maurício Borges foi bastante ineficiente no ataque e vacilou por muitos momentos no passe. Douglas também teve extrema dificuldade em colocar bolas no chão, terminando a partida com somente quatro pontos, além da mesma instabilidade no passe, visto o ponto final, marcado por um ace em cima do jogador. Sem muita opção no banco, já que Lipe voltou ao Brasil com uma lesão no cotovelo, Renan chegou a testar o jovem Leonardo no decorrer da terceira parcial, sem grande sucesso.

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A falta de agressividade pelo lado brasileiro foi outro ponto a ser destacado negativamente. Tanto no segundo, como no terceiro set, a equipe verde e amarela chegou a ter vantagens confortáveis no placar, mas apresentou lampejos de desconcentração que permitiam ao time canadense a chegada no marcador, sem muito esforço.

O único ponto positivo, se é que podemos falar assim, foi a atuação do oposto Wallace (19 bolas no chão), que segue com extrema regularidade e por muitos momentos “fazendo milagre” no sexteto brasileiro. Porém, assim como na seleção feminina, a dependência do jogador também preocupa e pode prejudicar o time em confrontos posteriores, facilitando a marcação dos adversários.

Apesar da derrota em sets diretos, o cenário pode ser um teste interessante para ver como o Brasil irá reagir ao resultado, já que em menos de 24 horas entrará em quadra para enfrentar a forte seleção francesa. O jogo está programado para a manhã deste sábado (16), às 9h30 (horário de Brasília).

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Brasil desperdiça chances individuais em “jogo-treino” contra a Itália http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/brasil-desperdica-chances-individuais-em-jogo-treino-contra-a-italia/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/brasil-desperdica-chances-individuais-em-jogo-treino-contra-a-italia/#respond Fri, 15 Jun 2018 00:21:33 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13647

Monique foi a maior pontuadora do Brasil nesta quinta, mas não se mostrou uma opção confiável na ausência de Tandara (Foto: Divulgação/FIVB)

Diante de um adversário já eliminado e com a classificação para a fase final da Liga das Nações assegurada desde o começo da rodada, restou ao técnico José Roberto Guimarães continuar a testar opções no duelo contra a Itália, realizado nesta quinta-feira (14) em Eboli. E, com Monique jogando o tempo inteiro na saída de rede e Rosamaria novamente substituindo Gabi a partir da segunda parcial, a seleção brasileira feminina de vôlei foi derrotada por 3 sets a 2, parciais de 22-25, 25-20, 17-25, 25-19 e 15-12.

Trata-se da terceira derrota verde-amarela na competição, mas, ao contrário do revés diante da Alemanha na estreia, não há muito o que lamentar coletivamente. O único fator que estava em jogo era a segunda colocação na tabela, que acabou perdida para a Sérvia, mas o posicionamento não fez muita diferença em relação ao nível dos rivais na disputa pelas duas vagas na semifinal: China e Holanda, times que possuem força semelhante a Estados Unidos e Turquia, os dois componentes do outro grupo.

Independente de o Brasil conseguir repetir ou não o título do Grand Prix em 2017, o mais importante está assegurado: outra semana de bons testes contra as melhores equipes à disposição, sempre de olho no torneio mais importante da temporada, o Mundial do Japão, que começa em 29 de setembro, uma taça inédita para a seleção.

Líbero, Serginho também será coordenador técnico no Corinthians

Tandara explica o que a levou a jogar no voleibol chinês

Individualmente, oportunidades foram desperdiçadas nesta quinta. É o caso de Monique, que apesar de ter sido a maior pontuadora do Brasil (16 pontos) virou apenas 33,3% das bolas que recebeu. Até o momento, a jogadora do Sesc RJ não se mostrou uma opção confiável para a ausência de Tandara. Já Rosamaria, que contra a Tailândia, havia dividido a responsabilidade com a oposta titular, não conseguiu repetir o desempenho e terminou o jogo com apenas nove pontos.

A entrada de Paola Egonu deu a base ofensiva para a Itália terminar bem sua participação na primeira edição da Liga das Nações, mas o time segue sendo uma incógnita para o Mundial, ainda mais instável que o Brasil. Zé Roberto, comissão técnica e jogadoras agora partem para o Japão, onde farão um período de treinamento antes do início da fase final, em 27 de junho, na China. A pausa é uma ótima oportunidade para trabalhar as deficiências da equipe, como o passe e a “Tandaradependência”, com mais calma. Na busca pelo título, os Estados Unidos aparecem hoje como os grandes favoritos, mas não se pode descartar uma nova taça brasileira.

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Líbero, Serginho também assume como coordenador técnico do Corinthians http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/libero-serginho-tambem-assume-como-coordenador-tecnico-do-corinthians/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/libero-serginho-tambem-assume-como-coordenador-tecnico-do-corinthians/#respond Thu, 14 Jun 2018 09:00:30 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13643

Serginho terá dupla função na próxima temporada do vôlei brasileiro (Foto: Divulgação/Corinthians-Guarulhos)

O conhecimento conquistado por Serginho ao longo dos últimos anos como líbero também começará a ser aplicado fora das quadras. Ou melhor: oficialmente aplicado. Depois de informalmente contribuir com a comissão técnica do Corinthians-Guarulhos na temporada passada, o defensor agora também assumirá a função de coordenador técnico da equipe.

A novidade foi confirmada pelo gestor do projeto, Anderson Marsili. “A ideia é que ele possa contribuir com a experiência que tem”, comentou o dirigente, que fez questão de ressaltar que a palavra final sobre as decisões será do novo treinador, Gersinho, que chega para substituir Alexandre Stanzioni. “O Gersinho terá toda autonomia”, garantiu.

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Serginho não é o primeiro jogador do voleibol brasileiro a atuar dentro e fora das quadras ao mesmo tempo. Parceiro do líbero na conquista da Olimpíada de Atenas, em 2004, o levantador Ricardinho também segue jogando ao mesmo tempo em que é o presidente do Maringá Vôlei. “Mas o caso do Ricardo é um pouco diferente porque ele era o presidente. O Escada não vai se envolver com a parte de contratações, por exemplo”, esclareceu Marsili.

Depois de fazer uma campanha surpreendente em sua primeira temporada na elite do voleibol brasileiro, chegando à sexta colocação na Superliga, o Corinthians conseguiu manter os principais jogadores do elenco, caso dos centrais Sidão e Riad, do ponteiro Fábio e do oposto Rivaldo. A grande novidade é a chegada de um outro veterano, o levantador Marcelinho, de 43 anos.

Apesar dos bons resultados, a permanência do Corinthians na Superliga chegou a estar ameaçada por conta de um problema burocrático, mas a situação foi resolvida depois que o time de Montes Claros decidiu fazer uma pausa na próxima temporada e cedeu seu CNPJ para os paulistas participarem da competição.

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Brasil testa jogadoras, passa pela Tailândia, mas inconstância permanece http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/brasil-testa-jogadoras-passa-pela-tailandia-mas-inconstancia-permanece/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2018/06/13/brasil-testa-jogadoras-passa-pela-tailandia-mas-inconstancia-permanece/#respond Wed, 13 Jun 2018 17:53:11 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=13637

Rosamaria conseguiu dividir a responsabilidade ofensiva com Tandara (Foto: Divulgação/FIVB)

Por Daniel Rodrigues

Já classificada para a fase final da Liga das Nações, a seleção brasileira feminina de vôlei entrou em quadra nesta quarta-feira (13) sem grandes responsabilidades. Aproveitando-se da situação tranquila, José Roberto Guimarães optou por rodar mais a equipe e escalou o time titular com Rosamaria na ponta e Carol no lugar de Adenizia. No entanto, o “filme” da partida contra a Bélgica se repetiu: as brasileiras desaceleraram na terceira parcial e só conseguiram vencer a Tailândia, adversário com apenas dois triunfos na competição, no quarto set (25-16, 25-22, 18-25 e 25-13).

O Brasil mostrou grande qualidade de jogo no início e no final do duelo, na primeira e na quarta parcial. Em ambas as ocasiões, houve estabilidade no passe, com as jogadas de meio pelo meio fluindo com naturalidade, além do sistema defensivo funcionando eficientemente. Neste panorama, com a concentração e a agressividade em alta, as centrais pontuaram e corresponderam muito bem e o técnico brasileiro finalmente conseguiu utilizar todas as jogadoras do banco, algo que quase não vinha ocorrendo nos desafios anteriores. Monique, Mara, Macris e a líbero Gabiru foram testadas e responderam bem às expectativas.

Porém, este cenário que gostaria de ser visto mais vezes pelos torcedores brasileiros, não ocorreu no segundo e terceiro set, quando as comandadas de Zé Roberto voltaram a apresentar oscilações, permitindo o crescimento das adversárias. A entrada da experiente ponteira Onuma também foi importante para evolução tailandesa, mas a tradição brasileira e o poderio do bloqueio foram decisivos para a vitória verde e amarela na segunda parcial, apesar das dificuldades.

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O mesmo não ocorreu na sequência, quando a Tailândia continuou crescendo e a recepção brasileira caiu consideravelmente, com Gabi dando lugar a Amanda. Ineficiente e sem agressividade, o saque do Brasil não ofereceu resistência às asiáticas, que com uma excelente distribuição da craque levantadora Tomkom, fecharam o set com autoridade.

Os três pontos somados com a vitória desta tarde foram importantes, mas mais relevante ainda foi ver o time brasileiro atuando mais solto quando Gabi e Suelen dominaram o fundo de quadra, além da atuação contundente de Rosamaria. A atleta, mesmo sem ser tão testada no passe, foi responsável por 18 pontos do Brasil, conseguindo dividir a responsabilidade com a oposto Tandara, que anotou 14. Com mais ritmo de jogo e ganhando confiança, Rosa pode e deve ser uma opção interessante nos próximos compromissos de nossa seleção.

As brasileiras encerrarão a participação na fase classificatória da Liga das Nações na tarde desta quinta-feira (14), quando voltam à quadra para enfrentar a Itália, dona da casa, às 15h (Brasília).

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