Blog Saída de Rede http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br Reportagens e análises sobre o que acontece no vôlei, além de lembrar momentos históricos da modalidade. Thu, 17 Aug 2017 23:28:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Sul-Americano: sem esforço, Brasil atropela o Chile http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/17/sul-americano-sem-esforco-brasil-atropela-o-chile/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/17/sul-americano-sem-esforco-brasil-atropela-o-chile/#respond Thu, 17 Aug 2017 23:08:59 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8923

Amanda no ataque: vitória tranquila contra um adversário frágil (fotos: Nelson Rios/CSV)

Superar argentinas e venezuelanas foi muito fácil. Imagine então enfrentar o Chile, a equipe mais fraca do 32º Campeonato Sul-Americano de Vôlei Feminino, disputado em Cali, na Colômbia. A seleção brasileira precisou de menos de uma hora, nesta quinta-feira (17), para vencer as chilenas por 3-0 (25-5, 25-10, 25-7), pela terceira rodada do torneio, que dará ao campeão uma vaga no Mundial 2018, no Japão. O Brasil busca seu 20º título – conquistou as últimas 11 edições e não perde um set na competição desde 1999.

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As brasileiras enfrentam as peruanas nesta sexta-feira (18) e encerram sua participação contra as colombianas no sábado (19) – veja tabela abaixo. O hexagonal está sendo disputado em pontos corridos. As partidas são transmitidas pelo site da Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV).

Diante das frágeis chilenas, a seleção brasileira teve as reservas em quadra desde o começo da partida: Macris, Monique, Drussyla, Amanda, Carol, Mara e Gabi. O técnico José Roberto Guimarães não fez substituições nesse jogo. A ponta Drussyla foi a maior pontuadora, somando 15 (nove de ataque, quatro de bloqueio e dois aces). A central Mara e a ponteira Amanda marcaram 13 e 11 pontos, respectivamente.

As duas seleções durante a execução do hino chileno

Preparação
Além de poder garantir a vaga para o Mundial 2018, o Brasil utiliza o Sul-Americano como preparação para a Copa dos Campeões, no Japão, de 5 de 10 de setembro. Antes de seguir para a Ásia, o time de Zé Roberto fará ainda dois amistosos, nos dias 27 e 29 de agosto, contra os Estados Unidos, como visitante, na cidade de Anaheim, na região metropolitana de Los Angeles.

Treinadas pelo argentino Eduardo Guillaume, ex-técnico da Colômbia e ex-assistente da Argentina, as chilenas estão na Colômbia para ganhar experiência. Sete das 14 jogadoras têm de 15 a 17 anos. Se no voleibol masculino o Chile já apresenta alguma evolução, a partir de um investimento iniciado em 2011, no feminino ainda precisa melhorar bastante, mesmo para enfrentar um rival como a Venezuela – não conseguiram passar dos 19 pontos no melhor set contra a Vinotinto, a segunda equipe mais fraca do Sul-Americano.

TABELA DO SUL-AMERICANO FEMININO (horário de Brasília)
Dia 15 (terça-feira) – Brasil 3-0 Argentina (25-21, 25-15, 25-15)
Dia 16 (quarta-feira) – Brasil 3-0 Venezuela (25-15, 25-6, 25-12)
Dia 17 (quinta-feira) – Brasil 3-0 Chile (25-5, 25-10, 25-7)
Dia 18 (sexta-feira) – Brasil vs. Peru, às 19h
Dia 19 (sábado) – Brasil vs. Colômbia, às 17h30

 

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Em ritmo de treino, Brasil bate Venezuela e vence a segunda no Sul-Americano http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/16/em-ritmo-de-treino-brasil-bate-venezuela-e-vence-a-segunda-no-sul-americano/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/16/em-ritmo-de-treino-brasil-bate-venezuela-e-vence-a-segunda-no-sul-americano/#respond Wed, 16 Aug 2017 21:08:35 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8916

Pela entrada de rede, Natália encara bloqueio simples venezuelano (foto: Nelson Rios/CSV)

A seleção brasileira chegou à segunda vitória no Campeonato Sul-Americano feminino de Vôlei quase sem suar o uniforme. Se a estreia contra a Argentina revelou ao menos algum equilíbrio no placar da primeira parcial, o triunfo sobre a Venezuela, nesta quarta-feira, em Cali, foi ainda mais fácil. O Brasil venceu por 3 sets a 0, em parciais de 25-15, 25-6 e 25-12, e segue em passo firme para conquistar o título continental e a vaga no Mundial do Japão 2018.

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O Brasil começou a partida com Roberta, Tandara, Adenízia, Carol, Natália, Rosamaria e Suelen. No decorrer das duas primeiras parciais, Amanda, Drussyla, Macris, Monique e Mara chegaram a entrar em quadra em rápidas passagens. No terceiro set, porém, o técnico Zé Roberto as escalou desde o início.

Logo nos primeiros pontos, ficou clara a distância técnica entre as campeãs do Grand Prix deste ano e o time que disputou a terceira divisão do mesmo torneio (e que, por problemas financeiros, abriu mão de jogar as semifinais da competição).

Aproveitando-se da profusão de erros (alguns quase infantis) da equipe venezuelana – como um saque flutuante de Adenizia na primeira parcial que ia para fora, mas tocou na oposta Meriyen Serrano no fundo da quadra e virou ace –, as brasileiras abriram boa margem no placar e não foram perturbadas em nenhuma das parciais. No segundo set, por exemplo, numa passagem de Roberta no serviço, o Brasil chegou a abrir 11-0 no marcador. A Venezuela não teve chance de prolongar a partida nem mesmo na terceira etapa, quando as suplentes do Brasil foram para o jogo.

O torneio hexagonal é disputado em pontos corridos e termina no sábado. As partidas são transmitidas pelo site da Confederação Sul-Americana de Vôlei.

TABELA DO SUL-AMERICANO FEMININO (horário de Brasília)
Dia 15 (terça-feira) – Brasil 3-0 Argentina (25-21, 25-15, 25-15)
Dia 16 (quarta-feira) – Brasil 3-0 Venezuela (25-15, 25-6, 25-12)
Dia 17 (quinta-feira) – Brasil vs. Chile, às 19h
Dia 18 (sexta-feira) – Brasil vs. Peru, às 19h
Dia 19 (sábado) – Brasil vs. Colômbia, às 17h30

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Brasil se impõe e vence fácil a Argentina na estreia no Sul-Americano http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/15/brasil-se-impoe-e-vence-facil-a-argentina-na-estreia-no-sul-americano/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/15/brasil-se-impoe-e-vence-facil-a-argentina-na-estreia-no-sul-americano/#respond Tue, 15 Aug 2017 23:22:02 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8899

Tandara, que marcou 16 pontos, vira mais uma bola contra a seleção argentina (fotos: Nelson Rios/CSV)

Vencedor das últimas 11 edições, de um total de 19 conquistas, sem perder sets no torneio desde 1999, a seleção brasileira feminina fez prevalecer a lógica e bateu em sets diretos (25-21, 25-15, 25-15) a Argentina na primeira rodada do 32º Campeonato Sul-Americano, em Cali, na Colômbia. A vitória fácil das brasileiras sobre um adversário que, nos últimos anos, vem se firmando como a segunda força do continente demonstra o abismo técnico entre a equipe treinada por José Roberto Guimarães e os demais times. O campeão da competição garantirá vaga no Mundial 2018, no Japão.

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Além de brasileiras, argentinas e colombianas, o campeonato tem a presença do Peru, da Venezuela e do Chile. Todas as equipes se enfrentam, em cinco rodadas que serão disputadas em dias seguidos. Os jogos são exibidos no site da Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV).

TABELA DO SUL-AMERICANO FEMININO (horário de Brasília)
Dia 15 (terça-feira) – Brasil 3-0 Argentina (25-21, 25-15, 25-15)
Dia 16 (quarta-feira) – Brasil vs. Venezuela, às 17h
Dia 17 (quinta-feira) – Brasil vs. Chile, às 19h
Dia 18 (sexta-feira) – Brasil vs. Peru, às 19h
Dia 19 (sábado) – Brasil vs. Colômbia, às 17h30

Seleção brasileira posa para fotografia antes da partida em Cali

Escalação
O Brasil entrou em quadra com Tandara (chamada pelo locutor da CSV de “Tândara”), Roberta, Natália, Rosamaria, Adenizia, Bia e Gabi – time que tem sido uma escalação inicial constante de Zé Roberto esta temporada, exceto pela presença da líbero Suelen em vez de Gabi. No dia 6 deste mês, a seleção brasileira conquistou seu 12º título do Grand Prix, enquanto a Argentina terminou no 10º lugar na segunda divisão.

Zé Roberto levou ao Sul-Americano as 14 jogadoras que participaram da fase final do GP. Além das oito mencionadas acima, foram inscritas Macris, Monique, Amanda, Drussyla, Carol e Mara. Todas foram acionadas contra a Argentina. Já a ponteira Gabi, que se integrou à seleção na última quinta-feira (10), viajou para a Colômbia, mas apenas treina com o grupo como preparação para a Copa dos Campeões, no Japão, de 5 a 10 de setembro.

O jogo
Com uma certa dose de acomodação, as brasileiras permitiram que as oponentes equilibrassem o primeiro set até o 18º ponto, mas depois controlaram a partida, apesar de demonstrar relaxamento nos finais da segunda e terceira parciais.

Tandara foi a maior pontuadora, com um total de 16. No ataque, ela colocou no chão 10 em 21 tentativas. Natália marcou 12 pontos, sendo 11 de ataque (recebeu 23 levantamentos). Adenizia fez 10 pontos, sendo seis no ataque. Pela Argentina, as maiores pontuadoras foram duas centrais: Julieta Lazcano, com 11, e Mimi Sosa, bastante conhecida pelo torcedor brasileiro (irá para sua quarta temporada na Superliga), com nove. O Brasil marcou 11 pontos de bloqueio (seis com Tandara) contra sete do adversário. Foram sete aces das brasileiras e dois das argentinas. O time de Zé Roberto ganhou quase um set em erros das oponentes, foram 21 pontos, e cedeu 12.

Provável rodízio
Em razão do baixo nível dos adversários, que cientes da superioridade brasileira encaram o Sul-Americano como uma preparação para o qualificatório continental que dará outra vaga para o Mundial 2018 (será disputado de 11 a 15 de outubro, em Arequipa, no Peru), o técnico Zé Roberto provavelmente promoverá um rodízio ao longo do campeonato no time que começará as partidas.

A Argentina, que esta temporada não conta com a levantadora Yael Castiglione e com a oposta Leticia Boscacci (ambas pediram um tempo para ficar com a família e tentar engravidar), veio à Colômbia sem suas duas melhores ponteiras: a veterana Yas Nizetich, que sentiu dores no joelho direito, e a novata Elina Rodriguez, com um estiramento na parte posterior da coxa direita. Se em condições normais de temperatura e pressão, resistir ao Brasil seria uma tarefa ingrata para Las Panteras, como são chamadas em seu país, com os desfalques a vida das brasileiras ficou ainda mais fácil – uma parte considerável dos pontos da Argentina na primeira parcial surgiu em erros ou falta de atenção do Brasil.

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Teste com as novas regras desagrada técnicos das seleções sub-23 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/15/teste-com-as-novas-regras-desagrada-tecnicos-das-selecoes-sub-23/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/15/teste-com-as-novas-regras-desagrada-tecnicos-das-selecoes-sub-23/#respond Tue, 15 Aug 2017 09:00:50 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8892

Treinador da seleção sub-23, Giovane não gostou das mudanças impostas no ataque e no saque (Bruno Miani/Inovafoto/CBV)

Às vésperas da abertura do Campeonato Mundial masculino sub-23 do Egito, o público do vôlei se prepara para acompanhar uma competição que testa algumas das mudanças mais radicais que a modalidade sofreu nos últimos anos. O mesmo valerá para a versão feminina do torneio, que ocorrerá em setembro, na Eslovênia.

Haverá três grandes modificações nas regras para os mundiais desta categoria em 2017: (1) as partidas serão disputadas em até sete sets de 15 pontos, (2) o jogador que efetuar o serviço não poderá aterrissar dentro da área de jogo, o que deve inibir o saque viagem, assim como (3) quem efetuar o ataque do fundo de quadra não poderá cair dentro da linha de 3 metros, o que deve mudar bastante a dinâmica da armação de jogadas.

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Tanto o técnico Giovane Gávio, da seleção brasileira masculina sub-23, quanto Wagão, da feminina, demonstram otimismo em relação às sete parciais de 15 pontos. Os dois enxergam na mudança matemática uma tentativa da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para dinamizar o jogo e, com isso, atrair a televisão – uma tendência, lembra Giovane, que acompanha a modalidade já há algum tempo.

“Desde 1996, a FIVB vem fazendo adaptações no vôlei, principalmente com o objetivo de facilitar as transmissões ao vivo, (propiciar) mais emoção. Acho que estão seguindo nessa linha. Acho que esse é o principal objetiva da mudança pra sete sets de 15 pontos, e pode ser que consigam”, comentou o bicampeão olímpico em Barcelona 1992 e Atenas 2004.

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Contudo, as modificações no ataque e no saque desagradaram os dois treinadores. “Elas vão na contramão da evolução do voleibol. Tira um pouco do brilho do espetáculo”, sentenciou Wagão.

Wagão: “Ataque do fundo e saque forçado são evoluções do esporte” (foto: FIVB)

“O ataque do fundo e o saque forçado são evoluções do esporte. Nesse caso, não acredito que vale a pena fazer teste, pois estaremos voltando ao passado do voleibol. As propostas que agilizam o jogo são válidas, mas, com os aspectos técnicos do ataque de fundo e invadir a linha do saque, eu não concordo, pois tira parte do aspecto plástico do jogo”, criticou o comandante da seleção brasileira feminina sub-23.

Nessa mesma esteira, Giovane afirma que limitar a ação do atacante no fundo de quadra “é uma regra mal feita. Não existe isso de você não poder cair dentro da área de 3 metros. Isso não existe”, enfatizou.

“Teria de mudar toda a mecânica do movimento e acho que não está sendo bem pensada. Sou contra, acho que não traz benefício nenhum pro vôlei. Pelo contrário, tira essa parte espetacular do ataque pelo fundo, o salto em extensão, que é bonito, (diminui) possibilidades de ataque que foram conquistadas pela evolução (física e tática) que aconteceu ao longo dos anos. Não consigo enxergar o voleibol melhor com essa regra aí”,  lamentou o ex-ponteiro.

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Autor do ace que levou o Brasil ao primeiro título mundial adulto, em 2002, na Argentina, Giovane completa que, nestas semanas de treinamento da seleção masculina sub-23, não percebeu que a mudança no saque tenha trazido melhorias para o jogo. “Benefícios? Não consegui enxergar ainda”.

“Talvez diminua um pouco a força do saque em salto e aumente esse flutuante lá do fundo. Sinceramente, não sei dizer se é bom ou ruim, e também não consigo entender por que estão mexendo nisso. Nós treinamos com as regras novas, e essa (mudança) do saque só dificultou sacar, a verdade é essa”, avaliou.

Mundiais
O Campeonato Mundial masculino sub-23 será disputado no Cairo, entre os dias 18 e 25 deste mês. Vencedor na primeira edição do torneio, em 2013, o Brasil está no grupo A, junto com Cuba, Polônia, Japão, Egito e México, contra quem estreia na próxima sexta-feira, às 9h30 (horário de Brasília) – Argélia, Argentina, Irã, China, Turquia e Rússia, atual campeã, compõem a outra chave.

Já no torneio feminino, entre os dias 10 e 17 de setembro, em Liubljana (Eslovênia), as brasileiras, que tentam defender o título levantado em 2015, encaram Quênia, Argentina, China, Tailândia e Eslovênia na primeira fase. Egito, Rep. Dominicana, Turquia, Cuba, Japão e Bulgária estão no outro grupo.

Colaboraram Carolina Canossa e Sidrônio Henrique

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Gabi volta à seleção: “Ninguém tem vaga garantida” http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/14/gabi-volta-a-selecao-ninguem-tem-vaga-garantida/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/14/gabi-volta-a-selecao-ninguem-tem-vaga-garantida/#respond Mon, 14 Aug 2017 09:00:40 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8863

A ponteira de 1,80m tem a admiração do técnico José Roberto Guimarães (foto: FIVB)

Com apenas 23 anos, ela já pode ser chamada de veterana na seleção brasileira. Gabriela Guimarães, 1,80m, a ponteira que desde 2012 defende o antigo Rexona, atual Sesc-RJ, está de volta, depois de concluir o tratamento de uma inflamação no joelho. Sua primeira convocação foi em 2012, ainda prestes a completar 18 anos, para ganhar experiência, e a partir da temporada seguinte, início do ciclo passado, ela se firmou. Se até 2016 era reserva, difícil imaginá-la fora da equipe titular agora, porém Gabi politicamente rebate. “Ninguém tem vaga garantida”, disse ao Saída de Rede. A seleção tem como foco a Copa dos Campeões, de 5 a 10 de setembro, no Japão. Antes o time disputa, de 15 a 19 de agosto, na Colômbia, o Campeonato Sul-Americano, valendo uma vaga para o Mundial 2018.

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Ela faz questão de ressaltar o desempenho das colegas ponteiras na recente conquista do 12º título brasileiro no Grand Prix. “A Rosamaria e a Drussyla foram bem demais. A Natália, todo mundo viu, não é preciso dizer muito, jogou em alto nível. Não há vaga cativa na seleção, joga quem estiver melhor”. Nos bastidores, o técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães não esconde sua admiração por Gabi.

Gabi recebe um saque na Superliga (Alexandre Loureiro/CBV)

Retorno aos poucos
Ainda recuperando a forma e retornando à seleção num torneio tecnicamente fraco como o Sul-Americano, Gabi acredita que deve ser pouco acionada esta semana. “Acho que vou jogar pouco nesse campeonato, talvez entre para ganhar ritmo”.

Após o Sul-Americano, a seleção brasileira fará dois amistosos contra os Estados Unidos, na casa do adversário, em Anaheim, nos dias 27 e 29 de agosto, como preparação para a Copa dos Campeões. “Ali eu espero estar mais solta”, comentou.

Gabi tenta bloquear a china de Akinradewo. Será que conseguiu? (FIVB)

Equipe renovada
Reserva no período 2013-2016, a atleta evita comentar seu papel na seleção no ciclo iniciado este ano rumo a Tóquio 2020, em que jogadoras antes coadjuvantes ganharam papel de protagonista e novos nomes vão se integrando ao time. “Temos que ver como a equipe vai ficar, até porque algumas veteranas estão fora por enquanto, mas voltam ano que vem”, afirmou.

Para ela, foi uma “tortura” ter apenas que torcer e não poder jogar na conquista do Grand Prix 2017. “Torcer é muito sofrido, jogar é mais fácil. De longe você não pode fazer nada”. A atacante enfatiza o orgulho que sentiu pela recuperação da seleção no torneio. “O time correu o risco de não ir à fase final, quase não foi para a semifinal, de repente foi campeão, aquilo foi demais. Queria muito ter estado ali, falava com as meninas o tempo todo, ficava ansiosa. Há uma lição importante a ser tirada desse GP, que é não se deixar abater nunca, saber dar a volta por cima. Foi uma vitória linda desse grupo todo. A Itália tem a Egonu, a Sérvia tem a Boskovic, a China tem a Zhu, mas nós temos um conjunto”.

A atleta concede entrevista após uma partida em São Paulo (FIVB)

Dores e recuperação
Diagnosticada com uma tendinite patelar (inflamação que afeta o joelho devido ao esforço repetitivo) na reta final da Superliga 2016/2017, ela suportou as dores para poder ajudar a equipe do Rexona-Ades a chegar ao 12º título da competição e depois ao vice-campeonato no Mundial de Clubes. “A partir da semifinal da Superliga, eu tive que diminuir a intensidade da minha participação nos treinamentos, deixava para saltar somente durante as partidas. Já no Mundial eu praticamente nem treinava, me guardando para os jogos”, explicou. Durante uma partida de cinco sets, por exemplo, uma ponteira salta em média 120 vezes, entre ataques, bloqueios, fintas e saques.

Para tentar escapar de uma cirurgia, Gabi optou pelo tratamento com ondas de choque. A terapia consiste no uso de ondas mecânicas (pulsos sônicos) produzidas por um equipamento de pequenas dimensões. A intensidade das ondas é aumentada gradualmente, de acordo com a tolerância do paciente. Os efeitos das ondas de choque são baseados na produção do óxido nítrico, que é uma substância que estimula o surgimento de vasos sanguíneos, e também no estímulo das células-tronco e outras células que regeneram os tecidos. Após voltar do Japão, em setembro, a atleta vai passar por uma nova avaliação do departamento médico do seu clube para ter certeza se uma intervenção cirúrgica pode ser realmente descartada.

Bernardinho conversa com Gabi durante a Superliga (Alexandre Arruda/Sesc-RJ)

Clube e Superliga
Ela começou a treinar, de forma leve, há pouco mais de um mês, no Sesc-RJ. “Tive que maneirar. Agora que o Bernardinho não está mais com a seleção masculina, ele vem com gás em dobro para treinar a gente”, brincou Gabi.

Para a próxima temporada da Superliga, ela vê mais dificuldades e joga a responsabilidade para os adversários. “OK, estamos acostumadas a ganhar, mas não nos vejo como favoritas agora. Olha os times que o Praia Clube, o Vôlei Nestlé e o Minas montaram. Se a última edição já foi complicada para vencer, diria que a próxima vai ser ainda mais difícil”.

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Sul-Americano: seleção feminina é favorita disparada em torneio onde não perdeu um set neste século http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/12/sul-americano-selecao-feminina-e-favorita-disparada-em-torneio-onde-nao-perdeu-um-set-neste-seculo/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/12/sul-americano-selecao-feminina-e-favorita-disparada-em-torneio-onde-nao-perdeu-um-set-neste-seculo/#respond Sat, 12 Aug 2017 15:00:47 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8836

As brasileiras venceram o GP há seis dias e agora vão em busca do 20º título sul-americano (foto: FIVB)

Após a conquista do Campeonato Sul-Americano pela seleção brasileira masculina na noite desta sexta-feira (11), na próxima semana será a vez delas. A equipe feminina do Brasil, sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, começa na terça-feira (15) a busca pelo 20º título no torneio – venceu as últimas 11 edições. Com todo respeito aos adversários que o Brasil enfrentará na competição, que será realizada até sábado (19), em Cali, na Colômbia, somente um desastre tira o ouro das mãos das brasileiras. A última vez que o Brasil perdeu sets no Sul-Americano foi ainda no século passado, em 1999. O campeão terá uma vaga no Mundial 2018, que será disputado no Japão.

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Além de brasileiras e colombianas, o campeonato terá a presença da Argentina, do Peru, da Venezuela e do Chile. Todas as equipes se enfrentam, em cinco rodadas que serão disputadas em dias seguidos. Os jogos serão exibidos no site da Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV). Nenhuma emissora de TV brasileira havia confirmado a transmissão do torneio até o fechamento desta matéria.

TABELA DO SUL-AMERICANO FEMININO (horário de Brasília)
Dia 15 (terça-feira) – Brasil vs. Argentina, às 19h
Dia 16 (quarta-feira) – Brasil vs. Venezuela, às 17h
Dia 17 (quinta-feira) – Brasil vs. Chile, às 19h
Dia 18 (sexta-feira) – Brasil vs. Peru, às 19h
Dia 19 (sábado) – Brasil vs. Colômbia, às 17h30

Gabi retorna à seleção após se recuperar de uma inflamação no joelho (CBV)

Retorno de Gabi
A principal novidade em relação ao time que há seis dias conquistou o Grand Prix é a volta da ponteira Gabi, do Sesc-RJ, que se recuperou de uma tendinite patelar – inflamação que afeta o joelho devido ao esforço repetitivo. Além dela, embarcam às 8h30 deste domingo (13), no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), rumo a Colômbia, as 14 jogadoras que venceram o GP: as levantadoras Roberta e Macris, as opostas Tandara e Monique, as ponteiras Natália, Rosamaria, Drussyla e Amanda, as centrais Bia, Adenizia, Carol e Mara, e as líberos Suelen e Gabi. Sim, o time segue com 15 atletas para Cali e somente nesta segunda-feira (14), durante o congresso técnico da competição, Zé Roberto apresentará a lista com 14 nomes.

Uma das ponteiras não será inscrita, mas seguirá treinando com o grupo, que utilizará o Sul-Americano como preparação para a Copa dos Campeões, a ser disputada de 5 a 10 de setembro, no Japão, e da qual o Brasil foi o último vencedor.

Em razão do baixo nível dos adversários, que cientes da superioridade brasileira encaram o Sul-Americano como uma preparação para o qualificatório continental que dará outra vaga para o Mundial 2018 (será disputado de 11 a 15 de outubro, em Arequipa, no Peru), o técnico Zé Roberto provavelmente promoverá um rodízio ao longo do campeonato no time que começará as partidas.

Argentinas e peruanas em ação: Brasil estreia contra Las Panteras e enfrenta o Peru na quarta rodada (FIVB)

Sequência de jogos
A estreia será contra a Argentina, da central Mimi Sosa e da líbero Tatiana Rizzo. Quarta colocada no Montreux Volley Masters e décimo lugar na segunda divisão do Grand Prix, a seleção argentina briga com o Peru desde a década passada pelo status de segunda força no continente. Este mês, Las Panteras, como são chamadas em seu país, fizeram dois amistosos contra a seleção sub23 do Brasil, perdendo um por 0-3 e ganhando o outro por 3-1.

Na sequência, as brasileiras enfrentarão Venezuela e Chile, as duas equipes mais fracas do Sul-Americano 2017.

Depois é a vez de jogar contra o Peru, do técnico brasileiro Luizomar de Moura e da ponteira Angela Leyva – a equipe peruana ficou no nono posto na segunda divisão do GP. Esta semana, o Peru fez dois amistosos contra o Vôlei Nestlé, clube de Luizomar no Brasil. Como o treinador está na temporada de seleções, quem comandou o time de Osasco foi o auxiliar Spencer Lee. O Vôlei Nestlé estava sem Tandara e Bia, ambas servindo à seleção brasileira, sem Lorenne, que está com a seleção sub23, e também não pôde contar com Fabíola. No primeiro jogo, com limite de quatro sets, empate em 2-2. No segundo, vitória peruana por 3-2.

O time brasileiro encerra sua participação no Sul-Americano contra as donas da casa, treinadas por outro brasileiro, Antônio Rizola. Mais uma seleção que competiu na segundona do GP, a Colômbia terminou em sétimo. Embora sem contar com sua estrela, a veterana ponta/oposta Madelaynne Montaño, 34 anos, que poderia ser útil mesmo longe da melhor forma, a equipe tem boas chances de superar peruanas e argentinas, adversárias que já derrotou em mais de uma ocasião.

Técnico Antônio Rizola comemora vitória com as colombianas (FIVB)

Na última edição, realizada em 2015 também na Colômbia, mas na cidade de Cartagena, as peruanas foram vice e as anfitriãs ficaram com o bronze. A Argentina terminou em quarto, mas competiu com um time B, poupando as titulares para a disputa do pré-olímpico, onde conseguiu a vaga para a Rio 2016 – sua primeira participação olímpica. O time havia ficado com a prata nas três edições anteriores, vencendo o Peru, que teve de se contentar com o bronze.

As peruanas, que nos anos 1980 tiveram projeção mundial, conquistaram o último de seus 12 títulos sul-americanos em 1993 – aquele torneio foi disputado na altitude de Cuzco e a seleção brasileira, no meio de uma crise entre as atletas e o então técnico Wadson Lima, viajou sem algumas jogadoras, incluindo sua principal atacante, a ponteira Ana Moser. Somente Brasil e Peru venceram essa competição, que teve sua primeira edição em 1951.

Amistosos antes da Copa dos Campeões
No trajeto para a Copa dos Campeões, as brasileiras param em Los Angeles, nos EUA, e seguem para Anaheim, na região metropolitana. Lá farão dois amistosos, nos dias 27 e 29 de agosto, contra as americanas, que também participarão do torneio no Japão. Os EUA, que terminaram em quinto lugar no GP com uma seleção B, irão com sua equipe principal à Ásia, contando agora com as campeãs mundiais e medalhistas olímpicas Jordan Larson, Kim Hill, Foluke Akinradewo e Rachael Adams. Pelo Brasil, a central Adenizia não irá à Copa dos Campeões. Ela pediu dispensa do restante da temporada com a seleção para poder ficar com a família. A atleta alegou que está na seleção há nove anos e precisa descansar. Zé Roberto concordou com o pedido. Após o Sul-Americano, ela deixa o grupo.

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Brasil cumpre obrigação, conquista o Sul-Americano e garante vaga no Mundial http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/11/brasil-cumpre-obrigacao-conquista-o-sul-americano-e-garante-vaga-no-mundial/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/11/brasil-cumpre-obrigacao-conquista-o-sul-americano-e-garante-vaga-no-mundial/#respond Sat, 12 Aug 2017 02:03:51 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8823

O Brasil conquistou pela 31ª vez o Campeonato Sul-Americano (fotos: Max Montecinos/Fevochi)

Sem permitir que nenhum dos cinco adversários que enfrentou na competição passasse dos 21 pontos em um set, o Brasil conquistou, em Santiago, no Chile, na noite desta sexta-feira (11), o Campeonato Sul-Americano de vôlei masculino pela 31ª vez. O oponente na final foi a esforçada Venezuela, derrotada por 25-21, 25-6, 25-18. A seleção brasileira venceu todas as edições de que participou (não compareceu em 1964, ano em que a Argentina ganhou o torneio). Aliás, o Brasil jamais perdeu uma única partida na história do Sul-Americano, que começou a ser disputado em 1951. Com o título, a equipe campeã olímpica garantiu vaga no Mundial 2018, que será disputado na Itália e na Bulgária.

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Esta conquista foi o primeiro ouro do treinador Renan Dal Zotto. O Brasil entrou em quadra com Bruno, Wallace, Lucarelli, Maurício Borges, Lucão, Maurício Souza e Tiago Brendle, a mesma base do vice-campeonato na Liga Mundial 2017 – à exceção da troca de Thales por Brendle na posição de líbero. Renan Buiatti e Raphael entraram ao longo do jogo na inversão do sistema 5-1. A Confederação Sul-Americana de Vôlei (CSV), assim como ocorreu durante todo o campeonato, não divulgou as estatísticas.

Após um primeiro set cheio de erros, quando permitiu que a Venezuela chegasse aos 21 pontos, o Brasil sufocou o jovem time adversário na segunda parcial, com uma relação equilibrada entre saque, bloqueio e defesa, além de muita eficiência no contra-ataque. No terceiro set, os brasileiros entraram desatentos e cederam vários pontos na primeira metade da parcial, mas se ajustaram o suficiente para ampliar a vantagem e fechar a partida.

O ponta Maurício Borges foi escolhido o melhor jogador do Sul-Americano. Outros brasileiros foram premiados como os melhores nas suas posições: Bruno (levantador), Wallace (oposto) e Lucarelli (ponteiro).

A próxima competição do Brasil será a Copa dos Campeões, de 12 a 17 de setembro, no Japão – torneio vencido pelos brasileiros nas três últimas edições.

O time brasileiro conquistou o torneio sem perder nenhum set

Argentina fora da final
Se já havia favoritismo antes da competição, a final acabou sendo uma ducha de água fria. É que o esperado confronto com a ascendente Argentina não ocorreu. Depois de engrossar o jogo contra os brasileiros nas quartas de final da Rio 2016, quando os hermanos perderam por 1-3, eles derrotaram o Brasil este ano na Liga Mundial pelo mesmo placar. O técnico Renan Dal Zotto falava com cautela da Argentina, apesar da superioridade brasileira. O treinador Julio Velasco, que comanda a Albiceleste, estava confiante em repetir o triunfo e finalmente quebrar a hegemonia do Brasil no Sul-Americano.

Valentia venezuelana
Quem barrou os argentinos foram os valentes venezuelanos, num duelo de cinco sets na semifinal. Aos hermanos coube o bronze, depois de derrotar o Chile por 3-0 nesta sexta-feira. A Venezuela vinha sem muita expectativa para o torneio, pois a equipe passa por uma renovação, havia trocado de técnico e ainda sente o baque pela morte do seu principal jogador. Em novembro do ano passado, o oposto Kervin Piñerua, que tinha 25 anos e era capitão da equipe, foi vítima de um ataque cardíaco. Com poucos recursos, em um país assolado por uma crise política com efeitos devastadores sobre a economia, a federação venezuelana enviou 11 atletas em vez dos 14 permitidos. Nenhum dos problemas impediu a limitada mas aguerrida Vinotinto de brigar de igual para igual contra uma displicente Argentina.

Foi o retorno da Venezuela a uma final de Sul-Americano após 14 anos. A última vez havia sido em 2003, quando a geração liderada pelo oposto Ernardo Gómez perdeu também em sets diretos, mas oferecendo resistência à melhor seleção brasileira de todos os tempos. A mesma equipe que os venezuelanos haviam surpreendido e vencido por 3-2 na semifinal dos Jogos Pan-Americanos, num raro tropeço daquele timaço brasileiro. A volta ao segundo lugar mais alto do pódio em um Sul-Americano foi bastante comemorada pela Venezuela.

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León é liberado para jogar pela seleção da Polônia http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/11/leon-e-liberado-para-jogar-pela-selecao-da-polonia/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/11/leon-e-liberado-para-jogar-pela-selecao-da-polonia/#respond Fri, 11 Aug 2017 20:53:12 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8817

O fenômeno cubano naturalizado polonês Wilfredo León é um dos destaques do Zenit Kazan (foto: FIVB)

Atual campeã mundial, a seleção polonesa masculina irá ganhar um grande reforço em breve: o ponteiro cubano naturalizado polonês Wilfredo León, 24 anos. Em entrevista ao site Sport.pl, o presidente da Federação local de vôlei, Jacek Kasprzyk, afirmou que o atacante já deve estar à disposição da equipe em breve.

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“Existem os dois anos de carência para a consolidação da mudança de nacionalidade e de federação”, comentou o dirigente. Ao ser questionado se León poderá jogar o Campeonato Europeu de 2019, a resposta foi direta: “100% de certeza”.

A história de León é parecida com a de outro cubano naturalizado, Yoandry Leal, que em maio deste ano foi liberado pela FIVB para defender a seleção brasileira a partir de 2019. O processo de naturalização do atleta do Sada Cruzeiro, inclusive, foi concluído depois do de León, que joga no clube russo Zenit Kazan. Porém, o bom relacionamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) com a Federação Cubana fez com que o caso se desenrolasse mais rápido do que com os poloneses.

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Giba revela que cogitou mudar de país após ser cortado em uma peneira http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/11/giba-revela-que-cogitou-mudar-de-pais-apos-ser-cortado-em-uma-peneira/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/11/giba-revela-que-cogitou-mudar-de-pais-apos-ser-cortado-em-uma-peneira/#respond Fri, 11 Aug 2017 12:30:41 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8807

Ex-jogador brincou ao falar de técnico que o dispensou: “Está arrancando os cabelos até hoje” (Foto: Divulgação/RedeTV!)

Você já imaginou a possibilidade de Giba jamais ter defendido o Brasil? Pior: ter vestido a camisa de algum outro adversário, como os Estados Unidos? Pois um dos maiores jogadores da história do vôlei revelou, em entrevista ao programa “Sensacional”, da RedeTV!, que chegou a cogitar essa ideia depois de ser cortado em uma peneira da extinta equipe do Banespa em 1993.

O Saída de Rede teve acesso com exclusividade a este e outros trechos exclusivos do bate-papo do ex-jogador com a apresentadora Daniela Albuquerque que vai ao ar neste domingo (13), às 16h30 (horário de Brasília).

De olho na Superliga, novo time de Curitiba tem Giba nos bastidores

Ele era o sucessor de Giba, mas o ombro o impediu de chegar lá

“A primeira coisa que eu fiz (depois do não) foi ligar para quatro universidades americanas para já buscar um estudo através do esporte, porque aqui no Brasil infelizmente a gente tem uma cultura de que o esporte é uma via de fuga para uma vida mais fácil, para ganhar dinheiro mais fácil”, lamentou o ponteiro, dono de um ouro e duas pratas olímpicas. “O técnico (que o recusou) está arrancando os cabelos até hoje”, divertiu-se, recordando que em abril do mesmo ano foi indicado para a seleção infanto-juvenil, em setembro sagrou-se campeão mundial e ainda levou o título de melhor jogador do mundo na categoria.

Apesar de os números indicarem uma carreira vitoriosa, Giba revelou ter alguns arrependimentos, como o teste positivo para doping por uso de maconha revelado em março de 2003. “Aprendi muito ali, o que eu representava para as pessoas, que aquilo ali era uma droga e que não poderia de modo algum acontecer de novo na minha vida. Daquele fato para frente fui eleito seis vezes o melhor jogador do mundo”, reviveu o jogador.

Além de três medalhas olímpicas, Giba ganhou três mundiais com a seleção brasileira (Foto: Divulgação/CBV)

E a convivência com Bernardinho fora das quadras, como era? O jogador também sanou essa dúvida de Daniela Albuquerque: “O Bernardo tinha uma coisa muito boa, que dentro da quadra ele tinha aquele temperamento, fora a gente nem via ele às vezes. Era uma discrepância, completamente diferente. Ele ficava estudando no quarto, vendo jogo, lendo, então a gente não tinha muito convívio com ele fora de quadra, a não ser nas refeições”.

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Mais filhos à vista

Falando do aspecto pessoal, Giba contou um pouco sobre seu casamento com Maria Luiza Daudt. “A gente tem um diálogo muito bom e isso ajuda na criação das crianças (Nicoll e Patrick, filhos do casamento do jogador com Cristina Pirv). Temos um controle, um vai levando o outro e queremos ter um filho logo” revelou.

Em clima de Dia dos Pais, ele também mandou uma mensagem para os rebentos. “A única coisa que me emociona mesmo são os filhos, você mata e morre por eles”, destacou o ex-atleta, que também está à frente do projeto Gibinha, destinado a combater a obesidade infantil.

Serviço
Entrevista com Giba no programa Sensacional, de Daniela Albuquerque
Onde? RedeTV!
Dia: domingo (13)
Hora: 16h30 (horário de Brasília)

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Vitória fácil e descanso para seleção brasileira antes da final do Sul-Americano http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/10/vitoria-facil-e-descanso-para-selecao-brasileira-antes-da-final-do-sul-americano/ http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/2017/08/10/vitoria-facil-e-descanso-para-selecao-brasileira-antes-da-final-do-sul-americano/#respond Fri, 11 Aug 2017 00:14:23 +0000 http://saidaderede.blogosfera.uol.com.br/?p=8802

Os brasileiros não tiveram muito trabalho para passar pelo time da casa (foto: Max Montecinos/CSV)

Com a sossegada vitória por 3 sets a 0 sobre o Chile (25-20, 25-12, 25-14), na noite desta quinta-feira, em Santiago, pelas semifinais do Campeonato Sul-Americano 2017, a seleção brasileira ganhou um bônus: mais tempo de descanso para a decisão, marcada para a noite da sexta-feira.

Em que pese o fraco nível técnico do torneio, para quem disputa cinco partidas em dias consecutivos e ainda teve um deslocamento de 680 Km (cerca de 1h de voo) entre as cidades de Temuco – onde, até quarta-feira, disputou a fase de grupo – e Santiago (sede das finais), resolver rapidamente o assunto com os donos da casa e ir para o hotel descansar pode fazer a diferença no jogo decisivo – ainda mais, porque deve ser contra a Argentina, que enfrenta a Venezuela ainda esta noite, na outra semifinal.

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Entrando em quadra com o time base do vice-campeonato na Liga Mundial deste ano – Bruno, Wallace, Lucão, Mauricio Souza, Lucarelli, Mauricio Borges e Tiago Brendle –, o Brasil teve dificuldade de impor seu ritmo no início da partida. Mesmo sem atacantes de muito alcance, mas velozes, a equipe chilena conseguiu, pelo menos, equilibrar o marcador até a reta final do primeiro set.

Contudo, quando o saque brasileiro melhorou, especialmente a partir de uma sequência de Wallace no começo da segunda etapa, o time comandado por Renan Dal Zotto deslanchou. Embora longe de sua rotação máxima, os campeões olímpicos dominaram no serviço e no bloqueio, e estamparam no placar a diferença técnica entre as duas seleções.

Se conquistar, nesta sexta-feira, o 31º título sul-americano em 32 edições da competição (só não venceu em 1964, quando não participou), o Brasil assegura vaga no Campeonato Mundial da Itália e Bulgária 2018. Caso não vença, precisará disputar uma eliminatória, no fim do mês.

Atualizado à 0h06: Brasil vs. Argentina? Não, senhor. A equipe dirigida por Julio Velasco decepcionou e caiu ante a Venezuela por 3 sets a 2 (26-24, 15-25, 24-26, 26-24, 15-13). A final entre brasileiros e venezuelanos será disputada na sexta-feira, a partir das 21h30, pelo horário de Brasília. O SporTV transmite a partida.

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